Obrigado, Perdão Ajuda-me

Obrigado, Perdão Ajuda-me
As minhas capacidades estão fortemente diminuídas com lapsos de memória e confusão mental. Esta é certamente a vontade do Senhor a Quem eu tudo ofereço. A vós que me leiam rogo orações por todos e por tudo o que eu amo. Bem-haja!

sábado, 9 de maio de 2020

Magnificat anima mea Dominum!

Como seria o olhar alegre de Jesus! O mesmo que brilharia nos olhos de sua Mãe, que não pôde conter a alegria: – "Magnificat anima mea Dominum!", a sua alma glorifica o Senhor, desde que O traz dentro de si e a seu lado. Ó Mãe!: que a nossa alegria seja como a tua – a de estar com Ele e de O possuir! (Sulco, 95)

A nossa fé não é uma carga, nem uma limitação. Que pobre ideia da verdade cristã manifestaria quem assim pensasse! Ao decidirmo-nos por Deus não perdemos nada; ganhamos tudo. Quem, à custa da sua alma, conserva a sua vida, perdê-la-á; e quem perder a sua vida por amor de Mim, voltará a achá-la.

Tirámos a carta que ganha, conseguimos o primeiro prémio. Quando alguma coisa nos impedir de ver isto com clareza, examinemos o interior da nossa alma. Talvez haja pouca fé, pouca intimidade pessoal com Deus, pouca vida de oração. Temos de pedir a Nosso Senhor – através de sua Mãe e nossa Mãe  que aumente em nós o seu amor, que nos conceda saborear a doçura da sua presença; porque só quando se ama se chega à mais plena liberdade: a de jamais querer abandonar, por toda a eternidade, o objecto dos nossos amores. (Amigos de Deus, 38)

São Josemaría Escrivá

O Evangelho de Domingo dia 10 de maio de 2020

«Não se perturbe o vosso coração. Acreditais em Deus, acreditai também em Mim. Na casa de Meu Pai há muitas moradas. Se assim não fosse, Eu vo-lo teria dito. Vou preparar um lugar para vós. Depois que Eu tiver ido e vos tiver preparado um lugar, virei novamente e tomar-vos-ei comigo, para que, onde estou, estejais vós também. E vós conheceis o caminho para ir onde Eu vou». Tomé disse-Lhe: «Senhor, nós não sabemos para onde vais; como podemos saber o caminho?». Jesus disse-lhe: «Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vai ao Pai senão por Mim. Jesus disse-lhe: «Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vai ao Pai senão por Mim. Se Me conhecesseis, também certamente conheceríeis Meu Pai; mas desde agora O conheceis e já O vistes». Filipe disse-Lhe: «Senhor, mostra-nos o Pai, e isso nos basta». Jesus disse-lhe: «Há tanto tempo que estou convosco, e ainda não Me conheces, Filipe? Quem Me viu, viu também o Pai. Como dizes, pois: Mostra-nos o Pai? Não acreditais que Eu estou no Pai e que o Pai está em Mim? As palavras que vos digo, não as digo por Mim mesmo. O Pai, que está em Mim, Esse é que faz as obras. Crede em Mim: Eu estou no Pai e o Pai está em Mim. Crede-o ao menos por causa das mesmas obras. «Em verdade, em verdade vos digo, que aquele que crê em Mim fará também as obras que Eu faço. Fará outras ainda maiores, porque Eu vou para o Pai.

Jo 14, 1-12

Namoro e fé

Qual é o sinal de que um namoro se vive de um modo cristão?

Talvez existam muitos sinais. No entanto, há um que me parece de especial importância: que o amor mútuo ajude cada um deles a estar mais perto de Deus. Que o namoro alimente de verdade a sua fé, por ser vivido de acordo com ela.

Hoje em dia, confunde-se com muita facilidade “ter fé” com “viver de fé”.

Para namorar de um modo cristão não basta encontrar uma pessoa que diga que tem fé. E ainda menos se essa pessoa afirma que tem fé, mas não a pratica. É uma “fé teórica” – o que na prática é o mesmo que dizer que ela ou não existe ou está morta.

É preciso encontrar alguém que “viva de fé”. Que a fé que diz ter influencie realmente o seu modo de actuar. Também, como é lógico, o seu modo de namorar e de entender o casamento – meta para a qual tende todo o namoro que se diz cristão.

Ora, o namoro é um momento crucial na vida de uma pessoa em que a sua fé é posta à prova.

Porque é que isto é assim?

Porque namorar de acordo com a verdade exige um esforço real para não se deixar arrastar pelas tendências desordenadas do coração humano.

Os cristãos genuínos vivem “na carne”, mas não vivem “segundo a carne”, como diz São Paulo. Viver um namoro de um modo cristão é viver um amor autêntico, verdadeiro, honrado e sincero. As palavras são bonitas, mas exigem um esforço real. Para quem ama de verdade, esse esforço vale sempre a pena.

Resumindo: o esforço por viver um namoro de um modo cristão põe à prova o peso real que a fé possui na vida de uma pessoa.

Pe. Rodrigo Lynce de Faria

Consciência

A unidade do homem tem um órgão: a consciência. Foi uma ousadia de São Paulo afirmar que todos os homens têm a capacidade de escutar a sua consciência, separando assim a questão da salvação da questão do conhecimento e da observância da Torah, e situando-a no terreno da comum exigência interior em que o Deus único fala e diz a cada um o que é verdadeiramente essencial na Lei: Quando os gentios, que não têm lei, cumprem naturalmente as prescrições da lei, sem ter lei são lei para si mesmos, demonstrando que têm a realidade dessa lei escrita no seu coração, segundo o testemunho da sua consciência... (Rom 2, 14 e segs.). Paulo não diz: "Se os gentios se mantiverem firmes na sua religião, isso é bom diante do juízo de Deus". Pelo contrário, ele condena grande parte das práticas religiosas do seu tempo. Remete para outra fonte, para aquela que todos trazem escrita no coração, para o único bem do único Deus.

Neste ponto enfrentam-se hoje dois conceitos contrários de consciência, que na maioria das vezes simplesmente se intrometem um no outro. Para Paulo, a consciência é o órgão da transparência do único Deus em todos os homens, que são um só homem. Mas, actualmente, a consciência aparece como expressão do caráter absoluto do sujeito, acima do qual não poderia haver, no campo moral, nenhuma instância superior. O bem como tal não seria cognoscível. O Deus único não seria cognoscível. No que diz respeito à moral e à religião, a última instância seria o sujeito [...].

Assim, o conceito moderno de consciência equivale à canonização do relativismo, da impossibilidade de haver normas morais e religiosas comuns, ao passo que, pelo contrário, para Paulo e para a tradição cristã, a consciência sempre foi a garantia da unidade do ser humano e da cognoscibilidade de Deus, e portanto da obrigatoriedade comum de um mesmo e único bem. O facto de em todos os tempos ter havido e haver santos pagãos baseia-se em que em todos os lugares e em todos os tempos – embora muitas vezes com grande esforço e apenas parcialmente - a voz do coração era perceptível; a Torah de Deus se nos fazia perceptível como obrigação dentro de nós mesmos, no nosso ser enquanto criaturas, e desse modo tornava possível que superássemos a mera subjetividade na relação de uns com os outros e na relação com Deus. E isto é a salvação.

(Cardeal Joseph Ratzinger em ‘Fe, verdad y cultura. Reflexiones a propósito de Ia Encíclica Fides et ratio’. Primeiro Congresso Internacional da Faculdade San Dámaso de Teologia, Madrid, 16.02.2000)

Ġorġ Preca (Santo de Malta - São Jorge Preca)

Nascimento:   12:02.1880, em Valletta, Malta
Morte:            26.07.1962, (82 anos) em Santa Venera, Malta
Beatificação:   09.05.2001, Floriana, Malta por São João Paulo II
Canonização    03.06.2007, Vaticano por Papa Bento XVI
Festa litúrgica: 09 de Maio

Jorge Preca (em maltês: Ġorġ Preca) foi um sacerdote católico maltês. Em Malta, é carinhosamente conhecido como "Dun Ġorġ" e é popularmente chamado de "Segundo Apóstolo de Malta".

Cresceu em Valletta, perto do Santuário de Nossa Senhora do Carmo, onde recebeu o escapulário. Ao sentir o chamamento divino ao sacerdócio entrou para o seminário maior da diocese e estudou filosofia e teologia. Foi ordenado padre no dia 22 de Dezembro de 1906.

Logo após a ordenação começou a sua missão reunindo ao seu redor um pequeno grupo de jovens, imprimindo nos seus corações os princípios morais, o temor de Deus e a consciência do infinito amor que Deus nutre pela humanidade. Com este grupo iniciou posteriormente a "Sociedade de Doutrina Cristã", que comumente é conhecida como MUSEUM (iniciais de "Magister, Utinam Sequatur Evangelium Universus Mundus" = "Senhor, que o mundo inteiro siga o Evangelho"). Cada membro desta sociedade deve buscar a perfeição cristã, tendo como modelo o Cristo Crucificado. A sua vida de íntima união com Cristo na Igreja fortalece-se pela participação activa dos sacramentos, pela mortificação e renúncia de si para cumprir a vontade de Deus, bem como pela direcção espiritual e oração unida ao trabalho quotidiano.

Espiritualidade
O padre Jorge conseguiu reelaborar as muitas formas de espiritualidade existentes para o bem espiritual de sua sociedade. A vida e a espiritualidade de São Vicente de Paulo, São Felipe Néri, Santo Afonso Maria de Liguori, São Francisco de Assis, Santo Inácio de Loyola, Santa Teresa de Jesus e São João da Cruz foram muito estudadas por ele. O pensamento central de sua espiritualidade e teologia foi a encarnação: «E o Verbo se fez carne» (João 1:1).

Relação com os carmelitas
Desde criança usou o escapulário. Já adulto quis comprometer-se mais no seguimento a Maria e por isso entrou para a Ordem Terceira do Carmo. Foi inscrito na mesma em Santa Venera no dia 21 de Julho de 1918 e professou no dia 26 de Setembro do ano seguinte. Sempre se sentiu membro da família carmelita até mesmo ao ponto de muitas vezes, nos seus escritos, se apresentar como carmelita, utilizando seu nome de terciário (Franco) em lugar do seu. Foi afiliado à Ordem do Carmo pelo Prior-geral Kilian Lynch.

O padre Preca viveu os últimos anos de sua vida em Santa Venera, na paróquia dos carmelitas, onde antes de passar para a vida eterna foi confortado com os santos sacramentos pelo padre Kilian Azzopardi, O. Carm.

António Mexia Alves

Santo Rosário - Terceiro Mistério Gozoso

Jesus Nasce em Belém

Estava próxima a hora de nasceres, Senhor, e "como não havia lugar na hospedaria..." Tua Mãe santíssima, decerto preocupada, mas serenamente confiante, levou-te ainda no seu seio para uma gruta que servia de estábulo.
E aí nasceste Senhor.
O meu Deus, o meu Senhor, o meu Salvador!
"Como não havia lugar na hospedaria..."

Porque não haveria lugar?

Por a cidade estar cheia de forasteiros que ali iam recensear-se?
Por não aparentarem, aquela jovem mulher e o seu marido, posses ou posição social?

Sim, com um simples burrico por transporte, uma pequena trouxa de magros pertences, não o seriam por certo.
Talvez fosse por estas duas principais razões, talvez. É um facto que a cidade estaria cheia de gente.

Mas então, Maria e José foram tão imprudentes que não esperaram uns dias até que Tu nascesses para então fazerem a viagem!?
Não procuraram assegurar estadia em casa de algum parente ou conhecido!
Não, não terão feito nada disto. Provavelmente porque não podiam, as comunicações eram difíceis e, depois, porque se tratava de duas criaturas de extrema simplicidade. Não era seu hábito programar a vida, medir os passos, organizar em detalhe as coisas futuras.

Com uma confiança ilimitada na providência de Deus, sabiam perfeitamente que haverias de nascer quando e onde quisesses, Senhor, e que haverias de prover todas as necessidades que ocorressem.

Mas não havia, de facto, lugar na hospedaria?
Não seria possível descobrir um pequeno recanto, uma água-furtada, um esconso onde a jovem mãe pudesse, com recato e algum conforto, dar à luz o seu Filho!?

Quantas vezes, Senhor, eu não tive lugar para Ti?
Quantas vezes!
Sempre cheio de coisas, de preocupações, ambições, desejos, devaneios, ouvi eu, entendi eu que eras Tu ali, à porta do meu coração, pedindo um bocadinho, um pequeno espaço, para poderes nascer!
Quantas vezes quiseste nascer dentro de mim e, eu, pobre de mim, não deixei, não quis!

Ah! Senhor, eu sei que não sou digno, mas uma simples palavra Tua e este pobre coração cheio de mazelas e pecados, ficará radioso de brancura e Tu poderás, ainda que por momentos, nascer dentro d'Ele.
Bate, Senhor, com força à minha porta, eu abrir-te-ei e deixar-te-ei entrar e aqui farás o teu Presépio.
Não desejo outra coisa, Senhor, senão sentir-te dentro de mim, irradiando a Tua Paz e o teu calor de amor.

Oh! minha mãe, Maria Santíssima, descansa aqui um pouco, deixa-me por momentos o teu Filho que eu O embalarei com o meu amor, a minha dedicação inteira, a minha devoção profunda.
Podes tu, José meu pai e senhor, confiar-me o teu excelente Filho adoptivo, eu tomarei boa conta d'Ele, embora fique estático e estarrecido por tamanha ventura e tão grande honra.
A minha alma anseia que assim seja.

http://amexiaalves-nunccoepi.blogspot.pt/2016/05/maio-santo-rosario-terceiro-misterio.html