Obrigado, Perdão Ajuda-me

Obrigado, Perdão Ajuda-me
As minhas capacidades estão fortemente diminuídas com lapsos de memória e confusão mental. Esta é certamente a vontade do Senhor a Quem eu tudo ofereço. A vós que me leiam rogo orações por todos e por tudo o que eu amo. Bem-haja!

quinta-feira, 3 de julho de 2014

'Migalhas para o Caminho' novo livro de António Mexia Alves


«Felizes os que crêem sem terem visto»

Santo Agostinho (354-430), bispo de Hipona (Norte de África), doutor da Igreja 
Sermão 88, 2


Na sua fraqueza, os discípulos vacilaram a tal ponto que, não se contentando em ver o Senhor ressuscitado, quiseram ainda tocar-Lhe para nele crerem. Não lhes bastou ver com os seus próprios olhos, fizeram questão de aproximar as mãos das suas e de tocar as cicatrizes das suas feridas recentes. Foi depois de sentir e de confirmar essas cicatrizes que o discípulo incrédulo exclamou: «Meu Senhor e meu Deus!» Eram as cicatrizes daquele que curava todas as feridas dos outros: não poderia o Senhor ter ressuscitado sem elas? Mas quis mantê-las no seu corpo para com elas curar as feridas que via no coração dos seus discípulos.

E que respondeu o Senhor à confissão da fé do discípulo que disse: «Meu Senhor e meu Deus»? «Porque me viste, acreditaste. Felizes os que crêem sem terem visto.» De quem falará o Senhor senão de nós, irmãos? E não só de nós próprios, mas de todos aqueles que virão depois de nós, uma vez que, logo após Ele Se ter apartado do olhar dos mortais para assim lhes fortificar a fé no coração, todos os que vieram depois a converter-se creram sem terem visto, o que só lhes aumenta o mérito da fé: em vez de aproximarem do Senhor a mão que queria tocar-Lhe, foi o coração ardente que dele aproximaram.

(Fonte: Evangelho Quotidiano)

O Evangelho do dia 3 de julho de 2014

Tomé, um dos doze, chamado Dídimo, não estava com eles quando veio Jesus. Os outros discípulos disseram-lhe: «Vimos o Senhor!». Mas ele respondeu-lhes: «Se não vir nas Suas mãos a abertura dos cravos, se não meter a minha mão no Seu lado, não acreditarei». Oito dias depois, estavam os discípulos outra vez em casa e Tomé com eles. Veio Jesus, estando as portas fechadas, colocou-Se no meio deles e disse: «A paz esteja convosco». Em seguida disse a Tomé: «Mete aqui o teu dedo e vê as Minhas mãos, aproxima também a tua mão e mete-a no Meu lado; e não sejas incrédulo, mas fiel!». Respondeu-Lhe Tomé: «Meu Senhor e Meu Deus!». Jesus disse-lhe: «Tu acreditaste, Tomé, porque Me viste; bem-aventurados os que acreditaram sem terem visto».

Jo 20, 24-29

quarta-feira, 2 de julho de 2014

“Silly Season” é como a caça, tem data de abertura e na Europa formalmente começou ontem

“Silly Season” expressão anglo-saxónica tradicionalmente usada para classificar o conteúdo da comunicação social no período de Verão, época em que há uma forte diminuição de notícias de carácter político e económico devido às férias dos seus protagonistas.

Ocorreu-me, alertar-vos para este facto, pois, se, infelizmente, já tenhamos que estar sempre com um pé atrás em relação às mentiras que se publicam e ao exacerbamento das notícias por ausência de melhor conteúdo, neste período do “vale tudo” ainda mais atentos deveremos estar, para não sermos ludibriados na nossa boa fé.

Não se trata de mais uma teoria de conspiração, mas sendo públicas as divergências entre alguns dignitários da Igreja em relação ao Sínodo da Família a ocorrer em outubro, gostaria de vos alertar que alguns órgãos de comunicação social irão continuar a dar cobertura a este acontecimento, o que por si só não é negativo, mas tem um lado perverso, que é o facto de os profissionais que a fazem, não possuírem muitas vezes, para não dizer maioritariamente, o mínimo de formação e cultura geral para tal e como resultado, em vez de informarem desinformam além de não serem capazes de entender os tempos próprios, a tradição e o magistério da Igreja.

Cabe-nos descodificar, desmontar, diria mesmo fazer como apostolado a clarificação perante os que nos rodeiam dos erros, intencionais ou não, e mistificações que se criarem não embarcando na primeira balela que leiamos ou ouçamos.

Antes de terminar e porque o Santo Padre em agosto irá à Coreia do Sul, permito-me sugerir que o tenhamos ainda mais presente nas nossas orações pedindo pelo seu pontificado e pela sua saúde.

Boas férias extensíveis até ao final do Verão, pois nem todos iremos na mesma altura ou já fomos!

JPR

«Vieram ao Seu encontro dois possessos, que habitavam nos sepulcros»

São Bernardo (1091-1153), monge cisterciense e doutor da Igreja 
Sermão 17 sobre o Salmo 90, §4; PL 183, 252

«Estarei a seu lado na tribulação, para o salvar e encher de honras» (Sl 90,15); «as minhas delícias são estar junto dos seres humanos» (Pr 8,31). Eis o Emanuel, Deus connosco (Mt 1,23). [...] Ele desceu para estar próximo dos que têm o coração aflito, para estar connosco na nossa aflição. Mas virá um dia em que «seremos arrebatados juntamente com eles sobre as nuvens, para irmos ao encontro do Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor» (1Ts 4,17); se nos esforçarmos por tê-Lo sempre connosco como companheiro de viagem, em troca Ele dar-nos-á a pátria. Melhor ainda: então, Ele mesmo será a nossa pátria, desde que agora seja o nosso caminho.

Assim, é bom para mim, Senhor, estar na aflição, desde que Tu estejas comigo; é melhor que reinar sem Ti, que alegrar-me sem Ti, que estar sem Ti na glória. É melhor para mim agarrar-me a Ti na angústia, ter-Te comigo no crisol, que ficar sem Ti ainda que seja no céu. Com efeito: «quem mais tenho eu no céu? Na terra só desejo estar contigo» (Sl 72,25) «porque no fogo se prova o ouro e os eleitos de Deus no cadinho da humilhação»  (Sir 2,5). É aí que Tu estás, no meio dos que se reúnem em Teu nome, como outrora os três jovens na fornalha da Babilónia (cf. Dan 3,92). [...] Então por que trememos? [...] «Se Deus está por nós, quem pode estar contra nós?» (Rm 8,31) Se Deus nos arranca das mãos dos nossos inimigos, quem poderá arrancar-nos das Suas mãos?