Obrigado, Perdão Ajuda-me

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As minhas capacidades estão fortemente diminuídas com lapsos de memória e confusão mental. Esta é certamente a vontade do Senhor a Quem eu tudo ofereço. A vós que me leiam rogo orações por todos e por tudo o que eu amo. Bem-haja!

domingo, 21 de abril de 2013

O Bom Pastor e a porta das ovelhas

São Tomás de Aquino (1225-1274), teólogo dominicano, Doutor da Igreja
Comentário ao Evangelho de João, 10, 3

Jesus disse: «Eu sou o Bom Pastor.» E é evidente que o título de pastor convém a Cristo porque, assim como o pastor leva o rebanho a pastar, assim também Cristo restaura os fiéis através do alimento espiritual que é o Seu próprio Corpo e o Seu próprio Sangue.

Para se distinguir do mau pastor e do ladrão, Jesus precisa que é o «bom pastor». É bom porque defende o rebanho com a dedicação com que o bom soldado defende a sua pátria. Por outro lado, Cristo afirmou que o pastor entra pela porta e que Ele é essa porta. Assim, pois quando aqui afirma ser o Pastor, temos de compreender que é Ele que entra e que entra por Si mesmo. E é bem verdade, porque Ele afirma que conhece o Pai por Si mesmo, enquanto nós entramos por meio Dele e é Ele que nos dá a felicidade. Reparemos bem que não há outro que seja a porta, porque mais ninguém é a luz, a não ser por participação. João Baptista não era a luz, antes tinha vindo para dar testemunho da luz (Jo 1, 8). Mas Cristo «era a luz que ilumina todo o homem» (v. 9). Ninguém pode, por conseguinte, dizer de si mesmo que é a porta, porque Cristo reservou para Si esse título.

Mas o título de pastor, esse comunicou-o a outros, deu-o a alguns dos Seus membros. Com efeito, também Pedro o foi, e os outros apóstolos, e também o são todos os bispos. «Dar-vos-ei pastores segundo o Meu coração», diz Jeremias (3, 15). Ora, ainda que os chefes da Igreja - que são filhos da mesma Igreja - sejam todos pastores, Cristo afirma «Eu sou o Bom Pastor» para nos mostrar a singular força do Seu amor. Nenhum pastor será bom se não estiver unido a Cristo pela caridade, tornando-se assim membro do verdadeiro Pastor.

A gratidão, que também é alegria e orgulho, a Nossa Senhora do Rosário de Fátima

A consagração do Pontificado do Papa Francisco e da Jornada Mundial da Juventude do Rio de Janeiro a Nossa Senhora de Fátima no próximo dia 13 de maio são dois relevantes gestos, sobretudo o primeiro, pelos quais devemos manifestar a nossa filial gratidão à Nossa Mãe que tão bem cuida de nós.

É pois, com grande alegria, e porque não dizê-lo, e orgulho, que vimos mais uma vez o mundo olhar para Fátima e estamos certos, que em muitos católicos fruto destas consagrações aumentará ainda mais a sua devoção a Nossa Senhora.

Agradecemos ao Senhor tão Excelsa e Imaculada Mãe que nos ofereceu a caminho do Calvário, que se fez presente em Fátima a três pastorinhos no século passado oferecendo-nos o Seu amor, apelando à conversão e à paz dos homens e pedindo-nos que rezássemos o Santo Rosário em honra de Jesus Cristo Nosso Senhor.

JPR

Êxtase

Depois de um Inverno prolongado e de uma Primavera tardia, o sol, preguiçoso, despertou por fim do seu leito de nuvens e deu um ar da sua graça. E foi lindo de se ver: de novo as ruas cheias de gente, as crianças nos jardins e até famílias aproveitando o bom tempo à beira-mar. Afoitos banhistas houve que arriscaram um audaz mergulho, em jeito de sacrificado intróito da tão esperada liturgia estival.
Assim faz Deus nas almas: quando os raios da sua graça alcançam o coração humano, como quando a luz do Sol beija uma flor, desabrocham afectos e nascem amores. Coração que não ame é víscera mirrada, sombra de vida, gélida escuridão no Inverno do seu próprio descontentamento. O toque da graça dilata o coração e o abrasa, para que arda, se expanda e se dê: a caridade mais não é que o reflexo do amor divino no espelho de uma alma cristalina.

O êxtase, estádio supremo da ascese, é também etimologicamente saída de si. A expressão mística não é, portanto, sinónimo de narcísico ensimesmamento, mas de plenitude de caridade. Porque só quem sai de si mesmo é feliz e, nos outros, encontra Deus.

Gonçalo Portocarrero de Almada em http://www.ionline.pt/opiniao/extase

Do Catecismo da Igreja Católica (CIC)

§1484. «A confissão individual e íntegra e a absolvição constituem o único modo ordinário pelo qual o fiel, consciente de pecado grave, se reconcilia com Deus e com a Igreja: somente a impossibilidade física ou moral o escusa desta forma de confissão» (94). Há razões profundas para que assim seja. Cristo age em cada um dos sacramentos. Ele dirige-Se pessoalmente a cada um dos pecadores: «Meu filho, os teus pecados são-te perdoados» (Mc 2, 5); Ele é o médico que Se inclina sobre cada um dos doentes com necessidade d'Ele (95) « para os curar: alivia-os e reintegra-os na comunhão fraterna. A confissão pessoal é, pois, a forma mais significativa da reconciliação com Deus e com a Igreja.


94. Ordo Paenitentiae, Praenotanda 31 (Typis Polyglottis Vaticanis1974) p. 21 [Celebração da Penitência, 31 (Coimbra, Gráfica de Coimbra - Conferência Episcopal Portuguesa.1997) p. 29].

95. Cf. Mc 2, 17.

Da concepção ao nascimento - Milagre da vida, visto na ressonância magnética (mesmo que não entenda inglês facilmente compreenderá o seu conteúdo)