Obrigado, Perdão Ajuda-me

Obrigado, Perdão Ajuda-me
As minhas capacidades estão fortemente diminuídas com lapsos de memória e confusão mental. Esta é certamente a vontade do Senhor a Quem eu tudo ofereço. A vós que me leiam rogo orações por todos e por tudo o que eu amo. Bem-haja!

quinta-feira, 3 de outubro de 2019

Rebelião dos pais

Parkfield é uma escola de ensino primário, situada num bairro pobre de Birmingham. Possui mais de 700 alunos com idades entre os 4 e os 11 anos. Recentemente, converteu-se numa notícia bombástica no Reino Unido porque os pais dos alunos se recusaram terminantemente a que os seus filhos assistissem a umas aulas sobre homossexualidade e transexualidade.

Houve manifestações à porta da escola, greve dos alunos durante alguns dias (promovida pelos pais) e muita polémica nos meios de comunicação. A escola acabou por suspender as aulas previstas até que se alcance um acordo com os pais.

No fundo, tudo se reduz a uma pergunta fundamental: quem decide aquilo que se ensina a crianças de 4 a 11 anos em assuntos que têm relação com temas morais e concepções do que é uma família?

É a escola ou são os pais?

A escola argumenta que o programa só pretende inculcar tolerância, igualdade e não discriminação dos gays e dos transexuais.
Os pais vêm o assunto de um modo completamente diferente.

Consideram que, com a desculpa de se inculcar tolerância, pretende-se promover a homossexualidade e a transexualidade como algo normal. E isto, dizem eles em alto e bom som, choca radicalmente com as suas convicções.

E acrescentam que enviam os seus filhos à escola para aprenderem inglês, matemática e ciências e não para que se lhes explique os direitos LGBT.

Se noutros lugares os alunos fazem greve para exigir medidas contra a mudança climática, as famílias de Parkfield fazem-no para que não se ensinem na escola valores contrários aos que procuram transmitir em casa.

Como diz Ahmed, um dos líderes do protesto, que é muçulmano, «moralmente não aceitamos que a homossexualidade seja uma relação sexual válida. Isto não é sermos homofóbicos, do mesmo modo que alguém que não acredita no Islão não é, por esse simples facto, islamofóbico».

Pe. Rodrigo Lynce de Faria

No Evangelho, como um personagem mais

Oxalá fossem tais as tuas atitudes e as tuas palavras, que todos pudessem dizer quando te vissem ou ouvissem falar: "Este lê a vida de Jesus Cristo". (Caminho, 2)

Ao abrires o Santo Evangelho pensa que não só tens de saber o que ali se narra – obras e ditos de Cristo – mas também tens de vivê-lo. Tudo, cada ponto relatado, se recolheu, pormenor a pormenor, para que o encarnes nas circunstâncias concretas da tua existência. Nosso Senhor chamou os católicos para o seguirem de perto e, nesse Texto Santo, encontras a Vida de Jesus; mas, além disso, deves encontrar a tua própria vida. Aprenderás a perguntar tu também, como o Apóstolo, cheio de amor: "Senhor, que queres que eu faça?"... – A Vontade de Deus! – ouvirás na tua alma de modo terminante. Então, pega no Evangelho diariamente, e lê-o e vive-o como norma concreta. Assim procederam os santos. (Forja, 754)

Para vos aproximardes do Senhor através das páginas do Santo Evangelho, recomendo sempre que vos esforceis por participar em cada cena como um personagem mais. Assim – conheço tantas almas normais e correntes que o fazem! – recolher-vos-eis como Maria, suspensa das palavras de Jesus, ou, como Marta, atrever-vos-eis a manifestar-lhe sinceramente as vossas inquietações, mesmo as mais pequenas. (Amigos de Deus, 222)

São Josemaría Escrivá

Parai agora um pouco, meus filhos e pensai em vós mesmos.

Quero recordar e recordar-vos as recomendações do nosso Fundador, para que sempre nos esforcemos por pô-las em prática, de maneira especial durante o mês que agora começa, o mês do Rosário, em que também se realizará o Sínodo dos Bispos sobre a família (2015)  pelo qual tanto andamos a rezar, intimamente unidos às petições do Papa , e em pleno ano mariano da Obra. Sobre o valor da tua oração, da minha, quero contar-vos uma história. Fui visitar um bispo na Austrália, e logo nos primeiros minutos da conversa, ele fez-me a seguinte pergunta: o Fundador, para fazer a Obra, rezava muito, certo? Eu respondi afirmativamente, contando alguns pormenores. Perguntemo-nos: para fazer a Obra diariamente, rezamos muito?
Parai agora um pouco, meus filhos, escrevia o nosso Padre, e pensai em vós mesmos. Talvez comecemos a sentir já o toque do sino grande – da graça do Céu – no fundo da alma. Deus diz-nos, na Sua doação incondicionada, que a autêntica atitude cristã se tece com os fios de um entrançado divino e humano: a vontade do homem que se enlaça com a Vontade de Deus [2].
Ele nos repete, com S. Mateus: Sede perfeitos como o vosso Pai do Céu é perfeito [3]. E S. Paulo insiste: esta é a vontade de Deus, a vossa santificação [4]. Desde 2 de outubro de 1928, consciente de que Deus estava interessado em que o Opus Dei fosse uma pequena parte do Povo de Deus ao serviço de toda a Igreja, S. Josemaria entregou-se sem condições a essa tarefa. E por isso escreveu com plena segurança: a Obra de Deus vem para cumprir a Vontade de Deus. Portanto tende uma profunda convicção de que o Céu está empenhado em que ela se realize [5].
[2]. S. Josemaria, Carta 14-II-1974, n. 3.
[3]. Mt 5, 48.
[4]. 1 Ts 4, 3.
[5]. S. Josemaria, Instrução, 19-III-1934, n. 47.


(D. Javier Echevarría na carta do mês de outubro de 2015)
© Prælatura Sanctæ Crucis et Operis Dei

O ministério do Papa é garantia da obediência a Cristo e à Sua Palavra

O poder conferido por Cristo a Pedro e aos seus sucessores é, em sentido absoluto, um mandato para servir. O poder de ensinar, na Igreja, obriga a um compromisso ao serviço da obediência à fé. O Papa não é um soberano absoluto, cujo pensar e querer são leis. Ao contrário: o ministério do Papa é garantia da obediência a Cristo e à Sua Palavra. Ele não deve proclamar as próprias ideias, mas vincular-se constantemente a si e à Igreja à obediência à Palavra de Deus, tanto perante todas as tentativas de adaptação e de adulteração, como diante de qualquer oportunismo. O Papa João Paulo II fez isto quando, perante todas as tentativas, aparentemente benévolas para com o homem, perante as erradas interpretações da liberdade, realçou de maneira inequívoca a inviolabilidade do ser humano, a inviolabilidade da vida humana desde a concepção até à morte natural.
(…)
Assim, o seu poder não é superior, mas está ao serviço da Palavra de Deus, e sobre ele recai a responsabilidade de fazer com que esta Palavra continue a estar presente na sua grandeza e a ressoar na sua pureza, de modo que não seja fragmentada pelas contínuas mudanças das modas.

A Cátedra é repetimos mais uma vez símbolo do poder de ensinamento, que é um poder de obediência e de serviço, para que a Palavra de Deus a verdade! possa resplandecer entre nós, indicando-nos o caminho da vida.

Bento XVI – Excerto homilia durante a Concelebração Eucarística como Bispo de Roma na Basílica de São João de Latrão a 7 de maio de 2005

Maria é modelo de caridade para a Igreja

Numa manhã cheia de sol na Praça de S. Pedro em 23.10.2013 encontrava-se presente uma multidão de quase 100 mil peregrinos que acolheram o Papa Francisco na audiência geral:
“…continuando as catequeses sobre a Igreja, hoje gostaria de olhar para Maria como imagem e modelo da Igreja. Faço-o recuperando uma expressão do Concílio Vaticano II . Diz a Constituição Lumen Gentium: ‘Como já ensinava Santo Ambrósio, a Mãe de Deus, é figura da Igreja na ordem da fé, da caridade e da perfeita união com Cristo’.”

A Igreja olha para a Virgem Mãe de Deus como sua figura e modelo na ordem da fé, da caridade e da perfeita união com Cristo. Como filha de Israel – disse o Papa Francisco.

Assim, Maria como modelo de fé espera e crê com todo o coração na redenção do seu povo. A sua fé, porém, recebe uma luz nova quando o anjo Lhe anuncia: serás Tu a Mãe do Redentor. N’Ela tem cumprimento a fé de Israel e, neste sentido, Maria é o modelo da fé da Igreja, que toda se concentra em Jesus.

“Na simplicidade das mil ocupações e preocupações quotidianas de cada mãe, como providenciar a alimentação, a roupa, o cuidar da casa… Precisamente esta existência normal da Nossa Senhora foi o terreno onde se desenvolveu uma relação singular e um diálogo profundo entre Ela e Deus, entre Ela e o Seu Filho.”

O Papa Francisco considerou, de seguida, que Maria é modelo de caridade para a Igreja, como podemos constatar na sua visita à prima Isabel, onde mais do que uma ajuda material, Ela leva Jesus no seu seio.

“Levar Jesus naquela casa queria dizer levar a alegria, a alegria plena. Isabel e Zacarias estavam felizes pela gravidez que parecia impossível naquela idade, mas é a jovem Maria que lhes leva a alegria plena, aquela que vem de Jesus e do Espírito Santo e exprime-se na caridade gratuita, na partilha, na ajuda, na compreensão.”

E o Santo Padre lançou o desafio de a Igreja levar sempre o amor de Jesus onde quer que esteja tal como Maria levava Jesus no seu seio na visita à sua prima Isabel.

“E nós? - Qual é o amor que levamos aos outros? Como são as relações nas nossas paróquias, nas nossas comunidades? Tratamo-nos como irmãos e irmãs ou cada um trata da sua horta?”

Maria é modelo de união com Cristo, vivendo imersa no mistério de Deus feito homem, como sua primeira e perfeita discípula, meditando tudo no seu coração à luz do Espírito Santo para compreender e pôr em prática toda a vontade de Deus.

“Mas cada ação era cumprida sempre em união perfeita com Jesus. Esta união atinge o seu auge no Calvário: aqui une-se ao Filho no martírio do coração e na oferta da vida ao Pai para salvação da humanidade. Nossa Senhora fez mesmo a dor do Filho e aceitou com Ele a vontade do Pai, naquela obediência que trás fruto, que dá a verdadeira vitória sobre o mal e sobre a morte.”

(Fonte: 'news.va')

A caridade

«Sem o cimento e a argamassa, que une as pedras e firma muros, todo o edifício cairia; sem nervos, músculos e tendões, todo o corpo se desfaria; sem caridade, as virtudes não conseguem manter-se unidas»

(Tratado do amor de Deus, liv. 11. Cap. 9 – São Francisco de Sales)

Evangelho do dia 3 de outubro de 2019

Propôs-lhes outra parábola, dizendo: «O Reino dos Céus é semelhante a um homem que semeou boa semente no seu campo. Porém, enquanto os homens dormiam, veio o seu inimigo, e semeou joio no meio do trigo, e foi-se. Tendo crescido a erva e dado fruto, apareceu então o joio. Chegando os servos do pai de família, disseram-lhe: “Senhor, porventura não semeaste tu boa semente no teu campo? Donde veio, pois, o joio?”. Ele, respondeu-lhes: “Foi um inimigo que fez isto”. Os servos disseram-lhe: “Queres que vamos e o arranquemos?”. Ele respondeu-lhes: “Não, para que talvez não suceda que, arrancando o joio, arranqueis juntamente com ele o trigo. Deixai-os crescer juntos até à ceifa, e no tempo da ceifa direi aos ceifeiros: Colhei primeiramente o joio, e atai-o em molhos para o queimar; o trigo, porém, recolhei-o no meu celeiro”».

Mt 13, 24-30