Obrigado, Perdão Ajuda-me

Obrigado, Perdão Ajuda-me
As minhas capacidades estão fortemente diminuídas com lapsos de memória e confusão mental. Esta é certamente a vontade do Senhor a Quem eu tudo ofereço. A vós que me leiam rogo orações por todos e por tudo o que eu amo. Bem-haja!

sábado, 14 de março de 2020

Os frutos saborosos da alma mortificado

Estes são os saborosos frutos da alma mortificada: compreensão e transigência para as misérias alheias; intransigência para as próprias. (Caminho 198)

Penitência é tratar sempre os outros com a maior caridade, começando pelos teus. É atender com a maior delicadeza os que sofrem, os doentes e os que padecem. É responder com paciência aos maçadores e inoportunos. É interromper ou modificar os nossos programas, quando as circunstâncias – sobretudo os interesses bons e justos dos outros – assim o requerem.

A penitência consiste em suportar com bom humor as mil pequenas contrariedades do dia; em não abandonar o trabalho, mesmo que no momento te tenha passado o entusiasmo com que o começaste; em comer com agradecimento o que nos servem, sem caprichos importunos. (Amigos de Deus, 138)

São Josemaría Escrivá

O Evangelho de Domingo dia 15 de março de 2020

Chegou, pois, a uma cidade da Samaria chamada Sicar, junto da herdade que Jacob deu a seu filho José. Estava lá o poço de Jacob. Fatigado da viagem, Jesus sentou-Se sobre a borda do poço. Era quase a hora sexta. Veio uma mulher da Samaria tirar água. Jesus disse-lhe: «Dá-Me de beber». Os Seus discípulos tinham ido à cidade comprar mantimentos. Disse-Lhe, então, a mulher: «Como, sendo Tu judeu, me pedes de beber a mim, que sou samaritana?». Com efeito, os judeus não se dão com os samaritanos. Jesus respondeu: «Se tu conhecesses o dom de Deus, e Quem é que te diz: “Dá-Me de beber”, certamente Lhe pedirias e Ele te daria de uma água viva». A mulher disse-Lhe: «Senhor, Tu não tens com que a tirar e o poço é fundo; donde tens, pois, essa água viva? És Tu, porventura, maior do que o nosso pai Jacob que nos deu este poço, do qual ele mesmo bebeu, e os seus filhos e os seus gados?». Jesus respondeu: «Todo aquele que bebe desta água tornará a ter sede, mas aquele que beber da água que Eu lhe der, jamais terá sede: a água que Eu lhe der virá a ser nele uma fonte de água que jorra para a vida eterna». A mulher disse-Lhe: «Senhor, dá-me dessa água, para eu não ter mais sede, nem ter de vir aqui tirá-la». Jesus disse-lhe: «Vai, chama o teu marido e vem cá». A mulher respondeu-Lhe: «Não tenho marido». Jesus replicou: «Disseste bem: não tenho marido; porque tiveste cinco maridos e o que agora tens, não é o teu marido; isto disseste com verdade». A mulher disse-Lhe: «Senhor, vejo que és profeta. Nossos pais adoraram sobre este monte e vós dizeis que em Jerusalém é o lugar onde se deve adorar». Jesus disse-lhe: «Mulher, acredita-Me que é chegada a hora em que não adorareis o Pai nem neste monte nem em Jerusalém. Vós adorais o que não conheceis, nós adoramos o que conhecemos, porque a salvação vem dos judeus. Mas vem a hora, e já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e verdade, porque é destes adoradores que o Pai deseja. Deus é espírito, e em espírito e verdade é que O devem adorar os que O adoram». A mulher disse-Lhe: «Eu sei que deve vir o Messias, que se chama Cristo; quando, pois, Ele vier, nos manifestará todas as coisas». Jesus disse-lhe: «Sou Eu, que estou a falar contigo». Nisto chegaram os Seus discípulos, e admiraram-se de que estivesse a falar com uma mulher. Nenhum, contudo, Lhe disse: «Que é o que queres?», ou: «Por que falas com ela?». A mulher, então, deixou a bilha, foi à cidade e disse àquela gente: «Vinde ver um homem que me disse tudo o que eu fiz; será este, porventura, o Cristo?». Eles saíram da cidade e foram ter com Jesus. Entretanto, os Seus discípulos instavam com Ele, dizendo: «Mestre, come». Mas Ele respondeu-lhes: «Eu tenho um alimento para comer que vós não sabeis». Pelo que diziam entre si os discípulos: «Será que alguém Lhe trouxe de comer?». Jesus disse-lhes: «A Minha comida é fazer a vontade d'Aquele que Me enviou e realizar a Sua obra. «Não dizeis vós que “ainda há quatro meses até à ceifa”? Mas Eu digo-vos: Levantai os olhos e vede os campos que já estão brancos para a ceifa! O que ceifa recebe recompensa e junta o fruto para a vida eterna, para que assim o que semeia, como o que ceifa, se regozijem juntamente. Porque nisto se verifica o ditado: Um é o que semeia, e outro o que ceifa. Eu enviei-vos a ceifar o que vós não trabalhastes; outros trabalharam e vós recolheis o fruto dos seus trabalhos». Muitos samaritanos daquela cidade acreditaram em Jesus por causa da palavra daquela mulher que dava este testemunho: «Ele disse-me tudo o que fiz!». Vindo, pois, ter com Jesus os samaritanos, pediram-Lhe que ficasse com eles. Ficou lá dois dias. Muitos mais acreditaram n'Ele em virtude da Sua palavra. E diziam à mulher: «Já não é pela tua palavra que acreditamos n'Ele, mas porque nós próprios O ouvimos e sabemos que Ele é verdadeiramente o Salvador do mundo!».

Jo 4, 5-42

A cultura da imagem narcísica

Auto-retratos fizeram-nos desde Leonardo da Vinci a Andy Warhol. Vincent Van Gogh, que foi e é um génio da pintura, mas doente mental, fê-los em catadupa.

Hoje há quem imite Van Gogh nas redes sociais publicando fotografias próprias com e sem pose a um ritmo que nem este conseguiria acompanhar, num aparente ‘ai que bonito ou bonita que eu sou’ que mais não é uma manifestação de narcisismo pouco consentânea com outros valores que desejam projectar.

S. Paulo o Apóstolo do gentios, era feio e mau orador, mas não necessitou de recorrer a qualquer cultura de imagem para evangelizar, mas o exemplo supremo está em Jesus Cristo que teve morte de Cruz terminando ensanguentado e certamente parcialmente desfigurado pela flagelação e coração com espinhos a que O submeteram e de quem nos Evangelhos não aparece uma única referência à Sua aparência física.

Os selfies são uma parte desta cultura, mas têm um lado que se pode entender e respeitar quando está subjacente guardar a memória de um momento especial, uma Mãe no aniversário de um filho, um crente que tem a oportunidade de estar próximo do Papa, do Bispo diocesano, etc., etc., etc.. Quando feitos em excesso e escarrapachados nas redes sociais, revelam uma necessidade de projecção de si próprio que merece ser ponderada e eventualmente corrigida.

A sobriedade nunca fez mal a ninguém, pelo contrário sempre nos preservou na intimidade e de olhares perversos.

JPR

Educar na sobriedade e na temperança

«Não é nada lógico dar aos meus filhos tudo aquilo que eles me pedem. Se o fizesse, converter-me-ia num “pai fixe”, mas esta expressão parece-me sinónima de “pai cúmplice”. Estaria a ser conivente com a sua falta de sobriedade. Penso que nós, pais, necessitamos da virtude da fortaleza para não transigirmos com os caprichos dos nossos filhos».

Sábias palavras pronunciadas por um pai de uma família numerosa. Nos dias de hoje, é necessária valentia da parte dos pais para proporem aos seus filhos um estilo de vida sóbrio e temperado. Um estilo de vida que não está nada na moda!

Primeiro, devem fazê-lo com o próprio exemplo. Já diz o famoso ditado: “quem não vive o que ensina, não ensina nada!”. Além disso, somente se os pais são sóbrios é que percebem que a sobriedade é um bem de enorme valor para os seus filhos.

Depois, é necessário dar aos filhos razões válidas pelas quais vale a pena viver um estilo de vida assim. Sendo conscientes de que as mensagens que os filhos recebem todos os dias na publicidade, nos meios de comunicação, dos colegas da escola vão, habitualmente, em sentido contrário: quanto mais consumires, mais feliz serás!

Raciocinar com os filhos com paciência. Que cada filho compreenda que é amado pelo que é, não por aquilo que tem ou pela sua “imagem”. Criar uma atmosfera familiar na qual se note que o verdadeiramente importante são as pessoas e não as coisas.

Um ponto de capital importância neste esforço educativo é estimular a generosidade dos filhos com os mais necessitados. Fazê-los compreender que, geralmente, somente uma pessoa que é sóbria e temperada, consegue ter sensibilidade para as necessidades dos outros e fortaleza para os ajudar com generosidade.

Pe. Rodrigo Lynce de Faria

A verdade é o caminho

«A pastoral correcta conduz à verdade, suscita amor à verdade e ajuda também a suportar a dor da verdade. Esta mesma deve ser um modo de caminharmos juntos ao longo do difícil e belo caminho para a vida nova, que é também o caminho para a verdadeira e grande alegria»

(Joseph Ratzinger - Olhar para Cristo)