Obrigado, Perdão Ajuda-me

Obrigado, Perdão Ajuda-me
As minhas capacidades estão fortemente diminuídas com lapsos de memória e confusão mental. Esta é certamente a vontade do Senhor a Quem eu tudo ofereço. A vós que me leiam rogo orações por todos e por tudo o que eu amo. Bem-haja!

domingo, 18 de janeiro de 2015

Francisco canoniza um padre português, de Goa

Amanhã, segunda-feira dia 19, Francisco regressa de uma viagem ao Sri Lanka e às Filipinas. Paulo VI visitou estes países em 1970 e João Paulo II esteve nas Filipinas em 1981 e em ambos os países em 1995. Na segunda-feira passada, dia 12, Francisco partiu de Roma para repetir este périplo, mas foi encontrar uma situação muito diferente da dos seus antecessores.

Até há pouco tempo, por causa de questões tribais, os budistas e os hindus do Sri Lanka defrontavam-se em luta armada e ambos os lados sentiam aversão pelos católicos, que queriam a paz. Nesse ambiente, boicotaram a visita de João Paulo II em 1995. Entretanto, a guerra acabou e, embora os católicos não cheguem a 10% da população, o país passou a ver a Igreja com outros olhos.

O Sri Lanka acolheu o Papa como a figura de referência nacional. Houve uma guarda de honra solene, músicas e coreografias tradicionais de grande efeito cénico, 40 elefantes em parada, vestidos com sedas trabalhadas e pedras preciosas. Ao longo da rua, a população exibiu as melhores galas e festejou com tal entusiasmo, que o cortejo do papamóvel demorou duas horas a percorrer os 30 kms do aeroporto até ao centro da capital. De pé, no papamóvel, o Papa Francisco correspondeu àquela recepção calorosa. No final do trajecto estava exausto.

Os budistas, os hindus e os muçulmanos, que desconheceram João Paulo II em 1995, agora quiseram ouvir o Papa Francisco. A reconciliação ainda não está completa. A guerra fez 100 mil mortos e até os católicos apanharam pela tabela: várias igrejas foram destruídas, bastantes padres foram mortos ou estão desaparecidos, muitas famílias cristãs foram atingidas pelo terrorismo. Subsistem rancores entre as tribos mas, claramente, em pouco tempo, o país mudou.

Com o Papa Francisco, o grande auditório do centro de congressos Bandaranaike ficou repleto de monges budistas, de responsáveis hindus e muçulmanos, cada um com os seus trajes característicos, com predomínio de tons de vermelho e laranja. Os budistas receberam-no com um canto ritual; o líder muçulmano, Maulawi Sheik Fazil, discursou condenando com veemência os ataques terroristas em nome de Alá; o líder hindu ofereceu-lhe um manto de seda laranja, sinal de grande honra, e as pessoas das primeiras filas, que tiveram oportunidade de cumprimentar o Papa, entregaram-lhe recordações e peças de valor.

A mensagem do Papa Francisco teve um grande impacto. Em primeiro lugar, sublinhou a importância de tomar a verdade a sério: para o diálogo ser útil, é preciso apresentar as próprias convicções com honestidade, de forma completa e franca. Depois, é preciso ouvir os outros e entender que há pontos em comum. Reforça-se assim a estima, a cooperação e até a amizade. Sentimo-nos irmãos e irmãs uns dos outros. Dava gosto ver os budistas, os hindus e os muçulmanos a aplaudirem o Papa, sobretudo tendo em conta o conflito armado, que durou 30 anos. Francisco lembrou que todas as religiões têm princípios de paz e de convivência; não podemos deixar que alguém instrumentalize uma religião para promover a violência ou a guerra. Todos aplaudiam.

O número de católicos na Ásia ainda é pequeno, mas as conversões são abundantes. Segundo as estatísticas, já há mais baptismos por ano do que em toda a Europa.


Numa cerimónia diante do mar, o Papa canonizou o Padre José Vaz, nascido em Goa. A partir de 1660, quando as armadas protestantes dominavam a região, as igrejas católicas foram derrubadas e os católicos do Sri Lanka sofreram uma perseguição dura. Apesar disso, em 1687, o Padre José Vaz conseguiu entrar clandestinamente no país, reanimou a fé de muitos e gerou dezenas de milhares de conversões. A população católica e as autoridades locais, não protestantes, apoiaram-no, mas acabou por ser preso. Muitos católicos foram mortos nessa altura, mas alguns reis defenderam o Padre Vaz e ele continuou a evangelizar. Para pregar com mais eficácia, aprendeu as línguas tamil e cingalesa. O Papa considerou-o «um exemplo de caridade cristã e de respeito por todos» e disse que «ainda hoje continua a servir-nos de inspiração e de ensinamento». No momento da canonização, os sinos tocaram a rebate em Goa.

É verdade que vários milhões de pessoas esperavam o Papa Francisco nas Filipinas (ainda mais que em 1995, quando João Paulo II reuniu 4 milhões numa só Missa), mas parece-me que aqueles dias no Sri Lanka foram especiais.

José Maria C.S. André

«Correio dos Açores»,  «Verdadeiro Olhar»,  «ABC Portuguese Canadian Newspaper»,  «Jornal da Boa Nova»,  18-I-2015

LEI DE APOIO À MATERNIDADE E MATERNIDADE DO DIREITO A NASCER

Iniciativa Legislativa de Cidadãos

LEI DE APOIO À MATERNIDADE E PATERNIDADE - DO DIREITO A NASCER


Novo prazo para recolha de assinaturas: 30 de Janeiro de 2015
Memorando explicativoProposta de LeiFolha para recolha de 15 assinaturas
Folha para recolha de 10 assinaturas
Folha para recolha de 5 assinaturas
PLATAFORMA PELO DIREITO A NASCER

Bom Domingo do Senhor!

Imitemos João como nos fala o Evangelho de hoje (Jo 1, 35-42) reconhecendo o Senhor em todos os detalhes deste mundo Ele é nosso Irmão, Amigo e Companheiro, Filho de Deus Pai que tudo criou e nos dá.

Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo…

NUMA FOLHA DE PAPEL BRANCO de Joaquim Mexia Alves

Olho para a folha branca em frente dos meus olhos e pergunto-me: Porque me dá esta vontade de escrever-Te se nada me parece ter para Te dizer?

Leio a frase e arrepio-me todo: Como é possível nada ter para dizer ao Senhor da minha vida?

Então Tu criaste as árvores e as plantas, os mares e os rios, as montanhas e as planícies, as pedras preciosas e as pedras da calçada, os animais selvagens e os animais domésticos, as nuvens e as estrelas, o Sol e a Lua, enfim criaste o mundo e o universo para nós, e nada me ocorre para Te dizer agradecendo-Te?

Então Tu criaste o homem e a mulher, as lágrimas e o riso, a tristeza e a alegria, o sentir e o prazer, o falar, o ver, o abraçar, o dar e o receber, e eu nada tenho para Te dizer louvando-Te?

Então Tu fundaste a Igreja, (seio em que me acolho), deste-nos os Sacramentos, (presença viva de Ti entre nós), fizeste-Te alimento divino para nós, e eu nada tenho para Te dizer adorando-Te?

Olha, meu Senhor e meu Deus, que ao menos eu acabe esta escrita dizendo: Amo-Te, amo-Te, amo-Te! 

Monte Real, 16 de Janeiro de 2013  

Joaquim Mexia Alves AQUI

«Eis o Cordeiro de Deus!»

Santo Afonso-Maria de Ligório (1696-1787), bispo, doutor da Igreja 
1ª meditação para a Oitava do Natal


«Ando errante como ovelha tresmalhada; vinde em busca do vosso servo» (Sl 118,176). Senhor, eu sou a pobre ovelha que se perdeu quando corria atrás da satisfação dos seus gostos e dos seus caprichos. Mas Tu, que és simultaneamente Pastor e Cordeiro, Tu desceste do céu para me salvar, imolando-Te na cruz como vítima em expiação pelos meus pecados: «Eis o Cordeiro de Deus.» Assim, pois, se quero corrigir-me, nada tenho a temer. […] «Eis o Deus que me salva, tenho confiança e nada temo» (Is 12,2). Tu entregaste-Te a mim e, para me inspirares confiança, não podias dar-me maior prova da tua misericórdia.

Querido Menino! Tenho tanta pena de Te ter ofendido! Fiz-Te chorar no estábulo de Belém; mas sei que vieste procurar-me. Por isso, lanço-me a teus pés e, a despeito da pobreza e da humilhação em que Te vejo nesse presépio e sobre essa palha, reconheço-Te como meu rei e meu soberano Senhor. Compreendo o sentido das tuas doces lágrimas, que me convidam a amar-Te e me pedem o coração. Ei-lo aqui, meu Jesus, estou hoje a teus pés para To oferecer. Muda-o, abrasa-o, porque desceste do céu para abrasar os corações com o teu santo amor. Oiço-Te dizer-me desse presépio: «Amarás o Senhor, teu Deus, com todo o teu coração» (Mt 22,37; Dt 6,5); e respondo-Te: «Meu Jesus, se não Te amar a Ti, meu Senhor e meu Deus, a quem amarei?»