Obrigado, Perdão Ajuda-me

Obrigado, Perdão Ajuda-me
As minhas capacidades estão fortemente diminuídas com lapsos de memória e confusão mental. Esta é certamente a vontade do Senhor a Quem eu tudo ofereço. A vós que me leiam rogo orações por todos e por tudo o que eu amo. Bem-haja!

domingo, 5 de abril de 2020

Amar a Cristo...

Ó meu Jesus, ajuda-nos a viver de coração contrito, mas apaixonado e alegre a Semana Maior que amanhã se inicia. Contrito como sinal de total entrega e humildade, apaixonado, porque a Ti, pelo Pai e pelo Espírito Santo, que sois um só Deus, tudo devemos e alegre, porque que a Tua Ressurreição é a nossa Salvação e a nossa Esperança no mundo que há-de vir.

A salvação, a glória e o poder a Jesus Cristo, Nosso Senhor!

JPR

Quem disse que Cristo não sai em procissão este ano de 2020?

O santo não nasce: forja-se

Tudo aquilo em que intervimos nós, os pobrezitos dos homens, – mesmo a santidade, – é um tecido de pequenas coisas que – segundo a intenção com que se fazem – podem formar uma tapeçaria esplêndida de heroísmo ou de baixeza, de virtudes ou de pecados. As gestas relatam sempre aventuras gigantescas, mas misturadas com pormenores caseiros do herói. – Oxalá tenhas sempre em muito apreço – é a linha recta – as coisas pequenas. (Caminho, 826)

O principal requisito que nos é pedido – bem conforme com a nossa natureza – consiste em amar: a caridade é o vínculo da perfeição; caridade que devemos praticar de acordo com as orientações explícitas que o próprio Senhor estabelece: amarás o Senhor teu Deus com todo o teu coração, com toda a tua alma, com toda a tua mente, sem reservarmos nada para nós. A santidade consiste nisto.

É bem certo que se trata de um objectivo elevado e árduo. Mas não se esqueçam de que o santo não nasce: forja-se no jogo contínuo da graça divina e da correspondência humana. Um dos escritores cristãos dos primeiros séculos adverte, referindo-se à união com Deus: Tudo o que se desenvolve começa por ser pequeno. Ao alimentar-se gradualmente, com constantes progressos, é que chega a ser grande. Por isso te digo que, se quiseres portar-te como um cristão coerente – sei que estás disposto a isso, embora te custe tantas vezes vencer-te ou puxar por esse pobre corpo – deves ter muito cuidado com os mais pequenos pormenores, porque a santidade que Nosso Senhor te exige atinge-se realizando com amor de Deus o trabalho e as obrigações de cada dia, que se compõem quase sempre de pequenas realidades. (Amigos de Deus, 6–7)

São Josemaría Escrivá

Meditações de D. Javier Echevarría sobre a Semana Santa

Meditações do então Prelado do Opus Dei em 2013

Bom Domingo do Senhor!

Que no início da Semana Santa também conhecida como Semana Maior meditemos aprofundadamente na Paixão e Morte do Senhor como nos narra o Santo Evangelho de hoje (Mt 26, 14-75.27, 1-66) para através delas chegarmos à Gloria da Sua Ressurreição.

Louvado seja Jesus Cristo Nosso Senhor que cumprindo a vontade do Pai se entregou à Morte para nos Salvar!

ESTADO DE EMERGÊNCIA CRISTÃ

Uma proposta diária de oração pessoal e familiar.

18º Dia. Domingo de Ramos e da Paixão do Senhor, 5 de Abril de 2020.

Meditação da Palavra de Deus (Mt 26, 14-75. 27, 1-66)

Chorou amargamente

Jesus tinha prevenido os apóstolos da traição de Judas e também da tripla negação de Pedro. Tudo aconteceu, com efeito, como o Senhor tinha profetizado, não obstante os protestos de fidelidade do príncipe dos apóstolos.

Chama a atenção que dois dos mais próximos amigos de Jesus O tenham traído, no momento em que Ele mais precisava da sua lealdade. Nem sequer se pode dizer, em sua defesa, que foram apanhados desprevenidos porque, pelo menos três vezes, Jesus lhes tinha anunciado a sua paixão e morte na Cruz.

Seria um erro, e um farisaísmo, pensar que foram os outros – os judeus, os romanos, Anás e Caifás, Pôncio Pilatos, etc. – que mataram Jesus. Na realidade, fomos nós, os seus amigos, que tantas vezes O traímos. Cada pecado nosso é como se disséssemos que crucificassem Jesus de Nazaré. Cada vez que nos envergonhamos de ser discípulos de Jesus, fazemos nossa a tripla traição de Pedro.

Que distingue as duas traições? Qual foi mais grave: a de Judas ou a de Pedro? Só Deus sabe, mas se maior era a responsabilidade do primeiro Papa, maior foi também a sua culpa. Mas o pecado de Pedro levou-o à contrição e à vida, enquanto que a traição de Judas o levou ao desespero e à morte: “Pedro lembrou-se da palavra que lhe tinha dito Jesus: ‘Antes de cantar o galo, três vezes me negarás.’ E, tendo saído para fora, chorou amargamente.”

Que a leitura meditada da paixão e morte do Senhor nos leve à contrição pelas nossas traições, porque, por graves e numerosas que tenham sido, maior é o amor de Jesus e a misericórdia de Deus. E, com a consciência purificada pelas lágrimas do nosso arrependimento, iniciemos confiantes a Semana Santa, aguardando com jubilosa expectativa, a Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Intenções para os mistérios gloriosos do Santo Rosário de Nossa Senhora:

1º - A Ressurreição de Nosso Senhor. A gloriosa vitória de Cristo sobre o pecado e a morte é fundamento da nossa fé. Peçamos ao Senhor a graça de uma fé esclarecida e operativa!

2º - A Ascensão de Jesus aos Céus. A vida humana não tem na terra o seu fim, mas no Céu. Rezemos para que todos os cristãos vivam desprendidos dos bens da terra e empenhados em alcançar a glória eterna.

3º - A vinda do Espírito Santo. Fechados no cenáculo por medo aos judeus, os apóstolos foram impelidos, pela graça do Espírito Santo, para a missão. Que o Paráclito converta os nossos respeitos humanos em audácia apostólica.

4º - A Assunção de Nossa Senhora. Por duas vezes, Jesus disse que sua Mãe ouvia a Palavra de Deus e a punha em prática. Que Maria nos ensine a ler, meditar e praticar a Sagrada Escritura.

5º - A coroação de Maria Santíssima. Porque se fez serva, Nossa Senhora foi elevada à dignidade de Rainha do Céu e da terra. Peçamos a Maria que renove em nós a alegre disposição de a todos servir com amor.

Para ler, meditar e partilhar! Obrigado e até amanhã, se Deus quiser!

Com amizade,
P. Gonçalo Portocarrero de Almada

Viver a Semana Santa

A participação ativa, consciente e cheia de amor, nos ofícios litúrgicos destes dias é-nos oferecida como a melhor maneira de estarmos com Jesus nos Seus densos momentos de angústia e de sofrimento. Assim, a Semana Santa não se reduzirá a uma mera recordação, pois nela se considera o mistério de Jesus Cristo, que se prolonga nas nossas almas [S. Josemaria, Cristo que passa, n. 96].

Sintamo-nos em profunda comunhão com toda a Igreja que, de um lado ao outro da Terra, celebra com amor e recolhimento estes divinos mistérios. Rezemos especialmente pelos que vão receber o Batismo na Vigília Pascal, e por todos os outros, para que, conduzidos pela graça do Espírito Santo, nos aproximemos cada vez mais de Deus nestes dias, com a decisão de seguir Cristo com plenitude de entrega.

Copyright © Prælatura Sanctæ Crucis et Operis Dei

(D. Javier Echevarría na sua carta de Abril de 2012)

Preparemo-nos desde já para assistir com profunda devoção à Liturgia do Tríduo Pascal

A Semana Santa vai-se aproximando. Procuremos descobrir aplicações pessoais nas cenas que a liturgia nos leva a considerar. Meditemos sobre o Senhor ferido dos pés à cabeça por nosso amor [14], convidava S. Josemaria. Detenhamo-nos sem pressas nos últimos momentos da passagem de Nosso Senhor pela Terra. Porque na tragédia da Paixão, se consuma a nossa própria vida e toda a história humana. A Semana Santa não se pode reduzir a uma mera recordação, pois que nela se considera o mistério de Jesus Cristo, que se prolonga nas nossas almas: o cristão está obrigado a ser alter Christus, ipse Christus, outro Cristo, o próprio Cristo. Pelo Batismo, fomos todos constituídos sacerdotes da nossa própria existência, para oferecer vítimas espirituais que sejam agradáveis a Deus, por Jesus Cristo, para realizar cada uma das nossas ações em espírito de obediência à vontade de Deus, perpetuando assim a missão do Deus-Homem [15].

Preparemo-nos desde já para assistir com profunda devoção à Liturgia do Tríduo pascal. Além disso, cada um pode escolher outras formas concretas para aproveitar melhor esses dias. Juntamente com as numerosas manifestações de religiosidade popular existentes, como as procissões, os ritos penitenciais, não esqueçamos que há uma prática piedosa, a da Via-Sacra, que nos oferece durante todo o ano a possibilidade de imprimir cada vez mais profundamente no nosso coração o mistério da Cruz, de ir com Cristo por este caminho e assim nos configurarmos interiormente com Ele [16].

Revivamos com piedade a Via Sacra durante a Quaresma, cada um da maneira que mais o ajudar: o importante é meditar com amor e agradecimento na Paixão do Senhor. Desde a Sua oração em Getsemani, até à morte e sepultura, os Evangelhos oferecem-nos abundante matéria para a oração pessoal. Também nos podem servir as considerações dos santos e de muitos autores espirituais. Ouçamos a sugestão de S. Josemaria: Meu Senhor e meu Deus, sob o olhar amoroso de nossa Mãe, dispomo-nos a acompanhar-Te pelo caminho de dor, que foi o preço do nosso resgate [17]. Atrevemo-nos a dizer: Minha Mãe, Virgem dolorosa, ajuda-me a reviver aquelas horas amargas que o teu Filho quis passar na terra, para que nós, feitos de um punhado de lodo, vivêssemos por fim in libertátem glóriae filiórum Dei, na liberdade e glória dos filhos de Deus [18].

[14]. S. Josemaria, Cristo que passa, n. 95.
[15]. S. Josemaria, Cristo que passa, n. 96.
[16]. Bento XVI, Discurso na Audiência geral, 4-IV-2007.
[17]. S. Josemaria, Via Sacra, Prólogo.
[18]. S. Josemaria, Via Sacra, Prólogo.

(D. Javier Echevarría na carta do mês de março de 2013)
© Prælatura Sanctæ Crucis et Operis Dei

DOMINGO DE RAMOS, ONTEM E HOJE

Entras em Jerusalém e recebem-Te como um Rei, porque pensam em Ti como um rei mundano que vem satisfazer as suas reclamações de liberdade política.

Não entendem, como tantos ainda não entendem hoje, (como eu tantas vezes com eles), que a liberdade que nos queres dar não é uma liberdade política e do mundo, mas é antes uma liberdade no/do mundo, vivendo nele e nele caminhando.

Viver no mundo, nele caminhar, nele testemunhar, mas nele pertencer a Ti, que és a única liberdade, porque só Tu amas com verdadeiro Amor.

O amor de quem tudo dá pelos outros, pelos amigos!

E por não entenderem a Tua liberdade, o Teu amor, aqueles que Te recebem como Rei em Jerusalém, vão, passadas escassas horas, perante a Tua entrega, perante a Tua humildade e humilhação, perante a Tua “derrota”, aos seus olhos, gritar de ódio para que Te crucifiquem, para que Te matem, trocando mesmo a Tua Pessoa pela pessoa de um simples bandido.

E nós, tantas vezes agora, Te trocamos também por algo “politicamente correcto”, não lutando contra leis que atacam a vida, que atacam o homem, que atacam e destroem a família. Não são estas atitudes também trocar-Te por Barrabás?

E nós, agora, quantas vezes Te pedimos, (e exigimos), que nos “concedas o mundo”, o mundo que é efémero, e Tu com o Teu infinito amor, “apenas” nos queres conceder a eternidade, a vida verdadeira no/do Teu amor.

E, por isso nos revoltamos, e gritamos também: Que Deus és Tu, que não nos concedes o que Te pedimos?

E Tu, cheio da Tua divina paciência, vais repetindo sem cessar: Perdoa-lhes Pai, que não sabem o que pedem, que não sabem o que dizem, que não sabem o que fazem!

Oh Senhor, quantas vezes na minha vida, com as minhas atitudes, com os meus gestos, com os meus pensamentos, eu gritei também com outros a ouvirem: Crucifica-O, crucifica-O!

Oh Senhor, mas por Tua graça, ouço sempre a Tua voz que pede ao Pai por mim, vejo o Teu Corpo que se entrega por mim, sinto a Tua vida que se dá inteiramente por mim, e por Tua graça, sempre, sempre, acredito na Tua misericórdia, que é a misericórdia do Pai e do Espírito Santo, que contigo, unidos num só, me dizem ao coração: Arrepende-te, converte-te, acredita no Evangelho e serás salvo!

Obrigado Senhor!
Seja eu a Jerusalém do fim da Tua “viagem”, que se faz Calvário para Te receber, e se faz alegria perene na Tua Ressurreição!

Amen, Senhor, amen para sempre pelos séculos sem fim!

Marinha Grande, 23 de Março de 2013

Joaquim Mexia Alves AQUI

Domingo de Ramos na Paixão do Senhor

A liturgia deste último domingo da Quaresma convida-nos a contemplar esse Deus que, por amor, desceu ao nosso encontro, partilhou a nossa humanidade, fez-se servo dos homens, deixou-se matar para que o egoísmo e o pecado fossem vencidos. A cruz (que a liturgia deste domingo coloca no horizonte próximo de Jesus) apresenta-nos a lição suprema, o último passo desse caminho de vida nova que, em Jesus, Deus nos propõe: a doação da vida por amor.

A primeira leitura apresenta-nos um profeta anónimo, chamado por Deus a testemunhar no meio das nações a Palavra da salvação. Apesar do sofrimento e da perseguição, o profeta confiou em Deus e concretizou, com teimosa fidelidade, os projectos de Deus. Os primeiros cristãos viram neste “servo” a figura de Jesus.

A segunda leitura apresenta-nos o exemplo de Cristo. Ele prescindiu do orgulho e da arrogância, para escolher a obediência ao Pai e o serviço aos homens, até ao dom da vida. É esse mesmo caminho de vida que a Palavra de Deus nos propõe.

O Evangelho convida-nos a contemplar a paixão e morte de Jesus: é o momento supremo de uma vida feita dom e serviço, a fim de libertar os homens de tudo aquilo que gera egoísmo e escravidão. Na cruz, revela-se o amor de Deus – esse amor que não guarda nada para si, mas que se faz dom total.

(Fonte: Evangelho Quotidiano)

«Para congregar na unidade os filhos de Deus que estavam dispersos»

São Cirilo de Jerusalém (313-350), bispo e Doutor da Igreja

Está escrito: «Nós, que somos muitos, constituímos um só corpo em Cristo» (Rom 12, 5), porque Cristo nos congrega na unidade, pelos laços do amor: «Ele que, de dois povos, fez um só, destruindo o muro de inimizade que os separava, anulando pela Sua carne a Lei, os preceitos e as prescrições» (Ef 2, 14-15). Temos, pois, de ter os mesmos sentimentos recíprocos: «Se um membro sofre, todos os membros sofrem com ele; se um membro é honrado, todos os membros se alegram com ele» (1Cor 12, 26). Por isso, prossegue São Paulo, «acolhei-vos uns aos outros, como Cristo também vos acolheu, para glória de Deus» (Rom 15, 7). Acolhamo-nos uns aos outros, se queremos ter os mesmos sentimentos, «suportando-nos uns aos outros com caridade, solícitos em conservar a unidade de espírito, mediante o vículo da paz» (Ef 4, 2-3) Foi assim que Deus nos acolheu em Cristo, que disse: «Deus amou de tal modo o mundo, que lhe deu o Seu Filho único» (Jo 3, 16). Com efeito, o Filho foi dado em resgate pela vida de todos nós, e nós fomos libertados da morte, resgatados da morte e do pecado.

São Paulo esclarece as perspectivas deste plano de salvação quando afirma que «Cristo Se fez servidor dos circuncisos, a fim de mostrar a veracidade de Deus» (Rom 15, 8). Porque Deus tinha prometido aos patriarcas, pais dos judeus, que abençoaria a sua descendência, que seria tão numerosa como as estrelas do céu. Foi por isso que o Verbo, que é Deus, Se manifestou na carne e Se fez homem. Ele mantém na existência toda a criação e assegura o bem de tudo quanto existe, pois é Deus. Mas veio a este mundo e encarnou, «não para ser servido, mas», como Ele próprio afirmou, «para servir e dar a vida em resgate pela multidão» (Mc 10, 45).