Obrigado, Perdão Ajuda-me

Obrigado, Perdão Ajuda-me
As minhas capacidades estão fortemente diminuídas com lapsos de memória e confusão mental. Esta é certamente a vontade do Senhor a Quem eu tudo ofereço. A vós que me leiam rogo orações por todos e por tudo o que eu amo. Bem-haja!

domingo, 31 de agosto de 2014

Evangelho, Eucaristia e Oração

O Papa Francisco, na oração dominical do Angelus, lembrou o Evangelho de Mateus, no ponto crucial em que Jesus, depois de ter verificado que Pedro e os outros 11 tinham acreditado n'Ele como Messias e Filho de Deus, “começou a mostrar a seus discípulos que era necessário que fosse a Jerusalém e sofresse muito..., que fosse morto e ressurgisse ao terceiro dia” (16,21).

Sobre este ponto, tanto o Santo Padre como a liturgia deste domingo, insistem que “também o apóstolo Paulo, escrevendo aos cristãos de Roma, diz a eles: ‘Não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos, renovando a vossa mente, a fim de poderdes discernir qual é a vontade de Deus’” (Rm 12,2).

"De facto, nós, cristãos, vivemos em um mundo totalmente integrado na realidade social e cultural do nosso tempo, e é certo assim; mas isso traz o risco de nos transformarmos em ‘mundanos’, que ‘o sal perca o sabor’, come diria Jesus (Mt 5,13), isto é, que o cristão se ‘modere’, perca a carga da novidade que lhe vem do Senhor e do Espírito Santo. Entretanto, deveria ser o contrário: quando nos cristãos permanece viva a força do Evangelho, ela pode transformar “os critérios de juízo, os valores determinantes, os puntos de interesse, as linhas de pensamento, as fontes inspiradoras e os modelos de vida” (Paolo VI, Esort. ap. Evangelli nuntiandi, 19)."

O Papa Francisco usou a imagem do vinho e da água para ilustrar os cristãos e as pessoas mundanas.

"Por isso, é necessário se renovar continuamente, atingindo a seiva do Evangelho. E, como se pode fazer isso na prática? Antes de mais nada, lendo e meditando o Evangelho todos os dias, para que a palavra de Jesus esteja sempre presente na nossa vida; além disso, participando da missa dominical, onde encontramos o Senhor na comunidade, escutando a sua Palavra e recebendo a Eucaristia que nos une a Ele e entre nós; e, ainda, são muito importantes para a renovação espiritual, os dias de retiro e de exercícios espirituais."

O Santo Padre também nos chamou para a renovação constante com a Palavra de Deus:
"Evangelho, Eucaristia, oração: graças a esses dons do Senhor, podemos nos conformar não ao mundo, mas a Cristo, e segui-lo sobre sua estrada, a estrada do ‘perder a própria vida’ para reencontrá-la (v.25). ‘Perdê-la’ no sentido de doá-la, oferecê-la por amor e no amor – e isso, quer dizer, o sacrifício, a cruz – para recebê-la novamente purificada, livre do egoísmo e da dívida da morte, cheia de eternidade."

Após à mensagem inicial, Papa Francisco concedeu a bênção apostólica a todos fiéis presentes na Praça São Pedro e a quem acompanhava a transmissão ao vivo mundo afora. Nas saudações finais, o Santo Padre lembrou a presença de peregrinos da Itália e do Chile, além de um grande grupo de motociclistas, e de parlamentares católicos reunidos para mais um Encontro Internacional. O Santo Padre ainda fez um último apelo:
"Hoje, na Itália, celebra-se o ‘Dia da Proteção da Criação’, promovido pela Conferência Episcopal. O tema deste ano é muito importante: ‘educar para a proteção da Criação, para a saúde de nossas comunidades e das nossas cidades’. Desejo que se reforce o compromisso de todos, instituições, associações e cidadãos, para que sejam protegidas a vida e a saúde das pessoas, também respeitando o ambiente e a natureza." (AC)

(Fonte: 'news.va' com adaptação de pormenor)

Bom Domingo do Senhor!

Depositemos sempre uma total confiança no Senhor e mesmo quando nos pareça mau é certamente muito bom. Os apóstolos e Pedro em particular no Evangelho de hoje (Mt 16, 21-27) duvidaram da palavra do Senhor, por não quererem aceitar o que lhes parecia muito mau.

Senhor é Bom Pastor e nada nos faltará!

O trabalho é caminho de santificação

A conversão é coisa de um instante. – A santificação é obra de toda a vida. (Caminho, 285)

O Opus Dei propõe-se promover, entre pessoas de todas as classes da sociedade, o desejo da plenitude de vida cristã no meio do mundo. Isto é, o Opus Dei pretende ajudar as pessoas que vivem no mundo – o homem vulgar, o homem da rua – a levar uma vida plenamente cristã, sem modificar o seu modo normal de vida, o seu trabalho habitual, nem os seus ideais e preocupações.

Por isto se pode dizer, como escrevi há muitos anos, que o Opus Dei é velho como o Evangelho e, como o Evangelho, novo. Trata-se de recordar aos cristãos as palavras maravilhosas que se lêem no Génesis: que Deus criou o homem para trabalhar. Pusemos os olhos no exemplo de Cristo, que passou quase toda a sua vida terrena trabalhando como artesão numa terra pequena. O trabalho não é apenas um dos mais altos valores humanos e um meio pelo qual os homens hão-de contribuir para o progresso da sociedade; é também um caminho de santificação. (...)

O Opus Dei é uma organização internacional de leigos, a que pertencem também sacerdotes diocesanos (minoria bem exígua em comparação com o total de membros). Os seus membros são pessoas que vivem no mundo e nele exercem uma profissão ou ofício. Não entram no Opus Dei para abandonar esse trabalho, mas, pelo contrário, para encontrar uma ajuda espiritual que os leve a santificar o seu trabalho quotidiano, convertendo-o também em meio de santificação, sua e dos outros. Não mudam de estado: continuam a ser solteiros, casados, viúvos, ou sacerdotes; procuram, sim, servir Deus e os outros homens, dentro do seu próprio estado. Ao Opus Dei, não interessam votos nem promessas; o que pede aos seus sócios é que, no meio das deficiências e erros, próprios de toda a vida humana, se esforcem por praticar as virtudes humanas e cristãs, sabendo-se filhos de Deus. (Temas Actuais do Cristianismo, 24)

São Josemaría Escrivá

«Tome a sua cruz e siga-Me.»

Imitação de Cristo, tratado espiritual do século XV 
Livro II, cap. 12


Se levas a cruz de boa vontade, ela te levará e conduzirá ao fim desejado, onde será o fim do sofrimento; mas não será neste mundo. Se a levas de má vontade, fazes dela um fardo e ainda mais te pesará; e, contudo, terás de a suportar. Se foges a uma cruz, encontrarás sem dúvida outra, e talvez ainda mais pesada.

Julgas fugir àquilo de que nenhum dos mortais se pode livrar? Qual dos santos viveu neste mundo sem cruz e sem tribulação? Nem mesmo Jesus Cristo, Nosso Senhor, passou uma só hora sem a dor da Paixão enquanto viveu. «Era necessário que Cristo sofresse a ressuscitasse dos mortos, e que assim entrasse na sua glória» (Lc 24, 46ss). E como procuras tu outro, além desse régio caminho que é o da santa cruz? […]

Contudo, esse que é afligido de tanta maneira não está sem o alívio da consolação, porque sente crescer em si o maior fruto pelo sofrimento da sua cruz. Assim, enquanto a ela se submete de livre vontade, todo o peso da tribulação se converte em confiança de consolação divina. […] Isto não é virtude do homem, mas graça de Cristo, que pode tais coisas e age na frágil carne de tal modo, que tudo aquilo a que ela naturalmente sempre foge e que aborrece é empreendido e amado por este fervor do espírito.

Não é próprio do homem levar a cruz, amar a cruz […]. Se olhas só para ti, nada disto conseguirás. Mas, se confias no Senhor, ser-te-á dada a força do céu, e ao teu mando se submeterão o mundo e a carne. E nem temerás o inimigo, se estiveres armado de fé e marcado com a Cruz de Cristo.

(Fonte: Evangelho Quotidiano)

sábado, 30 de agosto de 2014

ELES & ELAS

Não é pacífica a relação entre homens e mulheres, pelo menos desde Adão e Eva. A crer no relato bíblico, foi a mulher que obrigou o homem a comer o fruto proibido e, desde então, elas nunca mais deixaram de mandar. Aliás, é por isso que nos fazem crer que vivemos numa sociedade machista…

Se não, vejamos. Um homem que considera as mulheres menos aptas para o exercício de um cargo ou profissão é, obviamente, machista. Mas, se uma senhora tecer a mesma opinião em relação aos cavalheiros, ninguém a acusará de feminista que, por sinal, não é o contrário de machista, nem a sua versão feminina, que não há. Com efeito, ser machista é sempre um insulto, algo política e socialmente incorrecto, porque pressupõe uma atitude prepotente e desrespeitadora dos legítimos direitos do outro sexo. Mas ser feminista é uma virtude, porque se entende que é nobre defender os direitos das minorias ou dos mais necessitados, embora as mulheres não sejam propriamente nenhuma minoria, nem muito menos seres descapacitados.

Se uma mulher, que injustamente discrimina os homens, não é machista, uma vez que esta designação é exclusivamente masculina, o que é?! A verdade é que nem sequer há um termo para designar com propriedade este eventual machismo feminino! E, se um sujeito defender os direitos políticos e sociais das senhoras, é feminista?! Não parece, porque, como já se disse, esta honrosa designação é exclusiva das mulheres. Logo, nenhuma mulher pode ser tão má quanto são maus os machistas, nem nenhum homem pode ser tão bom como as feministas.

Em tese, também poderia haver um machismo bom e um feminismo mau. De facto, seria louvável aquele acto de afirmação do sexo masculino que não infamasse o seu contrário, como deveria ser censurável aquele feminismo que fosse depreciativo do sexo masculino. Deveria ser assim, mas não é. Porquê? Não quero ser machista, mas …

Muitos privilégios da condição feminina não são extensivos aos homens: a consorte do rei é rainha, como as plebeias Letícia de Espanha, Sílvia da Suécia e Sónia da Noruega. Mas o marido da rainha só é príncipe, como Filipe de Edimburgo, Bernardo da Holanda ou Frederico da Dinamarca, mesmo quando já eram príncipes pelo seu nascimento, como é o caso dos dois primeiros. A mulher de um presidente da República é a primeira dama, mas o marido de uma chefe de Estado não é coisa nenhuma. Será justa esta discriminação?! Será machismo exigir que o marido da rainha seja rei e o cônjuge da presidente seja ‘o primeiro cavalheiro’?!

Tempos atrás, combateu-se a desproporção entre homens e mulheres em certas profissões, criando-se quotas para o acesso feminino a esses postos de trabalho. Hoje verifica-se análoga disparidade, mas em sentido contrário: já há mais médicas e juízas, por exemplo. Contudo, ninguém defende, que eu saiba, lugares cativos para machos …

Talvez seja hora de abandonar os preconceitos feministas, mas sem ressuscitar serôdios machismos ultramontanos. Impor restrições, por razão do sexo, no acesso aos cargos políticos, ou outros, é perverter a ordem da justiça, porque o único critério válido para o exercício de funções, públicas ou privadas, deve ser o mérito dos candidatos, qualquer que seja o seu sexo. Não faz sentido que ninguém seja preferido, ou preterido, por esse motivo. Na realidade, seria humilhante que alguém ocupasse um determinado cargo, só por ser mulher, ou homem, porque, mais do que o sexo, vale aquilo que cada um é.

Não é que eu seja machista mas, pelo sim pelo não, dou graças a Deus por me ter chamado para a única profissão que elas nunca poderão exercer! Mas tão excelsa é a condição feminina que, quando chegou a plenitude do tempo, foi uma mulher que deu à luz o próprio Deus! (Gal 4, 4).

Gonçalo Portocarrero de Almada

jornal i – 30 Agosto 2014

«Siga-Me»

São Cesário de Arles (470-543), monge e bispo
Sermão 159; CCL 104, 650

Ao pecar, o homem enchera o seu caminho de obstáculos, mas este ficou facilitado quando Cristo o pisou com a Sua ressurreição e transformou um carreiro estreito numa avenida digna de um rei. A humildade e a caridade são os dois pés que permitem percorrê-la rapidamente. Todos são atraídos para as alturas da caridade, mas a humildade é o primeiro degrau que é preciso subir. Porque levantas o pé acima de ti? Afinal queres subir ou queres cair? Começa pelo primeiro degrau, ou seja, pela humildade, e ele te permitirá subir.

Eis porque o nosso Senhor e Salvador não Se limitou a dizer: «Renuncie a si mesmo», mas antes acrescentou: «Tome a sua cruz e siga-Me». Que significa: tome a sua cruz? Suporte tudo o que lhe é penoso, pois é assim que caminhará atrás de Mim. Assim que tiver começado a seguir-Me, adaptando-se à Minha vida e aos Meus mandamentos, encontrará no seu caminho muitas pessoas que o contradirão, que procurarão desviá-lo, que não apenas troçarão dele mas o perseguirão. Essas pessoas não se encontram somente entre os pagãos que estão fora da Igreja; encontram-se até entre os que, vistos do exterior, parecem estar na Igreja. [...]

Portanto, se desejas seguir Cristo, toma a tua cruz sem mais demora e suporta os maus sem te deixares abater. [...] «Se alguém quiser vir Comigo, tome a sua cruz e siga-Me.» Se quisermos pôr isto em prática, esforcemo-nos, com a ajuda de Deus, por fazer nossas estas palavras do apóstolo Paulo: «Se tivermos de que nos alimentar e vestir, contentemo-nos com isso». Há o perigo de, ao procurarmos mais bens terrestres do que aqueles de que precisamos, «querendo enriquecer», virmos a «cair na armadilha da tentação, numa quantidade de desejos absurdos e perigosos, que precipitam as pessoas na ruína e na perdição» (1Tm 6,8-9). Que o Senhor Se digne tomar-nos sob a Sua protecção e livrar-nos desta tentação.

O Evangelho de Domingo dia 31 de agosto de 2014

Desde então começou Jesus a manifestar a Seus discípulos que devia ir a Jerusalém e padecer muitas coisas dos anciãos, dos príncipes dos sacerdotes e dos escribas, ser morto, e ressuscitar ao terceiro dia. Tomando-O Pedro à parte, começou a repreendê-l'O, dizendo: «Deus tal não permita, Senhor; não Te sucederá isto». Ele, voltando-Se para Pedro, disse-lhe: «Retira-te de Mim, Satanás! Tu serves-Me de escândalo, porque não tens a sabedoria das coisas de Deus, mas dos homens». Então, Jesus disse aos Seus discípulos: «Se alguém quer vir após Mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-Me. Porque quem quiser salvar a sua vida, perdê-la-á; e quem perder a sua vida por amor de Mim, acha-la-á. Pois, que aproveitará a um homem ganhar todo o mundo, se vier a perder a sua alma? Ou que dará um homem em troca da sua alma? Porque o Filho do Homem há-de vir na glória de Seu Pai com os Seus anjos, e então dará a cada um segundo as suas obras.

Mt 16, 21-27

As redes sociais, esses antros de ócio

(Fonte: ‘página1’ grupo r/com em 2012)

«Confiaste-me cinco talentos; aqui estão outros cinco que eu ganhei»

Concílio Vaticano II 
Constituição dogmática sobre a Igreja no mundo actual «Gaudium et spes», §§ 33-35


Sempre o homem procurou, com o seu trabalho e engenho, desenvolver mais a própria vida. […] Muitas são as questões que se levantam entre os homens, perante este imenso empreendimento, que já atingiu todo o género humano. Qual o sentido e valor desta actividade? Como se devem usar estes bens? […]

Uma coisa é certa para os crentes: a actividade humana individual e colectiva, aquele imenso esforço com que os homens, no decurso dos séculos, tentaram melhorar as suas condições de vida, corresponde à vontade de Deus. Pois o homem, criado à imagem de Deus, recebeu o mandamento de dominar a terra com tudo o que ela contém (Gn 1,26ss), de governar o mundo na justiça e na santidade e, reconhecendo Deus como Criador universal, de se orientar a si e ao universo para Ele; de maneira que, estando todas as coisas sujeitas ao homem, seja glorificado em toda a terra o nome de Deus. Isto aplica-se também às actividades de todos os dias. […]

Mas quanto mais aumenta o poder dos homens, tanto mais cresce a sua responsabilidade, pessoal e comunitária. Vê-se, portanto, que a mensagem cristã não afasta os homens da tarefa de construir o mundo, nem os leva a desatender o bem dos seus semelhantes, mas que, antes, os obriga ainda mais a realizar essas actividades. A actividade humana, do mesmo modo que procede do homem, assim para ele se ordena. De facto, quando age, o homem não transforma apenas as coisas e a sociedade, mas realiza-se a si mesmo. […] O homem vale mais por aquilo que é do que por aquilo que tem. Do mesmo modo, tudo o que o homem faz para conseguir mais justiça, mais fraternidade, uma organização mais humana das relações sociais, vale mais do que os progressos técnicos.

(Fonte: Evangelho Quotidiano)

O Evangelho do dia 30 de agosto de 2014

«Será também como um homem que, estando para empreender uma viagem, chamou os seus servos, e lhes entregou os seus bens. Deu a um cinco talentos, a outro dois e a outro um, a cada qual segundo a sua capacidade, e partiu. O que tinha recebido cinco talentos, logo em seguida, foi, negociou com eles, e ganhou outros cinco. Do mesmo modo, o que tinha recebido dois, ganhou outros dois. Mas o que tinha recebido um só, foi fazer uma cova na terra, e nela escondeu o dinheiro do seu senhor. «Muito tempo depois, voltou o senhor daqueles servos e chamou-os a contas. Aproximando-se o que tinha recebido cinco talentos, apresentou-lhe outros cinco, dizendo: “Senhor, entregaste-me cinco talentos, eis outros cinco que lucrei”. Seu senhor disse-lhe: “Está bem, servo bom e fiel, já que foste fiel em poucas coisas, dar-te-ei a intendência de muitas; entra no gozo do teu senhor”. Apresentou-se também o que tinha recebido dois talentos, e disse: “Senhor, entregaste-me dois talentos, eis que lucrei outros dois”. Seu senhor disse-lhe: “Está bem, servo bom e fiel, já que foste fiel em poucas coisas, dar-te-ei a intendência de muitas; entra no gozo do teu senhor”. «Apresentando-se também o que tinha recebido um só talento, disse: “Senhor, sei que és um homem duro, que colhes onde não semeaste e recolhes onde não espalhaste. Tive receio e fui esconder o teu talento na terra; eis o que é teu”. Então, o seu senhor disse-lhe: “Servo mau e preguiçoso, sabias que eu colho onde não semeei, e que recolho onde não espalhei. Devias pois dar o meu dinheiro aos banqueiros e, à minha volta, eu teria recebido certamente com juro o que era meu. Tirai-lhe, pois, o talento, e dai-o ao que tem dez talentos, porque ao que tem, dar-se-lhe-á, e terá em abundância; mas ao que não tem, tirar-se-lhe-á até o que tem. E a esse servo inútil lançai-o nas trevas exteriores; ali haverá choro e ranger de dentes”.

Mt 25, 14-30

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

O pároco de Gaza recebido pelo Papa

Trouxe ao Papa o «obrigado» dos seus paroquianos de Gaza, uma pequena grei de apenas 136 almas que viveu o drama do conflito, sustentada pela proximidade do pastor e pelas orações da Igreja inteira. Recebido em audiência pelo Pontífice na manhã de 29 de Agosto, o sacerdote Jorge Hernández Zanni, religioso do Instituto do Verbo Encarnado e pároco da Sagrada Família na Faixa de Gaza, faz-se voz – nesta entrevista concedida ao nosso jornal – do reconhecimento dos fiéis pela proximidade que Francisco lhes manifestou em várias circunstâncias.

Quais são as suas primeiras impressões após o encontro com o Papa?

O diálogo com Francisco foi uma dádiva. Nunca o teria imaginado. Durante os dias de guerra em Gaza, o Pontífice enviou à paróquia uma mensagem por e-mail. Informei imediatamente todos os fiéis acerca deste dom. Não imagina como fiquei aliviado, só pelo facto de que o Papa nos tem a todos no seu coração.

Qual é o conteúdo da mensagem?

Antes de tudo, Francisco encorajou-nos a ir sempre em frente, a dar o nosso testemunho, a ser «sal da terra». Fez referência à visão sobrenatural da presença dos cristãos naquele lugar. Não esqueçamos que de quase dois milhões de habitantes, em Gaza os cristãos são 1.350, dos quais 136 católicos e os outros ortodoxos. Uma minoria importante. E o facto de que o Pontífice se preocupe connosco é um gesto significativo.

E hoje o que representou a audiência com o Papa?

Agora, com este encontro, tive a mesma certeza: o pastor está presente entre os seus fiéis, oferece encorajamento e conselhos sábios. É uma graça enorme para nós!

Qual é hoje a situação na Faixa de Gaza?

Graças a Deus foi alcançado um cessar-fogo duradouro, pelo menos para dar a possibilidade de voltar às negociações no Egipto. Também para nós é um grande dom, porque as pessoas já não aguentam. Além dos prejuízos e do medo, a situação tornou-se insustentável para ambas as partes em conflito.

Neste momento, qual é a ajuda dada pela sua paróquia?

A paróquia da Sagrada Família é a única de Gaza. Durante o conflito hospedamos mais de 1.200 pessoas que abandonavam as suas casas. Demos um testemunho de caridade. Acolhemos e ajudamos numerosos refugiados na sua provação, também oferecendo assistência material, graças à Caritas internationalis que está sempre próxima de nós. Devo dizer que sempre recebemos o apoio incondicional do patriarcado de Jerusalém. O patriarca Twal ocupou-se pessoalmente de nos oferecer ajudas humanitárias, entrando várias vezes em contacto telefónico com à nossa comunidade. Quem viveu uma guerra conhece o valor extraordinário de tais gestos. Eis a presença da Igreja: um firme testemunho de caridade. Infelizmente, tivemos também três vítimas na nossa comunidade cristã.

Quantas pessoas trabalham na paróquia?

Além de mim, que sou o pároco, há mais um sacerdote do Instituto do Verbo Encarnado, padre Mário, natural do Brasil, e depois as religiosas de três congregações: irmãs de Madre Teresa, dominicanas do Rosário e Instituto da Virgem de Matará, da Argentina. As três congregações ajudam na paróquia, algumas na assistência a crianças portadoras de deficiência, outras nas três escolas cristãs, que são as melhores de Gaza. São frequentadas também por muçulmanos e representam lugares para favorecer um diálogo de vida entre as religiões.

Quais desenvolvimentos imagina para o futuro processo de paz?

Não é simples; em geral, recomeça-se de zero, tanto a nível paroquial como civil. As pessoas voltam para procurar continuar a viver. É difícil prever o que acontecerá. Contudo, gostaria de agradecer abertamente a todos aqueles que, durante estas semanas de conflito, nos escreveram e telefonaram, oferecendo-nos as suas preces e os seus sofrimentos. Para nós isto é muito importante. Peço ainda a todos que continuem a rezar por nós. É fundamental, precisamos disto.

(Fonte: 'news.va')

Intervenção de D. Javier Echevarría com introdução de Roberto Fontolan no Meeting de Rimini 2014, alocução em italiano

Mosteiro de S. João Baptista Bigorsky – Macedónia (cânticos transmitem grande tranquilidade)

Precursor de Cristo tanto na morte como na vida

Liturgia bizantina 
Ode e versículos das matinas de 29/08


Profeta nascido dum profeta (Lc 1,67), baptizaste o Senhor, foste «a voz que clama no deserto: convertei-vos» (cf Mt 3,2), e repreendeste Herodes pelos seus ímpios deboches. Por isso, correste a anunciar o Reino de Deus aos que estavam cativos na morada dos mortos. […]

Percursor e profeta, baptizaste e foste mártir sendo voz do Verbo, seu mensageiro, sua chama; tu que foste o maior dos profetas, segundo o testemunho de Deus (Mt 11,9), implora ao Senhor que salve de todas as provações e desgraças os que festejam com amor a tua memória resplandecente. […]

Vinde todos os povos, celebremos o profeta e mártir que baptizou o Salvador, ele que, como anjo encarnado (cf Mc 1,2 grego), repreendeu Herodes pela sua ligação injusta, condenando a sua acção errónea. Mas, por causa de uma dança e de um juramento, cortaram a venerável cabeça daquele que anunciou nos infernos a boa nova da ressurreição de entre os mortos e que sem cessar intercede por nós junto do Senhor, pela salvação da nossa alma.

Vinde todos os fiéis, celebremos o profeta e mártir que baptizou o Salvador: fugindo para o deserto, aí encontrou repouso, alimentando-se de gafanhotos e de mel silvestre. Ele repreendeu o rei que violava a lei; e a nós, os timoratos, exortou dizendo: «convertei-vos porque o Reino está próximo.»

(Fonte: Evangelho Quotidiano)

Precursor na morte como na vida

São Beda, o Venerável (c. 673-735), monge beneditino, doutor da Igreja 
Hino para o Martírio de São João Baptista


Ilustre precursor da graça e mensageiro da verdade,
João Baptista, estandarte de Cristo,
Tornou-se o evangelista da Luz eterna.
O profético testemunho que nunca deixou de dar
No que dizia e no que fazia, durante toda a vida,
Dá-o hoje com o seu sangue e o seu martírio.
Em tudo precedeu o Mestre: ao nascer,
Anunciou ao mundo a Sua vinda. Ao baptizar
Os penitentes no Jordão, prefigurou
Aquele que vinha instituir o Seu baptismo.
E a morte de Cristo Redentor, seu Salvador,
Que restituiu a vida ao mundo, João Baptista
Sofreu-a também por antecipação,
Derramando o seu sangue por amor dele.

Um tirano cruel resolveu afastá-lo e pô-lo a ferros na prisão.
Mas as correntes não conseguem prender
Os que em Cristo abrem o coração livre ao Reino.
Como poderia a obscuridade e a tortura dum cárcere sombrio
Prevalecer sobre aquele que vê a glória do Senhor
E que dele recebe os dons do Espírito?
E de bom grado ofereceu o pescoço ao gládio do carrasco,
Pois como poderia perder a cabeça
Aquele que tem a Cristo por Cabeça?

Ao partir deste mundo, cumpre hoje o seu papel de precursor
Aquele que o fora toda a vida. Aquele
Que havia de vir e já chegara, hoje a sua morte O proclama,
Pois como poderia a mansão dos mortos reter este mensageiro que lhe escapa?
Os justos, os profetas e os mártires rejubilam com ele
Ao encontro do Senhor, e todos dele se aproximam,
Louvando-o com todo o amor. Com ele se dirigem a Cristo,
Suplicando-lhe que salve também os seus.

Magno precursor do Redentor, não tardará
Aquele que para sempre te libertou da morte!
Conduzido pelo teu Senhor,
Entra, na companhia dos santos, na glória eterna!

(Fonte: Evangelho Quotidiano)

O Evangelho do dia 29 de agosto de 2014

Porque Herodes tinha mandado prender João, e teve-o a ferros numa prisão por causa de Herodíades, mulher de Filipe, seu irmão, com a qual tinha casado. Porque João dizia a Herodes: «Não te é lícito ter a mulher de teu irmão». Herodíades odiava-o e queria fazê-lo morrer; porém, não podia, porque Herodes, sabendo que João era varão justo e santo, olhava-o com respeito, protegia-o e quando o ouvia ficava muito perplexo, mas escutava-o com agrado. Chegou, porém, um dia oportuno, quando Herodes, no seu aniversário natalício, deu um banquete aos grandes da corte, aos tribunos e aos principais da Galileia. Tendo entrado na sala a filha da mesma Herodíades, dançou e agradou a Herodes e aos seus convidados. O rei disse à jovem: «Pede-me o que quiseres e eu to darei». E jurou-lhe: «Tudo o que me pedires te darei, ainda que seja metade do meu reino». Ela, tendo saído, perguntou à mãe: «Que hei-de pedir?». Ela respondeu-lhe: «A cabeça de João Baptista». Tornando logo a entrar apressadamente junto do rei, fez este pedido: «Quero que me dês imediatamente num prato a cabeça de João Baptista». O rei entristeceu-se, mas, por causa do juramento e dos convidados, não quis desgostá-la. Imediatamente mandou um guarda com ordem de trazer a cabeça de João. Ele foi degolá-lo no cárcere, levou a sua cabeça num prato, deu-a à jovem, e esta deu-a à mãe. Tendo sabido isto os seus discípulos, foram, tomaram o corpo e o depuseram num sepulcro.

Mc 6, 17-29

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Deus Existe - Albert Einstein

Proporções do amor

Nos últimos dias, o mar nas furiosas praias de Colares tem conseguido correr com as ondas, sem ser as mais pequenas, só para refrescar as testas.

Tem sido novo e misterioso nadar na Praia das Maçãs e na Praia Grande sem hipótese de susto ou de medo.

Só a Maria João tem faltado, durante as poucas horas que passa, divertida, com a divertidíssima mãe dela. Escrevo "só" no sentido dramático e poético de António Nobre e não como sinónimo do britânico "apenas".

Nadando sozinho, sem a Maria João, percebo que partilhar, quando se ama, é um verbo positivo, no pior e mais negativo sentido matemático e romântico.

Quando se partilham coisas que se têm de dividir entre pessoas - horas do dia; sangrias; charutos; fatias de presunto - quanto mais pessoas, menos fica para cada um de nós.

Mas quando é a partilha que dá valor à amizade e ao amor perde-se por não poder partilhar qualquer prazer que se é obrigado a sentir sozinho.

Posto em palavras mais simples: a qualidade de nadar na bonança do mar aumenta quando a partilho com o meu amor e diminui quando não posso partilhá-la com ela.

A partilha acaba por ser uma multiplicação. Entre 0 e 100, sendo 0 o inferno e 100 o paraíso, nadar sozinho é 40 e nadar com quem se ama é sempre 100. Não poder nadar, nem sequer sozinho, nem sequer é zero: são cem graus negativos.

As coisas materiais diminuem quanto mais se distribuem. É esse o bem e o mal delas. As coisas ideais crescem quanto mais se concentram.

Miguel Esteves Cardoso in Público online AQUI (seleção de imagem do blogue)

A PORTA ESTREITA

Senhor,
preciso fazer “dieta”!

Falas-nos da porta estreita e eu reparo que não consigo passar por ela.

De frente impede-me o tamanho dos meus ombros, largos de tanto querer “dar nas vistas”, dando muito mais a conhecer aos outros o meu eu, do que a Tua presença em mim.

De lado também não consigo, “gordo” que estou de orgulho, de me julgar mais do que os outros, ou até se calhar, pobre de mim, de me julgar mais abençoado por Ti do que aqueles que me rodeiam.

De joelhos também não, porque tenho a cabeça levantada de um autoconvencimento de que estou mais perto de Ti, do que os outros que estão à minha volta.

Percebo então que a minha “dieta” terá de ser o alimento divino, que não “engorda” o meu eu, mas aumenta a Tua presença em mim.

E, Senhor, se fores mais presença em mim, então dar-me-ás o “tamanho” certo para eu passar a porta estreita.

Por isso, Senhor, a minha “dieta” és Tu, só Tu e apenas Tu!

Meditando no Evangelho de Domingo passado - Lc 13,22-30

Monte Real, 27 de Agosto de 2013

Joaquim Mexia Alves
http://queeaverdade.blogspot.pt/2013/08/a-porta-estreita.html

«Por isso estai também preparados»

São João Paulo II (1920-2005), papa 
Testamento (trad. © copyright Libreria Editrice Vaticana, rev.)


«Vigiai, porque não sabeis em que dia virá o vosso Senhor.» Estas palavras recordam-me a última chamada, que acontecerá no momento em que o Senhor quiser. Desejo segui-Lo e desejo que tudo o que faz parte da minha vida terrena me prepare para esse momento. Não sei quando Ele virá mas, como tudo, também deponho esse momento nas mãos da Mãe do meu Senhor: «totus tuus». Nas mesmas mãos maternas deixo tudo e todos aqueles com os quais a minha vida e a minha vocação me puseram em contacto. Nas suas mãos deixo sobretudo a Igreja, e também a minha nação e toda a humanidade. A todos agradeço. A todos peço perdão. Peço também orações, para que a misericórdia de Deus seja maior que a minha debilidade e indignidade (06/03/1979). […]

Todos devem ter presente a perspectiva da morte. E devem estar preparados para se apresentarem diante do Senhor e Juiz, que é ao mesmo tempo Redentor e Pai. Também eu tomo isto continuamente em consideração, entregando este momento decisivo à Mãe de Cristo e da Igreja, à Mãe da minha esperança. […]

Desejo mais uma vez confiar-me totalmente à vontade do Senhor. Ele mesmo decidirá quando e como devo terminar a minha vida terrena e o meu ministério pastoral. Na vida e na morte, «totus tuus», pela Imaculada. Aceitando já agora esta morte, espero que Cristo me conceda a graça para a última passagem, isto é, a minha Páscoa. Espero também que a torne útil para esta causa suprema que procuro servir: a salvação dos homens, a salvaguarda da família humana e, nela, de todas as nações e de todos os povos (entre eles, o meu coração dirige-se de maneira particular para a minha Pátria terrena), ser útil para as pessoas que de modo particular me confiou, para a vida da Igreja, para a glória do próprio Deus (01/03/1980).

(Fonte: Evangelho Quotidiano)

O Evangelho do dia 28 de agosto de 2014

«Vigiai, pois, porque não sabeis a que hora virá o vosso Senhor. Sabei que, se o pai de família soubesse a que hora havia de vir o ladrão, vigiaria, sem dúvida, e não deixaria arrombar a sua casa. Por isso estai vós também preparados, porque virá o Filho do Homem na hora em que menos pensais. «Quem é, pois, o servo fiel e prudente, a quem o seu senhor colocou à frente da sua família para lhe distribuir de comer a seu tempo? Bem-aventurado aquele servo, a quem o seu senhor, quando vier, achar a proceder assim. Na verdade vos digo que lhe confiará o governo de todos os seus bens. Mas, se aquele servo mau disser no seu coração: “O meu senhor tarda em vir”, e começar a bater nos seus companheiros, a comer e beber com os ébrios, virá o senhor daquele servo no dia em que não o espera, e na hora que não sabe, e mandará açoitá-lo e dar-lhe-á a sorte dos hipócritas; ali haverá choro e ranger de dentes.

Mt 24, 42-51

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

SENHOR, TU ÉS A MINHA ALEGRIA!

Inclino-me perante Ti,
deixo que as minhas pernas se dobrem,
caio de joelhos,
e …
sorrio!

Sorrio,
porque sinto a Tua presença,
porque sinto o Teu olhar,
porque ouço a Tua voz,
como um calmo rio,
que se espraia,
enchendo todo o meu mar.

Abro-me todo a Ti,
deixo que me preenchas,
todo eu sou mar aberto,
a receber a Tua água,
a água que purifica,
que me acalma o deserto,
e que em tudo o vivifica.

Já não sorrio,
mas rio,
abandono-me ao Teu existir,
que faz da minha longa noite,
o meu mais brilhante dia,
e grito bem alto,
para que todos possam ouvir:
Senhor,
Tu és a minha alegria!

Joaquim Mexia Alves
Monte Real, 27 de Agosto de 2014
http://queeaverdade.blogspot.pt/2014/08/senhor-tu-es-minha-alegria.html

Papa Francisco na Audiência geral (resumo em português)


Locutor: A Igreja é una e santa – como professamos no Credo –, mas esta unidade e santidade não são obra nossa; vêm de Deus. Na verdade, Jesus, quando estava para oferecer a sua vida por nós, rezou ao Pai pela unidade da Igreja, pedindo que todos os seus discípulos vivessem unidos com a Santíssima Trindade e uns com os outros. Dos crentes da Igreja primitiva se diz que formavam «um só coração e uma só alma» e São Paulo não se cansa de lembrar aos fiéis das suas comunidades que são todos «um só corpo». Entretanto a experiência mostra-nos que há tantos pecados contra a unidade; e não pensemos apenas nas heresias ou nos cismas, mas em faltas muito mais comuns, nos pecados “paroquiais”: com efeito, as nossas paróquias, chamadas a ser lugares de partilha e comunhão, infelizmente aparecem marcadas por invejas, ciúmes, antipatias. É verdade que isso é humano, mas não é cristão! A divisão é um dos pecados mais graves numa comunidade cristã, porque torna-a sinal, não da obra de Deus, mas da obra do diabo. O diabo é, por definição, aquele que divide, arruína as relações, insinua preconceitos e suspeitas; Deus, ao invés, quer que cresçamos na capacidade de nos acolhermos, perdoarmos e amarmos, para nos parecermos cada vez mais com Ele que é comunhão e amor. Nisto está a santidade da Igreja: reconhecer-se feita à imagem de Deus, repleta da sua misericórdia e da sua graça.

Santo Padre:
Saluto cordialmente i pellegrini di lingua portoghese, in modo speciale i gruppi brasiliani di Porto Alegre e di Santo André qui convenuti, mossi dal desiderio di affermare e consolidare la propria fede e adesione a Gesù Cristo: il Signore vi ricolmi di gioia e illumini le decisioni della vostra vita, affinché adempiate fedelmente il volere del Padre celeste a vostro riguardo. Pregate per me; non vi mancherà la mia preghiera e la Benedizione di Dio.

Locutor: Saúdo cordialmente os peregrinos de língua portuguesa, de modo especial os grupos brasileiros de Porto Alegre e de Santo André, que aqui vieram movidos pelo desejo de afirmar e consolidar a sua fé e adesão a Jesus Cristo: o Senhor vos encha de alegria e ilumine as decisões da vossa vida, para realizardes fielmente a vontade do Pai celeste a vosso respeito. Rezai por mim. Não vos faltará a minha oração e a Bênção de Deus.

Senhor, arranca-me o meu coração de pedra

Balduíno de Ford (?-c. 1190), abade cisterciense, depois bispo 
Tratado 10; PL 204, 515-516


É a nossa vez de amarmos a Cristo como Ele nos amou. Ele deixou-nos o seu exemplo para que seguíssemos os seus passos (1Ped 2,21). Por isso disse: «Grava-Me como selo em teu coração» (Cant 8,6), quer dizer: «Ama-Me como Eu te amo. Traz-Me no teu espírito, na tua memória, no teu desejo, nos teus suspiros, nos teus gemidos, nos teus soluços. Lembra-te, homem, em que estado te criei, como te elevei acima das outras criaturas, a dignidade com que te enobreci, como te coroei de glória e de honra, como te coloquei um pouco acima dos anjos e como tudo submeti a teus pés (Sl 8). Lembra-te, não somente de tudo o que fiz por ti, mas também das provas e humilhações que sofri por ti. […] E, se Me amas, mostra-o; ama, não apenas em palavras e com a língua mas com obras e verdade. […] Grava-Me como um selo no teu coração e ama-Me com todas as tuas forças.» […]

Senhor, arranca-me este coração de pedra, este coração duro […]; dá-me um coração novo, um coração de carne, um coração puro (Ez 36,26). Tu, que purificas os corações, Tu que amas os corações puros, toma posse do meu coração.

O Evangelho do dia 27 de agosto de 2014

«Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas, que sois semelhantes aos sepulcros branqueados, que por fora parecem formosos, mas por dentro estão cheios de ossos de mortos e de toda a espécie de podridão! Assim também vós por fora pareceis justos aos homens, mas por dentro estais cheios de hipocrisia e iniquidade. «Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas, que edificais os sepulcros dos profetas e adornais os túmulos dos justos, e dizeis: “Se nós tivéssemos vivido nos dias de nossos pais, não teríamos sido seus cúmplices no derramamento do sangue dos profetas!”. Assim dais testemunho contra vós mesmos de que sois filhos daqueles que mataram os profetas, e acabais de encher a medida de vossos pais.

Mt 23, 27-32

terça-feira, 26 de agosto de 2014

Bento XVI celebrou Missa no encerramento do "Schülerkreis". "Grande vigor espiritual", diz Pe. Horn

Concluiu-se no último domingo, em Castel Gandolfo, o 10° “Ratzinger Schülerkreis”, o encontro que reúne os ex-alunos de Bento XVI. O Papa Emérito celebrou a Missa de encerramento do encontro, no Campo Teutônico, no Vaticano. O Diretor do Schülerkreis, Pe. Stephan Horn, foi entrevistado pela Rádio Vaticano:

Pe. Horn: “Antes de tudo, gostaria de falar sobre uma coisa que ainda nos angustia, que é o fato de o Santo Padre não ter podido estar presente nas discussões teológicas. Portanto, nos faltou algo. Também o Cardeal Schönborn não pode participar e justamente por isto foi muito importante a presença do Cardeal Koch, o novo guia espiritual e teológico do Schülerkreis. Tivemos um bravíssimo relator, o Prof. Karl-Heinz Menke, que falou da teologia da Cruz. De um lado, a Cruz como auto-revelação de Deus e por outro, o evento da Cruz como centro da história do mundo, como importância para todos os homens”.

RV: Domingo houve o solene momento do encontro com a celebração da Missa no Campo Santo Teutônico, presidida pelo Papa Emérito Bento XV...”

Pe. Horn: “Foi belíssimo! A expectativa e depois a alegria do Papa Bento, a Missa – uma bela Missa, solene – com a homilia do Papa, como faz sempre, sobre o Evangelho do dia... A sua pregação foi muito vivaz: e a prova foi o encontro sucessivo, onde pareceu-nos mais revigorado do que há um ano... naturalmente, passou um outro ano, mas a vivacidade espiritual e a alegria que nos demonstrou foram extraordinárias!”.

RV: Qual será o tema do encontro do próximo ano?

Pe. Horn: “Talvez eu possa indicar dois, mas ainda não decidimos nada. Um dos temas é “Como falar hoje de Deus?”. O outro diz respeito à questão do gender. Será nosso compromisso enfrentar este tema, que também suscita tantas emoções, na maneira mais objetiva e lúcida possível, sem nos deixar arrastar pela emoção, mas sobretudo a nível muito alto, para que os temas possam ser expostos e avaliados no modo mais claro possível”. (JE)

do site da Rádio Vaticano

Santa Missa presidida por Bento XVI no encerramento do Schuelerkreis 2014


Verdadeiro arrependimento

«Entrar na Igreja e honrar as imagens sagradas e as veneradas cruzes, não basta por si só para agradar a Deus, como tão-pouco lavar as mãos é suficiente para estar completamente limpo. O que verdadeiramente é grato a Deus, é que o homem fuja do pecado e limpe as suas manchas pela confissão e pela penitência. Que quebre as cadeias das suas culpas com humildade do coração.»

(Santo Atanásio Sinaita - Sermo de Sancta Synaxis)

Cristo chama-nos à conversão

São Rafael Arnaiz Barón (1911-1938), monge trapista espanhol 
Escritos espirituais, 25/01/1937


Não possuímos as virtudes, não por ser difícil, mas porque não queremos. Não temos paciência porque não queremos. Não temos temperança porque não queremos. Não temos castidade pela mesma razão. Se quiséssemos, seríamos santos, e é muito mais difícil ser engenheiro do que ser santo. Se tivéssemos fé! […]

Vida interior, vida espiritual, vida de oração: meu Deus, que difícil que isso deve ser! De modo nenhum. Afasta do teu coração o que o perturba, e encontrarás Deus. Com isso, o trabalho está feito. Muitas vezes buscamos o que não existe e, pelo contrário, passamos ao lado de um tesouro que não vemos. É a mesma coisa com Deus, a quem procuramos […] num emaranhado de coisas, que quanto mais complicado, melhor nos parece. No entanto, levamos Deus dentro de nós, e não O procuramos aí! Recolhe-te dentro de ti mesmo; olha para o teu nada; olha para o nada do mundo; põe-te ao pé de uma cruz e, se fores simples, verás Deus. […]

Se Deus não está na nossa alma, é porque não queremos. Temos uma tal acumulação de cuidados, de distracções, de tendências, de desejos, de vaidades, de presunções, temos tantas pessoas dentro nós, que Deus Se afasta. Assim que o quisermos, Deus enche-nos a alma de tal modo, que é preciso sermos cegos para não O vermos. Uma alma quer viver de acordo com Deus? Afaste tudo o que não é Ele, e está feito. É relativamente fácil. Se o quiséssemos, se o pedíssemos a Deus com simplicidade, faríamos um grande progresso na vida espiritual. Se quiséssemos, seríamos santos, mas somos tão tolos que não queremos; preferimos perder tempo em vaidades estúpidas.

(Fonte: Evangelho Quotidiano)

O Evangelho do dia 26 de agosto de 2014

«Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas, que pagais o dízimo da hortelã e do endro e do cominho, e descuidais as coisas mais importantes da Lei: a justiça, a misericórdia e a fidelidade! São estas coisas que era preciso praticar, sem omitir as outras. Condutores cegos, que filtrais um mosquito e engolis um camelo! «Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas, que limpais o que está por fora do copo e do prato, e por dentro estais cheios de rapina e de imundície! Fariseu cego, purifica primeiro o que está dentro do copo e do prato, para que também o que está fora fique limpo.

Mt 23, 23-26

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Amar a Cristo...

Mestre e amigo Jesus, a Casa do Pai, que também é Tua e nossa, por Vossa infinita bondade, é tantas vezes desrespeitada e frequentemente, por mero laxismo espiritual, é-o por aqueles que deveriam ser os seus mais fiéis guardiões.

Ajuda-nos a com amor, paciência e muita caridade a procurar corrigir aqueles que transformam a Tua Casa em local menos digno e respeitador da devida devoção a Deus Pai, a Ti e ao Divino Espírito Santo, que sois um só Deus na Santíssima Trindade.

No interior dos Templos a Vós dedicados, não se deverão realizar espectáculos, que ainda que inofensivos são próprios de outros espaços e jamais junto do Teu Sacrário devido à perturbação que criam e ao subverter completamente o espírito para que foram criados.

«Lembraram-se então os seus discípulos do que está escrito: O zelo da Tua casa me consome (Sl 68,10).» (Jo 2,17)

«E não consentia que ninguém transportasse nenhum objecto pelo templo; e os ensinava dizendo: «Porventura não está escrito: “A minha casa será chamada casa de oração por todas as gentes”?» (Mc 11, 16-17)

JPR

Estamos próximos da beatificação de D. Álvaro del Portillo o 'Engenheiro'

O Opus Dei prepara-se para a beatificação de D. Álvaro del Portillo. Como consolida a Obra a elevação aos altares do seu 'engenheiro', como alguns chamam a D. Álvaro?

Álvaro del Portillo foi um homem de paz, de serviço, de fidelidade: primeiro no seu trabalho como engenheiro, depois como sacerdote e, mais tarde, como Bispo. Na proximidade do dia 27 de setembro, data da sua beatificação, peço ao queridíssimo D. Álvaro que nos contagie com a sua paz, a sua bondade, a sua alegria, a sua lealdade à Igreja e a sua preocupação pelos mais necessitados.

As pessoas reconheciam nele um homem de Deus e, desde o seu falecimento, foi-se multiplicando o número dos que lhe confiam as suas petições: pense que, até agora, na postulação foram recebidos mais de 13.000 relações assinadas com favores atribuídos à sua intercessão. É um dado surpreendente, sobretudo se se tiver em conta que, entre as pessoas que recebem favores, apenas uns poucos se decidem a pô-los por escrito e a enviá-los para Roma. Muitas dessas relações provêm de países nos quais nem sequer há centros da Prelatura. A próxima beatificação de Álvaro del Portillo, além de constituir um motivo de grande alegria, será uma ocasião para dar glória a Deus e é um dom para toda a Igreja.

Estando o Opus Dei na vanguarda neste campo, o que é que está em jogo no mundo da comunicação face à fé e à evangelização? Compreendemos na Igreja o valor da comunicação social ou ignoramos as suas muitas potencialidades?

S. Josemaria olhava com especial simpatia os ambientes profissionais relacionados com a comunicação. Apercebia-se da importância de que muitos católicos trabalhassem profissionalmente em meios de comunicação, para transmitir ao mundo o calor e a amizade própria de quem deseja seguir a Cristo. Pessoalmente, deu aulas de ética jornalística, impulsionou faculdades de comunicação em vários países e alentou – com a sua iniciativa humana e a sua oração – o arranque de alguns meios de comunicação promovidos por pessoas do Opus Dei e pelos seus amigos: sonhava que numerosos católicos escolhessem como área profissional o mundo do cinema, da literatura, do entretenimento, da rádio e da televisão. Se há algo de certo na amável valoração que o senhor manifestou e que lhe agradeço, deve-se, sem dúvida, a essa semente plantada pelo fundador.

Penso que, graças a Deus, a consideração positiva da comunicação social – que não exclui uma reflexão crítica sobre os limites de um certo tipo de jornalismo sensacionalista – está hoje generalizada. Dá alegria ver a quantidade de atividades de evangelização que, através dos meios de comunicação, vão surgindo por aqui e por ali, devidas ao impulso de católicos de diversas proveniências: agências de notícias, sites de formação cristã, iniciativas de caridade e de serviço na internet, produtoras de cinema e de televisão com valores cristãos. Por vezes não são muito conhecidas mas, se se somassem as suas audiências, superariam as de não poucas cadeias internacionais.

O interesse pela comunicação social é patente na maioria das dioceses e instituições da Igreja. Muitas, por exemplo, enviam estudantes para a Faculdade de Comunicação Institucional da Universidade Pontifícia da Santa Cruz, em Roma. Trata-se, precisamente, de um centro de estudos que tem como fim dotar as pessoas das condições necessárias para transmitir a mensagem cristã e a realidade fantástica da Igreja, através dos meios de comunicação.

D. Javier Echevarría - excerto entrevista concedida na Costa Rica aquando da sua recente visita àquele país

Cristo chama todos os homens à santidade

Papa Francisco 
Audiência geral de 02/10/2013 (trad.  © copyright Libreria Editrice Vaticana, rev)


No «Credo», depois de professar: «Creio na Igreja una», acrescentamos o adjectivo «santa»; isto é, afirmamos a santidade da Igreja, uma característica presente desde o início na consciência dos primeiros cristãos, que se chamavam simplesmente «santos» (cf Act 9,13.32.41; Rom 8,27; 1Cor 6,1), pois tinham a certeza de que é a obra de Deus, o Espírito Santo, que santifica a Igreja.

Mas em que sentido é a Igreja santa, se vemos que a Igreja histórica, no seu caminho ao longo dos séculos, enfrentou tantas dificuldades, problemas, momentos obscuros? Como pode ser santa uma Igreja feita de seres humanos, pecadores? Homens pecadores, mulheres pecadoras, sacerdotes pecadores, religiosas pecadoras, bispos pecadores, cardeais pecadores, um Papa pecador? Todos. Como pode ser santa uma Igreja assim?

Para responder a esta pergunta, gostaria de me deixar guiar por um trecho da carta de São Paulo aos cristãos de Éfeso. O Apóstolo, tendo como exemplo as relações familiares, afirma que «Cristo amou a Igreja e Se entregou por ela, para a santificar» (5,25-26). Cristo amou a Igreja, entregando-Se totalmente na cruz. E isto significa que a Igreja é santa porque procede de Deus, que é santo, que lhe é fiel e que não a abandona ao poder da morte e do mal (cf Mt 16,18). É santa porque Jesus Cristo, o Santo de Deus (cf Mc 1,24), Se une a ela de modo indissolúvel (cf Mt 28,20); é santa porque se deixa guiar pelo Espírito Santo, que purifica, transforma e renova. Não é santa pelos nossos méritos, mas porque Deus a torna santa, porque é fruto do Espírito Santo e dos seus dons. Não somos nós que a santificamos. É Deus, o Espírito Santo que, no seu amor, santifica a Igreja.

(Fonte: Evangelho Quotidiano)