Obrigado, Perdão Ajuda-me

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As minhas capacidades estão fortemente diminuídas com lapsos de memória e confusão mental. Esta é certamente a vontade do Senhor a Quem eu tudo ofereço. A vós que me leiam rogo orações por todos e por tudo o que eu amo. Bem-haja!

domingo, 14 de fevereiro de 2010

S. Josemaría Escrivá fala do amor de Deus durante uma tertúlia com sacerdotes (legendado em inglês)

PNDH confunde Estado e sociedade e busca “despir “o Brasil de seus valores religiosos e culturais, afirma Arcebispo de Porto Alegre

Em seu recente artigo que leva o nome “O decreto da discórdia”, D. Dadeus Grings, Arcebispo de Porto Alegre, denuncia que o Decreto do PNDH-3 é uma tentativa do Estado que “procura abafar a sociedade”.

Entre as críticas de D. Grings, ele afirma que desde uma perspectiva “chavista” não se pode “impunemente despir o Brasil de seus valores religiosos e culturais, a título de equipará-lo aos países de outras tradições”. “Temos que lutar pelo que é nosso”, exortou o Arcebispo da capital gaúcha.

O seu artigo com data de ontem foi enviado à nossa Redacção e o publicamos na íntegra a seguir.
“O Decreto presidencial 7.037, do Programa Nacional de Direitos Humanos, suscitou muitas reacções de todos os sectores da sociedade, desde militares à Igreja, desde imprensa aos advogados... Que houve de errado? Alega-se, em defesa, que já sugiram duas edições anteriores de "Direitos Humanos", que não provocaram estranheza e que se consideram similares. Vem então a pergunta: se duas edições iguais não deram certo, porque reeditá-la numa terceira, fora de época?

Se o paradigma das duas primeiras ainda era a globalização, hoje o paradigma tende a proteger os valores particulares e as tradições próprias. Não é, pois, um contra-senso reeditar medidas fora de época, ainda mais numa perspectiva chavista, como se ouve aos quatro ventos? A falha está no próprio método.

Nossa República Federativa apresenta três instâncias, que a Constituição define como independentes e quer harmoniosas: Executivo, Legislativo e Judiciário. Infelizmente, chegamos a uma situação paradoxal em que o Executivo legisla por decretos e medidas provisórias; o Legislativo julga por CPIs; e o Judiciário governa com liminares. Consequentemente, o país fica em contínuo sobressalto, porque nenhum dos Três Poderes tem as devidas credenciais e os indispensáveis dispositivos para agir nestes campos que, constitucional e organicamente, pertencem a outro poder.

Por que editar decretos, com uma salada de leis indigestas, a serem acolhidas em bloco? Compete ao Legislativo legislar. Foi eleito e tem os devidos dispositivos para isso, sem provocar celeumas na sociedade, mesmo que não o faça sempre a contento... Além do mais, o Decreto 7.037 confunde Estado e sociedade. O Estado procura abafar a sociedade. A sociedade, ao contrário do Estado, é pluralista e tem cultura que conquistou ao longo de sua história. Não se pode impunemente abafar o que lhe pertence.

A Revolução Cultural Chinesa, por isso, se frustrou, além de causar muito sofrimento e muitos dissabores. Feriu profundamente a nação. O mesmo aconteceu com a Revolução Francesa, que tentou eliminar até o domingo e a semana, tão profundamente arraigados na sociedade ocidental. Nem falemos das tentativas semelhantes do nazismo e do marxismo, que não só teoricamente, por decreto, mas na prática, tentaram fazer tabula rasa do passado cultural. E para sintetizar tudo, lembremos a destruição de uma das maiores estátuas de Buda, esculpida em pedra, no século V. Pois, em 2001, iniciando o Novo Milênio, os "donos do poder" no Afeganistão julgaram não poder tolerar esta "idolatria" e decretaram que ela não fazia parte da cultura do momento. Hoje estes governantes são execrados.

Os novos governantes procuram reconstruir o que os outros malfadadamente destruíram. Não podemos impunemente despir o Brasil de seus valores religiosos e culturais, a título de equipará-lo aos países de outras tradições. Temos que lutar pelo que é nosso.

Se, em vez de legislar por decretos, o governo tivesse editado, dentro de sua competência, e executasse um pacote de medidas para conter a violência, enfrentar a difusão da droga e acabar com a corrupção, teria colhido uma aprovação praticamente unânime da sociedade. Se em vez do "Decreto da Discórdia", como se revelou o Programa Nacional dos Direitos Humanos, se tivesse empenhado pela reconciliação da sociedade brasileira, superando os conflitos e tensões em todos os campos, pela solidariedade e por uma moradia digna, em lugar das favelas, teria colhido maiores consensos da população brasileira”.

(Fonte: ‘Acidigital’ com edição de JPR)

Peregrinos portugueses saudados por Bento XVI

27 Anos depois, um grupo de peregrinos portugueses que esteve em Roma para agradecer a João Paulo II a visita a Portugal, regressou ao Vaticano.

O grupo esteve esta manhã na praça de São Pedro, acompanhados pelo Cardeal Patriarca de Lisboa D. José Policarpo.

João Seródio recordou a primeira visita e o momento do regresso.

O grupo foi saudado pelo Papa em português, como testemunhou o enviado da Renascença João Santos Duarte.

“A minha saudação aos peregrinos de língua portuguesa e ao senhor Cardeal D. José Policarpo”, disse Bento XVI.

O encontro de hoje foi em Roma, daqui a três meses o Papa estará em Portugal.

(Fonte: site Rádio Renascença)

Ao Angelus, Papa recomenda leitura da Mensagem quaresmal e saúda peregrinação do patriarcado de Lisboa


Ao meio-dia, da janela dos seus aposentos sobre a Praça de São Pedro, na costumada alocução antes da recitação do Angelus, Bento XVI evocou o Evangelho deste domingo, as bem-aventuranças, observando que estas “se baseiam no facto de existir uma justiça divina, que eleva quem foi injustamente humilhado e abaixa quem se exaltou”.

“Esta justiça e esta bem-aventurança realizam-se no Reino dos céus, ou Reino de Deus, que terá o seu cumprimento no final dos tempos, mas que está já presente na história. Onde os pobres são consolados e admitidos ao banquete da vida, ali se manifesta já desde agora a justiça de Deus. É esta a tarefa que os discípulos do Senhor estão chamados a desempenhar na sociedade actual”.

O Papa recordou também a sua Mensagem para a Quaresma, que começa já nesta quarta-feira, texto este ano dedicada ao tema de justiça. Bento XVI quis como que entregá-la a todos, “idealmente”, para que a leiam e meditem.

“O Evangelho de Cristo responde positivamente à sede que o homem tem de justiça, mas fá-lo de um modo inesperado e surpreendente. Ele não propõe uma revolução de tipo social e político, mas sim a revolução do amor, que ele já realizou com a sua Cruz e Ressurreição. Aí se fundamentam as bem-aventuranças, que propõem o novo horizonte de justiça, inaugurado pela Páscoa, graças ao qual nos podemos tornar justos e construir um mundo melhor”.

Depois da oração do Angelus, nas diversas saudações pronunciadas pelo Papa, este evocou antes de mais os países da Ásia, como a China e o Vietnam, que celebram neste dia o Ano Novo lunar.

“São dias de festa, que estes povos vivem como ocasião privilegiada para reforçar os vínculos familiares e entre as gerações. Faço votos de que mantenham e promovam a rica herança de valores espirituais e morais, que se radicam firmemente nas suas culturas”.

Presente desta vez na Praça de São Pedro uma peregrinação do patriarcado de Lisboa, presidida pelo senhor D. José Policarpo, que o Papa saudou em língua portuguesa:

“A minha saudação estende-se também aos peregrinos de língua portuguesa, nomeadamente ao Senhor Cardeal Dom José Policarpo com os seus fiéis do Patriarcado de Lisboa, a quem agradeço a visita de hoje e a oração diária pelo Sucessor de Pedro. Possam irradiar a santidade de Cristo pelos caminhos da vida, particularmente no seio da família e comunidade cristã, que de coração abençoo”.


Na saudação aos fiéis polacos, Bento XVI recordou que a 14 de Fevereiro se celebram São Cirilo e São Metódio, padroeiros da Europa, observando: “Os valores que eles propagaram no nosso continente – o sinal da Cruz, o Evangelho de Cristo e a vida segundo o Evangelho – permanecem o sólido fundamento da força espiritual dos povos e da unidade da Europa. São valores importantes também para nós, contemporâneos. Rezemos para que os santos Apóstolos dos Eslavos continuem a conduzir-nos pelos caminhos da fé”.

(Fonte: site Radio Vaticana)

Visita do Papa ao Albergue da Caritas diocesana de Roma


Foi um encontro intenso e comovido, não obstante tenha durado pouco mais de uma hora, a visita que o Santo Padre realizou neste domingo de manhã, em Roma, ao Centro da Caritas diocesana, na estação central dos caminhos de ferro, Termini. Uma estrutura criada há 23 anos, inicialmente como albergue nocturno para pessoas sem abrigo, a que entretanto se foram juntando outros serviços como uma cantina e um centro de saúde.
Com esta visita, a poucas semanas da que realizou à Cantina romana da Comunidade de Santo Egídio, o Papa quis também assinalar, pela sua parte, o Ano Europeu de luta contra a pobreza e a exclusão social.

“A minha visita tem lugar no Ano Europeu de luta contra a pobreza e a exclusão social”, promulgado pelo Parlamento Europeu e pela Comissão Europeia. Vindo a este lugar como Bispo de Roma, a Igreja que desde os primeiros tempos do cristianismo preside à caridade, desejo encorajar não só os católicos, mas todos os homens de boa vontade, em particular os que têm responsabilidades na administração pública e nas diversas instituições, a empenharem-se na construção de um futuro digno do homem , redescobrindo na caridade a força propulsora para um autêntico desenvolvimento e para a realização de uma sociedade mais justa e fraterna”.

Evocando o generoso serviço ali desenvolvido por tantos voluntários, Bento XVI sublinhou que estes põem assim em prática as palavras de Jesus: “Tive fome e destes-me de comer, tive sede e destes-me de beber, era estrangeiro e vós acolhestes-me, estava nu e vestistes-me, doente e fostes visitar-me”.

“Caros irmãos e amigos, que aqui encontrais acolhimento, sabei que a Igreja vos ama profundamente e não vos abandona, porque reconhece no rosto de cada um de vós o rosto de Jesus. Ele quis identificar-se de maneira muito particular com aqueles que se encontram na pobreza e na indigência. O testemunho da caridade, que neste lugar encontra uma especial concretização, pertence à missão da Igreja juntamente com o anúncio da verdade do Evangelho.”

Bento XVI fez notar que o homem não tem apenas necessidade de ser nutrido materialmente e ajudado a superar os momentos de dificuldade. Precisa também de saber quem é e de conhecer a verdade sobre si mesmo, sobre a sua dignidade. “A Igreja, com o seu serviço a favor dos pobres, está portanto empenhada em anunciar a todos a verdade sobre o homem, amado por Deus, criado à sua imagem, redimido por Cristo e chamado à comunhão eterna com Ele”.

Este Albergo da Caritas – observou o Papa – “constitui para a Igreja de Roma uma preciosa ocasião para educar nos valores do Evangelho”. Ele “manifesta concretamente que a comunidade cristão, através dos seus próprios organismos e sem prescindir da Verdade que anuncia, colabora utilmente com as instituições civis para a promoção do bem comum”. Bento XVI exprimiu a esperança de esta “fecunda sinergia” se estenda também a outras realidades da Cidade, “em particular nas zonas onde mais se advertem as consequências da crise económica e maiores são os riscos da exclusão social”.

“No seu serviço às pessoas em dificuldade a Igreja é unicamente movida pelo desejo de exprimir a própria fé naquele Deus que é o defensor dos pobres e que ama cada homem por aquilo que é e não por aquilo que possui e realiza. A Igreja vive na história com a consciência de que as angústias e necessidades dos homens, sobretudo dos pobres e de todos os que sofrem, são também as angústias e necessidades dos discípulos de Cristo”.

(Fonte: site Radio Vaticana)