Obrigado, Perdão Ajuda-me

Obrigado, Perdão Ajuda-me
As minhas capacidades estão fortemente diminuídas com lapsos de memória e confusão mental. Esta é certamente a vontade do Senhor a Quem eu tudo ofereço. A vós que me leiam rogo orações por todos e por tudo o que eu amo. Bem-haja!

domingo, 30 de junho de 2019

Bom Domingo do Senhor!

Respondamos aos pedidos do Senhor sem hesitações como fizeram aqueles de que nos fala o Evangelho de hoje (Lc 9, 51-62) se o fizermos ao contrário deles estaremos a amá-Lo acima de todas as coisas.

Que o nosso amor a Jesus Cristo Nosso Senhor seja um fonte inesgotável!

A beleza do martírio no testemunho dos mártires

Sabemos que não há crescimento sem o Espírito: é Ele que faz a Igreja, é Ele que faz crescer a Igreja, é Ele que convoca a comunidade da Igreja. Mas também é necessário o testemunho dos cristãos. E quando o testemunho chega ao fim, quando as circunstâncias históricas pedem-nos um testemunho forte, ali estão os mártires, as maiores testemunhas. E aquela Igreja é regada pelo sangue dos mártires. E esta é a beleza do martírio. Começa com o testemunho, dia após dia e pode acabar como Jesus, o primeiro mártir, a primeira testemunha, a testemunha fiel: com o sangue.

Hoje há tantos mártires na Igreja, tantos cristãos perseguidos. Pensemos no Médio Oriente, cristãos que têm que fugir das perseguições, cristãos assassinados pelos seus perseguidores. Também os cristãos mandados embora em modo elegante, com luvas brancas: também isto é uma perseguição. Hoje há mais testemunhas, mais mártires na Igreja do que nos primeiros séculos. E nesta Missa, fazendo memória dos nossos gloriosos antepassados, aqui em Roma, pensemos também nos nossos irmãos que vivem perseguidos, que sofrem e que com o seu sangue fazem crescer a semente de tantas Igrejas pequeninas que nascem. Rezemos por eles e também por nós.

Papa Francisco - Excerto homilia na Capela do Espírito Santo da Casa de Santa Marta em 30.06.2014

«Hei-de seguir-Te para onde quer que fores»

São João XXIII (1881-1963), papa
Diário da Alma, junho de 1957 [antes da eleição para a cátedra papal]


«Ao cair da tarde, dá-nos a luz.» Senhor, já chegou o cair da tarde. Cheguei ao septuagésimo sexto ano da minha vida, desta vida que é dom absoluto do Pai do Céu. Três quartos dos meus contemporâneos já passaram à outra margem e eu devo agora preparar-me para o grande momento. A ideia da morte não me traz inquietude. [...] Gozo de excelente e ainda robusta saúde, se bem que não possa fiar-me nela. Quero preparar-me para responder pronto! seja a que chamamento for, mesmo inesperado. Quero que a velhice – outro grande dom de Deus – seja para mim motivo de silenciosa alegria interior, de abandono quotidiano ao Senhor, para quem me volto como uma criança que se lança nos braços abertos do seu pai.A minha vida simples e (posso dizê-lo agora) longa desenrolou-se como um novelo sob o signo da humildade e da pureza. Não tenho custo nenhum em reconhecer e repetir que não sou nem valho absolutamente nada. Foi o Senhor que me fez nascer de gente modesta e pensou em tudo; eu apenas em tudo consenti. [...] É bem verdade que «a vontade do Senhor é a minha paz». E ponho toda a minha esperança na misericórdia de Jesus. [...]

Suponho que o Senhor me reserve, para minha mortificação e purificação e para poder ser admitido na alegria eterna, qualquer grande pena ou aflição do corpo ou do espírito antes de morrer. Pois bem, aceitá-la-ei por completo e de bom grado, contanto que tudo seja para glória de Deus, o bem da minha alma e o dos meus queridos filhos espirituais. Receio apenas a fraqueza da minha resistência e peço-Lhe que me ajude na minha pouca e quase nula confiança própria, antes a pondo toda no Senhor.

Há duas portas para entrar no Paraíso, a inocência e a penitência. Quem poderá presumir, homens fracos que somos, poder encontrar a primeira aberta de par em par? Quanto à segunda, é certa. Jesus passou por ela com a cruz aos ombros para pagar pelos nossos pecados e convida-nos a todos a segui-Lo.

sábado, 29 de junho de 2019

O Evangelho de Domingo dia 30 de junho de 2019

Aconteceu que, aproximando-se o tempo da Sua partida deste mundo, dirigiu-Se resolutamente para Jerusalém, e enviou adiante de Si mensageiros, que entraram numa aldeia de samaritanos para Lhe prepararem pousada. Não O receberam, por dar mostras de que ia para Jerusalém. Vendo isto, os Seus discípulos Tiago e João disseram: «Senhor, queres que digamos que desça fogo do céu que os consuma?». Ele, porém, voltando-Se para eles, repreendeu-os. E foram para outra povoação. Indo eles pelo caminho, veio um homem que Lhe disse: «Seguir-Te-ei para onde quer que fores». Jesus respondeu-lhe: «As raposas têm suas tocas e as aves do céu têm seus ninhos, porém, o Filho do Homem não tem onde reclinar a cabeça». A um outro disse: «Segue-Me». Mas ele disse: «Senhor, permite-me que eu vá primeiro sepultar meu pai». Mas Jesus replicou: «Deixa que os mortos sepultem os seus mortos; tu vai anunciar o reino de Deus». Um outro disse-Lhe: «Senhor, seguir-Te-ei, mas permite que vá primeiro dizer adeus aos de minha casa». Jesus respondeu-lhe: «Ninguém que, depois de ter metido a mão no arado olha para trás, é apto para o reino de Deus».

Lc 9, 51-62

“Não fazei mal a uma única destas crianças, a voz de Pedro contra a pedofilia”

Livro em parceria pelo Papa Francisco com o Papa emérito Bento XVI e introdução do Pe. Federico Lombardi sj

Evangelho do dia 29 de junho de 2019

Tendo chegado à região de Cesareia de Filipe, Jesus interrogou os Seus discípulos, dizendo: «Quem dizem os homens que é o Filho do Homem?». Eles responderam: «Uns dizem que é João Batista, outros que é Elias, outros que é Jeremias ou algum dos profetas». Jesus disse-lhes: «E vós quem dizeis que Eu sou?». Respondendo Simão Pedro, disse: «Tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo». Respondendo Jesus, disse-lhe: «Bem-aventurado és, Simão filho de João, porque não foi a carne e o sangue que to revelaram, mas Meu Pai que está nos céus. E Eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a Minha Igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela. Eu te darei as chaves do Reino dos Céus; e tudo o que ligares sobre a terra, será ligado também nos céus, e tudo o que desatares sobre a terra, será desatado também nos céus».

Mt 16, 13-19

sexta-feira, 28 de junho de 2019

Evangelho do dia 28 de junho de 2019

Então propôs-lhes esta parábola: «Qual de vós, tendo cem ovelhas, se perde uma delas, não deixa as noventa e nove no deserto, para ir procurar a que se tinha perdido, até que a encontre? E, tendo-a encontrado, a põe sobre os ombros todo contente e, indo para casa, chama os seus amigos e vizinhos, dizendo-lhes: Alegrai-vos comigo, porque encontrei a minha ovelha que se tinha perdido. Digo-vos que, do mesmo modo, haverá maior alegria no céu por um pecador que fizer penitência que por noventa e nove justos que não têm necessidade de penitência».

Lc 15, 3-7

quinta-feira, 27 de junho de 2019

Evangelho do dia 27 de junho de 2019

«Nem todo o que Me diz: “Senhor, Senhor”, entrará no Reino dos Céus, mas só o que faz a vontade de Meu Pai que está nos céus. Muitos Me dirão naquele dia: “Senhor, Senhor, não profetizámos nós em Teu nome, e em Teu nome expulsámos os demónios, e em Teu nome fizemos muitos milagres?”. E então Eu lhes direi bem alto: “Nunca vos conheci. Apartai-vos de Mim, vós que praticais a iniquidade”. «Todo aquele, pois, que ouve estas Minhas palavras e as observa será semelhante ao homem prudente que edificou a sua casa sobre rocha. Caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram e investiram os ventos contra aquela casa, mas ela não caiu, porque estava fundada sobre rocha. Todo aquele que ouve estas Minhas palavras e não as pratica será semelhante a um homem insensato que edificou a sua casa sobre areia. Caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram e investiram os ventos contra aquela casa, e ela caiu, e foi grande a sua ruína». Quando Jesus acabou estes discursos, estavam as multidões admiradas com a Sua doutrina, porque os ensinava como quem tinha autoridade, e não como os seus escribas.

Mt 7, 21-29

quarta-feira, 26 de junho de 2019

Evangelho do dia 26 de junho de 2019

«Guardai-vos dos falsos profetas, que vêm a vós vestidos de ovelhas, mas por dentro são lobos ferozes. Pelos seus frutos os conhecereis. Porventura se colhem uvas dos espinhos, ou figos dos abrolhos? Assim toda a árvore boa dá bons frutos, e toda a árvore má dá maus frutos. Não pode uma árvore boa dar maus frutos, nem uma árvore má dar bons frutos. Toda a árvore que não dá bons frutos será cortada e lançada ao fogo. Vós os conhecereis, pois, pelos seus frutos.

Mt 7, 15-20

terça-feira, 25 de junho de 2019

Evangelho do dia 25 de junho de 2019

«Não deis aos cães o que é santo, nem lanceis aos porcos as vossas pérolas, para que não suceda que eles as calquem com os seus pés, e que, voltando-se contra vós, vos despedacem. «Portanto, tudo o que vós quereis que os homens vos façam, fazei-o também vós a eles; esta é a Lei e os Profetas. «Entrai pela porta estreita, porque larga é a porta, e espaçoso o caminho que leva à perdição, e muitos são os que entram por ele. Que estreita é a porta, e que apertado o caminho que leva à Vida, e quão poucos são os que dão com ele! 

Mt 7, 6.12-14

segunda-feira, 24 de junho de 2019

Evangelho do dia 24 de junho de 2019

Completou-se para Isabel o tempo de dar à luz e deu à luz um filho. Os seus vizinhos e parentes ouviram falar da graça que o Senhor lhe tinha feito e congratulavam-se com ela. Aconteceu que, ao oitavo dia, foram circuncidar o menino e chamavam-lhe Zacarias, do nome do pai. Interveio, porém, sua mãe e disse: «Não; mas será chamado João». Disseram-lhe: «Ninguém há na tua família que tenha este nome». E perguntavam por acenos ao pai como queria que se chamasse. Ele, pedindo uma tabuinha, escreveu assim: «O seu nome é João». Todos ficaram admirados. E logo se abriu a sua boca, soltou-se a lingua e falava bendizendo a Deus. O temor se apoderou de todos os seus vizinhos, e divulgaram-se todas estas maravilhas por todas as montanhas da Judeia. Todos os que as ouviram as ponderavam no seu coração, dizendo: «Quem virá a ser este menino?». Porque a mão do Senhor estava com ele. Ora o menino crescia e se fortificava no espírito. E habitou nos desertos até ao dia da sua manifestação a Israel.

Lc 1, 57-66.80

domingo, 23 de junho de 2019

Bom Domingo do Senhor!

Sigamos de alma e coração a proposta do Senhor conforme nos narra o Evangelho de hoje (Lc 9, 18-24) e carreguemos a nossa cruz tudo lhe oferecendo, certos de que caminhamos para a nossa salvação.

Louvor e glória a Vós Jesus Cristo nossa Luz nossa Salvação!

«Tome a sua cruz, dia após dia, e siga-Me»

Santa Teresa Benedita da Cruz (Edith Stein) (1891-1942), carmelita, mártir, co-padroeira da Europa 
«O amor à cruz», meditação de 24/11/1934


O peso da cruz que Cristo carregou não é senão a decadência humana, com o seu cortejo dos pecados e sofrimentos que atingem a humanidade. O sentido do caminho da cruz é libertar o mundo desse fardo. […] Sendo a nossa felicidade a união com Cristo e sendo a progressão em direção a essa união a nossa bênção nesta terra, o amor à cruz não entra de modo nenhum em contradição com a alegria de ser filho de Deus. Ajudar a levar a cruz de Cristo dá uma alegria pura e profunda. Aqueles a quem é dada essa possibilidade e essa força — os construtores do Reino de Deus — são os mais autênticos filhos de Deus. A predileção pelo caminho da cruz também não significa ter pena por ver passada a Sexta-feira Santa e concluída a obra de redenção; pois só os seres que foram salvos, os filhos da graça, podem carregar a cruz de Cristo. Só a sua união ao divino Chefe confere ao sofrimento humano uma força penitencial. […]

Manter-se de pé e avançar pelos sendeiros rudes e lamacentos desta terra, permanecendo com Cristo à direita do Pai; rir e chorar com os filhos do mundo e cantar sem cessar os louvores do Senhor com o coro dos anjos, tal é a vida dum cristão até que nasça a manhã da eternidade.

sábado, 22 de junho de 2019

O Evangelho de Domingo dia 23 de junho de 2019

Aconteceu que, estando a orar só, se encontravam com Ele os Seus discípulos. Jesus interrogou-os: «Quem dizem as multidões que Eu sou?». Responderam e disseram: «Uns dizem que és João Baptista, outros que Elias, outros que ressuscitou um dos antigos profetas». Ele disse-lhes: «E vós quem dizeis que sou Eu?». Pedro, respondendo, disse: «O Cristo de Deus». Mas Ele, em tom severo, mandou que não o dissessem a ninguém, acrescentando: «É necessário que o Filho do Homem padeça muitas coisas, que seja rejeitado pelos anciãos, pelos príncipes dos sacerdotes e pelos escribas, que seja morto e ressuscite ao terceiro dia. Depois, dirigindo-Se a todos disse: «Se alguém quer vir após Mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz todos os dias, e siga-Me. Porque quem quiser salvar a sua vida, a perderá; e quem perder a sua vida por causa de Mim, salvá-la-á.

Lc 9. 18-24

Evangelho do dia 22 de junho de 2019

«Ninguém pode servir a dois senhores: porque ou há-de odiar um e amar o outro, ou há-de afeiçoar-se a um e desprezar o outro. Não podeis servir a Deus e às riquezas. «Portanto vos digo: Não vos preocupeis, nem com a vossa vida, acerca do que haveis de comer, nem com o vosso corpo, acerca do que haveis de vestir. Porventura não vale mais a vida que o alimento, e o corpo mais que o vestido? Olhai para as aves do céu que não semeiam, nem ceifam, nem fazem provisões nos celeiros, e, contudo, vosso Pai celeste as sustenta. Porventura não valeis vós muito mais do que elas? Qual de vós, por mais que se afadigue, pode acrescentar um só côvado à duração da sua vida? «E porque vos inquietais com o vestido? Considerai como crescem os lírios do campo: não trabalham nem fiam. Digo-vos, todavia, que nem Salomão, em toda a sua glória, se vestiu como um deles. Se, pois, Deus veste assim uma erva do campo, que hoje existe e amanhã é lançada no forno, quanto mais a vós, homens de pouca fé? Não vos aflijais, pois, dizendo: Que comeremos? Que beberemos? Com que nos vestiremos? Os gentios é que procuram com excessivo cuidado todas estas coisas. Vosso Pai sabe que tendes necessidade delas. Buscai, pois, em primeiro lugar, o reino de Deus e a Sua justiça, e todas estas coisas vos serão dadas por acréscimo.  Não vos preocupeis, pois, pelo dia de amanhã; o dia de amanhã terá as suas preocupações próprias. A cada dia bastam os seus trabalhos. Não vos preocupeis, pois, pelo dia de amanhã; o dia de amanhã terá as suas preocupações próprias. A cada dia bastam os seus trabalhos.

Mt 6, 24-34

sexta-feira, 21 de junho de 2019

Evangelho do dia 21 de junho de 2019

«Não acumuleis para vós tesouros na terra, onde a ferrugem e a traça os consomem, e onde os ladrões arrombam as paredes e roubam. Entesourai para vós tesouros no céu, onde nem a ferrugem nem a traça os consomem, e onde os ladrões não arrombam as paredes nem roubam. Porque onde está o teu tesouro, aí está também o teu coração. «O olho é a lâmpada do corpo. Se o teu olho for são, todo o teu corpo terá luz. Mas, se teu olho for malicioso todo o teu corpo estará em trevas. Se, pois, a luz que há em ti é trevas, quão tenebrosas serão essas trevas! 

Mt 6, 19-23

quinta-feira, 20 de junho de 2019

Evangelho do dia 20 de junho de 2019

Sabendo isto, as multidões foram-n'O seguindo. E as recebeu, falou-lhes do reino de Deus e curou os que necessitavam de cura. Ora o dia começava a declinar. Aproximando-se d'Ele os doze, disseram-Lhe: «Despede as multidões, para que, indo pelas aldeias e herdades circunvizinhas, se alberguem e encontrem que comer, porque aqui estamos num lugar deserto». Ele respondeu-lhes: «Dai-lhes vós de comer». Eles disseram: «Não temos mais do que cinco pães e dois peixes, a não ser que vamos comprar mantimento para toda esta multidão». Pois eram quase cinco mil homens. Então disse aos discípulos: «Mandai-os sentar divididos em grupos de cinquenta». Eles assim fizeram, e mandaram-nos sentar a todos. Tendo tomado os cinco pães e os dois peixes, levantou os olhos ao céu, pronunciou sobre eles a bênção, partiu-os e distribuiu-os aos Seus discípulos, para que os servissem à multidão. Comeram todos e ficaram saciados. E recolheram do que sobrou doze cestos de fragmentos.

Lc 9,11b-17

quarta-feira, 19 de junho de 2019

Evangelho do dia 19 de junho de 2019

«Guardai-vos de fazer as boas obras diante dos homens, com o fim de serdes vistos por eles. De contrário não tereis direito à recompensa do vosso Pai que está nos céus. «Quando, pois, dás esmola, não faças tocar a trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, para serem louvados pelos homens. Em verdade vos digo que já receberam a sua recompensa. Mas, quando dás esmola, não saiba a tua mão esquerda o que faz a tua direita, para que a tua esmola fique em segredo, e teu Pai, que vê o que fazes em segredo, te pagará. «Quando orardes, não sejais como os hipócritas, que gostam de orar em pé nas sinagogas e nos cantos das praças, a fim de serem vistos pelos homens. Em verdade vos digo que já receberam a sua recompensa. Tu, porém, quando orares, entra no teu quarto, e, fechada a porta, ora a teu Pai; e teu Pai, que vê o que se passa em segredo, te dará a recompensa.  «Quando jejuais, não vos mostreis tristes como os hipócritas que desfiguram o rosto para mostrar aos homens que jejuam. Na verdade vos digo que já receberam a sua recompensa. Mas tu, quando jejuares, unge a tua cabeça e lava o teu rosto, a fim de que não pareça aos homens que jejuas, mas sim a teu Pai, que está presente no oculto, e teu Pai, que vê no oculto, te dará a recompensa.

Mt 6, 1-6.16-18

terça-feira, 18 de junho de 2019

Evangelho do dia 18 de junho de 2019

«Ouvistes que foi dito: “Amarás o teu próximo e odiarás o teu inimigo”. Eu, porém, digo-vos: Amai os vossos inimigos, fazei bem aos que vos odeiam, e orai pelos que vos maltratam e vos perseguem. Deste modo sereis filhos do vosso Pai que está nos céus, o qual faz nascer o sol sobre maus e bons, e manda a chuva sobre justos e injustos. Porque, se amais somente os que vos amam, que recompensa haveis de ter? Não fazem os publicanos também o mesmo? E se saudardes somente os vossos irmãos, que fazeis de especial? Não fazem também assim os próprios gentios? Sede, pois, perfeitos, como vosso Pai celestial é perfeito.

Mt 5, 43-48

segunda-feira, 17 de junho de 2019

Evangelho do dia 17 de junho de 2019

«Ouvistes que foi dito: “Olho por olho e dente por dente”. Eu, porém, digo-vos que não resistais ao homem mau; mas, se alguém te ferir na tua face direita, apresenta-lhe também a outra; e ao que quer chamar-te a juízo para te tirar a túnica, cede-lhe também a capa. Se alguém te forçar a dar mil passos, vai com ele mais dois mil. Dá a quem te pede e não voltes as costas a quem deseja que lhe emprestes.

Mt 5, 38-42

domingo, 16 de junho de 2019

Amar a Cristo...

Senhor, que nunca deixemos de ouvir o Pai, pois escutando-O estaremos em total consonância com os Teus ensinamentos. É certo que às vezes parecemos esquecidos e desatentos pensando só por nós, sem recorrermos à Tua ajuda e sem nos deixarmos guiar por Ti. Releva-nos esta soberba e ajuda-nos a cheios de humildade e fé pegar na Tua mão, que está sempre estendida para nos ajudar, e bem firmes a ela agarrados sermos bons exemplos de cristãos e assim glorificar o nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo servindo-Te servindo o próximo.

Querido Jesus, sede a nossa Luz e ilumina-nos sempre em direcção a Ti!

JPR

Bom Domingo do Senhor!

Peçamos ao Senhor que nos derrame o Divino Espírito Santo sobre nós à semelhança do que fez com os doze apóstolos e como nos narra o Evangelho de hoje (Jo 16, 12-15) para que cheios Dele possamos estar sempre disponíveis para a Verdade.

Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo, que são um só Deus na Santíssima Trindade.

Opus Dei há sessenta e nove anos nesta data

A 16 de Junho de 1950: O Papa Pio XII concede a aprovação definitiva do Opus Dei: que possam admitir-se no Opus Dei pessoas casadas e adscrever-se à Sociedade Sacerdotal da Santa Cruz sacerdotes do clero secular.

Este foi o primeiro passo formal que levou à erecção da Prelatura Pessoal em 1982 pelo Papa João Paulo II e tendo nomeado na altura D. Álvaro del Portillo Prelado do Opus Dei.

A Virgem Maria, obra prima da Santíssima Trindade

Imagem de Nossa Senhor na Basílica da Santíssima Trindade em Fátima
«Entre todas as criaturas, a obra-prima da Santíssima Trindade é a Virgem Maria: no seu Coração humilde e repleto de fé, Deus preparou para si uma morada digna, para completar o mistério da salvação. O Amor divino encontrou nela uma correspondência perfeita e foi no seu seio que o Filho Unigénito se fez homem. Dirijamo-nos com confiança filial a Maria para que, com a sua ajuda, possamos progredir no amor e fazer da nossa vida um cântico de louvor ao Pai, por meio do Filho no Espírito Santo»

(Bento XVI - Angelus de 11.06.2006)

O mistério da Santíssima Trindade visto por um simples crente

Adoração da Santíssima Trindade de Albrecht Dürer
Conheço algumas pessoas que têm dificuldade em contextualizar o Mistério da Santíssima Trindade, incluindo alguns Sacerdotes, todos eles profundamente crentes, mas que não conseguem verbalizar a sua Fé a este respeito.

Dito isto, peço-vos antecipadamente desculpa pelo meu aventureirismo, sobretudo considerando a minha formação extremamente elementar e sem quaisquer estudos em teologia, ao propor-me compartilhar convosco a minha visão sobre a Santíssima Trindade.

É-nos fácil entender que o Pai na Sua infinita bondade e para nossa salvação e melhor compreensão nos tenha enviado o Seu Filho, que na essência é Ele próprio feito homem, e que ao assumir a condição de humana, além da Divina que Lhe é inerente, nos permite na nossa simplicidade terrena ter uma forma de O “visualizar”.

Recebê-Lo, poder beijá-Lo no Presépio, colocá-Lo na palma da mão ou dar-Lhe colo, poder abraçá-Lo na Cruz, enfim, assumi-Lo como nosso Pai, Irmão, Mestre, Redentor, Salvador e Amor da nossa vida, dá-nos uma alegria humana imediata pois sentimo-Lo na Sagrada Eucaristia e vemo-Lo nos Evangelhos e na representação em imagem ou ícone.

Ora, o Pai através de Jesus Cristo, Seu amadíssimo Filho, foi ainda mais bondoso ao anunciar-nos que nos enviaria o Seu Espírito. É certo que O não vemos, mas com profundo sentido de Fé sabemos que está connosco desde o Batismo, sentimo-Lo permanentemente no nosso coração, nos mais pequenos atos da nossa vida, quando dizemos ao próximo que o amamos ou nos preocupamos com ele, é o Espírito Santo que está a atuar nosso coração e discernimento. Quando beijamos a Virgem Santíssima ou lhe fazemos uma pequena jaculatória, é o Espírito Santo, que amável e bondosamente nos guia, ou seja, não há momento algum da nossa vida em que Ele não esteja presente, mesmo quando pecamos Ele está dentro de nós, nós é que empedernidos e cedendo às tentações das trevas, Lhe fechamos a porta e tapamos os ouvidos. Mas também é Ele, que sempre misericordioso nos ajuda a arrepender e a confessar os nossos pecados, às vezes, se calhar demasiadas vezes, demoramos tempo a ouvi-Lo, mas a Sua bondade e paciência são inesgotáveis.

Reparem na alegria que sentimos, cada vez que no exame de consciência, nos apercebemos de algo que não havíamos descortinado anteriormente, mas que é merecedor do nosso arrependimento, pois é Deus Pai, conjuntamente com Deus Filho e Deus Espírito Santo, que são um só Deus, que na forma deste último, atua sobre nós e nos encaminha.

Bem-haja!

JPR

Solenidade da Santíssima Trindade


«Quando Ele vier, o Espírito da Verdade, há-de guiar-vos para a Verdade completa»

Simeão, o Novo Teólogo (c. 949-1022), monge grego, santo das Igrejas Ortodoxas 

Catequeses, 33; SC 113


A «chave do conhecimento» (Lc 11,52) não é senão a graça do Espírito Santo, que é dada pela fé. Pela iluminação, ela produz um conhecimento muito real, e mesmo o conhecimento completo. Ela abre o nosso espírito fechado na obscuridade, muitas vezes com parábolas e símbolos, mas também com declarações mais claras. [...] Prestai pois muita atenção ao sentido espiritual da palavra. Se a chave não for adequada, a porta não se abrirá. Porque, disse o Bom Pastor, «é a ele que o porteiro abre» (Jo 10,3). Mas, se a porta não se abrir, ninguém entra na casa do Pai, porque Cristo disse: «Ninguém vai ao Pai senão por Mim» (Jo 14,6).

Ora, é o Espírito Santo Quem primeiro abre o nosso espírito e nos ensina o que se refere ao Pai e ao Filho. Cristo disse-nos: «O Espírito da Verdade, que procede do Pai, e que Eu vos hei-de enviar da parte do Pai, dará testemunho a Meu favor, e guiar-vos-á a toda a verdade» (Jo 15,26; 16,13). Vede como, pelo Espírito, ou melhor, no Espírito, o Pai e o Filho Se dão a conhecer inseparavelmente. [...]

Se chamamos ao Espírito Santo uma chave, é porque é primeiramente por Ele e n'Ele que o nosso espírito é iluminado. Uma vez purificados, somos iluminados pela luz do conhecimento. Somos baptizados do alto, recebemos um novo nascimento e tornamo-nos filhos de Deus, como disse São Paulo: «O Espírito Santo intercede por nós com gemidos inefáveis» (Rom 8,26). E ainda: «Deus enviou aos nossos corações o Espírito que clama: 'Abba, Pai'» (Gal 4,6). É por conseguinte Ele que nos mostra a porta, porta que é luz, e a porta ensina-nos que Aquele que habita esta casa é também luz inacessível.

sábado, 15 de junho de 2019

O Evangelho de Domingo dia 16 de junho de 2019

Tenho ainda muitas coisas a dizer-vos, mas não as podeis compreender agora. Quando vier, porém, o Espírito da Verdade, Ele vos guiará no caminho da verdade total, porque não falará de Si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido e anunciar-vos-á as coisas que estão para vir. Ele Me glorificará, porque receberá do que é Meu e vo-lo anunciará. Tudo quanto o Pai tem é Meu. Por isso Eu vos disse que Ele receberá do que é Meu e vo-lo anunciará.

Jo 16, 12-15

Evangelho do dia 15 de junho de 2019

«Igualmente ouvistes que foi dito aos antigos: “Não perjurarás, mas guardarás para com o Senhor os teus juramentos”. Eu, porém, digo-vos que não jureis de modo algum, nem pelo céu, porque é o trono de Deus; nem pela terra, porque é o escabelo de Seus pés; nem por Jerusalém, porque é a cidade do grande rei. Nem jurarás pela tua cabeça, pois não podes fazer branco ou preto um só dos teus cabelos. Seja o vosso falar: Sim, sim; não, não. Tudo o que passa disto, procede do Maligno.

Mt 5, 33-37

sexta-feira, 14 de junho de 2019

Semeadores de paz e alegria

Mensagem do Prelado (14 junho 2019)

Mons. Ocáriz aconselha viver as solenidades e festas do mês de junho com profunda alegria e agradecimento a Deus pelo seu imenso amor.
Queridíssimos: que Jesus guarde as minhas filhas e os meus filhos!
Neste mês de junho celebramos solenidades e festas fundamentais para nossa fé: desde o último dia 2, a Ascensão do Senhor, até o próximo dia 29, São Pedro e São Paulo. Todas, cada uma com as suas características específicas, são para nós oportunidades de intensificar o agradecimento a Deus pelo seu imenso amor. Como consequência, estas celebrações convidam-nos a compartilhar a alegria, também aproveitando uma vida de família mais intensa, tanto nos centros da Obra como nos lares dos agregados e supranumerários.
Embora a alegria não tenha porque se manifestar da mesma forma em todos os momentos e circunstâncias, sempre podemos viver contentes, diante do que é humanamente agradável e também perante o que representa sofrimento. Como aos apóstolos, Jesus diz também a nós "que a minha alegria esteja em vós, e a vossa alegria seja completa" (Jo 15,11). E São Paulo nos exorta: "Alegrai-vos sempre no Senhor! Repito, alegrai-vos!" (Filip 4,4).
Neste sentido, nem a experiência da nossa fraqueza e dos nossos pecados deve submergir-nos na tristeza, porque, como aconteceu com o filho pródigo (cfr. Lc 15,22-24), a autêntica alegria nasce da certeza de saber-nos sempre infinitamente amados por Deus, que nos prepara "uma grande festa – a profunda alegria do arrependimento" (Carta 14-II-1974, n. 7).
Assim, poderemos ser sempre, com Jesus, semeadores de paz e alegria.
Com todo o carinho, abençoa-os
o Padre

Roma, 14 de junho de 2019

Evangelho do dia 14 de junho de 2019

«Ouvistes que foi dito: “Não cometerás adultério”. Eu, porém, digo-vos que todo aquele que olhar para uma mulher, cobiçando-a, já cometeu adultério com ela no seu coração. Por isso se o teu olho direito é para ti causa de pecado, arranca-o e lança-o para longe de ti, porque é melhor para ti que se perca um dos teus membros, do que todo o teu corpo seja lançado na Geena. E se a tua mão direita é para ti causa de pecado, corta-a e lança-a para longe de ti, porque é melhor para ti que se perca um dos teus membros, do que todo o teu corpo seja lançado na Geena. «Também foi dito: “Aquele que repudiar sua mulher, dê-lhe libelo de repúdio”. Eu, porém, digo-vos: todo aquele que repudiar sua mulher, a não ser por causa de união ilegítima, expõe-na a adultério; e o que desposar a mulher repudiada, comete adultério.

Mt 5, 27-32

quinta-feira, 13 de junho de 2019

Evangelho do dia 13 de junho de 2019

«Vós sois o sal da terra. Porém, se o sal perder a sua força, com que será ele salgado? Para nada mais serve senão para ser lançado fora e ser calcado pelos homens. Vós sois a luz do mundo. Não pode esconder-se uma cidade situada sobre um monte; nem se acende uma candeia para a colocar debaixo do alqueire, mas nocandelabro, a fim de que dê luz a todos os que estão em casa. Assim brilhe a vossa luz diante dos homens para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem o vosso Pai que está nos céus. «Não julgueis que vim abolir a Lei ou os Profetas; não vim para os abolir, mas sim para cumprir. Porque em verdade vos digo: antes passarão o céu e a terra, que passe uma só letra ou um só traço da Lei, sem que tudo seja cumprido. Aquele, pois, que violar um destes mandamentos mesmo dos mais pequenos, e ensinar assim aos homens, será considerado o mais pequeno no Reino dos Céus. Mas o que os guardar e ensinar, esse será considerado grande no Reino dos Céus.

Mt 5, 13-19

quarta-feira, 12 de junho de 2019

Evangelho do dia 12 de junho de 2019

«Não julgueis que vim abolir a Lei ou os Profetas; não vim para os abolir, mas sim para cumprir. Porque em verdade vos digo: antes passarão o céu e a terra, que passe uma só letra ou um só traço da Lei, sem que tudo seja cumprido. Aquele, pois, que violar um destes mandamentos mesmo dos mais pequenos, e ensinar assim aos homens, será considerado o mais pequeno no Reino dos Céus. Mas o que os guardar e ensinar, esse será considerado grande no Reino dos Céus.

Mt 5, 17-19

terça-feira, 11 de junho de 2019

Evangelho do dia 11 de junho de 2019

Ide, e anunciai que está próximo o Reino dos Céus. «Curai os enfermos, ressuscitai os mortos, limpai os leprosos, lançai fora os demónios. Dai de graça o que de graça recebestes. Não leveis nos vossos cintos nem ouro, nem prata, nem dinheiro, nem alforge para o caminho, nem duas túnicas, nem sandálias, nem bordão; porque o operário tem direito ao seu alimento. «Em qualquer cidade ou aldeia em que entrardes, informai-vos de quem há nela digno de vos receber, e ficai aí até que vos retireis. Ao entrardes na casa, saudai-a, dizendo: “A paz seja nesta casa”. Se aquela casa for digna, descerá sobre ela a vossa paz; se não for digna, a vossa paz tornará para vós.

Mt 10, 7-13

segunda-feira, 10 de junho de 2019

Mater Ecclesiae



Hino "Mater Ecclesiae" (Mãe da Igreja) cantado pelo Coral da Basílica de Nossa Senhora de Fátima. 
Refrão: (em latim)

Mater Ecclesiae,
Regina mundi,
dá nóbis pacem;
dá nóbis pacem!

Tradução para o português:

Mãe da Igreja,
Rainha do mundo,
dai-nos a paz;
dai-nos a paz!

Nossa Senhora, Mãe da Igreja

«A feliz veneração em honra à Mãe de Deus da Igreja contemporânea, à luz das reflexões sobre o mistério de Cristo e sobre a sua própria natureza, não poderia esquecer aquela figura de Mulher (cf. Gal. 4,4), a Virgem Maria, que é Mãe de Cristo e com Ele Mãe da Igreja.

De certa forma, este facto, já estava presente no modo próprio do sentir eclesial a partir das palavras premonitórias de Santo Agostinho e de São Leão Magno. De facto, o primeiro diz que Maria é a mãe dos membros de Cristo porque cooperou, com a sua caridade, ao renascimento dos fiéis na Igreja. O segundo, diz que o nascimento da Cabeça é, também, o nascimento do Corpo, o que indica que Maria é, ao mesmo tempo, mãe de Cristo, Filho de Deus, e mãe dos membros do seu corpo místico, isto é, da Igreja. Estas considerações derivam da maternidade divina de Maria e da sua íntima união à obra do Redentor, que culminou na hora da cruz.

A Mãe, que estava junto à cruz (cf. Jo 19, 25), aceitou o testamento do amor do seu Filho e acolheu todos os homens, personificado no discípulo amado, como filhos a regenerar à vida divina, tornando-se a amorosa Mãe da Igreja, que Cristo gerou na cruz, dando o Espírito. Por sua vez, no discípulo amado, Cristo elegeu todos os discípulos como herdeiros do seu amor para com a Mãe, confiando-a a eles para que estes a acolhessem com amor filial.

Dedicada guia da Igreja nascente, Maria iniciou, portanto, a própria missão materna já no cenáculo, rezando com os Apóstolos na expectativa da vinda do Espírito Santo (cf. Act 1, 14). Ao longo dos séculos, por este modo de sentir, a piedade cristã honrou Maria com os títulos, de certo modo equivalentes, de Mãe dos discípulos, dos fiéis, dos crentes, de todos aqueles que renascem em Cristo e, também, “Mãe da Igreja”, como aparece nos textos dos autores espirituais assim como nos do magistério de Bento XIV e Leão XIII.

Assim, resulta claramente, sobre qual fundamento o beato papa Paulo VI, a 21 de Novembro de 1964, por ocasião do encerramento da terça sessão do Concílio Vaticano II, declarou a bem-aventurada Virgem Maria “Mãe da Igreja, isto é, de todo o Povo de Deus, tanto dos fiéis como dos pastores, que lhe chamam Mãe amorosíssima” e estabeleceu que “com este título suavíssimo seja a Mãe de Deus doravante honrada e invocada por todo o povo cristão”.»

Do Decreto Ecclesiae Matter de 3 de março de 2018

(Evangelho Quotidiano)

Evangelho do dia 10 de junho de 2019

Naquela mesma região, havia uns pastores que velavam e faziam de noite a guarda ao seu rebanho. Apareceu-lhes um anjo do Senhor e a glória do Senhor os envolveu com a sua luz e tiveram grande temor. Porém, o anjo disse-lhes: «Não temais, porque vos anuncio uma boa nova, que será de grande alegria para todo o povo: Nasceu-vos hoje na cidade de David um Salvador, que é o Cristo, o Senhor. Eis o que vos servirá de sinal: Encontrareis um Menino envolto em panos e deitado numa manjedoura». E subitamente apareceu com o anjo uma multidão da milícia celeste louvando a Deus e dizendo: «Glória a Deus no mais alto dos céus, e paz na terra aos homens, objecto da boa vontade de Deus».

Lc 2, 8-14

domingo, 9 de junho de 2019

PENTECOSTES

Desde que, por graça de Deus, O reencontrei e reencontrei a Igreja, a maior revelação que ocorreu na minha fé cristã, (se assim posso dizer), foi a percepção, o sentir, o viver, a realidade da Terceira Pessoa da Santíssima Trindade, o Espírito Santo.

Quando era “menino e moço”, o Espírito Santo era o “ilustre desconhecido”, e constato ainda hoje, que apesar de algumas diferenças ocorridas no e pelo Concílio Vaticano II, o Espírito Santo continua, na maior parte dos fiéis, a ser um “desconhecido”, tanto naquilo que Ele é, como naquilo que Ele faz.

E é frequente, (demasiado frequente), quando falo sobre o Espírito Santo, ou ouço falar sobre o Espírito Santo, reparar que muitos cristãos que ouvem, ficam admirados, ou no mínimo surpresos, e chegam mesmo a dizer posteriormente, que nunca tinham ouvido falar assim do Espírito Santo e sobretudo, da acção do Espírito Santo na vida dos que acreditam e até mesmo dos que não acreditam.

Permitam-me que afirme mais uma vez, que o Espírito Santo foi e é a maior revelação do meu reencontro com Deus e com a Igreja, passados mais de 20 anos de afastamento da fé.

É que a revelação do Espírito Santo na minha vida, levou-me ao encontro pessoal com Jesus Cristo, um encontro permanente, não só na Eucaristia, mas realmente em cada momento da minha vida, levou-me ao conhecimento e ao sentir profundo do amor do Pai, fazendo-me perceber que o Seu amor e o Seu perdão são sempre maiores que o meu pecado, e, fez-me até descobrir o amor da Mãe do Céu e a sua intercessão poderosa e constante junto de Seu Filho.

Por isso, hoje, dia de Pentecostes, quero fechar-me com Maria e os Apóstolos naquela sala, pedindo incessantemente o Espírito Santo, na certeza profunda que tenho, pela graça de Deus, que Ele será derramado em nós e em mim, e abrirá todas as portas e janelas, derrubará barreiras, incertezas e dúvidas, e levar-nos-á, levar-me-á, a “sair para fora”, a dar testemunho do infinito amor de Deus, a falar novas línguas, incompreensíveis para mim, mas que podem tocar os corações dos outros, a sentir-me “embriagado” pelo poder de Deus, ou melhor, a sentir-me inebriado pela presença real e viva de Deus no meio de nós e em mim..

Por isso quero clamar sem cessar: Vem Espírito Santo! Vem Espírito Santo! Vem Espírito Santo!

Marinha Grande, 14 de Maio de 2016

Joaquim Mexia Alves