Obrigado, Perdão Ajuda-me

Obrigado, Perdão Ajuda-me
As minhas capacidades estão fortemente diminuídas com lapsos de memória e confusão mental. Esta é certamente a vontade do Senhor a Quem eu tudo ofereço. A vós que me leiam rogo orações por todos e por tudo o que eu amo. Bem-haja!

segunda-feira, 19 de abril de 2021

O Grande Catequista

Bento XVI a um ritmo, quase que diário e avassalador durante quase oito anos proporcionou-nos permanente matéria de leitura e reflexão, revelando uma extraordinária capacidade de catequese que procurámos absorver no limite das nossas capacidades, mas sempre certos que na sua génese estava a solidez inexpugnável da doutrina e da fé católica, ou seja, de Jesus Cristo Nosso Senhor.

A sua condição de Papa Emérito não nos isenta à disponibilidade intelectual e de tempo para ler e mastigar devidamente os riquíssimos conteúdos, encíclicas, homilias, mensagens, discursos e intervenções que se encontra disponíveis no site da Santa Sé AQUI e que são comparáveis ao melhor e mais rico legado que nos foi deixado ao longo dos séculos por Santos, Padres e Doutores da Igreja.

É óbvio, que as Sagradas Escrituras são a fonte Divina de toda a nossa Fé, mas o contributo para a sua melhor compreensão e vivência dado por inúmeros Santos e Papas, tem sido ao longo da história de grande relevância. Ora sucede, que Deus Nosso Senhor nos quis oferecer entre 2005 e 2013 um teólogo de excepção, e devemos estar-Lhe gratos por tal e não deixarmos escapar esta extraordinária circunstância.

Gostaria de terminar, agradecendo ao Senhor o extraordinário pontífice, amigo e bom pastor que nos ofereceu durante quase oito anos, pedindo-Lhe que o proteja e abençoe na atual etapa da sua vida terrena.

JPR

«Creio para compreender e compreendo para crer melhor» (Santo Agostinho)

Um “Doutor da Igreja” vivo, que privilégio!

Temos por amor humano, para além daquele que nos é próprio e devido em relação ao que foi Vigário de Cristo na Terra e sucessor de Pedro, hoje Papa emérito, uma enormíssima gratidão a Deus pelo Papa que nos ofereceu há dezasseis anos e cuja data da eleição em 2005 se celebra hoje.

Confessamo-vos a nossa enorme ignorância in illo tempore sobre Joseph Ratzinger, mas graças a bons, diríamos mesmo ótimos conselhos, começámos a “devorar” tudo o que havia publicado em português do então Cardeal Ratzinger, e sem exagero de estilo, podemos afirmar, que cada parágrafo sabia-nos a mel, alguns chegámos a lê-los quatro a cinco vezes de seguida para o saborear na sua plenitude.

Biblioteca Joseph Ratzinger - Roma
Esta paixão, que graças a Deus nos arrebatou, e sem pretender antecipar-nos aos tempos próprios da Igreja, leva-nos a considerar o atual Papa Emérito um “Doutor da Igreja” vivo que se dedicou a divulgar a Palavra e o Amor do Senhor e que hoje pede por nós em oração.

O privilégio que Deus Nosso Senhor nos concedeu a todos, de vermos e ouvirmos Bento XVI durante o seu pontificado, para os como nós só nessa altura o aprenderam a conhecer, é inquestionavelmente uma grande graça, face à descristianização, secularização e relativismo que grassa na sociedade contemporaneamente, com particular incidência na europeia.

Hoje em particular, mas na verdade diariamente, devemos ter presente esta enorme graça e juntarmo-nos à sua oração, pedindo ao Senhor que por intercessão de Nossa Senhora, Mãe de Jesus Cristo e nossa Mãe, a sua proteção na saúde agora que se encontra no Inverno da vida.

Ouvi-nos Senhor!

JPR

“A união com o Papa é união com Pedro”

Ama, venera, reza, mortifica-te – cada dia com mais amor – pelo Romano Pontífice, pedra basilar da Igreja, que prolonga entre todos os homens, ao longo dos séculos e até ao fim dos tempos, aquele trabalho de santificação e governo que Jesus confiou a Pedro. (S. Josemaria Escrivá - Forja, 134)

A suprema potestade do Romano Pontífice e a sua infalibilidade, quando fala ex cathedra, não são uma invenção humana, pois baseiam-se na explícita vontade fundacional de Cristo. Que pouco sentido tem enfrentar o governo do Papa com o dos bispos, ou reduzir a validade do Magistério pontifício ao consentimento dos fiéis! Nada mais alheio à Igreja do que o equilíbrio de poderes; não nos servem esquemas humanos, por mais atrativos ou funcionais que sejam. Ninguém na Igreja goza por si mesmo de potestade absoluta, enquanto homem; na Igreja não há outro chefe além de Cristo; e Cristo quis constituir um Vigário seu – o Romano Pontífice – para a sua Esposa peregrina nesta terra. (…)

Contribuímos para tornar mais evidente essa apostolicidade aos olhos de todos, manifestando com requintada fidelidade a união com o Papa, que é união com Pedro. O amor ao Romano Pontífice há de ser em nós uma formosa paixão, porque nele vemos a Cristo. Se tivermos intimidade com o Senhor na nossa oração, caminharemos com um olhar desanuviado que nos permitirá distinguir, mesmo nos acontecimentos que às vezes não compreendemos ou que nos causam pranto ou dor, a ação do Espírito Santo. (S. Josemaria Escrivá - Amar a Igreja; n 13)