Obrigado, Perdão Ajuda-me

Obrigado, Perdão Ajuda-me
As minhas capacidades estão fortemente diminuídas com lapsos de memória e confusão mental. Esta é certamente a vontade do Senhor a Quem eu tudo ofereço. A vós que me leiam rogo orações por todos e por tudo o que eu amo. Bem-haja!

quinta-feira, 9 de abril de 2020

«in Cena Domini»

De tarde, durante a Missa in Cena Domini, celebraremos especialmente a instituição da Eucaristia e do sacerdócio ministerial. O hoje da renovação sacramental do Mistério pascal, o hoje da Cruz – que o Senhor antecipou na Última Ceia –, torna-se presente em cada celebração eucarística e, com particular relevo, na Quinta-feira Santa. Assombremo-nos ante a perene actualidade do Sacrifício do Calvário, de forma especial na Missa in Cena Domini. Neste dia, antes de realizar a Consagração, o Cânone Romano põe nos lábios do sacerdote umas palavras próprias desta solenidade: Ele que hoje, na véspera de sofrer pela nossa salvação e pela de todos os homens, tomou o pão em Suas santas e adoráveis mãos….

(D. Javier Echevarría na sua carta de Abril de 2011)

UMA SEMANA DE CAMINHO (Em adoração a seguir à Missa de Quinta Feira Santa)

Saímos da Última Ceia e Tu, Senhor, levas-me contigo.
Cheio de amor, tomas-me pela mão e convidas-me a fazer-Te companhia.

Que companhia, Senhor? Pergunto eu.

E Tu respondes, com a voz repassada de uma profunda tristeza:
Reza comigo. Preciso que rezes, que vigies, porque a hora é dura e escura.

Sinto-me um nada, mas ao mesmo tempo desperta em mim um orgulho, (por quereres precisar de mim), e começo a rezar, nem sei bem como, nem o quê.

Só dou por mim quando me tocas no ombro, docemente, e perguntas:
Porque dormes?

Ah, Senhor, perdoa-me, digo eu envergonhado tentando explicar-me, é que “adormeço” tantas vezes nas coisas da vida, quando deveria rezar, quando deveria vigiar!

Olhas para mim, ternamente, e pedes-me, (Tu, Senhor, a pedir-me), outra vez:
Reza, porque a hora é de rezar e vigiar!

Mais uma vez me comprometo, rezo e volto a adormecer.

Regressas e tocas-me, acordas-me, apertas-me junto a Ti.
Todo o Teu corpo treme, a voz angustiada, mas percebe-se em Ti a vontade inabalável de fazer a vontade do Pai.

Dizes-me então, olhos nos olhos, cheio de amor:
Sabes, meu Joaquim, quando te peço que rezes e vigies, não é por Mim, mas por ti e por todos.
Percebes agora como é fácil adormeceres e deixares de rezar e vigiar, perante as coisas do mundo?

Baixo a cabeça e digo:
Ah, Senhor, queria tanto chorar contigo, queria sofrer contigo, queria suar o meu sangue, queria ser Teu e apenas Teu!

Mais uma vez me olhas com o Teu terno olhar, mas uma multidão de gente prende-Te e afasta-Te de mim.
Estendo as mãos para Ti, mas não Te alcanço, e fujo envergonhado.

É então que me dizes, enquanto és levado pela multidão, para Te afastarem de mim, para Te afastarem de nós:
Não temas, não temas! Eu estou sempre contigo, Eu estou sempre convosco. Procura-Me no teu coração, procura-Me nos outros e sempre Me encontrarás.

Adormeço finalmente, porque a certeza da Tua presença em mim e no meio de nós, me descansa, me conforta, me enche de paz e alegria.
Nada, nem ninguém, Te pode apartar de mim, te pode apartar de nós!

Obrigado, Senhor!

Marinha Grande, 13 de Abril de 2017

Joaquim Mexia Alves

O mistério de Quinta-feira Santa

Devemos fazer nossas, por assimilação, aquelas palavras de Jesus: "desiderio desideravi hoc Pascha manducare vobiscum", desejei ardentemente comer esta Páscoa convosco. De nenhuma forma poderemos manifestar melhor o nosso máximo interesse e amor pelo Santo Sacrifício, que observando esmeradamente até a mais pequena das cerimónias prescritas pela sabedoria da Igreja.

...E, além do Amor, deve urgir-nos a "necessidade" de nos parecermos com Jesus Cristo, não só interiormente, mas também externamente, movendo-nos - nos amplos espaços do altar cristão - com aquele ritmo e harmonia da santidade obediente, que se identifica com a vontade da Esposa de Cristo, quer dizer, com a Vontade do próprio Cristo. (Forja, 833)

Antes do dia da festa da Páscoa, sabendo Jesus que era chegada a sua hora de passar deste mundo ao Pai, tendo amado os seus, que estavam no mundo, amou-os até ao fim. Este versículo de S. João anuncia ao leitor que vai acontecer algo de importante nesse dia. É um preâmbulo terno e afectuoso, que corresponde àquele que S. Lucas recolhe no seu relato: Tenho desejado ardentemente - afirma o Senhor - comer convosco esta Páscoa, antes de sofrer.

Devemos começar desde já por pedir ao Espírito Santo que nos prepare de forma a podermos compreender todas as expressões e todos os gestos de Jesus Cristo, porque queremos viver vida sobrenatural, porque o Senhor nos manifestou a sua vontade de se nos oferecer como alimento da alma e porque reconhecemos que só Ele tem palavras de vida eterna.

A fé leva-nos a confessar com Simão Pedro: nós acreditamos e conhecemos que tu és Cristo, Filho de Deus. E é também ela, fundida com a nossa devoção, que nesses momentos transcendentes nos incita a imitar a audácia de João. Assim, aproximamo-nos de Jesus e reclinamos a cabeça no peito do Mestre que, como acabamos de ouvir, por amar ardentemente os seus, os iria amar até ao fim.
Todos os modos de dizer são demasiadamente pobres quando pretendem explicar, mesmo de longe, o mistério da Quinta-Feira Santa. No entanto, não é difícil imaginar os sentimentos do Coração de Jesus Cristo naquela tarde, a última que passava com os seus antes do sacrifício do Calvário. (Cristo que passa, 83)

O mistério de Quinta-feira Santa

Devemos fazer nossas, por assimilação, aquelas palavras de Jesus: "desiderio desideravi hoc Pascha manducare vobiscum", desejei ardentemente comer esta Páscoa convosco. De nenhuma forma poderemos manifestar melhor o nosso máximo interesse e amor pelo Santo Sacrifício, que observando esmeradamente até a mais pequena das cerimónias prescritas pela sabedoria da Igreja.

...E, além do Amor, deve urgir-nos a "necessidade" de nos parecermos com Jesus Cristo, não só interiormente, mas também externamente, movendo-nos - nos amplos espaços do altar cristão - com aquele ritmo e harmonia da santidade obediente, que se identifica com a vontade da Esposa de Cristo, quer dizer, com a Vontade do próprio Cristo. (Forja, 833)

Antes do dia da festa da Páscoa, sabendo Jesus que era chegada a sua hora de passar deste mundo ao Pai, tendo amado os seus, que estavam no mundo, amou-os até ao fim. Este versículo de S. João anuncia ao leitor que vai acontecer algo de importante nesse dia. É um preâmbulo terno e afectuoso, que corresponde àquele que S. Lucas recolhe no seu relato: Tenho desejado ardentemente - afirma o Senhor - comer convosco esta Páscoa, antes de sofrer.

Devemos começar desde já por pedir ao Espírito Santo que nos prepare de forma a podermos compreender todas as expressões e todos os gestos de Jesus Cristo, porque queremos viver vida sobrenatural, porque o Senhor nos manifestou a sua vontade de se nos oferecer como alimento da alma e porque reconhecemos que só Ele tem palavras de vida eterna.

A fé leva-nos a confessar com Simão Pedro: nós acreditamos e conhecemos que tu és Cristo, Filho de Deus. E é também ela, fundida com a nossa devoção, que nesses momentos transcendentes nos incita a imitar a audácia de João. Assim, aproximamo-nos de Jesus e reclinamos a cabeça no peito do Mestre que, como acabamos de ouvir, por amar ardentemente os seus, os iria amar até ao fim.

Todos os modos de dizer são demasiadamente pobres quando pretendem explicar, mesmo de longe, o mistério da Quinta-Feira Santa. No entanto, não é difícil imaginar os sentimentos do Coração de Jesus Cristo naquela tarde, a última que passava com os seus antes do sacrifício do Calvário. (Cristo que passa, 83)

ESTADO DE EMERGÊNCIA CRISTÃ

Uma proposta diária de oração pessoal e familiar.

22º Dia. Quinta-feira da Semana Santa, 9 de Abril de 2020.

Meditação da Palavra de Deus (Jo 13, 1-15)

Amou-os até ao fim

“Antes da festa da Páscoa, sabendo Jesus que chegara a sua hora de passar deste mundo para o Pai, ele que amara os seus que estavam no mundo, amou-os até ao fim.”

É impressionante esta introdução joanina ao conhecido episódio do lava-pés, que se costuma reproduzir na Missa da Ceia do Senhor que, em condições normais, se celebra na tarde da Quinta-feira Santa.

É também neste último dia da Quaresma, que hoje termina para se dar início ao Tríduo Pascal, que se celebra a Santa Missa Crismal, a que preside o Bispo da diocese, com todo o seu presbitério, que renova o seu compromisso de serviço pastoral. Mesmo que este ano uma tal concelebração eucarística não seja possível, não deixemos de rezar hoje, muito especialmente, pelo nosso Bispo e por todos os sacerdotes que, unidos a ele, exercem o ministério sacerdotal no âmbito da nossa diocese. Que o Senhor conceda à Igreja local e universal a graça de muitos sacerdotes santos!

Na iminência da sua paixão e morte, Jesus não pensa em si mesmo, nem reserva nenhum tempo pessoal para se preparar para aquela tão dura provação a que, dentro de poucas horas, seria submetido. Aos condenados à morte, é-lhes dado algum tempo de preparação, em que até podem disfrutar de uma refeição à sua escolha. Mas Jesus não pediu nem quis nenhum tempo para Ele, para o seu descanso, para escrever o seu testamento, as suas últimas vontades ou qualquer outro propósito pessoal. Só tem um propósito: servir! E, por isso, como escreve São João, “tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até ao fim”.

Servir é, também, o nosso único objectivo nesta vida ou, pelo contrário, mais do que servir, queremo-nos servir dos outros e dos bens da terra para o que nos dá mais prazer?! Vivemos a nossa vida cristã ao serviço de Deus e dos outros, ou de nós próprios?! Amamos, com obras e de verdade, aqueles com quem convivemos, ou a nossa caridade é apenas retórica e sentimental?!

Intenções para os mistérios luminosos do Santo Rosário de Nossa Senhora:

1º - O Baptismo de Jesus no Jordão. Foi pela graça do Baptismo que fomos feitos filhos de Deus. Rezemos pelos nossos pais, em cuja fé fomos baptizados, e padrinhos, pedindo a Deus a graça de sermos sempre fiéis a esse compromisso de vida cristã.

2º - A auto-revelação de Jesus nas bodas de Caná. São Paulo considerava o matrimónio cristão um grande sacramento. Peçamos a Deus por todos os cristãos que vivem em situações irregulares, para que possam um dia receber a graça deste sacramento.

3º - O anúncio do Reino de Deus como convite de Jesus à conversão. Pelo Sacramento da Confirmação, fomos constituídos apóstolos de Cristo no meio do mundo. Sejamos fiéis a essa missão!

4º - A Transfiguração de Jesus. A dor transfigura os doentes, mas a graça da Santa Unção dá consolo e fortaleza. Que Nossa Senhora os ampare e defenda!

5º- A instituição da Eucaristia, expressão sacramental do mistério pascal. Jesus escondido está muito só nos nossos sacrários. Rezemos este mistério em desagravo pelas ofensas ao Santíssimo Sacramento.

Para ler, meditar e partilhar! Obrigado e até amanhã, se Deus quiser!

Com amizade,
P. Gonçalo Portocarrero de Almada

Quinta-feira Santa, textos de São Josemaría Escrivá - O mandamento novo

Antes da festa da Páscoa, sabendo Jesus que chegara a Sua hora de passar deste mundo para o Pai, Ele que amara os Seus, que estavam no mundo, levou até ao extremo o Seu amor por eles (Jo 13, 1).

Este versículo de S. João anuncia, ao seu leitor, que vai acontecer algo de importante nesse dia. É um preâmbulo terno e afectuoso, que corresponde àquele que S. Lucas recolhe no seu relato: Tenho desejado ardentemente – afirma o Senhor – comer convosco esta Páscoa, antes de sofrer (Lc 22, 15).
Cristo que passa, n. 83

Agora, na Última Ceia, Cristo preparou tudo para se despedir dos seus discípulos, enquanto estes se envolviam pela centésima vez na disputa sobre quem seria o maior desse grupo escolhido. Jesus levantou-se da mesa, depôs o seu manto e, pegando numa toalha, cingiu-se. Depois lançou água numa bacia e começou a lavar os pés dos discípulos e a limpar-lhos com a toalha com que estava cingido (Jo 13, 4-5).

Pregou de novo com o exemplo, com obras. Diante dos discípulos, que discutiam por motivos de soberba e de vanglória, Jesus inclina-se e cumpre gostosamente o trabalho próprio de um servo. Depois, quando volta para a mesa, comenta: Compreendeis o que vos fiz? Vós chamais-me Mestre e Senhor e dizeis bem, porque o sou. Se eu, pois, que sou o Senhor e o Mestre, vos lavei os pés, deveis também lavar-vos os pés uns aos outros (Jo 13, 12-14). A mim comove-me esta delicadeza do nosso Cristo, porque não afirma: se eu faço isto, quanto mais deveis fazer vós! Coloca-se ao mesmo nível, não coage: fustiga amorosamente a falta de generosidade daqueles homens.

Como aos primeiros doze, o Senhor também nos pode insinuar a nós, como de facto nos insinua continuamente: exemplum dedi vobis (Jo 13, 15), dei-vos exemplo de humildade. Converti-me em servo, para que vós saibais, com coração manso e humilde, servir todos os homens».
Amigos de Deus, n. 103

Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos
Ao aproximar-se o momento da sua Paixão, o Coração de Cristo, rodeado por aqueles que ama, abre-se em inefáveis labaredas: dou-vos um mandamento novo: que vos ameis uns aos outros e que, do mesmo modo que eu vos amei, vos ameis uns aos outros. Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos: se vos amardes uns aos outros (Jo 13, 34-35). (…)

Amai os vossos inimigos
Senhor, porque chamas novo a este mandamento? Como acabamos de ouvir, o amor ao próximo estava prescrito no Antigo Testamento e recordareis também que Jesus, mal começa a sua vida pública, amplia essa exigência com divina generosidade: ouvistes que foi dito: amarás o teu próximo e aborrecerás o teu inimigo. Eu peço-vos mais: amai os vossos inimigos, fazei bem aos que vos aborrecem e orai pelos que vos perseguem e caluniam (Mt 5, 43-44).

Como eu vos amei
Senhor, deixa-nos insistir: porque continuas a chamar novo a este preceito? Naquela noite, poucas horas antes de te imolares na Cruz, durante aquela conversa íntima com os que – apesar das suas fraquezas e misérias pessoais, como as nossas – te acompanharam até Jerusalém, Tu revelaste-nos a medida insuspeitada da caridade: como eu vos amei. Como não haviam de te entender os Apóstolos, se tinham sido testemunhas do teu amor insondável!

O ensinamento e o exemplo do Mestre são claros e precisos. Sublinhou com obras a sua doutrina. (…) Jesus Cristo, Nosso Senhor, encarnou e tomou a nossa natureza, para se mostrar à humanidade como modelo de todas as virtudes. Aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração (Mt 11, 29), convida-nos Ele.

O que distinguirá os cristãos de todos os tempos
Mais tarde explica aos Apóstolos o sinal pelo qual os reconhecerão como cristãos, não diz: porque sois humildes. Ele é a pureza mais sublime, o Cordeiro imaculado. Nada podia manchar a sua santidade perfeita, sem mácula (Cfr. Jo 8, 46). Mas também não diz: saberão que se encontram diante de discípulos meus, porque sois castos e limpos.

Passou por este mundo com o mais completo desprendimento dos bens da terra. Sendo Criador e Senhor de todo o universo, faltava-lhe até um sítio onde pudesse reclinar a cabeça (Cfr. Mt 8, 20). No entanto, não comenta: saberão que sois dos meus porque vos não apegastes às riquezas. Permanece quarenta dias e quarenta noites no deserto em jejum rigoroso (Cfr. Mt 4, 2), antes de se dedicar à pregação do Evangelho. E também não afirma aos seus: compreenderão que servis a Deus, porque não sois comilões nem bebedores.

A característica que distinguirá os apóstolos, os cristãos autênticos de todos os tempos, já o ouvimos: nisto – precisamente nisto – conhecerão todos que sois meus discípulos: se vos amardes uns aos outros (Jo 13, 35).
Amigos de Deus, nn. 222-224

(Fonte: site de S. Josemaría Escrivá http://www.pt.josemariaescriva.info/)

UMA SEMANA DE CAMINHO (Quinta-feira Santa)

«Senhor, Tu vais lavar-me os pés?»

Estes pés que me levaram ao pecado, que me afastaram de Ti tantas vezes, estes pés que percorreram caminhos sem rumo, nem sentido, estes pés sujos da minha incompreensão, das minhas dúvidas, das minhas incertezas, das minhas fraquezas, de tudo aquilo que eu sou, e gostaria não ser?

«Se não tos lavar, não terás parte comigo.»

Então, Senhor, lava-me o coração, a alma, o meu tudo e o meu nada, porque tudo necessita ser lavado no Teu amor.
Ser parte contigo, é o meu maior desejo, a minha maior vontade, o verdadeiro sentido da minha vida!

Aliás, Senhor, que a “minha” vida se perca, a “minha” vida de coisas do mundo, de interesses, de bens materiais, de “prestigio”, (se algum tiver), mesmo a vida que Tu me deste, se tal for necessário para fazer parte contigo.
Que a “minha” vida se perca, não só por mim, mas por todos, os que conheço e amo, os que conheço e ainda não amo, e mesmo por todos os que não conheço, para que todos façam parte contigo, e eu também, se essa for a Tua vontade.
Mas, se para todos fazerem parte contigo, for necessário que eu me perca, então, Senhor, que assim seja, porque acredito que a Tua misericórdia é sempre maior do que a minha perca.

Humildemente, Senhor, descalço-me, baixo a cabeça, confio em Ti, e deixo então que me laves os pés.

Obrigado, Senhor, e glória, glória a Ti, hoje e sempre pelos séculos sem fim!

Marinha Grande, 13 de Abril de 2017

Joaquim Mexia Alves

Tríduo Pascal

Jesus iniciou o Tríduo Pascal reunindo-se com os Apóstolos no Cenáculo de Jerusalém. Desiderio desideravi hoc Pascha manducare vobiscum, antequam patiar [Lc 22, 15], desejei ardentemente celebrar esta Páscoa convosco, antes da Minha Paixão. Com estas palavras se exprime S. Lucas ao escrever o relato da última Ceia. Em cada uma se adivinha o infinito amor do Coração de Jesus pelos homens, a viva consciência de que já tinha chegado a Sua hora, o momento da salvação do género humano, tão longamente esperado.
(…)
Como não pensar também no desejo de ser correspondido, que embargava Nosso Senhor? Contudo, os que O rodeavam não eram conscientes da transcendência daquele acontecimento, como mostra o facto de, precisamente nessa altura, surgirem entre eles discussões sobre quem seria considerado o maior [Cfr. Lc 22, 24].

Copyright © Prælatura Sanctæ Crucis et Operis Dei

(D. Javier Echevarría na sua carta de Abril de 2012)

Quinta-Feira Santa

«Porventura sou eu, Mestre?»
E esta pergunta que faço minha,
Atormenta-me a alma.
Enraíza-se como erva daninha,
Tira-me a paz e a calma
Fico distante e absorto!

Serei eu, Senhor?

Esse que Te trai todos os dias
Fazendo mal que não quero
Não fazendo o bem que devo?

Serei eu, Senhor?

E… quase me atrevo
E sendo, por uma vez, sincero,
Dir-te-ei:

Ah! Se não me ajudas,
Como Judas,
Trair-te-ei!

ama, Quarta-Feira Santa, 2013.03.27 em NUNC COEPI