Obrigado, Perdão Ajuda-me

Obrigado, Perdão Ajuda-me
As minhas capacidades estão fortemente diminuídas com lapsos de memória e confusão mental. Esta é certamente a vontade do Senhor a Quem eu tudo ofereço. A vós que me leiam rogo orações por todos e por tudo o que eu amo. Bem-haja!

sexta-feira, 12 de maio de 2017

Os protestantes

Na sua alocução antes da procissão das velas, o Papa não se esqueceu de explicar, pensando naqueles que conhecem pior a Igreja, o que é a devoção a Nossa Senhora. Fê-lo através de um conjunto de contraposições.

Por um lado, «a Mestra espiritual, a primeira que segui o caminho estreito da cruz»..., do outro, «uma Senhora “inantigível” e inimitável»...

Por um lado, a «bendita por ter acreditado», como diz o Evangelho,... por outro, «uma “santinha” a quem se recorre para obter favores a baixo preço»...

Por um lado, a «Virgem Maria do Evangelho»... por outro, «sensibilidades subjectivas, (...) uma Maria melhor do que Cristo»...

Estas explicações foram importantes para se entender em toda a profundidade o que o Papa sublinhou, repetindo uma frase de Paulo VI: « se queremos ser cristãos, devemos ser marianos».

José Maria C.S. André
12-V-2017

Vivi distraído?...

De dia, Fátima inunda-se de um mar de lenços brancos que saúdam Nossa Senhora e o Papa, à noite brilham milhares de velas, fazendo do recinto um céu povoado de estrelas. O ambiente convida especialmente à oração. A meditação do Papa na procissão das velas foi particularmente longa e densa, levando-nos à alegria, ao agradecimento e a um exame de consciência.

– «Pelo orgulho do meu coração, vivi distraído, atrás das minhas ambições e interesses...», afinal sem êxito: «...não ocupei nenhum trono, Senhor! A única possibilidade de exaltação que tenho é que a vossa Mãe me pegue ao colo, me cubra com o seu manto e me ponha junto do vosso coração».

Houve um momento particularmente emotivo, quando o Papa falou de nós:
– «Sinto que Jesus vos confiou a mim».

Nessa preocupação por todos, especialmente pelos que mais precisarem, como pedia Nossa Senhora em Fátima, o Papa abençoou cada uma das nossas necessidades. Uma bênção maravilhosa.

– «A bênção [de Deus] cumpriu-se cabalmente na Virgem Maria, pois nenhuma outra criatura viu brilhar sobre si a face de Deus como Ela (...). Na verdade, [citando Paulo VI] “se queremos ser cristãos, devemos ser marianos; isto é, devemos reconhecer a relação essencial, vital e providencial que une Nossa Senhora a Jesus e nos abre o caminho que leva a Ele”».

– Maria é «Mestra de vida espiritual», «a primeira que seguiu Cristo pelo caminho “estreito” da cruz», a «bendita por ter acreditado, sempre e em todas as circunstâncias», a «Virgem Maria do Evangelho, venerada pela Igreja orante»...

Sentimo-nos frustrados pelos nossos pecados?
– «Grande injustiça fazemos a Deus e à sua graça quando se afirma em primeiro lugar que os pecados são punidos pelo seu julgamento, sem antepor que são perdoados pela sua misericórdia!»

Por Maria, vem-nos essa misericórdia [citando novamente Paulo VI]:
– «Sempre que olhamos para Maria, voltamos a acreditar na força revolucionária da ternura e do carinho. Nela vemos que a humildade e a ternura não são virtudes dos fracos, mas dos fortes (...). Esta dinâmica de justiça e de ternura, de contemplação e de caminho ao encontro dos outros é aquilo que faz d’Ela um modelo eclesial para a evangelização».

José Maria C.S. André
12-V-2017

Breve alocução do Santo Padre antes da recitação do Rosário

Amados peregrinos de Maria e com Maria!

Obrigado por me acolherdes entre vós e vos associardes a mim nesta peregrinação vivida na esperança e na paz. Desde já desejo assegurar a quantos estais unidos comigo, aqui ou em qualquer outro lugar, que vos tenho a todos no coração. Sinto que Jesus vos confiou a mim (cf. Jo 21, 15-17) e, a todos, abraço e confio a Jesus, «principalmente os que mais precisarem» - como Nossa Senhora nos ensinou a rezar (Aparição de julho de 1917).

Que Ela, Mãe doce e solícita de todos os necessitados, lhes obtenha a bênção do Senhor! Sobre cada um dos deserdados e infelizes a quem roubaram o presente, dos excluídos e abandonados a quem negam o futuro, dos órfãos e injustiçados a quem não se permite ter um passado, desça a bênção de Deus encarnada em Jesus Cristo: «O Senhor te abençoe e te guarde! O Senhor faça brilhar sobre ti a sua face e te favoreça! O Senhor volte para ti a sua face e te dê a paz» (Nm 6, 24-26).

Esta bênção cumpriu-se cabalmente na Virgem Maria, pois nenhuma outra criatura viu brilhar sobre si a face de Deus como Ela, que deu um rosto humano ao Filho do eterno Pai, podendo nós agora contemplá-Lo nos sucessivos momentos gozosos, luminosos, dolorosos e gloriosos da sua vida, que repassamos na recitação do Rosário. Com Cristo e Maria, permaneçamos em Deus. Na verdade, «se queremos ser cristãos, devemos ser marianos; isto é, devemos reconhecer a relação essencial, vital e providencial que une Nossa Senhora a Jesus e que nos abre o caminho que leva a Ele» (PAULO VI, Alocução na visita ao Santuário de Nossa Senhora de Bonaria-Cagliari, 24/IV/1970). Assim, sempre que rezamos o Terço, neste lugar bendito como em qualquer outro lugar, o Evangelho retoma o seu caminho na vida de cada um, das famílias, dos povos e do mundo.

Peregrinos com Maria… Qual Maria? Uma «Mestra de vida espiritual», a primeira que seguiu Cristo pelo caminho «estreito» da cruz dando-nos o exemplo, ou então uma Senhora «inatingível» e, consequentemente, inimitável? A «Bendita por ter acreditado» (cf. Lc 1, 42.45) sempre e em todas as circunstâncias nas palavras divinas, ou então uma «Santinha» a quem se recorre para obter favores a baixo preço? A Virgem Maria do Evangelho venerada pela Igreja orante, ou uma esboçada por sensibilidades subjetivas que A veem segurando o braço justiceiro de Deus pronto a castigar: uma Maria melhor do que Cristo, visto como Juiz impiedoso; mais misericordiosa que o Cordeiro imolado por nós?

Grande injustiça fazemos a Deus e à sua graça, quando se afirma em primeiro lugar que os pecados são punidos pelo seu julgamento, sem antepor – como mostra o Evangelho – que são perdoados pela sua misericórdia! Devemos antepor a misericórdia ao julgamento e, em todo o caso, o julgamento de Deus será sempre feito à luz da sua misericórdia. Naturalmente a misericórdia de Deus não nega a justiça, porque Jesus tomou sobre Si as consequências do nosso pecado juntamente com a justa pena. Não negou o pecado, mas pagou por nós na Cruz. Assim, na fé que nos une à Cruz de Cristo, ficamos livres dos nossos pecados; ponhamos de lado qualquer forma de medo e temor, porque não se coaduna em quem é amado (cf. 1 Jo 4, 18). «Sempre que olhamos para Maria, voltamos a acreditar na força revolucionária da ternura e do carinho. Nela vemos que a humildade e a ternura não são virtudes dos fracos mas dos fortes, que não precisam de maltratar os outros para se sentirem importantes (…). Esta dinâmica de justiça e de ternura, de contemplação e de caminho ao encontro dos outros é aquilo que faz d’Ela um modelo eclesial para a evangelização» (Exort. ap. Evangelii gaudium, 288). Possamos, com Maria, ser sinal e sacramento da misericórdia de Deus que perdoa sempre, perdoa tudo.

Tomados pela mão da Virgem Mãe e sob o seu olhar, podemos cantar, com alegria, as misericórdias do Senhor. Podemos dizer-Lhe: A minha alma canta para Vós, Senhor! A misericórdia, que usastes para com todos os vossos santos e com todo o vosso povo fiel, também chegou a mim. Pelo orgulho do meu coração, vivi distraído atrás das minhas ambições e interesses, mas não ocupei nenhum trono, Senhor! A única possibilidade de exaltação que tenho é que a vossa Mãe me pegue ao colo, me cubra com o seu manto e me ponha junto do vosso Coração. Assim seja.

São Josemaría Escrivá ocorreu nesta data em 1981

Celebra-se em Roma a primeira sessão do processo de canonização de Josemaría Escrivá de Balaguer.

A “responsabilidade” da Irmã Lúcia no início do trabalho do Opus Dei em Portugal

Foi a vidente de Fátima quem, em Fevereiro de 1945, pediu a S. Josemaria Escrivá que fosse a Portugal para acelerar o começo do apostolado do Opus Dei no nosso país.

2 de novembro de 1972
S. Josemaria conheceu a Irmã Lúcia em Fevereiro de 1945. Tinha ido a Tuy, em Espanha, encontrar-se com o bispo, o seu amigo D. José López Ortiz. A Irmã Lúcia, vidente de Fátima, encontrava-se então num convento em Tuy. O bispo quis que S. Josemaria a conhecesse. A conversa foi providencial uma vez que a Irmã Lúcia pediu insistentemente ao Fundador que fosse a Portugal, para poder assim apressar os começos do trabalho do Opus Dei em terras portuguesas. A viagem está nos seus planos apostólicos, mas não naquele momento, entre outras coisas porque não tinha passaporte. Mas isso não foi um obstáculo pois, com um telefonema para Lisboa, a Irmã Lúcia obteve para S. Josemaria, e para os que o acompanhavam, a autorização necessária.
Assim, a pedido da Irmã Lúcia, a viagem que o Fundador e Álvaro del Portillo tinham iniciado no dia 29 de Janeiro em Espanha, conheceria um imprevisto prolongamento em solo português.

No dia 5 de Fevereiro estiveram no Porto e saudaram o bispo. D. Agostinho de Jesus Sousa. No dia seguinte foram convidados a almoçar com o bispo de Leiria, a diocese onde Fátima se situa. Visitaram o Santuário de Nossa Senhora de Fátima, então quase terminado. Em Aljustrel S. Josemaria conheceu várias famílias que participaram nos acontecimentos históricos; foi fotografado junto da mãe da Jacinta. Em Fátima o fundador do Opus Dei confiou a Nossa Senhora o futuro trabalho apostólico em Portugal. Visitaria Fátima muitas outras vezes nos anos posteriores, para rezar diante de Nossa Senhora.


Vinte e cinco anos mais tarde, o Fundador recordava os pormenores desta sua primeira entrevista com a Irmã Lúcia: “Tratei-a com secura, porque sabia que era uma santa, e não só não se aborreceu, como me disse que o Opus Dei tinha de vir para Portugal. Respondi-lhe que não tínhamos passaporte, mas ela retorquiu: eu resolvo já isso. Telefonou para Lisboa e conseguiu-nos um documento para atravessarmos a fronteira. Não falámos das aparições de Nossa Senhora: nunca o fiz. É uma mulher de uma humildade maravilhosa. Sempre que a vejo, recordo-lhe que teve um papel importante nos começos da Obra em Portugal (cfr Andrés Vázquez de Prada. Josemaria Escrivá – Fundador do Opus Dei, Verbo, Lisboa 2003, p. 553).

Sobre essa conversa que S. Josemaria teve com a Irmã Lúcia, D. José López Ortiz conta o seguinte: “Entre outras coisas, disse-lhe mais ou menos: Irmã Lúcia, tendo em conta tudo o que dizem de si e de mim, se ainda por cima formos para o inferno...! O Padre contou-me que a Irmã Lúcia ficou pensativa e disse, com grande simplicidade: ‘É verdade, tem razão.’ Josemaria ficou muito satisfeito ao comprovar a sua humildade” (José López Ortiz, in Josemaria Escrivá - Testemunhos, Editora Rei dos Livros, Lisboa 1992, p. 94).

Escreveu a Madre Superiora do convento de Carmelitas Descalças de Coimbra em Janeiro de 2001: “Como cooperadoras do Opus Dei desde há várias décadas, queremos manifestar a nossa alegria pela já próxima canonização do beato Josemaria. Este gozo é compartilhado pela Irmã Lúcia, que reitera o que já manifestou por ocasião da beatificação do Servo de Deus”.