Obrigado, Perdão Ajuda-me

Obrigado, Perdão Ajuda-me
As minhas capacidades estão fortemente diminuídas com lapsos de memória e confusão mental. Esta é certamente a vontade do Senhor a Quem eu tudo ofereço. A vós que me leiam rogo orações por todos e por tudo o que eu amo. Bem-haja!

domingo, 23 de janeiro de 2022

Há cinco anos nesta o Papa nomeou Mons. Fernando Ocáriz prelado do Opus Dei

No final da tarde de hoje (2017), o Papa Francisco nomeou Mons. Fernando Ocáriz prelado do Opus Dei. O Santo Padre confirmou, no mesmo dia, a eleição realizada pelo terceiro congresso eletivo da Prelatura.
Com esta nomeação, Mons. Fernando Ocáriz, que até agora era o vigário auxiliar do Opus Dei, torna-se o terceiro sucessor de S. Josemaria à frente da prelatura, depois do falecimento de D. Javier Echevarria, a 12 de dezembro do ano passado.
Mons. Fernando Ocáriz nasceu em Paris a 27 de Outubro de 1944, filho de uma família espanhola exilada em França pela Guerra Civil (1936-1939). É o mais novo de oito irmãos.
O SANTO PADRE CONFIRMOU A ESCOLHA FEITA PELO TERCEIRO CONGRESSO ELETIVO DA PRELATURA NO PRÓPRIO DIA.
É licenciado em Ciências Físicas pela Universidade de Barcelona (1966) e em teologia pela Pontifícia Universidade Lateranense (1969). Obteve o doutoramento em Teologia em 1971 pela Universidade de Navarra. Nesse mesmo ano foi ordenado sacerdote. Nos seus primeiros anos como presbítero dedicou-se especialmente à pastoral juvenil e universitária.
É consultor da Congregação para a Doutrina da Fé (desde 1986) e de outros dois organismos da cúria romana: Congregação para o Clero (desde 2003) e o Conselho Pontifício para a Promoção da Nova Evangelização (desde 2011). Em 1989 ingressou na Academia Pontifícia de Teologia. Na década de oitenta foi um dos professores que iniciou a Universidade Pontifícia da Santa Cruz (Roma), onde era professor (agora emérito) de Teologia Fundamental.

Entre as suas publicações teológicas, destacam-se livros sobre cristologia, como The mystery of Jesus Christ: a Christology and Soteriology textbook; Hijos de Dios en Cristo. Introducción a una teología de la participación sobrenatural. Outros volumes tratam de temos de índole teológica e filosófica, como Amar com obras: a Deus e aos Homens; Natureza, Graça e Glória, com prefácio do Cardeal RatzingerEm 2013 publicou-se um livre entrevista de Rafael Serrano sob o título Sobre Deus, a Igreja e o mundo. Entre as suas obras há dois estudos de filosofia: Marxismo: teoria e prática de uma revolução; Voltaire: tratado sobre a tolerância. É ainda autor co-autor de numerosas monografias e autor de vários artigos teológicos e filosóficos.
Desde 1994 é vigário geral do Opus Dei e em 2014 foi nomeado vigário auxiliar da prelatura. Durante os últimos 22 anos acompanhou o anterior Prelado, D. Javier Echevarria, nas suas visitas pastorais a mais de 70 países. Nos anos 60, sendo estudante de teologia, conviveu em Roma com S. Josemaria Escrivá, fundador do Opus Dei. Desde jovem é aficionado do ténis, desporto que continua a praticar.
Nos próximo dias, o novo prelado proporá aos congressistas os nomes dos seus vigários, assim como os dos demais membros dos conselhos que o assistirão durante os próximos 8 anos.
(Fonte: site do Opus Dei AQUI)

FESTA LITÚRGICA DO CASAMENTO DE MARIA E SÃO JOSÉ

Em 23 de janeiro de 1961, durante o pontificado de João XXIII, a Santa Sé estabeleceu a festa do casamento da Virgem Maria e de São José. É uma oportunidade para todos os casais renovarem seus votos de matrimônio e também para relembrar a importância do casamento cristão, único em seu gênero.
Se pensarmos na situação da sociedade no advento do cristianismo, a posição da Igreja foi nada menos do que inovadora, emancipada e contracorrente do que dizia respeito ao casamento. A Igreja sustentava que este sacramento devia ser uma escolha livre e, portanto, poderia ocorrer única e exclusivamente com o consentimento de ambos os cônjuges. A liberdade de escolha das mulheres de hoje parece óbvia, mas no passado, especialmente antes do cristianismo, a mulher era considerada inferior ao homem e tratada como escrava e objeto de prazer.
Francesco Agnoli, numa interessante publicação de 2010, Inquérito sobre o cristianismo, examina a história dos cristãos e da Igreja destacando o seu contributo para o desenvolvimento da civilização ocidental. No terceiro capítulo, intitulado Cristianismo e mulheres, Agnoli mostra minuciosamente, através de uma análise um tanto única, que graças à Igreja Católica a mulher está agora livre de muitas restrições e imposições, tais como, precisamente, a de não poder escolher livremente com quem se casar ou não. Na Antiguidade, era o pai quem decidia quem iria desposar sua filha, o que ainda acontece em países não católicos, como, por exemplo, a Índia.
A Igreja, de acordo com os ensinamentos de Cristo, promoveu com ousadia e firmeza uma imagem da mulher diferente do pensamento corrente, segundo a qual o homem e a mulher são diferentes porque são parte um do outro, dois seres vivos com os mesmos direitos. Neste sentido, o historiador Jacques Le Goff nos lembra que, no quarto concílio de Latrão (1215), a Igreja formalizou definitivamente o casamento, declarando que ele “não pode ser realizado sem que haja o acordo pleno dos dois adultos envolvidos”. Uma posição de vanguarda para a época. O casamento se torna assim impossível sem o consentimento mútuo, e, para que ele aconteça, a Igreja faz todo o possível, como estabelecer os chamados “proclames”, a presença de “testemunhas”, o “processo matrimonial” usado pelas autoridades eclesiásticas para verificar ou não a autenticidade do pedido de casamento dos noivos, e, finalmente, o consenso final. Tudo isto continua em uso ainda hoje.
Pode-se, portanto, compreender a importância e a singularidade do matrimônio cristão, não só do ponto de vista religioso, mas também da perspectiva histórica e social. Assim, a celebração do casamento da Virgem Maria e de São José assume um valor fundamental para os cristãos. O caráter virginal atesta a perfeita comunhão de mentes entre os dois esposos santos, apesar da ausência do ato sexual. Com isso, compreende-se que o casamento cristão não é reduzido ao ato físico entre homem e mulher, embora ele seja um dever e um momento belíssimo de comunhão entre o casal, mas que a verdadeira união acontece somente através de Jesus Cristo. Somente com Cristo é possível acolher plenamente o outro, doar-se livremente e, portanto, amar-se.
“Nenhum casal é chamado ao matrimônio exclusivamente para a sua satisfação. Todo casal é um dom para a Igreja e para o mundo, a fim de serem os cônjuges um ícone vivo de Cristo, que ama a sua esposa, a Igreja, e se sacrifica por ela, até o lenho da cruz”.
Na Igreja de São Carlos Borromeo, em Londres, está exposto um ícone moderno de rara beleza e particularmente interessante, chamado Notre Dame Alliance, que abrange toda a teologia, o significado e o pensamento da Igreja Católica sobre o mistério esponsal. O ícone mostra dois cônjuges abraçados pela Virgem Maria, com as mãos apoiadas delicadamente sobre seus ombros para simbolizar a Igreja que acolhe em seu próprio seio a noiva e o noivo, tal como uma mãe, acompanhando-os sem forçá-los. No meio, entre os dois, está Cristo, “sempre presente no coração da sua Igreja”, segurando a mão dos dois cônjuges como quem acalma seus medos e ansiedades e os fortalece.
No casamento, o casal faz um pacto com Deus para a vida toda, em que a Igreja atua como um intermediário, uma testemunha e uma avalista, que acompanha e dá apoio, como mãe, para a noiva e o noivo em sua nova situação, oferecendo-lhes como presentes a Eucaristia e a Palavra de Deus, sem a qual não se pode viver a vida cristã e menos ainda o casamento. Germano Pattaro, sacerdote veneziano, dizia que “Deus visita o casal no seu matrimônio, não quer faltar a este evento, faz parte da comunhão de amor estabelecida pelo Senhor com todos os cristãos a partir do momento do batismo”.
Em essência, este sacramento se baseia, para os cristãos, “na sua própria rocha, que é Jesus Cristo”. Se Jesus Cristo está presente como rocha da salvação, então a morte não prevalecerá.
Eis que por isto a festa de casamento da Virgem Maria e de São José, cônjuges e família por excelência, imagem perfeita de Deus, da Santíssima Trindade e da comunhão de amor infinito, convida todos a seguirem o seu exemplo: serem imagem do rosto de Cristo através da vida esponsal.
(Fonte: Comunidade Católica SAGRADA FAMÍLIA