segunda-feira, 9 de Novembro de 2009
Publicadas as normas para o regresso dos grupos anglicanos à Igreja Católica
Foi publicada esta Segunda-feira a Constituição Apostólica Anglicanorum coetibus, que apresenta as normas para o regresso dos grupos anglicanos à Igreja Católica, assim que os mesmos o solicitem.
O documento fora anunciado no passado dia 20 de Outubro pelo prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, Cardeal William Levada, que falou em “numerosos pedidos” de grupos de clérigos e fiéis anglicanos que desejam “entrar em comunhão plena e visível” com Roma.
O documento do Papa introduz uma estrutura canónica que possibilita uma “reunião corporativa”, estabelecendo ordinariatos pessoais. Os grupos anglicanos poderão assim preservar os seus elementos particulares de liturgia e espiritualidade.
Segundo o teor da Constituição Apostólica, a vigilância e a condução pastoral para os grupos de fiéis que peçam a entrada na Igreja Católica será assegurada por um ordinário próprio - aquele que é colocado à frente da comunidade -, por norma nomeado de entre o clero até então anglicano.
Este modelo prevê a ordenação de clérigos casados enquanto anglicanos como sacerdotes católicos. Por razões “históricas e ecuménicas”, estes padres casados não poderão ser ordenados Bispos.
Os ordinariatos pessoais serão instituídos segundo as necessidades” com prévia consulta às Conferências Episcopais locais, e as suas estruturas serão de algum modo semelhantes às dos ordinariatos militares - uma "diocese" que não corresponde a limites territoriais, como é habitual na Igreja Católica, mas tem jurisdição sobre uma comunidade específica distribuída por vários territórios.
O documento cita a encíclica Sacerdotalis Caelibatus, de Paulo VI (1967), em que se admitia “o estudo das condições peculiares de sacerdotes casados, membros de Igrejas ou comunidades cristãs ainda separadas da comunhão católica, os quais desejando aderir à plenitude desta comunhão e nela exercer o sagrado ministério, forem admitidos às funções sacerdotais”.
Bento XVI afirma que a regra será a admissão de “celibatários” como presbíteros, no futuro, embora admita que se possa solicitar a admissão de homens casados, “caso a caso”.
Quanto aos seminaristas, o padre determina que sejam formados “juntamente” com os da Diocese, especialmente nas áreas doutrinais e pastorais, mas prevê que os futuros padres dos ordinariatos pessoais agora criados tenham uma formação no “património anglicano”.
A Congregação para a Doutrina da Fé publicou um conjunto de normas complementares, que irão guiar a implementação desta Constituição. Para o Vaticano, este documento de Bento XVI abre “uma nova avenida para a promoção da unidade dos cristãos”, assegurando, ao mesmo tempo, a “legítima diversidade” na expressão da fé comum.
É sublinhado que não se trata de uma iniciativa da Santa Sé, mas de um “resposta generosa do Santo Padre às legítimas aspirações destes grupos anglicanos”.
Quanto à possibilidade de admitir clérigos casados, explica-se que isso não significa uma mudança na disciplina da Igreja quanto ao “celibato” dos padres.
(Fonte: Radio Vaticana)
Bento XVI ontem em Concesio - “Amemos a Igreja como mãe, mesmo com qualquer mancha”
“Amemos a Igreja como nossa verdadeira mãe! Mesmo quando vemos na sua face alguma sombra e alguma mancha, vamos servi-la com gestos concretos nas nossas comunidades”. Com este apelo, Bento XVI concluiu Domingo à tarde a sua intensa visita à diocese de Brescia, diante dos fiéis de Concesio, lugar natal de Paulo VI, na igreja de Sant’Antonino onde no dia 30 de Setembro de 1897 Giovanni Battista Montini foi baptizado.
“Não é fácil ser cristão” disse ainda o Papa, é preciso coragem para não se conformar à mentalidade do mundo, para não deixar-se seduzir pelos chamamentos do hedonismo e do consumismo, “para enfrentar, se necessário, também incompreensões e muitas vezes até mesmo perseguições”.
Pouco antes Bento XVI tinha visitado a casa natal de Montini e inaugurado a nova sede do Instituto Paulo VI, ao lado do histórico edifício. Citando o magistério do predecessor sobre a educação e sobre os jovens, o Papa recordou que a “indiferença agnóstica do pensamento actual, o pessimismo crítico, a ideologia materialista do progresso social não bastam ao espírito, aberto a bem outros horizontes de verdade e de vida”.
Os jovens, de facto, buscam relações humanas autênticas, respostas às perguntas de sentido, e vão ajudados a ter um “pensamento forte”, para servir a verdade de Cristo na caridade. Diante de uma forma de cultura difusa que leva a duvidar do valor da pessoa e da bondade da vida, concluiu Bento XVI, para os jovens serve uma educação que seja antes de tudo testemunho, e, para o educador cristão, testemunha de fé.
(Fonte: H2O News)
Mãe, há só uma?
O que mais assusta e repugna, contudo, é a adopção de crianças, privadas do seu direito de ter um pai e uma mãe. Porque, mesmo que essa proposta do BE não vingue já, a seguir ao ‘casamento’ dificilmente deixaria de se reivindicar a adopção, em nome do princípio da igualdade, com aconteceu em Espanha e noutros países. Ora o bem das crianças, neste caso, é o único critério relevante: a criança não pode ser instrumentalizada ou reduzida a objecto que se reivindica. Esse bem exige que entre adoptantes e adoptado se estabeleçam laços o mais possível próximos dos que são próprios da filiação natural. Todo o regime jurídico da adopção reflecte este princípio. Não há ainda evidência empírica suficiente ou conclusiva sobre as repercussões emotivas, psicológicas e vitais nas crianças educadas no seio de ‘casais’ homossexuais. Mas as crianças não podem ser tratadas como cobaias em experiências radicais. E parece sensato e razoável temer o pior. Não é só a ausência de referente materno ou paterno: é a inevitável confusão entre ambos (dois ‘pais’, duas ‘mães’…), com efeitos perturbadores da própria identidade originária e sexual.
Para além da extrema-esquerda, um grande número de deputados socialistas está muito empenhado nesta questão: porque corresponde às suas convicções e porque vinga o seu progressismo da política económica “de direita” do Partido. Em qualquer caso, não está a “atirar poeira” para desviar a nossa atenção dos assuntos verdadeiramente importantes, como não esteve no tocante à lei do divórcio. Não: os assuntos verdadeiramente importantes são mesmo estes. Porque essa facção do PS, como o BE ou PC, considera ser crucial abolir a família e o casamento. Isso está no seu DNA e nas suas mais remotas ‘escrituras’. Eles querem mesmo construir um ‘mundo novo’, povoado de ‘indivíduos novos’, não necessariamente humanos. Concordo que estas são as questões importantes. Mas, quanto a mim, prefiro este mundo ‘velho’ – feito de homens e mulheres, nascidos (ou adoptados) de casamentos entre homens e mulheres, com pais e mães, irmãos e irmãs, primos, tias e avós – do que o mundo admirável de Zapatero, Louçã e Sócrates, de inocentes adoptados e crianças produzidas ‘in vitro’, com ‘progenitores’ de tipo A e tipo B.
Pedro Rosa Ferro, Economista
In jornal Público 06/11/2009
CONVÍVIO – Formação, intercâmbio, consolidação e novas amizades
No que à formação diz respeito e fazendo uma súmula, as Meditações sobre o Ano Sacerdotal arreigaram em mim ainda mais a necessidade de amar e respeitar os que assumem tão nobre opção de vida e recebem o Sacramento da Ordem; as duas horas de Conferência sobre a «Caritas in Veritate» ajudaram-me a enquadrar melhor esta Encíclica com a «Rerum novarum» de Leão XIII (1891) e a «Populorum progressio» de Paulo VI (1967); a ‘Formação no âmbito familiar’ revelou-me instrumentos que poderei usar, sobretudo no sugerir a casais mais jovens, já que indo fazer quarenta anos de casado, os maiores erros, infelizmente, já os cometi, permitindo-lhes melhor harmonizarem a sua vida conjugal e parental; a explanação sobre a Sociedade Sacerdotal de Santa Cruz e a Universidade Pontifícia de Santa Cruz (vide vídeo publicado) alargaram a minha percepção da sua relevância como instrumentos ao serviço da Igreja e do Santo Padre, finalmente a palestra sobre ‘Critérios morais e novas tecnologias’ associada à uma relevante explanação do panorama dos meios de comunicação, feitas por oradores distintos, aumentou-me a perspectiva de acção com ética e ao serviço de Deus.
Nas Tertúlias as trocas de experiências, a transmissão de acontecimentos que visam servir o Senhor e a Sua Igreja, que desconhecíamos, são de uma grande utilidade além de fortalecerem a nossa Fé e o desejo de melhor O servir.
Por fim, o travar conhecimento com quem não conhecíamos, enriquecem-nos muito do ponto de vista humano e aumenta-nos através das suas experiências de vida a certeza que o mundo está repleto de gente boa e rica de valores. Permito-me salientar três algarvios, cuja simpatia e carinho me encheram o coração de alegria e com quem convivi, sobretudo às refeições.
«Agradece ao Senhor o enorme bem que te concedeu ao fazer-te compreender que "só uma coisa é necessária". E, junto com a gratidão, que não falte a tua súplica diária pelos que ainda O não conhecem ou não O compreenderam.» (S. Josemaría Escrivá – Sulco 454)
JPR
Sondagem: 84 por cento dos italianos favoráveis aos crucifixos nas escolas
O inquérito, publicado hoje (ontem) no principal diário italiano, o “Corriere della Sera”, foi realizado cinco dias depois de o Tribunal Europeu dos Direitos Humanos ter proibido os crucifixos nos estabelecimentos escolares do país.À pergunta: “o crucifixo deve estar exposto nas salas de aulas?”, 84 por cento dos interrogados disse “sim”, 14 por cento respondeu “não” e dois por cento declaram não ter opinião. Entre os que nunca vão à missa, 68 por cento defende a presença dos crucifixos, percentagem que sobe para os 93 por cento junto dos que vão “pelo menos uma vez por semana” à igreja.
Segundo o politólogo Renato Mannheimer, o grupo maior parece ser composto por pessoas que vêem o crucifixo “essencialmente como um símbolo que lembra as tradições culturais e sociais” do país sem negar “o significado religioso” da cruz.
No início da semana, o Tribunal de Estrasburgo considerou a presença dos crucifixos nas salas de aulas contrária ao direito dos pais de educarem os seus filhos segundo as suas convicções religiosas e ao direito das crianças à liberdade de religião.
Para esta sondagem, que tem uma margem de erro de 3,5 por cento, o instituto ISPO ouviu 801 pessoas.
(Fonte ‘Público’ online AQUI)
S. Josemaría Escrivá sobre esta data:
(Fonte: http://www.pt.josemariaescriva.info/artigo/9-11-2009)
Dedicação Basílica de S. João Latrão

Hoje a Igreja universal celebra a festa da igreja-mãe de todas as igrejas de Roma e do mundo: a dedicação da basílica do Santíssimo Salvador ou de São João de Latrão. Esta basílica foi construída por Constantino na colina de Latrão ou Lateranense, quando era papa Melquíades (311-314). Ao contrário do que muitos pensam, é esta basílica e não a basílica de São Pedro, no Vaticano, o templo mais antigo. Aqui foram celebrados cinco Concílios ecuménicos. Nela se guardam relíquias. A festa de hoje tem um carácter importante, que é celebrar a unidade e o respeito para com a Sé Romana.
(Fonte: Evangelho Quotidiano)
Comentário ao Evangelho do dia feito por:
Sermão sobre o salmo, 130 §§ 1-2
O Corpo de Cristo, Templo Santo
«O Senhor expulsou-os a todos do templo». O Apóstolo Paulo disse: «O templo de Deus é santo, e esse templo sois vós» (1Cor 3, 17), quer dizer, todos vós que acreditais em Cristo e que credes ao ponto de O amar. [...] Todos aqueles que assim crêem são as pedras vivas com as quais se edifica o templo de Deus (1Pe 2, 5); são como essa madeira imputrescível de que foi construída a arca que o dilúvio não pôde submergir (Gn 6, 14). Este templo, o povo de Deus, os próprios homens, é o local onde Deus nos concede o que Lhe pedimos. Àqueles que rezam a Deus fora deste templo não será concedida a paz da Jerusalém do alto, mesmo que lhes sejam concedidos certos bens materiais que Deus também concede aos pagãos. [...] No entanto, ser atendido no que diz respeito à vida eterna é uma coisa totalmente diferente; isso não é concedido senão àqueles que oram no templo do Senhor.
Porque aquele que reza no templo de Deus reza na paz da Igreja, na unidade do Corpo de Cristo, porque o Corpo de Cristo é constituído pela multidão dos crentes distribuídos por toda a terra. [...] E aquele que reza na paz da Igreja, ora «em espírito e verdade» (Jo 4, 23); o Templo antigo era apenas um símbolo. Com efeito, foi para nos instruir que o Senhor expulsou do Templo estes homens que não procuravam senão o seu próprio interesse, que só lá se dirigiam para comprar e para vender. Se esse Templo antigo teve de passar por essa purificação, é evidente que também o Corpo de Cristo, o verdadeiro Templo, tem compradores e vendedores misturados com aqueles que rezam, quer dizer, homens que só procuram «os próprios interesses, não os interesses de Jesus Cristo» (Fil 2, 21). [...] Tempos virão em que o Senhor expulsará todos os seus pecados.
(Fonte: Evangelho Quotidiano)
O Evangelho do dia 9 de Novembro de 2009
São João 2,13-22Estava próxima a Páscoa dos judeus, e Jesus subiu a Jerusalém.
Encontrou no templo os vendedores de bois, ovelhas e pombas, e os cambistas nos seus postos.
Então, fazendo um chicote de cordas, expulsou-os a todos do templo com as ovelhas e os bois; espalhou as moedas dos cambistas pelo chão e derrubou-lhes as mesas;
e aos que vendiam pombas, disse-lhes: «Tirai isso daqui. Não façais da Casa de meu Pai uma feira.»
Os seus discípulos lembraram-se do que está escrito: O zelo da tua casa me devora.
Então os judeus intervieram e perguntaram-lhe: «Que sinal nos dás de poderes fazer isto?»
Declarou-lhes Jesus, em resposta: «Destruí este templo, e em três dias Eu o levantarei!»
Replicaram então os judeus: «Quarenta e seis anos levou este templo a construir, e Tu vais levantá-lo em três dias?»
Ele, porém, falava do templo que é o seu corpo.
Por isso, quando Jesus ressuscitou dos mortos, os seus discípulos recordaram-se de que Ele o tinha dito e creram na Escritura e nas palavras que tinha proferido.
(Fonte: Evangelho Quotidiano)
domingo, 8 de Novembro de 2009
O mundo precisa de uma igreja pobre e livre que fale ao homem de hoje
Bento XVI efectua neste Domingo, dia 8, uma visita pastoral a Brescia e Concesio – norte da Itália – lugares que testemunharam o nascimento e a formação de Giovanni Battista Montini – Papa Paulo VI.
A primeira etapa do percurso rumo à cidade de Brescia foi uma visita ao Santuário de Boticcino Sera, município de Valverde, que guarda a urna com os restos mortais de Santo Arcangelo Tadini (um sacerdote bresciano que viveu entre 1846 e 1912, uma figura límpida e fascinante com um grande amor a Deus e aos homens, homem austero e de grande ternura). (N. JPR – Canonizado no memos dia de São Nuno de Santa Maria).
É necessário rezar e trabalhar para que nasça um mundo fraterno onde cada um não viva para si mesmo mas para os outros: disse Bento XVI dirigindo a sua breve saudação, não prevista, á multidão congregada fora da igreja paroquial de Botticino Será. O Papa quis assim antecipar alguns temas que poderiam constituir a chave de leitura desta visita pastoral: caridade e solidariedade.
Em Brescia, onde chegou ao meio da manhã, o Santo Padre presidiu a celebração da Santa Missa.
Na homilia Bento XVI meditou sobre o mistério da Igreja, prestando homenagem ao grande Papa Paulo VI que a ela consagrou a sua vida inteira. A Igreja - recordou – é um organismo espiritual concreto que prolonga no espaço e no tempo a oblação do Filho de Deus, um sacrifício aparentemente insignificante em relação ás dimensões do mundo e da historia, mas decisivo aos olhos de Deus. Como diz a Carta aos Hebreus – também no texto deste Domingo, a Deus bastou o sacrifício de Jesus, oferecido “ uma só vez”, para salvar o mundo inteiro porque naquela única oblação está condensado todo o Amor divino, como no gesto do óbolo da viúva de que fala o Evangelho deste Domingo está concentrado o amor daquela mulher a Deus e aos irmãos. A Igreja, que incessantemente nasce da Eucaristia – salientou depois Bento XVI – é a continuação deste dom, desta super abundância que se exprime na pobreza do tudo que se oferece no fragmento do pão consagrado. É o Corpo de Cristo que se dá inteiramente.
Na sua homilia da Missa em Brescia o Papa quis depois sublinhar a visão de uma igreja pobre e livre que recorda a figura evangélica da viúva.
“É assim que deve ser a Comunidade eclesial para conseguir falar à humanidade contemporânea. O encontro e o diálogo da Igreja com a humanidade deste nosso tempo estavam particularmente a peito a João Batista Montini em todas as estações da sua vida, desde os primeiros anos de sacerdócio até ao Pontificado. Ele dedicou todas as sua energias ao serviço de uma Igreja o mais possível conforme ao seu Senhor Jesus Cristo, de maneira que encontrando-a , o homem contemporâneo possa encontrá -LO, porque d’Ele tem absoluta necessidade. Este é o anélito de fundo do Concilio Vaticano II a que corresponde a reflexão do Papa Paulo VI sobre a Igreja.
Ele – recordou hoje Bento XVI – quis expor programaticamente alguns dos pontos salientes na sua primeira Encíclica Ecclesiam suam de 6 de Agosto de 1964 quando ainda não tinham sido publicadas as Constituições conciliares Lúmen gentium e Gaudium et spes.
Com aquela Encíclica o Pontífice propunha-se explicar a todos a importância da Igreja para a salvação da humanidade, e ao mesmo tempo, a exigência que entre a Comunidade eclesial e a sociedade se estabeleça uma relação de conhecimento e amor recíproco. “Consciência, renovação, diálogo: estas as três palavras escolhidas por Paulo VI para exprimir os seus pensamentos dominantes – como ele os definiu – no inicio do seu ministério petrino e as três palavras referem-se á Igreja. Antes de mais a exigência que ele aprofunda a consciência de si mesma: origem, natureza, missão, destino final; em segundo lugar, a sua necessidade de se renovar e purificar olhando para o modelo que é Cristo; finalmente o problema das suas relações com o mundo moderno.
Nesta sua homilia, dirigindo-se agora especialmente aos bispos e padres, Bento XVI salientou que a questão da Igreja, da sua necessidade no desígnio de salvação e da sua relação com o mundo permanece também hoje absolutamente central.
“A reflexão do Papa Montini sobre a Igreja é hoje mais do que nunca actual; e mais ainda é precioso o exemplo do seu amor por ela, inseparável do amor por Cristo.
O mistério da Igreja – lê-se na Encíclica Ecclesiam suam - não é simples objecto de conhecimento teológico, deve ser facto vivido, em que a alma fiel, antes de ser capaz de definir a Igreja com exactidão, a pode apreender numa experiência conatural.
Isto pressupõe uma vida interior robusta que é “a grande fonte da espiritualidade da Igreja, condiciona-lhe a receptividade às irradiações do Espírito de Cristo, é expressão fundamental e insubstituível da sua actividade religiosa e social, e é ainda para ela defesa inviolável e renascente energia no seu difícil contacto com o mundo profano.”
Prosseguindo a sua homilia, Bento XVI dirigiu-se depois aos leigos católicos sublinhando que as migrações, a crise económica e a educação dos jovens constituem os desafios de hoje
(Fonte: site Radio Vaticana)
Visita pastoral de Bento XVI a Brescia e Concesio: rezar e trabalhar para que nasça um mundo fraterno
A primeira etapa do percurso rumo à cidade de Brescia foi uma visita ao Santuário de Boticcino Sera, município de Valverde, que guarda a urna com os restos mortais de Santo Arcangelo Tadini.
É necessário rezar e trabalhar para que nasça um mundo fraterno onde cada um não viva para si mesmo mas para os outros: disse Bento XVI dirigindo a sua breve saudação, não prevista, á multidão congregada fora da igreja paroquial de Botticino Será. O Papa quis assim antecipar alguns temas que poderiam constituir a chave de leitura desta visita pastoral: caridade e solidariedadae.
(Fonte: site Radio Vaticana)
S. Josemaría Escrivá nesta data:
(Fonte: http://www.pt.josemariaescriva.info/artigo/8-11-5)
Cuidados paliativos: Irmãs Hospitaleiras ajudam a viver
Trabalho das religiosas mostra que é possível apaziguar a dor e morrer com dignidade“Tratam de mim como a uma criança. Às vezes pergunto: meu Deus, que mais quero eu? Mas sofri muito. Passei uns anos muito amargurados. Agora estou pronta para partir, em paz com o meu próximo e com Deus”. Faz agora um mês que Inês Garlito chegou à Unidade de Cuidados Paliativos das Irmãs Hospitaleiras, em Idanha, Sintra, vinda do Instituto Português de Oncologia.
Depois de apaziguar a dor, por vezes experimentada com grande intensidade, a Unidade trabalha a dimensão espiritual, psicológica e social. A equipa é constituída por médicos, enfermeiros, psicólogos, assistentes sociais e espirituais, bem como voluntários, que procuram oferecer o melhor de cada dia aos pacientes em fase terminal.
A Ir. Paula Carneiro, coordenadora da Unidade, refere ao Programa «70x7» que a missão principal da Congregação Hospitaleira é poder assistir a pessoa em sofrimento mental e psíquico.
Mesmo as estadias curtas podem ser marcantes. Helena Cardoso perdeu a mãe há oito meses, depois de ter passado apenas dez dias nas instalações das Irmãs Hospitaleiras. A memória desse acompanhamento ficou-lhe para a vida: “Quando um bebé está a chorar, damos-lhe todo o carinho e adormecemo-lo, compreende? Foi o que eu senti ao pé da minha mãe”.
Dar vida aos dias
“Os doentes chegam numa fase muito adiantada da doença. Quanto a nós, deveriam vir mais cedo, para podermos trabalhar melhor essas situações”, afirma a enfermeira-chefe, Fátima Oliveira.
Até à hora da morte, a equipa procura satisfazer pequenos desejos: “Temos um senhor que não queria partir sem conhecer a águia do Benfica, e ela veio cá. Temos uma senhora que não queria partir sem conhecer o Malato [apresentador de televisão]; eu andei a correr atrás dele, e ela partiu três horas depois de o conhecer”, conta Fátima Oliveira.
“Aqui dá-se vida aos dias, e não dias à vida. Não temos como objectivo prolongar a vida a qualquer custo. Não há nada que mude o tempo que a pessoa tem para viver”, refere Fátima Oliveira.
Sílvia Noné, psicóloga, afirma que é preciso estar ao lado do paciente, ajudando-o a adaptar-se à doença e à proximidade da morte. “É muito bom ver” que alguns doentes e familiares – não todos – conseguem aceitar a situação, explica.
Para Fátima Oliveira, a principal finalidade da Unidade S. Bento Menni, “é que a partida seja tranquila e sem sofrimento”. Para que este propósito seja alcançado, as Irmãs Hospitaleiras contam com a disponibilidade do capelão, Pe. Ricardo Cristóvão, pároco de Belas.
Falta capacidade de resposta
Não há capacidade de resposta para as necessidades de cuidados paliativos, que são “uma mais-valia”, e não unidades onde “as pessoas são colocadas para passar os últimos dias de vida”, afirma a professora de enfermagem Ana Querido. No entanto, a associação deste acompanhamento à ideia de morte afasta as famílias e os pacientes destas unidades de tratamento, critica a investigadora.
“Muitas vezes diz-se que não há nada a fazer”, observa o médico Manuel Ferreira. Não é verdade: Há muito a fazer quando não se consegue curar”.
Depois da morte, há vidas para cuidar. Por isso, o trabalho da Unidade de Cuidados Paliativos continua com a família, acompanhando o seu luto.
Dignificar o último momento
Nazaré tinha 47 anos quando um tumor cerebral lhe tirou a vida em nove meses. O respeito pela individualidade e a insistência na comunicação, mesmo quando o doente já não se pode expressar verbalmente, foram alguns dos aspectos testemunhados pelo marido.
“Nos dois meses e quatro semanas que estive aqui, nunca, nunca ouvi um gemido, um choro de desespero, nunca vi uma tristeza profunda”, por contraposição a outros hospitais, onde se ouvem “gritos lancinantes de dor, em que as famílias não ajudam porque também não estão a ser acompanhadas” e onde os parentes se atiram ao chão nos corredores após a morte do doente, referiu Paulo Pascoal.
“Eu pensava que essas situações eram normais”, mas “a gente não tem que morrer assim, não deve morrer assim”.
(Fonte: site Agência Ecclesia)
sábado, 7 de Novembro de 2009
A proposta de diálogo da Igreja aos artistas
No décimo aniversário da Carta de João Paulo II aos artistas e no 45º do encontro com Paulo VI, no próximo dia 21 de Novembro Bento XVI renovará a proposta de diálogo da Igreja ao mundo da arte. As motivações e os conteúdos da iniciativa, que terá lugar na Capela Sistina, foram apresentados na manhã de quinta-feira, 5 de Novembro na Sala de Imprensa da Santa Sé pelo Arcebispo Gianfranco Ravasi, Presidente do Pontifício Conselho para a Cultura e da Pontifícia Comissão para os Bens Culturais da Igreja, pelo professor Antonio Paolucci, director dos Museus do Vaticano e por Mons. Pasquale Iacobone, encarregado do departamento de arte e fé do Pontifício Conselho para a Cultura. Durante a conferência foi comunicado o elenco dos mais de 250 artistas que responderam positivamente ao convite. Serão cinco as categorias presentes: pintura e escultura; arquitectura; literatura e poesia; música e canto; cinema, teatro, dança e fotografia. O encontro pretende renovar a amizade e o diálogo entre a Igreja e os artistas e suscitar novas ocasiões de colaboração.
(© L'Osservatore Romano - 7 de Novembro de 2009)
Comentário ao Evangelho de Domingo feito por:
Carta 112, a Hugo, o cativo (a partir da trad. De Orval)
«Deitou tudo quanto possuía»
No Reino dos céus, todos os homens em conjunto, e como se fossem um só, serão um só rei com Deus, pois todos quererão uma só coisa e a sua vontade cumprir-se-á. Eis o bem que, do alto do céu, Deus declara pôr à venda.
Se alguém perguntar por que preço, eis a resposta: Aquele que oferece um Reino no céu não precisa de moeda terrestre. Ninguém pode dar a Deus o que já Lhe pertence, porque tudo o que existe é dEle. E, no entanto, Deus não dá coisas importantes sem que lhes seja estimado o preço: Ele não as dará a quem não as apreciar. De facto, ninguém dá coisas que lhe são queridas a quem não demonstrar ter apreço por elas. Então, e porque Deus não precisa dos teus bens, não deve dar-te uma coisa importante se desdenhares amá-Lo: Ele apenas reclama amor, e sem amor nada O obrigará a dar. Por isso, ama, e receberás o Reino. Ama, e possui-Lo-ás [...]. Ama portanto a Deus mais do que a ti mesmo, e logo começarás a ter o que queres possuir em plenitude no céu.
(Fonte: Evangelho Quotidiano)
O Evangelho de Domingo dia 8 de Novembro de 2009
São Marcos 12,38-44Continuando o seu ensinamento, Jesus dizia: «Tomai cuidado com os doutores da Lei, que gostam de exibir longas vestes, de ser cumprimentados nas praças,
de ocupar os primeiros lugares nas sinagogas e nos banquetes;
eles devoram as casas das viúvas a pretexto de longas orações. Esses receberão uma sentença mais severa.»
Estando sentado em frente do tesouro, observava como a multidão deitava moedas. Muitos ricos deitavam muitas.
Mas veio uma viúva pobre e deitou duas moedinhas, uns tostões.
Chamando os discípulos, disse: «Em verdade vos digo que esta viúva pobre deitou no tesouro mais do que todos os outros;
porque todos deitaram do que lhes sobrava, mas ela, da sua penúria, deitou tudo quanto possuía, todo o seu sustento.»
(Fonte: Evangelho Quotidiano)
Lisboa, Fátima e Porto na rota do Papa
A próxima visita de Bento XVI a Portugal terá, muito provavelmente, como destinos Lisboa, Fátima e Porto. A deslocação está marcada para entre 11 e 14 de Maio de 2010.Nada disto é definitivo porque Bento XVI tem sempre a última palavra sobre os detalhes do programa, mas o esboço da visita que está a ser delineado, inclui Lisboa a 11 de Maio e 12 de manhã, Fátima a 12 e 13 e Porto a 14 Maio.
As etapas e encontros do Papa em Portugal têm sido negociadas entre os Bispos, a Santa Sé e o Estado Português, mas a Conferência Episcopal não confirma nada do programa, porque espera “luz verde” por parte do Papa.
Aliás, o tema é um dos pontos da agenda da Assembleia Plenária que se reúne em Fátima, a partir da próxima segunda-feira. A delegação do Vaticano que veio a Portugal nestes dias preparar a visita já esteve no terreno.
Terreiro de Paço em Lisboa, e Aliados no Porto poderão ser os locais escolhidos para as grandes celebrações papais.
Destaque ainda para um encontro com o mundo da cultura, em Lisboa, e com todos os sacerdotes do país em Fátima, para além, evidentemente, das cerimónias ligadas à Peregrinação Internacional de 12 e 13 de Maio.
Fontes próximas do Vaticano nada podem confirmar e remetem sempre para a palavra final de Bento XVI, decisão essa que será comunicada posteriormente à Conferência Episcopal e ao Estado português.
Se tudo correr bem, sempre de acordo com o plano provisório, o Papa aterrará a 11 de Maio em Lisboa e despedir-se-á do nosso país a 14 de Maio, no Porto.
(Fonte: site Rádio Renascença)
S. Josemaría Escrivá nesta data em 1972
(Fonte: http://www.pt.josemariaescriva.info/artigo/7-11-5)
A queda do muro de Berlim 20 anos depois
A queda do muro de Berlim não foi obra dos cidadãos da Europa oriental, afirma o Cardeal Péter Erdő, presidente do Conselho das Conferências Episcopais da Europa (CCEE). A sociedade polaca com Solidarnosc (Solidariedade), com os seus movimentos contribuiu fortemente a essa transformação, assim como a figura carismática de João Paulo II, mas a grande maioria da população da Europa oriental acompanhou com surpresa toda esta mudança, acolhendo-a como um dom da Divina Providência. Passada a euforia inicial, a atitude das nações da Europa do Leste às mudanças ocorridas depois de 1989 mudou. É o que declara o Cardeal Erdő, primaz da Hungria:
Vinte anos depois da queda do regime comunista na Europa central e oriental, a situação actual, segundo o cardeal húngaro, assim se apresenta:
Consequentemente, a CCEE recentemente deu vida a uma nova Comissão, ou mais precisamente reuniu diversas comissões preexistentes, sob o nome de "Caritas in veritate", para ocupar-se desses problemas na Europa.
O Cardeal Péter Erdő, do Conselho das Conferências Episcopais da Europa disse ainda:
"Naturalmente, com o passar dos anos, também descobriram os problemas comuns com o mundo ocidental e os problemas específicos da parte oriental do continente, em que as sociedades são desprovidas de formas de auto-organização, que são, ao invés, pressupostos de uma democracia funcional".
"Com frequência, com a liberalização sobretudo da economia, chegou também a exploração das pessoas, o empobrecimento de algumas partes notáveis da população, o grande desemprego de muitos. Portanto, problemas sociais clássicos nos quais o ensinamento da Doutrina Social da Igreja readquire a sua original actualidade".
(Fonte: H2O News)
Maria, Medianeira de todas as Graças
O culto à intercessão de Maria e à sua função de mediadora e distribuidora de graças redentoras nasceu no século IV. Podemos afirmar que todas as graças que pedimos chegam até nós pela mediação de Maria. Daí o título de Mãe da Igreja, proclamado por Paulo VI em 1964.
É muito generalizada, entre os católicos, a crença no poder intercessor de Maria. Mediante Ela, as petições dos homens sobem da terra ao céu, e por Ela desce à terra tudo o que lhe é outorgado no céu. A mediadora das graças fala ao seu Divino Filho numa linguagem clara, precisa, directa, para apresentar-lhe os pedidos e desejos que os seus filhos da terra elevam, sem cessar, através das orações, ao longo dos séculos, em todas as latitudes, raças e línguas.
O Evangelho apresenta-a como a mediadora que obtém do seu Filho o primeiro milagre público: a conversão da água em vinho, nas bodas de Caná. É a intermediária entre Jesus e São João Baptista, santificado antes de nascer. E enquanto a Virgem orava no cenáculo, desceu sobre ela e os apóstolos o Espírito Santo.É na Ave-Maria onde melhor lhe expressamos a nossa devoção: “Rogai por nós, pecadores, agora e na hora de nossa morte”.
(Fonte: Evangelho Quotidiano)
Comentário ao Evangelho do dia feito por:
«Não podeis servir a Deus e ao dinheiro»
Há uma riqueza que semeia a morte por toda a parte em que domina: libertai-vos dela e sereis salvos. Purificai a vossa alma; tornai-a pobre para poderdes entender o apelo do Salvador que vos repete: «Vem e segue-Me» (Mc 10, 21). Ele é o caminho por onde anda aquele que tem o coração puro; a graça de Deus não entra numa alma estorvada e rasgada por uma multidão de posses.
Quem olha para a sua fortuna, o seu ouro e a sua prata, as suas casas, como dons de Deus, esse testemunha a Deus o seu reconhecimento ajudando os pobres com os seus bens. Sabe que os possui mais para os seus irmãos que para si próprio. É senhor das suas riquezas em vez de se tornar seu escravo; não as fecha na sua alma, tal como não encerra a sua vida nelas, mas prossegue sem desfalecer uma obra totalmente divina. E, se um dia a sua fortuna vier a desaparecer, aceita a ruína com um coração livre. Esse homem, Deus o declara «bem-aventurado»; chama-lhe «pobre em espírito», herdeiro do Reino dos céus (Mt 5, 3). [...]
Contrariamente, há quem acaçape a sua riqueza no seu coração, em lugar do Espírito Santo. Esse guarda as suas terras, acumula sem fim a sua fortuna, e só se preocupa em arrecadar sempre mais. Não eleva nunca os seus olhos ao céu; enterra-se no material. De facto, ele é apenas pó e ao pó há-de voltar (Gn 3,19). Como pode experimentar o desejo do Reino aquele que, no lugar do coração, traz em si um campo ou uma mina, esse que a morte surpreenderá inevitavelmente no meio dos seus desejos desregrados? «Porque onde está o teu tesouro, aí estará o teu coração» (Mt 6, 21).
(Fonte: Evangelho Quotidiano)
O Evangelho do dia 7 de Novembro de 2009
São Lucas 16,9-15«E Eu digo-vos: Arranjai amigos com o dinheiro desonesto, para que, quando este faltar, eles vos recebam nas moradas eternas.
Quem é fiel no pouco também é fiel no muito; e quem é infiel no pouco também é infiel no muito.
Se, pois, não fostes fiéis no que toca ao dinheiro desonesto, quem vos há-de confiar o verdadeiro bem?
E, se não fostes fiéis no alheio, quem vos dará o que é vosso?
Nenhum servo pode servir a dois senhores; ou há-de aborrecer a um e amar o outro, ou dedicar-se a um e desprezar o outro. Não podeis servir a Deus e ao dinheiro.»
Os fariseus, como eram avarentos, ouviam as suas palavras e troçavam dele.
Jesus disse-lhes: «Vós pretendeis passar por justos aos olhos dos homens, mas Deus conhece os vossos corações. Porque o que os homens têm por muito elevado é abominável aos olhos de Deus.
(Fonte: Evangelho Quotidiano)
sexta-feira, 6 de Novembro de 2009
Defesa da vida em congresso
Arranca hoje, em Saragoça, Espanha, um congresso internacional dedicado à defesa da vida. A iniciativa pretende provocar alterações na legislação sobre o aborto.O evento ocorre poucas semanas depois da grande manifestação de 27 de Outubro em Madrid, que mobilizou a sociedade civil contra a legalização da interrupção voluntária da gravidez.
O movimento Pró-Vida, organizador da iniciativa, diz ter sido a maior concentração de pessoas no mundo a manifestar-se contra o aborto.
O movimento considera, agora, que a voz popular tem de chegar às instâncias do poder e foi nesse sentido que organizou o congresso que, hoje e amanhã, irá analisar o tema: “Sensibilização: Uma sinfonia para a vida”.
“A criança não nascida é um ser humano”, diz Benigno Blanco, do movimento Pró-Vida.
Do programa faz parte a exibição de um milhão de velas – uma por cada aborto realizado em Espanha à luz da nova lei.
Consentimento parental em discussão
Está em discussão no Parlamento espanhol um novo projecto-de-lei sobre o aborto, que inclui um ponto polémico: permitir que as jovens menores de 16 anos possam abortar sem informar ou obter o consentimento dos seus pais.
A sociedade civil – e os movimentos pró-vida – esperam que essa cláusula seja retirada do diploma.
Em 2008, 116 mil mulheres, das quais 10 mil eram menores de idade, interromperam voluntariamente a sua gravidez, o que representa um aumento de 13% face ao ano anterior.
(Fonte: ‘Página 1’, grupo Renascença, edição de 06.11.2009)
Crise económica e crise moral
No entanto, apesar de os números não serem drásticos, sente-se um mal-estar generalizado como não temos memória. Porquê?
Consideremos um cenário teórico: a 11 de Setembro de 2001, as torres gémeas caem devido ao impacto de um meteorito que acerta justamente no World Trade Center. Mesmo que o número de mortos e as perdas materiais fossem os mesmos, o sofrimento implicado pelo desastre natural seria muito inferior ao que resultou dos ataques terroristas.
Que tem isto a ver com a crise actual? Em grande parte, o mal-estar não resulta tanto da perda material como da sensação (fundamentada) de que há muito de desonestidade, falta de transparência, fraude, avareza mesquinha, etc., por trás da ruptura dos mercados financeiros.
Por isso, a questão dos salários dos gestores e banqueiros é tão importante. No grande esquema das coisas, trata-se de valores relativamente baixos: os salários são questão de milhões, enquanto que as perdas resultantes da crise são milhares de milhões. Mas não é tanto a questão dos valores como o sinal, o exemplo, que eles significam.
A crise actual é uma recessão económica agravada por um desencanto generalizado com os líderes económicos (e políticos). Não basta um programa de estímulo “a la” Obama para resolver o problema.
Luís Cabral - Professor da IESE Business School
(Fonte: ‘Página 1’, grupo Renascença, edição de 06.11.2009)
Herança a honrar
É o hoje o seu dia: 6 de Novembro, festa do Santo Condestável. E nós somos os seus herdeiros.
Que a sua memória não se reduza a um mero saudosismo ou a uma fuga para trás, mas, pelo contrário, que, nas actuais circunstâncias, São Nuno de Santa Maria nos ajude a vencer a mediocridade e a ultrapassar o nosso marasmo. Para que, através do nosso contributo, Portugal possa merecer o Santo que tem.
Aura Miguel
(Fonte: site Rádio Renascença)
Igreja celebra Semana dos Seminários 2009
Uma mensagem de esperança lança a celebração da Semana dos Seminários 2009, que a Igreja Católica em Portugal promove entre 8 e 15 de Novembro próximos.
“Seminário, palavra que chama e envia” é o mote da iniciativa, que lembra as instituições nas quais são formados os novos sacerdotes no nosso país.
O presidente da Comissão Episcopal das Vocações e Ministérios (CEVM), D. António Francisco dos Santos, assinala na sua mensagem para esta semana que “todos somos chamados a assumir os seminários e a formação dos novos sacerdotes como uma missão essencial da vida dos cristãos e das comunidades”.
“Os seminários são os alunos, os formadores e quantos ali trabalham, rezam e colaboram tantas vezes como beneméritos anónimos, discretos e activos. Os seminários são escolas ao modo da escola do Mestre onde se aprende a ser discípulo de Jesus e onde se preparam os apóstolos de hoje”, escreve.
Para este responsável, estamos na presença de “instituições necessárias” que, no contexto presente da formação, “são mesmo insubstituíveis”, deixando votos de que as comunidades se apercebam “do valor do seminário como presença e esperança no coração da Igreja”.
“Os seminários são instituições que inscrevem no chão sagrado dos seus edifícios as marcas do tempo e da história e elevam nos traços que exteriormente os identificam os sinais da presença da Igreja”, aponta.
Em pleno Ano Sacerdotal, que a Igreja celebra por decisão de Bento XVI, o presidente da CEVM diz que “o amor pelos seminários, expresso em gestos de oração, de afecto e de generosidade, afirma um belo testemunho de vida eclesial, constitui um sinal de gratidão pelo bem ali realizado”.
“O Ano Sacerdotal deve levar cada vez mais os sacerdotes aos seminários e deve aproximar os seminários das comunidades cristãs”, acrescenta.
A Equipa Formadora do Seminário Diocesano de Santa Joana Princesa, em Aveiro, preparou alguns textos de oração e de reflexão para servirem os grupos de crianças e de jovens ou a comunidade cristã, que são disponibilizados no Guião da Semana.
(Fonte: site Agência Ecclesia)
Encontro do Papa com artistas contemporâneos no próximo dia 21, na Capela Sistina
Vídeo em espanhol
O presidente do Conselho Pontifício para a Cultura, D. Gianfranco Ravasi, apresentou esta Quinta-feira o encontro de Bento XVI com o mundo da cultura. O evento, programado para o próximo dia 21, pretende recordar o décimo aniversário da Carta de João Paulo II aos Artistas e o 45.º aniversário do encontro de Paulo VI com os artistas, na Capela Sistina.
Em conferência de imprensa, o Arcebispo italiano deixou votos de que esta seja uma ocasião para “voltar a propor” o crucifixo, “um dos grandes símbolos da cultura ocidental”, de maneira “nova e original, como aconteceu também no passado, por parte de grandes artistas”.
É na Capela Sistina que Bento XVI acolherá os convidados para “renovar a amizade e o diálogo entre a Igreja e os artistas”, procurando “suscitar novas oportunidades de colaboração”. Foram convidadas 500 pessoas.
Os artistas, revelou a sala de imprensa da Santa Sé, vêm dos vários continentes, tendo sido escolhidos “por causa do prestígio de que gozam e da alta qualidade profissional”, em representação das diversas “categorias” do mundo das artes: pintura, escultura, arquitectura, literatura e poesia, música e canto, cinema, teatro, dança, fotografia.
(Fonte: site Radio Vaticana)
S. Josemaría Escrivá nesta data em 1972
(Fonte: http://www.pt.josemariaescriva.info/artigo/6-11-5)
S. Nuno de Santa Maria
Casou com D. Leonor Alvim de quem teve três filhos, sobrevivendo apenas a sua filha Beatriz, que viria a casar com D. Afonso, dando origem à Casa de Bragança. Tendo ficado viúvo muito cedo e estando consolidada a paz, decidiu aprofundar os ideais da Cavalaria e dedicar se mais intensamente aos valores do Evangelho, sobretudo à prática da oração e ao auxílio dos pobres. Assim, pediu para ser admitido como membro da Ordem do Carmo, que conhecera em Moura e apreciara pela sua vida de intensa oração, tomando o profeta Elias e Nossa Senhora como modelos no seguimento de Cristo.
De Moura, no Alentejo, vieram alguns membros da comunidade carmelita, para o novo convento que ele mesmo mandara construir em Lisboa. Em 1422, entra nesta comunidade e, a 15 de Agosto de 1423, professa como simples irmão, encarregado de atender a portaria e ajudar os pobres. Passou então a ser Frei Nuno de Santa Maria. Depois de uma intensa vida de oração e de bem fazer, numa conduta de grande humildade, simplicidade e amor à Virgem Maria e aos pobres, faleceu no convento do Carmo, onde foi sepultado.
Logo após a sua morte começou a ser venerado como santo pela piedade popular. As suas virtudes heróicas foram oficialmente reconhecidas pelo Papa Bento XV, que o proclamou beato, em 1918, passando a ter celebração litúrgica a 6 de Novembro.
Foi canonizado a 26 de Abril de 2009 pelo Papa Bento XVI conjuntamente a a outras quatro figuras ilustres da Igreja.
(Fonte: site Ordem do Carmo em Portugal)
Comentário ao Evangelho do dia feito por:
Manuscrito autobiográfico B, 4v°
O bom uso das riquezas
Ó Jesus! Bem sei, o amor só com amor se paga. Por isso procurei e encontrei a maneira de aliviar o meu coração dando-te Amor por Amor. - «Utilizai as riquezas que pervertem para arranjardes amigos que vos recebam nas moradas eternas» (Lc 16, 9). Eis, Senhor, o conselho que dás aos Teus discípulos depois de lhes teres dito que «os filhos das trevas são mais hábeis nos seus negócios que os filhos da luz». Filha da luz, compreendi que os meus desejos de ser tudo, de abraçar todas as vocações, eram riquezas que me poderiam perverter. Por isso servi-me delas para arranjar amigos. [...]
Lembrando-me da petição de Eliseu ao seu pai Elias quando ousou pedir-lhe «o seu duplo espírito» (2Rs 2, 9), apresentei-me diante dos Anjos e dos Santos, e disse-lhes: «Sou a mais pequena das criaturas; conheço a minha miséria e a minha fraqueza; mas sei também quanto os corações nobres e generosos gostam de fazer bem. Suplico-vos, portanto, ó bem-aventurados habitantes do Céu! Suplico-vos que me adopteis como filha. Só para vós será a glória que me fizerdes alcançar; mas dignai-vos atender a minha prece. É temerária, bem sei: contudo, ouso pedir-vos que me obtenhais o vosso duplo Amor»
(Fonte: Evangelho Quotidiano)
O Evangelho do dia 6 de Novembro de 2009
São Lucas 16,1-8Disse ainda Jesus aos discípulos: «Havia um homem rico, que tinha um administrador; e este foi acusado perante ele de lhe dissipar os bens.
Mandou-o chamar e disse-lhe: 'Que é isto que ouço a teu respeito? Presta contas da tua administração, porque já não podes continuar a administrar.'
O administrador disse, então, para consigo: 'Que farei, pois o meu senhor vai tirar-me a administração? Cavar não posso; de mendigar tenho vergonha.
Já sei o que hei de fazer, para que haja quem me receba em sua casa, quando for despedido da minha administração.'
E, chamando cada um dos devedores do seu senhor, perguntou ao primeiro: 'Quanto deves ao meu senhor?' Ele respondeu:
Cem talhas de azeite.' Retorquiu-lhe: 'Toma o teu recibo, senta-te depressa e escreve cinquenta.' Perguntou, depois, ao outro: 'E tu quanto deves?' Este respondeu: 'Cem medidas de trigo.' Retorquiu-lhe também: 'Toma o teu recibo e escreve oitenta.'
O senhor elogiou o administrador desonesto, por ter procedido com esperteza. É que os filhos deste mundo são mais sagazes que os filhos da luz, no trato com os seus semelhantes.»
(Fonte: Evangelho Quotidiano)
quinta-feira, 5 de Novembro de 2009
Bispos vão publicar nota sobre eutanásia
A Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) vai publicar na próxima semana uma Nota Pastoral sobre “a eutanásia e o testamento vital”, no decorrer da sua 173ª Assembleia Plenária. A reunião magna decorre na Casa de Nossa Senhora das Dores, Santuário de Fátima, de 9 a 12 de Novembro.
Já no passado mês de Junho, a CEP lamentara a “relativa pressa com que assunto de tanta transcendência foi tratado na Assembleia da República, com falta de participação prévia da sociedade civil". O programa do Governo, que começou a ser discutido esta Quinta-feira na Assembleia da República, retomará as iniciativas para "a promoção dos direitos dos doentes, designadamente o direito ao consentimento informado (incluindo o testamento vital)".
Um testamento vital é um documento em que consta uma declaração antecipada de vontade, que alguém pode assinar quando se encontra numa situação de lucidez mental para que a sua vontade, então declarada, seja levada em linha de conta quando, em virtude de uma doença, já não lhe seja possível exprimir livre e conscientemente a sua vontade.
"Se isto significar uma porta aberta à eutanásia e avançar numa legislação rumo à eutanásia, nessa altura pronunciar-nos-emos", indicava a CEP, na sua última assembleia.
Para os Bispos portugueses, "sendo claramente admissível este género de testamento, nomeadamente para impedir futuros tratamentos inúteis ou desproporcionados, é fundamental que se evite tudo o que possa ir contra a integridade da vida humana até ao seu fim natural".
"Importa proporcionar a quem se encontra numa situação de particular enfermidade ou na fase terminal da vida, toda a solicitude fraterna e a ajuda dos cuidados paliativos e da terapia da dor", defendem.
Os Bispos consideram que "é prioritário lutar contra tudo o que possa ser cultura da morte e promover a cultura da vida e da solidariedade".
Viagem papal
De entre os temas agendados para a reunião da próxima semana destaca-se ainda a preparação da visita de Bento XVI a Portugal (Maio de 2010). Uma Nota Pastoral sobre “a missão dos leigos na Igreja e no mundo” e a apresentação dos Decretos-Lei que regulam a assistência espiritual e religiosa são outros assuntos que estarão em cima da mesa.
A sessão de abertura, em que usará da palavra o Presidente da Conferência Episcopal, D. Jorge Ferreira da Costa Ortiga, Arcebispo de Braga, terá lugar às 16h00 do dia 9 de Novembro, Segunda-feira, estando aberta aos diversos órgãos de comunicação social.
O P. Manuel Morujão, Secretário da CEP, facultará aos jornalistas uma breve informação no dia 11 de Novembro, às 12h45.
Para a comunicação televisiva será facultada a recolha de imagens no dia 9 de Novembro, Segunda-feira, durante a sessão de abertura, e no dia 12 de Novembro, Quinta-feira, às 10h00.
Depois do encerramento da Assembleia haverá, no dia 12 de Novembro, às 14h00, no mesmo local, uma conferência de imprensa na qual será apresentado o Comunicado Final.
(Fonte: site Agência Ecclesia)
Numa Missa de sufrágio na Basílica de São Pedro o Papa recordou os cardeais e bispos defuntos durante o ano
Na manhã desta quinta-feira o Papa Bento XVI presidiu na Basílica de São Pedro a Missa de sufrágio pelos 7 cardeais e numerosos arcebispos e bispos que faleceram durante este ano.
Como salientou o Papa na homilia, pastores que serviram a Igreja assegurando ao rebanho de Cristo os cuidados necessários; testemunhas do Evangelho que na variedade de dons e tarefas, deram prova de vigilância e dedicação generosa á causa do Reino de Deus.
Comentando os trechos da Liturgia da Palavra desta celebração eucarística o Santo Padre salientou que sabemos bem e experimentamo-lo no nosso caminho que não faltam dificuldades e problemas nesta vida, existem situações de sofrimento e de dor, momentos difíceis que se devem compreender e aceitar. Tudo porém - salientou Bento XVI - adquire valor e significado se é considerado na perspectiva da eternidade.
”Cada prova, de facto, acolhida com paciência perseverante e oferecida pelo Reino de Deus vem em nossa vantagem espiritual, já aqui e sobretudo na vida futura, no Céu. Neste mundo, estamos de passagem, provados no cadinho como o ouro, afirma a Sagrada Escritura. Misteriosamente associados é paixão de Cristo, podemos fazer da nossa existência uma oferta agradável ao Senhor, um sacrifício voluntário de amor.
(Fonte: site Radio Vaticana)
S. Josemaría Escrivá nesta data em 1932
(Fonte: http://www.pt.josemariaescriva.info/artigo/5-11-5)
Universidade Pontifícia de Santa Cruz, cerimónia comemorativa do 25º aniversário
Vídeo em espanhol
Crónica da sessão e homilia de D. Javier Echevarría (italiano)
Esclarecer os mistérios do Vaticano
Na terça-feira 27 de Outubro o Thomas More College de Roma realizou um Fórum Vaticano sobre São Pedro no Centro Rússia Ecuménica. Robert Moynihan, fundador e editor da revista Inside the Vatican, falou de sua experiência profissional ao difundir o conhecimento sobre o Vaticano. O encontro teve como tema “Esclarecendo os mistérios do Vaticano”: O jornalista Moynihan, de facto, ofereceu informações mais além do superficial e periférico aos presentes e falou, entre outras coisas, sobre a história do Vaticano, por que está em Roma, sobre as congregações e pontifícios conselhos e o papel que a arte e a arquitectura têm na fé da Igreja:
“Eu pensava que as pessoas se concentravam nas suas reportagens em assuntos superficiais e algumas vezes enfatizavam questões periféricas. Haviam histórias que davam uma visão distorcida sobre o que era a fé da Igreja - assuntos importantes – e pensei: “tentarei ir mais em profundidade”.
“A fé da Igreja está encarnada e faz encarnar. Nosso conceito de realidade é que estamos unidos pela realidade última de Deus, de maneira real, através da Encarnação de Seu Filho que se tornou homem. Respeitamos o mundo natural, o qual entrou e abraçou. Temos que amar as coisas com os sentidos. Não temos só que eliminar as coisas que vemos, ouvimos e tocamos. Como representamos neste mundo as aspirações e esperanças, temos o sagrado e o divino, e as memórias da vida de Jesus, e mostramos as pinturas, as esculturas e os mosaicos, e cantamos, gritamos, somos conduzidos pelas coisas sensíveis àquelas sobrenaturais”.
(Fonte: H2O News com adaptação de JPR)
Zacarias e Isabel, parentes de Nossa Senhora
Os santos Zacarias e Isabel representam todos os pobres e oprimidos, que têm em Deus a única esperança. Eles receberam a graça de Deus por terem sido abençoados com o dom da fertilidade. São os pais de João Baptista, o precursor de Jesus.Zacarias é um nome bastante popular na Bíblia e significa “Deus lembrou”. Na sua passagem temos o milagre do poder divino que age na sua vida. Quando Zacarias foi informado de que seria pai, duvidou e imediatamente ficou mudo até o nascimento da criança. Quando João finalmente nasceu, Deus soltou-lhe a língua e Zacarias pôde bendizer a Deus. Em seguida, ficou cheio do Espírito Santo e profetizou num cântico de alegria no qual expressou toda a sua felicidade, louvor a Deus e confiança no Senhor.
Santa Isabel era parente de Maria. Concebeu na sua velhice e, maravilhada pela obra de Deus no seu coração, não se cansava de dizer: “Deus foi bom para mim. Agora já não tenho de que me envergonhar diante de ninguém. (Lucas 1,25)”
(Fonte: Evangelho Quotidiano)
Comentário ao Evangelho do dia feito por:
Orações a Jesus Cristo, CLD (a partir da trad. Oury, pp. 48-49)
Vem procurar a Tua ovelha perdida
Senhor Jesus Cristo, que, para nos mostrares o cume das virtudes, escalaste a montanha com os Teus discípulos, ensinando-lhes as Beatitudes e as virtudes sublimes, prometendo-lhes recompensas próprias a cada um, concede que a minha fragilidade escute a Tua voz, adquira pela prática o mérito das virtudes, e que pela Tua misericórdia obtenha a recompensa prometida. Faz que, considerando o salário, não recuse o esforço do trabalho. Faz com que a esperança da salvação do eterna me adoce o amargor do remédio, inflamando a minha alma com o esplendor da Tua obra. Senhor, do miserável que sou, faz um venturoso; conduz-me, pela Tua graça, das beatitudes terrenas às beatitudes da pátria.
Vem, Senhor Jesus, à procura do Teu servo, à procura da Tua ovelha errante e extenuada. Vem, Esposo da Igreja, à procura da dracma perdida. Vem, Pai de misericórdia, receber o filho pródigo que retorna a Ti. Vem, Senhor, porque só Tu podes chamar a ovelha que se extravia, reencontrar a dracma perdida, reconciliar o filho que partiu. Vem, para que haja salvação sobre a terra e alegria no céu! Converte-me a Ti e concede-me cumprir uma verdadeira e perfeita penitência, de modo que seja ocasião de alegria para os anjos. Meu doce Jesus, a Quem amo exclusivamente e acima de tudo, eu, pecador, rogo-Te, pela imensidade do Teu amor, que seja apenas consolado por Ti, meu tão doce Deus!
(Fonte: Evangelho Quotidiano)
O Evangelho do dia 5 de Novembro de 2009
São Lucas 15,1-10Aproximavam-se dele todos os cobradores de impostos e pecadores para o ouvirem.
Mas os fariseus e os doutores da Lei murmuravam entre si, dizendo: «Este acolhe os pecadores e come com eles.»
Jesus propôs-lhes, então, esta parábola:
«Qual é o homem dentre vós que, possuindo cem ovelhas e tendo perdido uma delas, não deixa as noventa e nove no deserto e vai à procura da que se tinha perdido, até a encontrar?
Ao encontrá-la, põe na alegremente aos ombros e, ao chegar a casa, convoca os amigos e vizinhos e diz-lhes: 'Alegrai-vos comigo, porque encontrei a minha ovelha perdida.'
Digo-vos Eu: Haverá mais alegria no Céu por um só pecador que se converte, do que por noventa e nove justos que não necessitam de conversão.»
(Fonte: Evangelho Quotidiano)


