A missiva (carta ao episcopado), ao contrário do que disseram alguns, reforça o prestígio de Bento XVI, que se vê a si próprio não como poderoso entre poderosos, mas como a custódia de uma Verdade que não é sua, que lhe foi confiada e que a todo o custo deve defender.
Bento XVI não pensa sequer naquele Concilio Vaticano III que alguns invocam, para reformar ainda mais as instituições e para adaptar a moral evangélica ao politicamente correcto da moda. Preocupações dos clericalistas.
Vittori Messori in “Corriere della Sera” (tradução JPR)
O Papa Bento está mostrando uma coragem ao assumir publicamente o que é raro ver-se nos líderes políticos: refiro-me à carta aos bispos de há alguns dias, à admissão de erros, ao modo atento em dar resposta com argumentos sobre argumentos ao mundo católico e não católico. Prosseguindo contemporaneamente em frente com a verdade.
Lucia Annunziata in “La Stampa” (tradução JPR)
Obrigado, Perdão Ajuda-me
As minhas capacidades estão fortemente diminuídas com lapsos de memória e confusão mental. Esta é certamente a vontade do Senhor a Quem eu tudo ofereço. A vós que me leiam rogo orações por todos e por tudo o que eu amo. Bem-haja!
terça-feira, 24 de março de 2009
D. José Policarpo fala do aborto e da eutanásia, como «destruições da vida» e da dignidade do ser humano
O Cardeal-Patriarca de Lisboa lamentou que hoje se viva num “ambiente cultural” que “permite agressões destruidoras nessa biodiversidade e legaliza destruições da vida humana, tanto no seu início no seio materno, como na fase terminal da existência terrena”.
“Proclamam-se, solenemente, os direitos do homem e a sua dignidade, mas pactua-se, tolera-se ou promove-se mesmo a violação contínua desses direitos”, disse este Domingo, na Sé Patriarcal, durante a quarta catequese quaresmal, dedicada ao tema “A Palavra e a Vida”. Segundo D. José Policarpo, na sociedade actual “não se é capaz de integrar harmonicamente na compreensão da vida, a sua grandeza e a sua precariedade e o sofrimento aparece incompatível com uma certa compreensão da felicidade”.
O Cardeal contrapôs a este estado de coisas as convicções profundas dos cristãos, para quem tudo parte “da Palavra de Deus, que nos revela e nos comunica a vida, que nos convida a enquadrar a nossa existência presente no horizonte alargado da sua plenitude e da sua verdade definitiva. Só assim poderemos influenciar uma cultura da vida comum a toda a sociedade”.
“Devemos partilhar a vida, porque na sua fonte divina ela é dom e partilha. Para nós cristãos, viver na fidelidade é sermos fiéis a Jesus Cristo”, acrescentou.
Para D. José Policarpo, “se Deus é a fonte da vida, nós aspiramos à plenitude e à eternidade. Participamos na vida divina, que se tornou próxima da nossa realidade em Jesus Cristo e vivemos ao ritmo da vida em Deus”.
“A vida humana deixa de ser um fenómeno, analisado pela ciência, circunscrito no tempo, reduzido às nossas capacidades de viver. A nossa vida é a mesma de Deus, dom contínuo do Espírito de Cristo ressuscitado. É em Deus que a nossa vida adquire a dimensão da eternidade”, apontou.
(Fonte: site Radio Vaticana)
“Proclamam-se, solenemente, os direitos do homem e a sua dignidade, mas pactua-se, tolera-se ou promove-se mesmo a violação contínua desses direitos”, disse este Domingo, na Sé Patriarcal, durante a quarta catequese quaresmal, dedicada ao tema “A Palavra e a Vida”. Segundo D. José Policarpo, na sociedade actual “não se é capaz de integrar harmonicamente na compreensão da vida, a sua grandeza e a sua precariedade e o sofrimento aparece incompatível com uma certa compreensão da felicidade”.
O Cardeal contrapôs a este estado de coisas as convicções profundas dos cristãos, para quem tudo parte “da Palavra de Deus, que nos revela e nos comunica a vida, que nos convida a enquadrar a nossa existência presente no horizonte alargado da sua plenitude e da sua verdade definitiva. Só assim poderemos influenciar uma cultura da vida comum a toda a sociedade”.
“Devemos partilhar a vida, porque na sua fonte divina ela é dom e partilha. Para nós cristãos, viver na fidelidade é sermos fiéis a Jesus Cristo”, acrescentou.
Para D. José Policarpo, “se Deus é a fonte da vida, nós aspiramos à plenitude e à eternidade. Participamos na vida divina, que se tornou próxima da nossa realidade em Jesus Cristo e vivemos ao ritmo da vida em Deus”.
“A vida humana deixa de ser um fenómeno, analisado pela ciência, circunscrito no tempo, reduzido às nossas capacidades de viver. A nossa vida é a mesma de Deus, dom contínuo do Espírito de Cristo ressuscitado. É em Deus que a nossa vida adquire a dimensão da eternidade”, apontou.
(Fonte: site Radio Vaticana)
Alguns lugares-chave da vida das sociedades africanas (3)
3. A área sociocultural
30. Os povos africanos mantêm, em numerosas regiões do continente, um amor profundo pela sua cultura. Os artistas, os músicos, os escultores, etc., dão largas ao seu génio por meio de obras cada vez mais reconhecidas. Reconhecemos que o enraizamento cultural condiciona o desenvolvimento integral dos indivíduos e das colectividades. Assim, homens e mulheres do continente se associam para promover a herança cultural do seu território. Alguns Estados empenharam-se nisso com resolução. Será que estas acções concertadas permitirão salvaguardar os valores africanos autênticos de respeito pelos anciãos, de respeito pela mulher como mãe, da cultura da solidariedade, da ajuda recíproca e da hospitalidade, da unidade, do respeito pela vida, da honestidade e da verdade, da palavra dada, etc., ameaçadas por valores oriundos de outros continentes e difundidos através do fenómeno da globalização?
31. A desfiguração da identidade cultural conduziu a um desequilíbrio interior das pessoas que se manifesta no relaxamento moral, na corrupção e materialismo, na destruição do casamento autêntico e da noção de uma família sadia, no esquecimento das pessoas idosas e na negação da infância. Uma cultura da violência, da divisão, do guerrilheiro-herói instalou-se na sequência dos conflitos armados. Parece que um processo organizado de destruição da identidade africana esteja em marcha sob o pretexto da modernidade. E essa será tanto mais eficaz quanto mais o analfabetismo se mantiver, devido ao fraco investimento na educação pelos poderes públicos. A educação da juventude é, assim, abandonada à influência dos anti-valores propagados pelos mass media, por certos políticos e outras figuras públicas.
32. Certas crenças e práticas negativas das culturas africanas exigem, todavia, uma vigilância particular: a feitiçaria dilacera as sociedades rurais e urbanas e, em nome da cultura ou da tradição ancestral, a mulher torna-se uma vitima dos preceitos em matéria de herança e dos ritos de viuvez, da mutilação sexual, do casamento forçado, da poligamia, etc.
33. É nestas diferentes áreas que as Igrejas particulares se sentem interpeladas e esperam tanto do discernimento dos Padres sinodais à luz da Revelação.
INSTRUMENTUM LABORIS II, 2, 30-32
(Fonte: site da Santa Sé)
30. Os povos africanos mantêm, em numerosas regiões do continente, um amor profundo pela sua cultura. Os artistas, os músicos, os escultores, etc., dão largas ao seu génio por meio de obras cada vez mais reconhecidas. Reconhecemos que o enraizamento cultural condiciona o desenvolvimento integral dos indivíduos e das colectividades. Assim, homens e mulheres do continente se associam para promover a herança cultural do seu território. Alguns Estados empenharam-se nisso com resolução. Será que estas acções concertadas permitirão salvaguardar os valores africanos autênticos de respeito pelos anciãos, de respeito pela mulher como mãe, da cultura da solidariedade, da ajuda recíproca e da hospitalidade, da unidade, do respeito pela vida, da honestidade e da verdade, da palavra dada, etc., ameaçadas por valores oriundos de outros continentes e difundidos através do fenómeno da globalização?
31. A desfiguração da identidade cultural conduziu a um desequilíbrio interior das pessoas que se manifesta no relaxamento moral, na corrupção e materialismo, na destruição do casamento autêntico e da noção de uma família sadia, no esquecimento das pessoas idosas e na negação da infância. Uma cultura da violência, da divisão, do guerrilheiro-herói instalou-se na sequência dos conflitos armados. Parece que um processo organizado de destruição da identidade africana esteja em marcha sob o pretexto da modernidade. E essa será tanto mais eficaz quanto mais o analfabetismo se mantiver, devido ao fraco investimento na educação pelos poderes públicos. A educação da juventude é, assim, abandonada à influência dos anti-valores propagados pelos mass media, por certos políticos e outras figuras públicas.
32. Certas crenças e práticas negativas das culturas africanas exigem, todavia, uma vigilância particular: a feitiçaria dilacera as sociedades rurais e urbanas e, em nome da cultura ou da tradição ancestral, a mulher torna-se uma vitima dos preceitos em matéria de herança e dos ritos de viuvez, da mutilação sexual, do casamento forçado, da poligamia, etc.
33. É nestas diferentes áreas que as Igrejas particulares se sentem interpeladas e esperam tanto do discernimento dos Padres sinodais à luz da Revelação.
INSTRUMENTUM LABORIS II, 2, 30-32
(Fonte: site da Santa Sé)
Comentário ao Evangelho do dia feito por:
Santo Ambrósio (c. 340-397), Bispo de Milão e Doutor da Igreja Sobre os mistérios, 24s (trad. breviário rev.)
«Queres ficar são?»
O paralítico da piscina de Betzatá esperava um homem [para o ajudar a descer à piscina]. Quem era esse homem, a não ser o Senhor Jesus, nascido da Virgem? Com a Sua vinda, Ele não prefigurou apenas a cura de algumas pessoas; Ele era a própria verdade que cura todos os homens. Por conseguinte, era Ele que se esperava que descesse, Ele de Quem Deus Pai disse a João Baptista: «Aquele sobre Quem vires o Espírito descer e permanecer é que baptiza no Espírito Santo» (Jo 1, 33). [...] Então, por que desceu o Espírito como uma pomba, se não para que tu a visses e reconhecesses que a pomba enviada da arca por Noé, o justo, era uma imagem desta outra pomba, de modo a que nela reconhecesses a prefiguração do sacramento do Baptismo? [...]
Podes estar ainda na dúvida, quando o Pai proclama para ti de maneira indubitável no Evangelho: «Este é o meu Filho muito amado, no qual pus todo o Meu agrado» (Mt 3, 17); quando o Filho o proclama, Ele sobre Quem o Espírito Santo se manifestou sob forma de pomba; quando o Espírito Santo também o proclama, Ele que desceu sob forma de pomba; quando David o proclama: «A voz do Senhor ressoa sobre as águas, o Deus glorioso faz ecoar o seu trovão, o Senhor está sobre a vastidão das águas» (Sl 28, 3)? A Escritura atesta também que, às preces de Gedeão, o fogo desceu do céu; e que, à prece de Elias, o fogo foi enviado para consagrar o sacrifício (Jg 6, 21; 1R 18, 38).
Não consideres o mérito pessoal dos sacerdotes, mas a sua função [...]. Por conseguinte, acredita que o Senhor Jesus está lá, invocado pela oração dos sacerdotes, Ele que disse: «Pois, onde estiverem dois ou três reunidos em Meu nome, Eu estou no meio deles» (Mt 18, 20). Por maioria de razão, onde está a Igreja, onde estão os mistérios, é lá que Ele se digna conceder-nos a Sua presença. Desceste ao baptistério. Recorda o que disseste: que crês no Pai, que crês no Filho, que crês no Espírito Santo. [...] Pelo mesmo compromisso da tua palavra, quiseste crer no Filho da mesma maneira que crês no Pai, acreditar no Espírito Santo da mesma maneira que crês no filho, apenas com a diferença que professas que é necessário crer na cruz do único Senhor Jesus.
(Fonte: “Evangelho Quotidiano”)
«Queres ficar são?»
O paralítico da piscina de Betzatá esperava um homem [para o ajudar a descer à piscina]. Quem era esse homem, a não ser o Senhor Jesus, nascido da Virgem? Com a Sua vinda, Ele não prefigurou apenas a cura de algumas pessoas; Ele era a própria verdade que cura todos os homens. Por conseguinte, era Ele que se esperava que descesse, Ele de Quem Deus Pai disse a João Baptista: «Aquele sobre Quem vires o Espírito descer e permanecer é que baptiza no Espírito Santo» (Jo 1, 33). [...] Então, por que desceu o Espírito como uma pomba, se não para que tu a visses e reconhecesses que a pomba enviada da arca por Noé, o justo, era uma imagem desta outra pomba, de modo a que nela reconhecesses a prefiguração do sacramento do Baptismo? [...]
Podes estar ainda na dúvida, quando o Pai proclama para ti de maneira indubitável no Evangelho: «Este é o meu Filho muito amado, no qual pus todo o Meu agrado» (Mt 3, 17); quando o Filho o proclama, Ele sobre Quem o Espírito Santo se manifestou sob forma de pomba; quando o Espírito Santo também o proclama, Ele que desceu sob forma de pomba; quando David o proclama: «A voz do Senhor ressoa sobre as águas, o Deus glorioso faz ecoar o seu trovão, o Senhor está sobre a vastidão das águas» (Sl 28, 3)? A Escritura atesta também que, às preces de Gedeão, o fogo desceu do céu; e que, à prece de Elias, o fogo foi enviado para consagrar o sacrifício (Jg 6, 21; 1R 18, 38).
Não consideres o mérito pessoal dos sacerdotes, mas a sua função [...]. Por conseguinte, acredita que o Senhor Jesus está lá, invocado pela oração dos sacerdotes, Ele que disse: «Pois, onde estiverem dois ou três reunidos em Meu nome, Eu estou no meio deles» (Mt 18, 20). Por maioria de razão, onde está a Igreja, onde estão os mistérios, é lá que Ele se digna conceder-nos a Sua presença. Desceste ao baptistério. Recorda o que disseste: que crês no Pai, que crês no Filho, que crês no Espírito Santo. [...] Pelo mesmo compromisso da tua palavra, quiseste crer no Filho da mesma maneira que crês no Pai, acreditar no Espírito Santo da mesma maneira que crês no filho, apenas com a diferença que professas que é necessário crer na cruz do único Senhor Jesus.
(Fonte: “Evangelho Quotidiano”)
O Evangelho do dia 24 de Março de 2009
São João 5, 1-3a.5-16
Naquele tempo,
por ocasião de uma festa dos judeus,
Jesus subiu a Jerusalém.
Existe em Jerusalém, junto à porta das ovelhas,
uma piscina, chamada, em hebraico, Betsatá,
que tem cinco pórticos.
Ali jazia um grande número de enfermos,
cegos, coxos e paralíticos.
Estava ali também um homem,
enfermo havia trinta e oito anos.
Ao vê-lo deitado
e sabendo que estava assim há muito tempo,
Jesus perguntou-lhe:
«Queres ser curado?»
O enfermo respondeu-Lhe:
«Senhor, não tenho ninguém que me introduza na piscina,
quando a água é agitada;
enquanto eu vou, outro desce antes de mim».
Disse-lhe Jesus:
«Levanta-te, toma a tua enxerga e anda».
No mesmo instante o homem ficou são,
tomou a sua enxerga e começou a caminhar.
Ora aquele dia era sábado.
Diziam os judeus àquele que tinha sido curado:
«Hoje é sábado: não podes levar a tua enxerga».
Mas ele respondeu-lhes:
«Aquele que me curou disse-me:
‘Toma a tua enxerga e anda’».
Perguntaram-lhe então:
«Quem é que te disse: ‘Toma a tua enxerga e anda’».
Mas o homem que tinha sido curado não sabia quem era,
porque Jesus tinha-Se afastado da multidão
que estava naquele local.
Mais tarde, Jesus encontrou-o no templo e disse-lhe:
«Agora estás são.
Não voltes a pecar, para que não te suceda coisa pior».
O homem foi então dizer aos judeus
que era Jesus quem o tinha curado.
Desde então os judeus começaram a perseguir Jesus,
por fazer isto num dia de sábado.
Naquele tempo,
por ocasião de uma festa dos judeus,
Jesus subiu a Jerusalém.
Existe em Jerusalém, junto à porta das ovelhas,
uma piscina, chamada, em hebraico, Betsatá,
que tem cinco pórticos.
Ali jazia um grande número de enfermos,
cegos, coxos e paralíticos.
Estava ali também um homem,
enfermo havia trinta e oito anos.
Ao vê-lo deitado
e sabendo que estava assim há muito tempo,
Jesus perguntou-lhe:
«Queres ser curado?»
O enfermo respondeu-Lhe:
«Senhor, não tenho ninguém que me introduza na piscina,
quando a água é agitada;
enquanto eu vou, outro desce antes de mim».
Disse-lhe Jesus:
«Levanta-te, toma a tua enxerga e anda».
No mesmo instante o homem ficou são,
tomou a sua enxerga e começou a caminhar.
Ora aquele dia era sábado.
Diziam os judeus àquele que tinha sido curado:
«Hoje é sábado: não podes levar a tua enxerga».
Mas ele respondeu-lhes:
«Aquele que me curou disse-me:
‘Toma a tua enxerga e anda’».
Perguntaram-lhe então:
«Quem é que te disse: ‘Toma a tua enxerga e anda’».
Mas o homem que tinha sido curado não sabia quem era,
porque Jesus tinha-Se afastado da multidão
que estava naquele local.
Mais tarde, Jesus encontrou-o no templo e disse-lhe:
«Agora estás são.
Não voltes a pecar, para que não te suceda coisa pior».
O homem foi então dizer aos judeus
que era Jesus quem o tinha curado.
Desde então os judeus começaram a perseguir Jesus,
por fazer isto num dia de sábado.
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