Obrigado, Perdão Ajuda-me

Obrigado, Perdão Ajuda-me
As minhas capacidades estão fortemente diminuídas com lapsos de memória e confusão mental. Esta é certamente a vontade do Senhor a Quem eu tudo ofereço. A vós que me leiam rogo orações por todos e por tudo o que eu amo. Bem-haja!

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019

Evangelho do dia 28 de fevereiro de 2019

«Quem vos der um copo de água, porque sois de Cristo, em verdade vos digo que não perderá a sua recompensa. «Quem escandalizar um destes pequeninos que crêem em Mim, melhor fora que lhe atassem ao pescoço a mó que um asno faz girar, e que o lançassem ao mar. Se a tua mão é para ti ocasião de pecado, corta-a; melhor te é entrar na vida eterna mutilado, do que, tendo as duas mãos, ir para a Geena, para o fogo inextinguível. Se o teu pé é para ti ocasião de pecado, corta-o; melhor te é entrar na vida eterna coxo, do que, tendo os dois pés, ser lançado na Geena.  Se o teu olho é para ti ocasião de pecado, lança-o fora; melhor te é entrar no reino de Deus sem um olho do que, tendo dois, ser lançado na Geena, “onde o seu verme não morre e o seu fogo não se apaga”. Todo o homem será salgado no fogo. O sal é uma coisa boa; porém, se se tornar insípido, com que haveis de lhe dar o sabor? Tende sal em vós, e tende paz uns com os outros».

Mc 9, 41-50

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019

Santificado seja o Vosso nome

Locutor: A oração do Pai Nosso consta de sete pedidos: os três primeiros têm por centro a Deus e os quatro seguintes se centram em nós e nas nossas necessidades humanas. Vemos assim como a matriz de toda a oração – cristã e humana – está, por um lado, na contemplação de Deus, do seu mistério, da sua beleza e bondade, e, por outro lado, no corajoso e sincero pedido daquilo que é necessário para viver bem. Muito embora Deus conheça aquilo que precisamos antes mesmo que o peçamos, os pedidos do cristão são a expressão da confiança que temos em Nosso Pai dos Céus. Por isso, o primeiro pedido do Pai-Nosso é “Santificado seja o vosso nome”. Suplicamos que a santidade de Deus, que é perfeita em si mesma, possa se manifestar na nossa vida, na nossa família, no mundo inteiro. É uma santidade que não se fecha em si, mas que se expande, razão pela qual a oração nos fortifica na certeza de que o bem vencerá o mal, expulsando todo o medo dos nossos corações.
* * *
Santo Padre:
Carissimi pellegrini di lingua portoghese, un cordiale benvenuto a tutti, in particolare ai sacerdoti di Setúbal, ai fedeli di Santarém e Ericeira e ai gruppi provenienti dal Brasile. Auguro che questo pellegrinaggio a Roma rafforzi in voi i buoni propositi per dare testimonianza al Vangelo di Gesù, spinti dal coraggio che la preghiera infonde nei vostri cuori. Dio vi benedica.
* * *
Locutor: Queridos peregrinos de língua portuguesa: uma saudação cordial a todos, particularmente aos sacerdotes de Setúbal, aos fiéis de Santarém e Ericeira e aos grupos vindos do Brasil. Faço votos de que esta peregrinação a Roma fortaleça em vós os bons propósitos para dar testemunho do Evangelho de Jesus, impelidos pela coragem que a oração infunde nos vossos corações. Deus vos abençoe!

Evangelho do dia 27 de fevereiro de 2019

João disse-lhe: «Mestre, vimos um homem, que não anda connosco, expulsar os demónios em Teu nome e nós lho proibimos porque não nos segue». Jesus, porém, respondeu: «Não lho proibais, porque não há ninguém que faça um milagre em Meu nome e que possa logo dizer mal de Mim. Porque quem não é contra nós, está connosco.

Mc 9, 38-40

terça-feira, 26 de fevereiro de 2019

Evangelho do dia 26 de fevereiro de 2019

Tendo partido dali, atravessaram a Galileia; e Jesus não queria que se soubesse. Ia instruindo os Seus discípulos e dizia-lhes: «O Filho do Homem vai ser entregue às mãos dos homens e Lhe darão a morte, mas ressuscitará ao terceiro dia depois da Sua morte». Mas eles não compreendiam estas palavras e temiam interrogá-l'O. Nisto chegaram a Cafarnaum. Quando estavam em casa, Jesus perguntou-lhes: «De que discutíeis pelo caminho?». Eles, porém, calaram-se, porque no caminho tinham discutido entre si qual deles era o maior. Então, sentando-Se, chamou os doze e disse-lhes: «Se alguém quer ser o primeiro, seja o último de todos e o servo de todos». Em seguida, tomando uma criança, pô-la no meio deles e, depois de a abraçar, disse-lhes: «Todo aquele que receber uma destas crianças em Meu nome, a Mim recebe, e todo aquele que Me receber a Mim, não Me recebe a Mim, mas Àquele que Me enviou».

Mc 9, 30-37

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019

Evangelho do dia 25 de fevereiro de 2019

Chegando junto dos discípulos, viu uma grande multidão em volta, e os escribas a discutirem com eles. E logo toda aquela multidão surpreendida por ver Jesus, correu para O saudar. Perguntou-lhes: «Que estais a discutir entre vós?». Um de entre a multidão respondeu-Lhe: «Mestre, eu trouxe-Te meu filho que está possesso de um espírito mudo, que, onde quer que se apodere dele, o lança por terra, e o menino espuma, range com os dentes, e fica rígido. Pedi aos Teus discípulos que o expulsassem e não puderam». Jesus respondeu-lhes: «Ó geração incrédula! Até quando hei-de estar convosco? Até quando vos hei-de suportar? Trazei-Mo cá». Trouxeram-Lho. Tendo visto Jesus, imediatamente o espírito o agitou com violência e, caído por terra, revolvia-se espumando. Jesus perguntou ao pai dele: «Há quanto tempo lhe sucede isto?». Ele respondeu: «Desde a infância. O demónio tem-no lançado muitas vezes no fogo e na água, para o matar; porém Tu, se podes alguma coisa, ajuda-nos, tem compaixão de nós». Jesus disse-lhe: «Se podes...! Tudo é possível a quem crê». Imediatamente o pai do menino exclamou: «Eu creio! Auxilia a minha falta de fé». Jesus, vendo aumentar a multidão, ameaçou o espírito imundo, dizendo-lhe: «Espírito mudo e surdo, Eu te mando, sai desse menino e não voltes a entrar nele!». Então, dando gritos e agitando-se com violência, saiu dele, e o menino ficou como morto, tanto que muitos diziam: «Está morto». Porém, Jesus, tomando-o pela mão, levantou-o, e ele pôs-se em pé. Depois de ter entrado em casa, Seus discípulos perguntaram-Lhe em particular: «Porque o não pudemos nós expulsar?». Respondeu-lhes: «Esta casta de demónios não se pode expulsar senão mediante a oração».

Mc 9, 14-29

domingo, 24 de fevereiro de 2019

Bom Domingo do Senhor!

Sigamos de alma e coração as palavras tal como nos diz o Evangelho de hoje (Lc 6, 27-38) e estejamos sempre de coração aberto para amar todos sobretudo aqueles que nos quiseram e fizeram mal.

Louvado seja Jesus Cristo Nosso Senhor pelas suas Palavras de verdadeiro amor!

«Uma boa medida, cheia, recalcada, transbordante»

Jean Tauler (c. 1300-1361), dominicano de Estrasburgo
Sermão 39 para o 4º Domingo após a Solenidade da Santíssima Trindade


Nosso Senhor menciona quatro tipos de medidas que serão dadas ao homem: uma boa medida, uma medida cheia, uma medida recalcada e uma medida transbordante. […] Compreendei primeiro o que é a boa medida. Ela consiste no facto de o homem voltar a sua vontade para Deus, viver segundo os mandamentos de Deus e da santa Igreja […], na prática dos sacramentos e no arrependimento dos pecados, no amor a Deus e ao próximo. […] Eis uma vida verdadeiramente cristã […]; pode-se dizer que é o estritamente necessário. […] Quando o homem se inicia na vida espiritual, propõe-se boas práticas exteriores, tais como orações, prostrações, jejuns e outras formas particulares de devoção. Em seguida, é-lhe dada a medida cheia, a saber, um exercício interior, íntimo, pelo qual o homem emprega todo o seu zelo a procurar a Deus nas profundezas do seu coração, pois é aí que está o Reino de Deus (Lc 17,21). Meus filhos, esta vida é tão diferente da primeira como correr é diferente de estar sentado. […]

Vem em seguida a medida recalcada: é o amor que se difunde. Este amor atrai tudo a si: as boas obras, a vida, o sofrimento. Ele traz para o seu vaso todo o bem que se faz no mundo, quer seja feito pelos bons ou pelos maus […]; tudo está na caridade. […] O amor absorve todo o bem que há no céu, nos anjos e nos santos, nos sofrimentos dos mártires, e atrai para si tudo o que há de bom nas criaturas do céu e da terra, de que uma parte tão grande se perde, ou pelo menos parece perder-se; mas a caridade não a deixa perder. […]

Vem em seguida a medida transbordante. Esta medida está tão cheia, é tão abundante, tão generosa, que transborda por todos os lados. Nosso Senhor toca o vaso com um dedo e logo a plenitude dos dons sobe rapidamente, ultrapassando tudo o que o vaso havia recolhido em si e acima de si. […] Tudo se difunde e tudo se perde em Deus e se torna um com Ele. Deus ama-Se nesses homens, opera todas as suas obras neles. […] É assim que a medida dos corações transbordantes se difunde por toda a Igreja.

sábado, 23 de fevereiro de 2019

O Evangelho de Domingo dia 24 de fevereiro de 2019

«Mas digo-vos a vós, que Me escutais: Amai os vossos inimigos, fazei bem aos que vos odeiam; abençoai os que vos amaldiçoam, orai pelos que vos caluniam. Ao que te ferir numa face, oferece-lhe também a outra. Ao que te tirar o manto, não o impeças de levar também a túnica. Dá a todo aquele que te pede; e ao que leva o que é teu, não lho tornes a pedir. O que quereis que vos façam os homens, fazei-o vós também a eles. Se amais os que vos amam, que mérito tendes? Porque os pecadores também amam quem os ama. Se fizerdes bem aos que vos fazem bem, que mérito tendes? Os pecadores também fazem o mesmo. Se emprestardes àqueles de quem esperais receber, que mérito tendes? Os pecadores também emprestam aos pecadores, para que se lhes faça outro tanto. Vós, porém, amai os vossos inimigos; fazei bem e emprestai sem daí esperardes nada; e será grande a vossa recompensa, e sereis filhos do Altíssimo, que é bom para com os ingratos e os maus. Sede misericordiosos, como também vosso Pai é misericordioso. Não julgueis e não sereis julgados; não condeneis e não sereis condenados; perdoai e sereis perdoados; dai e dar-se-vos-á. Uma medida boa, cheia, recalcada e a transbordar vos será lançada nas dobras do vosso vestido. Porque, com a mesma medida com que medirdes para os outros, será medido para vós».

Lc 6, 27-38

Evangelho do dia 23 de fevereiro de 2019

Seis dias depois, Jesus tomou consigo Pedro, Tiago e João, e conduziu-os sós, à parte, a um monte alto, e transfigurou-Se diante deles. As Suas vestes tornaram-se resplandecentes, de uma brancura tal, que nenhum lavadeiro sobre a terra os poderia tornar tão brancos. Depois apareceu-lhes Elias com Moisés, que estavam a falar com Jesus. Pedro tomando a palavra disse a Jesus: «Rabi, que bom é nós estarmos aqui; façamos três tendas: uma para Ti, uma para Moisés e outra para Elias». Não sabia o que dizia, pois estavam atónitos de medo. E formou-se uma nuvem que os cobriu com a sua sombra, e da nuvem saíu uma voz que dizia: «Este é o meu Filho muito amado, ouvi-O». Olhando logo à volta de si, não viram mais ninguém com eles senão Jesus. Ao descerem do monte, ordenou-lhes que a ninguém contassem o que tinham visto, senão depois de o Filho do Homem ter ressuscitado dos mortos. Observaram esta ordem, mas perguntavam-se o que queria dizer “quando tiver ressuscitado dos mortos”. Interrogaram-n'O dizendo: «Porque dizem os escribas que Elias deve vir primeiro?». Jesus respondeu-lhes: «Elias efectivamente há-de vir primeiro e pôr tudo em ordem. Mas como é que está escrito acerca do Filho do Homem, que terá que sofrer muito e ser desprezado? Pois, Eu digo-vos que Elias já veio, e fizeram dele quanto quiseram, como está escrito dele». 

Mc 9, 2-13

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019

Evangelho do dia 22 de fevereiro de 2019

Tendo chegado à região de Cesareia de Filipe, Jesus interrogou os Seus discípulos, dizendo: «Quem dizem os homens que é o Filho do Homem?». Eles responderam: «Uns dizem que é João Batista, outros que é Elias, outros que é Jeremias ou algum dos profetas». Jesus disse-lhes: «E vós quem dizeis que Eu sou?». Respondendo Simão Pedro, disse: «Tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo». Respondendo Jesus, disse-lhe: «Bem-aventurado és, Simão filho de João, porque não foi a carne e o sangue que to revelaram, mas Meu Pai que está nos céus. E Eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a Minha Igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela. Eu te darei as chaves do Reino dos Céus; e tudo o que ligares sobre a terra, será ligado também nos céus, e tudo o que desatares sobre a terra, será desatado também nos céus».

Mt 16, 13-19

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019

Evangelho do dia 21 de fevereiro de 2019

Saiu Jesus com os Seus discípulos pelas aldeias de Cesareia de Filipe. Pelo caminho, interrogou os discípulos: «Quem dizem os homens que Eu sou?». Eles responderam-Lhe: «Uns dizem que João Baptista, outros que Elias, e outros que algum dos profetas». Então perguntou-lhes: «E vós quem dizeis que Eu sou?». Pedro respondeu: «Tu és o Cristo». Então Jesus ordenou-lhes severamente que não dissessem isto d'Ele a ninguém. E começou a ensinar-lhes que era necessário que o Filho do Homem padecesse muito, que fosse rejeitado pelos anciãos, pelos príncipes dos sacerdotes e pelos escribas, que fosse morto, e que ressuscitasse depois de três dias. E falava destas coisas claramente. Pedro, tomando-O à parte, começou a repreendê-l'O. Mas Jesus, voltando-Se e olhando para os Seus discípulos, repreendeu Pedro, dizendo: «Retira-te daqui, Satanás, que não aprecias as coisas de Deus, mas sim as dos homens». 

Mc 8, 27-33

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

Pai que estais nos Céus

Locutor: Quando chamamos «Pai» a Deus, temos em mente a figura do nosso pai terreno; mas este – o nosso pai terreno – não era perfeito, como nós próprios, aliás, também não seremos pais ou pastores perfeitos. As nossas relações de amor estão sempre marcadas pelos nossos limites e o nosso egoísmo, inquinadas por desejos de domínio ou de manipulação do outro. Somos mendigos que corremos o risco de nunca encontrar, na própria estrada, aquele tesouro que procuramos desde o primeiro dia da vida: o amor. Por isso, ao aplicar a Deus a imagem que temos do nosso pai, precisamos de a afinar, purificar. O amor de Deus é o do Pai «que está nos céus», como Jesus nos convida a rezar: «Pai Nosso, que estais nos céus». O nosso amor é frágil e intermitente, mas existe outro amor: o amor do Pai, que está nos céus; é o amor total, que nesta vida saboreamos apenas de forma imperfeita. A sede de amor, que todos sentimos, é o convite a conhecer Deus que é Pai. Por exemplo, a conversão de Santo Agostinho passou por aqui: aquele jovem e brilhante orador procurava simplesmente entre as criaturas algo que nenhuma criatura lhe podia dar, até ao dia em que teve a coragem de levantar o olhar; nesse dia, conheceu Deus. A expressão «que estais nos céus» não significa distância, mas uma diversidade radical, outra dimensão. Por isso, meus irmãos e minhas irmãs, não temais! Nenhum de nós está sozinho! Se, por infeliz sorte, teu pai terreno se tivesse esquecido de ti e, por isso, estivesses zangado com ele, quero que saibas que não te é negada a experiência fundamental da fé cristã: a de saber que és filho muito amado de Deus e que nada na vida pode apagar este amor d’Ele por ti.
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Santo Padre:
Con grande affetto saluto i pellegrini di lingua portoghese, augurando a voi tutti di rendervi sempre conto di quanto la vita sia davvero un dono meraviglioso. Vegli sul vostro cammino la Vergine Maria e vi aiuti ad essere segno di fiducia e di speranza in mezzo ai vostri fratelli. Su di voi e sulle vostre famiglie scenda la Benedizione di Dio.
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Locutor: Com grande afeto, saúdo os peregrinos de língua portuguesa, com votos de que possais, vós todos, dar-vos sempre conta do dom maravilhoso que é a vida. Vele sobre o vosso caminho a Virgem Maria e vos ajude a ser sinal de confiança e esperança no meio dos vossos irmãos. Sobre vós e vossas famílias desça a Bênção de Deus.

Evangelho do dia 20 de fevereiro de 2019

Chegaram a Betsaida. Trouxeram-Lhe um cego e suplicavam-Lhe que o tocasse. Tomando o cego pela mão, conduziu-o para fora da aldeia, pôs-lhe saliva sobre os olhos e, impondo-lhe as mãos, perguntou-lhe: «Vês alguma coisa?». Ele, levantando os olhos, disse: «Vejo os homens que me parecem árvores que andam». Depois, Jesus impôs-lhe novamente as mãos sobre os olhos e ele começou a ver claramente. Ficou curado e distinguia tudo, nitidamente, de longe. Então Jesus mandou-o para casa, dizendo: «Não entres na aldeia». 

Mc 8, 22-26

terça-feira, 19 de fevereiro de 2019

Evangelho do dia 19 de fevereiro de 2019

Ora os discípulos esqueceram-se de levar pães; e não tinham consigo na barca mais do que um. Jesus advertia-os dizendo: «Evitai com cuidado o fermento dos fariseus e o fermento de Herodes». E eles comentavam entre si: «É que não temos pão». Conhecendo isto, Jesus disse-lhes: «Porque estais a discutir que não tendes pão? Ainda não reflectistes nem entendestes? Ainda tendes a vossa inteligência obscurecida? Tendes olhos e não vedes, e tendes ouvidos e não ouvis? Já não vos lembrais? Quando parti os cinco pães para cinco mil homens, quantos cestos cheios de pedaços recolhestes?». Eles responderam: «Doze». «E quando parti sete pães para quatro mil, quantos cestos de pedaços recolhestes?». Responderam: «Sete». E dizia-lhes: «Como é que ainda não entendeis?».

Mc 8, 14-21

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

Evangelho do dia 18 de fevereiro de 2019

Apareceram os fariseus, e começaram a discutir com Ele, pedindo-Lhe, para O tentarem, um sinal do céu. Porém, Jesus, suspirando profundamente, disse: «Porque pede esta geração um sinal? Em verdade vos digo que a esta geração não será dado sinal algum». Depois, deixando-os, entrou novamente na barca e passou à outra margem. 

Mc 8, 11-13

domingo, 17 de fevereiro de 2019

Bom Domingo do Senhor!

Saibamos dar graças e louvores ao Senhor pelo bem que nos quis e quer que tão bem expresso está nas Bem-aventuranças que nos fala o Evangelho de hoje (Lc 6, 17.20-26).

Louvado seja Deus Nosso Senhor pela sua Palavra de misericórdia!

«Felizes vós, os pobres»

São Leão Magno (?-c. 461), papa, doutor da Igreja
Sermão 95; PL 54, 461


«Felizes os pobres de espírito porque é deles o reino dos céus» (Mt 5,3). Poderíamos perguntar-nos a que pobres quereria a Verdade referir-se se, ao dizer «Felizes os pobres», não tivesse acrescentado nada sobre o tipo de pobres de que falava. Pensar-se-ia então que, para merecer o Reino dos Céus, bastaria a indigência de que muitos sofrem devido a uma necessidade penosa e dura. Mas ao dizer: «Felizes os pobres de espírito», o Senhor mostra que o Reino dos Céus deve ser dado aos que são recomendados mais pela humildade da alma, do que pela penúria dos recursos.

No entanto, não podemos duvidar de que os pobres adquirem mais facilmente do que os ricos o bem que é esta humildade, pois a doçura é uma amiga da sua indigência, ao passo que o orgulho é o companheiro da opulência dos ricos. Porém, também se encontra entre muitos ricos esta disposição de alma que os leva a servirem-se da sua abundância, não para se encherem de orgulho, mas para praticarem a bondade, e que encaram como grande lucro o que gastaram para aliviar a miséria e a infelicidade dos outros. A todos os tipos e classes de homens é dada a oportunidade de participarem nesta virtude, porque podem ser simultaneamente iguais em intenção e desiguais em fortuna; e pouco importam as diferenças entre os recursos terrenos que encontramos entre os homens que são iguais em bens espirituais. Feliz esta pobreza que não está agrilhoada pelo amor das riquezas materiais; ela não deseja aumentar a sua fortuna neste mundo, antes aspira a tornar-se rica dos bens dos céus.

sábado, 16 de fevereiro de 2019

O Evangelho de Domingo dia 17 de fevereiro de 2019

Descendo com eles, parou numa planície. Estava lá um grande número dos Seus discípulos e uma grande multidão de povo de toda a Judeia, de Jerusalém, do litoral de Tiro e de Sidónia. Levantando os olhos para os Seus discípulos, dizia: «Bem-aventurados vós os pobres, porque vosso é o reino de Deus. Bem-aventurados os que agora tendes fome, porque sereis saciados. Bem-aventurados os que agora chorais, porque haveis de rir. Bem-aventurados sereis quando os homens vos odiarem, vos repelirem, vos carregarem de injúrias e rejeitarem o vosso nome como infame, por causa do Filho do Homem. Alegrai-vos nesse dia e exultai, porque será grande a vossa recompensa no céu. Era assim que os pais deles tratavam os profetas.  «Mas, ai de vós, os ricos, porque tendes já a vossa consolação. Ai de vós os que estais saciados, porque vireis a ter fome. Ai de vós os que agora rides, porque gemereis e chorareis. Ai de vós, quando todos os homens vos louvarem, porque assim faziam aos falsos profetas os pais deles.

Lc 6, 17.20-26

Evangelho do dia 16 de fevereiro de 2019

Naqueles dias, havendo novamente grande multidão e não tendo de comer, chamando os discípulos disse-lhes: «Tenho compaixão deste povo, porque há já três dias que não se afastam de Mim e não têm que comer. Se os despedir em jejum para as suas casas desfalecerão no caminho, e alguns deles vieram de longe». Os discípulos responderam-Lhe: «Como poderá alguém saciá-los de pão aqui num deserto?». Jesus perguntou: «Quantos pães tendes?». Responderam: «Sete». Então ordenou ao povo que se sentasse no chão. Depois, tomando os sete pães, deu graças, partiu-os e dava-os a Seus discípulos para que os distribuíssem; e eles os distribuíram pelo povo. Tinham também alguns peixinhos. Ele os abençou e mandou que fossem distribuidos. Comeram, ficaram saciados e dos pedaços que sobejaram recolheram sete cestos. Ora os que comeram eram cerca de quatro mil. Em seguida Jesus despediu-os. Entrando logo na barca com os discípulos, passou ao território de Dalmanuta.

Mc 8, 1-10

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

ORANDO EM VERSO II

Acabou de chegar às minhas mãos mais um "filho" do amor de Deus em mim.
Obrigado, Senhor!
Dás-me tanto e eu dou-te tão pouco, e mesmo que eu Te dou, és Tu que o fazes em mim!

A Apresentação deste livro será em Março em data a anunciar.
A receita da venda deste livro, (depois de retiradas as despesas), será totalmente entregue às Irmãs Clarissas do Mosteiro de Monte Real, tendo como finalidade ajudar a suportar as obras do Mosteiro que recentemente erigiram em Timor.
Entrego este livro nas mão de Deus, à Sua Santíssima Vontade!

Embora a Apresentação do livro ainda não tenha sido feita, quem o quiser adquirir basta enviar-me um mail para orandoemverso@gmail.com e darei todas as indicações necessárias para receber o livro comodamente em casa.

Evangelho do dia 15 de fevereiro de 2019

Jesus, deixando o território de Tiro, foi novamente por Sidónia para o mar da Galileia, atravessando o território da Decápole. Trouxeram-Lhe um surdo-mudo, e pediam-Lhe que lhe impusesse as mãos. Então, Jesus, tomando-o à parte de entre a multidão, meteu-lhe os dedos nos ouvidos, e tocou-lhe com saliva a língua. Depois, levantando os olhos ao céu, deu um suspiro e disse-lhe: «Effathá», que quer dizer «abre-te». Imediatamente se lhe abriram os ouvidos, se lhe soltou a prisão da língua e falava claramente. Ordenou-lhes que a ninguém o dissessem. Porém, quanto mais lho proibia mais o divulgavam. E admiravam-se sobremaneira, dizendo: «Tudo fez bem! Faz ouvir os surdos e falar os mudos!».

Mc 7, 31-37

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

Evangelho do dia 14 de fevereiro de 2019

Depois disto, o Senhor escolheu outros setenta e dois, e mandou-os dois a dois à Sua frente por todas as cidades e lugares onde havia de ir. Disse-lhes: «Grande é na verdade a messe, mas os operários poucos. Rogai, pois, ao dono da messe que mande operários para a Sua messe. Ide; eis que Eu vos envio como cordeiros entre lobos. Não leveis bolsa, nem alforge, nem calçado, e não saudeis ninguém pelo caminho. Na casa em que entrardes, dizei primeiro: A paz seja nesta casa. Se ali houver algum filho da paz, repousará sobre ele a vossa paz; senão, tornará para vós. Permanecei na mesma casa, comendo e bebendo do que tiverem, porque o operário é digno da sua recompensa. Não andeis de casa em casa. Em qualquer cidade em que entrardes e vos receberem, comei o que vos puserem diante; curai os enfermos que nela houver, e dizei-lhes: Está próximo de vós o reino de Deus.

Lc 10, 1-9

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

Pai de todos nós

Locutor: Continuando com as catequeses sobre a oração que Jesus nos ensinou, hoje veremos que, apesar da recomendação feita para falar com Deus no segredo da nossa consciência, Jesus não nos ensina uma oração intimista ou individualista. Na oração do Pai Nosso, há uma palavra que brilha pela sua ausência: o “eu”. Primeiramente nos dirigimos a Deus como a Alguém que nos ama e escuta e, depois, quando lhe apresentamos uma série de petições, as fazemos na primeira pessoa do plural – “nós” – isto é, rezamos como uma comunidade de irmãos e irmãs. À oração, o cristão leva todas as dificuldades e sofrimentos de quem está ao seu lado, tanto dos amigos como de quem lhe faz mal, imitando a compaixão que Jesus sentia pelos pecadores. A oração deve abrir o coração ao próximo para que amemos com um amor compassivo e concreto, sabendo que tudo aquilo que fizermos “a um destes meus irmãos mais pequeninos, -afirma Jesus - foi a mim mesmo que o fizestes” (Mt 25, 40).


Santo Padre:
Saluto i pellegrini di lingua portoghese, in particolare i gruppi venuti dal Portogallo e dal Brasile. Cari amici, auguro che il vostro pellegrinaggio a Roma fortifichi in tutti la speranza e rafforzi, nell’amore divino, l’impegno di ciascuno a sentirsi sempre più responsabile dei fratelli e delle sorelle più bisognosi. La Madonna vi accompagni e vi protegga.


Locutor: Saúdo os peregrinos de língua portuguesa, particularmente os grupos vindos de Portugal e do Brasil. Queridos amigos, faço votos de que a vossa peregrinação a Roma fortaleça em todos a esperança e consolide, no amor divino, o compromisso pessoal de se sentir sempre mais responsável pelos irmãos e irmãs mais necessitados. Que Nossa Senhora vos acompanhe e proteja!

Evangelho do dia 13 de fevereiro de 2019

Convocando novamente o povo, dizia-lhes: «Ouvi-Me todos e entendei: não há coisas fora do homem que, entrando nele, o possam manchar; mas as que saem do homem, essas são as que tornam o homem impuro. Se alguém tem ouvidos para ouvir, oiça». Tendo entrado em casa, deixada a multidão, os Seus discípulos interrogaram-n'O sobre esta parábola. Ele respondeu-lhes: «Também vós sois ignorantes? Não compreendeis que tudo o que de fora entra no homem não o pode contaminar, porque não entra no seu coração, mas vai ter ao ventre e lança-se num lugar escuso?». Com isto declarava puros todos os alimentos. E acrescentava: «O que sai do homem, isso é que mancha o homem. Porque do interior, do coração do homem, é que procedem os maus pensamentos, os furtos, as fornicações, os homicídios, os adultérios, as avarezas, as perversidades, as fraudes, as libertinagens, a inveja, a maledicência, a soberba, a insensatez. Todos estes males procedem de dentro e contaminam o homem». 

Mc 7, 14-23

terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

40 dias

Nossa Senhora dos não nascidos (Memorial às crianças não nascidas Eslováquia)
Um grupo de pessoas compreendeu a extrema gravidade da liberalização do aborto em Portugal. Uma das respostas foi «Mãos Erguidas», outra foram os «40 dias pela vida».

Não vale a pena estabelecer hierarquias de horror e comparar a lei do aborto com outros momentos da história nacional ou da história do mundo, basta dizer que, em vez de proteger a vida humana, o país aceitou uma forma de assassinato. Começou-se com o pretexto de fechar os olhos a dramas particulares mas rapidamente se resvalou para a crueldade mais fria. O fanatismo dos que promoveram esta legislação foi ao ponto de recompensarem com subsídios quem aborte, incluindo o direito a férias ditas «de maternidade»; em contrapartida, até se esgotar o prazo legal para abortar, negam qualquer apoio do Estado às mães que não abortarem.

Antes fosse uma velha lei esquecida, herdada de tempos bárbaros que ainda não tinham ouvido falar da dignidade da pessoa humana. Antes fosse.

Perante uma desgraça tão grande, cuja solução ultrapassa a capacidade humana, o grupo «Mãos Erguidas» colocou o assunto nas mãos de Deus. O nome que escolheu corresponde ao propósito de vencer com oração a resistência dos corações empedernidos da sociedade em que vivemos. Compraram uma pequena casa em frente da clínica de abortos de Lisboa e ali se revezam a rezar, a rezar, a rezar. Estando tão próximos daquele local terrível, em que se despedaçam vidas, oferecem ajuda a quem queira escapar desse caminho. Fazem-no de uma forma enternecedora, sumamente respeitosa para com aquelas pessoas, que chegam muitas vezes angustiadas, abandonadas e sem forças para tomarem decisões justas.

Filho que perdoa e consola a mãe, escultura do 
eslovaco Martin Hudacek no Memorial às crianças 
não nascidas a  pedido de mães que abortaram, para 
as ajudar a compreender que Deus as ama e perdoa
Há histórias comoventes, de lágrimas felizes de pessoas desesperadas que descobrem, a um passo do abismo, uma amizade verdadeira que as agarra e as devolve à vida. Também há quem tome consciência do que fez quando já é tarde demais. O sofrimento é, então, insuportável e chegam a odiar-se. É preciso explicar-lhes que Deus as quer felizes e lembrar-lhes que Jesus dizia que quem é mais perdoado também ama mais. As «Mãos Erguidas» ajudam no que podem, acompanham ao médico, ao psicólogo, ou conseguem outros auxílios, conforme as necessidades. Por exemplo, o traumatismo psicológico que se produz quando a pessoa ganha perspectiva sobre o que aconteceu e não consegue lidar com a própria culpa requer frequentemente um apoio psicológico especializado.

Os «40 dias pela vida» (de 1 de Março a 9 de Abril de 2017, www.40diaspelavida.org; ou telefone 93 404 04 09) são o convite a juntarmo-nos à oração habitual.

Os exércitos demoníacos do egoísmo, da ganância e do medo batalham contra Deus naquele terreiro. E Deus vai à luta com um exército de mão erguidas, sem armas, mas com um coração disposto a entregar a própria vida até ao fim. As entradas do diário dos «40 dias pela vida» parecem telegramas da linha da frente, onde se luta entre a morte e a vida.

«Hoje uma mãe grávida do quinto filho ficou de pensar, e com vontade de ter o bebé. Tem medo da reacção das assistentes sociais... Uma grávida de 7 semanas saiu de fazer a ecografia; o namorado não quer que ela aborte; ela ficou a pensar e diz que talvez tenha o bebé... Uma grávida de 18 anos ia sozinha e emocionou-se quando foi abordada. Tem emprego e o namorado quer apoiá-la. Acha-se muito nova; prometeu pensar e foi embora de lágrimas nos olhos. Outro casal, ela de 19 anos e ele de 25... Outro casal jovem, já com um filho de 6 meses...  Enfim, muitos motivos para rezar».

«Ontem de manhã, além dos habituais, estiveram 20 jovens a rezar e – à hora a que se tinham comprometido – foram aparecendo famílias, ontem e hoje, para rezarem o terço».

«Acabei de saber que hoje, graças a Deus, se salvaram 3 bebés!!! Ainda não sei pormenores, amanhã conto».

Outras vezes, lê-se um desabafo: «Tenho de partilhar um pouco de desânimo, desculpem. Não sei o que se passou, vieram poucos, além das pessoas habituais... e, no entanto, todas as semanas são mortos cerca de uma centena de bebés. Haverá mais sítios em Lisboa onde haja oportunidade de tentar salvar tantas vidas inocentes? Prometo contar histórias amanhã, e com a oração de todos, espero que sejam bonitas:-) ».
José Maria C.S. André
12-II-2017
Spe Deus

Evangelho do dia 12 de fevereiro de 2019

Reuniram-se à volta de Jesus os fariseus e alguns escribas vindos de Jerusalém; e notaram que alguns dos Seus discípulos comiam o pão com as mãos impuras, isto é, por lavar; ora os fariseus e todos os judeus aferrados à tradição dos antigos, não comem sem lavar as mãos cuidadosamente; e, quando vêm da praça pública, não comem sem se purificar; e praticam muitas outras observâncias tradicionais, como lavar os copos, os jarros, os vasos de metal, e os leitos. Os fariseus e os escribas interrogaram-n'O: «Porque não se conformam os Teus discípulos com a tradição dos antigos, mas comem o pão sem lavar as mãos?». Ele respondeu-lhes: «Com razão profetizou Isaías de vós, hipócritas, quando escreveu: “Este povo honra-Me com os lábios, mas o seu coração está longe de Mim. É vão o culto que Me prestam, ensinando doutrinas que são preceitos humanos”. Pondo de lado o mandamento de Deus, observais cuidadosamente a tradição dos homens». Disse-lhes mais: «Vós bem fazeis por destruir o mandamento de Deus, para manter a vossa tradição. Porque Moisés disse: “Honra teu pai e tua mãe. E todo o que amaldiçoar seu pai ou sua mãe, seja punido de morte”. Vós, porém, dizeis: Se alguém disser ao pai ou à mãe, é “qorban”, oferta a Deus, qualquer coisa minha que te possa ser útil, já não lhe deixais fazer nada a favor do pai ou da mãe, anulando assim a palavra de Deus por uma tradição que tendes transmitido de uns aos outros. E fazeis muitas coisas semelhantes a estas».

Mc 7, 1-13

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

Evangelho do dia 11 de fevereiro de 2019

Tendo passado à outra margem, foram à região de Genesaré, e lá atracaram. Tendo desembarcado, logo O conheceram e, percorrendo toda aquela região, começaram a trazer-Lhe todos os doentes em macas, para onde sabiam que Ele estava. Em qualquer lugar a que chegava, nas aldeias, nas cidades ou nas herdades, punham os enfermos no meio das praças, e pediam-Lhe que, ao menos, os deixasse tocar a orla do Seu vestido. E todos os que O tocavam ficavam curados. 

Mc 6, 53-56

domingo, 10 de fevereiro de 2019

Bom Domingo do Senhor!

Imitemos Pedro como nos narra o Evangelho de hoje (Lc 5, 1-11) e nunca hesitemos em atender a voz do Senhor, pois Ele na sua infinita bondade agracia-nos sempre com a abundância da Sua Palavra.

Louvado seja Jesus Cristo Nosso Senhor que tudo nos ensinou e deu.

«Não tenhas receio; de futuro, serás pescador de homens.»

Santo António de Lisboa (c. 1195-1231), franciscano, Doutor da Igreja

Sermões para o Domingo e as festas dos santos 

«Porque Tu o dizes, lançarei as redes». É por indicação da graça celeste, por inspiração sobrenatural, que se deve lançar a rede da pregação. Senão é em vão que o pregador lança as linhas das suas palavras. A fé dos povos obtém-se, não através de discursos sabiamente compostos, mas pela graça da vocação divina. [...] Ó frutuosa humildade! Quando aqueles que até aí não tinham pescado nada confiam na palavra de Cristo, apanham uma multidão de peixes. [...]

«Porque Tu o dizes, lançarei as redes». Cada vez que por mim próprio as lancei, quis guardar o que me pertencia. Fui eu que pesquei e não Tu, foram as minhas palavras e não as Tuas. Por isso não pesquei nada. Ou, se pesquei qualquer coisa, não foi peixe, mas rãs, prontas a espalhar lisonjas sobre mim. [...]

«Porque Tu o dizes, lançarei as redes». Lançar a linha por ordem de Jesus é atribuir-Lhe tudo e não guardar nada para si mesmo: é viver em conformidade com o que se pesca. Nessa altura, apanhamos uma grande quantidade de peixes.

sábado, 9 de fevereiro de 2019

O Evangelho de Domingo dia 10 de fevereiro de 2019

Um dia, comprimindo-se as multidões em volta d'Ele para ouvir a palavra de Deus, Jesus estava junto do lago de Genesaré. Viu duas barcas acostadas à margem do lago; os pescadores tinham saído e lavavam as redes. Entrando numa destas barcas, que era a de Simão, pediu-lhe que se afastasse um pouco da terra. Depois, estando sentado, ensinava o povo desde a barca. Quando acabou de falar, disse a Simão: «Faz-te ao largo, e lançai as redes para pescar». Respondeu-Lhe Simão: «Mestre, tendo trabalhado toda a noite, não apanhámos nada; porém, sobre a Tua palavra, lançarei as redes». Tendo feito isto, apanharam tão grande quantidade de peixes, que as redes se rompiam. Então fizeram sinal aos companheiros, que estavam na outra barca, para que os viessem ajudar. Vieram e encheram tanto ambas as barcas, que quase se afundavam. Simão Pedro, vendo isto, lançou-se aos pés de Jesus, dizendo: «Afasta-Te de mim, Senhor, pois eu sou um homem pecador». Porque, tanto ele como todos os que se encontravam com ele, ficaram possuídos de espanto, por causa da pesca que tinham feito. O mesmo tinha acontecido a Tiago e a João, filhos de Zebedeu, que eram companheiros de Simão. Jesus disse a Simão: «Não tenhas medo; desta hora em diante serás pescador de homens». Trazidas as barcas para terra, deixando tudo, seguiram-n'O.

Lc 5, 1-11

CONFISSÃO!

Claro que não sou nada, Senhor!

E, claro, que Tu és tudo, Senhor!

E, graças a Deus que assim é, porque se não, como poderia eu saber que aquilo que faço, (ou pretendo fazer), é bom e com sentido, se me reconheço pecador empedernido, embora sempre com forte propósito de emenda.

E será que aquilo que faço, é bom e com sentido?
Será que não o faço para mim, para satisfazer o meu orgulho, a minha vaidade, a minha ânsia de protagonismo?

Vês, Senhor, como é bom querer reconhecer que sou nada e Tu és tudo!

É que assim, Senhor, Tu deixas que aquilo que faço aproveite a outros, sem Te importares com as minhas intenções, se elas são puras para Te servir nos outros, ou se são para me fazer, (pobre de mim pecador), melhor do que os outros.

E lembro-me de Paulo, Teu Apóstolo aos gentios, (perdoa-me a comparação, coitado de mim), que nos dizia ter um espinho cravado.
E olho para este espinho de orgulho e vaidade, cravado em mim, que me entra pelo ser adentro, e me faz questionar sempre, se o faço por Ti, pelos outros, ou apenas e só por mim.

Sim, Senhor, vivo com esse espinho, afinal por Tua graça, Senhor, porque acredito que sabes que é a melhor forma de me fazeres procurar o verdadeiro caminho para Ti … desistindo de mim, ou melhor, desistindo da minha vontade, para fazer apenas a Tua!

Obrigado, Senhor, apesar do espinho, ou mesmo pelo espinho, que me leva a querer aproximar ainda mais de Ti!

Feliz sou eu, Senhor, porque me dás luta, mas estás sempre comigo na luta que me dás!

Marinha Grande, 9 de Fevereiro de 2016

Evangelho do dia 9 de fevereiro de 2019

Tendo os Apóstolos voltado a Jesus, contaram-Lhe tudo o que tinham feito e ensinado, e Ele disse-lhes: «Vinde à parte, a um lugar solitário, e descansai um pouco». Porque eram muitos os que iam e vinham e nem sequer tinham tempo para comer. Entrando, pois, numa barca, retiraram-se à parte, a um lugar solitário. Porém, viram-nos partir, e muitos perceberam para onde iam e acorreram lá, a pé, de todas as cidades, e chegaram primeiro que eles. Ao desembarcar, viu Jesus uma grande multidão e teve compaixão deles, porque eram como ovelhas sem pastor, e começou a ensinar-lhes muitas coisas. 

Mc 6, 30-34

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019

O Papa e o Grande Imã

Na visita que fez aos Emiratos Árabes Unidos (3 a 5 de Fevereiro), Francisco assinou com o Grande Imã de Al-Azhar um documento extenso sobre o empenho comum na construção da paz. Como o texto reconhece, o pano de fundo desta declaração é também o jihadismo, as «guerras santas» lançadas por alguns grupos muçulmanos, e a falta de liberdade religiosa em muitos desses países. A partir desta situação de violências várias, já foram dados passos importantes no caminho da paz, alguns deles na sequência dos próprios surtos de violência anti-cristã, que foram rejeitados por grande parte da população árabe e por alguns dos seus dirigentes, como inumanos e contrários às autênticas convicções religiosas.

Depois do discurso de Bento XVI em Ratisbona, vários católicos foram assassinados mas foram igualmente importantes as tomadas de posição de várias correntes muçulmanas contra esses assassinatos.

No Paquistão, o fanatismo muçulmano levou muitos cristãos à morte e à prisão, mas essa violência foi ocasião de vários muçulmanos protestarem contra os abusos. Por se solidarizarem com os cristãos, vários muçulmanos também morreram. Recentemente, multidões enfurecidas paralisaram o Paquistão pedindo a condenação à morte de uma rapariga católica, mas vários muçulmanos, entre eles os juízes do Supremo Tribunal e os responsáveis de várias comunidades muçulmanas, tomaram posição contra essa injustiça.

Não se podem esquecer a falta de liberdade nos países muçulmanos e os atentados contra a dignidade humana, apesar de se terem dado passos muito positivos nas últimas décadas.

Também é verdade que alguns países ocidentais fomentam o terrorismo nos países árabes e promovem guerras com objectivos económicos e de controlo político. Muitas vezes, do ponto de vista das populações muçulmanas, essas intervenções são associadas à cultura ocidental e ao cristianismo, alimentando ódios e desejos de vingança.

Em contraste, o documento assinado por Francisco e pelo Grande Imã de Al-Azhar proclama a comum vocação de todos os homens e mulheres a considerarem-se irmãos enquanto filhos e filhas de Deus. Condena todas as formas de violência, especialmente aquela que se reveste de pretextos religiosos e estabelece que todos se devem empenhar em difundir no mundo os valores autênticos e a paz. Por todos estes motivos, o acolhimento dispensado ao Papa Francisco nos Emiratos Árabes Unidos e a assinatura deste documento são de enorme consequência para o futuro da humanidade.

Passaram 800 anos da tentativa de S. Francisco de Assis de abrir portas no Norte de África, encontrando-se com o Sultão Malik al-Kamil. O Papa explicou que esta viagem retomava o mesmo propósito. «Pensei tantas vezes em S. Francisco durante esta viagem. Isso ajudava-me a levar o Evangelho e o amor de Jesus Cristo no coração, enquanto decorriam os vários momentos da visita. No meu coração estava o Evangelho de Cristo, a oração do Pai por todos os seus filhos, especialmente os mais pobres, as vítimas das injustiças, das guerras, da miséria».

As sementes de paz lançadas há 800 por S. Francisco de Assis começam, nos nossos dias, a dar os primeiros frutos.
José Maria C.S. André

Evangelho do dia 8 de fevereiro de 2019

Ora o rei Herodes ouviu falar de Jesus, cujo nome se tinha tornado célebre. Uns diziam: «João Batista ressuscitou de entre os mortos; é por isso que o poder de fazer milagres se manifesta n'Ele.» Outros, porém, diziam: «É Elias». E outros afirmavam: «É um profeta, como um dos antigos profetas». Herodes, porém, ouvindo isto, dizia: «É João, a quem eu degolei, que ressuscitou». Porque Herodes tinha mandado prender João, e teve-o a ferros numa prisão por causa de Herodíades, mulher de Filipe, seu irmão, com a qual tinha casado. Porque João dizia a Herodes: «Não te é lícito ter a mulher de teu irmão». Herodíades odiava-o e queria fazê-lo morrer; porém, não podia, porque Herodes, sabendo que João era varão justo e santo, olhava-o com respeito, protegia-o e quando o ouvia ficava muito perplexo, mas escutava-o com agrado. Chegou, porém, um dia oportuno, quando Herodes, no seu aniversário natalício, deu um banquete aos grandes da corte, aos tribunos e aos principais da Galileia. Tendo entrado na sala a filha da mesma Herodíades, dançou e agradou a Herodes e aos seus convidados. O rei disse à jovem: «Pede-me o que quiseres e eu to darei». E jurou-lhe: «Tudo o que me pedires te darei, ainda que seja metade do meu reino». Ela, tendo saído, perguntou à mãe: «Que hei-de pedir?». Ela respondeu-lhe: «A cabeça de João Batista». Tornando logo a entrar apressadamente junto do rei, fez este pedido: «Quero que me dês imediatamente num prato a cabeça de João Batista». O rei entristeceu-se, mas, por causa do juramento e dos convidados, não quis desgostá-la. Imediatamente mandou um guarda com ordem de trazer a cabeça de João. Ele foi degolá-lo no cárcere, levou a sua cabeça num prato, deu-a à jovem, e esta deu-a à mãe. Tendo sabido isto os seus discípulos, foram, tomaram o corpo e o depuseram num sepulcro.

Mc 6, 14-29