Como pode encontrar o melhor caminho para avançar quem não sabe onde está? E como saber onde está quem desconhece de onde veio? Este é, em grande medida, o problema do mundo Ocidental dos nossos dias.
Uma boa resposta à pergunta acerca de onde está hoje o Ocidente e como aqui chegou encontra-se no livro de Thomas Woods, cuja tradução portuguesa foi agora publicada: “O que a civilização ocidental deve à Igreja Católica”, mais um excelente livro de editora Aletheia.
Numa prosa simples e agradável, com todo o rigor, mas sem pretensões eruditas, o autor leva-nos pela história fascinante do legado cultural do Cristianismo e dos contributos da Igreja Católica.
Nenhuma história europeia do Direito, da Educação, das Artes, da Ciência, da Literatura, das universidades, da Arquitectura, da Economia etc.. pode ser escrita sem analisar o papel central desempenhado Igreja Católica.
Não é nenhum exagero dizer-se que a história da constituição da Europa se confunde, em grande medida, com a história da Igreja. Mas isto é hoje em dia muitas vezes esquecido, correndo nós todos de deixar de saber quem somos e deixar de saber o que a Civilização Ocidental deve à Igreja Católica.
Henrique Leitão
(Fonte: site Rádio Renascença)
Obrigado, Perdão Ajuda-me
As minhas capacidades estão fortemente diminuídas com lapsos de memória e confusão mental. Esta é certamente a vontade do Senhor a Quem eu tudo ofereço. A vós que me leiam rogo orações por todos e por tudo o que eu amo. Bem-haja!
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
África e a nova linguagem ética
África vive também a era da comunicação. Neste intercâmbio de dons entre Europa e o imenso continente africano, a linguagem e o significado das palavras assumem uma importância capital. Marguerite Peeters, jornalista belga e directora geral do Instituto “Intercultural Diálogos Dinâmicos” em Bruxelas, é uma perita em globalização ética. Ela explica-nos o perigo de mudar o sentido de alguns termos. Por exemplo, o conceito de "qualidade de vida". Se um médico julga que já não é suficiente a qualidade de vida de um paciente, então ele pode abrir a porta à eutanásia. E existem muitas outras palavras:
A tentação é grande entre nossos irmãos e irmãs de África para rejeitar o trabalho dos missionários, realizados durante mais de um século.
Os ocidentais as vezes consideram-se como superiores, porém eles têm muito a receber do génio africano. Este é o grande continente da esperança:
"As mais evidentes são saúde reprodutiva e igualdade de género, que se propagaram como pólvora em África, e que escondem todo um programa de desconstrução da pessoa humana. Considera-se que a maternidade, a complementaridade do homem-mulher, que a identidade do homem e da mulher são construções sociais. Estes conceitos de igualdade de sexo, de género e de saúde reprodutiva, chegaram a ser as prioridades da política internacional, também dos governos africanos, e lamentavelmente, isto entra na cultura, nas culturas africanas”.
“Seria verdadeiramente desejável que os cristãos africanos não seguissem a estrada que seguiram os cristãos orientais e que não pretendessem amalgamar a revolução cultural e o Evangelho”.
“África encontra-se verdadeiramente na altura certa, num momento crucial. Tem que escolher de ficar fiel a si mesma porque recebeu dons específicos de Deus. Tem um sentido da vida, da maternidade, da comunidade humana, da fraternidade. De uma fraternidade, não como a da Revolução Francesa, que é horizontal, mais sim uma fraternidade que é filial. Porque os africanos são conscientes de serem filhos de um Padre, de um Deus Pai. Inclusive nas tradições pagãs existe esta concepção de um Deus que é Pai. A África tem o sentido do sagrado e tem que escolher agora, ficar fiel a sua própria vocação que adquire no mundo de hoje a dimensão profética”.
(Fonte: H2O News com adaptação de JPR)
Comentário ao Evangelho do dia feito por:
Jean-Pierre de Caussade (1675-1751), jesuíta
O Abandono à Divina Providência (a partir da trad. DDB 1966, p. 138)
«Até os cabelos da vossa cabeça estão contados. Não temais»
Quando somos conduzidos por um guia que nos leva a um país desconhecido, de noite, através dos campos, sem caminho traçado, segundo a sua vontade, sem pedir a opinião de ninguém e sem querer revelar as suas intenções, poderemos tomar outro partido que não o do abandono ? De que serve olhar para onde estamos, interrogar os que passam, consultar o mapa e os viajantes? O intento [...] de um guia que quer que confiemos nele será o oposto de tudo isso; ele terá prazer em confundir a inquietação e a desconfiança de uma alma; ele deseja uma inteira confiança em si. [...]
A acção divina é essencialmente boa, ela não deseja ser reforçada nem controlada. Começou desde a criação do mundo e, a partir desse momento, desenvolve novas provas; não limita as suas operações, a sua fecundidade não se esgota; o que fazia ontem, fá-lo hoje; é a mesma acção que se aplica a todos os momentos por efeitos sempre novos e manifestar-se-á assim eternamente.
(Fonte: Evangelho Quotidiano)
O Abandono à Divina Providência (a partir da trad. DDB 1966, p. 138)
«Até os cabelos da vossa cabeça estão contados. Não temais»
Quando somos conduzidos por um guia que nos leva a um país desconhecido, de noite, através dos campos, sem caminho traçado, segundo a sua vontade, sem pedir a opinião de ninguém e sem querer revelar as suas intenções, poderemos tomar outro partido que não o do abandono ? De que serve olhar para onde estamos, interrogar os que passam, consultar o mapa e os viajantes? O intento [...] de um guia que quer que confiemos nele será o oposto de tudo isso; ele terá prazer em confundir a inquietação e a desconfiança de uma alma; ele deseja uma inteira confiança em si. [...]
A acção divina é essencialmente boa, ela não deseja ser reforçada nem controlada. Começou desde a criação do mundo e, a partir desse momento, desenvolve novas provas; não limita as suas operações, a sua fecundidade não se esgota; o que fazia ontem, fá-lo hoje; é a mesma acção que se aplica a todos os momentos por efeitos sempre novos e manifestar-se-á assim eternamente.
(Fonte: Evangelho Quotidiano)
O Evangelho do dia 16 de Outubro de 2009
São Lucas 12,1-7Entretanto, a multidão tinha-se reunido; eram milhares, a ponto de se pisarem uns aos outros. Jesus começou a dizer primeiramente aos seus discípulos: «Acautelai-vos do fermento dos fariseus, que é a hipocrisia.
Nada há encoberto que não venha a descobrir-se, nem oculto que não venha a conhecer-se.
Porque tudo quanto tiverdes dito nas trevas há-de ouvir-se em plena luz, e o que tiverdes dito ao ouvido, em lugares retirados, será proclamado sobre os terraços.
Digo-vos a vós, meus amigos: Não temais os que matam o corpo e, depois, nada mais podem fazer.
Vou mostrar-vos a quem deveis temer: temei aquele que, depois de matar, tem o poder de lançar na Geena. Sim, Eu vo-lo digo, a esse é que deveis temer.
Não se vendem cinco pássaros por duas pequeninas moedas? Contudo, nenhum deles passa despercebido diante de Deus.
Mais ainda, até os cabelos da vossa cabeça estão contados. Não temais: valeis mais do que muitos pássaros.
(Fonte: Evangelho Quotidiano)
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