Procuremos nós também ser enviados do Senhor como os setenta e dois de que nos fala o Evangelho de hoje (Lc 10,1-12.17-20), não nos deixando cair no comodismo, na indiferença e na presunta convicção que já tudo fazemos, pois há sempre mais qualquer coisa para oferecer ao próximo e portanto a Deus.
Obrigado, Perdão Ajuda-me
As minhas capacidades estão fortemente diminuídas com lapsos de memória e confusão mental. Esta é certamente a vontade do Senhor a Quem eu tudo ofereço. A vós que me leiam rogo orações por todos e por tudo o que eu amo. Bem-haja!
domingo, 7 de julho de 2013
Como uma ponte (Editorial)
Se a imagem da ponte é a que talvez representa melhor a encíclica Lumen Fidei como texto extraordinário de ligação entre os pontificados de Bento XVI e do seu sucessor Francisco, vai neste mesmo sentido muito eloquente o seu primeiro encontro público no Vaticano. Não é ocasional que o acontecimento, de igual modo fora do comum, tenha precedido de poucas horas a apresentação do documento e depois o anúncio da histórica canonização de dois Papas, cristãos autênticos e exemplares: João XXIII e João Paulo II. Mas sobretudo deve ser frisado um facto: o encontro realizou-se com uma naturalidade que expressa a fraternidade real que se instaurou visivelmente entre o bispo de Roma e o seu predecessor.
Foi este o contexto imediato e profundo que se deve ter em consideração para ler e apreciar a encíclica. "Nós tivemos um exemplo maravilhoso de como é esta relação com Deus na própria consciência, um recente exemplo maravilhoso. O Papa Bento XVI - disse não casualmente no início desta mesma semana o seu sucessor - deu-nos este grande exemplo quando o Senhor lhe fez compreender, na oração, qual era o passo que devia dar. Seguiu, com grande sentido de discernimento e coragem, a sua consciência, isto é, a vontade de Deus que falava ao seu coração. E este exemplo do nosso pai faz muito bem a todos nós, como um exemplo a seguir". Palavras não de circunstância, como de circunstância não foram as que abriram o primeiro encontro deveras público para reafirmar ao predecessor afecto, reconhecimento e grande alegria por uma presença, tão discreta quanto expressiva.
Portanto se a continuidade na diversidade das sucessões na cátedra romana é o quadro de fundo do documento que tem a data da solenidade dos santos Pedro e Paulo, o seu tema é essencial e decisivo, "a luz da fé": a Lumen Fidei que evoca a Lumen Christi que nas vésperas da Páscoa dissipa as trevas. Depois as encíclicas de Bento XVI sobre o amor (Deus caritas est) e sobre a esperança (Spe Salvi), esta completa uma longa meditação e é oferecida com humildade simples pelo seu sucessor. O bispo de Roma que veio "quase do fim do mundo" fez assim seu este "precioso trabalho" e personalizou-o, como texto tradicionalmente programático sobre o "grande dom que Jesus trouxe", e publicando-o no centro de um período expressamente dedicado, por vontade do seu predecessor, à reflexão sobre a fé e à sua celebração. Imediatamente se observou que outro "ano da fé" tinha sido querido por Paulo VI pouco depois da conclusão do Vaticano II e não ocasionalmente na encíclica é citada uma sua perspicaz anotação que respondia a objecções e murmúrios que já na época circulavam: "Se o Concílio não trata expressamente da fé, dela fala em cada página, reconhece o seu carácter vital e sobrenatural, a supõe íntegra e forte, e sobre ela elabora as suas doutrinas". E precisamente um eco do discurso conclusivo do Vaticano II se encontra no início da encíclica para descrever a objecção contemporânea em relação à fé do "homem que se tornou adulto, orgulhoso da sua razão". Tendo em consideração estas dificuldades, alimentada pela raiz do judaísmo e da grande tradição da Igreja, a encíclica oferece-se assim a quem a quiser ler para descobrir na fé a "lâmpada que guia na noite os nossos passos".
g.m.v.
(© L'Osservatore Romano - 7 de Julho de 2013)
Profissão de fé

Creio na Igreja una, santa, católica e apostólica [3]. Esta profissão de fé, com a enumeração das quatro notas que qualificam intrinsecamente a Igreja e, ao mesmo tempo, a manifestam exteriormente, é sinal distintivo da doutrina católica. Estas são as propriedades essenciais da Igreja, que derivam da sua natureza, tal como Cristo a quis. E, por serem essenciais, são também notas, sinais que a distinguem de qualquer outro tipo de comunidade humana, mesmo que também nelas se ouça pronunciar o nome de Cristo [4].
Confirmemos em nós mesmos o caráter sobrenatural da Igreja; confessemo-lo aos gritos, se for preciso, porque nestes momentos são muitos aqueles que (...) se esqueceram destas verdades capitais e pretendem apresentar uma imagem da Igreja que não é Santa, que não é Una, que não pode ser Apostólica porque não se apoia na rocha de Pedro, que não é Católica porque está sulcada por particularismos ilegítimos, por caprichos de homens. [5]
Na Santa Igreja os católicos encontramos a nossa fé, as nossas normas de conduta, a nossa oração, o sentido de fraternidade, a comunhão com todos os irmãos que já desapareceram e que estão a purificar-se no Purgatório – Igreja padecente –, ou com os que já gozam da visão beatífica – Igreja triunfante –, amando eternamente Deus, três vezes Santo. É a Igreja que permanece aqui e, ao mesmo tempo, transcende a história. A Igreja que nasceu sob o manto de Santa Maria e continua a louvá-la como Mãe na terra e no céu [7].
[3]. Missal Romano, Símbolo Niceno-Constantinopolitano.
[4]. S. Josemaria, Homilia Lealdade à Igreja, 4-VI-1972.
[5]. S. Josemaria, Homilia O fim sobrenatural da Igreja, 28-V-1972.
[6]. Papa Francisco, Discurso na Audiência geral, 29-VI-2013
[7]. S. Josemaria, Homilia O fim sobrenatural da Igreja, 28-V-1972.
(D. Javier Echevarría, Prelado do Opus Dei na carta do mês de julho de 2013)
© Prælatura Sanctæ Crucis et Operis Dei
O Senhor designou setenta e dois discípulos e enviou-os dois a dois, à sua frente, a todas as cidades e lugares aonde Ele havia de ir
Vida de São Francisco de Assis, chamada «Colectânea de Perugia» (c. 1311)
§ 18
§ 18
Cheio já da graça do Espírito Santo, o beato Francisco predisse aos seus irmãos o que lhes havia de acontecer. No bosque vizinho à capela de Santa Maria de Porciúncula, local para onde tinham o costume de se retirar para orar, reuniu os seus seis irmãos e disse-lhes: «Irmãos queridos, compreendamos a nossa vocação: na sua misericórdia, Deus não nos chamou apenas para nosso próprio benefício, mas também para o serviço e a salvação de muitos outros. Vamos, portanto, mundo fora; pela palavra e pelo exemplo, exortemos os homens e as mulheres a penitenciarem-se dos seus pecados e a recordarem-se dos mandamentos de Deus, que durante tanto tempo mantiveram no esquecimento.»
Acrescentou depois: «Não temais, pequenino rebanho (Lc 12,32), e tende confiança no Senhor. Não vos pergunteis uns aos outros: “E como vamos pregar, se somos assim ignorantes e iletrados?” Mas lembrai-vos das palavras do Senhor aos seus discípulos: “Não sereis vós a falar, mas o Espírito do vosso Pai é que falará por vós” (Mt 10,20). Será portanto o próprio Senhor que vos comunicará o seu Espírito e sabedoria, para exortardes e pregardes aos homens e às mulheres a via e a prática dos seus mandamentos.»
Acrescentou depois: «Não temais, pequenino rebanho (Lc 12,32), e tende confiança no Senhor. Não vos pergunteis uns aos outros: “E como vamos pregar, se somos assim ignorantes e iletrados?” Mas lembrai-vos das palavras do Senhor aos seus discípulos: “Não sereis vós a falar, mas o Espírito do vosso Pai é que falará por vós” (Mt 10,20). Será portanto o próprio Senhor que vos comunicará o seu Espírito e sabedoria, para exortardes e pregardes aos homens e às mulheres a via e a prática dos seus mandamentos.»
(Fonte: Evangelho Quotidiano)
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