N. Sra. de Fátima

N. Sra. de Fátima
Fátima 2017 centenário das aparições de Nossa Senhora, façamos como Ela nos pediu e rezemos o Rosário diariamente. Ave Maria cheia de graça… ©Ecclesia

segunda-feira, 8 de maio de 2017

Mantém a calma com os teus filhos, não lhes batas só porque sim

Nos últimos anos da sua vida, S. Josemaria teve encontros com muitas pessoas que lhe expunham os seus pequenos e não tão pequenos problemas, e lhe pediam conselhos. Não era raro que os pais e mães de família estivessem a sofrer porque alguns dos seus filhos ou filhas se mostravam rebeldes ao chegar à adolescência. O nosso Fundador procurava tranquilizá-los e recordava-lhes que a rebeldia sempre existiu nessa idade, embora tenha talvez ganho mais relevância nos tempos atuais. Mas o remédio, juntamente com a oração, não mudou: mantém a calma com os teus filhos, não lhes batas só porque sim. Os rapazes ficam furiosos, tu ficas incomodado, sofres porque os amas muito, e ainda por cima tens de te 'des-incomodar'. Tem um pouco de paciência, ralha com eles quando já te tiver passado o 'incómodo', e a sós. Não os humilhes diante dos outros irmãos. Fala, raciocinando um pouco com eles, para que se apercebam que devem agir de outra maneira, porque assim agradam a Deus. Desta forma os vais educando e, no dia de amanhã, poderão abrir caminho na vida e ser bons cristãos e bons pais de família, se Deus os levar por aí.

Por isso, a primeira coisa a fazer é evitar os extremos: nem demasiada benevolência nem demasiado rigor [3].

S. Josemaria aprendeu do Evangelho esta maneira de atuar. É fácil reconhecer nas suas conversas com os pais, as instruções do Senhor sobre a prática caritativa da correção fraterna, embora nesses casos não se lhe dê propriamente este nome. No Opus Dei, todos devemos procurar pôr em prática este compromisso cristão, tão unido aos ensinamentos do próprio Jesus Cristo. Assim se compreende que o nosso Padre, entre as perguntas que fazia ao chegar a um Centro, para medir o pulso, fizesse esta: Vive-se a correção fraterna?

Sabemos como S. José recebia mensagens do Céu durante o sono. E o Papa, partindo deste facto, adverte que não é possível uma família sem o sonho. Numa família, quando se perde esta capacidade, os filhos não crescem, o amor não cresce, a vida debilita-se e apaga-se [4]. E faz este convite aos pais e mães, para que nele meditem em cada dia, antes de ir descansar: Hoje sonhei com o futuro dos meus filhos? Hoje sonhei com o amor do meu esposo, da minha esposa? Hoje sonhei com os meus pais, com os meus avós que trouxeram até mim a História? [5].
[3]. S. Josemaria, Notas de uma reunião familiar, 24-XI-1972.
[4]. Papa Francisco, Encontro com as famílias nas Filipinas, 16-I-2015.
[5]. Papa Francisco, Encontro com as famílias nas Filipinas, 16-I-2015.
(D. Javier Echevarría na carta do mês de maio de 2015)
© Prælatura Sanctæ Crucis et Operis Dei

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