Obrigado, Perdão Ajuda-me
As minhas capacidades estão fortemente diminuídas com lapsos de memória e confusão mental. Esta é certamente a vontade do Senhor a Quem eu tudo ofereço. A vós que me leiam rogo orações por todos e por tudo o que eu amo. Bem-haja!
quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014
Um Cardeal que me marcou há alguns anos
O Cardeal Arcebispo
Emérito de Florença, D. Silvano Piovanelli, que amanhã completará 90 anos,
quando o conheci, há mais de 20 anos, aquando de uma sua peregrinação ao
Santuário de Fátima, impressionou-me pela sua simplicidade e vontade de estar
junto dos seus diocesanos que o acompanhavam. De cara e sorriso afável,
declinou o carro que lhe havia sido destinado para poder andar nos diversos
autocarros conjuntamente com as suas ovelhas, mas sobretudo o seu sorriso
transmitia uma enorme paz, tranquilidade e simpatia.
Peço a Deus
que o conserve e lhe dê um ocaso da vida com a mesma paz e tranquilidade que
ele me transmitiu.
JPR
D. Gerhard Müller: nos primeiros 8 séculos houve divórcio na Igreja? (agradecimento ‘É o Carteiro!’)
Perguntas: responsabilidade
de "É o Carteiro!"
O testemunho da tradição da Igreja
9- É possível saber o
que é que, na Igreja dos inícios, os cristãos pensavam – e qual era a posição
eclesiástica – sobre o divórcio?
Os Padres da Igreja e os Concílios constituem sucessivamente
um importante testemunho para o desenvolvimento da posição eclesiástica.
Segundo os Padres as instruções
bíblicas são vinculativas.
Eles não admitem as leis civis
sobre o divórcio considerando-as incompatíveis com o pedido de Jesus.
A Igreja dos Padres, em
obediência ao Evangelho, rejeita o divórcio e o segundo matrimónio, em relação
a esta questão o testemunho dos Padres é inequívoco.
10- Vamos ser mais
concretos: nos primeiros 7 ou 8 séculos da nossa era, como era a prática na
Igreja?
Na época patrística [nota do
editor: os primeiros 8 séculos da nossa era] os crentes separados que se tinham
voltado a casar civilmente não eram readmitidos aos sacramentos nem sequer
depois de um período de penitência.
Alguns textos patrísticos
deixam entender que os abusos nem sempre eram rigorosamente rejeitados e que
por vezes foram procuradas soluções pastorais para raríssimos casos-limite.
Mais tarde nalgumas zonas, sobretudo por causa da crescente
interdependência entre Igreja e Estado, chegou-se a compromissos maiores.
«Começou, depois, a ensinar-lhes que o Filho do Homem tinha de sofrer muito»
São Rafael Arnaiz Baron (1911-1938), monge trapista espanhol
Escritos espirituais 07/04/1938
Escritos espirituais 07/04/1938
Jesus bendito, que me ensinaram os homens que Tu não me tenhas ensinado na Tua cruz? Ontem vi claramente que só aprendemos acorrendo a Ti e só Tu nos dás forças nas provas e tentações; que somente ao pé da tua cruz, vendo-Te pregado a ela, aprendemos o perdão, a humildade, a caridade, a bondade. Não Te esqueças de mim, Senhor; olha para mim, prostrado na tua frente, e concede-me o que Te peço. Depois, que venham os desprezos, que venham as humilhações […], que me importa! Contigo a meu lado tudo posso. A lição prodigiosa, admirável, inexprimível que me dás com a tua cruz dá-me forças para tudo.
Cuspiram-Te, insultaram-Te, flagelaram-Te, pregaram-Te a uma cruz e, sendo Tu Deus, perdoaste, calaste-Te humildemente e ofereceste-Te a Ti próprio. Que posso dizer da tua Paixão? É melhor não dizer nada e que, no fundo do meu coração, medite no que o homem nunca poderá chegar a compreender; que me contente com amar profundamente, apaixonadamente, o mistério da tua Paixão. […]
Que doce é a cruz de Jesus! Que doce é sofrer perdoando! [...] Como não ficar louco? Ele mostra-me o seu coração aberto aos homens e por eles desprezado. Onde já se viu e quem alguma vez sonhou suportar tamanha dor? Como vivemos bem no coração de Cristo!
Cuspiram-Te, insultaram-Te, flagelaram-Te, pregaram-Te a uma cruz e, sendo Tu Deus, perdoaste, calaste-Te humildemente e ofereceste-Te a Ti próprio. Que posso dizer da tua Paixão? É melhor não dizer nada e que, no fundo do meu coração, medite no que o homem nunca poderá chegar a compreender; que me contente com amar profundamente, apaixonadamente, o mistério da tua Paixão. […]
Que doce é a cruz de Jesus! Que doce é sofrer perdoando! [...] Como não ficar louco? Ele mostra-me o seu coração aberto aos homens e por eles desprezado. Onde já se viu e quem alguma vez sonhou suportar tamanha dor? Como vivemos bem no coração de Cristo!
(Fonte: Evangelho Quotidiano)
O Evangelho do dia 20 de fevereiro de 2014
Saiu Jesus com os Seus discípulos pelas aldeias de Cesareia de Filipe. Pelo caminho, interrogou os discípulos: «Quem dizem os homens que Eu sou?». Eles responderam-Lhe: «Uns dizem que João Baptista, outros que Elias, e outros que algum dos profetas». Então perguntou-lhes: «E vós quem dizeis que Eu sou?». Pedro respondeu: «Tu és o Cristo». Então Jesus ordenou-lhes severamente que não dissessem isto d'Ele a ninguém. E começou a ensinar-lhes que era necessário que o Filho do Homem padecesse muito, que fosse rejeitado pelos anciãos, pelos príncipes dos sacerdotes e pelos escribas, que fosse morto, e que ressuscitasse depois de três dias. E falava destas coisas claramente. Pedro, tomando-O à parte, começou a repreendê-l'O. Mas Jesus, voltando-Se e olhando para os Seus discípulos, repreendeu Pedro, dizendo: «Retira-te daqui, Satanás, que não aprecias as coisas de Deus, mas sim as dos homens».
Mc 8, 27-33
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