Obrigado, Perdão Ajuda-me

Obrigado, Perdão Ajuda-me
As minhas capacidades estão fortemente diminuídas com lapsos de memória e confusão mental. Esta é certamente a vontade do Senhor a Quem eu tudo ofereço. A vós que me leiam rogo orações por todos e por tudo o que eu amo. Bem-haja!

terça-feira, 25 de agosto de 2020

Se te faltar afã apostólico, tornar-te-ás insípido

Como quer o Mestre, tu tens de ser – bem metido neste mundo, que nos coube em sorte, e em todas as actividades dos homens – sal e luz. Luz, que ilumina as inteligências e os corações; sal, que dá sabor e preserva da corrupção. Por isso, se te faltar afã apostólico, tornar-te-ás insípido e inútil, defraudarás os outros e a tua vida será um absurdo. (Forja, 22)

Muitos, com ar de autojustificação, perguntam-se: Eu, porque é que me vou meter na vida dos outros?
– Porque tens obrigação, por seres cristão, de te meteres na vida dos outros, para os servires!
Porque Cristo se meteu na tua vida e na minha! (Forja, 24)

Se fores outro Cristo, se te comportares como filho de Deus, onde estiveres queimarás: Cristo abrasa, não deixa indiferentes os corações. (Forja, 25)

São Josemaría Escrivá

Não há paz sem diálogo

Não se pode construir a paz sem o diálogo, recordou o Papa Francisco recebendo na manhã de 21 de Agosto (2013), no pátio de São Dâmaso no Vaticano, um grupo de estudantes e professores do colégio japonês Seibu Gakuen Bunri Junior High School de Saitama.

Bom dia! Vê-se que entendem o italiano...

Saúdo-vos! Para mim esta visita é um prazer. Espero que esta viagem vos seja muito fecunda, pois conhecer outras pessoas e outras culturas faz -nos sempre bem, faz-nos crescer.

E por quê? Porque se nos isolarmos em nós mesmos, só teremos o que temos, não poderemos crescer culturalmente; mas se formos ao encontro de outras pessoas, culturas, modos de pensar e religiões, sairemos de nós e começaremos a aventura tão bonita chamada "diálogo".

O diálogo é muito importante para a nossa maturidade, pois no confronto com o outro, com as demais culturas, inclusive no confronto sadio com as outras religiões nós crescemos: crescemos e amadurecemos.

Sem dúvida, há um perigo: se no diálogo nos fecharmos e nos irarmos, poderemos contestar; é o perigo da altercação, e isto não está bem, porque dialogamos para nos encontrarmos, não para impugnar.

E qual é a atitude mais profunda que devemos ter para dialogar e não altercar? A mansidão, a capacidade de encontrar as pessoas, de encontrar as culturas com a paz; a capacidade de fazer perguntas inteligentes: "Mas por que pensas assim? Por que esta cultura é assim?". Ouvir o próximo e depois falar. Primeiro ouvir, depois falar. Tudo isto é mansidão. Se tu não pensas como eu - sabes... penso de outro modo, não me convences - mas somos amigos à mesma; ouvi como tu pensas e tu ouviste como eu penso.

E sabeis algo, algo importante? É este diálogo que faz a paz. Não se pode ter paz sem diálogo. Todas as guerras e lutas, todos os problemas insolúveis, com os quais nos confrontamos existem devido à falta de diálogo. Quando existe um problema, dialogo: isto leva à paz. É isto que desejo a vós nesta viagem de diálogo: que saibais dialogar; como pensa esta cultura, como isto é bonito, não gosto disto, mas dialogando. Assim crescemos. Desejo-vos isto, e uma boa viagem em Roma. Desejo o melhor para vós, para a vossa escola, para as vossas famílias. Deus abençoe todos vós. Obrigado!

(© L'Osservatore Romano - 23 de Agosto de 2013)

Oremos pela Paz

As injustiças, as excessivas desigualdades de ordem económica ou social, a inveja, a desconfiança e o orgulho que grassam entre os homens e as nações, são uma constante ameaça à paz e provocam as guerras. Tudo o que se fizer para superar estas desordens contribui para edificar a paz e evitar a guerra:

«Na medida em que os homens são pecadores, o perigo da guerra ameaça-os e continuará a ameaçá-los até à vinda de Cristo: mas, na medida em que, unidos na caridade, superam o pecado, superadas ficam também as violências, até que se realize aquela palavra: "Com as espadas forjarão arados e foices com as lanças. Não mais levantará a espada povo contra povo, nem jamais se exercitarão para a guerra" (Is 2, 4)» (Gaudium et spes 78 – Concílio Vaticano II)

(Catecismo da Igreja Católica § 2317)

A paz

«A paz visa a superação das fronteiras e uma terra renovada através da paz que vem de Deus. No fim, a terra pertence aos ‘mansos’, aos pacíficos: diz-nos o Senhor. (…) A terceira Bem-Aventurança convida-nos a viver nesta perspectiva».

(“Jesus de Nazaré” – Joseph Ratzinger / Bento XVI)