Ó Maria, Senhora Nossa, o Senhor fez de ti Sua mãe singular, constituindo-te assim mestra e soberana do universo. Foi para isso que Ele te formou, pelo Seu Espírito operante, desde o primeiro instante da tua concepção no seio de tua mãe. Nossa Senhora, é essa a nossa alegria hoje. E perguntamos-te, mui doce Maria, rainha prudente e nobre: é possível colocar-te ao mesmo nível ou até a um nível inferior ao das outras criaturas?
O apóstolo da verdade pura afirma com certeza que todos os homens pecaram em Adão (Rm 5,12). [...] Mas, tomando em consideração a qualidade eminente da graça divina em ti, observo que tens uma posição inestimável; à excepção de teu Filho, estás acima de tudo o que foi criado. E concluo que, na tua concepção, não podes ter ficado ligada à mesma lei da natureza a que estão ligados os outros seres humanos. Pela graça eminente que te foi concedida, tu ficaste completamente fora do alcance de todo o pecado. Graça singular e acção divina impenetrável à inteligência humana!
Só o pecado poderia afastar os homens da paz de Deus. Para eliminar esse pecado, para trazer o ser humano de novo à paz de Deus, o Filho de Deus quis fazer-Se homem, mas de um modo tal que nada n'Ele existisse nem participasse daquilo que separa o homem de Deus. Para tal, convinha que Sua mãe fosse pura de todo o pecado. Se não, como poderia a nossa carne unir-se tão intimamente à pureza suprema e como poderia o homem assumir uma tão grande união com Deus, que tudo o que é de Deus pertencesse ao homem e tudo o que é do homem pertencesse a Deus?
Eadmero (c. 1060–c. 1128), monge inglês
A concepção de Santa Maria
(Fonte: Evangelho Quotidiano)
Obrigado, Perdão Ajuda-me
As minhas capacidades estão fortemente diminuídas com lapsos de memória e confusão mental. Esta é certamente a vontade do Senhor a Quem eu tudo ofereço. A vós que me leiam rogo orações por todos e por tudo o que eu amo. Bem-haja!
quinta-feira, 8 de dezembro de 2011
O Evangelho do dia 8 de Dezembro de 2011
Estando Isabel no sexto mês, foi enviado por Deus o anjo Gabriel a uma cidade da Galileia, chamada Nazaré, a uma virgem desposada com um varão chamado José, da casa de David; o nome da virgem era Maria. Entrando o anjo onde ela estava, disse-lhe: «Salve, ó cheia de graça; o Senhor é contigo». Ela, ao ouvir estas palavras, perturbou-se e discorria pensativa que saudação seria esta. O anjo disse-lhe: «Não temas, Maria, pois achaste graça diante de Deus; eis que conceberás no teu ventre, e darás à luz um filho, a Quem porás o nome de Jesus. Será grande e será chamado Filho do Altíssimo, e o Senhor Deus Lhe dará o trono de Seu pai David; reinará sobre a casa de Jacob eternamente e o Seu reino não terá fim». Maria disse ao anjo: «Como se fará isso, pois eu não conheço homem?». O anjo respondeu-lhe: «O Espírito Santo descerá sobre ti e a virtude do Altíssimo te cobrirá com a Sua sombra; por isso mesmo o Santo que há-de nascer de ti será chamado Filho de Deus. Eis que também Isabel, tua parenta, concebeu um filho na sua velhice; e este é o sexto mês da que se dizia estéril; porque a Deus nada é impossível». Então Maria disse: «Eis aqui a escrava do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra». E o anjo afastou-se dela.
Lc 1, 26-38
Lc 1, 26-38
quarta-feira, 7 de dezembro de 2011
«Ser Papa não é…
… ser um governante glorioso, mas antes dar testemunho por Aquele que foi crucificado, e estar pronto para exercer o seu cargo ainda que dessa mesma forma, em ligação com Ele.»
(Bento XVI – Luz do Mundo)
Bento XVI destacou a relação filial com Deus no cristianismo, e convidou os católicos a terem um «coração livre»
Na audiência geral desta quarta feira, Bento XVI prosseguiu a série de catequeses que vem fazendo sobre a oração, considerando o ensinamento e o exemplo dados pelo próprio Jesus. Na sua exclamação de alegria, ilustrada pelos evangelistas Mateus e Lucas, Jesus dá graças ao Pai porque Ele quis revelar o mistério da salvação não aos sábios e entendidos, mas aos “pequeninos”.
“A lógica terrena, segundo a qual os ricos e cultos, que possuem coisas importantes e as transmitem aos pequenos e pobres” não é a lógica de Deus. A revelação divina não se realiza como a lógica terrena. Pelo contrário – explicou o Papa – é o estilo ‘diferente’ de Jesus, que acolhendo plenamente a vontade do Pai e compartilhando-a, faz dos pequeninos os reais e primeiros destinatários da sua mensagem.
O versículo “Eu te louvo” traduz uma palavra grega que significa reconhecimento e sintonia com o projeto de Deus, que desde o início da Criação nos quis oferecer o seu amor. E é por isso que nos enviou o seu Filho, o único que conhece o Pai, para nos fazer participantes . Ao chamar Deus ‘Pai’, Jesus expressa certeza de ser o ‘Filho’. Este é o centro e a fonte da sua oração.
O Papa explicou que o Senhor se encheu de alegria no Espírito ao fazer esta oração; e nós também, repletos do Espírito Santo, podemos proclamar “Abba!” e na oração do Pai Nosso, pedir que se faça a sua vontade, tanto no céu como na terra, sabendo que nela, seguindo Cristo e acolhendo o seu jugo, está o nosso consolo.
Na catequese desta quarta feira, na grande aula das audiências do Vaticano, Bento XVI salientou que Cristo nos ensina como devemos rezar. Ele sabe que sem a ajuda do Espírito Santo não somos capazes de rezar bem. E este período do Advento exorta-nos à vigilância e à oração.
Estas as palavras proferidos por Bento XVI em língua portuguesa:
Queridos irmãos e irmãs,
No início desta Audiência Geral, ouvistes ler o chamado «Hino de Júbilo», no qual sobressai claramente a comunhão íntima e profunda de Jesus com a vida e a vontade do Pai no Espírito Santo. Toda a oração de Jesus atesta a amorosa adesão do seu coração de homem ao mistério da vontade do Pai. No referido hino, Ele quer fazer comparticipantes do seu conhecimento filial, aqueles que o Pai assim decidiu, ou seja, os «pequeninos». E que significa ser «pequenino»? Qual é a pequenez que abre o homem à intimidade filial com Deus? No «sermão da montanha», Cristo diz que verão a Deus os puros de coração. Sim! É a pureza de coração que permite reconhecer o rosto de Deus em Jesus Cristo. Ser pequenino é ter o coração livre da presunção de quem se fecha em si mesmo, pensando que não precisa de ninguém, nem mesmo de Deus; é ter o coração simples como o das crianças.
* * *
A todos os presentes de língua portuguesa, a minha grata saudação de boas-vindas a este nosso encontro, que tem lugar na véspera da festa da Imaculada Conceição de Nossa Senhora. Sobre os passos da vossa peregrinação terrena, vele carinhosa a Virgem Mãe para, com Ela e como Ela, serdes os «pequeninos» de Deus e deste modo sairdes vencedores das ciladas da serpente infernal. Como penhor dos favores do Alto para vós e vossos entes queridos, dou-vos a minha Bênção.
Rádio Vaticano
“A lógica terrena, segundo a qual os ricos e cultos, que possuem coisas importantes e as transmitem aos pequenos e pobres” não é a lógica de Deus. A revelação divina não se realiza como a lógica terrena. Pelo contrário – explicou o Papa – é o estilo ‘diferente’ de Jesus, que acolhendo plenamente a vontade do Pai e compartilhando-a, faz dos pequeninos os reais e primeiros destinatários da sua mensagem.
O versículo “Eu te louvo” traduz uma palavra grega que significa reconhecimento e sintonia com o projeto de Deus, que desde o início da Criação nos quis oferecer o seu amor. E é por isso que nos enviou o seu Filho, o único que conhece o Pai, para nos fazer participantes . Ao chamar Deus ‘Pai’, Jesus expressa certeza de ser o ‘Filho’. Este é o centro e a fonte da sua oração.
O Papa explicou que o Senhor se encheu de alegria no Espírito ao fazer esta oração; e nós também, repletos do Espírito Santo, podemos proclamar “Abba!” e na oração do Pai Nosso, pedir que se faça a sua vontade, tanto no céu como na terra, sabendo que nela, seguindo Cristo e acolhendo o seu jugo, está o nosso consolo.
Na catequese desta quarta feira, na grande aula das audiências do Vaticano, Bento XVI salientou que Cristo nos ensina como devemos rezar. Ele sabe que sem a ajuda do Espírito Santo não somos capazes de rezar bem. E este período do Advento exorta-nos à vigilância e à oração.
Estas as palavras proferidos por Bento XVI em língua portuguesa:
Queridos irmãos e irmãs,
No início desta Audiência Geral, ouvistes ler o chamado «Hino de Júbilo», no qual sobressai claramente a comunhão íntima e profunda de Jesus com a vida e a vontade do Pai no Espírito Santo. Toda a oração de Jesus atesta a amorosa adesão do seu coração de homem ao mistério da vontade do Pai. No referido hino, Ele quer fazer comparticipantes do seu conhecimento filial, aqueles que o Pai assim decidiu, ou seja, os «pequeninos». E que significa ser «pequenino»? Qual é a pequenez que abre o homem à intimidade filial com Deus? No «sermão da montanha», Cristo diz que verão a Deus os puros de coração. Sim! É a pureza de coração que permite reconhecer o rosto de Deus em Jesus Cristo. Ser pequenino é ter o coração livre da presunção de quem se fecha em si mesmo, pensando que não precisa de ninguém, nem mesmo de Deus; é ter o coração simples como o das crianças.
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A todos os presentes de língua portuguesa, a minha grata saudação de boas-vindas a este nosso encontro, que tem lugar na véspera da festa da Imaculada Conceição de Nossa Senhora. Sobre os passos da vossa peregrinação terrena, vele carinhosa a Virgem Mãe para, com Ela e como Ela, serdes os «pequeninos» de Deus e deste modo sairdes vencedores das ciladas da serpente infernal. Como penhor dos favores do Alto para vós e vossos entes queridos, dou-vos a minha Bênção.
Rádio Vaticano
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