Obrigado, Perdão Ajuda-me

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As minhas capacidades estão fortemente diminuídas com lapsos de memória e confusão mental. Esta é certamente a vontade do Senhor a Quem eu tudo ofereço. A vós que me leiam rogo orações por todos e por tudo o que eu amo. Bem-haja!

quarta-feira, 25 de março de 2009

Anunciação do Senhor

Deus que no decorrer dos séculos, tinha encarregado os profetas de transmitir aos homens a Sua palavra, ao chegar a plenitude dos tempos, determina enviar-lhes o Seu próprio Filho, o Seu Verbo, a Palavra feita Carne.

Contudo, o Pai das misericórdias quis que a Incarnação fosse precedida da aceitação por parte daquela que Ele predestinara para Mãe, para que, assim como uma mulher contribuiu para a morte, também outra mulher contribuísse para a vida» (Lumen gentium, 56).

No momento da Anunciação, através do Anjo Gabriel, Deus expõe portanto, a Maria os Seus desígnios. E Maria, livre, consciente e generosamente, aceita a vontade do Senhor a seu respeito, realizando-se assim o mistério da Incarnação do Verbo. Nesse momento, com efeito, a segunda Pessoa da Santíssima Trindade começa a Sua existência humana. O filho de Deus faz Se Filho do Homem. O Deus Altíssimo torna-Se o «Deus connosco».

Ao celebrar este mistério, precisamente nove meses antes do Natal, a Solenidade da Anunciação orienta-nos já para o Nascimento de Cristo. No entanto, a Incarnação está intimamente unida à Redenção. Por isso, as Leituras (especialmente a segunda) introduzem-nos já no Mistério da Páscoa.

Essencialmente festa do Senhor, a Anunciação não pode deixar de ser, ao mesmo tempo, uma festa perfeitamente mariana. Na verdade, foi pelo sim de Maria que a Incarnação se realizou, a nova Aliança se estabeleceu e a Redenção do mundo pecador ficou assegurada.



(Fonte: Secretariado Nacional de Liturgia)

Reflexões teológicas sobre o tema do sínodo (1)

1. Os discípulos de Cristo como “Sal” e “Luz”

O contexto da Palavra de Jesus

35. No seu ensinamento do Sermão da Montanha em Mt 5,3-10, Jesus introduz-nos na visão da sua missão: fazer entrar no Reino de seu Pai os pobres, os que choram, os mansos, os que têm fome e sede de justiça, os misericordiosos, os puros de coração, os construtores de paz e aqueles que são perseguidos por causa da justiça. Deste modo, todos aqueles que são seus discípulos devem colaborar para a vinda deste Reino, dando atenção aos afamados, ao doente, ao estrangeiro, ao humilhado (que está nu), ao prisioneiro. Porque diz o Senhor, «cada vez que o fizestes a um desses meus irmãos mais pequeninos, a mim o fizestes» (Mt 25,40).

A tradução em acções da visão de Cristo

36. Para que esta visão se torne realidade, Jesus compromete ainda mais os seus discípulos. Prepara-os para viver com ele a perseguição, os insultos e toda a espécie de infâmia «por minha causa» (Mt 5,11). Assim, empenhar-se a seguir Cristo, na sua missão, é aceitar sofrer com ele para partilhar a sua glória, como o atesta a vida dos santos do nosso continente, especialmente nos últimos séculos, os mártires do Uganda (Carlos Lwanga e seus companheiros [martirizados entre 1885-1887]), os santos Daniel Comboni (1831-1881), Josefina Bakhita (1869-1947), os Bem-aventurados Charles de Foucauld (1858-1916), Victoire Rasoamanarivo (1848-1894), Isidoro Bakanja (v. 1880/1890-1909), Cipriano Miguel Iwene Tansi (1903-1964), Clementina Nengapeta Anuarite (1941-1964). Eles foram “sal” nas terras onde viveram, e “luz” no mundo que os viu viver.

37. Os dois símbolos do sal e da luz exprimem uma dupla dimensão na identidade do discípulo. A imagem do “sal da terra” caracteriza os discípulos como agentes de transformação no meio de suas irmãs e irmãos humanos que habitam a terra. Com efeito, assim como o sal altera o sabor dos alimentos nos quais é colocado, assim também os discípulos de Cristo são chamados a viver de maneira a dar ao seu meio um melhor sabor de humanidade. Este impacto da vida do discípulo escapa ao olhar, tal como o sal que se dissolve e se torna invisível. É no gosto que o mundo sentirá o efeito transformador da presença eficaz do discípulo. Os santos e bem aventurados que a Igreja propôs como exemplo aos cristãos ilustram, pelas suas vidas, a eficácia do testemunho cristão na vida da sociedade, porque a sua acção não deixou nenhuma das suas sociedades indiferentes. E é preciso acreditar que, como o sal conserva, purifica e protege, uma vida santa conserva o que há de melhor na humanidade (seus valores autênticos) e a protege da degeneração (cf. Gn 18,17-33).

38. Quanto à segunda imagem, ela convida os discípulos a se identificarem com a “luz do mundo”. Jesus não os encoraja a darem-se em espectáculo; até porque ele denuncia os hipócritas (cf. Mt 6,1ss). Mas de qualquer modo, a luz, destinada a iluminar, não se pode esconder; à semelhança de uma cidade elevada sobre um monte, ela será sempre visível (cf. Mt 5,14-16). Por outras palavras, o discípulo que ilumina não pode passar despercebido. Trata-se, então, de ser uma luz que ilumina os homens e tudo aquilo que os desumaniza, tornando-o visível e inteligível, pelas “boas obras”: nutrir aqueles que têm fome, dar de beber aqueles que têm sede, acolher o estrangeiro, vestir o que está nu, visitar os doentes e os idosos, cuidar dos prisioneiros, etc. (cf. Mt 25,35-36). A vida de uma comunidade eclesial que incarna a Palavra torna-se desde logo uma lâmpada sobre o trilho da sociedade em geral, para que evitemos os caminhos de morte e enveredemos cada vez mais por aqueles que conduzem à vida, ou seja, no seguimento de Jesus, «o caminho, a verdade e a vida» (Jo 14,6).

39. Em síntese, por meio destas duas imagens, Jesus interpela profundamente os que o escutam a transformar a sociedade humana pelo seu ser e a mostrar, através do seu exemplo de vida, as vias que conduzem ao Reino de Deus, prometido àqueles e àquelas que são oprimidos e maltratados, àqueles que são abandonados à sua sorte pela sociedade. O Reino aparece desde logo como a terra da consolação, da saciedade, da misericórdia, herdada pelos filhos e filhas de Deus. Propaga-se através da acção do discípulo, servo sensível a todos os sofrimentos humanos, traduzindo em acto a oração que Jesus nos ensinou: «Pai […] que o teu reino venha!» (Mt 6,10).


INSTRUMENTUM LABORIS III, 1, 35-39


(Fonte: site da Santa Sé)

Comentário ao Evangelho do dia feito por:

Santo Efrém (c. 306-373), diácono na Síria, Doutor da Igreja Homilias sobre a Mãe de Deus, 2, 93-145; CSCO 363 e 364, 52-53 (trad. Delhougne, Les Pères commentent, p. 481 rev.)

«Porque me fez grandes coisas, o Omnipotente» (Lc 1, 49)

Contemplai Maria, bem-amados, vede como Gabriel entrou em sua casa e como, à sua objecção, «Como será isso?», o servo do Espírito Santo deu a seguinte resposta: «Nada é impossível a Deus, para Ele tudo é simples.» Considerai como ela acreditou no que ouvira e disse: «Eis a serva do Senhor.» Desde logo o Senhor desceu, de uma forma que só Ele conhece; pôs-Se em movimento e veio como Lhe agradava; entrou nela sem que ela o sentisse e ela acolheu-O sem ter qualquer sofrimento. Ela trazia em si, como uma criança, Aquele de que o mundo está cheio. Ele desceu para ser o modelo que renovaria a imagem antiga de Adão.

É por essa razão que, quando te anunciam o nascimento de Deus, deves manter-te em silêncio. Que a palavra de Gabriel esteja presente no teu espírito, pois nada é impossível a esta gloriosa Majestade que desceu por nós e que nasceu da nossa humanidade. Nesse dia, Maria tornou-se para nós o céu que contém Deus, pois a Divindade sublime desceu e fez dela a Sua morada. Nela, Deus fez-se pequeno – mas sem enfraquecer a Sua natureza – para nos fazer crescer. Nela, Ele teceu-nos uma veste com a qual nos salvaria. Nela cumpriram-se todas as palavras dos profetas e dos justos. Dela se elevou a luz que expulsou as trevas do paganismo.

Numerosos são os títulos de Maria [...]: ela é o palácio no qual habitou o poderoso Rei dos reis, mas Ele não a deixou como viera, pois foi dela que Ele se fez carne e que nasceu. Ela é o novo céu no qual o Rei dos reis habitou; nela elevou-se Cristo e dela subiu para iluminar a criação, formada e talhada à Sua imagem. Ela é a cepa de vinha que deu uvas; ela gerou um fruto superior à natureza; e Ele, se bem que diferente dela pela Sua natureza, vestiu a sua cor quando nasceu dela. Ela é a fonte da qual brotaram as águas vivas para os sequiosos e aqueles que aí se dessedentam dão frutos a cem por um.


(Fonte: Evangelho Quotidiano)

O Evangelho do dia 25 de Março de 2009 - Anunciação do Senhor

São João 5, 17-30

Naquele tempo,
disse Jesus aos judeus:
«Meu Pai trabalha incessantemente
e Eu também trabalho em todo o tempo».
Esta afirmação era mais um motivo
para os judeus quererem dar-Lhe a morte:
não só por violar o sábado,
mas também por chamar a Deus seu Pai,
fazendo-Se igual a Deus.
Então Jesus tomou a palavra e disse-lhes:
«Em verdade, em verdade vos digo:
O Filho nada pode fazer por Si próprio,
mas só aquilo que viu fazer ao Pai;
e tudo o que o Pai faz
também o Filho o faz igualmente.
Porque o Pai ama o Filho
e Lhe manifesta tudo quanto faz;
e há-de manifestar-Lhe coisas maiores que estas,
de modo que ficareis admirados.
Assim como o Pai ressuscita os mortos e lhes dá vida,
assim o Filho dá vida a quem Ele quer.
O Pai não julga ninguém:
entregou ao Filho o poder de tudo julgar,
para que todos honrem o Filho,
como honram o Pai.
Quem não honra o Filho
não honra o Pai que O enviou.
Em verdade, em verdade vos digo:
Quem ouve a minha palavra
e acredita n’Aquele que Me enviou
tem a vida eterna e não será condenado,
porque passou da morte à vida.
Em verdade, em verdade vos digo:
Aproxima-se a hora _ e já chegou _
em que os mortos ouvirão a voz do Filho de Deus;
e os que a ouvirem, viverão.
Assim como o Pai tem a vida em Si mesmo,
assim também concedeu ao Filho
que tivesse a vida em Si mesmo;
e deu-Lhe o poder de julgar,
porque é o Filho do homem.
Não vos admireis do que estou a dizer,
porque vai chegar a hora
em que todos os que estão nos sepulcros ouvirão a sua voz:
Os que tiverem praticado boas obras
irão para a ressurreição dos vivos
e os que tiverem praticado o mal
para a ressurreição dos condenados.
Eu não posso fazer nada por Mim próprio:
julgo segundo o que oiço
e o meu juízo é justo,
porque não procuro fazer a minha vontade,
mas a vontade d’Aquele que Me enviou».

terça-feira, 24 de março de 2009

"Tendes olhos e não vedes, tendes ouvidos e não ouvis? E não vos lembrais" (Mc 8,18)

A prostituição eclesiástica e a Paixão do Papa

Nuno Serras Pereira

23. 03. 2009

1. Haverá aí alguém que não tenha ouvido falar num Bispo, até há pouco desconhecido, chamado Williamson? Creio que ninguém ignorará o grande clamor que se levantou por todo o mundo e mesmo na Igreja a propósito das suas disparatadas, ingénuas ou imbecis, maliciosas ou simplesmente apatetadas, afirmações sobre o holocausto perpetrado pelos nazis ao povo judeu. É fácil de compreender a grave apreensão que esse pronunciamento público provocou, principalmente nos sobreviventes e familiares dos que padeceram e morreram vítimas daquela monstruosa injustiça. Se hoje é ponto assente, não subsistindo dúvidas, sobre a enormidade e extensão daquele genocídio maquiavélico, entende-se também, muito bem, a perigosidade de tais declarações, uma vez que poderá contribuir, em certa medida, para gerar ou incrementar movimentos anti-semitas que advoguem que tudo não tenha passado de um delírio ou de uma propaganda dolosa, por parte desse povo, com objectivos inconfessáveis. Concebida a suspeita, a desconfiança, e com esta a hostilidade, tende a crescer dando à luz desentendimentos, discórdias, agressividades, perseguições, etc.

No entanto, tanto quanto nos é dado saber, este Bispo, que recordemo-nos está suspenso a divinis, nunca promoveu a ideologia nazi, aceitando plenamente as pesadas e implacáveis condenações que da mesma fizeram os Papas Pio XI e Pio XII, e nunca matou nenhum judeu.

Nos dias de hoje há um outro holocausto – a palavra é do Papa João Paulo II – o do aborto. Este genocídio foi advogado, propagandeado, promovido e votado por muitos que várias instituições católicas, desde a RR à UCP, têm como colaboradores ou convidados a debater e palestrar sobre os mais variados assuntos, inclusive acerca da licitude deste crime que João Paulo II classificou como o mais perverso e abominável.

O Bispo Williamson nunca, mas mesmo nunca, seria convidado ou autorizado a palestrar sobre qualquer tema, mesmo que fosse o do amor aos inimigos, como o são os promotores do holocausto contemporâneo.

Parece-me, pois, que isto só poderá significar o seguinte: quem manda na Igreja em Portugal não se rege por princípios e valores, mas pela popularidade e benefícios que pode ganhar. O que me leva a concluir que se o anti-semitismo estivesse de moda, contasse com maiorias, tivesse a comunicação social a seu favor e mandasse no estado, o Bispo Williamson e outros como ele, talvez mesmo Goebbels, caso fosse vivo, seguramente teriam as mesmas atenções e gozariam da mesma presença na RR, na UCP e em outras instituições da Igreja. As Sagradas Escrituras ao indicarem este tipo de comportamento chamam-lhe prostituição.

2. O Papa Bento XVI tem aquele traço que caracterizava Jesus Cristo, de Quem é vigário na Terra. Quando ensina, pela palavra ou pelo exemplo, desencadeia vendavais. Foi o que aconteceu agora, mais uma vez, a propósito de preservativo. Porque disse a verdade, a comunidade internacional, constituída por políticos, grandes multinacionais farmacêuticas, comunicação social, membros da hierarquia da Igreja, movimentos de controlo demográfico, instituições eugenistas, etc., formaram furacões, cuja característica parece ser a de, por incapacidade de se abrirem para irem ao encontro do outro, rodopiarem sobre si mesmos levando a destruição e desolação a toda a parte. O Santo Padre foi, de novo, flagelado pelos grandes deste mundo, acusado injustamente, condenado na praça pública. O semanário português Expresso ultrapassou ignobilmente em infâmia os algozes que coroaram Cristo de espinhos, ao encapuzar o representante do mesmo Cristo com aquele látex posto ao serviço da promiscuidade imunda que domina grande parte do mundo.

O Norte e o Ocidente rasgaram hipocritamente as faustosas e luxuriosas vestes arguindo o Papa de ser responsável por um genocídio sexual, como se a castidade e a fidelidade no matrimónio pudessem liquidar alguém! Este mesmo multimilionário Noroeste que atulha África de preservativos mas que é incapaz de auxiliar esse continente num verdadeiro combate à malária que mata muito mais que a sida; que ignora as mães que têm de andar 40 quilómetros a pé para arranjarem uma aspirina para o seu filho doente, ou 10 quilómetros para irem buscar água; que assistiu impávido e sereno aquele tenebroso e imenso genocídio do Ruanda. Este Noroeste que censura a informação verdadeira e cientificamente comprovada do incentivo à promiscuidade que as suas campanhas do látex imundo têm promovido com o consequente aumento exponencial das doenças sexualmente transmissíveis, algumas incuráveis e outras mais mortais que a sida. Em 20 anos, por exemplo, nos USA elas subiram de três para cerca de vinte. O preservativos é incapaz de deter o vírus do papiloma humano (HPV) que é responsável por muito mais mortes que a sida. E o vírus desta, com o decorrer do tempo, acabará inevitavelmente, mesmo com o uso consistente do preservativo, em virtude do chamado "efeito roleta russa", por contagiar quem o usa. Isto quem o afirma não é a Igreja mas sim a IPPF a maior organização não governamental do mundo que se dedica ao incentivo do aborto, da promiscuidade sexual, da contracepção e do preservativo.

Não por acaso Edward C. Green, Director do projecto de investigação sobre a sida do Centro de Estudos, da Universidade de Harvard (USA), para a População e Desenvolvimento veio a terreno defender o Papa Bento XVI: "O Papa tem razão, ou dito de outra maneira, as melhores provas que temos estão de acordo, suportam, as palavras do Papa". E continuou " os nossos estudos, incluindo o US – funded Demographic Healt Surveys’, mostram uma associação consistente entre a maior disponibilidade e uso de preservativos e uma taxa mais alta (não mais baixa) de infecção por HIV."

Os médicos que trabalham em África sabem-no bem. Em entrevistas, por estes dias, ao Avvennire afirmaram categoricamente que não é possível diminuir o contágio sem uma alteração radical dos comportamentos. E que só onde ela se deu é que se verificou uma diminuição substancial do mesmo. Sendo porventura os exemplos mais eloquentes o Uganda, em África, e as Filipinas, no Pacífico.

Acima falei de vendaval e logo a seguir dos furacões. Espero que não se tenha entendido que eu atribuía a responsabilidade por estes últimos ao Santo Padre. Não! Estes devastadores como são devem ser atribuídos ao império que as potestades malignas exercem sobre os grandes deste mundo. Os vendavais, pelo contrário, são causados pelo Espírito Santo, como no Pentecostes, e suscitam conversões e adesão a Jesus Cristo e à Sua Igreja. É isso mesmo que verificamos com o Papa Bento XVI. Bem podem as autoridades mundanas e algumas eclesiásticas arreganhar-lhe o dente e rosnar-lhe impropérios que o povo simples está com ele e segue-o avidamente, como outrora seguia Jesus.


(Fonte: Infovitae, título/citação de São Marcos da responsabilidade de JPR)