Obrigado, Perdão Ajuda-me

Obrigado, Perdão Ajuda-me
As minhas capacidades estão fortemente diminuídas com lapsos de memória e confusão mental. Esta é certamente a vontade do Senhor a Quem eu tudo ofereço. A vós que me leiam rogo orações por todos e por tudo o que eu amo. Bem-haja!

domingo, 31 de maio de 2020

Bendita és tu, entre todas as mulheres!

Olha para a Virgem Santíssima, e observa como vive a virtude da lealdade: quando Isabel precisa d'Ela, diz o Evangelho que vai "cum festinatione", com pressa, com alegria. Aprende! (Sulco, 371)

Agora, menino amigo, espero que já saibas desembaraçar-te. Acompanha, alegremente, José e Santa Maria... e ficarás a par das tradições da Casa de David.

Ouvirás falar de Isabel e de Zacarias, enternecer-te-ás com o amor puríssimo de José e baterá com mais força o teu coração, cada vez que pronunciarem o nome do Menino que há-de nascer em Belém...

Caminhamos, apressadamente, em direcção às montanhas, até uma aldeia da tribo de Judá (Lc I, 39).

Chegamos. – É a casa onde vai nascer João Baptista. – Isabel aclama, agradecida, a Mãe do Redentor: Bendita és tu, entre todas as mulheres, e bendito é o fruto do teu ventre! – A que devo eu tamanho bem, que venha visitar-me a Mãe do meu Senhor? (Lc I, 42 e 43).

O Baptista, ainda por nascer, estremece... (Lc I, 41)... A humildade de Maria verte-se no Magnificat... E tu e eu, que somos – que éramos – uns soberbos, prometemos ser humildes. (Santo Rosário, 2º mistério gozoso)

São Josemaría Escrivá 

Vinde, ó Deus santificador, eterno e omnipotente

Sê alma de Eucaristia! - Se o centro dos teus pensamentos e esperanças está no Sacrário, filho, que abundantes os frutos de santidade e de apostolado! (Forja, 835)

Falava de corrente trinitária de amor pelos homens. E onde poderá alguém aperceber-se melhor dela do que na Missa? Toda a Trindade actua no santo sacrifício do altar. Por isso agrada-me tanto repetir na colecta, na secreta e na oração depois da comunhão aquelas palavras finais: Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, - dirigimo-nos ao Pai - que conVosco vive e reina na unidade do Espírito Santo, Deus por todos os séculos dos séculos. Ámen.

Na Santa Missa, a oração ao Pai é constante. O sacerdote é um representante do Sacerdote eterno, Jesus Cristo, que é ao mesmo tempo a Vítima. E a acção do Espírito Santo não é menos inefável nem menos certa. Pela virtude do Espírito Santo, escreve S. João Damasceno, dá-se a conversão do pão no Corpo de Cristo.

Esta ação do Espírito Santo exprime-se claramente, quando o sacerdote invoca a bênção divina sobre a oferenda: Vinde, ó Deus santificador, eterno e omnipotente, e abençoai este sacrifício preparado para o vosso santo nome, o holocausto que dará ao Nome santíssimo de Deus a glória que lhe é devida. A santificação, que imploramos, é atribuída ao Paráclito, que o Pai e o Filho nos enviam. Reconhecemos também essa presença ativa do Espírito Santo no sacrifício quando dizemos, pouco antes da comunhão: Senhor Jesus Cristo, Filho de Deus vivo, que, por vontade do Pai, com a cooperação do Espírito Santo, com a vossa morte destes a vida ao mundo... (Cristo que passa, 85)

São Josemaria Escrivá

Dóceis ao Espírito Santo

É Jesus Nosso Senhor que o quer: é preciso segui-lo de perto. Não há outro caminho. Esta é a obra do Espírito Santo em cada alma - na tua - e tens de ser dócil, para não pôr obstáculos ao teu Deus. (Forja, 860)

Para pôr em prática, ainda que seja de um modo muito genérico, um estilo de vida que nos anime a conviver com o Espírito Santo - e, ao mesmo tempo com o Pai e o Filho - numa verdadeira intimidade com o Paráclito, devemos firmar-nos em três realidades fundamentais: docilidade - digo-o mais uma vez - vida de oração, união com a Cruz.

Em primeiro lugar, docilidade - porque é o Espírito Santo que, com as suas inspirações, vai dando tom sobrenatural aos nossos pensamentos, desejos e obras. É Ele que nos impele a aderir à doutrina de Cristo e a assimilá-la em profundidade; que nos dá luz para tomar consciência da nossa vocação pessoal e força para realizar tudo o que Deus espera de nós. Se formos dóceis ao Espírito Santo, a imagem de Cristo ir-se-á formando, cada vez mais nítida, em nós e assim nos iremos aproximando cada vez mais de Deus Pai. Os que são conduzidos pelo Espírito de Deus, esses são filhos de Deus.

Se nos deixarmos guiar por esse princípio de vida, presente em nós, que é o Espírito Santo, a nossa vitalidade espiritual irá crescendo e abandonar-nos-emos nas mãos do nosso Pai Deus, com a mesma espontaneidade e confiança com que um menino se lança nos braços do pai. Se não vos tornardes como meninos, não entrareis no Reino dos Céus, disse o Senhor. É este o antigo e sempre atual caminho da infância espiritual, que não é sentimentalismo nem falta de maturidade humana, mas sim maioridade sobrenatural, que nos leva a aprofundar as maravilhas do amor divino, reconhecer a nossa pequenez e a identificar plenamente a nossa vontade com a de Deus. (Cristo que passa, 135)

São Josemaria Escrivá

MISTÉRIOS DO EVANGELHO Décimo sexto Mistério

Realeza de Jesus
«Perguntou-lhe Pilatos: «És Tu o rei dos Judeus?» Jesus respondeu-lhe: Tu o dizes.» (Mt 15, 2)
O profeta Natán, em nome de Deus, promete a David que o Messias esperado desde os tempos mais antigos será seu descendente. E reinará para sempre, não só sobre Israel, mas sobre todos os povos.
Na Bíblia aplica-se frequentemente a David o título de «ungido do senhor»; ele será o tipo por excelência de rei ungido no qual se cumprirá plenamente a promessa divina: o Messias, que será filho de David e rei de Israel, cujo reino não terá fim. (Cfr. Iniciação à cristolgia, Jesus Cristo Nosso Salvador)

(AMA, 2019)

Mistérios considerados:

Seguir Jesus

Perfeição

A Família de Jesus Cristo

Instituição do Sacramento do perdão

Escolha do Colégio apostólico ou dos Doze

Mansidão de Jesus

Jesus não faz acepção de pessoas

Não tenhais medo

Cura de enfermos

Jesus e a Lei

O olhar de Jesus

Desprendimento
Choro de Jesus
Desprendimento de Jesus
Humilhação de Jesus
Realeza de Jesus

‘consummati in unum’

A efusão do Espírito Santo, na medida em que nos cristifica, leva-nos a reconhecer como filhos de Deus. O Paráclito, que é caridade, ensina-nos a fundir com essa virtude toda a vida. Por isso, feitos uma só coisa com Cristo, consummati in unum, podemos ser entre os homens o que Santo Agostinho afirma da Eucaristia: sinal de unidade, vínculo de Amor.

(S. Josemaría Escrivá - Cristo que passa, 87)

Bom Domingo do Senhor!

No Evangelho de hoje (Jo 20, 19-23) o Senhor, na sua infinita misericórdia, através do Espírito Santo conferiu aos apóstolos o dom de perdoar os pecados, saibamos pois nós ser dignos dela e fujamos a qualquer tentação de não acreditar Nele, como fez Tomé, que precisou de ver para crer.

Glória e gratidão a Jesus Cristo Nosso Senhor pelos séculos dos séculos!

Pedir um novo Pentecostes

Ajuda-me a pedir um novo Pentecostes, que abrase outra vez a Terra. (Sulco, 213)

O Senhor tinha dito: Rogarei ao Pai e Ele vos dará outro Paráclito, outro Consolador, para que permaneça convosco eternamente (Jo XIV, 16).

Reunidos todos os Discípulos num mesmo lugar, de repente, sobreveio do céu um ruído, como que de vento impetuoso, que invadiu toda a casa, onde se encontravam. - Ao mesmo tempo, umas línguas de fogo repartiram se e pousaram sobre cada um deles (At II, 1-3).

Cheios do Espírito Santo, os Apóstolos estavam como bêbados (At II, 13).

E Pedro, rodeado pelos outros onze, levantou a voz e falou. - Ouvimo-lo pessoas de cem países. - Cada um o escuta na sua língua. - Tu e eu, na nossa. - Fala nos de Cristo Jesus e do Espírito Santo e do Pai.

Não o apedrejam, nem o metem na cadeia; convertem se e são baptizados três mil dos que o ouviram.

Tu e eu, depois de ajudarmos os Apóstolos na administração dos baptismos, louvamos a Deus Pai por Seu Filho, Jesus, e sentimo-nos também ébrios do Espírito Santo. (Santo Rosário, 3º mistério glorioso)

Por isso, a Tradição cristã resumiu a atitude que devemos adoptar para com o Espírito Santo num só conceito: docilidade. Sermos sensíveis àquilo que o Espírito divino promove à nossa volta e em nós mesmos: aos carismas que distribui, aos movimentos e instituições que suscita, aos efeitos e decisões que faz nascer nos nossos corações... O Espírito Santo realiza no Mundo as obras de Deus. Como diz o hino litúrgico, é dador das graças, luz dos corações, hóspede da alma, descanso no trabalho, consolo no pranto. Sem a sua ajuda nada há no homem que seja inocente e valioso, pois é Ele que lava o que está sujo, que cura o que está doente, que aquece o que está frio, que corrige o extraviado, que conduz os homens ao porto da salvação e do gozo eterno. (Cristo que passa, 130)

Vale a pena jogar a vida, entregar-se por inteiro, para corresponder ao amor e à confiança que Deus deposita em nós. Vale a pena, acima de tudo, que nos decidamos a tomar a sério a nossa fé cristã. Quando recitamos o Credo, professamos crer em Deus Pai Todo-Poderoso, em seu Filho Jesus Cristo que morreu e foi ressuscitado, no Espírito Santo, Senhor que dá a vida. Confessamos que a Igreja una, santa, católica e apostólica, é o corpo de Cristo, animado pelo Espírito Santo. Alegramo-nos com a remissão dos nossos pecados e com a esperança da futura ressurreição. Mas, essas verdades penetrarão até ao fundo do coração ou ficarão apenas nos lábios? A mensagem divina de vitória, alegria e paz do Pentecostes deve ser o fundamento inquebrantável do modo de pensar, de reagir e de viver de todo o cristão. (Cristo que passa, 129)

A maravilha do Pentecostes é a consagração de todos os caminhos; nunca pode entender-se como monopólio nem estima de um só em detrimento de outros.

Pentecostes é infinita variedade de línguas, de métodos, de formas de encontro com Deus; não uniformidade violenta. (Sulco, 226)

É o Espírito Santo que, com as suas inspirações, vai dando tom sobrenatural aos nossos pensamentos, desejos e obras. É Ele que nos impele a aderir à doutrina de Cristo e a assimilá-la em profundidade; que nos dá luz para tomar consciência da nossa vocação pessoal e força para realizar tudo o que Deus espera de nós. Se formos dóceis ao Espírito Santo, a imagem de Cristo ir-se-á formando, cada vez mais nítida, em nós e assim nos iremos aproximando cada vez mais de Deus Pai. Os que são conduzidos pelo Espírito de Deus, esses são filhos de Deus.

Se nos deixarmos guiar por esse princípio de vida, presente em nós, que é o Espírito Santo, a nossa vitalidade espiritual irá crescendo e abandonar-nos-emos nas mãos do nosso Pai Deus, com a mesma espontaneidade e confiança com que um menino se lança nos braços do pai. Se não vos tornardes como meninos, não entrareis no Reino dos Céus, disse o Senhor. É este o antigo e sempre atual caminho da infância espiritual, que não é sentimentalismo nem falta de maturidade humana, mas sim maioridade sobrenatural, que nos leva a aprofundar as maravilhas do amor divino, reconhecer a nossa pequenez e a identificar plenamente a nossa vontade com a de Deus. (Cristo que passa, 135)

São Josemaria Escrivá

Santo Rosário - Quinto Mistério Glorioso

Coroação de Nossa Senhora Rainha dos Anjos e dos Santos

Qualquer tentativa de descrever este momento ficará sempre muitíssimo aquém da realidade!

Como seria o “ar de espanto” dos “habitantes” do Céu ao contemplar a magnificência da soleníssima festa celeste.

A humilde mulher de Nazaré da Galileia revestida da mais alta dignidade que se pode supor: Rainha dos Céus e da Terra, dos Anjos e Santos, na maior e mais elevada posição da hierarquia celeste logo a seguir à Santíssima Trindade!

E, no entanto, continua a apresentar-se aos homens como sempre foi: humilde e simples.

Assim apareceu aos Pastorinhos em Fátima – “Uma Senhora vestida de branco” [1] - ou em Lourdes como em muitos outros locais da terra e a diferentes pessoas.

Nós também a coroamos Rainha de Portugal e muitos outros títulos semelhantes lhe têm sido atribuídos ao longo dos séculos.

De facto, nós cristãos, temos uma linhagem de altíssimo calibre!

Um dia, no Céu, poderemos extasiar-nos ante esse resplendor e pasmar com a beleza, a dignidade, a maravilha de tão extraordinária Senhora.

Mas, eu, pobre de mim, não me considero príncipe – como é comum aos filhos de Reis – preferindo, antes, considerar-me filho.

Quero, desejo do mais fundo da minha alma, que ela seja a Rainha do meu coração, mas quero e desejo ainda mais que seja a minha Queridíssima Mãe do Céu!

A vinda solene do Espírito Santo

Três pontos importantíssimos para arrastar as almas para o Senhor: que te esqueças de ti, e penses só na glória do teu Pai, Deus; que submetas fielmente a tua vontade à Vontade do Céu, como te ensinou Jesus Cristo; que secundes docilmente as luzes do Espírito Santo. (Sulco, 793)

A vinda solene do Espírito Santo no dia de Pentecostes não foi um acontecimento isolado. Quase não há uma página dos Atos dos Apóstolos em que se não fale d'Ele e da ação pela qual guia, dirige e anima a vida e as obras da primitiva comunidade cristã. (...)

A força e o poder de Deus iluminam a face da Terra. O Espírito Santo continua a assistir à Igreja de Cristo, para que ela seja - sempre e em tudo - sinal erguido diante das nações, anunciando à Humanidade a benevolência e o amor de Deus. Por maiores que sejam as nossas limitações, nós, homens, podemos olhar com confiança para os Céus e sentir-nos cheios de alegria: Deus ama-nos e liberta-nos dos nossos pecados. A presença e a acção do Espírito Santo na Igreja são o penhor e a antecipação da felicidade eterna, dessa alegria e dessa paz que Deus nos prepara. (...)

A Tradição cristã resumiu a atitude que devemos adoptar para com o Espírito Santo num só conceito: docilidade. Sermos sensíveis àquilo que o Espírito divino promove à nossa volta e em nós mesmos: aos carismas que distribui, aos movimentos e instituições que suscita, aos efeitos e decisões que faz nascer nos nossos corações... O Espírito Santo realiza no Mundo as obras de Deus. Como diz o hino litúrgico, é dador das graças, luz dos corações, hóspede da alma, descanso no trabalho, consolo no pranto. Sem a sua ajuda nada há no homem que seja inocente e valioso, pois é Ele que lava o que está sujo, que cura o que está doente, que aquece o que está frio, que corrige o extraviado, que conduz os homens ao porto da salvação e do gozo eterno. (Cristo que passa, 127-130)

São Josemaria Escrivá

«Recebei o Espírito Santo»

São João Paulo II (1920-2005), papa
Encíclica «Dominum et vivificantem» §2

Os eventos pascais — a paixão, a morte e a ressurreição de Cristo — são também o tempo da nova vinda do Espírito Santo, como Paráclito e Espírito da verdade (Jo 14,16-17). Eles constituem o tempo do «novo princípio» da comunicação de Si mesmo da parte de Deus uno e trino à humanidade, no Espírito Santo, por obra de Cristo Redentor. Este novo princípio é a Redenção do mundo: «Com efeito, Deus amou de tal modo o mundo que lhe deu o Seu Filho unigénito». (Jo 3,16). Ao «dar» o Filho, no dom do Filho, já se exprime a essência mais profunda de Deus, o qual, sendo Amor, é uma fonte inexaurível de generosidade. No dom concedido pelo Filho completam-se a revelação e a prodigalidade do Amor eterno: o Espírito Santo, que nas profundezas imperscrutáveis da divindade é uma Pessoa-Dom, por obra do Filho, isto é, mediante o mistério pascal de Cristo, é dado de uma maneira nova aos Apóstolos e à Igreja e, por intermédio deles, à humanidade e ao mundo inteiro.

A expressão definitiva deste mistério surge no dia da Ressurreição. Neste dia, Jesus de Nazaré, «nascido da descendência de David segundo a carne» — como escreve o apóstolo São Paulo —, é «constituído Filho de Deus com todo o poder, segundo o Espírito de santificação, mediante a ressurreição dos mortos» (Rm 1,3-4).  Pode dizer-se, assim, que a «elevação» messiânica de Cristo no Espírito Santo atingiu o auge na Ressurreição, quando Ele Se revelou como Filho de Deus, «cheio de poder». E este poder, cujas fontes jorram da imperscrutável comunhão trinitária, manifesta-se, antes de mais nada, pelo duplo feito de Cristo Ressuscitado: realizar, por um lado, a promessa de Deus já expressa pela boca do Profeta: «Dar-vos-ei um coração novo. [...] Porei dentro de vós um espírito novo, o Meu espírito»; (Ez 36,26-27), e cumprir, por outro lado, a Sua própria promessa, feita aos Apóstolos com estas palavras: «Quando Eu for, vo-Lo enviarei» (Jo 16,7). É Ele: o Espírito da verdade, o Paráclito enviado por Cristo Ressuscitado para nos transformar e fazer de nós a própria imagem do Ressuscitado.

sábado, 30 de maio de 2020

Ângelus oração do meio-dia

V. O Anjo do Senhor anunciou a Maria.
R. E Ela concebeu do Espírito Santo.
Ave Maria cheia de graça, o Senhor é convosco. Bendita sois vós entre as mulheres, e bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus.
Santa Maria, mãe de Deus, rogai por nós, pecadores, agora e na hora da nossa morte. Amém.


V. Eis aqui a escrava do Senhor.
R. Faça-se em mim segundo a vossa palavra.
Ave Maria…


V. E o Verbo encarnou
R. E habitou entre nós
Ave Maria…


V. Rogai por nós, Santa Mãe de Deus.
R. Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.

Oremos: Infundi, Senhor, como vos pedimos, a vossa graça em nossas almas, para que nós, que conhecemos pela Anunciação do Anjo, a Encarnação de Jesus Cristo, vosso Filho, pela sua Paixão e Morte na Cruz sejamos conduzidos à glória da Ressurreição.
Pelo mesmo Jesus Cristo, nosso Senhor. Amém.

Fazei o que Ele vos disser

No meio do júbilo da festa, em Caná, só Maria nota a falta de vinho... Até aos mais pequenos pormenores de serviço chega a alma quando vive, como Ela, apaixonadamente atenta ao próximo, por Deus. (Sulco, 631)

Entre tantos convidados de uma ruidosa boda rural a que vêm pessoas de muitos lugares, Maria dá pela falta de vinho. Repara nisso imediatamente – e só Ela. Que familiares se nos apresentam as cenas da vida de Cristo! Porque a grandeza de Deus convive com o humano – com o normal e corrente. Realmente, é próprio de uma mulher, de uma atenta dona de casa, reparar num descuido, estar presente nesses pequenos pormenores que tornam agradável a existência humana; e assim aconteceu com Maria.

Fazei o que Ele vos disser (Jo 2, 5).

Implete hydrias (Jo 2, 7), – enchei as vasilhas! –, e dá-se o milagre. Assim mesmo, com toda a simplicidade. Tudo normal: eles cumpriam o seu ofício, e a água estava ao seu alcance… E foi esta a primeira manifestação da divindade do Senhor! O que há de mais vulgar converte-se em extraordinário, em sobrenatural, quando temos a boa vontade de fazer o que Deus nos pede.

Quero, Senhor, abandonar todos os meus cuidados nas Tuas mãos generosas. A nossa Mãe – a Tua Mãe! – a estas horas, como em Caná, já fez soar aos Teus ouvidos: não têm!…

Se a nossa fé é débil, recorramos a Maria. Devido ao milagre das bodas de Caná que Cristo realizou a pedido de sua Mãe, acreditaram n´Ele os discípulos (Jo 2, 11). A nossa Mãe intercede sempre diante de seu Filho para que nos atenda e se nos mostre de tal modo que possamos confessar: – Tu és o Filho de Deus.

– Dá-me, ó Jesus, essa fé que de verdade desejo! Minha Mãe e Senhora minha, Maria Santíssima, faz com que eu creia! (Santo Rosário, 2º mistério luminoso)

São Josemaría Escrivá

MISTÉRIOS DO EVANGELHO Décimo quinto Mistério

Humilhação de Jesus
«Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, que Eu hei-de aliviar-vos. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração e encontrareis descanso para o vosso espírito.» (Mt 11, 28-29)
Jesus Cristo diz a respeito de Si próprio que é «manso e humilde de coração» duas virtudes que qualquer um de nós, cristãos, deve esforçar-se por cultivar. A mansidão é a virtude dos que «verão a Deus», segundo dirá no Sermão da Montanha. A humildade será, talvez, a mais perfeita e difícil de obter. A mansidão atrai, a humildade convence e não há apostolado credível sem que estas duas virtudes estejam presentes. Ambas são a expressão mais completa do cristão autêntico e, atrevo-me a dizer, arrastam com elas muitas outras virtudes necessárias para uma vida coerente e unidade de comportamento. (AMA, comentário a Mt 11, 25-30)

(AMA, 2019)

O Evangelho do Domingo de Pentecostes dia 31 de maio de 2020

Chegada a tarde daquele mesmo dia, que era o primeiro da semana, e estando fechadas as portas da casa onde os discípulos se encontravam juntos, por medo dos judeus, foi Jesus, colocou-Se no meio deles e disse-lhes: «A paz esteja convosco!». Dito isto, mostrou-lhes as mãos e o lado. Os discípulos alegraram-se muito ao ver o Senhor. Ele disse-lhes novamente: «A paz esteja convosco. Assim como o Pai Me enviou, também vos envio a vós». Tendo dito esta palavras, soprou sobre eles e disse-lhes: «Recebei o Espírito Santo. Àqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados, àqueles a quem os retiverdes ser-lhes-ão retidos».

Jo 20, 19-23

Há muitas formas de comunicar o conteúdo da fé

S. Josemaria sempre nos ensinou que, entre as paixões dominantes que hão-de orientar o nosso comportamento, está a de difundir os ensinamentos de Jesus Cristo. A atividade principal do Opus Dei – afirmava – consiste em dar aos seus membros e a quem o desejar os meios espirituais necessários para viverem como bons cristãos no meio do mundo. E dá-lhes a conhecer a doutrina de Cristo, os ensinamentos da Igreja, proporciona-lhes um espírito que os leva a trabalhar bem, por amor de Deus e ao serviço de todos os homens. Numa palavra, trata-se de viver como cristão: convivendo com toda a gente, respeitando a legítima liberdade de todos e fazendo que este nosso mundo seja mais justo [5].
Esta paixão dominante é particularmente atual neste Jubileu extraordinário da misericórdia, pois quando, ao entardecer da vida, nos for perguntado se demos de comer a quem tem fome e de beber a quem tem sede, ser-nos-á igualmente perguntado se ajudámos as pessoas a sair da dúvida, se nos empenhámos a acolher os pecadores, admoestando-os ou corrigindo-os, se fomos capazes de combater a ignorância, sobretudo relativa à fé cristã e à vida reta [6].
Há muitas formas de comunicar o conteúdo da fé. S. Josemaria insistia no apostolado pessoal, de tu a tu, mediante uma conversa amiga que não pretende dar lições a ninguém, mas simplesmente manifestar o que nos enche a alma e é fonte de perene alegria.
[5]. S. Josemaria, Temas atuais do Cristianismo, n. 27.
[6]. Papa Francisco, Discurso aos participantes na reunião plenária da Congregação para a Doutrina da Fé, 29-I-2016.

(D. Javier Echevarría excerto da carta do mês de junho de 2016)
© Prælatura Sanctæ Crucis et Operis Dei

SANTA JOANA D’ARC

As chamas envolvem-te
enquanto sobes ao Céu!

É tanta a dor,
causada pelas chamas que te consomem,
que Deus vem em teu auxílio,
e transforma todo esse sofrimento,
no mais profundo amor.

Abre-se nos teus lábios,
um sorriso,
porque Ele,
a quem tu te deste inteiramente,
vem ao teu encontro de braços abertos,
recebe-te,
aperta-te junto a Si,
limpa-te as feridas,
põe nas queimaduras o unguento,
que é a Sua paz,
o Seu amor,
a Sua alegria,
e pede ao Espírito Santo,
que sopre,
como delicado vento,
afastando o calor,
que te envolve no momento.

Apenas uma prece,
aflora ao teu coração,
naquele momento de dor:
“Perdoa-lhes,
Senhor,
porque não sabem o que fazem,
pois não conhecem a Tua alegria,
não conhecem o Teu amor!”

Monte Real, 30 de Maio de 2017

Joaquim Mexia Alves
http://queeaverdade.blogspot.pt/2017/05/santa-joana-darc.html

sexta-feira, 29 de maio de 2020

O padrão gregário

A primeira leitura da Eucaristia de quinta-feira passada (28 de Maio) conta um episódio divertido, que se repete hoje nas redes sociais. O capítulo 22 do livro dos Actos dos Apóstolos transcreve um discurso em que S. Paulo capta eficazmente a atenção do auditório até ao momento em que o interesse se transforma em fúria e a multidão quer matá-lo. A autoridade prepara-se para aplicar a violência habitual nestes casos quando Paulo intervém e mete o Centurião na ordem, deixando-o muito assustado. O assunto sobe às mãos do Tribuno, que convoca os Sumos Sacerdotes e todo o Grande Conselho. É neste ponto que começava a primeira leitura da Missa da passada quinta-feira, que se estendia pelo capítulo 23 dos Actos:

«Paulo sabia que uma parte do Sinédrio era de saduceus e a outra de fariseus e disse em alta voz:

– “Irmãos, eu sou fariseu, filho de fariseus. Por causa da minha esperança na ressurreição dos mortos é que sou julgado!”.

Ao dizer estas palavras, houve uma discussão entre os fariseus e os saduceus e dividiu-se a assembleia. Com efeito, os saduceus afirmam não haver ressurreição, nem anjos, nem espíritos, mas os fariseus admitem tanto uma coisa como a outra. Houve então uma enorme gritaria. Alguns doutores da Lei, do partido dos fariseus, levantaram-se e começaram a protestar: “Não encontramos nenhum mal neste homem. Quem sabe se não foi algum espírito ou um anjo que lhe falou?”. E a discussão ficou cada vez mais violenta».

Paulo conhecia a irracionalidade do Grande Conselho e por isso não recorre a argumentos teológicos, limita-se a excitar o instinto das facções. Ao definir-se como fariseu, garantiu imediatamente o apoio de uns e a rejeição dos outros. No discurso anterior tinha dito que, antes de se converter, concordava com os fariseus na morte de cristãos, mas não importa. Agora, basta colocar-se do lado dos fariseus para que os mesmos fariseus, até aí violentamente anti-cristãos, passem a apoiar a proposta cristã de Paulo. E os saduceus reagem com um automatismo semelhante, sempre ao contrário dos fariseus.

Este episódio da Bíblia é uma brincadeira, mas dá que pensar! Explorar propositadamente comportamentos irracionais! Porque não lhes interessava se Cristo tinha ressuscitado ou não, ambos os grupos aceitavam qualquer posição, dependendo de como ela se enquadrasse no conflito entre saduceus e fariseus. A partir do momento em que Paulo exclama «sou fariseu, filho de fariseus!», a reacção homogénea de cada lado torna-se totalmente previsível.

Hoje em dia, muitos grupos de opinião parecem reagir com o automatismo do Grande Conselho de há 2000 anos. Em geral, quem desconfia do aquecimento global é a favor da liberdade de ensino, é a favor de determinadas medidas económicas, é contra a Comunhão na mão, é contra os imigrantes, é a favor da pena de morte, é contra a eutanásia, é contra a União Europeia, é contra as medidas de confinamento relacionadas com a Covid 19, a favor de Trump, etc., etc. E vice-versa.

Qual a relação entre assuntos tão diferentes? Porque é que se formam grupos tão homogéneos? Às vezes, parece que as posições se explicam por um condicionamento gregário automático.

Se Trump fecha as fronteiras por causa do vírus, uns aplaudem em bloco, outros criticam unanimemente. Se, passados uns dias, Trump mantém certas fronteiras abertas, os primeiros criticam e os segundos aprovam. Sempre em bloco. E se decisões análogas são tomadas pelo Governo sueco, quem criticava Trump concorda, e vice-versa.

Há pouco tempo, em Portugal, um deputado de direita defendeu a castração de criminosos e os seus opositores consideraram a proposta tão repugnante que não aceitaram que fosse sequer discutida no Parlamento. Ao mesmo tempo, em Espanha, o «Unidas Podemos» propôs a castração... e os opositores de direita revoltaram-se! Não me vou pronunciar sobre o assunto, registo apenas, com o olhar distante de cientista, a solidez do padrão: se os saduceus defendem uma coisa, os fariseus são absolutamente contra. E vice-versa.

Mas se os saduceus trocarem de opinião, os fariseus também mudam imediatamente. Hoje, como há 2000 anos!

Resta saber em que medida cada um de nós obedece a padrões gregários, porque é divertido ver a previsibilidade ingénua dos outros mas pode ser doloroso fazer exame de consciência.
José Maria C.S. André

O Doce Coração de Maria

Acostuma-te a entregar o teu pobre coração ao Doce e Imaculado Coração de Maria, para que to purifique de tanta escória e te leve ao Coração Sacratíssimo e Misericordioso de Jesus. (S. Josemaría Escrivá - Sulco, 830)



Segundo a Lei de Moisés, uma vez decorrido o tempo da purificação da Mãe, é preciso ir com o Menino a Jerusalém, para O apresentar ao Senhor (Lc II, 22).

E desta vez, meu amigo, hás-de ser tu a levar a gaiola das rolas. - Estás a ver? Ela – a Imaculada! - submete-se à Lei como se estivesse imunda.

Aprenderás com este exemplo, menino tonto, a cumprir a Santa Lei de Deus, apesar de todos os sacrifícios pessoais?

Purificação! Sim, tu e eu, é que precisamos de purificação! Expiação e, além da expiação, o Amor. - Um amor que seja cautério: que abrase a imundície da nossa alma, e fogo que incendeie, com chamas divinas, a miséria do nosso coração. (S. Josemaría Escrivá - Santo Rosário. 4º Mistério gozoso)

MISTÉRIOS DO EVANGELHO Décimo quarto Mistério

Desprendimento de Jesus

«… o Filho do Homem não tem onde reclinar a cabeça.»
Sentimos o apelo, a chamada do Senhor e, o nosso desejo imediato é dizer que sim, que queremos segui-Lo. De facto, pensando bem, vemos com clareza meridiana que não há outro caminho, outra solução para alcançar o objectivo principal da nossa vida: a salvação eterna. Mas, as amarras que sentimos prenderem-nos a tantas coisas que consideramos importantes impõem-nos considerações: talvez… não já… haverá uma altura mais favorável… temos ainda tantas coisas para acabar… Amarras, a bem dizer, que fomos construindo ao longo da vida, desta vida que pensámos longa, quase interminável, com tempo para tudo. Ah! Mas, de facto, não temos tempo nenhum – aliás não temos nada – não podemos prolongar um segundo a hora decisiva e final. NUNC COEPI! Agora! Agora mesmo! Já! Sem hesitações nem desculpas, temos de nos decidir: Ou O seguimos, como Ele quer, incondicionalmente, totalmente ou, então, talvez tenhamos perdido a última oportunidade que, sem qualquer mérito da nossa parte, Ele nos oferece: Tu… vem e segue-Me! (AMA, comentário sobre Lc 9, 57-62, 04.10.2017)

(AMA, 2019)

Culto eucarístico

O culto é tomar consciência da queda [do pecado original], é, por assim dizer, o instante do arrependimento do filho pródigo, o voltar-o-olhar-para-a-origem.

Na medida em que, segundo muitas filosofias, o conhecimento e o ser coincidem, o facto de se voltar o olhar para o Princípio constitui também, e ao mesmo tempo, uma nova ascensão para Ele. [...]

Desde [o momento em que tiveram lugar] a Cruz e a Ressurreição de Jesus, a Eucaristia é o ponto de encontro de todas as linhas da Antiga Aliança, e até da História das religiões em geral: o culto verdadeiro, sempre esperado e que sempre supera as possibilidades humanas, a adoração em espírito e verdade. [...]

Que ninguém diga agora: a Eucaristia existe para ser comida, não para ser adorada.

Como sublinham uma e outra vez as tradições mais antigas, não é de forma alguma um pão corrente. Comê-la é um processo espiritual que abarca toda a realidade humana.

Comer Cristo significa adorar a Cristo. Comê-lo significa deixá-lo entrar em mim de modo que o meu "eu" seja transformado e se abra ao grande "nós", de maneira que cheguemos a ser um só com Ele. Desta forma, a adoração não se opõe à comunhão nem se situa paralelamente a ela. A comunhão só atinge toda a sua profundidade se estiver sustentada e compreendida pela adoração. A presença eucarística no tabernáculo não cria outro conceito da Eucaristia paralelo ou oposto à celebração eucarística, antes constitui a sua plena realização.

(Cardeal Joseph Ratzinger in ‘El espíritu de Ia liturgia’)

quinta-feira, 28 de maio de 2020

Conta-lhe tudo o que te acontece

– Queres amar a Virgem? – Pois então conversa com Ela! – Como? – Rezando bem o Rosário de Nossa Senhora. Mas, no Rosário... dizemos sempre o mesmo! – Sempre o mesmo? E não dizem sempre a mesma coisa os que se amam?... (Prólogo ao Santo Rosário)

Quanto cresceriam em nós as virtudes sobrenaturais se conseguíssemos verdadeira devoção a Maria, que é Nossa Mãe! Não nos importemos de lhe repetir durante todo o dia – com o coração, sem necessidade de palavras – pequenas orações, jaculatórias. A devoção cristã reuniu muitos desses elogios carinhosos na Ladainha que acompanha o Santo Rosário. Mas cada um de nós tem a liberdade de os aumentar, dirigindo-lhe novos louvores, dizendo-lhe o que – por um santo pudor que Ela entende e aprova – não nos atreveríamos a pronunciar em voz alta.

Aconselho-te – para terminar – que faças, se o não fizeste ainda, a tua experiência particular do amor materno de Maria. Não basta saber que Ela é Mãe, considerá-la deste modo, falar assim d'Ela. É tua Mãe e tu és seu filho; quer-te como se fosses o seu único filho neste mundo. Trata-a de acordo com isso: conta-lhe tudo o que te acontece, honra-a, ama-a. Ninguém o fará por ti, tão bem como tu, se tu não o fizeres.

Asseguro-te que, se empreenderes este caminho, encontrarás imediatamente todo o amor de Cristo; e ver-te-ás metido na vida inefável de Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo. Conseguirás forças para cumprir bem a Vontade de Deus, encher-te-ás de desejos de servir todos os homens. Serás o cristão que às vezes sonhas ser: cheio de obras de caridade e de justiça, alegre e forte, compreensivo com os outros e exigente contigo mesmo.

Este e não outro é o carácter da nossa fé. Recorramos a Santa Maria, que Ela nos acompanhará com um passo firme e constante. (Amigos de Deus, 293)

São Josemaría Escrivá

MISTÉRIOS DO EVANGELHO Décimo terceiro Mistério

Choro de Jesus
«Quando estavam perto da porta da cidade, viram que levavam um defunto a sepultar, filho único de sua mãe, que era viúva; e, a acompanhá-la, vinha muita gente da cidade. Vendo-a, o Senhor compadeceu-se dela e disse-lhe: Não chores.» (Lc 7, 12-13)

Insatisfação

Uma aparente insatisfação de não fazer o que devia fazer, como e quando. Sinto esta ânsia de perfeição pessoal que a cada momento parece estar ao meu alcance para logo se afastar para bem longe.

Queria um julgamento agora, que o Senhor me dissesse claramente: ‘Não posso prosseguir sem que primeiro aproveites todas as oportunidades que te dou continuamente.
Choras?
Mas choras por Mim ou por ti? Porque não alcanças o que desejas ou porque não te esforças o suficiente? Choras porque és pouca coisa e gostavas de ser mais ou choras porque nem mesmo o pouco que és consegues fazer o que deves? Falta-te a vontade e sobra-te o desejo.
Choras porque não passas das intenções, das belas palavras, dos propósitos bem estruturados e não segues em frente como deves com o que tens, tudo o que tens e é muito porque fui Eu Quem to deu e bem sabes como sou generoso. Sim, António, o que tens é o bastante, suficiente para me dares o que te exijo: que sejas bom, puro e santo’.


(ama, Malta, 20 de Maio 2016)

Eu também choro e, ás vezes – tantas – por motivos puramente pessoais porque, o chorar, parece ser uma consuquência natural de sofrimento interior.
“Possa eu, meu Senhor, passar este dia sem chorar por Ti, tal como mandasTe: «Não choreis por Mim, chorai antes por vós e vossos filhos (cfr. Lc. 23, 28), mas chorar, contritamente por mim, pelas minhas faltas, chorar também pelas faltas de todos os homens. (AMA, Refexões, Sexta-Feira Santa, 2016)
“Sorriso? Sim… porque se tenho motivos para chorar eles não me impedem de sorrir. Talvez pareça - e talvez seja - pateta chorar e rir ao mesmo tempo mas não é verdade que se chora de alegria?

Tenho de viver todos dias
(E as noites também)
Com uma força que não tenho
Com ânimo que não vem
Do simples desejo de querer
Outras coisas que não sei
Não conheço nem adivinho.

Não... não estou sozinho
Nesta luta diária, constante
Ando para trás e para diante
Parar não posso nem quero
Sei que morro a cada instante
E que me levanto outra vez
Mais vivo se possível,
Desperto e preparado
Para o que passa acontecer.

Viver?
Sim, viver!...

(ama, Malta, 08.05.2016)

(AMA, 2019)