Obrigado, Perdão Ajuda-me

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As minhas capacidades estão fortemente diminuídas com lapsos de memória e confusão mental. Esta é certamente a vontade do Senhor a Quem eu tudo ofereço. A vós que me leiam rogo orações por todos e por tudo o que eu amo. Bem-haja!

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Despertar do comodismo por Aura Miguel

Não é sempre que o Papa Bento XVI dedica quatro dias a um só país da Europa. Portugal é, por isso, privilegiado.

Mais: o programa destes quatro dias é bastante variado, porque pretende ir ao encontro das realidades da Igreja portuguesa. Isto é, Bento XVI é como um pai, que vem ao nosso encontro. E nós? Vamos ao encontro dele?

Porque é que eu estou a falar nisto? É que noutros contextos – como, por exemplo, aconteceu em Angola – só o facto de o Papa sair de sua casa em Roma para ir ao encontro dos fiéis africanos, só isso, foi motivo de festa, com toda a gente na rua para acolher o Sucessor de Pedro.

Será que temos esta consciência em Portugal?

Já ouvi bons católicos dizerem que preferem seguir tudo pela televisão. E até mesmo religiosas, que não vão pôr os pés em Fátima nesses dias (apesar de o Papa ter agendado um encontro específico com os consagrados). Não gostam de confusão – dizem, como desculpa.

Este é o típico retrato da velha Europa: acomodada, rotineira e cansada da fé.

Espero que os portugueses despertem deste comodismo e permitam que Bento XVI se sinta aqui como em sua casa, sob pena de a nossa herança secular de amor e fidelidade ao Papa ficar definitivamente arrumada no passado, apenas reduzida aos livros de história.

Aura Miguel

(Fonte: site Rádio Renascença)

Comentário JPR:

Aura Miguel, como já nos tem habituado coloca o dedo na ferida.

«"Ego palam locutus sum mundo", Eu preguei publicamente diante de toda a gente - responde Jesus a Caifás, quando se aproxima o momento de dar a Vida por nós.»
E, no entanto, há cristãos que se envergonham de manifestar "palam" - abertamente - veneração ao Senhor!
(São Josemaría Escrivá, Sulco, 50)

«Ovo» de Siza Vieira para o Papa

Peça de ourivesaria desenhada pelo arquitecto portuense e executada por Manuel Alcino vai ser oferecida a Bento XVI no dia 12 de Maio

Um «ovo» de prata desenhado por Siza Vieira é o presente que vão oferecer a Bento XVI os representantes do mundo da Cultura que com ele se vão encontrar a 12 de Maio, em Lisboa.

A peça de ourivesaria foi apresentada esta Sexta-feira aos jornalistas, a quem Siza confessou ter ficado “aflito” quando recebeu o convite.

“Primeiro veio a ideia de uma pomba, porque é hábito dar à pomba uma simbologia com múltiplos significados”, referiu. Depois, veio a ideia de criar uma “caixa” com a forma de um ovo.

Em declarações à ECCLESIA, o arquitecto português admitiu ter-se inspirado a “referências que todos temos no espírito”.

Siza Vieira trabalhou com “plena liberdade de escolha” e não levou “muito tempo” a definir aquilo que queria fazer.

“Foi um trabalho tranquilo e não foi feito no meio de obstruções, crises ou polémicas”, assegura, revelando que não poderá estar presente no dia em que a peça vai ser entregue ao Papa.

D. Carlos Azevedo, coordenador-geral da visita de Bento XVI a Portugal, confessou-se “muito impressionado” com o resultado do trabalho, no qual vislumbra a “energia da simplicidade”.

Assinada pelo arquitecto Siza Vieira, a peça foi executada pelo ourives Manuel Alcino.

Trata-se de um trabalho em prata e porcelana não vidrada (biscuit), que representa a inspiração e o Espírito Santo.

Aludindo à forma de ovo, com uma dimensão de “renascimento”, o coordenador-geral da visita de Bento XVI disse ser essencial encontrar “algo que ajude a ir à essência das coisas”, ajudando a encontrar um “renascimento espiritual”.

D. Carlos Azevedo destacou ainda o “alcance” da personalidade escolhida para desenhar este presente para o Papa.

A peça será entregue por D. Manuel Clemente, presidente da Comissão episcopal responsável pela área da cultura, no encontro que irá decorrer no Centro Cultural de Belém.

Sobre os preparativos gerais da visita, D. Carlos Azevedo assegurou que está tudo a “correr muito bem” e a ser tratado “atempadamente”.

“Tudo está a postos para receber de modo belo, feliz e festivo o Santo Padre”, concluiu, recusando comparações do actual Papa com João Paulo II.

(Fonte: site Agência Ecclesia)

Bento XVI: é falimentar uma economia sem ética e sem respeito pela pelas pessoas


A derrocada da finança mundial mostrou que um sistema económico sem regras éticas, que promovam um desenvolvimento integral da pessoa e não só lucro, está destinado a falir. Esta é uma das considerações principais de Bento XVI na audiência concedida na manhã desta sexta-feira aos participantes na plenária da Academia Pontifícia das Ciências, Aos peritos reunidos no Vaticano até ao próximo dia 4 para discutir sobre o tema “ a crise numa economia global. Projectar de novo o nosso caminho o Papa disse que a solidariedade entre as gerações deve ser reconhecida como um critério ético fundamental para julgar qualquer sistema social

“ A derrocada financeira mundial, como sabemos, mostrou a fragilidade do sistema económico actual e as instituições a ele ligadas. Além disso mostrou o erro do pressuposto com base no qual o mercado é capaz de se regular, para além da intervenção publica e do contributo de normas éticas internas.

Contra esta visão que, observou o Papa, deriva de um conceito empobrecido da vida económica – considerada uma espécie de mecanismo de auto-calibração guiada por interesses pessoais e de lucro - Bento XVI opôs os valores da Doutrina social da Igreja, condensados no Magistério da Caritas in veritate.

Mais do que uma espiral de produção e de consumo tendente a responder a necessidades humanas definidas, a vida económica deve ser vista correctamente como um exercício de responsabilidade humana, intrinsecamente orientada para a promoção da dignidade da pessoa, a prossecução do bem comum e o desenvolvimento integral - politico, cultural e espiritual - de indivíduos, famílias e sociedades..

Projectar de novo o caminho – prosseguiu o Santo Padre – quer dizer portanto repensar aqueles “standard globais e os objectivos que guiam e orientam a vida económica. A Igreja, salientou, afirma a existência de uma lei natural universal, cujos princípios foram inscritos por Deus na criação. Princípios, acrescentou, que são acessíveis à razão humana e como tais, devem ser adoptados como base para as opções praticas.

Como parte do grande património da sapiência humana, a leia moral natural, da qual a Igreja se apropriou, purificando-a e desenvolvendo-a á luz da Revelação cristã, serve como um farol, guia os esforços dos indivíduos e das comunidades a perseguir o bem e a evitar o mal, enquanto que orienta o seu empenho a construir uma sociedade autenticamente justa e humana.

Entre os princípios indispensáveis para plasmar uma visão ética da vida económica devem encontrar-se – afirmou Bento XVI – a promoção do bem comum, enraizada no respeito pela dignidade da pessoa humana em todos os sectores da produção e do comercio e nas instituições politicas e sociais, com uma responsabilidade comum em relação ás novas gerações.

A solidariedade entre as gerações doravante deve ser reconhecida como um critério ético fundamental para julgar qualquer sistema social. Estas realidades indicam a urgência de reforçar os procedimentos de governance da economia global, embora no respeito dos princípios de subsidiariedade . Porém, no fim, todas as decisões económicas e politicas devem ser dirigidas para a caridade na verdade, enquanto guarda a verdade e dirige a potencia libertadora da caridade para o meio das vicissitudes humanas contingentes e ás estruturas.

(Fonte: site Radio Vaticana)

Papa Bento XVI não teme enfrentar os "lobos", afirma o Presidente do Senado italiano

O Presidente do Senado de Itália, Renato Schifani, salientou que ante os ataques mediáticos contra o Papa Bento XVI que procuram silenciar a sua voz, o Santo Padre "não teme enfrentar aos lobos" e guiar a Igreja Católica como supremo pastor que leva a verdade do homem a todo o mundo e anunciando-a com seu próprio testemunho de vida.

Num encontro dedicado ao tema do "Mundo que sofre pela falta de pensamento" organizado em Roma pela Congregação dos Filhos da Imaculada Conceição, realizado esta quarta-feira, Schifani assinalou que o Papa não evita os conflitos e tampouco admite pastores que procurem fazê-lo.

Durante a sua intervenção, em que utilizou várias entrevistas do Santo Padre, o Presidente do Senado italiano afirmou que "em um momento no que a consternação e o sentido de traição que ‘actos pecaminosos e criminais’ se geraram em todo mundo e em toda a Igreja, Bento XVI expressou abertamente – cito palavras suas – ‘a vergonha e o remorso que todos provamos’".

O Papa, prosseguiu, ante "a traição e o sofrimento das vítimas de abusos sexuais não se limitou a manifestar sua própria indignação pela violência sofrida, mas compartilhou com eles o sofrimento, a oração, a dor destinada a permanecer".

Logo depois de reiterar sua política de "tolerância zero" ante os culpados destes crimes, Schifani recordou que o Papa Bento "em 1969 não teve medo de advertir o risco de um novo paganismo na própria Igreja e em 2005 não se limitou a falar da soberba, da auto-suficiência, da sujidade em termos da Igreja, não só dentro da Igreja e – cito uma vez mais suas palavras – ‘também entre aqueles, no sacerdócio, que deveriam pertencer somente a Ele’".

"Assistimos nestes últimos meses à tentativa de gerar um verdadeiro ‘pânico moral’, que busca minar o próprio coração do Magistério através da erosão da relação de confiança que está na base de todo desafio comunicativo e, em particular, do desafio educativo. A teologia da caridade e a teologia da esperança representam para o Bento XVI os eixos então de toda a mensagem cristã. A vida autêntica é de facto e ao mesmo tempo relação e conhecimento, ‘um dar e receber’".

Schifani sublinhou de seguida que "àqueles que querem esconder com ataques mediáticos a mensagem de esperança e o testemunho de caridade da Igreja, que Bento XVI se opõe a esse caminho de horror através da suave pendente evangélica: ‘insultado não respondia aos insultos, maltratado não ameaçava com vinganças, mas se confiava em Quem julga com justiça’".

Noutros termos, continuou , "quando assistimos a ataques que não faltaram e a defesas que, de modo contrário, com frequência ficaram silenciosas, com as palavras de um teólogo de nosso tempo tenho que dizer: ‘a grandeza de um espírito mede-se pelo grau de verdade que é capaz de suportar’ e ‘a verdade não precisa defender-se, se defende por si mesma’".

Para o presidente do Senado italiano, "chegará o dia no que as mulheres e homens livres de nosso tempo poderão dizer dele: ‘no meio daquela violenta tempestade, ele manteve a confiança e a esperança e a transmitiu também aos companheiros de viagem. Daquele naufrágio nasceu uma comunidade cristã fervorosa e sólida’".

"Aos jovens e a todos nós, Bento XVI fala de uma ‘nova evangelização’ que não significa ‘atrair rapidamente com novos métodos mais refinados as grandes massas da Igreja’, mas sim reconhecer que as ‘grandes coisas começam sempre do grão pequeno’. Trata-se de aceitar o desafio de ‘tomar a amplitude da história e lançar as redes’".

Finalmente Renato Schifani destacou que "a palavra do Bento XVI é o testemunho do sofrimento acolhido com serenidade e alegria. O Papa diz aos homens de nosso tempo muitas vezes abandonados contra as paredes do pessimismo e o conformismo que ‘a alegria não pode ser exigida. Só pode ser dada’ e a Igreja não a pode fabricar, mas apenas recebê-la, quer dizer recebê-la de onde já está, de onde ela está realmente presente’".

(Fonte:’ACI Digital’ com adaptação de JPR)

Carta aberta ao Senhor Presidente da República

Exmo. Senhor Presidente da República

Aparece nos órgãos de comunicação social a “notícia” de que V. Exa. estaria a preparar o veto à vulgarmente chamada, “Lei dos casamentos homossexuais”.

Com toda a sinceridade não acredito muito nessa hipótese.

Com efeito, e se olharmos para trás, percebemos que em todos os momentos em que foi preciso o Presidente da República ter uma intervenção a favor dos valores que enformam a sociedade portuguesa, V. Exa. sempre decidiu de acordo com a minoria que grita mais alto e que se arroga do direito, (com uma pretensão de modernidade), de mudar tudo o que faz parte da cultura e dos valores da Nação Portuguesa.

Foi assim com a “Lei do Aborto”, com a “Lei para facilitar os divórcios”, para apenas focar estas, mas, curiosamente, quando a “Lei do Estatuto Regional dos Açores” beliscou os poderes da Presidência da República, aí e nesse caso, tomou uma posição de força e “comprou” mesmo uma “guerra” com o Governo.

Por isso, e por este modo de proceder a que nos habituou, é que eu duvido muito que a referida “notícia” tenha alguma credibilidade.

Mas já agora aproveito para pedir a V. Exa. que nos poupe à leitura de uma qualquer nota que decida enviar à Assembleia da República, tal como fez quando da “Lei do Aborto”, pois essas notas não são mais do que um lavar de mãos, uma atitude do tipo: “Eu não concordo, mas assino”.

Tenho eu alguma coisa contra os homossexuais poderem viver juntos e até terem direitos reconhecidos por lei civil dessa mesma união?

Não, não tenho nada contra, pois essa é uma opção de cada um, que eu não julgo, nem tenho de julgar, embora vá contra a Doutrina e a Fé que eu professo na minha vida.

Posso afirmar essa Fé e essa Doutrina, testemunhando-a e tentando cumpri-la, mas não posso, não devo, nem quero impô-la a ninguém que a não queira aceitar e seguir.

Outra coisa bem diferente é aceitar que a instituição do Casamento, que desde sempre se entendeu como a união entre um homem e uma mulher, (escuso-me de pensamentos exaustivos sobre o assunto que já são do conhecimento de todos), para em circunstâncias normais constituírem uma família, seja posta em causa, apenas para tornar normal aquilo que o não é.

E o problema maior é que com estas leis que V. Exa. vai aprovando, (embora afirmando que o faz a contragosto), a sociedade portuguesa se vai desagregando e dando sinais de uma degradação progressiva.

Neste momento e julgo que nestes últimos dois anos, já morrem em Portugal mais Portugueses do que aqueles que nascem.
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O aborto que seria para as excepções, (se é que há excepções quando se trata de defender a vida humana?), tornou-se prática comum, de tal modo que constitui já, no fundo, um método anticoncepcional com a ironia, (se é que assim se lhe pode chamar), de o ser já depois da concepção.

Os compromissos assumidos num casamento, são menos importantes e defendidos em lei do que um vulgar contrato de trabalho, o que leva cada vez mais à desresponsabilização das pessoas, à destruição fácil das famílias, e ao cada vez mais periclitante desenvolvimento harmonioso das crianças e dos jovens, com as consequências que estão à vista na nossa sociedade.

Afirma-se em defesa da aprovação destas leis que as mesmas faziam parte dos programas dos partidos sufragados em eleições, como se algum Português que queira ser verdadeiro acredite que antes de votar, cada cidadão lê algum desses programas.

Mas a ser assim, e se essa fosse uma razão de peso para a aprovação dessas leis, também V. Exa. se poderá socorrer da sua condição de cristão e católico, pois que os Portugueses que em si votaram sabiam dessa sua “condição”, que V. Exa. não fez segredo nenhum em mostrar.

É que não se é cristão e católico para umas coisas e outras não!

Um cristão e católico deve pautar a sua vida pela Fé e pela Doutrina que afirma professar e tanto uma como a outra estão acima dos seus próprios interesses, ou mesmo os dos outros, quando os mesmos ferem e cortam a sua relação com Deus.

Foi por isso, por exemplo, que Pedro e João depois de proibidos pelo Sinédrio de falar ou ensinar em nome de Jesus Cristo, responderam:
«Julgai vós mesmos se é justo, diante de Deus, obedecer a vós primeiro do que a Deus. Quanto a nós, não podemos deixar de afirmar o que vimos e ouvimos.» Act 4, 19-20

Senhor Presidente da República

Este Governo e as leis que fez aprovar na Assembleia da República, verdadeiros atentados à vida, aos valores, à sociedade, irá ficar na história de Portugal como um dos períodos mais negros da sua existência.

As notas que V. Exa. enviou e enviar à Assembleia da República, invocando o seu tímido desacordo não passam disso mesmo: notas, que não ficarão para a posteridade!

Como tal, o que ficará na história será o facto de V. Exa. ter aprovado também essas leis iníquas, o que o torna conivente com a degradação da sociedade Portuguesa.

V. Exa. sabe bem que o referendo pedido por tantos Portugueses para esta lei nunca foi admitido, porque havia a certeza, pela parte dos fautores da lei, que o mesmo lhes seria adverso, pois basta ver e ler as sondagens que foram feitas sobre o assunto.

V. Exa. não tem que concordar com o Governo e as forças políticas que pouco a pouco vão destruindo a nossa sociedade, até porque uma maioria na Assembleia, não significa forçosamente uma maioria no País.

E depois, mesmo que houvesse uma maioria, a verdade é que há maiorias que se enganam.

Senhor Presidente da República, V. Exa. poderá ficar na história de Portugal de dois modos.

Ou como aquele que ratificou leis que destruíram a nossa sociedade, ou como aquele que teve a coragem de se lhes opor por um bem maior, sendo coerente com os seus princípios e com os valores da Nação Portuguesa.

Do primeiro modo, rapidamente será esquecido, do segundo será lembrado para sempre.

É certo que o veto poderá não impedir que a lei seja mais tarde novamente aprovada pela Assembleia da República e assim, (julgo eu), ter V. Exa. a “obrigação” de a ratificar.

Mas perante esse facto tem V. Exa. a oportunidade de demonstrar que a coerência de vida assente na Fé e Doutrina que afirma professar, fala mais alto que uma qualquer função pública, (por mais importante que ela seja), e então recusar-se novamente a ratificar a referida “lei”.

E se para tal, for preciso renunciar às suas funções como Presidente da República, faça-o, porque ganha o País ao passar-lhe V. Exa. uma tal imagem de coragem e coerência, ganhamos todos nós ao percebermos que afinal ainda há cristãos e católicos que não desistem de colocar «Deus acima de todas as coisas», e ganha com certeza o Aníbal Cavaco Silva a quem Deus abençoará na sua decisão e dando-lhe, em todos nós que acreditamos, o respeito e a admiração devidas por tal atitude.

Dará também aos Portugueses, que tanto andam deprimidos e desinteressados da vida Portuguesa, um novo alento, pois perceberão que ainda vale a pena lutar por uma sociedade mais justa, mas sem fazer concessões àqueles que no fundo a querem destruir, pensando apenas nos seus próprios interesses.

Muitos dirão que sou um sonhador!
Sê-lo-ei, sem dúvida, mas prefiro acreditar que ainda é possível testemunhar a coerência de tudo em que dizemos acreditar.

Se em algum momento desta carta, ofendo V. Exa. peço que me perdoe, pois não é nem foi esse o meu intuito.

Com os meus respeitosos cumprimentos.

Joaquim Mexia Alves
http://queeaverdade.blogspot.com/2010/04/carta-aberta-ao-senhor-presidente-da.html