Obrigado, Perdão Ajuda-me

Obrigado, Perdão Ajuda-me
As minhas capacidades estão fortemente diminuídas com lapsos de memória e confusão mental. Esta é certamente a vontade do Senhor a Quem eu tudo ofereço. A vós que me leiam rogo orações por todos e por tudo o que eu amo. Bem-haja!

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Bento XVI: a tristeza imensa de uma alegria ilimitada - por Nuno Serras Pereira

Levei várias horas a recompor-me da notícia inesperada da resignação do Papa Bento XVI. A tristeza, como que um luto abissal, que me invadiu não há palavras que a descrevam. Desde o meu noviciado, se a memória não me atraiçoa, em 1981 que os seus escritos alimentaram, confirmaram, robusteceram a minha Fé. A sua cooperação leal, corajosa e sintónica com o Santo Padre João Paulo II foi um prodigioso milagre providencial que salvou e fortaleceu a Fé e a Igreja no mundo inteiro, em especial no ocidente.

A sua admirável inteligência, a sua profundidade espiritual, a sua grandíssima coragem, a invulgar, mesmo genial, penetração teológica, o seu singular amor e fidelidade à Verdade, a extraordinária capacidade de diálogo, sem a mínima renúncia ao anúncio do Evangelho, a excepcional humildade, o seu amor inaudito por Jesus Cristo, a Sua Igreja e por todos os homens, tudo isto, e muito mais, garantem-lhe um lugar destacado na história da Igreja e, assim o creio firmemente, a futura canonização. Não há dúvidas que temos de dar muitíssimas Graças a Deus por nos ter concedido este Papa.

Mas apesar do meu intenso sentimento de orfandade, tenho a certeza firme que Bento XVI nunca teria resignado se não tivesse uma iluminação particular de Deus que o movesse a tal, para maior bem do mundo e da Igreja. Daí que a minha ilimitada melancolia se tenha transformado numa alegria imensa.

É Deus que guia a Sua Igreja. Ele providenciará para que daqui advenha um maior bem para todos.

O que agora a Igreja quer, e seguramente o Papa Bento XVI o deseja com todas as veras, é que todos os católicos rezemos ao Espírito Santo implorando-Lhe que ilumine os Cardeais eleitores para que seja escolhido aquele que Ele quer como sucessor de Pedro e Vigário de Jesus Cristo na terra.

Uma última palavra sobre este Papa e o dia que hoje vivemos. Faz hoje, dia de Nossa Senhora de Lurdes - a Imaculada Conceição -, 6 anos que a maioria dos portugueses, que foram às urnas, votou criminosa e ignobilmente a liberalização do homicídio, em forma de aborto provocado, dos mais inocentes, vulneráveis e indefesos. Desde então só ao abrigo desta “lei” infame e abominável, sem ter em conta os clandestinos que continuam a proliferar, já se dizimaram oitenta mil portugueses. Esta tragédia inominável revela com uma clareza meridiana o elevadíssimo grau de demência suicido-parricida a que chegamos. Depois espantam-se com o aumento exponencial quer de suicídios de mulheres, quer de mães que assassinam brutalmente seus filhos já nascidos para logo em seguida se matarem.

Ora neste breve Pontificado de Bento XVI - coisa que é, sabe-se lá porquê, habitualmente silenciada nas conferências, palestras e debates sobre o seu Magistério - a quantidade e alta qualidade das suas intervenções sobre a defesa da vida é verdadeiramente impressionante.

De importância semelhante são as numerosas intervenções que fez quer como Cardeal quer como Papa em defesa do Crucifixo (Crucificado) no espaço público. Por isso parece boa-ideia homenagearmos o ainda Papa Bento XVI dependurando das janelas e varandas das nossas casas o estandarte de Cristo para o Ano da Fé.

(Fonte: blogue ‘Logos’ AQUI)

Resenha biográfica de Bento XVI (vídeos em espanhol e inglês)

Amar a Cristo...

Querido Jesus, santificado seja o Teu nome, é nosso dever fazê-lo com amor, respeito e profunda devoção glorificando-Te conjuntamente com o Pai e o Espírito Santo.

Senhor Jesus ajuda-nos a fazê-lo hoje e sempre levando-Te a quem ainda não Te conhece ou Te recusa!

JPR

A Quaresma

Em meados do mês começa a Quaresma, um tempo especialmente adequado para revermos o nosso comportamento e ver se estamos a ser generosos com Deus e com os outros por Deus. Na segunda leitura de Quarta-feira de Cinzas, o Apóstolo das gentes diz-nos, da parte do Senhor: No tempo favorável, ouvi-te. No dia da salvação, vim em teu auxílio. É este o tempo favorável, é este o dia da salvação [12]. Mais adiante, na mesma Epístola, anima-nos a servir a Deus em todo o momento: com muita paciência nas tribulações, nas necessidades e nas angústias (…), nas fadigas, nas vigílias e nos jejuns, pela pureza e pela ciência, pela magnanimidade e pela bondade, no Espírito Santo, com sincera caridade [13].

Estas palavras do Apóstolo – escreveu S. Josemaria – devem encher-vos de alegria, porque são como que uma canonização da vossa vocação de cristãos correntes, vivendo no meio do mundo, compartilhando com os outros, vossos iguais, ideais, trabalhos e alegrias. Tudo isso é caminho divino. O que o Senhor vos pede é que a todo o momento atueis como Seus filhos e servidores.

Mas estas circunstâncias normais da vida só serão caminho divino se realmente nos convertermos, se nos entregarmos. S. Paulo, na verdade, usa uma linguagem dura. Promete ao cristão uma vida difícil, arriscada, em perpétua tensão. Como se tem desfigurado o Cristianismo quando se tem pretendido fazer dele um caminho cómodo! Mas também é uma desfiguração da verdade pensar que essa vida profunda e séria, que conhece de forma real todos os obstáculos da existência humana, é uma vida de angústia, de opressão ou de medo.

O cristão é realista, de um realismo sobrenatural e humano, sensível a todos os matizes da vida: a dor e a alegria, o sofrimento próprio e alheio, a certeza e a perplexidade, a generosidade e a tendência para o egoísmo... O cristão conhece tudo e com tudo se enfrenta, cheio de integridade humana e de fortaleza recebida de Deus [14].

[12]. Missal Romano, quarta feira de cinzas, Segunda Leitura (2 Cor 6, 2).
[13]. 2 Cor 6, 4-6.
[14] . S. Josemaria, Cristo que passa, n. 60.

(D. Javier Echevarría, Prelado do Opus Dei na carta do mês de fevereiro de 2013)

Palavras do Card. Angelo Sodano, Decano do Colégio Cardinalício, ao Papa, após o anúncio da renúncia

"Santidade, amado e venerado sucessor de Pedro! Foi como um raio do céu que ressoou nesta sala a sua comovida comunicação. Ouvimo-la com um sentimento de perplexidade, quase completamente incrédulos. Nas suas palavras percebemos o grande afecto que sempre teve para com a Santa Igreja de Deus, para com esta Igreja que tanto amou. Agora permita-me que lhe diga, em nome deste cenáculo apostólico, o Colégio cardinalício, em nome desses seus queridos colaboradores, permita que lhe diga que estamos mais do que nunca próximos a si, como estivemos nestes brilhantes oito anos de seu pontificado. No dia 19 de Abril de 2005, se bem me lembro, no fim do Conclave, eu perguntei a si, com voz trémula da minha parte, "Aceitas a tua eleição canónica como Sumo Pontífice?", e não tardou, embora com trepidação, de responder dizendo que aceitava confiando na graça do Senhor e na materna intercessão de Maria, Mãe da Igreja.

Como Maria, naquele dia, Sua santidade disse o seu "Sim" e iniciou o seu luminoso pontificado na linha da continuidade, daquela continuidade de que tanto nos falou na história da Igreja, em continuidade com os seus 265 antecessores na cátedra de Pedro, ao longo de 2 mil anos de história, partindo do apóstolo Pedro, o humilde pescador da Galileia, até aos grandes Papas do século passado, de São Pio X ao beato João Paulo II. Santo Padre, antes do dia 28 de Fevereiro, como disse, dia em que deseja colocar a palavra fim a este seu serviço pontifical feito com tanto amor, com tanta humildade, antes de 28 de Fevereiro, teremos ocasião de exprimir-lhe melhor os nossos sentimentos. Assim farão tantos pastores e fiéis espalhados pelo mundo, assim farão também tantos homens de boa vontade, juntamente com as autoridades de muitos Países. Depois, ainda neste mês teremos a alegria de ouvir a sua voz de pastor, já na quarta-feira dia das Cinzas, e em seguida na quinta-feira com o clero de Roma, nos Angelus destes Domingos, nas audiências da quarta-feira.

Haverá, portanto, várias ocasiões ainda para ouvirmos a sua voz paterna. A sua missão, contudo, continuará. Disse que sempre estará perto de nós com o seu testemunho e com a sua oração. É claro, as estrelas no céu continuam sempre a brilhar e assim brilhará sempre nomeio de nós a estrela do seu pontificado. Estamos perto de si, Santo Padre, e nos bendiga.

Rádio Vaticano