
Nos seus primeiros cinco anos de papado, “o Papa deu mostras da sua humildade, generosidade e amor”, escreve num artigo recentemente publicado no Corriere della Sera. Ainda assim, acrescenta, “o mundo necessita de tempo para acostumar-se a este Papa erudito, que enfrenta sem hesitações as questões fundamentais e deixa de lado as questões menores sempre que possível”.
O Rabino, de 77 anos, que conheceu pessoalmente Bento XVI durante a sua visita à Sinagoga de Nova Iorque em 2008, salienta que o Papa “fala como um erudito e proclama as verdades cristãs, tal como as enunciava o “infalível” Bispo de Roma. Esta deve ser a forma de actuar de um estudioso”.
Referindo-se ao encontro que manteve em Roma com o Santo Padre em Janeiro passado, recorda que ao perguntar-lhe quais eram as suas intenções uma vez terminado o segundo volume de “Jesus de Nazaré”, o Papa respondeu-lhe com um sorriso: “Mais nenhum, este é o meu último livro, tenho de enfrentar outros compromissos”.
No primeiro volume de “Jesus de Nazaré”, o Pontífice reconhece a grande ajuda que constituiu a leitura do livro de Neusner, “Um Rabino conversa com Jesus”, publicado nos Estados Unidos em 1993 e editado em espanhol em 2008. (Nota JPR: editado em português no Brasil em 2007 pela IMAGO EDITORA)
“O que o mundo ouviu nos últimos cinco sobre o Papa erudito, é o preço que os académicos pagam por defender a verdade e manter a própria integridade. A infalibilidade tem o seu preço. As pessoas preferem políticos capazes de contemporizar em vez de personagens com capacidade crítica e abertas às controvérsias. Este é o ensinamento que recebemos geralmente dos Papas estudiosos. Mas o que aprendi com Bento XVI, em particular, é mais do que isso, é a genuína integridade de este homem e a sua capacidade expor a verdade à humanidade”.
Por Alfonso Bailly-Bailliére
(Fonte: “Religión Confidencial” AQUI com tradução e adaptação da responsabilidade de JPR)
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