Pureza

Pureza
Rezemos pela pureza de todos os que se encontram ao serviço de Jesus Cristo e da Sua Igreja, para que livres do pecado sejam bons filhos de Deus

domingo, 16 de junho de 2019

Amar a Cristo...

Senhor, que nunca deixemos de ouvir o Pai, pois escutando-O estaremos em total consonância com os Teus ensinamentos. É certo que às vezes parecemos esquecidos e desatentos pensando só por nós, sem recorrermos à Tua ajuda e sem nos deixarmos guiar por Ti. Releva-nos esta soberba e ajuda-nos a cheios de humildade e fé pegar na Tua mão, que está sempre estendida para nos ajudar, e bem firmes a ela agarrados sermos bons exemplos de cristãos e assim glorificar o nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo servindo-Te servindo o próximo.

Querido Jesus, sede a nossa Luz e ilumina-nos sempre em direcção a Ti!

JPR

Na tua alma em graça habita a Santíssima Trindade

A Trindade Santíssima coroou a nossa Mãe. - Deus Pai, Deus Filho, Deus Espírito Santo, pedir-nos-á contas de toda a palavra ociosa. Mais um motivo para que digamos a Santa Maria que nos ensine a falar sempre na presença do Senhor. Sulco, 926

A Trindade Santíssima concede-te a sua graça, e espera que a aproveites responsavelmente: em face de tanto benefício, não se pode andar com atitudes cómodas, lentas, preguiçosas..., porque, além disso, as almas te esperam.  Sulco, 957

Deus está contigo. Na tua alma em graça habita a Santíssima Trindade.
- Por isso, tu, apesar das tuas misérias, podes e deves estar em contínuo diálogo com o Senhor. Forja, 261

Aprende a louvar o Pai e o Filho e o Espírito Santo. Aprende a ter uma especial devoção pela Santíssima Trindade: creio em Deus Pai, creio em Deus Filho, creio em Deus Espírito Santo; espero em Deus Pai, espero em Deus Filho, espero em Deus Espírito Santo; amo a Deus Pai, amo a Deus Filho, amo a Deus Espírito Santo. Creio, espero e amo a Trindade Santíssima.
- Faz-nos falta esta devoção como um exercício sobrenatural da alma, que se traduz em atos do coração, ainda que nem sempre se verta em palavras. Forja, 296

São Josemaria Escrivá

Bom Domingo do Senhor!

Peçamos ao Senhor que nos derrame o Divino Espírito Santo sobre nós à semelhança do que fez com os doze apóstolos e como nos narra o Evangelho de hoje (Jo 16, 12-15) para que cheios Dele possamos estar sempre disponíveis para a Verdade.

Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo, que são um só Deus na Santíssima Trindade.

Opus Dei há sessenta e nove anos nesta data

A 16 de Junho de 1950: O Papa Pio XII concede a aprovação definitiva do Opus Dei: que possam admitir-se no Opus Dei pessoas casadas e adscrever-se à Sociedade Sacerdotal da Santa Cruz sacerdotes do clero secular.

Este foi o primeiro passo formal que levou à erecção da Prelatura Pessoal em 1982 pelo Papa João Paulo II e tendo nomeado na altura D. Álvaro del Portillo Prelado do Opus Dei.

A Virgem Maria, obra prima da Santíssima Trindade

Imagem de Nossa Senhor na Basílica da Santíssima Trindade em Fátima
«Entre todas as criaturas, a obra-prima da Santíssima Trindade é a Virgem Maria: no seu Coração humilde e repleto de fé, Deus preparou para si uma morada digna, para completar o mistério da salvação. O Amor divino encontrou nela uma correspondência perfeita e foi no seu seio que o Filho Unigénito se fez homem. Dirijamo-nos com confiança filial a Maria para que, com a sua ajuda, possamos progredir no amor e fazer da nossa vida um cântico de louvor ao Pai, por meio do Filho no Espírito Santo»

(Bento XVI - Angelus de 11.06.2006)

O mistério da Santíssima Trindade visto por um simples crente

Adoração da Santíssima Trindade de Albrecht Dürer
Conheço algumas pessoas que têm dificuldade em contextualizar o Mistério da Santíssima Trindade, incluindo alguns Sacerdotes, todos eles profundamente crentes, mas que não conseguem verbalizar a sua Fé a este respeito.

Dito isto, peço-vos antecipadamente desculpa pelo meu aventureirismo, sobretudo considerando a minha formação extremamente elementar e sem quaisquer estudos em teologia, ao propor-me compartilhar convosco a minha visão sobre a Santíssima Trindade.

É-nos fácil entender que o Pai na Sua infinita bondade e para nossa salvação e melhor compreensão nos tenha enviado o Seu Filho, que na essência é Ele próprio feito homem, e que ao assumir a condição de humana, além da Divina que Lhe é inerente, nos permite na nossa simplicidade terrena ter uma forma de O “visualizar”.

Recebê-Lo, poder beijá-Lo no Presépio, colocá-Lo na palma da mão ou dar-Lhe colo, poder abraçá-Lo na Cruz, enfim, assumi-Lo como nosso Pai, Irmão, Mestre, Redentor, Salvador e Amor da nossa vida, dá-nos uma alegria humana imediata pois sentimo-Lo na Sagrada Eucaristia e vemo-Lo nos Evangelhos e na representação em imagem ou ícone.

Ora, o Pai através de Jesus Cristo, Seu amadíssimo Filho, foi ainda mais bondoso ao anunciar-nos que nos enviaria o Seu Espírito. É certo que O não vemos, mas com profundo sentido de Fé sabemos que está connosco desde o Batismo, sentimo-Lo permanentemente no nosso coração, nos mais pequenos atos da nossa vida, quando dizemos ao próximo que o amamos ou nos preocupamos com ele, é o Espírito Santo que está a atuar nosso coração e discernimento. Quando beijamos a Virgem Santíssima ou lhe fazemos uma pequena jaculatória, é o Espírito Santo, que amável e bondosamente nos guia, ou seja, não há momento algum da nossa vida em que Ele não esteja presente, mesmo quando pecamos Ele está dentro de nós, nós é que empedernidos e cedendo às tentações das trevas, Lhe fechamos a porta e tapamos os ouvidos. Mas também é Ele, que sempre misericordioso nos ajuda a arrepender e a confessar os nossos pecados, às vezes, se calhar demasiadas vezes, demoramos tempo a ouvi-Lo, mas a Sua bondade e paciência são inesgotáveis.

Reparem na alegria que sentimos, cada vez que no exame de consciência, nos apercebemos de algo que não havíamos descortinado anteriormente, mas que é merecedor do nosso arrependimento, pois é Deus Pai, conjuntamente com Deus Filho e Deus Espírito Santo, que são um só Deus, que na forma deste último, atua sobre nós e nos encaminha.

Bem-haja!

JPR

Solenidade da Santíssima Trindade


«Quando Ele vier, o Espírito da Verdade, há-de guiar-vos para a Verdade completa»

Simeão, o Novo Teólogo (c. 949-1022), monge grego, santo das Igrejas Ortodoxas 

Catequeses, 33; SC 113


A «chave do conhecimento» (Lc 11,52) não é senão a graça do Espírito Santo, que é dada pela fé. Pela iluminação, ela produz um conhecimento muito real, e mesmo o conhecimento completo. Ela abre o nosso espírito fechado na obscuridade, muitas vezes com parábolas e símbolos, mas também com declarações mais claras. [...] Prestai pois muita atenção ao sentido espiritual da palavra. Se a chave não for adequada, a porta não se abrirá. Porque, disse o Bom Pastor, «é a ele que o porteiro abre» (Jo 10,3). Mas, se a porta não se abrir, ninguém entra na casa do Pai, porque Cristo disse: «Ninguém vai ao Pai senão por Mim» (Jo 14,6).

Ora, é o Espírito Santo Quem primeiro abre o nosso espírito e nos ensina o que se refere ao Pai e ao Filho. Cristo disse-nos: «O Espírito da Verdade, que procede do Pai, e que Eu vos hei-de enviar da parte do Pai, dará testemunho a Meu favor, e guiar-vos-á a toda a verdade» (Jo 15,26; 16,13). Vede como, pelo Espírito, ou melhor, no Espírito, o Pai e o Filho Se dão a conhecer inseparavelmente. [...]

Se chamamos ao Espírito Santo uma chave, é porque é primeiramente por Ele e n'Ele que o nosso espírito é iluminado. Uma vez purificados, somos iluminados pela luz do conhecimento. Somos baptizados do alto, recebemos um novo nascimento e tornamo-nos filhos de Deus, como disse São Paulo: «O Espírito Santo intercede por nós com gemidos inefáveis» (Rom 8,26). E ainda: «Deus enviou aos nossos corações o Espírito que clama: 'Abba, Pai'» (Gal 4,6). É por conseguinte Ele que nos mostra a porta, porta que é luz, e a porta ensina-nos que Aquele que habita esta casa é também luz inacessível.

sábado, 15 de junho de 2019

O trabalho é uma bênção de Deus

O trabalho é a vocação original do homem; é uma bênção de Deus; e enganam-se lamentavelmente aqueles que o consideram um castigo. O Senhor, o melhor dos pais, colocou o primeiro homem no Paraíso – "ut operaretur", para trabalhar. (Sulco, 482)

O trabalho acompanha necessariamente a vida do homem sobre a terra. Com ele nascem o esforço, a fadiga, o cansaço, as manifestações de dor e de luta que fazem parte da nossa existência humana actual e que são sinais da realidade do pecado e da necessidade da redenção. Mas o trabalho, em si mesmo, não é uma pena nem uma maldição ou castigo: os que assim falam não leram bem a Sagrada Escritura.

É a hora de nós, os cristãos, dizermos bem alto que o trabalho é um dom de Deus e que não tem nenhum sentido dividir os homens em diversas categorias segundo os tipos de trabalho, considerando umas tarefas mais nobres do que outras. O trabalho, todo o trabalho, é testemunho da dignidade do homem, do seu domínio sobre a criação. É um meio de desenvolvimento da personalidade. É um vínculo de união com os outros seres; fonte de recursos para sustentar a família; meio de contribuir para o melhoramento da sociedade em que se vive e para o progresso de toda a Humanidade.

Para um cristão, essas perspectivas alargam-se e ampliam-se, porque o trabalho aparece como participação na obra criadora de Deus que, ao criar o homem, o abençoou dizendo-lhe: Procriai e multiplicai-vos e enchei a terra e subjugai-a, e dominai sobre todo o animal que se mova à superfície da terra(Cristo que passa, 47)

São Josemaría Escrivá

O Evangelho de Domingo dia 16 de junho de 2019

Tenho ainda muitas coisas a dizer-vos, mas não as podeis compreender agora. Quando vier, porém, o Espírito da Verdade, Ele vos guiará no caminho da verdade total, porque não falará de Si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido e anunciar-vos-á as coisas que estão para vir. Ele Me glorificará, porque receberá do que é Meu e vo-lo anunciará. Tudo quanto o Pai tem é Meu. Por isso Eu vos disse que Ele receberá do que é Meu e vo-lo anunciará.

Jo 16, 12-15

Fé e apostolado

Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida: nestas palavras de Cristo segundo o Evangelho de João (14, 6) está expressa a pretensão fundamental da fé cristã.

Desta pretensão brota o impulso missionário da fé: se a fé cristã é a verdade, diz respeito a todos os homens. Se fosse apenas uma variante cultural das experiências religiosas do homem, cifradas em símbolos e nunca decifradas, então faria bem em permanecer na sua cultura e deixar as outras em paz.

(Cardeal Joseph Ratzinger in ‘Fe, verdad y cultura’)

Anunciar e mostrar Deus aos homens

“Os homens vivem de Deus, Aquele que tantas vezes de modo inconsciente e apenas como que às apalpadelas eles procuram para dar pleno significado à existência. Nós temos a tarefa de O anunciar, de O mostrar, de guiar até ao encontro com Ele."

(Bento XVI à Conf. Episcopal Italiana em 24.05.2012)

Evangelho do dia 15 de junho de 2019

«Igualmente ouvistes que foi dito aos antigos: “Não perjurarás, mas guardarás para com o Senhor os teus juramentos”. Eu, porém, digo-vos que não jureis de modo algum, nem pelo céu, porque é o trono de Deus; nem pela terra, porque é o escabelo de Seus pés; nem por Jerusalém, porque é a cidade do grande rei. Nem jurarás pela tua cabeça, pois não podes fazer branco ou preto um só dos teus cabelos. Seja o vosso falar: Sim, sim; não, não. Tudo o que passa disto, procede do Maligno.

Mt 5, 33-37