Obrigado, Perdão Ajuda-me

Obrigado, Perdão Ajuda-me
As minhas capacidades estão fortemente diminuídas com lapsos de memória e confusão mental. Esta é certamente a vontade do Senhor a Quem eu tudo ofereço. A vós que me leiam rogo orações por todos e por tudo o que eu amo. Bem-haja!

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Bispos apelam ao voto informado

A Igreja Católica volta a apelar ao voto nos actos eleitorais que se avizinham e pede aos portugueses que o façam em consciência.

A mensagem foi divulgada no final da reunião desta tarde do Conselho Permanente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP).

“Não é tanto este partido de centro, de esquerda ou de direita que está em questão, mas importa votar por objectivos, por valores e, seguramente, cada um deve ver o que os partidos dizem sobre temas fundamentais como o casamento, a família, os mais desprotegidos da sociedade”, diz o Padre Manuel Morujão, porta-voz da CEP.

Noutro plano, a CEP quer saber o que a imprensa vai publicando em matérias religiosas, por isso, decidiu contratar uma empresa para, a partir de Outubro, executar o serviço de “clipping”.

A Igreja espera assim manter-se actualizada, para melhor responder aos problemas da sociedade, diz o Padre Manuel Morujão.

No final da reunião, o porta-voz da Conferência Episcopal revelou ainda que o compromisso dos leigos para com a Igreja e o mundo será um dos temas a abordar na assembleia plenária dos Bispos portugueses, marcada para Novembro.

(Fonte: site Agência Ecclesia)

Ave Maria - Gregoriano clássico

"Abre-te!"

Diante de um surdo-mudo que trouxeram à Sua presença,
Jesus, «…erguendo os olhos ao Céu, suspirou e disse-lhe:
‘Efatá’, que quer dizer ‘Abre-te’».
E o milagre aconteceu, e o homem começou a ouvir e a falar.

Há também em mim uma surdez que me emudece.
É uma surdez do coração
que não deixa entrar e operar as verdades ouvidas e ensinadas,
às vezes mesmo, verdadeiras evidências,
que não causam o espanto esperado e devido.

Ouvia esta passagem do Evangelho de S. Marcos
e pensava no milagre tão maior que qualquer cura
que acontecia diante de mim:
o pão e o vinho tornavam-se, carne e sangue de Cristo!

E que fiz eu? Permaneci sereno diante do altar.

Mas… e então o espanto? E a exaltação perante o milagre?
E a gratidão pelo Dom infinito e gratuito
de poder ter o próprio Cristo diante de mim e em mim?
E porque é que não se transformou o meu olhar
sobre a vida e sobre o mundo?
E onde está a certeza de que, sendo assim,
não há mais lugar para a solidão ou tristeza?
E que é feito da alegria contagiante de ser testemunha
Deste facto extraordinário?

E saio da Igreja, contente, sim; grato, também.
Mas… só isto?

Por muito menos, os que assistiram à cura do surdo-mudo,
partiram correndo «cheios de assombro»,
dizendo por todo o lado as coisas admiráveis que Jesus fazia.

Resta-me pedir-Te Senhor
que Te debruces sobre mim,
levantes os olhos para o Pai
e digas de novo, um definitivo: «Efatá!»


Rui Corrêa d' Oliveira

Agradecimento: 'Infovitae'

Nota: vide s.f.f. Evangelho de Domingo dia 6 de Setembro AQUI

Nem só de pão vive o homem, senhor engenheiro

José Sócrates está convencido de que não há ninguém mais belo do que ele. E é essa vaidade que o perde.

José Sócrates é um homem a quem não faltam qualidades para ser primeiro-ministro. Gosta do poder e não se envergonha disso. Despreza a conversa do político sacrificado ou do homem providencial. Trabalha horas sem fim e não se queixa. Deseja deixar a sua marca no País. É o primeiro-ministro que mais esforço fez para fazer avançar reformas essenciais desde Cavaco Silva. Aguenta a contestação da rua. Protege os seus ministros. Acredita sinceramente no que anda a fazer. E acima de tudo, está lá sempre, não desiste, não vira a cara, vai à luta, jamais abandona o barco. Ter um primeiro-ministro com capacidade de liderança, com perseverança e com coragem já é ter alguma coisa. Na verdade, é ter mais do que aquilo a que estávamos habituados desde Cavaco. Se me perguntassem: "entre José Sócrates e Manuela Ferreira Leite, qual tem mais capacidade para desenvolver o País e o pôr a andar para a frente?" Eu não teria qualquer dúvida em responder: "José Sócrates." E no entanto, jamais votaria nele nas próximas eleições.

"Nem só de pão vive o homem", responde um Jesus esfomeado ao diabo quando por ele está a ser tentado no deserto. Infelizmente, o alcance desta frase milenar (já vem do Antigo Testamento) está muito para além da arquitectura mental do senhor engenheiro. Então ele pensa: se eu me esforço, se eu faço, porque é que não sou admirado por isso? E é no labirinto desta pergunta que José Sócrates se perde, tal como a rainha na história da Branca de Neve ao olhar para o seu reflexo: "espelho meu, espelho meu, haverá alguém no mundo mais bela do que eu?" Sócrates está convencidíssimo de que não há ninguém mais belo do que ele, se não no mundo, pelo menos em Portugal. E é essa vaidade que o trai. Não falo, evidentemente, de o seu número de calças ser o mesmo de quando tinha 20 anos, como chegou a confessar ao Expresso. Falo, isso sim, da certeza das suas qualidades enquanto primeiro-ministro e do caminho que traçou para o País. Ele está tão certo, tão certo, que qualquer contestação é vista como uma afronta.

Daí esse enorme problema com a comunicação social e com o controlo da informação, que culmina agora no desastre da TVI. Para sermos justos, Sócrates tem razão em muita coisa: a comunicação social é demasiadas vezes demasiado incompetente e os timings do caso Freeport estão a ser manipulados (depois de meses sem notícias relevantes, eis que novos factos sobre o processo surgem milagrosamente em véspera de eleições). Mas os factos existem e só Sócrates finge não os ver. O desejo de silenciar existe e só Sócrates finge não o saber. É que ele acha que ser o melhor fornecedor de pão chega. Não chega. Felizmente, há ainda muita gente que não se dispõe a trocar um grama de liberdade por um par de carcaças.

João Miguel Tavares

(Fonte: DN online)

Turismo internacional

[...],mas em muitos outros o turismo internacional é fenómeno deseducativo tanto para o turista como para as populações locais. Com frequência, estas são confrontadas com comportamentos imorais ou mesmo perversos, como no caso do chamado turismo sexual, em que são sacrificados muitos seres humanos, mesmo de tenra idade. É doloroso constatar que isto acontece frequentemente com o aval dos governos locais, com o silêncio dos governos donde provêm os turistas e com a cumplicidade de muitos agentes do sector. Mesmo quando não se chega tão longe, o turismo internacional não raramente é vivido de modo consumista e hedonista, como evasão e com modalidades de organização típicas dos países de proveniência, e assim não se favorece um verdadeiro encontro entre pessoas e culturas. Por isso, é preciso pensar num turismo diverso, capaz de promover verdadeiro conhecimento recíproco, sem tirar espaço ao repouso e ao são divertimento: um turismo deste género há-de ser incrementado, graças também a uma ligação mais estreita com as experiências de cooperação internacional e de empresariado para o desenvolvimento.

Caritas in veritate [61 (b)] – Bento XVI