Obrigado, Perdão Ajuda-me

Obrigado, Perdão Ajuda-me
As minhas capacidades estão fortemente diminuídas com lapsos de memória e confusão mental. Esta é certamente a vontade do Senhor a Quem eu tudo ofereço. A vós que me leiam rogo orações por todos e por tudo o que eu amo. Bem-haja!

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Sobre José Saramago

Pedem-me insistentemente que escreva sobre José Saramago.
Quem é José Saramago?
Em verdade, em verdade vos digo, não o conheço.

Nuno Serras Pereira
20. 10. 2009

Deixai falar o pobre Saramago

Um pouco de Bíblia, retalhada, cosida e interpretada ao gosto popular, uma pitada de teoria da conspiração, mais a Inquisição, inveja a Roma, anti-papismo primário, insinuações pornográficas, umas manchas de incesto e parricídio, mais histórias de seminário e crimes do Padre Amaro e eis que temos sucesso editorial garantido, de Dan Brown a Saramago. A receita vence desde o século XVIII. As pessoas gostam do sórdido, escaldam de entusiasmo com grandes mentiras, inebriam-se com o apedrejamento de tudo quanto inspire ordem, hierarquia e autoridade.

Espanta-me que muitos ainda se alvorocem com um sub-género que nunca reuniu predicados elementares de integridade, que se repete e daí não sai. Espanta-me também que Saramago, em vez de Caim, não escolhesse a figura de Onan, mais conforme a expectativa de quem o lê.

Tanta indignação contra Saramago e tanta invectiva e desabafo acabam, como pedem as regras do mercado, por atrair clientes. Ora, tenho a certeza absoluta que nove em dez daqueles que compraram o Evangelho segundo Jesus Cristo o não leram e aqueles restantes que o fizeram não compreenderam coisa alguma. A obra é ilegível e deixa de ter piada a partir da segunda página, pois da abolição das regras de pontuação nascem o caos intelectivo, enunciativo e dialógico, que juntos, permitem a fruição de um texto, literário ou não. Mutatis mutandis, escrevam uma receita culinária sem vírgulas, pontos finais e parágrafos e provocarão grandes indisposições que terminarão numa consulta de gastroenterologia. Assim é a obra de Saramago, sem tirar.

Depois, Saramago sofre de monomania religiosa, de doença da santidade invertida. Se literariamente é hoje um zero, também não possuiu qualquer autoridade em "Ciências da Bíblia". É um amador e como todos os amadores possui atrevimento proporcional à ignorância. Tenho a absoluta certeza que o homem não sabe uma palavra em latim, nunca leu um tratado de apologética e desconhece coisa tão elementar como a Enciclopédia Católica. Depois, por tudo o que vai dizendo - deixai falar um ignorante, pois nunca devemos impedir um tolo de se enredar nas suas próprias palavras - parece confundir Teologia, Bíblia e História Eclesiástica. Se, em vez de o atacarem, o confrontassem com o seu [des]conhecimento, melhor serviço fariam. Infelizmente, parece haver uma lei de ouro nestas lutas sem interesse e sem consequência.

Saramago vai voltar a escrever sobre o tema. Está a queimar inutilmente os últimos dias da sua passagem por esta vida escrevendo coisas votadas ao esquecimento. É uma pena, pois se o Memorial tinha o seu quê de curioso e o Levantados do Chão ecoava o que de humano havia no Neorealejo, estas coisas são, como o foram os panfletos de Oitocentos, mero lixo doméstico.


Miguel Castelo Branco

(Fonte: Blogue do autor ‘Combustões’ AQUI)

Agradecimento: blogue ‘Ubi caritas’ AQUI

S. Josemaría Escrivá nesta data em 1960

Recebe o doutoramento “honoris causa” pela Universidade de Saragoça. No discurso académico, disse: “Sete lustros passaram já desde que abandonei as aulas da Universidade de Saragoça e as terras de Aragão em que nasci. Longos anos que não conseguiram apagar da minha mente a recordação, nem afogar no coração o afecto por aquela Universidade nem por esta terra. Na Roma eterna, junto ao sepulcro de Pedro, ou viajando por todos os caminhos da Europa, a sua memória esteve e continua a estar sempre muito presente em mim”.

(Fonte: http://www.pt.josemariaescriva.info/artigo/21-10-5)

«Ecclesia» chega à rádio pública

Espaço quer oferecer narrações sobre a experiência do cristianismo nos dias de hoje

No dia 1 de Novembro inicia o programa das confissões religiosas na Antena 1, no serviço público de rádio em Portugal. Como na televisão, tem a denominação genérica de “A Fé dos Homens”, cabendo depois a cada confissão identificar os programas próprios.

Ecclesia, a marca da presença da Igreja Católica em Portugal, pelo seu Secretariado Nacional das Comunicações Sociais, nos media portugueses, será também o nome do programa de Rádio.

Ecclesia Rádio é um espaço para propor aos ouvintes da RDP narrações sobre a experiência do cristianismo nos dias de hoje. Durante a semana, nos 9 minutos atribuídos à Igreja Católica, antes das 23h00, ouvir-se-ão experiências de pessoas que testemunham o Evangelho. Por outro lado, ao Domingo, durante 39 minutos depois das 6h00, serão experiências de comunidades a determinar a reportagem do programa.

Em cada noite, o objectivo do programa de rádio é oferecer aos ouvintes perspectivas positivas para a vida de todos os dias. Para isso, o recurso ao discurso na primeira pessoa, ao exemplo, ao testemunho, à história pessoal. O programa de cada dia da semana oferecerá também a sabedoria de quem é capaz de propor caminhos novos e inovadores para viver o compromisso cristão hoje, que se traduz numa rubrica atribuída a um colaborador em cada dia da semana. Chamar-se-á “diaPOSITIVO”. O programa terminará com a valorização de poemas ou textos que se celebrizam na história da literatura e na história da espiritualidade cristã. Serão “Versículos e Capítulos” de autores cristãos, de textos que se transformaram em orações.

Ao Domingo, Ecclesia Rádio quer mostrar o dinamismo de comunidades. Por aí andará a reportagem dos jornalistas que acompanharão de perto a produção deste programa; será nas comunidades que também se registarão narrações da experiência cristã hoje; e pelo entusiasmo litúrgico com que acontecer a celebração da fé em conjunto se informará sobre o ritmo da liturgia, Domingo após Domingo.

Este programa semanal terá também uma rubrica de informação sobre acontecimentos da Igreja Católica em Portugal e no mundo e outro de divulgação da agenda eclesial, em cada semana.

António Rego, director do Secretariado Nacional das Comunicações Sociais da Igreja, refere em texto escrito para o semanário “Agência ECCLESIA” que a presença de “«4 Ecclesias» – quatro plataformas de evangelização – cria maiores exigências aos responsáveis que não podem desperdiçar os meios modernos de anúncio da Boa Nova na impressa, rádio, televisão e internet”.

Samuel R. Pinheiro, da Aliança Evangélica Portuguesa, considera, a respeito da presença das confissões religiosas na rádio pública que “uma democracia que não esconde o religioso e o espiritual para o domínio privado, apesar da sua feição laica, é uma democracia adulta, uma referência política para outras latitudes e longitudes”.

(Fonte: site Agência Ecclesia)

As relações entre o Estado e a Igreja na Europa


“Igreja e Estado, vinte anos depois da queda do Muro de Berlim” foi o tema central da assembleia plenária anual do Conselho das Conferências Episcopais da Europa (CCEE), realizado entre os dias 1 e 4 de Outubro em Paris. Falou-se: do conceito da laicidade; das bases antropológicas e filosóficas do relacionamento entre religião e Estado, religião e direito; da ideologia de género e das problemáticas bioéticas nas legislações dos países europeus.

Os participantes concluíram que as relações jurídicas, sociais e económicas entre Estado e Igreja são diversificadas na Europa e dependem muito da tradição e cultura de cada povo, por isso não existe um modelo salvífico para todos os países. Ao mesmo tempo, porém, a União Europeia não pode regulamentar esta matéria que faz parte de um dos âmbitos de competência dos Estados membros.

Durante a plenária foram aprofundados os diversos modelos de laicidade do Estado. Foi dito, além do mais, que o Estado não é capaz de determinar o sentido da vida humana, como também de ocupar-se das questões que concernem à fase precedente ao nascimento e sucessiva à morte de um indivíduo. Sobre a questão, o Cardeal Péter Erdő, presidente da CCEE, sublinhou:

No comunicado final da assembleia das 37 Conferências Episcopais Europeias os bispos recordaram que “edificação da Europa é uma aventura que vale a pena viver”. Sobre como realizá-la o presidente do CCEE expressou assim o seu parecer:

“Somos nós, comunidades religiosas, que podemos oferecer uma visão do mundo, podemos transmitir esta visão também de modo comunitário. E sem uma visão do mundo, sem um conjunto de valores nem mesmo o sistema jurídico é capaz de funcionar. Portanto a alternativa é a anarquia”.

“O Espírito vem por primeiro e depois muda nas circunstâncias materiais. Portanto, vem por primeiro a conversão dos nossos próprios corações e depois também uma actividade missionária nova, porque vivemos em uma sociedade onde muitos não conhecem nada do Evangelho. Assim devemos realizar com seriedade e com alegria a nossa missão de cristãos”.

(Fonte: H2O News)