Obrigado, Perdão Ajuda-me

Obrigado, Perdão Ajuda-me
As minhas capacidades estão fortemente diminuídas com lapsos de memória e confusão mental. Esta é certamente a vontade do Senhor a Quem eu tudo ofereço. A vós que me leiam rogo orações por todos e por tudo o que eu amo. Bem-haja!

domingo, 30 de setembro de 2018

Mons. Ocáriz pede para apoiarmos generosamente o pedido do Papa para o mês de outubro

O prelado encoraja os membros da Obra, cooperadores e todos os que participam das atividades de formação a unirem-se ao pedido do Papa de rezar o terço para pedir à Santa Mãe de Deus e a São Miguel Arcanjo que protejam a Igreja.


O Papa Francisco convidou todos os católicos a rezar o terço diariamente durante o mês de outubro, terminando com a invocação "Sub tuum praesidium", e a Oração a São Miguel (cfr. Comunicado da Santa Sé, 29.09.2018).

São orações que nos ajudarão a difundir a paz de Cristo e a rezar de modo especial pelo dom da unidade na Igreja e no mundo. Não podemos ignorar, como São Paulo disse aos Efésios, " a nossa luta não é contra o sangue e a carne, mas contra os principados, as potestades, os dominadores deste mundo tenebroso, os espíritos malignos espalhados pelo espaço" (Ef 6, 12).

Peço e animo a todos os membros da Obra, aos cooperadores e aos que participam das atividades apostólicas que apoiem generosamente este desejo do papa, e levem este convite a muitos outros amigos, para pedir a nossa Mãe, Santa Maria, e a São Miguel Arcanjo que protejam a Igreja.
30 de setembro de 2018


“Sub tuum praesidium À vossa proteção nos acolhemos, Santa Mãe de Deus,
não desprezeis as nossas súplicas nas necessidades,
mas livrai-nos sempre de todos os perigos,
Virgem gloriosa e bendita.
Rogai por nós, Santa Mãe de Deus,
para que sejamos dignos das promessas de Cristo.

São Miguel Arcanjo, defendei-nos neste combate, sede o nosso auxílio contra as maldades e as ciladas do demónio. Instante e humildemente vos pedimos que Deus sobre ele impere. E vós, Príncipe da Milícia Celeste, com esse poder divino, precipitai no inferno a satanás e aos outros espíritos malignos que vagueiam pelo mundo para perdição das almas. Ámen.

Bom Domingo do Senhor!

Façamos como o Senhor nos ensina no Evangelho de hoje (Mc 9,38-43.45.47-48) e não critiquemos aqueles que embora não sendo católicos e apenas cristãos O proclamam com palavras justas e praticam a caridade em seu nome.

Senhor Jesus transforma-nos em protagonistas do propósito da unidade de todos os cristãos, começando desde logo da de todos os católicos separados por antagonismos de quem parece não haver lido o Teu Evangelho.

«Seja quem for que vos der a beber um copo de água por serdes de...»

Santo Agostinho (354-430), Bispo de Hipona (África do Norte) e Doutor da Igreja
3º Sermão sobre o Salmo 36

Dá os bens deste mundo e receberás os bens eternos. Dá a terra e receberás o céu. Mas a quem os dar? [...] Escuta o que a Escritura te diz sobre como emprestar ao próprio Senhor: «Quem dá ao pobre empresta ao Senhor» (Pr 19,17). Deus não precisa de ti, seguramente: mas outro precisará. O que deres a um, outro o receberá. Porque o pobre nada tem para te dar; bem o queria, mas nada encontra para dar; nele há apenas essa vigilante vontade de rezar por ti. Mas quando um pobre reza por ti, é como se dissesse a Deus: «Senhor, recebi um empréstimo, sê a minha caução». E então, se o pobre com quem lidas está insolvente, tem um bom fiador, pois Deus diz-te: «Dá em segurança, sou Eu quem responde por ele [...], sou Eu quem dará, sou Eu quem recebe, é a Mim que dás.»

Acreditas que Deus te diz: «Sou Eu quem recebe, é a Mim que dás?» Sim, seguramente, pois Cristo é Deus, e nisto não pode haver dúvida. Porque Ele disse: «Tive fome e destes-Me de comer». E como lhe perguntamos: «Senhor, quando foi que te vimos com fome?», Ele quer mostrar que é de facto o fiador dos pobres, que responde por todos os seus membros [...]. Ele declara-nos: «Sempre que fizestes isto a um destes Meus irmãos mais pequeninos, a Mim mesmo o fizestes» (Mt 25, 35ss).

sábado, 29 de setembro de 2018

O Evangelho de Domingo dia 30 de setembro de 2018

João disse-lhe: «Mestre, vimos um homem, que não anda connosco, expulsar os demónios em Teu nome e nós lho proibimos porque não nos segue». Jesus, porém, respondeu: «Não lho proibais, porque não há ninguém que faça um milagre em Meu nome e que possa logo dizer mal de Mim. Porque quem não é contra nós, está connosco. «Quem vos der um copo de água, porque sois de Cristo, em verdade vos digo que não perderá a sua recompensa. «Quem escandalizar um destes pequeninos que crêem em Mim, melhor fora que lhe atassem ao pescoço a mó que um asno faz girar, e que o lançassem ao mar. Se a tua mão é para ti ocasião de pecado, corta-a; melhor te é entrar na vida eterna mutilado, do que, tendo as duas mãos, ir para a Geena, para o fogo inextinguível. Se o teu pé é para ti ocasião de pecado, corta-o; melhor te é entrar na vida eterna coxo, do que, tendo os dois pés, ser lançado na Geena. Se o teu olho é para ti ocasião de pecado, lança-o fora; melhor te é entrar no reino de Deus sem um olho do que, tendo dois, ser lançado na Geena, “onde o seu verme não morre e o seu fogo não se apaga”.

Mc 9, 38-43.45.47-48

Evangelho do dia 29 de setembro de 2018

Jesus viu Natanael, que vinha ter com Ele, e disse dele: «Eis um verdadeiro israelita em quem não há fingimento». Natanael disse-lhe: «Donde me conheces?». Jesus respondeu-lhe: «Antes que Filipe te chamasse, Eu te vi, quando estavas debaixo da figueira». Natanael respondeu: «Mestre, Tu és o Filho de Deus, Tu és o Rei de Israel». Jesus respondeu-lhe: «Porque te disse que te vi debaixo da figueira, acreditas?; verás coisas maiores que esta». E acrescentou: «Em verdade, em verdade vos digo, vereis o céu aberto e os anjos de Deus subir e descer sobre o Filho do Homem».

Jo 1, 47-51

sexta-feira, 28 de setembro de 2018

Evangelho do dia 28 de setembro de 2018

Aconteceu que, estando a orar só, se encontravam com Ele os Seus discípulos. Jesus interrogou-os: «Quem dizem as multidões que Eu sou?». Responderam e disseram: «Uns dizem que és João Batista, outros que Elias, outros que ressuscitou um dos antigos profetas». Ele disse-lhes: «E vós quem dizeis que sou Eu?». Pedro, respondendo, disse: «O Cristo de Deus». Mas Ele, em tom severo, mandou que não o dissessem a ninguém, acrescentando: «É necessário que o Filho do Homem padeça muitas coisas, que seja rejeitado pelos anciãos, pelos príncipes dos sacerdotes e pelos escribas, que seja morto e ressuscite ao terceiro dia.

Lc 9, 18-22

quinta-feira, 27 de setembro de 2018

Evangelho do dia 27 de setembro de 2018

O tetrarca Herodes ouviu falar de tudo o que se passava, e não sabia que pensar, porque uns diziam: «É João que ressuscitou dos mortos»; outros: «É Elias que apareceu»; outros: «É um dos antigos profetas que ressuscitou». Herodes disse: «Eu mandei degolar João. Quem é, pois, Este de quem ouço tais coisas?». E buscava ocasião de O ver.

Lc 9, 7-9

quarta-feira, 26 de setembro de 2018

Viagem ao países bálticos (audiência)

Locutor: A Viagem Apostólica aos países bálticos, por ocasião do centenário da independência da Lituânia, Letônia e Estônia, teve por finalidade anunciar novamente nessas terras a alegria do Evangelho e a revolução da misericórdia. Salvo a Lituânia, onde há uma maioria católica, os outros dois países bálticos contam com uma grande presença luterana e ortodoxa, mas também são muitos o que abandonaram a prática religiosa, em parte fruto dos anos em que estiveram oprimidos pelo jugo do nazismo e do comunismo soviético. Por isso, o desafio era reforçar a comunhão entre os cristãos, numa perspectiva ecumênica, de tal modo que o Evangelho pudesse se confirmar como força libertadora no tempo de opressão, luz que ilumina o caminho no tempo da liberdade, e sal que preserva a vida da corrupção do egoísmo e da mediocridade. Igualmente importante era a promoção do diálogo entre as gerações, de tal modo que o contato com as raízes daqueles que vieram antes - os idosos, muitos deles marcados pela experiência da perseguição e do martírio – continue a fecundar o presente e o futuro dos mais jovens. Por fim, sob o olhar materno de Maria, Mãe da Misericórdia, esses povos puderam renovar o seu “sim” a Cristo, única fonte de esperança.


Santo Padre:
Saluto i pellegrini di lingua portoghese, in particolare i fedeli di Niterói e di Olinda e Recife. Uniti nella preghiera per il prossimo Sinodo dei Vescovi su giovani, fede e discernimento vocazionale, auguro che il vostro pellegrinaggio a Roma rafforzi, nell’amore divino, i vincoli di ciascuno con la propria famiglia, con la comunità ecclesiale e con la società. La Madonna vi accompagni e vi protegga.


Locutor: Saúdo os peregrinos de língua portuguesa, particularmente os fiéis de Niterói e de Olinda e Recife. Unidos na oração pelo próximo Sínodo dos Bispos sobre os jovens, a fé e o discernimento vocacional, faço votos de que a vossa peregrinação a Roma fortaleça, no amor divino, os vínculos de cada um com a sua família, com a comunidade eclesial e com a sociedade. Que Nossa Senhora vos acompanhe e proteja!

Mensagem do Papa Francisco aos católicos chineses e à Igreja Universal (N. JPR: muita esperança e poucas certezas)

Caríssimos irmãos no episcopado, sacerdotes, pessoas consagradas e todos os fiéis da Igreja Católica na China, demos graças ao Senhor porque é eterna a sua misericórdia e reconhecemos que «foi Ele quem nos criou e nós pertencemos-Lhe, somos o seu povo e as ovelhas do seu rebanho» (Sal 100/99, 3).

Neste momento, ecoam no meu espírito as palavras com que vos exortava o meu venerado Predecessor, na Carta de 27 de maio de 2007: «Igreja Católica na China, pequeno rebanho presente e ativo na vastidão de um imenso povo que caminha na história, como ressoam encorajadoras e provocantes para ti as palavras de Jesus: “Não temas, pequenino rebanho, porque aprouve ao vosso Pai dar-vos o Reino” (Lc 12, 32) (…); por isso, “brilhe a vossa luz diante dos homens de modo que, vendo as vossas boas obras, glorifiquem vosso Pai, que está nos Céus” (Mt 5, 16)» (Bento XVI, Carta aos Católicos Chineses, 27 de maio de 2007, 5).

1. Nos últimos tempos, circularam muitas vozes contrastantes sobre o presente e, principalmente, sobre o futuro das comunidades católicas na China. Estou ciente de que semelhante tropel de opiniões e considerações possa ter criado não pouca confusão, suscitando sentimentos contrapostos em muitos corações. Nalguns, surgem dúvidas e perplexidade; outros vivem a sensação de ter sido como que abandonados pela Santa Sé e, ao mesmo tempo, colocam-se a questão pungente do valor dos sofrimentos que enfrentaram para viver na fidelidade ao Sucessor de Pedro. Em muitos outros, ao contrário, prevalecem expectativas positivas e reflexões animadas pela esperança dum futuro mais sereno para um testemunho fecundo da fé em terra chinesa.

Tal situação tem-se vindo a acentuar sobretudo a propósito do Acordo Provisório entre a Santa Sé e a República Popular Chinesa que, como sabeis, foi assinado em Pequim nos dias passados. Num momento tão significativo para a vida da Igreja e através desta breve Mensagem, antes de mais nada desejo assegurar que vos tenho diariamente presente nas minhas orações e partilhar convosco os sentimentos que moram no meu coração.

São sentimentos de gratidão ao Senhor e de sincera admiração – que é a admiração de toda a Igreja Católica – pelo dom da vossa fidelidade, da constância na provação, da arraigada confiança na Providência de Deus, mesmo quando certos acontecimentos se revelaram particularmente adversos e difíceis.

Estas experiências dolorosas pertencem ao tesouro espiritual da Igreja na China e de todo o Povo de Deus peregrino na terra. Asseguro-vos que o Senhor, através do crisol das próprias provações, nunca deixa de nos cumular com as suas consolações e preparar-nos para uma alegria maior. Estamos absolutamente certos de que «aqueles que semeiam com lágrimas – como afirma o Salmo 126 – vão recolher com alegria» (v. 5).

Por isso, continuemos a manter o olhar fixo no exemplo de tantos fiéis e Pastores que não hesitaram em oferecer o seu belo testemunho (cf. 1 Tim 6, 13) pelo Evangelho, chegando até ao dom da própria vida. Devem ser considerados verdadeiros amigos de Deus.

2. Pessoalmente, sempre olhei para a China como uma terra rica de grandes oportunidades e, para o povo chinês, como artífice e guardião dum património inestimável de cultura e sabedoria, que se aperfeiçoou resistindo às adversidades e integrando as diferenças, e que não por acaso, desde os tempos antigos, entrou em contacto com a mensagem cristã. Como dizia com grande perspicácia o Padre Matteo Ricci S.I., desafiando-nos para a virtude da confiança, «antes de contrair amizade, é preciso observar; depois de a ter contraído, é preciso fiar-se» (De Amicitia, 7).

É minha convicção também que o encontro só pode ser autêntico e fecundo, se se verificar através da prática do diálogo, que significa conhecer-se, respeitar-se e «caminhar juntos» para construir um futuro comum de maior harmonia.

Neste sulco, coloca-se o Acordo Provisório, que é fruto do longo e complexo diálogo institucional da Santa Sé com as Autoridades governamentais chinesas, iniciado já por São João Paulo II e continuado pelo Papa Bento XVI. Através de tal percurso, a Santa Sé nada mais tinha – nem tem – em mente senão realizar as finalidades espirituais e pastorais próprias da Igreja, isto é, sustentar e promover o anúncio do Evangelho, alcançar e conservar a unidade plena e visível da Comunidade católica na China.

Sobre o valor do referido Acordo e suas finalidades, gostaria de vos propor algumas reflexões, oferecendo-vos também qualquer sugestão de espiritualidade pastoral para o caminho que somos chamados a percorrer nesta nova fase.

É um caminho que, como a porção precedente, «requer tempo e pressupõe a boa vontade de ambas as Partes» (Bento XVI, Carta aos Católicos Chineses, 27 de maio de 2007, 4), mas para a Igreja, dentro e fora da China, não se trata apenas de aderir a valores humanos, mas sim de responder a uma vocação espiritual: sair de si mesma para abraçar «as alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias dos homens de hoje, sobretudo dos pobres e de todos aquele que sofrem» (Conc. Ecum. Vat. II, Const. past. Gaudium et spes, 1) e os desafios do presente que Deus lhe confia. É, portanto, uma chamada eclesial para se fazer peregrinos pelas sendas da história, fiando-se, antes de mais nada, de Deus e suas promessas, como fizeram Abraão e os nossos Pais na fé.

Chamado por Deus, Abraão obedeceu partindo para uma terra desconhecida que devia receber em herança, sem conhecer o caminho que se abria diante dele. Se Abraão tivesse pretendido condições sociais e políticas ideais antes de sair da sua terra, talvez nunca tivesse partido. Mas não! Fiou-se de Deus e, apoiado na Palavra d’Ele, deixou a sua casa e as próprias seguranças. Portanto, não foram as mudanças históricas que lhe permitiram confiar em Deus, mas foi a sua fé pura que provocou uma mudança na história. De facto, a fé é «garantia das coisas que se esperam e certeza daquelas que não se veem. Foi por ela que os antigos foram aprovados» (Heb 11, 1-2) por Deus.

3. Como Sucessor de Pedro, desejo confirmar-vos nesta fé (cf. Lc 22, 32) – na fé de Abraão, na fé da Virgem Maria, na fé que recebestes – convidando-vos a colocar, com uma convicção cada vez maior, a vossa confiança no Senhor da história e no discernimento da sua vontade realizado pela Igreja. Invoquemos o dom do Espírito, a fim de que ilumine as mentes e abrase os corações ajudando-nos a compreender para onde nos quer conduzir, a superar os momentos inevitáveis de perplexidade e a ter a força de avançar resolutamente pelo caminho que se abre diante de nós.

Precisamente para sustentar e promover o anúncio do Evangelho na China e reconstituir a unidade plena e visível na Igreja, era fundamental enfrentar, em primeiro lugar, a questão das nomeações episcopais. Todos sabem que, infelizmente, a história recente da Igreja Católica na China esteve dolorosamente marcada por profundas tensões, feridas e divisões que se têm focalizado sobretudo à volta da figura do Bispo como guardião da autenticidade da fé e garante da comunhão eclesial.

Assim quando, no passado, se pretendeu determinar também a vida interna das comunidades católicas, impondo o controle direto para além das legítimas competências do Estado, surgiu o fenómeno da clandestinidade na Igreja presente na China. Tal experiência – há que assinalá-lo – não pertence à normalidade da vida da Igreja e «a história ensina que Pastores e fiéis a ela recorreram somente no tormentoso desejo de manter íntegra a própria fé» (Bento XVI, Carta aos Católicos Chineses, 27 de maio de 2007, 8).

Gostaria que soubésseis que, desde quando me foi confiado o ministério petrino, senti grande consolação ao constatar o desejo sincero que tinham os católicos chineses de viver a sua fé em plena comunhão com a Igreja universal e com o Sucessor de Pedro, que é «perpétuo e visível fundamento da unidade, não só dos Bispos mas também da multidão dos fiéis» (Conc. Ecum. Vat. II, Const. dogm. Lumen gentium, 23). De tal desejo, chegaram-me, no decurso destes anos, numerosos sinais e testemunhos concretos, mesmo da parte daqueles – incluindo Bispos – que feriram a comunhão na Igreja, por causa de fraqueza e de erros, mas também, não poucas vezes, por forte e indevida pressão externa.
Por isso, depois de ter examinado atentamente cada uma das situações pessoais e escutado diversos pareceres, refleti e rezei muito procurando o verdadeiro bem da Igreja na China. Por fim, diante do Senhor e com serenidade de juízo, em continuidade com a orientação dos meus Predecessores imediatos, decidi conceder a reconciliação aos restantes sete Bispos «oficiais» ordenados sem Mandato Pontifício e, tendo removido todas as relativas sanções canónicas, readmiti-los na plena comunhão eclesial. Ao mesmo tempo, peço-lhes para expressarem, por meio de gestos concretos e visíveis, a reencontrada unidade com a Sé Apostólica e com as Igrejas espalhadas pelo mundo, e para, não obstante as dificuldades, se manterem fiéis à mesma.

4. No sexto ano do meu Pontificado, que coloquei desde os primeiros passos sob o signo do Amor misericordioso de Deus, convido, portanto, todos os católicos chineses a fazerem-se artífices de reconciliação, recordando, com paixão apostólica sempre renovada, as palavras de Paulo: Deus «reconciliou-nos consigo por meio de Cristo e confiou-nos o ministério da reconciliação» (2 Cor 5, 18).

Com efeito, como tive ocasião de escrever no final do Jubileu Extraordinário da Misericórdia, «não há lei nem preceito que possa impedir a Deus de reabraçar o filho que regressa a Ele reconhecendo que errou, mas decidido a começar de novo. Deter-se apenas na lei equivale a invalidar a fé e a misericórdia divina. (…) Mesmo nos casos mais complexos, onde se é tentado a fazer prevalecer uma justiça que deriva apenas das normas, deve-se crer na força que brota da graça divina» (Francisco, Carta apostólicaMisericordia et misera, 20 de novembro de 2016, 11).

Neste espírito e com as decisões tomadas, podemos dar início a um percurso inédito, que ajudará – assim o esperamos – a curar as feridas do passado, restabelecer a plena comunhão de todos os católicos chineses e abrir uma fase de colaboração mais fraterna, para assumir com renovado empenho a missão do anúncio do Evangelho. De facto, a Igreja existe para testemunhar Jesus Cristo e o Amor perdoador e salvífico do Pai.

5. O Acordo Provisório assinado com as Autoridades chinesas, apesar de se limitar a alguns aspetos da vida da Igreja e sendo necessariamente perfetível, pode contribuir – na parte que lhe cabe – para escrever esta página nova da Igreja Católica na China. Pela primeira vez, este Acordo introduz elementos estáveis de colaboração entre as Autoridades do Estado e a Sé Apostólica, com a esperança de garantir bons Pastores à comunidade católica.

Neste contexto, a Santa Sé pretende realizar cabalmente a parte que lhe compete, mas também a vós – Bispos, sacerdotes, pessoas consagradas e fiéis leigos – cabe um papel importante: procurar, juntos, bons candidatos que sejam capazes de assumir na Igreja o delicado e importante serviço episcopal. Na realidade, não se trata de nomear funcionários para a gestão das questões religiosas, mas ter verdadeiros Pastores segundo o coração de Jesus, comprometidos a trabalhar generosamente ao serviço do povo de Deus, especialmente dos mais pobres e dos mais frágeis, lembrando-se das palavras do Senhor: «Quem quiser ser grande entre vós, faça-se vosso servo e quem quiser ser o primeiro entre vós, faça-se o servo de todos» (Mc 10, 43-44).

A propósito, é evidente que um Acordo não passa de um instrumento e, por si só, não poderá resolver todos os problemas existentes. Antes, resultaria ineficaz e estéril, se não fosse acompanhado por um compromisso profundo de renovamento das atitudes pessoais e dos comportamentos eclesiais.

6. No plano pastoral, a comunidade católica na China é chamada a estar unida, para superar as divisões do passado que tantos sofrimentos causaram e causam no coração de muitos Pastores e fiéis. Agora todos os cristãos, sem distinção, realizem gestos de reconciliação e comunhão. A este respeito, lembremos a advertência de São João da Cruz: «No ocaso da vida, seremos julgados sobre o amor» (Palavras de luz e de amor 1, 57).

No plano civil e político, os católicos chineses sejam bons cidadãos, amem plenamente a pátria e sirvam o seu país com empenho e honestidade, segundo as suas capacidades. No plano ético, estejam conscientes de que muitos cidadãos esperam deles uma medida mais elevada no serviço ao bem comum e ao desenvolvimento harmonioso da sociedade inteira. De modo particular, os católicos saibam oferecer a contribuição profética e construtiva que lhes advém da sua fé no reino de Deus. Isto pode exigir-lhes também o afã de proferir uma palavra crítica, não por contraposição estéril, mas com o objetivo de edificar uma sociedade mais justa, mais humana e mais respeitadora da dignidade de cada pessoa.

7. Dirijo-me a todos vós, amados irmãos Bispos, sacerdotes e pessoas consagradas, que «servis o Senhor com alegria» (Sal 100/99, 2). Reconheçamo-nos discípulos de Cristo no serviço ao povo de Deus. Vivamos a caridade pastoral como bússola do nosso ministério. Superemos os contrastes do passado, a busca da afirmação de interesses pessoais e cuidemos dos fiéis, fazendo nossas as suas alegrias e os seus sofrimentos. Empenhemo-nos humildemente em prol da reconciliação e da unidade. Retomemos com energia e entusiasmo o caminho da evangelização, tal como foi indicado pelo Concílio Ecuménico Vaticano II.

Com afeto, repito a todos vós: «Mova-nos o exemplo de tantos sacerdotes, religiosas, religiosos e leigos que se dedicam a anunciar e servir com grande fidelidade, muitas vezes arriscando a vida e, sem dúvida, à custa da sua comodidade. O seu testemunho lembra-nos que a Igreja não precisa de muitos burocratas e funcionários, mas de missionários apaixonados, devorados pelo entusiasmo de comunicar a verdadeira vida. Os santos surpreendem, desinstalam, porque a sua vida nos chama a sair da mediocridade tranquila e anestesiadora» (Francisco, Gaudete et exsultate, 19 de março de 2018, 138).

Convictamente convido-vos a pedir a graça de não hesitar quando o Espírito nos exige que demos um passo em frente: «Peçamos a coragem apostólica de comunicar o Evangelho aos outros e de renunciar a fazer da nossa vida um museu de recordações. Em qualquer situação, deixemos que o Espírito Santo nos faça contemplar a história na perspetiva de Jesus ressuscitado. Assim a Igreja, em vez de cair cansada, poderá continuar em frente acolhendo as surpresas do Senhor» (Ibid., 139).

8. Neste ano em que toda a Igreja celebra o Sínodo dos Jovens, desejo dirigir-me de modo especial a vós, jovens católicos chineses, que cruzais as portas da Casa do Senhor «com ações de graças, com hinos de louvor» (Sal 100/99, 4). Peço-vos para colaborardes na construção do futuro do vosso país com as capacidades pessoais que vos foram dadas e com a juventude da vossa fé. Exorto-vos a levar a todos, com o vosso entusiasmo, a alegria do Evangelho.

Mantende-vos prontos a acolher a guia segura do Espírito Santo, que indica ao mundo de hoje o caminho para a reconciliação e a paz. Deixai-vos surpreender pela força renovadora da graça, mesmo quando vos possa parecer que o Senhor esteja a pedir um compromisso superior às vossas forças. Não tenhais medo de ouvir a sua voz, que vos pede fraternidade, encontro, capacidade de diálogo e de perdão, e espírito de serviço, não obstante tantas experiências dolorosas dum passado recente e as feridas ainda abertas.

Abri de par em par o coração e a mente a fim de discernir o desígnio misericordioso de Deus, que pede para superar os preconceitos pessoais e os contrastes entre os grupos e as comunidades, para abrir um caminho corajoso e fraterno à luz duma autêntica cultura do encontro.

Hoje, as tentações são tantas: o orgulho do sucesso mundano, o fechamento nas próprias certezas, a primazia dada às coisas materiais como se Deus não existisse. Caminhai contracorrente e permanecei firmes no Senhor: só Ele «é bom», só «o seu amor é eterno», só «é eterna a sua fidelidade» (Sal 100/99, 5).

9. Amados irmãos e irmãs da Igreja universal, todos somos chamados a reconhecer, entre os sinais dos nossos tempos, aquilo que hoje está a acontecer na vida da Igreja na China. Temos uma tarefa importante: acompanhar com oração fervorosa e amizade fraterna os nossos irmãos e irmãs na China. Com efeito, devem sentir que, no caminho que se abre diante deles neste momento, não estão sozinhos. É necessário que sejam acolhidos e apoiados como parte viva da Igreja: «Vede como é bom e agradável que os irmãos vivam unidos» (Sal 133/132, 1).

Cada comunidade católica local, em todo o mundo, comprometa-se a valorizar e acolher o tesouro espiritual e cultural próprio dos católicos chineses. Chegou o tempo de saborear juntos os frutos genuínos do Evangelho semeado no ventre do antigo «Reino do Meio» e erguer ao Senhor Jesus Cristo o canto duma fé agradecida enriquecido por notas autenticamente chinesas.

10. Respeitosamente dirijo-me àqueles que guiam a República Popular Chinesa e renovo o convite a continuarem, com confiança, coragem e clarividência, o diálogo encetado há algum tempo. Desejo assegurar que a Santa Sé continuará a trabalhar com sinceridade para crescer numa amizade autêntica com o povo chinês.

Os contactos atuais entre a Santa Sé e o Governo chinês têm vindo a demonstrar-se úteis para superar os contrastes do passado – mesmo recente – e para escrever uma página de colaboração mais serena e concreta na convicção comum de que a incompreensão «não favorece as Autoridades chinesas nem a Igreja católica na China» (Bento XVI, Carta aos Católicos Chineses, 27 de maio de 2007, 4).

Deste modo, a China e a Sé Apostólica, chamadas pela história a uma tarefa árdua mas fascinante, poderão agir de forma mais positiva para o crescimento ordenado e harmonioso da comunidade católica na terra chinesa, esforçar-se-ão por promover o desenvolvimento integral da sociedade, garantindo maior respeito pela pessoa humana, mesmo na esfera religiosa, trabalharão concretamente para salvaguardar o meio ambiente onde vivemos e para construir um futuro de paz e fraternidade entre os povos.

Na China, é de importância fundamental que, também a nível local, as relações entre os Responsáveis das comunidades eclesiais e as Autoridades civis sejam cada vez mais profícuas, através dum diálogo franco e duma escuta sem preconceitos que permita superar atitudes recíprocas de hostilidade. Precisamos de aprender um novo estilo de colaboração simples e diária entre as Autoridades locais e as Autoridades eclesiásticas – Bispos, sacerdotes, anciãos das comunidades – que garanta a realização ordenada das atividades pastorais, harmonizando as legítimas expectativas dos fiéis e as decisões que competem às Autoridades.

Isto ajudará a compreender que a Igreja na China não é alheia à história chinesa, nem pede privilégio algum: a sua finalidade no diálogo com as Autoridade civis é «alcançar uma relação tecida de respeito recíproco e de profundo conhecimento» (Ibid., 4).

11. Em nome de toda a Igreja imploro do Senhor o dom da paz, ao mesmo tempo que convido a todos a invocar comigo a proteção materna da Virgem Maria:

Mãe do Céu, escutai a voz dos vossos filhos, que humildemente invocam o vosso nome.

Virgem da esperança, confiamo-Vos o caminho dos crentes na nobre terra da China. Pedimo-Vos que apresenteis ao Senhor da história as tribulações e as canseiras, as súplicas e os anseios dos fiéis que a Vós se dirigem, ó Rainha do Céu!

Mãe da Igreja, consagramo-Vos o presente e o futuro das famílias e das nossas comunidades. Guardai-as e sustentai-as na reconciliação entre irmãos e no serviço a favor dos pobres que bendizem o vosso nome, ó Rainha do Céu!

Consoladora dos aflitos, voltamo-nos para Vós, porque sois refúgio de quantos choram na provação. Velai pelos vossos filhos que louvam o vosso nome, fazei que levem, unidos, o anúncio do Evangelho. Acompanhai os seus passos em prol dum mundo mais fraterno, fazei que levem a todos a alegria do perdão, ó Rainha do Céu!

Maria, Auxílio dos Cristãos, pedimo-Vos para a China dias de bênção e paz. Amen!

Vaticano, 26 de setembro de 2018.
Francisco

Evangelho do dia 26 de setembro de 2018

Convocados os doze Apóstolos, deu-lhes poder e autoridade sobre todos os demónios, e para curar as doenças. Enviou-os a pregar o reino de Deus e a curar os doentes. Disse-lhes: «Não leveis nada para o caminho, nem bastão, nem alforge, nem pão, nem dinheiro, nem leveis duas túnicas. Em qualquer casa em que entrardes, ficai lá, e não saiais dela até à vossa partida, e se alguém não vos receber, ao sair dessa cidade, sacudi até o pó dos vossos pés, em testemunho contra eles». Tendo eles partido, andavam de aldeia em aldeia pregando a boa nova, e fazendo curas por toda a parte.

Lc 9, 1-6

terça-feira, 25 de setembro de 2018

Santa Missa na Praça de Liberdade em Talinin - Estónia

Ao escutar, na primeira leitura, a chegada ao Monte Sinai do povo judeu, já livre da escravidão do Egito (cf. Ex 19, 1), é impossível não pensar em vós como povo; é impossível não pensar na nação inteira da Estónia e todos os países bálticos. Como não vos recordar naquela «revolução cantada» ou naquela corrente de dois milhões de pessoas daqui até Vilna? Vós conheceis as lutas pela liberdade, podeis identificar-vos com aquele povo. Por conseguinte, far-nos-á bem escutar aquilo que Deus diz a Moisés, para compreendermos o que nos diz a nós como povo.

O povo, que chega ao Sinai, é um povo que já viu o amor do seu Deus manifestar-se em milagres e prodígios; é um povo que decide estabelecer um pacto de amor, porque Deus já o amou primeiro e manifestou-lhe este amor. Não é obrigado, Deus quere-lo livre. Quando dizemos que somos cristãos, quando abraçamos um estilo de vida, fazemo-lo sem pressões, sem que isso seja uma troca na qual nós fazemos algo se Deus nos fizer qualquer coisa. Mas sobretudo sabemos que a proposta de Deus não nos tira nada; pelo contrário, leva à plenitude, potencializa todas as aspirações do homem. Alguns consideram-se livres, quando vivem sem Deus ou separados d’Ele. Não se dão conta de que, assim, percorrem esta vida como órfãos, sem um lar para onde voltar. «Deixam de ser peregrinos para se transformarem em errantes, que giram indefinidamente ao redor de si mesmos, sem chegar a lado nenhum» (Exort. ap. Evangelii gaudium, 170).

Cabe a nós, como ao povo que saiu do Egito, ouvir e buscar. Às vezes, alguns pensam que hoje a força dum povo se mede por outros parâmetros. Há quem fale com um tom mais alto e, quando fala, parece mais seguro, sem cedências nem hesitações; há quem junte, aos gritos, ameaças de armas, envio de tropas, estratégias... Esta é a pessoa que parece mais «firme». Mas isto não é «buscar» a vontade de Deus, mas um acumular para se impor com base no ter. Esta atitude esconde em si uma rejeição da ética e, com ela, de Deus; porque a ética coloca-nos em relação com Deus que espera de nós uma resposta livre e comprometida com os outros e com o nosso meio ambiente; uma resposta que está fora das categorias do mercado (cf. ibid., 57). Vós não conquistastes a vossa liberdade para acabar escravos do consumo, do individualismo ou da sede de poder e domínio.

Deus conhece as nossas necessidades, as mesmas que muitas vezes escondemos por detrás do desejo de possuir; e também as nossas inseguranças, superadas por meio do poder. A sede que habita em todo o coração humano, Jesus encoraja-nos – no Evangelho que escutamos – a superá-la no encontro com Ele. É Ele que nos pode saciar, cumular-nos com a plenitude própria da fecundidade da sua água, da sua pureza, da sua força arrebatadora. A fé é também dar-se conta de que Ele está vivo e nos ama; que não nos abandona e, por isso, é capaz de intervir misteriosamente na nossa história; tira o bem do mal com o seu poder e a sua infinita criatividade (cf. ibid., 278).

No deserto, o povo de Israel cairá na tentação de buscar outros deuses, adorar o bezerro de ouro, confiar nas suas próprias forças. Mas Deus não cessa de o atrair sempre de novo; e eles lembrar-se-ão do que escutaram e viram na montanha. Como aquele povo, também nós sabemos que somos um povo eleito, sacerdotal e santo (cf. Ex 19, 6; 1 Ped 2, 9). É o Espírito que nos recorda todas estas coisas (cf. Jo 14, 26).

Eleitos não significa exclusivos nem sectários; somos a pequena porção de fermento que deve levedar toda a massa, que não se esconde nem se separa, que não se considera melhor nem mais pura. A águia põe a seguro os seus filhotes, leva-os para lugares escarpados enquanto não conseguem sobreviver sozinhos, mas depois deve forçá-los a sair daquele lugar tranquilo. Sacode a sua ninhada, deixa os pequeninos suspensos no vazio para testarem as suas asas; mas permanece debaixo deles para os proteger, impedindo que se magoem. De igual modo procede Deus com o seu povo eleito, quere-lo «em saída», ousado no seu voo e sempre protegido apenas por Ele. Temos de vencer o medo e deixar os espaços blindados, porque hoje a maioria dos estonianos não se reconhece como crentes.

Sair como sacerdotes: somo-lo pelo Batismo. Sair para promover a relação com Deus, facilitá-la, favorecer um encontro amoroso com Aquele que não cessa de bradar: «Vinde a Mim» (Mt 11,28). Precisamos de crescer num olhar de proximidade para contemplar, comover-nos e deter-nos à vista do outro, sempre que for necessário. Esta é a «arte do acompanhamento», que se realiza com o ritmo salutar da «proximidade», com um olhar respeitoso e cheio de compaixão que é capaz de curar, desatar nós e fazer crescer na vida cristã (cf. Exort. ap. Evangelii gaudium, 169).

E dar testemunho de ser um povo santo. Podemos cair na tentação de pensar que a santidade seja apenas para alguns. Mas «não é assim. Todos somos chamados a ser santos, vivendo com amor e oferecendo o próprio testemunho nas ocupações de cada dia, onde cada um se encontra» (Exort. ap. Gaudete et exsultate, 14). Entretanto, como a água no deserto não era um bem privado, mas comunitário, como o maná não podia ser armazenado porque se estragava, assim a santidade vivida expande-se, comunica-se, fecunda tudo o que lhe está próximo. Hoje, escolhamos ser santos, sarando as margens e as periferias da nossa sociedade, onde o nosso irmão jaz e sofre a sua exclusão. Não deixemos, para aquele que vier depois de mim, a iniciativa de o socorrer, nem que seja uma questão a ser resolvida pelas instituições; mas nós próprios detenhamos o nosso olhar naquele irmão e estendamos-lhe a mão para o levantar, porque nele está a imagem de Deus, é um irmão redimido por Jesus Cristo. Isto significa ser cristão e a santidade vivida dia a dia (cf. ibid., 98).

Na vossa história, deixais transparecer o orgulho de ser estonianos; cantai-lo dizendo: «Sou estoniano, permanecerei estoniano, estoniano é uma realidade bela, somos estonianos». Como é bom sentir-se parte dum povo! Como é bom ser independentes e livres! Subamos à montanha sagrada (a de Moisés, a de Jesus) e peçamos ao Senhor – como reza o lema desta visita – que desperte os nossos corações e nos conceda o dom do Espírito para discernirmos, em cada momento da história, o modo como ser livres, como abraçar o bem e sentir-se eleitos, como deixar que Deus faça crescer, aqui na Estónia e no mundo inteiro, a sua nação santa, o seu povo sacerdotal.

Evangelho do dia 25 de setembro de 2018

Foram ter com Ele Sua mãe e Seus irmãos, e não podiam aproximar-se d'Ele por causa da multidão. Foram dizer-Lhe: «Tua mãe e Teus irmãos estão lá fora e querem ver-Te». Ele respondeu-lhes: «Minha mãe e Meus irmãos são aqueles que ouvem a palavra de Deus e a põem em prática».

Lc 8, 19-21

segunda-feira, 24 de setembro de 2018

Homilia Missa Santuário da Mãe de Deus em Aglona - Letónia

Poderíamos justamente dizer que hoje se repete aqui o que São Lucas narra no início do livro dos Atos dos Apóstolos: estamos intimamente unidos, dedicando-nos à oração e na companhia de Maria, nossa Mãe (cf. 1, 14). Hoje fazemos nosso o lema desta visita: «Mostrai-Vos Mãe!», manifestai-nos o lugar onde continuais a cantar o Magnificat, os lugares onde Se encontra o vosso Filho crucificado para, aos seus pés, podermos encontrar a vossa presença firme.

O Evangelho de João refere apenas dois momentos em que a vida de Jesus cruza a de sua Mãe: as bodas de Caná (cf. 2, 1-12) e o texto que acabamos de ler, ou seja, Maria aos pés da cruz (cf. 19, 25-27). Parece que o evangelista tenha interesse em mostrar-nos a Mãe de Jesus nestas situações de vida aparentemente opostas: a alegria de um matrimónio e o sofrimento pela morte dum filho. Enquanto penetramos no mistério da Palavra, Ela mostra-nos qual é a Boa Nova que, hoje, o Senhor quer partilhar connosco.

A primeira coisa que o evangelista ressalta é que Maria está firmemente «de pé» junto de seu Filho. Não se trata dum modo descontraído de estar, nem evasivo e, menos ainda, pusilânime. Está, com firmeza, «cravada» aos pés da cruz, expressando com a posição do seu corpo que nada e ninguém poderia movê-La daquele lugar. É assim que Maria Se mostra em primeiro lugar: junto daqueles que sofrem, daqueles de quem todo o mundo foge, nomeadamente os que são julgados, condenados por todos, deportados. Não se trata apenas de oprimidos ou explorados, mas estão diretamente «fora do sistema», à margem da sociedade (cf. Exort. ap. Evangelii gaudium, 53). Juntamente com eles, está também a Mãe, cravada nesta cruz da incompreensão e do sofrimento.

Maria mostra-nos também o modo como estar junto destas realidades; não é dar um passeio ou fazer uma breve visita, nem se trata sequer de «turismo solidário». É necessário que aqueles que padecem uma realidade dolorosa nos sintam a seu lado e da sua parte, de maneira firme, estável; todos os descartados da sociedade podem experimentar esta Mãe delicadamente próxima, porque, naqueles que sofrem, permanecem as chagas abertas do seu Filho Jesus. Ela aprendeu-o ao pé da cruz. Também nós somos chamados a «tocar» o sofrimento dos outros. Saiamos ao encontro do nosso povo para o consolar e fazer-lhe companhia; não tenhamos medo de experimentar a força da ternura e de nos envolvermos vendo a nossa vida complicada pelos outros (cf. ibid., 270). E, como Maria, permaneçamos firmes e de pé: com o coração voltado para Deus e corajosos, levantando os que caíram, erguendo o humilhado, ajudando a pôr fim a toda e qualquer situação de opressão que os faz viver como crucificados.

Maria é convidada por Jesus a aceitar o discípulo amado como seu filho. O texto refere que estavam juntos, mas Jesus dá-se conta de que isto não é suficiente, porque não se acolheram reciprocamente. De facto, é possível estar junto de muitíssimas pessoas, pode-se até compartilhar a mesma casa, bairro ou trabalho; pode-se compartilhar a fé, contemplar e desfrutar os mesmos mistérios, mas sem acolher, nem praticar uma aceitação amorosa do outro. Quantos esposos poderiam contar a história de estar próximos, mas não juntos! Quantos jovens sentem dolorosamente esta distância dos adultos! Quantos idosos se sentem friamente tratados, mas não carinhosamente cuidados e acolhidos!
É verdade ue, às vezes, a abertura aos outros nos fez muito mal. E também é verdade que, nas nossas realidades políticas, a história do choque entre os povos permanece ainda dolorosamente viva. Maria mostra-Se como mulher aberta ao perdão, que põe de lado ressentimentos e difidências; renuncia a lamentar-se como tudo «poderia ter andado» diversamente, se os amigos de seu Filho, os sacerdotes do seu povo ou os governantes se tivessem comportado de outra maneira; não Se deixa vencer pela frustração nem pela impotência. Maria crê em Jesus e acolhe o discípulo, porque as relações que nos curam e libertam são aquelas que nos abrem ao encontro e à fraternidade com os outros, porque, no outro, descobrem o próprio Deus (cf. ibid., 92). Dom Sloskans que repousa aqui, tendo sido preso e enviado para longe, escrevia a seus pais: «Peço-vos do fundo do meu coração que não deixeis que a vingança ou a irritação abram caminho no vosso coração. Se o permitíssemos, não seríamos cristãos verdadeiros, mas fanáticos». Num período em que parecem voltar mentalidades que nos convidam a desconfiar dos outros, que querem demonstrar-nos com estatísticas que estaremos melhor, teremos mais prosperidade, haveria mais segurança se estivéssemos sozinhos, Maria e os discípulos destas terras convidam-nos a acolher, a apostar de novo no irmão, na fraternidade universal.

Mas, Maria mostra-Se também como a mulher que se deixa acolher, que aceita humildemente fazer parte das coisas do discípulo. Naquele matrimónio que ficara sem vinho, com o perigo de acabar cheio de ritos, mas árido de amor e alegria, foi Ela quem ordenou que fizessem o que Ele lhes dissesse (cf. Jo 2, 5). Agora Ela, como discípula obediente, deixa-Se acolher, transfere-Se, adapta-Se ao ritmo do mais novo. A harmonia custa sempre, quando somos diferentes, quando os anos, as histórias e as circunstâncias nos situam em modos de sentir, pensar e fazer que, à primeira vista, parecem opostos. Quando ouvimos, com fé, a ordem de acolher e ser acolhidos, é possível construir a unidade na diversidade, porque não nos travam nem dividem as diferenças, mas somos capazes de olhar mais além, ver os outros na sua dignidade mais profunda, como filhos de um e mesmo Pai (cf. Exort. ap. Evangelii gaudium, 228).

Nesta, como em cada Eucaristia, fazemos memória daquele dia. Aos pés da cruz, Maria lembra-nos a alegria de termos sido reconhecidos como seus filhos, e seu Filho Jesus convida-nos a levá-La para casa, a colocá-La no centro da nossa vida. Ela quer dar-nos a sua coragem para permanecermos firmes de pé; a sua humildade, que Lhe permite adaptar-Se às coordenadas de cada momento da história; e clama neste santuário por que todos nos comprometamos a acolher-nos sem discriminações, e todos, na Letónia, saibam que estamos dispostos a privilegiar os mais pobres, a levantar aqueles que caíram e a acolher os outros à medida que chegam e se apresentam diante de nós.

Evangelho do dia 24 de setembro de 2018

«Ninguém, pois, acendendo uma lâmpada a cobre com um vaso ou a põe debaixo da cama, mas põe-na sobre um candeeiro, para que os que entram vejam a luz. Porque nada há oculto que não acabe por ser manifestado, nem escondido que não deva saber-se e tornar-se público. Vede, pois, como ouvis. Porque àquele que tem, lhe será dado; e ao que não tem, ainda aquilo mesmo que julga ter, lhe será tirado».

Lc 8, 16-18

domingo, 23 de setembro de 2018

Homilia Santa Missa Lituânia - Parque Sántakos em Kaunas

São Marcos dedica uma parte inteira do seu Evangelho ao ensinamento dirigido aos discípulos. É como se, a meio do caminho para Jerusalém, Jesus quisesse que os seus renovassem a sua opção, sabendo que este seguimento comportaria momentos de provação e sofrimento. O evangelista narra aquele período da vida de Jesus, lembrando que Ele anunciou, em três ocasiões, a sua paixão; e eles, por três vezes, expressaram a sua perplexidade e resistência, e o Senhor quis deixar-lhes um ensinamento, em cada uma das três ocasiões. Acabamos de ouvir a segunda destas três sequências (cf. Mc 9, 30-37).

A vida cristã sempre atravessa momentos de cruz e, às vezes, parecem intermináveis. As gerações passadas viram gravar a fogo o tempo da ocupação, a angústia daqueles que eram deportados, a incerteza por aqueles que não voltavam, a vergonha da delação, da traição. O livro da Sabedoria fala-nos do justo perseguido, daquele que sofre insultos e tormentos pelo simples facto de ser bom (cf. 2, 20-20). Quantos de vós poderiam contar em primeira pessoa, ou na história de algum parente, esta mesma passagem que foi lida? Quantos de vós viram também vacilar a sua fé, porque Deus não apareceu para vos defender; porque o facto de permanecer fiéis não foi suficiente para que Ele interviesse na vossa história. Kaunas conhece esta realidade; toda a Lituânia o pode testemunhar sentindo arrepios à simples nomeação da Sibéria, ou dos guetos de Vilna e Kaunas, entre outros; e pode corroborar em uníssono com o apóstolo Tiago, na passagem da sua Carta que escutamos: cobiçam, matam, invejam, lutam e fazem guerra (cf. 4, 2).

Mas, os discípulos não queriam que Jesus lhes falasse de sofrimento e de cruz; não querem saber nada de provações e angústias. E São Marcos lembra que o interesse deles ia para outras coisas: voltavam para casa discutindo sobre qual deles seria o maior. Irmãos, o desejo de poder e glória é o modo mais comum de se comportar daqueles que não conseguem curar a memória da sua história e, talvez por isso mesmo, não aceitam sequer comprometer-se no trabalho do momento presente. E então discute-se sobre quem mais brilhou, quem foi mais puro no passado, quem possui mais direito do que os outros a ter privilégios. E assim negamos a nossa história, «que é gloriosa por ser história de sacrifícios, de esperança, de luta diária, de vida gasta no serviço, de constância no trabalho fadigoso» (Exort. ap. Evangelii gaudium, 96). É uma atitude estéril e vã, que se recusa a envolver-se na construção do presente, perdendo o contacto com a dolorosa realidade do nosso povo fiel. Não podemos ser como aqueles «peritos» espirituais que se limitam a julgar de fora e passam o tempo inteiro a falar sobre «o que se deveria fazer» (cf. ibid., 96).

Sabendo Jesus o que pensavam, propõe-lhes um antídoto para estas lutas de poder e a recusa do sacrifício; e, a fim de dar solenidade ao que está para dizer, senta-Se como um Mestre, chama-os e faz um gesto: coloca uma criança no centro; um rapazinho que habitualmente ganhava alguns trocados prontificando-se para recados que ninguém queria fazer. Hoje, nesta manhã de domingo, quem colocará aqui no meio? Quem serão os mais pequenos, os mais pobres entre nós, que devemos acolher cem anos depois da nossa independência? Quem não tem nada para nos retribuir, para tornar gratificantes os nossos esforços e as nossas renúncias? Talvez sejam as minorias étnicas da nossa cidade, ou os desempregados que são forçados a emigrar. Talvez sejam os idosos abandonados ou os jovens que não encontram um sentido na vida, porque perderam as suas raízes. «No meio» significa equidistante, de modo que ninguém pode fingir que não vê, ninguém pode afirmar que «é responsabilidade de outros», porque «eu não vi» ou «estou demasiado longe». Sem protagonismos, sem querer ser aplaudidos ou os primeiros. Lá, na cidade de Vilna, tocou ao rio Vilna oferecer as suas águas e perder o nome relativamente ao Neris; aqui, é o próprio Neris que perde o nome oferecendo as suas águas ao Nemunas. É precisamente disto que se trata: ser uma Igreja «em saída», não ter medo de sair e gastar-se mesmo quando parece que nos dissolvemos, não ter medo de nos perdermos atrás dos mais pequenos, dos esquecidos, daqueles que vivem nas periferias existenciais. Mas sabendo que aquele sair implicará também em determinados casos deter o passo, colocar de lado anseios e urgências para saber olhar nos olhos, escutar e acompanhar quem ficou na beira da estrada. Às vezes, será necessário comportar-se como o pai do filho pródigo, que permanece junto da porta à espera do seu regresso, para lhe abrir logo que chegue (cf. ibid., 46); ou como os discípulos que devem aprender que, ao receber um pequenino, é o próprio Jesus que Se recebe.

Eis porque nos encontramos hoje aqui, ansiosos por receber Jesus: na sua palavra, na Eucaristia, nos pequeninos. Recebê-Lo para que Ele reconcilie a nossa memória e nos acompanhe num presente que continue a apaixonar-nos pelos seus desafios, pelos sinais que nos deixa; para que O sigamos como discípulos, porque nada há de verdadeiramente humano que não tenha ressonância no coração dos discípulos de Cristo e, assim, sentimos como nossas as alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias dos homens do nosso tempo, sobretudo dos pobres e dos atribulados (cf. Conc. Ecum. Vat. II, Const. past. Gaudium et spes, 1). E porque, como comunidade, nos sentimos verdadeira e intimamente solidários com a humanidade – desta cidade e de toda a Lituânia – e com a sua história (cf. ibid., 1), queremos doar a vida no serviço e na alegria e, assim, fazer saber a todos que Jesus Cristo é a nossa única esperança.

Bom Domingo do Senhor!

Ambicionemos também nós a merecer ser escolhidos pelo Senhor à semelhança do menino como nos narra o Evangelho de hoje (Mc 9, 30-37) e tenhamos sempre a humildade de servir o próximo deixando-nos para últimos.

Senhor Jesus faz de nós, hoje e sempre, pessoas apaixonadas por Ti e pelo próximo!

«Quem receber um destes meninos em Meu nome é a Mim que recebe»

São Leão Magno (? – c. 461), papa e Doutor da Igreja
6º sermão para o Natal

A majestade dos Filho de Deus não desprezou a infância. Mas a criança foi crescendo até à estatura do homem perfeito; seguidamente, quando realizou plenamente o triunfo da Sua paixão e ressurreição, todas as acções de condição humilde que adoptou por amor a nós se tornaram passado. Contudo, a festa do Seu nascimento recorda-nos os primeiros momentos de Jesus, nascido da Virgem Maria. E, quando adoramos o nascimento do nosso Salvador, celebramos a nossa própria origem.

Com efeito, o cristianismo inicia-se quando Cristo vem ao mundo: o aniversário da cabeça é o aniversário do corpo. Certamente que cada um dos que são chamados o é por sua vez, e que os filhos da Igreja aparecem em diferentes épocas. No entanto, dado que todos os fiéis, nascidos da fonte do baptismo, foram crucificados com Cristo na Sua paixão, reanimados na Sua ressurreição, sentados à direita do Pai na Sua ascensão, todos nasceram com Ele no Seu nascimento.

Todo o crente que renasce em Cristo após ter abandonado o caminho do pecado original, seja de que parte do mundo for, torna-se um homem novo pelo seu segundo nascimento. Já não pertence à descendência de seu pai pela carne, mas à estirpe do Salvador, porque Este se tornou Filho do homem para que possamos ser filhos de Deus.

sábado, 22 de setembro de 2018

O Evangelho de Domingo dia 23 de setembro de 2018

Tendo partido dali, atravessaram a Galileia; e Jesus não queria que se soubesse. Ia instruindo os Seus discípulos e dizia-lhes: «O Filho do Homem vai ser entregue às mãos dos homens e Lhe darão a morte, mas ressuscitará ao terceiro dia depois da Sua morte». Mas eles não compreendiam estas palavras e temiam interrogá-l'O. Nisto chegaram a Cafarnaum. Quando estavam em casa, Jesus perguntou-lhes: «De que discutíeis pelo caminho?». Eles, porém, calaram-se, porque no caminho tinham discutido entre si qual deles era o maior. Então, sentando-Se, chamou os doze e disse-lhes: «Se alguém quer ser o primeiro, seja o último de todos e o servo de todos». Em seguida, tomando uma criança, pô-la no meio deles e, depois de a abraçar, disse-lhes: «Todo aquele que receber uma destas crianças em Meu nome, a Mim recebe, e todo aquele que Me receber a Mim, não Me recebe a Mim, mas Àquele que Me enviou».

Mc 9, 30-37

Evangelho do dia 22 de setembro de 2018

Tendo-se juntado uma grande multidão de povo e, tendo ido ter com Ele de diversas cidades, disse Jesus esta parábola: «Saiu o semeador a semear a sua semente; ao semeá-la, uma parte caiu ao longo do caminho; foi calcada e as aves do céu comeram-na. Outra parte caiu sobre pedregulho; quando nasceu, secou, porque não tinha humidade. A outra parte caiu entre espinhos; logo os espinhos, que nasceram com ela, a sufocaram. Outra parte caiu em terra boa; depois de nascer, deu fruto centuplicado». Dito isto, exclamou: «Quem tem ouvidos para ouvir, oiça!». Os Seus discípulos perguntaram-Lhe o que significava esta parábola. Ele respondeu-lhes: «A vós é concedido conhecer o mistério do reino de Deus, mas aos outros ele é anunciado por parábolas; para que “vendo não vejam, e ouvindo não entendam”. Eis o sentido da parábola: A semente é a palavra de Deus. Os que estão ao longo do caminho, são aqueles que a ouvem, mas depois vem o demónio e tira a palavra do seu coração para que não se salvem crendo. Os que estão sobre pedregulho, são os que, quando a ouvem, recebem com gosto a palavra, mas não têm raízes; por algum tempo acreditam, mas no tempo da tentação voltam atrás. A que caiu entre espinhos, representa aqueles que ouviram a palavra, porém, indo por diante, ficam sufocados pelos cuidados, pelas riquezas e pelos prazeres desta vida, e não dão fruto. Enfim, a que caiu em terra boa, representa aqueles que, ouvindo a palavra com o coração recto e bom, a conservam e dão fruto com a sua perseverança.

Lc 8, 4-15