Programa
Acolhimento
Cónego João Aguiar Campos, diretor do Secretariado Nacional das Comunicações
Sociais
Comunicações
O desenvolvimento tecnológico das redes sociais, Abílio Rodrigues (Portugal
Telecom)
Ferramentas para a missão, Bento Rodrigues (iMissio)
Portais de Verdade e de fé, D. Pio Alves (Presidente da Comissão Episcopal da
Cultura, Bens Culturais e Comunicações Sociais)
Debate
Local: Auditório do Fórum Picoas (avenida Fontes Pereira de Melo,
40), Lisboa
Dia e hora: 08 de maio | 16h00
mais informações em www.ecclesia.pt/dmcs
O Evangelho do domingo do Bom Pastor voltou a ser evocado pelo Papa, ao meio-dia, antes da oração mariana, com os fiéis congregados na Praça de São Pedro. “Jesus, observou Papa Francisco, quer estabelecer com os seus amigos uma relação que seja o reflexo daquela que ele próprio tem com o Pai: uma relação de pertença recíproca, em plena confiança, em íntima comunhão”. Para exprimir esta relação de amizade, Jesus usa a imagem do pastor que conhece as ovelhas, que reconhecem a sua voz. “É sugestivo o mistério da voz” – sublinhou o Papa.
“Do tom da voz advertimos o amor ou o desprezo, o afeto ou a frieza. A voz de Jesus é única! Se aprendermos a distingui-la Ele nos guia pelo caminho da vida, um caminho que ultrapassa o abismo da morte”.
A certo ponto, Jesus diz, referindo-se às ovelhas: “O Pai, que mas deu…”
“Isto é muito importante, é um mistério profundo, não fácil de compreender: se eu me sinto atraído por Jesus, se a sua voz aquece o meu coração, é graças a Deus Pai, que pôs dentro de mim o desejo do amor, da verdade, da vida, da beleza… e Jesus é tudo isto em plenitude!”
Nisto está – prosseguiu o Papa, “o mistério da vocação, especialmente das chamadas a uma consagração especial”. Daqui uma interpelação aos numerosos jovens presentes na Praça de São Pedro:
“Queria perguntar-vos: alguma vez ouvistes a voz do Senhor que, através de um desejo, de uma inquietação, vos convidava a segui-lo mais de perto? Tendes tido desejo de ser apóstolos de Jesus. A juventude, há que pô-la em jogo para grandes ideais. Pede a Jesus o que Ele quer de ti e sê corajoso!”
Sendo este domingo o “Dia mundial de oração pelas vocações”, o Papa observou que “por detrás e antes de cada vocação ao sacerdócio e à vida consagrada, há sempre a oração forte e intensa de alguém: de uma avó, de um avô, de uma mãe, de um pai, de uma comunidade…” Foi por isso que Jesus disse: “Rezai ao Senhor da messe – Deus Pai – para que mande operários para a sua messe”.
“As vocações nascem na oração e da oração. E só na oração podem perseverar e dar fruto”.
Depois da oração do “Regina Coeli”, o Papa Francisco mencionou os “graves acontecimentos” que têm vindo a acontecer na Venezuela.
“Acompanho-os com viva preocupação, com intensa oração e com a esperança que se procurem e encontrem vias justas e pacíficas para superar o momento de grave dificuldade que o país está a atravessar.
Convido o querido povo venezuelano, de modo particular os responsáveis institucionais e políticos, a rejeitar com firmeza todo e qualquer tipo de violência e a estabelecer um diálogo baseado na verdade, no mútuo reconhecimento, na busca do bem comum e no amor pela Nação.”
Papa Francisco concluiu esta referência à Venezuela pedindo aos crentes que rezem e atuem pela reconciliação e pela paz no país, confiando-o aos cuidados da padroeira nacional – Nossa Senhora de Coromoto.
O Santo Padre referiu também as vítimas do terramoto que atingiu ao sudoeste da China continental.
“Rezemos pelas vítimas e por todos os que se encontram no sofrimento por causa do violento sismo”.
Rádio Vaticano
Vídeo da ocasião em italiano
Na manhã deste domingo, o Papa Francisco presidiu, na Basílica de São Pedro, à ordenação de dez novos sacerdotes para a diocese de Roma. Antes da celebração, o Santo Padre dirigiu-se à Sacristia para rezar junto com os ordenandos, confiando seus ministérios a Nossa Senhora, um gesto que costumava realizar por ocasião das ordenações sacerdotais na Argentina.
O Santo Padre iniciou a homilia refletindo sobre o ministério ao qual estavam sendo elevados os ordenandos. “Como vocês bem sabem – disse o Papa - o Senhor Jesus é o único Sumo Sacerdote do Novo Testamento, mas nele também todo o povo de Deus foi constituído povo sacerdotal”.
Explicou ainda que Jesus quis, entre todos os discípulos, escolher alguns em particular, para exercerem publicamente na Igreja, em seu nome, a missão sacerdotal em favor de todos os homens. E acrescentou “o Pai enviou Jesus, que por sua vez enviou primeiramente os apóstolos e depois os bispos e os seus sucessores, aos quais foram dados os presbíteros como colaboradores, que, unidos no ministério sacerdotal, são chamados ao serviço do povo de Deus”.
Aqueles que serão elevados à ordem dos presbíteros, serão configurados a Cristo, Sumo e Eterno Sacerdote, ou seja, serão consagrados como verdadeiros sacerdotes do Novo Testamento e este título os une ao seu bispo. Serão pregadores do Evangelho, pastores do Povo de Deus e presidirão as ações de Culto, especialmente nas celebrações do sacrifício do Senhor.
Dirigindo-se aos que receberiam a ordem do presbiterado a seguir, o Santo Padre recordou que eles seriam participantes da missão de Cristo, único mestre e disse: “Dispensem a todos a Palavra de Deus que vocês mesmos receberam com alegria. Recordem-se das vossas mães, das vossas avós, das vossas catequistas que vos deram a palavra de Deus, a fé...aquele dom da fé. Transmitiram-vos este dom da fé. Leiam e meditem assiduamente a Palavra do Senhor, para acreditar naquilo que leram, para ensinar aquilo que aprenderam da fé, e para viver aquilo que ensinaram.”
O Santo Padre recordou que “a Palavra de Deus não é propriedade vossa: é a Palavra de Deus. E a Igreja é guardiã da Palavra de Deus” e pediu que “a vossa doutrina seja alimento para o Povo de Deus; e o perfume da vossa vida, alegria e sustento aos fiéis de Cristo, pois com a Palavra e com o exemplo, é edificada a casa de Deus, que é a Igreja.
A seguir, Francisco os exorta: “Reconheçam aquilo que fazem. Imitem aquilo que celebram, para que, participando ao ministério da morte e ressurreição do Senhor, levem nos vossos membros a morte de Cristo e caminhem com Ele na novidade de vida”.
Falando sobre os sacramentos do Batismo – que agrega novos fiéis ao Povo de Deus -, e o da Penitência que perdoa os pecados me nome de Cristo e da Igreja, o Santo Padre recordou a necessidade da misericórdia e o carinho pelos anciãos: “hoje peço-vos em nome de Cristo e da Igreja, por favor, não se cansem de serem misericordiosos. Com o óleo santo dareis alívio aos enfermos e também aos anciãos. Não tenham vergonha de ter ternura com os anciãos...Celebrando os sagrados ritos e elevando nas diversas horas do dia orações de louvor e súplica, sereis a voz do Povo de Deus e de toda a humanidade”.
A este ponto, o Santo Padre fez uma admoestação: “Conscientes de terem sido escolhidos entre os homens e constituídos em seu favor para esperar nas coisas de Deus, exercitem com alegria e com caridade sincera a obra sacerdotal de Cristo, unicamente com a intenção de agradar a Deus e não a vós mesmos. Sejam pastores, não funcionários. Sejam mediadores, não intermediários”.
Na conclusão, o Santo Padre pediu-lhes para “terem sempre diante dos olhos o exemplo do Bom Pastor, que não veio para ser servido, mas para servir e para procurar salvar aquilo que estava perdido”.
Rádio Vaticano com adaptação de JPR
Vídeo em italiano
Oh! Como é grande, Senhor, a abundância da vossa doçura, que reservastes para os que vos temem! (Sl 30,20). Quando me lembro, Senhor, de alguns devotos que se aproximam do vosso Sacramento com o maior fervor e afeto, fico muitas vezes confuso e envergonhado de mim mesmo, por chegar tão tíbio e frio ao vosso altar e à mesa da sagrada comunhão; por ficar tão seco e sem fervor de coração; por não estar de todo abrasado diante de vós, meu Deus, nem tão veementemente atraído e comovido, como estavam muitos devotos, que, pelo grande desejo de sagrada comunhão e amor sensível do seu coração, não podiam reprimir as lágrimas, mas com a boca da alma e do corpo ao mesmo tempo suspiravam ardentemente por vós, a fonte viva, não podendo mitigar nem saciar essa fome doutro modo, senão recebendo vosso corpo com toda alegria e ânsia espiritual.
Ambicionemos também nós a sermos ovelhas do Senhor, seguindo-O e assim sermos reconhecidos como nos narra o Evangelho de hoje (Jo 10, 27-30), pois ao fazê-lo estaremos totalmente seguros que Ele e o Pai nos guardarão e protegerão nas Suas bondosas mãos.
Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo…