N. Spe Deus: o Papa Francisco aceitou o pedido de canonização do então Bem-aventurado Bartolomeu dos Mártires, sem a necessidade de mais um milagre concedido por sua intercessão, a sua canonização ocorreu no dia 10 de novembro de 2017
Obrigado, Perdão Ajuda-me
As minhas capacidades estão fortemente diminuídas com lapsos de memória e confusão mental. Esta é certamente a vontade do Senhor a Quem eu tudo ofereço. A vós que me leiam rogo orações por todos e por tudo o que eu amo. Bem-haja!
segunda-feira, 18 de julho de 2022
São Bartolomeu dos Mártires, bispo, †1590
N. Spe Deus: o Papa Francisco aceitou o pedido de canonização do então Bem-aventurado Bartolomeu dos Mártires, sem a necessidade de mais um milagre concedido por sua intercessão, a sua canonização ocorreu no dia 10 de novembro de 2017
sábado, 16 de julho de 2022
São Josemaría Escrivá sobre o Escapulário do Carmo

Hoje é dia de Nossa Sra. do Carmo
Segundo a tradição, no dia 16 de Julho de 1251, Nossa Senhora apareceu ao eremita São Simão Stock, com o escapulário na mão e dizendo-lhe que todo aquele que o recebesse e usasse como sinal dessa pertença à ordem do Carmo, seria salvo para sempre.
A devoção espalhou-se entre os fiéis ao longo dos séculos e ainda hoje se mantém. É frequente – entre novos e velhos – vermos pendurada ao pescoço a famosa medalha… Mas, ainda mais importante do que exibir o escapulário é a opção de liberdade que ele exige.
Ou seja, é na vida quotidiana que se exprime esta devoção; é nos acontecimentos concretos que se joga a verdadeira pertença a Cristo e à Igreja de que o escapulário é sinal; na certeza de que a todos os que lhe são fiéis, a Virgem protege na vida, salva na morte e intercede para sempre.
Aura Miguel em 16.07.2010
(Fonte: site Rádio Renascença)
Nossa Senhora do Carmo (festa, no Brasil)

sexta-feira, 15 de julho de 2022
A Liberdade e o medo
Depois daquela tragédia imensa, muitos
—em particular na Alemanha— tomaram consciência do efeito corrosivo do medo, capaz
de degradar sociedades inteiras até abismos inimagináveis. Hitler, ou Stalin, nunca
teriam feito milhões de vítimas, sem gigantescas máquinas de funcionários subservientes.
Qual foi a responsabilidade de
cada um deles? Aparentemente, quase ninguém teve culpa. A dactilógrafa apenas escreveu
uns papéis à máquina; o carteiro apenas entregou a correspondência; o polícia
apenas cumpriu as ordens que recebeu do tribunal; o contabilista apenas tratou
de que todos recebessem pontualmente o salário; o funcionário apenas cumpriu o
horário do serviço; o maquinista do comboio apenas fez as viagens que lhe
mandaram; o guarda-freios apenas garantiu a eficiência da circulação … Cada um desempenhou
um minúsculo papel, mas o resultado foi o holocausto organizado de milhões de inocentes.
Este paradoxo fez com que muitos,
na geração posterior à Segunda Guerra Mundial, compreendessem a dimensão ética de
todas as acções humanas. Qualquer tarefa pode colaborar numa obra maravilhosa,
ou numa obra maquiavélica; não vale «ganhar a vida», esquecendo as
consequências e o contexto daquilo que se faz.
Aqui, entra o medo, como
ingrediente fundamental da desculpa colectiva. Para evitar algo desagradável, muitos
prestam-se a torcer ligeiramente a realidade e a justiça. Parece-lhes um ajuste
sem importância, ainda que a Guerra tenha mostrado que a multidão dos pequenos
desvios impõe tiranias e industrializa o mal. As pequenas cobardias produzem
estragos.
Foi neste contexto, no final da
Guerra, que nasceu o desejo, largamente partilhado pela humanidade, de proclamar
a dignidade da pessoa humana e enunciar as correspondentes exigências éticas. Até
então, muitos classificavam a moral como um tema abstracto; em face da Guerra, entenderam
que a moral é a base indispensável da vida social e da paz.
Passaram-se entretanto várias
gerações e a questão ética esmoreceu. A sociedade burguesa habitou-se a tornear
a justiça sem a rejeitar declaradamente, voltaram as pequenas cedências
justificadas pelo medo. Porque ninguém quer ser herói, todos preferem pagar um
pouco e evitar problemas.
É assim que, nos nossos dias, a
tirania avança em várias frentes. De um lado, a brutalidade do imperialismo
russo, devorando dezenas de milhar de vidas com a inconsciência moral de quem está
a jogar xadrez. Do outro lado, com a desculpa de repor a «verdade», o
sectarismo ideológico que conquista poder sem que quase ninguém se oponha.
As poderosas empresas
informáticas, a quem devemos comunicações gratuitas, informações gratuitas, filmes,
música e divertimentos gratuitos, propuseram-se controlar as notícias «verdadeiras»
e as opiniões «correctas». Há um ano, a Presidente da Comissão Europeia rejeitou
este arbítrio e declarou que os serviços informáticos disponibilizados ao
público têm de ser abertos e transparentes. Mas, na semana passada, as grandes
empresas do sector propuseram-se melhorar a «qualidade» dos artigos que circulam
nas redes e dois Comissários da União Europeia vieram saudar alegremente a
iniciativa!
Esta semana, o Ministério Público
português decidiu secundar a proposta de um Gabinete dependente da Presidência
do Conselho de Ministros para que um tribunal retire duas crianças à família,
para poderem ser sujeitas a aulas de educação sexual na escola. Pequenos percalços,
funcionários com medo, pequenas transigências, evitar problemas. Um dia, volta o
horror que serviu de inspiração à Declaração Universal dos Direitos Humanos.



