Segunda-feira, 30 de Janeiro de 2012

Estimular a dúvida...

Gilbert Keith Chesterton


Para responder ao cético arrogante, não adianta insistir que deixe de duvidar. É melhor estimulá-lo a continuar a duvidar, para duvidar um pouco mais, para duvidar cada dia mais das coisas novas e loucas do universo, até que, enfim, por alguma estranha iluminação, ele venha a duvidar de si próprio.”


G. K. Chesterton

Tornar-se desejo de Deus

«Os Padres da Igreja dizem que orar não é senão tornar-se desejo de Deus. Em Maria cumpriu-se esta oração: ela é, por assim dizer, a concha aberta do desejo, na qual a vida se torna oração e a oração, vida».

(Joseph Ratzinger in ‘Maria primeira Igreja’ – Joseph Ratzinger e Hans Urs von Balthasar)

Combater o mal



«Uma vez que este inimigo pode mais que nós, devemos aproveitar-nos do ‘escudo da fé’, que é coisa sobrenatural, ouvindo uma palavra de Deus, ou recebendo os Sacramentos, ou meditando a doutrina da Igreja. E crendo firme com o entendimento que Deus pode tudo».

(Audi, filia, cap. 30 – São João de Ávila)

As consequências imprevistas das uniões de lésbicas

Lisa Miller e Janet Jenkins conheceram-se em 1997. Pouco tempo depois, Miller deixou a sua casa na Virgínia e foi viver com Jenkins. Em fins de 2000 viajaram até Vermont, onde se tinham acabado de legalizar as uniões civis entre pessoas do mesmo sexo, para legalizar a sua. Compraram uma casa e instalaram-se nesse estado.

Em 2002 Miller concebeu por inseminação artificial e deu à luz uma menina, Isabella, que agora tem 7 anos. Um ano e meio depois, Miller separou-se de Jenkins, abandonou a prática homossexual e passou a fazer parte de um grupo evangélico.

Como na Virgínia não eram legais as uniões civis entre homossexuais, Miller conseguiu sem problemas a custódia exclusiva da sua filha. Mas então Jenkins, recorreu a um tribunal de Vermont, servindo-se da lei de uniões civis desse estado.

O juiz concedeu a Jenkins o direito de visitas sem reservas. A partir desse momento, começou uma batalha legal que envolveu já vários tribunais de ambos os estados, os meios de comunicação e diversos grupos de pressão.

Miller começou a pôr entraves às visitas de Jenkins, pois estava convencida que à sua filha Isabella não faziam bem. De facto, em 2007 denunciou a sua ex-companheira por abusar da menina. Mas os serviços de protecção de menores da Virgínia consideraram infundadas as acusações.

Durante os últimos meses, a tensão tem vindo a aumentar. No passado dia 20 de Novembro, um tribunal de Vermont decidiu dar a custódia exclusiva a Jenkins. A menina devia ser entregue a 1 de Janeiro, mas Miller não apareceu. Agora está com a filha em parte incerta.

Pensa duas vezes

Neste momento, o caso tem solução difícil. Uma coisa está clara: a pequena Isabella é que está a pagar a factura. Os tribunais implicados dizem que querem guiar-se pelo interesse da menor, mas o certo é que este critério pode servir para defender tanto uma coisa como a contrária.

Para Maggie Gallagher, presidente da National Organization for Marriage, este drama deveria servir ao menos para aprender uma lição: "Não cries uma união civil com alguém a quem não queiras dar os direitos legais sobre os teus filhos", diz em declarações a Catholic News Agency.

"E não confies demasiado no critério do ‘superior interesse do menor'. Porque se esse interesse entrar em conflito com as normas da última moda, tem como certo que aos tribunais não importa o que é o melhor para o filho".

De facto, nos Estados Unidos foi muito polémica a sentença que, no passado dia 6 de Outubro ditou o Tribunal Supremo de Montana, que reconhecia direitos parentais a uma lésbica sobre os filhos adoptados pela sua ex-companheira.

Barbara Maniaci adoptou um menino e uma menina enquanto vivia com Michelle Kulstad. As duas cuidaram deles até que se separaram em 2006. Após a ruptura, Kulstad exigiu continuar a ver os meninos, coisa a que Maniaci não estava disposta a deixar.

Kulstad pediu então ajuda à American Civil Liberties Union (ACLU), a mesma organização cujos serviços jurídicos defendem também agora Janet Jenkins. O seu principal argumento foi que se deviam ter em conta os direitos das crianças e não só os da sua ex-companheira.

Em 2008, o tribunal de Montana reconheceu o direito de visita a Kulstad. Mas Maniaci, que se casou com um homem depois de deixar a prática homossexual, recorreu para o Supremo Tribunal desse estado alegando que queria educar os seus filhos da maneira que ela e o seu marido consideravam correcta.

O Supremo Tribunal de Montana recusou o recurso de Maniaci e ratificou o argumento do juiz anterior, que considerava que Kulstad tinha direitos parentais sobre as crianças por ter estabelecido com elas uma relação materno-filial.

Juan Meseguer Velasco
(Fonte: Aceprensa)

O Senhor protege os Seus filhos

«Quando a terna mãe ensina o seu filhinho a andar, ajuda-o e sustenta-o quando é necessário, deixando-o dar alguns passos pelos sítios menos perigosos e mais planos, tomando-lhe a mão e segurando-o, ou tomando-o nos seus braços e levando-o neles. Da mesma maneira Nosso Senhor tem cuidado contínuo dos passos dos Seus filhos»

(Tratado do amor de Deus, liv. 3, cap. 4 – São Francisco de Sales)

S. Josemaría Escrivá nesta data em 1938

Escreve nos seus Apontamentos íntimos: “Muita vontade de solidão. Vejo-me como uma bola, lançada à parede uma vez e outra pelo meu Pai-Deus, ora atirado com o pé, ora recebendo uma carícia das suas mãos...”.


(Fonte: site de S. Josemaría Escrivá http://www.pt.josemariaescriva.info/)

«Sai desse homem, espírito maligno.»

Bento XVI
Audiência geral de 03/12/08

O facto do poder do mal no coração humano e na História da humanidade é indesmentível. Mantém-se a questão: como explicar este mal? [...] A fé diz-nos que existem dois mistérios de luz e um mistério de noite que, no entanto, está rodeado pelos mistérios de luz. O primeiro mistério de luz é o seguinte: a fé diz-nos que não há dois princípios, um bom e um mau, mas um único princípio, o Deus criador, e que este princípio é bom, somente bom, sem sombra de mal. É por isso que o ser também não é um misto de bem e de mal: o ser como tal é bom, e portanto é bom ser, é bom viver. Tal é o anúncio feliz da fé: só existe uma origem, que é boa, o Criador. [...]

Em seguida vem um mistério de obscuridade, de noite. O mal não provém da origem do próprio ser, não é igualmente original. O mal provém de uma liberdade criada, de uma liberdade mal utilizada. Como foi isso possível? Como se produziu isso? As coisas permanecem obscuras. O mal não é lógico. Apenas Deus e o bem são lógicos, são luz. O mal permanece misterioso. [...] Podemos adivinhar, mas não explicar; não podemos falar dele como de um facto que se segue a outro, uma vez que se trata de uma realidade mais profunda. Continua a ser um mistério de obscuridade, de noite.

Mas surge de imediato um mistério de luz. O mal provém de uma origem subordinada. Deus é mais forte, com a Sua luz. É por isso que o mal pode ser ultrapassado. Então a criatura, o homem, pode ser curado. [...] Tanto assim é que, em última análise, vemos que o homem não só pode ser curado mas efectivamente o é. Deus introduziu a cura. Ele entrou pessoalmente na história. À origem permanente do mal, Ele opôs a origem do bem puro. Cristo crucificado e ressuscitado, novo Adão, contrapõe ao rio poluído do mal um rio de luz. E este rio está presente na História: lembremo-nos dos santos, dos grandes santos mas também dos santos humildes, dos simples fiéis, e perceberemos que o rio de luz que provém de Cristo está presente, é poderoso.

«O homem que fora possesso suplicou-Lhe que o deixasse andar com Ele. [...] Disse-lhe antes: 'Vai para tua casa, para junto dos teus, e conta-lhes tudo o que o Senhor fez por ti'»

Bem-aventurada Teresa de Calcutá (1910-1997), fundadora das Irmãs Missionárias da Caridade 
«No Greater Love» (a partir da trad. de «Il n'y a pas de plus grand amour», Lattès 1997, p. 26)

Somos chamados a amar o mundo. E Deus amou de tal forma o mundo que lhe deu Jesus (Jo3, 16). Hoje, Ele ama de tal forma o mundo que nos dá ao mundo, a ti e a mim, para que sejamos o Seu amor, a Sua compaixão e a Sua presença através de uma vida de oração, de sacrifícios e de entrega. A resposta que Deus espera de ti é que te tornes contemplativo, que sejas contemplativo. 

Tomemos a palavra de Jesus a sério e sejamos contemplativos no coração do mundo porque, se temos fé, estamos perpetuamente na Sua presença. Pela contemplação a alma bebe directamente do coração de Deus as graças que a vida activa está encarregada de distribuir. As nossas vidas devem estar unidas a Cristo vivo que está em nós. Se não vivermos na presença de Deus, não podemos perseverar.

O que é a contemplação? É viver a vida de Jesus. É assim que a compreendo. Amar Jesus, viver a Sua vida no âmago da nossa e viver a nossa no seio da Sua. [...] A contemplação não ocorre por nos fecharmos num quarto obscuro, mas por permitirmos a Jesus que viva a Sua Paixão, o Seu amor, a Sua humildade em nós, que reze connosco, que esteja connosco e que santifique através de nós. A nossa vida e a nossa contemplação são unas. Não é uma questão de fazer, mas de ser. De facto, trata-se da plena fruição do nosso espírito pelo Espírito Santo, que derrama em nós a plenitude de Deus e nos envia a toda a Criação como mensagem Sua, pessoal, de amor (Mc 16, 15).

The Angel Gabriel : Kings College, Cambridge

«Jesus voltou para o barco e o homem que fora possesso suplicou-Lhe que o deixasse andar com Ele. Não Lho permitiu»

Beato Charles de Foucauld (1858-1916), eremita e missionário no Saara
Meditações sobre os Evangelhos, n°194


A verdadeira, a única perfeição, não é ter este ou aquele tipo de vida, é fazer a vontade de Deus; é ter a vida que Deus quer, onde Ele quer, e vivê-la como Ele próprio a viveria. Quando Ele nos permite escolher, então sim, procuremos segui-l'O passo a passo o mais exactamente possível, partilhar a Sua vida tal como ela foi, como os apóstolos o fizeram ao longo da Sua vida e após a Sua morte: o amor leva-nos a imitá-l'O. Se Deus permite esta escolha, esta liberdade, é precisamente porque quer que abramos as nossas velas ao vento do amor puro e, empurrados por ele, «corramos atrás do seu perfume» (Ct 1,4 LXX), em imitação perfeita, como São Pedro e São Paulo. [...]


E se um dia Deus quiser tirar-nos, por algum tempo ou para sempre, deste caminho tão belo e tão perfeito, não nos perturbemos nem nos surpreendamos. Os Seus desígnios são insondáveis: poderá fazer por nós, a meio ou no fim da caminho, o que fez ao geraseno no início. Obedeçamos, façamos a Sua vontade [...], andemos por onde Ele quiser, levemos a vida que a Sua vontade designar. Mas aproximemo-nos d'Ele com todas as nossas forças em toda a parte, e vivamos todas as situações, todas as condições, como Ele próprio as teria vivido, comportando-nos como Ele Se teria comportado se, pela vontade do Pai, Se tivesse encontrado na situação em que nós nos encontramos.


(Fonte: Evangelho Quotidiano)

O Evangelho do dia 30 de Janeiro de 2012

Chegaram ao outro lado do mar, ao território dos gerasenos. Ao sair Jesus da barca, foi logo ter com Ele, saindo dos sepulcros, um homem possesso de um espírito imundo. Tinha o seu domicílio nos sepulcros, e já ninguém conseguia segurá-lo com cadeias. Tendo sido preso muitas vezes com grilhões e com cadeias, tinha quebrado as cadeias e despedaçado os grilhões e ninguém o podia dominar. E sempre, dia e noite, andava pelos sepulcros e pelos montes, gritando e ferindo-se com pedras. Ao ver de longe Jesus, correu e prostrou-se diante d'Ele e clamou em alta voz: «Que tens Tu comigo, Jesus, Filho do Deus Altíssimo? Por Deus eu Te conjuro que não me atormentes». Porque Jesus dizia-lhe: «Espírito imundo sai desse homem». Depois perguntou-lhe: «Como te chamas?». Ele respondeu: «O meu nome é Legião, porque somos muitos». E suplicava-Lhe insistentemente que não o expulsasse daquela região. Andava ali, próximo do monte, uma grande vara de porcos a pastar. Os espíritos imundos suplicaram-Lhe: «Manda-nos para os porcos, para nos metermos neles». Jesus consentiu. Então os espíritos imundos saíram e entraram nos porcos, e a vara, que era de cerca de dois mil, precipitou-se por um despenhadeiro no mar onde se afogaram. Os guardadores fugiram e contaram o facto pela cidade e pelos campos. E o povo foi ver o que tinha sucedido. Foram ter com Jesus e viram o que tinha estado possesso do demónio sentado, vestido e são do juízo; ele, que tinha estado possesso de uma legião inteira; e tiveram medo. Os que tinham visto contaram-lhes o que tinha acontecido ao endemoninhado e aos porcos. Então começaram a pedir a Jesus que se retirasse do seu território. Quando Jesus subia para a barca, o que fora possesso do demónio começou a pedir-Lhe que lhe permitisse acompanhá-l'O. Mas Jesus não o permitiu, antes lhe disse: «Vai para tua casa, para os teus, e conta-lhes tudo o que o Senhor te fez, e como teve piedade de ti». Ele retirou-se


Mc 5, 1-20

Domingo, 29 de Janeiro de 2012

Imitação de Cristo, 1,1,2



A doutrina de Cristo é mais excelente que a de todos os santos, e quem tiver seu espírito encontrará nela um maná escondido. Sucede, porém, que muitos, embora ouçam frequentemente o Evangelho, sentem nele pouco enlevo: é que não possuem o espírito de Cristo. Quem quiser compreender e saborear plenamente as palavras de Cristo é-lhe preciso que procure conformar à dele toda a sua vida.

Amar a Cristo...

Quando recebemos uma graça particular do Senhor, por muito que nos esforcemos jamais conseguiremos manifestar a nossa gratidão imediata na sua totalidade, porque esta apenas é possível com amor e entrega total até ao final da nossa existência.


JPR

Para servir, servir

Tu também tens uma vocação profissional, que te "espicaça". Sim, esse "aguilhão" é o anzol de pescar homens. Rectifica, portanto, a intenção, e não deixes de adquirir todo o prestígio profissional possível, em serviço de Deus e das almas. O Senhor conta também com isso. (Sulco, 491)

Assim, como lema para o vosso trabalho, posso indicar-vos este: para servir, servir. Porque para fazer as coisas, é necessário, em primeiro lugar, saber concluí-las. Não acredito na rectidão da intenção de quem não se esforça por conseguir a competência necessária para cumprir bem os trabalhos de que está encarregado. Não basta querer fazer o bem; é preciso saber fazê-lo. E, se queremos realmente, esse desejo traduzir-se-á no empenho por utilizar os meios adequados para fazer as coisas bem acabadas, com perfeição humana.

Além disso, esse serviço humano, essa capacidade a que poderíamos chamar técnica, saber realizar o nosso ofício, deve ter uma característica que foi fundamental no trabalho de S. José e que devia ser fundamental em todo o cristão: o espírito de serviço, o desejo de trabalhar para contribuir para o bem dos outros homens. O trabalho de S. José não foi um trabalho que visasse a auto-afirmação, embora a dedicação de uma vida laboriosa tenha forjado nele uma personalidade madura, bem delineada. O Santo Patriarca trabalhava com a consciência de cumprir a vontade de Deus, pensando no bem dos seus, Jesus e Maria, e tendo presente o bem de todos os habitantes da pequena Nazaré. (Cristo que passa, 50–51)

São Josemaría Escrivá

Bento XVI – “Para o homem, autoridade significa posse, poder, domínio... Para Deus, autoridade quer dizer serviço, humildade, amor”

Para Deus, “autoridade significa serviço, humildade, amor” – sublinhou Bento XVI, neste domingo ao meio-dia, na praça de São Pedro, comentando o Evangelho do dia - Jesus na sinagoga de Cafarnaum, curando um possesso e “ensinando como quem tem autoridade”, não como os escribas.


No final do costumado encontro dominical com romanos e peregrinos, o Papa soltou – como símbolo de paz para Roma e para o mundo inteiro - duas pombas brancas. Como tradicionalmente neste domingo do ano, adolescentes da Ação Católica de Roma convergiram para a praça de São Pedro, com familiares e educadores, numa “Caravana da Paz”. Alguns destes jovenzinhos foram recebidos por Bento XVI, aos quais entregaram as pombas a lançar.


Na sua alocução, o Papa começou por recordar o Evangelho deste domingo, com a admiração suscitada por Jesus pelo modo como ensinava, curando ao mesmo tempo das enfermidades e escravidões alguns dos que o escutavam: “à eficácia da palavra, Jesus unia a dos sinais de libertação do mal”. “A autoridade divina – explicou Bento XVI – não é uma força da natureza. É o poder do amor de Deus que cria o universo e, incarnando-se no Filho Unigénito, descendo na nossa humanidade, purifica e restabelece o mundo corrompido pelo pecado”. Como escreve Romano Guardini, “toda a existência de Jesus traduz a potência da humildade… a soberania que se abaixa à forma de servo”.


“Muitas vezes, para o homem, autoridade significa posse, poder, domínio, sucesso. Para Deus, pelo contrário, autoridade significa serviço, humildade, amor; significa entrar na lógica de Jesus que se inclina a lavar os pés dos discípulos, que procura o verdadeiro bem do homem, que cura as feridas, que é capaz de um amor tão grande (ao ponto) de dar a vida, porque é o Amor”.


Depois da recitação das Ave-Marias, Bento XVI recordou a beatificação, neste domingo, em Viena, de Hildegard Burjan, leiga, mãe de família, que viveu entre o século XIX e o século XX, fundadora das Irmãs da Caritas Socialis. “Louvemos o Senhor por este belo testemunho do Evangelho!”


O Papa não esqueceu a celebração do Dia Mundial dos doentes de lepra. Saudando a Associação dos Amigos de Raoul Follereau, Bento XVI encorajou “todas as pessoas afetadas por esta doença, assim como todos os que as assistem ou os que, de várias maneiras, se empenham para eliminar a pobreza e a marginalização, verdadeiras causas da subsistência do contágio”.


Recordado também o Dia Internacional de intercessão pela paz na Terra Santa. “Em profunda comunhão com o Patriarca Latino de Jerusalém e o Custódio da Terra Santa, invoquemos o dom da paz para aquela Terra abençoada por Deus”.


Finalmente, a saudação aos jovens da Ação Católica, com um mesmo encorajamento a serem construtores da paz: “Caros adolescentes, também este ano destes vida à “Caravana da Paz”. Agradeço-vos e encorajo-vos a levar por toda a parte a paz de Jesus”.
Uma das crianças da Ação Católica de Roma, que o ladeavam, à janela dos seus aposentos, leu então uma mensagem ao Papa, no final da qual este soltou, como dizíamos, duas pombas brancas… “Soltemos as pombas que estes jovens nos trouxeram, como sinal de paz para a cidade de Roma e para todo o mundo.


Rádio Vaticano

Bom Domingo do Senhor!

Também nós sabemos que Jesus Cristo é o Santo de Deus e ao contrário do que fez ao espírito maligno conforme nos narra o Evangelho de hoje (Mc 1, 21-28) a nós não nos pede para nos calarmos, mas sim para O proclamarmos ao mundo com fé, amor e veemência.

Senhor Jesus Filho de Deus concede-nos o dom do apostolado seguindo o exemplo de Paulo, Agostinho, Tomás, Catarina, Teresa, Josemaría e todos os Santos e Santas!

Lençóis a Secar!!!!

Unidade dos cristãos

“Todos os cristãos precisam de actuar conjuntamente em mútua aceitação e confiança, em ordem a servir a causa da paz e da justiça. Que a intercessão e o exemplo dos muitos mártires e santos, que deram um corajoso testemunho de Cristo, nas suas Igrejas, vos sustente e fortaleça e às vossas comunidades cristãs”.


(Bento XVI em discurso à Comissão Mista Internacional para o Diálogo Teológico - 28.01.2011)

A "PREOCUPAÇÃO" E O "TRABALHO" DE DEUS de Joaquim Mexia Alves

Hoje de manhã, quando estava nas minhas orações matinais vieram ao meu coração, estes dois pensamentos:
Temos um Deus cuja única “preocupação” é a nossa salvação.
Temos um Deus que “trabalha” a tempo inteiro para nós.

Fiquei, logicamente, a pensar nisto.

Realmente, deixando de lado o conceito muito humano de “preocupação” e “trabalho”, a verdade é que podemos afirmar isto mesmo, ou seja, Deus “preocupa-se exclusivamente com a nossa salvação e “trabalha” exclusivamente para isso mesmo!

E como o conceito de tempo, (dias, noites, horas, minutos, etc.), não se aplica a Deus, podemos mesmo afirmar, julgo eu, que esta Sua “preocupação” e “trabalho” é constante e eterna.

E sendo assim, como é, como podemos nós não agradecer e louvar em permanência o nosso Deus, em todos os momentos da nossa vida, fazendo dela uma oferta permanente ao Senhor?
E sendo assim, como é, como podemos nós sequer pensar em prescindir deste Deus que nos ama de tal forma?

Realmente há algum amor maior do que o amor do nosso Deus, que se entrega totalmente e exclusivamente, (humanamente falando), à criatura que criou e ama eternamente?

De tal modo a Sua “preocupação” é total com o homem e a sua salvação, que não hesitou em vir ter com o próprio homem, fazendo-se igual à criatura criada, em todas as coisas, excepto no pecado.

Aliás, sendo o pecado uma rotura com o amor de Deus, o Deus feito homem nunca poderia romper consigo próprio.

Mas é fantástico, extraordinário, percebermos e reconhecermos, que o nosso Deus depois de nos ter criado se dedicou inteiramente a amar-nos, a fazer-nos conhecer o amor, a ensinar-nos o caminho da salvação.

Que posso eu temer deste mundo, se o meu Deus está comigo?

Que posso eu temer das tentações, se o meu Deus está comigo e nunca me abandona?

E aqui está outra coisa extraordinária de Deus: nunca nos abandona!

Podemos renegá-Lo, desprezá-Lo, colocá-Lo fora da nossa vida, mas Ele não deixa de se “preocupar”, de “trabalhar”, de estar connosco, amando-nos e mostrando-nos o caminho da salvação.

Não contente com tudo isto, (perdoem-se-me as expressões humanas), e como para Ele o tempo não existe, faz-se presente à vista, ao toque, e até como alimento, transubstanciando-se todos os dias na humildade, do mais humilde dos alimentos: o Pão.

E nós em vez de O procurarmos para recebermos do Seu amor e Lhe darmos o amor que coloca em nós, vamos apenas e a maior parte das vezes pedindo e pedindo, mais como queixando-nos, do que aceitando as adversidades de um caminho, que sendo difícil, nos leva à meta mais almejada que é a vida eterna na felicidade do gozo de Deus.

Realmente, se Deus nos criou por amor, se nos ama com total dedicação e entrega, (e acreditamos e sabemos que assim é), como poderá Ele não saber do que necessitamos para em cada dia, em cada momento, correspondermos ao Seu amor!

Preocupamo-nos, queixamo-nos, vivemos tristes e acabrunhados, vivemos com medo de tanta coisa, desde espíritos, superstições até horóscopos desfavoráveis, quando afinal nada disso tem qualquer valor, ou pode sequer interferir connosco, se estivermos unidos ao nosso Deus que é vivo e presente nas nossas vidas em todos os momentos.

A nossa vida deve ser então e sempre «Procurar antes o seu Reino, porque tudo o mais nos será dado por acréscimo.» Lc 12,31

Obrigado meu Deus, por cada um e eu próprio sermos a Tua preocupação e trabalho permanentes.
Obrigado por teres criado cada um e eu próprio para Ti e para vivermos e usufruirmos do Teu amor.
Coloca meu Deus, no coração de cada um e no meu coração, essa certeza inabalável de que estás sempre connosco e que “todos os cabelos da nossa cabeça estão contados por Vós”. (Mt 10,30)
Louvado sejas, meu Senhor e meu Deus.

Monte Real 29 de Janeiro de 2010

Joaquim Mexia Alves

http://www.queeaverdade.blogspot.com/

S. Josemaría Escrivá nesta data em 1945

Sai de Madrid e empreende uma viagem que o levará pela primeira vez a Portugal. Na Galiza, antes de entrar em Portugal, visita a Irmã Lúcia, a vidente de Fátima. “Não falámos das aparições de Nossa Senhora; nunca o fiz. É uma mulher de uma humildade maravilhosa. Sempre que estou com ela, recordo-lhe que teve um papel importante nos começos da Obra em Portugal”.


(Fonte: site de S. Josemaría Escrivá http://www.pt.josemariaescriva.info/)

São José Freinademetz

Giuseppe (José) Freinademetz nasceu a 15 de Abril de 1852, em Oies, um povoado de cinco casas entre os Alpes dolomitas do norte da Itália. Baptizado no mesmo dia do nascimento, herdou da família uma fé simples, porém tenaz e uma grande capacidade de trabalho.


Quando ainda cursava seus estudos teológicos, começou a pensar seriamente nas "missões estrangeiras" como uma possibilidade para a sua vida. Ordenado sacerdote em 25 de Julho de 1875, foi destinado à comunidade de São Martino di Badia, bem perto de sua terra natal, onde logo conquistou o coração de seus conterrâneos. Entretanto, a inquietação missionária não o havia abandonado. Apenas dois anos depois de sua ordenação, pôs-se em contacto com padre Arnaldo Janssen, fundador da casa missionária que logo se converteria oficialmente na "Sociedade do Verbo Divino".


Em 2 de Março de 1879 recebeu a cruz missionária e partiu rumo à China, junto com outro missionário verbita, padre João Batista Anzer. Foram anos duros, marcados por viagens longas e difíceis, sujeitas a assaltos de bandoleiros, e por árduo trabalho para formar as primeiras comunidades cristãs. Assim que conseguia formar uma comunidade, chegava a ordem do bispo para deixar tudo e recomeçar em outro lugar.


Toda sua vida esteve marcada pelo esforço de fazer-se chinês entre os chineses, a ponto de escrever aos seus familiares: "Amo a China e aos chineses; entre eles quero morrer, entre eles quero ser sepultado".


Cada vez que o bispo tinha que viajar fora da China, Freinademetz devia assumir a administração da diocese. No final de 1907, enquanto administrava a diocese pela sexta vez, surgiu uma epidemia de tifo. José, como bom pastor, prestou assistência incansável aos enfermos, até que ele próprio contraiu a doença. Voltou imediatamente a Taikia, sede da diocese, onde morreu em 28 de Janeiro de 1908. Ali mesmo o sepultaram, sob a décima segunda estação da Via Sacra do cemitério e a sua tumba logo se transformou em um ponto de referência e peregrinação para os cristãos.


Freinademetz soube descobrir e amar profundamente a grandeza da cultura do povo ao qual havia sido enviado. Dedicou sua vida a anunciar o Evangelho, mensagem do amor de Deus à humanidade e a encarnar esse amor na comunhão das comunidades cristãs chinesas. Entusiasmou muitos chineses para que fossem missionários de seus compatriotas como catequistas, religiosos, religiosas e sacerdotes. Sua vida inteira foi expressão do que foi seu lema: "O idioma que todos entendem é o amor".


(Fonte: Evangelho Quotidiano)

«Ele expulsa os demónios»

Orígenes (c. 185-253), presbítero e teólogo 
Homilias sobre o Êxodo, n.º 1, 5 (a partir da trad. da Irmã Isabelle de la Source, Lire la Bible, Médiaspaul 1990, t. 2, p. 14)

Reconhecei-o: «em ti se levantou um novo rei, um rei do Egipto» (Ex 1, 8). É ele quem te requisita para o trabalho, quem te obriga a fazer para ele os tijolos e a argamassa. É ele quem te impõe capatazes e encarregados, quem te força com a vergasta e o chicote ao trabalho da terra e te obriga a construir cidades. É ele quem te incita a percorrer o mundo e a mover montanhas para satisfazeres os teus apetites. [...]

Este rei do Egipto sabia que uma guerra assim era inevitável, pois pressentiu a vinda d' «Aquele que pode despojar Poderes e Autoridades e triunfar deles com audácia, cravando-os na cruz» (Cl 2, 14-15). [...] Sente próxima a hora da destruição do seu povo e por isso declara: «O povo de Israel é mais poderoso do que nós!» (Ex 1, 9). Pudesse ele dizer o mesmo de nós e achar-nos mais fortes do que ele! Como? Se não acolhermos maus pensamentos e apetites perversos, que ele nos inspira, se repelirmos «as suas setas incendiadas com o escudo da fé» (Ef 6, 16), se, de cada vez que ele fizer qualquer insinuação à nossa alma, lhe dissermos, lembrando-nos de Cristo, Nosso Senhor: «Fora, Satanás! Está escrito: é ao Senhor, teu Deus, que adorarás e só a Ele servirás» (Dt 6, 13/Mt 4, 10).

Com efeito, o Senhor Jesus veio para submeter a Si a «Poderes, Autoridades e Dominações» (Cl 1, 16), para poupar os filhos de Israel à violência dos seus inimigos [...], para nos ensinar de novo a ver o Espírito do Senhor [Is 61, 1-2/Lc 4, 18-22], a abandonar o trabalho do faraó, a sair da terra do Egipto e renunciar aos seus bárbaros costumes, a «despojar-nos completamente do homem velho e das suas obras e a revestir-nos do homem novo criado em conformidade com Deus» (Ef 4, 22-24/Cl 3, 9-10), a «renovar-nos sem cessar, dia após dia» (2Cor 4, 16) à imagem d' Aquele que nos criou, Cristo Jesus, Nosso Senhor, a quem seja dada a glória e o poder pelos séculos dos séculos, Ámen.

Adorote Devote

Sábado, 28 de Janeiro de 2012

Aprender a querer. Diálogo com São Josemaría Escrivá - Trailer da curta metragem dirigido por Juan Martín Ezratty. "Aprender a querer" (em espanhol)

Amar a Cristo...

Senhor Jesus, obrigado pela Tua infinita bondade, pedi-Te ajuda urgente e enviaste-me dois sacerdotes amigos, ou seja, sobrou pão e peixe, que ainda assim não deixei de comer, pois não Te faria tal desfeita e falta de cortesia. Louvado sejas pela abundância de ajuda que me enviaste.

JPR

Servir Nosso Senhor e os homens

Qualquer actividade – quer seja ou não humanamente muito importante – tem de converter-se para ti num meio de servir Nosso Senhor e os homens: aí está a verdadeira dimensão da sua importância. (Forja, 684)

Não me afasto da mais rigorosa verdade se vos digo que Jesus continua agora a buscar pousada no nosso coração. Temos de Lhe pedir perdão pela nossa cegueira pessoal, pela nossa ingratidão. Temos de Lhe pedir a graça de nunca mais Lhe fechar a porta das nossas almas.

O Senhor não nos oculta que a obediência rendida à vontade de Deus exige renúncia e entrega porque o amor não pede direitos: quer servir. Ele percorreu primeiro o caminho. Jesus, como obedecestes Tu? Usque ad mortem, mortem autem crucis, até à morte e morte de Cruz. É preciso sair de nós mesmos, complicar a vida, perdê-la por amor de Deus e das almas... Tu querias viver e que nada te acontecesse; mas Deus quis outra coisa... Existem duas vontades: a tua vontade deve ser corrigida para se identificar com a vontade de Deus, e não torcida a de Deus para se acomodar à tua.

Com alegria, tenho visto muitas almas que jogaram a vida – como Tu, Senhor, "usque ad mortem"! – para cumprir o que a vontade de Deus lhes pedia, dedicando os seus esforços e o seu trabalho profissional ao serviço da Igreja, pelo bem de todos os homens.

Aprendamos a obedecer, aprendamos a servir. Não há maior fidalguia do que entregar-se voluntariamente ao serviço dos outros. Quando sentimos o orgulho que referve dentro de nós, a soberba que nos leva a pensar que somos super-homens, é o momento de dizer que não, de dizer que o nosso único triunfo há-de ser o da humildade. Assim nos identificaremos com Cristo na Cruz, não aborrecidos ou inquietos, nem com mau humor, mas alegres, porque essa alegria, o esquecimento de nós mesmos, é a melhor prova de amor. (Cristo que passa, 19)

São Josemaría Escrivá

A voz livre da Igreja - Uma resposta às acusações de obscurantismo

O tema é óbvio - a Igreja que invade os espaços públicos de liberdade - e óbvio é também o ponto de vista do panfleto de Sérgio Romano e Beda Romano La Chiesa contro. Portanto, teria sido mais correcto intitulá-lo Contro la Chiesa. Sendo um panfleto, o livro apresenta as características do género: superficialidade das fontes (tanto históricas como bioéticas) e inexactidão das notícias, como no caso daquelas relativas à Comissão nacional de bioética italiana, para as quais um simples controlo teria evitado muitas inexactidões.


O volume revela imediatamente uma xenofilia consolidada: assim Beda Romano enfrentou horas de diálogo com a secretaria da Comissão bioética francesa, que é uma fonte muito partidária - talvez entrevistar o cientista que o presidiu durante anos, Didier Sicard, o ajudasse a fazer um discurso mais crítico - mas nunca se encontrou com um membro do respectivo organismo italiano. Por sua vez, Sérgio Romano escreve que a separação entre Estado e Igreja obteve bom êxito em todos os países europeus, mas não na Itália, baseando-se numa interpretação muito parcial, tanto do Ressurgimento como da Concordata.


Mas o livro apresenta também aspectos novos: a comparação histórica das relações entre Estado e Igreja nos vários países europeus, e sobretudo na segunda parte - mais nova e interessante - a abordagem das questões bioéticas, sem examinar os problemas morais e filosóficos subjacentes, mas analisando a realidade dos comportamentos diante das questões técnico-científicas em debate. Para cada país, Beda Romano escolhe aprofundar o tema no qual, na sua opinião, este se demonstrou mais evoluído: os transplantes de órgãos na Espanha, os Pacs para as convivências entre pessoas homossexuais na França, a inseminação artificial na Dinamarca, a clonagem no Reino Unido e a eutanásia na Suíça. Na opinião dos autores, talvez o país ideal seja aquele onde todos estes "vértices de progressismo" estejam reunidos. Mas a Itália é o contrário, porque não encontra lugar em qualquer classificação de "bons", de "modernos" e de "científicos".


Naturalmente, a culpa - com escassa originalidade - é atribuída à Igreja, conhecida por obscurantismo desde os tempos de Galileu na sua realidade institucional e nos efeitos maléficos sobre a burguesia italiana. Com uma referência ao discurso sobre a falta de modernização italiana, por causa da Contra-reforma: outro lugar-comum que, nas últimas décadas, a investigação histórica rejeitou amplamente.


É realmente tão difícil pensar que as aplicações das tecnociências ou a aceitação jurídica das uniões homossexuais não constituem um teste de modernidade, mas levantam problemas antropológicos porque transformam a nossa cultura, e portanto é bom que sejam objecto de reflexão e debate, e talvez de uma suspensão prudente de juízo? Assim pensam muitos filósofos leigos e cientistas, católicos e não católicos. Não pensam assim, ao contrário, as indústrias farmacêuticas, os pesquisadores que querem uma celebridade rápida e fundos para as suas actividades.


Sem dúvida, a Igreja católica é a única instituição mundial que ousa expressar um juízo crítico sobre uma tendência "progressista" intencionalmente superficial, a única que ousa denunciar as possíveis consequências negativas destas inovações. Que ousa, em síntese, estimular um debate, fazer meditar e exigir respostas autênticas. E é curioso que precisamente devido a este seu ser livre e pensante - sobre alguns temas, a única voz crítica que pode fazer-se ouvir no mundo inteiro - é acusada de obscurantismo e de incapacidade de enfrentar a modernidade.


Com efeito, todos os intelectuais que abordam tais questões com olhar crítico - por exemplo, além de Jonas e Habermas, Testart e Agacinsky - permanecem fatalmente limitados num âmbito restrito de interlocutores, muitas vezes só intelectuais que falam a sua língua. A Igreja, ao contrário, fala de modo mais fácil e faz-se ouvir em toda a parte. Perturbando, e não pouco, o retrato de uma modernidade feliz que progride sem mancha, tão amado por muitos.


LUCETTA SCARAFFIA


(© L'Osservatore Romano - 28 de Janeiro de 2012)

Ave Maria - European Jazz Trio

«Jesus repreendeu-o, dizendo: 'Cala-te e sai desse homem'»

Balduíno de Ford (? - c. 1190), abade cisterciense, depois bispo
Homilia sobre Heb 4,12; PL 204, 451-453


«A Palavra de Deus é viva e eficaz, mais penetrante que uma espada de dois gumes» (Heb 4,12). Com estas palavras, o apóstolo mostra toda a grandeza, força e sabedoria da Palavra de Deus aos que procuram a Cristo – a Ele que é a palavra, a força e a sabedoria de Deus. [...] Quando pregamos esta Palavra de Deus, essa pregação dá à palavra exteriormente perceptível a força da Palavra interiormente percebida. Assim, os mortos ressuscitam (Lc 7,22) e este testemunho faz surgir novos filhos de Abraão (Mt 3,9). Esta Palavra é, por conseguinte, viva. É viva no coração do Pai, viva nos lábios do pregador, e viva nos corações cheios de fé e de amor. E, porque é uma Palavra viva, não há nenhuma dúvida de que também é eficaz.


Ela age com eficácia na criação do mundo, na sua governação e na sua redenção. O que poderá ser mais eficaz ou mais forte do que ela? «Quem poderá contar as obras do Senhor e apregoar todos os Seus louvores?» (Sl 106, 2). A eficácia desta Palavra manifesta-se nas suas obras; manifesta-se também na pregação. Porque ela «não volta sem ter produzido o seu efeito» (Is 55,11), mas aproveita a todos a quem foi enviada.


A Palavra é, por conseguinte, eficaz e mais penetrante que uma espada de dois gumes, quando é recebida com fé e amor. Com efeito, nada é impossível para quem crê, e nada é duro para quem ama.


(Fonte: Evangelho Quotidiano)

O Evangelho de Domingo dia 29 de Janeiro de 2012

Depois foram a Cafarnaum; e Jesus, tendo entrado no sábado na sinagoga, ensinava. Os ouvintes ficavam admirados com a Sua doutrina, porque os ensinava como quem tem autoridade e não como os escribas. Na sinagoga estava um homem possesso dum espírito imundo, que começou a gritar: «Que tens que ver connosco, Jesus de Nazaré? Vieste para nos perder? Sei Quem és, o Santo de Deus». Mas Jesus o ameaçou dizendo: «Cala-te, e sai desse homem!». Então o espírito imundo, agitando-o violentamente e dando um grande grito, saiu dele. Ficaram todos tão admirados, que se interrogavam uns aos outros: «Que é isto? Que nova doutrina é esta? Ele manda com autoridade até nos espíritos imundos, e eles obedecem-Lhe». E divulgou-se logo a Sua fama por toda a região da Galileia.


Mc 1, 21-28

Bento XVI - “Estamos perante um profunda crise de fé, uma perda do sentido religioso que constitui um grande desafio para a Igreja de hoje" (vídeos em espanhol, inglês, francês e italiano)


Curso de Finanças Pessoais e Poupança * Sábado, 4 de Fevereiro de 2012, das 14h30m às 18h em Lisboa


Venho por este meio fazer-lhe chegar em anexo um Convite para o Curso de Finanças Pessoais e Poupança, que a ACEPRENSA vai realizar em parceria com a Escola de Finanças Pessoais.  O Curso será realizado já no próximo sábado, 4 de Fevereiro de 2012, das 14h30m às 18h * na Livraria Babel, Av. António Augusto de Aguiar, 148 LISBOA Metro : S. Sebastião.

Aproveito para lhe solicitar, o favor de o divulgar pela Sua lista de contactos profissionais e pelo máximo de pessoas amigas\os!

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Aceprensa é um projecto cultural Online (www.aceprensa.pt) especializado na análise e divulgação das tendências fundamentais da sociedade, correntes de pensamento e modos de vida contemporâneos. Com uma abrangência nacional e internacional, presta especial atenção às mudanças que se produzem na cultura, na família, no trabalho, na educação, na economia, na ciência e na sociedade.
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Antecipadamente grata submeto os melhores cumprimentos, A Direcção ACEPRENSA

Gloria Presa
+91 252 5654

Frei Tomás: o "boi mudo"

S. Tomás de Aquino
Para evitar atrair a estima pública e os louvores que recebera em Nápoles por seu saber Tomás, fechou-se num mutismo mal interpretado pelos seus condiscípulos. Ao que se acresce, "um grande corpo, lento e pesado, e uma placidez um pouco bovina servem-lhe de espesso envoltório para uma alma benigna e generosa, mas retraída; ele é tímido para além da humildade, e distraído para além da  contemplação" (G.K.Chesterton, Saint Thomas d'Aquin, versão francesa de Maximilien Vox, Librairie Plon, Paris, p. 20). Isso tudo leva a que o chamem de "boi mudo" ou "grande boi siciliano".

Sucedeu um dia que um condiscípulo, tomando a concentração de Tomás como sinal de que não entendera o que dissera o mestre, começou caridosamente a lhe explicar a matéria. Mas em determinado momento embaralha-se todo e não consegue ir adiante. Calmamente o "boi mudo" começou então a desenvolver a tese obscura, com muito mais clareza do que o fizera o próprio mestre. Os papéis então inverteram-se, e o condiscípulo suplicou a Tomás que sempre o ajudasse em suas dúvidas. Daí para frente não foi mais possível esconder aquele talento superior e fabulosa memória.



(Fonte: ‘Lepanto’ AQUI)

União entre o Rei santo e o Doutor santo

Detalhe do fresco “Triunfo de São Tomás de Aquino sobre os hereges, de Filippino Lippi

A fama de São Tomás tornou-se universal, e todos queriam ouvi-lo. São Luís IX — o Rei Cruzado — consultava-o sobre todos os assuntos importantes. Certo dia convidou-o para sua mesa, o frade estava muito silencioso. De repente, dando um murro na mesa, Tomás exclamou: "Encontrei um argumento concludente contra os maniqueus". O rei, temendo que Tomás pudesse esquecer-se do argumento, chamou depressa o secretário para anotá-lo. "Edificante quadro medieval, bem demonstrativo da perfeita unidade que liga, nesse período nobilíssimo da História, os Reis e os Sábios, nos mesmos ideais da conquista da verdade e do serviço de Deus!" (João Ameal, op. cit., p. 115)

(Fonte: ‘Lepanto’ AQUI)

Uma das origens do ódio nos nossos tempos

«Num sentido muito mais geral poderemos dizer que o homem que se nega à sua grandeza metafísica é um apóstata relativamente à vocação da divina humanidade. O imenso ódio que hoje está em ebulição em certos grupos terroristas não é compreensível sem esta obrigação de pisar a consciência e tudo quanto lhe recorda a sua mensagem.


(“Olhar para Cristo” – Joseph Ratzinger)

S. Josemaría Escrivá nesta data em 1972

Diz àqueles que se encontram com ele em Roma: “O apostolado, a preocupação pelas almas, é como o carinho quando é sincero: está-se sempre convencido de que não se quer bastante. Eu quero-vos a vós, quero a todas as pessoas com toda a minha alma e contudo, parece-me sempre que posso querer-vos mais, e que posso servir-vos mais”.


(Fonte: site de S. Josemaría Escrivá http://www.pt.josemariaescriva.info/)

O sacerdócio...

«Cristo é a fonte de todo o sacerdócio: pois o sacerdócio da [antiga] lei era figura d’Ele, ao passo que sacerdote da nova lei age na pessoa d’Ele».«… e por isso Cristo é verdadeiro sacerdote, sendo os outros seus ministros».


(S. Tomás de Aquino)

Prudência

S. Tomás aponta três actos deste bom hábito da inteligência: pedir conselho, julgar rectamente e decidir. O primeiro passo da prudência é o reconhecimento das nossas limitações: a virtude da humildade. Admitir, em determinadas questões, que não conseguimos chegar a tudo, que não podemos abarcar, em tantos e tantos casos, circunstâncias que é preciso não perder de vista à hora de julgar. Por isso nos socorremos de um conselheiro. Não de um qualquer, mas de quem estiver capacitado e animado pelos mesmos desejos sinceros de amar a Deus e de o seguir fielmente. Não é suficiente pedir um parecer; temos de nos dirigir a quem no-lo possa dar desinteressada e rectamente.

Depois, é necessário julgar, porque a prudência exige habitualmente uma determinação pronta e oportuna. Se às vezes é prudente atrasar a decisão até conseguir todos os elementos do juízo, noutras ocasiões seria uma grande imprudência não começar a pôr em prática, quanto antes, aquilo que julgamos necessário fazer, especialmente quando está em jogo o bem dos outros.

(Amigos de Deus, 86 - São Josemaría Escrivá)

S. Tomás de Aquino (1225-1274) – Dominicano e grande figura da teologia

Conta-se que, quando criança e com apenas cinco anos, Tomás, ao ouvir os monges cantando louvores a Deus, cheio de admiração perguntou: "Quem é Deus?".


A vida de santidade de Santo Tomás foi caracterizada pelo esforço em responder, inspiradamente para si, para os gentios e a todos sobre os Mistérios de Deus. Nasceu em 1225 duma família nobre, a qual lhe proporcionou óptima formação, porém visando a honra e a riqueza do inteligente jovem, e não a Ordem Dominicana, que pobre e mendicante atraía o coração de Aquino.


Perante a oposição familiar, principalmente da mãe condessa, Tomás chegou a viajar às escondidas para Roma com dezanove anos, para um mosteiro dominicano, porém, ao ser enviado para Paris, foi preso pelos irmãos servidores do Império. Levado ao lar paterno ficou, castigado pela mãe, por um tempo detido, tudo isto com a finalidade de fazê-lo desistir da vocação, mas nada adiantou.


Livre e obediente à voz do Senhor, prosseguiu nos estudos sendo discípulo do mestre Alberto Magno. A vida de Santo Tomás de Aquino foi tomada por uma forte espiritualidade Eucarística, na arte de pesquisar, elaborar, aprender e ensinar pela Filosofia e Teologia os Mistérios do Amor de Deus.


Pregador oficial, professor e consultor da Ordem, Santo Tomás escreveu, dentre várias obras, a Suma Teológica e a Suma contra os gentios. Chamado Doutor Angélico, Tomás faleceu em 1274, deixando à Igreja o testemunho e, o que muitos consideram, a síntese do pensamento católico.

São Tomás de Aquino explicado por Bento XVI (vídeo em que o Papa se expressa em inglês e legendado em espanhol)

São Tomás de Aquino - sacerdote e doutor da Igreja

"Que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro e arruinar a sua vida? Pois o que daria o homem em troca de sua vida?" Mc 8,36-37

Hoje a Igreja celebra um dos maiores santos da História: São Tomás de Aquino. É o autor da Suma Teológica.


Pertenceu à Ordem dos padres dominicanos.


Costuma ser indicado como o maior teólogo da Idade Média, como também, mestre dos teólogos até aos dias de hoje. Declarado "Doutor da Igreja", em 1567; e Padroeiro das Universidades, Academias e Colégios católicos, em 1880.


Foi de facto um génio, que poderia ter-se perdido, não fora ter-se libertado das atracções mundanas de sua classe, pois era rico, nobre e cerceado em seu desenvolvimento pela própria família. Foi em Paris - o maior centro de estudos teológicos do seu tempo - que ele pôde compor a sua gigantesca obra a Suma Teológica, verdadeira síntese do passado e intuição do futuro. Até hoje, essa obra não encontrou similar, nem em matéria de Filosofia nem em matéria de Teologia.


Por vezes, esquecemos, atrás do sábio, a grandeza do santo. E São Tomás soube desapegar-se das grandezas do mundo, para revelar o amor mais profundo à oração e à contemplação. Tornou-se, assim, o modelo de todos os que buscam a Deus, vivendo segundo o plano divino.


(Fonte: Evangelho Quotidiano)

«Desencadeou-se, então, um grande turbilhão de vento, e as ondas arrojavam-se contra o barco»

Santo Agostinho (354-430), Bispo de Hipona (África do Norte) e Doutor da Igreja
Discursos sobre os salmos, Salmo 25, n.° 2
Também nós navegamos num lago onde não falta vento nem tempestades; as tentações quotidianas deste mundo quase submergem a nossa barca. Donde vem tudo isso, senão do facto de Jesus estar a dormir? Se Jesus não estivesse adormecido dentro de ti, não sofrerias tais tempestades, mas fruiriras de uma grande tranquilidade interior, porque Jesus velaria contigo.

Que quer isto dizer: «Jesus está adormecido»? Significa que a tua fé em Jesus está caída no sono. As tempestades do lago levantam-se: vês os maus a prosperar e os bons sofrer ; é uma tentação, um entrechocar de ondas. E, na tua alma, dizes: «Ó meu Deus, é isto a Tua justiça, prosperarem os maus e ficarem os bons abandonados ao sofrimento?» Sim, dizes tu Deus: «É esta a Tua justiça?» E Deus responde: «É isso a tua fé? O que te prometi de facto? Fizeste-te cristão para singrares neste mundo? Atormentas-te com o destino dos maus, aqui, quando não conheces o seu destino no outro mundo?»

Qual o motivo de falares assim e de seres sacudido pelas ondas do lago e pela tempestade? É porque em ti Jesus dorme; quero com isto dizer que a tua fé em Jesus adormeceu no teu coração. Que farás para seres libertado? Acorda Jesus e diz-Lhe: «Mestre, estamos perdidos». As incertezas da travessia do lago atribulam-nos; estamos perdidos. Mas Ele depertará, quer dizer, a tua fé voltará; e, com a ajuda de Jesus, reflectirás no teu coração e notarás que os bens concedidos hoje aos maus não durarão. São bens que se lhes escaparão durante a vida ou que terão de abandonar no momento da morte. A ti, pelo contrário, o que te for prometido ficar-te-á para a eternidade [...]. Vira pois as costas àquilo que cai em ruína, e volta o teu rosto para o que permanece perene. Quando Cristo acordar, a tempestade já não te sacudirá o coração, as ondas não afundarão a tua barca, porque o vento e as ondas ficarão sob o comando da tua fé, e então o perigo desaparecerá.