segunda-feira, 28 de Dezembro de 2009

Novas imagens inéditas do ataque a Bento XVI

“Diante de Deus tu és uma criança”

Diante de Deus, que é Eterno, tu és uma criança mais pequena do que, diante de ti, um miúdo de dois anos. E, além de criança, és filho de Deus. – Não o esqueças.

(S. Josemaría Escrivá - Caminho, 860)

Se reparardes bem, é muito diferente a queda de uma criança e a queda de uma pessoa crescida. Para as crianças, uma queda, em geral, não tem importância; tropeçam com tanta frequência! E se começam a chorar, o pai lembra-lhes: os homens não choram. Assim se encerra o incidente com o empenho do miúdo por contentar o seu pai.

(…) Se procurarmos portar-nos como eles, os tropeções e os fracassos – aliás inevitáveis – na vida interior, nunca se transformarão em amargura. Reagiremos com dor, mas sem desânimo, e com um sorriso que brota, como a água límpida, da alegria da nossa condição de filhos desse Amor, dessa grandeza, dessa sabedoria infinita, dessa misericórdia, que é o nosso Pai. Aprendi durante os meus anos de serviço ao Senhor a ser filho pequeno de Deus. E isto vos peço: que sejais quasi modo geniti infantes, meninos que desejam a palavra de Deus, o pão de Deus, o alimento de Deus, a fortaleza de Deus para se comportarem de agora em diante, como homens cristãos.

(S. Josemaría Escrivá - Amigos de Deus, 146)

Chopin para descansar e embalar a nossa oração

Na presença de Deus (Editorial)

O findar do ano civil e para os cristãos a celebração do Natal de Cristo é ocasião de reflexão e balanços. Também para Bento XVI, que como de costume falou aos seus colaboradores mais estreitos (cardeais, membros da Cúria Romana, representantes pontifícios) relendo o ano sob uma luz que pode surpreender mas que é a única verdadeira, isto é, "na presença de Deus". E propondo a sua visão destes meses transcorridos a quem quiser prestar-lhe atenção.

O Papa escolheu as três grandes viagens internacionais do ano à África, à Terra Santa e ao coração da Europa para desenvolver uma reflexão sobre o ser humano que, consciente ou não, está precisamente diante de Deus. A preocupação de Bento XVI permanece de facto a de testemunhar esta realidade. Isto num ano em grande parte transcorrido "no sinal da África". Mas também durante a peregrinação ao país prometido a Moisés e onde Jesus passou anunciando e inaugurando o reino de Deus. E na visita à República Checa, no coração da Europa desde há vinte anos de novo livre e em paz, apesar de estar sob o peso de novas divisões, injustiças e intolerâncias.

Como sempre o Papa ressalta o essencial, sem contudo atenuar um realismo atento que muitas vezes falta a governantes e políticos. Ao contrário, este realismo é a característica principal da encíclica Caritas in veritate, assim como o foi da assembleia sinodal, que contudo não se atribuiu competências políticas impróprias. E o essencial consiste no facto de que o céu já não está fechado e que Deus está próximo. Por isto os católicos africanos vivem todos os dias o sentido da sacralidade, acolheram a primazia pontifícia como evidente "ponto de convergência para a unidade da Família de Deus" e celebram liturgias jubilosas e compostas que recordaram a Bento XVI a sobria ebrietas querida ao misticismo antigo, judaico e cristão.

A reconciliação, para o Papa, é urgente tanto em África como em qualquer outra sociedade, segundo um processo que pode inspirar-se no que foi iniciado na Europa depois da tragédia da última guerra mundial. Mas a reconciliação realiza-se, antes de tudo, no sacramento da penitência, que em grande parte desapareceu dos costumes dos cristãos porque se perdeu "a veracidade em relação a nós mesmos e a Deus", pondo a risco a humanidade e a capacidade de paz. E diante do mal é preciso permanecer vigilantes: eis por que Bento XVI falou de novo sobre a visita "perturbadora" realizada ao Yad Vashem, que recorda o extermínio de seis milhões de judeus e a vontade de expulsar do mundo o Deus de Abraão e de Jesus.

Mas a imagem que mais surpreende e que permanecerá deste grande discurso papal é a do "átrio dos gentios", reservado no Templo de Jerusalém aos pagãos que queriam rezar ao único Deus e que Jesus quis desimpedir de quem o tinha transformado num "covil de ladrões". À imitação de Cristo também hoje disse Bento XVI a Igreja deveria abrir um espaço para todos os povos e para quantos conhecem Deus de longe ou para os quais é desconhecido ou estranho. Para os ajudar a "estar em relação com o Deus", em cuja presença estão todas as criaturas humanas.

Giovanni Maria Vian - Director

(© L'Osservatore Romano - 26 de Dezembro de 2009)

L'Osservatore Romano edição em língua portuguesa de 26-XII-2009

Festa da Sagrada Família, em Madrid: "colocar acima de tudo o amor"



Vídeo em espanhol

Milhares de pessoas provenientes de Espanha e de diversos países europeus, incluindo Portugal, congregaram-se neste Domingo em Madrid para reivindicar “o modelo da verdadeira família: a Sagrada Família de Nazaré”.

O presidente da Conferência Episcopal Espanhola e arcebispo de Madrid, D. Antonio María Rouco Varela, presidiu à missa, acompanhado por cerca de três dezenas de bispos espanhóis e mais de uma dezena de cardeais e arcebispos europeus.

O Papa Bento XVI enviou uma saudação por videoconferência desde a praça de São Pedro, ao meio dia, antes da recitação da oração mariana do Angelus, onde apelou à defesa da família “baseada no casamento entre um homem e uma mulher”. Falando em castelhano, o Sumo Pontífice lembrou que Deus veio ao mundo “no seio de uma família, sendo esta instituição o caminho mais seguro para encontrar e conhecer” Deus.

A mensagem foi transmitida na capital espanhola, durante a missa ao ar livre.

Durante a celebração, o arcebispo de Madrid defendeu que “o modelo da família cristã é o que responde fielmente à vontade de Deus e, por isso, é ele que garante o bem fundamental e insubstituível da família para os seus membros, para toda a sociedade e, não em último lugar, para a Igreja”.

A homilia centrou-se na generosidade da família cristã, “capaz de colocar acima de tudo o amor” e de “abrir dia a dia, cruz a cruz, o caminho da verdadeira felicidade”.

“Em quem e onde é que as crianças, os deficientes, os doentes, os excluídos podem encontrar o dom da vida e o amor incondicional, senão em vós, pais e mães das famílias cristãs?”, perguntou o cardeal Rouco Varela, que não esqueceu as dificuldades que afectam a família em Espanha e na Europa, designadamente “a facilitação jurídica do divórcio até extremos impensáveis até há pouco tempo” e a eliminação cultural e legal “da consideração do matrimónio como a união irrevogável de um homem e de uma mulher, aberta à procriação dos filhos”.

O arcebispo de Madrid lamentou o surgimento “dessa outra linguagem dos diversos modelos de família, que parece assenhorear-se, de forma avassaladora e sem réplica alguma, da mentalidade e da cultura do nosso tempo” e que “não responde à verdade natural da família, tal como foi dada ao homem desde a criação”.

A nova lei do aborto, aprovada no Congresso Espanhol, foi outro dos temas abordados por D. Rouco Varela. “O directo à vida do bebé, ainda no ventre da sua mãe, vê-se lamentavelmente suplantado na consciência moral de um sector cada vez mais importante da sociedade e na legislação que a acompanha e a estimula, por um suposto direito ao aborto nos primeiros meses da gravidez”.

Diante deste panorama “à primeira vista obscuro e desolador”, o cardeal evocou a intervenção que João Paulo II proferiu no mesmo local em 1982, estimulando os participantes a “continuar a dizer ‘sim’ ao matrimónio e à família”, já que desta maneira “estais abrindo novamente a esteira para o verdadeiro porvir da Europa”.

(Fonte: site Radio Vaticana)

Que Natal?

NÃO SEI PORQUÊ, mas o Natal faz-me lembrar um período pré-eleitoral ou eleitoral. É que ainda o Natal vem longe, e já nos torpedeiam com uma propaganda intolerável.

De paz? De fraternidade? De atenção aos marginalizados? De partilha de bens por tantos a quem falta tudo ou falta algo de especial? De trabalho, de casa, de pão, de melhor qualidade de vida? De uma reforma honesta que deixasse de vez de cheirar a esmola, não obstante o açúcar em que vem envolvido o seu aumento?

De um espaço de esperança a sério para tanto e tanto jovem que não vê jeito de encontrar o primeiro emprego?

De uma garantia de o único critério das relações entre homens (a começar e, sobretudo, pelos do Poder) seria a verdade e só a verdade?

De tudo isto é que nós precisávamos e tudo isto está n alma, na mensagem e no coração do Natal. MAS, E INFELIZMENTE, o que esta propaganda nos traz é gastos desnecessários, é festas alienantes, é publicidade enganadora e agressiva, é, no fundo, maior pobreza de bens e de humanidade.

E, enquanto que, nos “outros” períodos pré-eleitorais e eleitorais, já boa parte das pessoas reage com indiferença, aqui todos (ou quase) se deixam atingir.

Assim, o Natal é negócio. E no meio do negócio, Jesus Cristo não encontra lugar. Mesmo que o tal negócio se pretenda fazer “piedosamente” a Seu pretexto… O nosso mundo vive mergulhado numa profunda fome de Natal. Sentimos essa fome por todo o lado. Se fosse saciada esta fome de Natal, a sério, todos os outros bens viriam por acréscimo.

É que o Natal é Jesus. E Jesus, bem acolhido, é fonte e garantia de uma sociedade diferente.

Então, não brinquemos com o Natal. Não brinquemos com Jesus. A experiência diz-nos que esta brincadeira fica cara.

D. Manuel Martins
Bispo Emérito de Setúbal


(Fonte: site Rádio Renascença)

A próxima guerra

No seu esforço para promover consenso na cimeira de Copenhaga sobre as alterações climáticas, o primeiro ministro britânico Gordon Brown afirmou que, no caso de falhar o acordo, haveria uma «catástrofe económica sem precedentes ... equivalente a duas guerras mundiais e a grande depressão» (Telegraph.co.uk; 7:30am 16/Dez/2009). Ninguém duvida das boas intenções da frase mas, mesmo assim, o que ele disse é um enorme disparate.

O mais significativo na declaração é o grau de banalização do horror inconcebível de uma guerra mundial que manifesta. Agora uma simples questão de temperaturas é considerada semelhante aos maiores morticínios da história. Mas esta não é uma afirmação estranha e até se pode considerar bastante representativa nos dias que correm. A cada momento se ouvem paralelos com as guerras mundiais. No ano passado por esta altura todos falavam de grande depressão como algo próximo. E ainda ninguém se lembrou de notar que, afinal, as semelhanças da crise acabaram por ser mínimas.

O problema de afirmações como estas não é o seu exagero e implausibilidade. Pelo contrário, elas são irresponsáveis precisamente porque podem ter razão. Este é o modo como, passado pouco mais de meio-século, vamos descendo devagar a escada que conduz a grandes catástrofes. Depois de 1945 toda a gente dizia "Nunca mais!". Hoje começa a dizer-se que "Talvez amanhã!". Não se deve ter dúvidas que banalizar algo é promovê-lo, como acontece com a corrupção, divórcio, aborto, etc.

A ligeireza destes discursos começa por manifestar alheamento. É evidente que quem fala assim não conhece aquilo de que fala. Se tivesse presente o que realmente implicaram duas guerras mundiais e a depressão nunca as invocaria sem tremer. Paradoxalmente, enquanto as afirma próximas, a própria maneira de falar mostra como estão remotas.

Por outro lado este tipo de conversa esquece a terrível probabilidade do horror. Uma situação como a que levou às desgraças de 1805, 1914 e 1939 pode repetir-se a qualquer momento. Por isso é que estas coisas não devem ser ditas de forma tão frívola. Hoje pode parece alarmismo dizer que é mesmo possível o mundo encontrar-se dentro de anos envolvido num conflito maciço. Mas é bom lembrar que em 1800, 1910 e 1930 também ninguém acreditava nisso.

A probabilidade nasce do facto que em última análise estas coisas não se devem a homens horríveis, como Napoleão ou Hitler, mas a pessoas normais como nós que, levadas ao desespero, dão poder a homens horríveis como eles. Sempre existem personalidades sádicas, sinistras e demoníacas. Felizmente só raramente levam a uma época sádica e demoníaca.

As pessoas também esquecem que o fanatismo com que os franceses seguiram Imperador e os alemães o Führer se deve aos enormes sucessos que eles conseguiram. Não foi o mal que seduziu a França de oitocentos e Alemanha dos anos 30. O caminho que conduz à calamidade global é bem conhecido. Primeiro o desespero. Depois o medo. Finalmente e definitivo, o orgulho.

É evidente que o aquecimento global, mesmo que seja tão terrível como alguns prevêem, nunca terá as consequências invocadas. Mas as crises atómicas do Irão e Coreia do Norte podem abrir a porta, como uma crise político-económica na Rússia ou China. Oportunidades de calamidade existem em todos os tempos.

Felizmente a história raramente se repete. Apesar de tolices como as referidas, o fantasma de 1939-45 ainda assombra suficientemente toda a gente para ninguém o tomar levianamente. Aliás, o mais provável é que a próxima guerra global venha de um lado inesperado, precisamente como as anteriores. Foi por não haver Napoleão que as potências entraram em conflito em 1914 e foi para evitar uma nova Grande Guerra que se apaziguou Hitler. Mas em todos os casos foi a fúria e ganância que dominaram todos os outros interesses.

O progresso e a sofisticação tecnológica não nos protegem da nossa própria crueldade. Mas ao menos garantem duas características da próxima guerra: será curta e os mais infelizes serão os sobreviventes…

João César da Neves

(Fonte: DN online)

S. Josemaría Escrivá nesta data em 1931

Escreve, absorto em oração: “Ó Jesus – dir-lhe-ei – quero ser uma fogueira de loucura de Amor! Quero que a minha simples presença seja bastante para incendiar o mundo, em muitos quilómetros em redor, com um incêndio inextinguível. Quero saber que sou teu. Depois, venha a Cruz : nunca terei medo da expiação... Sofrer e amar. Amar e sofrer. Magnífico caminho! Sofrer, amar e acreditar: fé e amor. Fé de Pedro. Amor de João. Zelo de Paulo”.

(Fonte: http://www.pt.josemariaescriva.info/artigo/28-12-5)

Meditação do dia de Francisco Fernández Carvajal

Comentário ao Evangelho do dia feito por:

Santa Teresa Benedita da Cruz (Edith Stein) (1891-1942), carmelita, mártir, co-padroeira da Europa
Meditação para o dia 6 de Janeiro de 1941 (a partir da trad. Source cachée, p. 271)

Os Santos Inocentes, pobres como Cristo foi pobre

Pouco depois de Santo Estêvão, o primeiro mártir, temos as «flores martyrum», as flores dos mártires, esses pequenos botões que foram arrancados antes de estarem maduros para se oferecerem. De acordo com uma piedosa tradição, a graça adiantou-se ao desenvolvimento natural destas crianças inocentes, proporcionando-lhes a compreensão daquilo que estava a suceder-lhes, a fim de as tornar capazes de uma doação livre de si mesmas e lhes garantir a recompensa reservada aos mártires. Apesar disso, não se assemelham ao confessor da fé que já chegou ao estado adulto e que, com coragem heróica, abraça a causa de Cristo. Entregues sem defesa, assemelham-se antes às «ovelhas conduzidas ao matadouro» (Is 53, 7; Act 8, 32).

Elas são, pois, a imagem da pobreza extrema. O único bem que possuem é a própria vida, que nesta altura lhes arrebatam sem que elas ofereçam resistência. Rodeiam o presépio, para nos mostrar de que natureza é a mirra que devemos oferecer ao divino Menino: aquele que deseja pertencer-Lhe por completo terá de se entregar a Ele com total desprendimento de si mesmo, abandonando-se à vontade divina como estas crianças.

(Fonte: Evangelho Quotidiano)

O Evangelho do dia 28 de Dezembro de 2009

São Mateus 2,13-18

Depois de partirem, o anjo do Senhor apareceu em sonhos a José e disse-lhe: «Levanta-te, toma o menino e sua mãe, foge para o Egipto e fica lá até que eu te avise, pois Herodes procurará o menino para o matar.»
E ele levantou-se de noite, tomou o menino e sua mãe e partiu para o Egipto,
permanecendo ali até à morte de Herodes. Assim se cumpriu o que o Senhor anunciou pelo profeta: Do Egipto chamei o meu filho.
Então Herodes, ao ver que tinha sido enganado pelos magos, ficou muito irado e mandou matar todos os meninos de Belém e de todo o seu território, da idade de dois anos para baixo, conforme o tempo que, diligentemente, tinha inquirido dos magos.
Cumpriu-se, então, o que o profeta Jeremias dissera:
Ouviu-se uma voz em Ramá, uma lamentação e um grande pranto: É Raquel que chora os seus filhos e não quer ser consolada, porque já não existem.

(Fonte: Evangelho Quotidiano)

domingo, 27 de Dezembro de 2009

O Prelado do OPUS DEI fala do Natal em família (legendado em português)

Bento XVI almoça com sem-abrigo e famílias carenciadas






O Papa Bento XVI se aproximou da multidão que o esperava em um centro para sem-abrigo de Roma, e saudou as crianças que estenderam os braços, sem mudar o costume, depois da agressão de que foi vítima antes da Missa do Galo, na quinta-feira passada.

Precedido por uma importante escolta, composta por veículos e motos, Bento XVI visitou neste domingo o refeitório de Santo Egídio, no bairro popular de Trastevere, depois de celebrar o Angelus na praça de São Pedro.

Sorridente ao descer do veículo, o Papa parou para apertar as mãos das crianças que o aguardavam atrás das barreiras de segurança. Depois deu a volta para saudar a multidão.

Não se observou nenhuma mudança nos hábitos do Sumo Pontífice depois que uma mulher com problemas psiquiátricos o derrubou na quinta-feira à noite na Basílica de São Pedro.

Mais cedo, na praça de São Pedro, antes da bênção do Angelus, o Papa celebrou a família "baseada no casamento entre um homem e uma mulher".

O tema da segurança voltou a ganhar destaque após a agressão, mas o porta-voz de Bento XVI, o padre Federico Lombardi, já declarara que não é possível proteger o Papa em 100%, a não ser que se crie um muro entre ele e os fiéis, o que é "impensável".

Durante o episódio de quinta-feira, o cardeal francês Roger Etchegaray, de 87 anos, sofreu uma fractura de fémur. Ele foi operado neste domingo com êxito, segundo o Vaticano.

Copyright © 2009 AFP com edição ortográfica, linguística e alteração do título da responsabilidade de JPR

“Estou aqui convosco para vos transmitir a minha vizinhança, que vos quero bem e que ao vossos problemas não estão longínquos do meu pensamento, mas no âmago e no coração da na comunidade dos crente, e portanto no meu coração”

(Excerto discurso no final do almoço com tradução a partir do italiano de JPR)

Nota: Neste almoço além de sem-abrigo da cidade de Roma participaram, embora a notícia da AFP não o refira, famílias carenciadas.

Família, ícone de Deus, tem a missão de procriar, recordou o Papa neste Domingo, salientando que os filhos não são propriedade dos pais


Vídeo em espanhol

Ocorre neste Domingo a Festa da Sagrada Família e a ela Bento XVI dedicou as suas reflexões antes da recitação da oração mariana do Angelus do meio-dia, juntamente com os milhares de pessoas congregadas na Praça de S. Pedro.

“Deus quis revelar-se nascendo numa família humana, e portanto a família humana tornou-se ícone de Deus! – salientou o Papa. Deus é Trindade, é comunhão de amor, e a família é a sua primeira e imediata expressão. O homem e a mulher, criados à imagem de Deus, no matrimónio tornam-se numa única carne, isto é uma comunhão de amor que gera nova vida. A família humana é portanto ícone da Trindade tanto pelo amor interpessoal, como pela fecundidade do amor”.

O Santo Padre falou também da importância da educação cristã, começando por salientar que a família cristã está consciente de que os filhos são dom e projecto de Deus. Portanto não os pode considerar com uma posse própria, mas servindo neles o desenho de amor do Pai é chamada a educá-los á liberdade maior que é precisamente aquela de dizer “sim” a Deus para fazer a sua vontade.

Deste “sim” a Virgem Maria é o exemplo perfeito. A ela confiamos todas as famílias, rezando em particular pela sua preciosa missão educativa, disse o Papa.

Falando depois em língua espanhola Bento XVI saudou os pastores e fieis congregados em Madrid para celebrar a Sagrada Família de Nazaré e recordou o significado verdadeiro desta festa.

“Deus, vindo ao mundo no seio de uma família manifesta que esta instituição é caminho seguro para o encontrar e conhecer, assim como um apelo permanente a trabalhar pela unidade de todos à volta do amor. Daí que um dos maiores serviços que nós cristãos podemos prestar aos nossos semelhantes – salientou o Papa - é oferecer-lhes o nosso testemunho sereno e firme da família fundada no matrimónio entre um homem e uma mulher, salvaguardando-a e promovendo-a pois ela é de suma importância para o presente e o futuro da humanidade. Efectivamente a família é melhor escola onde se aprende a viver aqueles valores que dignificam a pessoa e fazem grandes os povos. Peço a Deus – disse depois o Santo Padre – que nos vossos lares se respire sempre o amor de total entrega e fidelidade que Jesus trouxe ao mundo com o seu nascimento, alimentando-o e fortalecendo-o com a oração diária, a pratica constante das virtudes, a compreensão recíproca e o mutuo respeito.

(Fonte: site Radio Vaticana)

'URBI ET ORBI ' - 25-XII-2009 (versão intergral)

S. Josemaría Escrivá sobre a Festa de São João Evangelista

Festa de São João Evangelista. “Terás pensado alguma vez, com santa inveja, no Apóstolo adolescente, João, quem diligebat Jesus, que Jesus amava.
- Não gostarias de merecer que te chamassem “o que ama a Vontade de Deus”? Emprega os meios, dia a dia”, escreve em Forja.

(Fonte: http://www.pt.josemariaescriva.info/artigo/27-12-5)

Nota de JPR: hoje por ser o primeiro Domingo depois do Natal celebra-se a Festa da Sagrada Família, mas sempre que o dia 27 de Dezembro calha num outro dia da semana celebra-se a Festa de São João Evangelista.

Keith Jarrett - Danny Boy

XT3: muito mais que um Facebook católico



http://www.xt3.com/

Meditação do dia de Francisco Fernández Carvajal

Festa da Sagrada Família

Caríssimos Irmãos e Irmãs

1. Poucos dias depois do Natal, a Igreja contempla hoje a Sagrada Família. Na escola de Nazaré cada família aprende a ser o centro de amor, de unidade e de abertura à vida.

No nosso tempo, um mal-entendido sentido dos direitos por vezes perturba a própria natureza da instituição familiar e do vínculo conjugal. É preciso que, a todos os níveis se unam os esforços de quantos crêem na importância da família baseada no matrimónio. Trata-se de uma realidade humana e divina que deve ser defendida e promovida como bem fundamental da sociedade.

2. Os cristãos, recorda o Concílio Vaticano II, atentos aos sinais dos tempos, devem promover "activamente o bem do matrimónio e da família, quer pelo testemunho da sua vida pessoal, quer pela acção harmónica com todos os homens de boa vontade" (Gaudium et spes, 52). É necessário proclamar com alegria e com coragem o Evangelho da família. Para esta finalidade, elevemos a nossa oração comum a Jesus, a Maria e a José por todas as famílias, sobretudo pelas que se encontram em dificuldades materiais e espirituais.

João Paulo II – Excerto do Angelus de 28 de Dezembro de 2003

Capela Sisitina

São João, Apóstolo e Evangelista

João, filho de Zebedeu e de Salomé, irmão de Tiago Maior, de profissão pescador, originário de Betsaida, como Pedro e André, ocupa um lugar de primeiro plano no elenco dos apóstolos. O autor do quarto Evangelho e do Apocalipse, será classificado pelo Sinédrio como indouto e inculto. No entanto, o leitor, mesmo que leia superficialmente os seus escritos, percebe não só o arrojo do pensamento, mas também a capacidade de revestir com criativas imagens literárias os sublimes pensamentos de Deus. A voz do juiz divino é como o mugido de muitas águas.

João é sempre o homem da elevação espiritual, mais inclinado à contemplação que à acção. É a águia que desde o primeiro bater das asas se eleva às vertiginosas alturas do mistério trinitário: "No princípio de tudo, aquele que é a Palavra já existia. Ele estava com Deus e ele mesmo era Deus."

Ele está entre os mais íntimos de Jesus e nas horas mais solenes de sua vida João está perto. Está a seu lado na hora da ceia, durante o processo, e único entre os apóstolos, assiste à sua morte junto com Maria. Mas contrariamente a tudo o que possam fazer pensar as representações da arte, João não era um homem fantasioso e delicado. Bastaria o apelido humorista que o Mestre impôs a ele e a seu irmão Tiago: "Filhos do trovão" para nos indicar um temperamento vivaz e impulsivo, alheio a compromissos e hesitações, até aparecendo intolerante e cáustico.

No seu Evangelho designa a si mesmo simplesmente como "o discípulo a quem Jesus amava." Também se não nos é dado indagar sobre o segredo desta inefável amizade, podemos adivinhar uma certa analogia entre a alma do Filho do homem e a do filho do trovão, pois Jesus veio à terra não só trazer a paz mas também o fogo. Após a ressurreição, João está quase constantemente ao lado de Pedro. Paulo, na epístola aos gálatas, fala de Pedro, Tiago e João como colunas na Igreja.

No Apocalipse, João diz que foi perseguido e degredado para a ilha de Patmos "por causa da palavra de Deus e do testemunho de Jesus Cristo". Conforme uma tradição unânime ele viveu em Éfeso em companhia de Maria e sob o imperador Domiciano foi colocado dentro de uma caldeira com óleo a ferver, mas saiu ileso e todavia com a glória de ter dado testemunho. Depois do exílio de Patmos voltou definitivamente para Éfeso, onde exortava continuamente os fiéis ao amor fraterno, resultando em três cartas, acolhidas entre os textos sagrados, assim como o Apocalipse e o Evangelho. Morreu carregado de anos em Éfeso durante o império de Trajano (98-117), onde foi sepultado.

(Fonte: Evangelho Quotidiano)

sábado, 26 de Dezembro de 2009

S. Josemaría Escrivá e o Menino Jesus

Como Santo Estêvão, testemunhar fielmente o amor de Deus: Bento XVI no Angelus de 26 de Dezembro


Vídeo em espanhol

O testemunho que o cristão está chamado a dar de Cristo foi recordado por Bento XVI, neste dia 26 de Dezembro, solenidade de Santo Estêvão, o primeiro mártir cristão, feriado em Itália. Dirigindo-se, ao meio-dia, da janela dos seus aposentos, a milhares de romanos e turistas congregados na Praça de São Pedro, o Papa recordou também os crentes que, em qualquer parte do mundo, sofrem perseguição pela sua fé.

O exemplo de Santo Estêvão – observou o Pontífice – “ajuda-nos a penetrar mais a fundo no mistério do Natal e testemunha-nos a maravilhosa grandeza do nascimento daquele Menino no qual se manifesta a graça de Deus, que traz aos homens a salvação.

“Aquele que balbucia na manjedoura é de facto o Filho de Deus feito homem, que nos pede que testemunhemos com coragem o seu Evangelho, como fez Santo Estêvão, que, cheio do Espírito Santo, não hesitou em dar a vida por amor do seu Senhor”.

Bento XVI fez notar que, “como o seu Mestre, Estêvão morre perdoando aos seus perseguidores, e faz-nos compreender que a entrada do Filho de Deus no mundo dá origem a uma nova civilização, a civilização do amor, que não se rende perante o mal e a violência e abate as barreiras entre os homens, tornando-os irmãos na grande família dos filhos de Deus”.

“Estêvão é também o primeiro diácono da Igreja, que fazendo-se servo dos pobres por amor de Cristo, entra progressivamente em plena sintonia com Ele, seguindo - O até ao dom supremo de si. O testemunho de Estêvão, como o dos mártires cristãos, indica aos nossos contemporâneos tantas vezes distraídos e desorientados, em que hão-de pôr a sua confiança para dar sentido à vida”.

“De facto, o mártir é aquele que morre com a certeza de ser amado por Deus e, nada antepondo ao amor de Cristo, sabe ter escolhido a parte melhor. Configurando-se plenamente à morte de Cristo, tem consciência de ser germe fecundo de vida e de abrir no mundo caminhos de paz e de esperança”.

“Apresentando-nos hoje o diácono Santo Estêvão como modelo, a Igreja, ao mesmo tempo, indica-nos no acolhimento e no amor para com os pobres, uma das vias privilegiadas para viver o Evangelho e testemunhar aos homens de modo credível o Reino de Deus que vem.”

A concluir esta sua alocução antes do Angelus, neste dia 26 de Dezembro, ao meio-dia, feriado em Itália, Bento XVI evocou – citamos – “os tantos crentes que, em várias partes do mundo, são sujeitos a provações e sofrimentos, por causa da sua fé”. O Papa convidou os fiéis a empenharem-se em apoiá-los com a oração e a prosseguirem na fidelidade à sua vocação cristão, colocando sempre no centro da vida Jesus Cristo, nestes dias contemplado na simplicidade e humildade do presépio.

(Fonte: site Radio Vaticana)

Keith Jarrett Trio - Standards 2 - So Tender 1987

Comentário ao Evangelho de Domingo feito por:

Santo António de Lisboa (c. 1195-1231), franciscano, Doutor da Igreja
Sermões para o domingo e as festas dos santos (a partir da trad. Eds. Franciscaines 1944, p. 66)

«Desceu com eles, voltou para Nazaré e era-lhes submisso»

«Era-lhes submisso». Que todo o orgulho derreta diante destas palavras, que toda a soberba se desfaça, que toda a desobediência se submeta. «Era-lhes submisso». Quem? Aquele que, com uma só palavra, tudo criou do nada. Aquele que, como diz Isaías, «mediu o mar com a concavidade da Sua mão, e mediu o céu com o Seu palmo; que mediu com o alqueire a massa terrestre e pesou as montanhas na báscula e as colinas na balança» (40, 12). Aquele que, como diz Job, «sacode a terra do seu lugar e abala as suas colunas, ordena ao sol e o sol não nasce, e guarda sob selo as estrelas. [...] Aquele que fez grandes e insondáveis maravilhas, prodígios incalculáveis» (9, 6-10). [...] É Ele, o grande e poderoso, que assim Se submete. E submete-se a quem? A um operário e a uma pobre virgem.

Oh «primeiro e último» (Ap 1, 17)! Oh Senhor dos anjos, submisso aos homens! O Criador do céu, submisso a um operário; o Deus da eterna glória, submisso a uma pobre virgem! Quem viu jamais coisa parecida? Quem ouviu jamais contar coisa semelhante?

Não hesiteis, pois, em obedecer, em ser submissos. [...] Descer, voltar para Nazaré, ser submisso, obedecer na perfeição: eis o cúmulo da sabedoria. [...] Eis a sabedoria com sobriedade. A pura simplicidade é «como as águas de Siloé, que correm tranquilas» (Is 8, 6). Há sábios nas ordens religiosas; mas foi através dos homens simples que Deus os congregou. Deus escolheu os loucos e os enfermos, os fracos e os ignorantes, para através deles congregar aqueles que eram sábios, poderosos e nobres, a fim de que ninguém se vanglorie diante de Deus (1Cor 1, 26-29), mas todos se gloriem Naquele que desceu, que voltou para Nazaré e que era submisso.

(Fonte: Evangelho Quotidiano)

O Evangelho de Domingo dia 27 de Dezembro de 2009


São Lucas 2,41-52

Os pais de Jesus iam todos os anos a Jerusalém, pela festa da Páscoa.
Quando Ele chegou aos doze anos, subiram até lá, segundo o costume da festa.
Terminados esses dias, regressaram a casa e o menino ficou em Jerusalém, sem que os pais o soubessem.
Pensando que Ele se encontrava na caravana, fizeram um dia de viagem e começaram a procurá-lo entre os parentes e conhecidos.
Não o tendo encontrado, voltaram a Jerusalém, à sua procura.
Três dias depois, encontraram-no no templo, sentado entre os doutores, a ouvi-los e a fazer-lhes perguntas.
Todos quantos o ouviam, estavam estupefactos com a sua inteligência e as suas respostas.
Ao vê-lo, ficaram assombrados e sua mãe disse-lhe: «Filho, porque nos fizeste isto? Olha que teu pai e eu andávamos aflitos à tua procura!»
Ele respondeu-lhes: «Porque me procuráveis? Não sabíeis que devia estar em casa de meu Pai?»
Mas eles não compreenderam as palavras que lhes disse.
Depois desceu com eles, voltou para Nazaré e era-lhes submisso. Sua mãe guardava todas estas coisas no seu coração.
E Jesus crescia em sabedoria, em estatura e em graça, diante de Deus e dos homens.

(Fonte: Evangelho Quotidiano)

S. Josemaría Escrivá nesta data em 1930

“Sugere-lhes o heroísmo de fazer com perfeição as pequenas coisas de cada dia, como se de cada uma delas dependesse a salvação do mundo”, deixa escrito.

(Fonte: http://www.pt.josemariaescriva.info/artigo/26-12-5)

Igreja quer conhecer hábitos informáticos dos padres

O Vaticano está a promover um inquérito dirigido aos cerca de 408 mil padres existentes no mundo sobre a utilização das novas tecnologias.

Sabe-se que muitos padres animam sites, blogues ou retiros espirituais pela Internet, mas não há dados sistematizados sobre o assunto, pelo que o inquérito, lançado em Outubro.

A iniciativa, denominada “Picture”, é apoiada pela Congregação para o Clero. O questionário, disponível – naturalmente – na Internet, resultou de uma parceria estabelecida entre a Universidade de Lugano e a Universidade Pontifícia da Santa Cruz, em Roma.

O inquérito, anónimo e disponível em seis línguas (entre as quais o português), pretende conhecer as competências tecnológicas dos padres, a natureza e a frequência das suas actividades na Internet, os equipamentos e programas utilizados e, genericamente, a relação com os novos mundos digitais. Os resultados serão conhecidos em Maio.

O tema do 44.º Dia das Comunicações Sociais no próximo ano será precisamente dedicado ao tema “O sacerdote e a pastoral no mundo digital: os novos media ao serviço da palavra”.

(Fonte: ‘Página 1’, grupo Renascença, edição de 23.12.2009)

Santo Estêvão, diácono, primeiro mártir, séc. I

Depois do Pentecostes, os apóstolos dirigiam o anúncio da mensagem cristã aos mais próximos, aos hebreus, aguçando o conflito apenas acalmado da parte das autoridades religiosas do judaísmo. Como Cristo, os apóstolos conheceram logo as humilhações dos flagelos e da prisão, mas apenas libertados das correntes retomam a pregação do Evangelho. A primeira comunidade cristã, para viver integralmente o preceito da caridade fraterna, colocou tudo em comum, repartindo diariamente o que era suficiente para o seu sustento. Com o crescimento da comunidade, os apóstolos confiaram o serviço da assistência diária a sete ministros da caridade, chamados diáconos.

Entre eles sobressaía o jovem Estêvão, que além de exercer as funções de administrador dos bens comuns, não renunciava ao anúncio da Boa Nova, e o fez com tanto sucesso que os judeus “apareceram de surpresa, agarraram estêvão e levaram-no ao tribunal. Apresentaram falsas testemunhas, que declararam: "Este homem não faz outra coisa senão falar contra o nosso santo templo e contra a Lei de Moisés. Nós até o ouvimos afirmar que esse Jesus de Nazaré vai destruir o templo e mudar as tradições que Moisés nos deixou."

Estêvão, como se lê nos Actos dos Apóstolos, cheio de graça e de força, como pretexto de sua autodefesa, aproveitou para iluminar as mentes de seus adversários. Primeiro, resumiu a história hebraica de Abraão até Salomão, em seguida afirmou não ter falado contra Deus, nem contra Moisés, nem contra a Lei, nem fora do Templo. Demonstrou, de facto, que Deus se revelava também fora do Templo e se propunha a revelar a doutrina universal de Jesus como última manifestação de Deus, mas os seus adversários não o deixaram prosseguir no discurso, "taparam os ouvidos e atiraram-se todos contra ele, em altos gritos. Expulsaram-no da cidade e apedrejaram-no."

Dobrando os joelhos debaixo de uma tremenda chuva de pedra, o primeiro mártir cristão repetiu as mesmas palavras de perdão pronunciadas por Cristo sobre a Cruz: "Senhor, não os condenes por causa deste pecado." Em 415 a descoberta das suas relíquias suscitou grande emoção na cristandade. A festa do primeiro mártir foi sempre celebrada imediatamente após a festividade do Natal.

(Fonte: Evangelho Quotidiano)

Meditação do dia de Francisco Fernández Carvajal

Comentário ao Evangelho do dia feito por:

Santa Teresa-Benedita da Cruz (Edith Stein) (1891-1942), carmelita, mártir, co-padroeira da Europa
Meditação para o dia 6 de Janeiro de 1941 (a partir da trad. Source cachée, p. 271)

Santo Estêvão ofereceu a vida ao Menino Jesus, como quem Lhe oferece ouro

Bem perto do Salvador recém-nascido, encontramos Santo Estêvão. O que foi que valeu este lugar de honra àquele que foi o primeiro a prestar ao Crucificado o testemunho do sangue? Em seu ardor juvenil, ele realizou aquilo que o Senhor declarou ao entrar neste mundo: «Deste-Me um corpo. Eis-Me aqui, para fazer a Tua vontade» (Heb 10, 5-7). Ele praticou a obediência perfeita, que mergulha as suas raízes no amor e se exterioriza no amor.

Seguiu os passos do Senhor naquilo que é mais difícil, por natureza e para o coração humano, naquilo que parece mesmo ser impossível; tal como o próprio Salvador, cumpriu o mandamento do amor aos inimigos. O Menino que está na manjedoura, que veio cumprir a vontade de Seu Pai até à morte na cruz, vê em espírito, diante de Si, todos aqueles que hão-de segui-Lo por esse caminho. Ele ama este jovem, que será o primeiro a ser colocado junto ao trono do Pai, com a palma na mão. Aquela mãozinha aponta-no-lo como modelo, como se dissesse: Vede o ouro que espero de vós.

(Fonte: Evangelho Quotidiano)

O Evangelho do dia 26 de Dezembro de 2009

São Mateus 10,17-22

Tende cuidado com os homens: hão-de entregar-vos aos tribunais e açoitar-vos nas suas sinagogas;
sereis levados perante governadores e reis, por minha causa, para dar testemunho diante deles e dos pagãos.
Mas, quando vos entregarem, não vos preocupeis nem como haveis de falar nem com o que haveis de dizer; nessa altura, vos será inspirado o que tiverdes de dizer.
Não sereis vós a falar, mas o Espírito do vosso Pai é que falará por vós.
O irmão entregará o seu irmão à morte, e o pai, o seu filho; os filhos hão-de erguer se contra os pais e hão-de causar-lhes a morte.
E vós sereis odiados por todos, por causa do meu nome. Mas aquele que se mantiver firme até ao fim será salvo.

(Fonte: Evangelho Quotidiano)

sexta-feira, 25 de Dezembro de 2009

MENSAGEM ‘URBI ET ORBI’ DE SUA SANTIDADE BENTO XVI


Queridos irmãos e irmãs de Roma e do mundo inteiro,
e vós todos, homens e mulheres amados pelo Senhor!

«Lux fulgebit hodie super nos,
quia natus est nobis Dominus
.
- Hoje sobre nós resplandecerá uma luz
porque nasceu para nós o Senhor»
(Missal Romano: Antífona de Entrada, da Missa da Aurora no Natal do Senhor).

A liturgia da Missa da Aurora lembrou-nos que a noite já passou, o dia vai alto; a luz que provém da gruta de Belém resplandece sobre nós.

Todavia a Bíblia e a Liturgia não nos falam da luz natural, mas de uma luz diversa, especial, de algum modo apontada e orientada para um «nós», o mesmo «nós» para quem o Menino de Belém «nasceu». Este «nós» é a Igreja, a grande família universal dos que acreditam em Cristo, que aguardaram com esperança o novo nascimento do Salvador e hoje celebram no mistério a perene actualidade deste acontecimento.

Ao princípio, ao redor da manjedoura de Belém, aquele «nós» era quase invisível aos olhos dos homens. Como nos diz o Evangelho de São Lucas, englobava, para além de Maria e José, poucos e humildes pastores que acorreram à gruta avisados pelos Anjos. A luz do primeiro Natal foi como um fogo aceso na noite. À volta tudo estava escuro, enquanto na gruta resplandecia a luz verdadeira «que ilumina todo o homem» (Jo 1, 9). E no entanto tudo acontece na simplicidade e ocultamente, segundo o estilo com que Deus actua em toda a história da salvação. Deus gosta de acender luzes circunscritas, para iluminarem depois ao longe e ao largo. A Verdade e também o Amor, que são o seu conteúdo, acendem-se onde a luz é acolhida, difundindo-se depois em círculos concêntricos, quase por contacto, nos corações e mentes de quantos, abrindo-se livremente ao seu esplendor, se tornam por sua vez fontes de luz. É a história da Igreja que inicia o seu caminho na pobre gruta de Belém e, através dos séculos, se torna Povo e fonte de luz para a humanidade. Também hoje, por meio daqueles que vão ao encontro do Menino, Deus ainda acende fogueiras na noite do mundo para convidar os homens a reconhecerem em Jesus o «sinal» da sua presença salvífica e libertadora e estender o «nós» dos crentes em Cristo à humanidade inteira.

Onde quer que haja um «nós» que acolhe o amor de Deus, aí resplandece a luz de Cristo, mesmo nas situações mais difíceis. A Igreja, como a Virgem Maria, oferece ao mundo Jesus, o Filho, que Ela própria recebeu em dom e que veio para libertar o homem da escravidão do pecado. Como Maria, a Igreja não tem medo, porque aquele Menino é a sua força. Mas, não O guarda para si: oferece-O a quantos O procuram de coração sincero, aos humildes da terra e aos aflitos, às vítimas da violência, a quantos suspiram pelo bem da paz. Também hoje, à família humana profundamente marcada por uma grave crise, certamente económica mas antes ainda moral, e por dolorosas feridas de guerras e conflitos, a Igreja, com o estilo da partilha e da fidelidade ao homem, repete com os pastores: «Vamos até Belém» (Lc 2, 15), lá encontraremos a nossa esperança.

O «nós» da Igreja vive no território onde Jesus nasceu, na Terra Santa, para convidar os seus habitantes a abandonarem toda a lógica de violência e represália e a comprometerem-se com renovado vigor e generosidade no caminho para uma convivência pacífica. O «nós» da Igreja está presente nos outros países do Médio Oriente. Como não pensar na atribulada situação do Iraque e no «pequenino rebanho» de cristãos que vive na região? Às vezes sofre violências e injustiças, mas está sempre disposto a oferecer a sua própria contribuição para a edificação da convivência civil contrária à lógica do conflito e rejeição do vizinho. O «nós» da Igreja actua no Sri Lanka, na Península Coreana e nas Filipinas, e ainda noutras terras asiáticas, como fermento de reconciliação e de paz. No continente africano, não cessa de erguer a voz até Deus para implorar o fim de toda a prepotência na República Democrática do Congo; convida os cidadãos da Guiné e do Níger ao respeito dos direitos de cada pessoa e ao diálogo; aos de Madagáscar pede para superarem as divisões internas e acolherem-se reciprocamente; a todos lembra que são chamados à esperança, não obstante os dramas, provações e dificuldades que continuam a afligi-los. Na Europa e na América do Norte, o «nós» da Igreja incita a superar a mentalidade egoísta e tecnicista, a promover o bem comum e a respeitar as pessoas mais débeis, a começar daquelas ainda por nascer. Nas Honduras, ajuda a retomar o caminho institucional; em toda a América Latina, o «nós» da Igreja é factor de identidade, plenitude de verdade e caridade que nenhuma ideologia pode substituir, apelo ao respeito dos direitos inalienáveis de cada pessoa e ao seu desenvolvimento integral, anúncio de justiça e fraternidade, fonte de unidade.

Fiel ao mandato do seu Fundador, a Igreja é solidária com aqueles que são atingidos pelas calamidades naturais e pela pobreza, mesmo nas sociedades opulentas. Frente ao êxodo de quantos emigram da sua terra e são arremessados para longe pela fome, a intolerância ou a degradação ambiental, a Igreja é uma presença que chama ao acolhimento. Numa palavra, a Igreja anuncia por toda a parte o Evangelho de Cristo, apesar das perseguições, as discriminações, os ataques e a indiferença, por vezes hostil, mas que lhe consentem de partilhar a sorte do seu Mestre e Senhor.

Queridos irmãos e irmãs, que grande dom é fazer parte de uma comunhão que é para todos! É a comunhão da Santíssima Trindade, de cujo seio desceu ao mundo o Emanuel, Jesus, Deus-connosco. Como os pastores de Belém, contemplamos cheios de maravilha e gratidão este mistério de amor e de luz! Boas-festas de Natal para todos!

(Fonte: site Radio Vaticana)

Natal com os agnósticos e os ateus

Homilia do Cardeal-Patriarca na Missa do Natal do Senhor

À procura do Rosto de Deus

1. O início do Evangelho de São João, que agora escutámos, resume bem o que significa para o homem esta ousadia do amor de Deus, que foi fazer-se Homem. “A Deus nunca ninguém O viu. O Filho Unigénito, que está no seio do Pai, é que O deu a conhecer” (Jo. 1,18). Está explicado o motivo de Deus para a encarnação do seu Verbo eterno: para que o homem O pudesse conhecer, pudesse ver o Seu rosto. Ver o rosto de Deus, conhecê-l’O face a face, foi um anseio profundo dos crentes de Israel. Moisés, o homem de Deus, com quem Deus falava como um amigo fala ao seu amigo (cf. Ex. 33,11), no alto do Sinai, ousa pedir: “Senhor, deixa-me ver o Teu rosto” (Ex. 33,18).

Este desejo brota da fé de Israel. Só se deseja conhecer o rosto de um amigo, de alguém que sentimos perto de nós. O crente de Israel sofre a tensão de uma dupla experiência: a certeza de que Deus está presente, interessa-se pelo Povo, nas maravilhas que realiza em seu favor, é um Deus que deseja intimidade; mas, por outro lado, Ele é um mistério difícil de alcançar, o que leva o Salmista a exclamar: “Tu és, na verdade, um Deus escondido” (Is. 45,15). Tudo isto faz ressaltar o dom inaudito da Encarnação: em Jesus Cristo pode contemplar-se o rosto de Deus. Ele é a derradeira atitude de Deus para se tornar próximo e se dar a conhecer ao Seu Povo, Ele que “muitas vezes e de muitos modos falou antigamente aos nossos pais, pelos profetas e que, nestes dias que são os últimos, nos falou por Seu Filho” (He. 1,1ss).

2. Já Isaías enalteceu os mensageiros que trazem a notícia do regresso de Deus a Sião, que leva todos a soltar brados de alegria porque vêem, com os próprios olhos, Deus que volta para Sião. O Profeta acredita que esse regresso de Deus à intimidade com o Povo da Aliança será o ponto de partida do anúncio do Deus vivo a todos os povos do mundo. “O Senhor descobriu o seu santo braço à vista de todas as nações e todos os confins da terra verão a salvação do nosso Deus” (Is. 52,10). Esta consciência de que o Povo do Senhor terá como missão anunciar o Deus vivo a todos os povos, radicalizar-se-á em Jesus Cristo e na sua Igreja, que é sacramento de salvação para todos os povos. Ir por todo o mundo a anunciar a salvação de Deus, em Jesus Cristo, é a missão da Igreja, expressa no último envio dos Apóstolos, por Jesus: “Todo o poder Me foi dado no Céu e na Terra; ide, pois, e fazei discípulos em todas as nações” (Mt. 28,18).

Este anúncio do profeta do regresso de Deus a Sião é o anúncio do Messias, da encarnação do Verbo de Deus. Nunca como em Jesus Cristo, Deus esteve presente no meio do seu Povo. Esta vinda de Deus para Sião não foi facilmente reconhecida pela totalidade do Povo. São João reconhece-o: “Veio para o que era seu e os seus não O receberam” (Jo. 1,11); “a luz brilha nas trevas e as trevas não a receberam” (Jo. 1,5). Este é um dos grandes paradoxos da história: um povo oficialmente crente em Deus, não reconhece Deus que o visita.

Este paradoxo verifica-se hoje, na nossa sociedade. Somos um povo cuja cultura foi profundamente marcada pelo cristianismo, em que a grande maioria dos portugueses são baptizados, mas que celebrando o Natal de forma cultural, não reconhece em Jesus o Deus que o visita.

O Natal interpela, antes de mais, a Igreja. O nascimento de Jesus é uma proposta de intimidade com Deus que vem, sempre de novo, ao nosso encontro em Jesus Cristo. Se não vivermos a profundidade e a surpresa desse encontro, não o podemos anunciar com convicção, não seremos o lugar a partir do qual é anunciado ao mundo o verdadeiro Deus.

3. Só esse anúncio, que seja testemunho do encontro com o rosto de Deus no rosto humano de Jesus, será luz que brilha nas trevas, vencerá a indiferença, o agnosticismo e mesmo o ateísmo. Hoje, na nossa sociedade, há alguns que negam mesmo a existência de Deus, atitude que pode parecer clara na lógica da razão, mas que não tranquiliza o coração. Outros refugiam-se na atitude agnóstica de quem não se pronuncia, de quem não sabe dizer nada sobre Deus, que respeitam os crentes mas não se sentem interpelados por eles, esquecendo que há inquietações profundas que dificilmente se podem calar, que “o coração tem razões que a razão desconhece”, na expressão popular que tenta definir o amor. Mas a maior parte dos nossos contemporâneos adiam sempre, para mais tarde, uma tomada de posição sobre Deus, acabando assim por adiar um encontro com o próprio Deus. No diálogo com todos estes nossos irmãos devemos apresentar-nos na humildade da nossa fé, que se gera certezas inabaláveis, sem sempre exclui a obscuridade e a dúvida. Temos em comum com todos os que procuram, o nosso desejo de ver a Deus, de poder contemplar o Seu rosto.

A compreensão da fé, em todo o Novo Testamento, é uma adesão a Jesus Cristo como caminho para a visão de Deus. A sua expressão mais forte é a esperança, que vence obstáculos e dificuldades, desejando ver a Deus face a face. Em São Paulo é clara essa compreensão da fé como caminho humilde e confiante à procura do rosto de Deus. Aos Coríntios ele escreve: “hoje vemos como num espelho, de maneira confusa, mas então veremos face a face. Hoje conheço de maneira imperfeita, mas então conhecerei como sou conhecido” (1Cor. 13,12). O encontro perfeito e definitivo com Cristo é para Paulo o cumular da esperança.

Contemplemos o nascimento de Jesus celebrando a sua Páscoa. Esta proporciona-nos, continuamente, o encontro vivo com Ele, por via sacramental, e assim vamos aprendendo a desejar, sempre mais, aquele momento em que, no Seu rosto, contemplaremos o rosto de Deus.

Sé Patriarcal, 25 de Dezembro de 2009

† JOSÉ, Cardeal-Patriarca


(Fonte: site Agência Ecclesia)

Homilia do Santo Padre durante a S. Missa na Noite de Natal


Amados irmãos e irmãs,

«Um Menino nasceu para nós, um filho nos foi concedido» (Is 9, 5). Aquilo que Isaías, olhando de longe para o futuro, diz a Israel como consolação nas suas angústias e obscuridade, o Anjo, de quem emana uma nuvem de luz, anuncia-o aos pastores como presente: «Nasceu-vos hoje, na cidade de David, um Salvador, que é o Messias Senhor» (Lc 2, 11). O Senhor está presente. Desde então, Deus é verdadeiramente um «Deus connosco». Já não é o Deus distante, que, através da criação e por meio da consciência, se pode de algum modo intuir de longe. Ele entrou no mundo. É o Vizinho. Disse-o Cristo ressuscitado aos Seus, a nós: «Eu estou sempre convosco, até ao fim dos tempos» (Mt 28, 20). Nasceu para vós o Salvador: aquilo que o Anjo anunciou aos pastores, Deus no-lo recorda agora por meio do Evangelho e dos seus mensageiros. Trata-se de uma notícia que não nos pode deixar indiferentes. Se é verdadeira, mudou tudo. Se é verdadeira, diz respeito a mim também. Então, como os pastores, devo dizer também eu: Levantemo-nos, quero ir a Belém e ver a Palavra que aconteceu lá. Não é sem intuito que o Evangelho nos narra a história dos pastores. Estes mostram-nos o modo justo como responder àquela mensagem que nos é dirigida também a nós. Que nos dizem então estas primeiras testemunhas da encarnação de Deus?

A respeito dos pastores, diz-se em primeiro lugar que eram pessoas vigilantes e que a mensagem pôde chegar até eles precisamente porque estavam acordados. Nós temos de despertar, para que a mensagem chegue até nós. Devemos tornar-nos pessoas verdadeiramente vigilantes. Que significa isto? A diferença entre um que sonha e outro que está acordado consiste, antes de mais nada, no facto de aquele que sonha se encontrar num mundo particular. Ele está, com o seu eu, fechado neste mundo do sonho que é apenas dele e não o relaciona com os outros. Acordar significa sair desse mundo particular do eu e entrar na realidade comum, na única verdade que a todos une. O conflito no mundo, a recíproca inconciliabilidade derivam do facto de estarmos fechados nos nossos próprios interesses e opiniões pessoais, no nosso próprio e minúsculo mundo privado. O egoísmo, tanto do grupo como do indivíduo, mantém-nos prisioneiros dos nossos interesses e desejos, que contrastam com a verdade e dividem-nos uns dos outros. Acordai: diz-nos o Evangelho. Vinde para fora, a fim de entrar na grande verdade comum, na comunhão do único Deus. Acordar significa, portanto, desenvolver a sensibilidade para com Deus, para com os sinais silenciosos pelos quais Ele quer guiar-nos, para com os múltiplos indícios da sua presença. Há pessoas que se dizem «religiosamente desprovidas de ouvido musical». A capacidade de perceber Deus parece quase uma qualidade que é recusada a alguns. E, realmente, a nossa maneira de pensar e agir, a mentalidade do mundo actual, a gama das nossas diversas experiências parecem talhadas para reduzir a nossa sensibilidade a Deus, para nos tornar «desprovidos de ouvido musical» a respeito d’Ele. E todavia em cada alma está presente de maneira velada ou patente a expectativa de Deus, a capacidade de O encontrar. A fim de obter esta vigilância, este despertar para o essencial, queremos rezar, por nós mesmos e pelos outros, por quantos parecem ser «desprovidos deste ouvido musical» e contudo neles está vivo o desejo de que Deus Se manifeste. O grande teólogo Orígenes disse: Se eu tivesse a graça de ver como viu Paulo, poderia agora (durante a Liturgia) contemplar uma falange imensa de Anjos (cf. In Lc 23, 9). De facto, na Liturgia sagrada, rodeiam-nos os Anjos de Deus e os Santos. O próprio Senhor está presente no meio de nós. Senhor, abri os olhos dos nossos corações, para nos tornarmos vigilantes e videntes e assim podermos estender a vossa proximidade também aos outros!

Voltemos ao Evangelho de Natal. Aí se narra que os pastores, depois de ter ouvido a mensagem do Anjo, disseram uns para os outros: «“Vamos até Belém” (…). Partiram então a toda a pressa» (Lc 2, 15s). «Apressaram-se»: diz, literalmente, o texto grego. O que lhes fora anunciado era tão importante que deviam ir imediatamente. Com efeito, o que lhes fora dito ultrapassava totalmente aquilo a que estavam habituados. Mudava o mundo. Nasceu o Salvador. O esperado Filho de David veio ao mundo na sua cidade. Que podia haver de mais importante? Impelia-os certamente a curiosidade, mas sobretudo o alvoroço pela realidade imensa que fora comunicada precisamente a eles, os pequenos e homens aparentemente irrelevantes. Apressaram-se… sem demora. Na nossa vida ordinária, as coisas não acontecem assim. A maioria dos homens não considera prioritárias as coisas de Deus. Estas não nos premem de forma imediata. E assim nós, na grande maioria, estamos prontos a adiá-las. Antes de tudo faz-se aquilo que se apresenta como urgente aqui e agora. No elenco das prioridades, Deus encontra-Se frequentemente quase no último lugar. Isto – pensa-se – poder-se-á realizar sempre. O Evangelho diz-nos: Deus tem a máxima prioridade. Se alguma coisa na nossa vida merece a nossa pressa sem demora, isso só pode ser a causa de Deus. Diz uma máxima da Regra de São Bento: «Nada antepor à obra de Deus (isto é, ao ofício divino)». Para os monges, a Liturgia é a primeira prioridade; tudo o mais vem depois. Mas, no seu núcleo, esta frase vale para todo o homem. Deus é importante, a realidade absolutamente mais importante da nossa vida. É precisamente esta prioridade que nos ensinam os pastores. Deles queremos aprender a não deixar-nos esmagar por todas as coisas urgentes da vida de cada dia. Deles queremos aprender a liberdade interior de colocar em segundo plano outras ocupações – por mais importantes que sejam – a fim de nos encaminharmos para Deus, a fim de O deixarmos entrar na nossa vida e no nosso tempo. O tempo empregue para Deus e, a partir d’Ele, para o próximo nunca é tempo perdido. É o tempo em que vivemos de verdade, em que vivemos o ser próprio de pessoas humanas.

Alguns comentadores observam como os primeiros que vieram ao pé de Jesus na manjedoura e puderam encontrar o Redentor do mundo foram os pastores, as almas simples. Os sábios vindos do Oriente, os representantes daqueles que possuem nível e nome chegaram muito mais tarde. E os comentadores acrescentam: O motivo é totalmente óbvio. De facto, os pastores habitavam perto. Não tinham de fazer mais nada senão «atravessar» (cf. Lc 2, 15), como se atravessa um breve espaço para ir ter com os vizinhos. Ao contrário, os sábios habitavam longe. Tinham de percorrer um caminho longo e difícil para chegar a Belém. E precisavam de guia e de orientação. Pois bem, hoje também existem almas simples e humildes que habitam muito perto do Senhor. São, por assim dizer, os seus vizinhos e podem facilmente ir ter com Ele. Mas a maior parte de nós, homens modernos, vive longe de Jesus Cristo, d’Aquele que Se fez homem, de Deus que veio para o nosso meio. Vivemos em filosofias, em negócios e ocupações que nos enchem totalmente e a partir dos quais o caminho para a manjedoura é muito longo. De variados modos e repetidamente, Deus tem de nos impelir e dar uma mão para podermos sair da enrodilhada dos nossos pensamentos e ocupações e encontrar o caminho para Ele. Mas há um caminho para todos. Para todos, o Senhor estabelece sinais adequados a cada um. Chama-nos a todos, para que nos seja possível também dizer: Levantemo-nos, «atravessemos», vamos a Belém, até junto d’Aquele Deus que veio ao nosso encontro. Sim, Deus encaminhou-Se para nós. Sozinhos, não poderíamos chegar até Ele. O caminho supera as nossas forças. Mas Deus desceu. Vem ao nosso encontro. Percorreu a parte mais longa do caminho. Agora pede-nos: Vinde e vede quanto vos amo. Vinde e vede que Eu estou aqui. Transeamus usque Bethleem: diz a Bíblia latina. Atravessemos para o outro lado! Ultrapassemo-nos a nós mesmos! Façamo-nos viandantes rumo a Deus dos mais variados modos: sentindo-nos interiormente a caminho para Ele; mas também em caminhos muito concretos, como na Liturgia da Igreja, no serviço do próximo onde Cristo me espera.

Ouçamos uma vez mais directamente o Evangelho. Os pastores dizem uns aos outros o motivo por que se põem a caminho: «Vamos ver o que dizem ter sucedido». Literalmente o texto grego diz: «Vejamos esta Palavra, que lá aconteceu». Sim, aqui está a novidade desta noite: a Palavra pode ser vista, porque Se fez carne. Aquele Deus de quem não se deve fazer qualquer imagem, porque toda a imagem poderia apenas reduzi-Lo, antes desvirtuá-Lo, aquele Deus tornou-Se, Ele mesmo, visível n’Aquele que é a sua verdadeira imagem, como diz Paulo (cf. 2 Cor 4, 4; Col 1, 15). Na figura de Jesus Cristo, em todo o seu viver e operar, no seu morrer e ressuscitar, podemos ver a Palavra de Deus e, consequentemente, o próprio mistério do Deus vivo. Deus é assim. O Anjo dissera aos pastores: «Isto vos servirá de sinal: achareis um Menino envolto em panos e deitado numa manjedoura» (Lc 2, 12; cf. 16). O sinal de Deus, o sinal que é dado aos pastores e a nós não é um milagre impressionante. O sinal de Deus é a sua humildade. O sinal de Deus é que Ele Se faz pequeno; torna-Se menino; deixa-Se tocar e pede o nosso amor. Quanto desejaríamos nós, homens, um sinal diverso, imponente, irrefutável do poder de Deus e da sua grandeza! Mas o seu sinal convida-nos à fé e ao amor e assim nos dá esperança: assim é Deus. Ele possui o poder e é a Bondade. Convida a tornarmo-nos semelhantes a Ele. Sim, tornamo-nos semelhantes a Deus, se nos deixarmos plasmar por este sinal; se aprendermos, nós mesmos, a humildade e deste modo a verdadeira grandeza; se renunciarmos à violência e usarmos apenas as armas da verdade e do amor. Orígenes, na linha de uma palavra de João Baptista, viu expressa a essência do paganismo no símbolo das pedras: paganismo é falta de sensibilidade, significa um coração de pedra, que é incapaz de amar e de perceber o amor de Deus. Orígenes diz a respeito dos pagãos: «Desprovidos de sentimento e de razão, transformam-se em pedras e madeira» (In Lc 22, 9). Mas Cristo quer dar-nos um coração de carne. Quando O vemos a Ele, ao Deus que Se tornou um menino, abre-se-nos o coração. Na Liturgia da Noite Santa, Deus vem até nós como homem, para nos tornarmos verdadeiramente humanos. Escutemos uma vez mais Orígenes: «Com efeito, de que te aproveitaria Cristo ter vindo uma vez na carne, se Ele não chegasse até à tua alma? Oremos para que venha diariamente a nós e possamos dizer: vivo, contundo já não sou eu que vivo, mas é Cristo que vive em mim (Gal 2, 20)» (In Lc 22, 3).

Sim, por isto queremos rezar nesta Noite Santa. Senhor Jesus Cristo, Vós que nascestes em Belém, vinde a nós! Entrai em mim, na minha alma. Transformai-me. Renovai-me. Fazei que eu e todos nós, de pedra e madeira que somos, nos tornemos pessoas vivas, nas quais se torna presente o vosso amor e o mundo é transformado.

(Fonte: site Radio Vaticana)

Bento XVI derrubado no cortejo da Missa do Galo, Cardeal francês Roger Etchegaray fracturou o osso do fémur em resultado deste acto tresloucado



Uma mulher conseguiu passar pela segurança na Basílica de São Pedro e chegou mesmo a empurrar o Papa. Bento XVI caiu, mas não sofreu ferimentos.

O incidente aconteceu no início da Missa do Galo, confirmou o porta-voz do Vaticano, o Padre Federico Lombardi.

Bento XVI, de 82 anos, acabaria por cair, mas sem sofrer aparentemente nenhum ferimento, e retomou o caminho até ao altar onde realizou a tradicional celebração.

A mulher, que aparentemente sofre de perturbações mentais, foi detida pela polícia do Vaticano.

A autora do ataque também empurrou o cardeal francês Roger Etchegaray, que foi transportado para o hospital onde se veio a confirmar uma fractura no fémur.

A Missa do Galo prosseguiu com total normalidade no Vaticano.

(Fonte: site Rádio Renascença)

Prelado do Opus Dei convida a amar mais


O Natal é uma grande oportunidade para todas as famílias para imitar a Sagrada Família, é o que propõe à H2Onews o Prelado do Opus Dei, D. Javier Echevarría Rodríguez:

D. Echevarria Rodríguez acrescenta que um modo para viver mais de perto o nascimento de Jesus neste Natal é o querer muito a todos e cita o fundador do Opus Dei, São Josemaría Escrivá de Balaguer.

“O tempo de Natal já é uma solicitação por si mesmo para que santifiquemos a vida em família e lhes sugeriria que coloquem o nascimento em seu lar também para dirigir-se a Jesus, a Maria e a José. Jesus é o amor perfeito que se fez homem para trazer o amor do céu para a terra por isso se interessa por todos os homens e nos pode ensinar a querer a Deus e a querer a todas as criaturas porque não podemos esquecer que tanto Maria como José mostraram Jesus aos pastores aos Reis Magos a todas as pessoas sem distinção de nenhum género foram os instrumentos por sua docilidade por seu amor a Deus por sua alegria que a Trindade quis utilizar para que as pessoas desse mundo conhecessem a Deus encarnado”.

“Creio que um esforço que temos que fazer é querer bem os nossos familiares, os amigos, querer bem a todas as amizades como Cristo gostaria que fizéssemos, é uma das coisas que muitas vezes comentava São Josemaría “Eu quero amar as pessoas e quero tratá-las como o faria Cristo”.

(Fonte: H2O News)

S. Josemaría Escrivá nesta data em 1969



Solenidade do Natal do Senhor. Mostram-lhe uma imagem do Menino Jesus de barro policromado. Depois de o tomar nas mãos, levanta-o ao ar, beija-o, acaricia-o, enquanto diz: “Meu lindo! Que bonito! Meu tesouro! Meu Menino…! Com este fico eu”. A fotografia mostra esse momento.

(Fonte: http://www.pt.josemariaescriva.info/artigo/25-12-5)

Crónicas do Vaticano - o Natal do Papa

Natal

O bem existe e é mais forte que o mal. Só que nem sempre é fácil vê-lo

Vai nascer. Para mim é o filho de Deus feito Homem, pelo mistério da Encarnação, salvífico e redentor. Traz consigo a esperança ao cativo, lança fora todo o calçado cansado da guerra, liberta o oprimido e estabelece a promessa da nova aliança com uma humanidade igual perante Deus, sem escravo nem senhor. Mas mesmo para quem não comungue desta fé, o natal assinala o nascimento de um homem que ao longo dos seus trinta e três anos de vida marcou, para sempre, a história da Humanidade. Um pacifista subversivo que desafiou os poderes instituídos, denunciou os hipócritas e acolheu os humildes e os excluídos. Em qualquer caso, permanece actualíssima essa exortação do amor partilhado e compassivo, da fraternidade universal e do desejo do triunfo da paz verdadeira no coração de uma humanidade atormentada. Em qualquer caso, o Natal é, sobretudo, isto.

Não se percebe, pois, como assistimos, todos nós, ao modo como o espírito do Natal é aprisionado num monte de plástico vermelho, ano após ano, submetido a ditatoriais comandos consumistas, o seu significado mais profundo diluído em práticas sociais tão cansativas como efémeras, SMS truncados, presentes que já perderam destino e afecto, adquiridos em série, encontros condicionados por uma excessiva logística festiva, ruído e agitação sem trégua ao necessário silêncio que deve preceder as grandes revelações.

Lembro os Natais da minha infância, os Natais de sempre, um tempo em que a minha avó fazia questão de passar os pobres à frente dos ricos, de contar o número de cabazes e sacos necessários para fazer chegar uma pequena ceia à mesa de cada uma dessas famílias que, de outro modo, não veriam nem o bacalhau e o azeite nem as broas e o açúcar. Mas o que hoje, à distância, me parece mais extraordinário, é o facto de ser a minha avó que, com as suas mãos e a sua alegria, compunha esses cestos e sacos, conhecendo intimamente cada agregado familiar, o nome próprio de todos eles, a dureza de cada carência, a incerteza de cada destino, a dor de cada humilhação. A prioridade para ela, sobretudo nessa quadra, não era dar de comer a quem não tinha fome, nem dar mais supérfulo a quem nunca disputara com a sorte o essencial. Por isso, num advento sem dúvidas quanto à natureza do Mistério que nos era oferecido, ela construía um Natal impressivo e doce, afectuoso e comunitário, portas abertas ao mundo exterior. Porque ela sabia que era entre os mais humildes que estavam aqueles que veriam, em primeiro lugar, a estrela e o caminho.

Entre a tentação de evocações nostálgicas e resistir à onda grosseiramente materialista de novas interpretações desta efeméride, tão mais patéticas quanto sabemos que são já muitos aqueles a quem tudo falta, dei comigo a ver Babel, um filme magnífico que, inesperadamente, reconciliou em mim, memórias e novos tempos.
Em três geografias distintas, pessoas de raças, religiões e culturas diversas, assumem para si, na confusão do mundo, o melhor da condição humana, algo universal e perene, que tem a ver com a dimensão redentora e salvífica que a Encarnação encerra, comum a todos os homens de boa vontade, tornados iguais aos olhos de Deus. O polícia japonês, a velha marroquina e a mulher mexicana são movidos, cada um na sua circunstância e latitude, por um sentimento de pura compaixão face ao outro, e nesse sentimento se sublimam em gestos simples: o polícia quando cobre, com o seu casaco, a humilhante nudez da adolescente num apartamento no centro de Tóquio; a velha marroquina quando prepara, silenciosamente, a erva que aliviará as dores da americana ferida e lhe afaga a testa na obscuridade de um casebre miserável; a mulher mexicana quando arrisca tudo o que tem para salvar duas crianças loiras nas áridas terras fronteiriças com os Estados Unidos. O bem existe e é mais forte que o mal. Só que nem sempre é fácil vê-lo.

Maria José Nogueira Pinto

(Fonte: DN online)

D. Celli: os jovens, diáconos da cultura digital


Muito bem, agora por ocasião do Natal pensamos que seria bom que mais uma vez Pope2you se apresentasse aos jovens com uma mensagem de Natal e envolvesse os jovens na difusão de palavras inspiradas como são as das mensagens do Santo Padre. Portanto, mais uma vez colocamos à disposição dos jovens a possibilidade de enviarem entre eles postais com uma imagens do Papa ligada ao natal e cada postal traz um trecho, uma frase particularmente incisiva tirada de uma das mensagens do Papa para o Natal (vide link na faixa esquerda do blogue).

Faço votos que também desta vez os jovens saibam utilizá-la, para que sejam promotores, porta-vozes, testemunhas, anunciadores de valores que para nós são fundamentais ao nos aproximarmos deste Mistério de Amor, o Mistério de um Deus que se faz homem por amor do homem, e esse para nós é um momento importante. Em segundo lugar, gostaríamos que mais uma vez o site permitisse aos jovens ter um relacionamento mais directo com o Santo Padre e nos parece que mais uma vez o Natal oferece uma ocasião propícia, por isso nesta circunstância o site oferecerá a possibilidade aos jovens para enviar uma sua mensagem de felicitações ao Santo Padre.

Poderão fazê-lo de qualquer modo, com palavras, com imagens. Deixamos aos jovens a inventiva e a maneira de encontrar como comunicar ao Santo Padre o seu afecto, a sua proximidade, a sua grande simpatia, nesta atmosfera verdadeira, profunda, rica espiritualmente do Natal.

Fazemos votos de que os jovens respondam a essa proposta positivamente. Depois as mensagens mais bonitas, as mais significativas procuraremos apresentá-las no mesmo site de Pope2you porque é essa partilha que nos parece importante. E mais uma vez Pope2you quer ser um momento de maior proximidade entre o Papa e os jovens, entre os jovens e o Papa. Pope2you se colocar-se-á precisamente nesta linha operativa: fazer conhecer aos poucos aos jovens quem é o Papa Bento XVI, o que o Papa no seu grande Magistério doa à humanidade, as suas mensagens, a sua palavra, o seu testemunho, a sua delicada presença feita de docilidade, feita de atenção em um Magistério profundo, rico, propositivo. Queremos mais uma vez que Pope2you seja esse meio para favorecer um encontro sempre mais válido, sempre mais propositivo, sempre mais envolvente entre o Papa e os jovens de hoje, jovens de todas as nações, de modo tal que será precisamente essa a coisa interessante, ver onde as distâncias são eliminadas através das novas tecnologias, onde essa relação se fará sempre mais rica e propositiva e onde ainda os jovens se perceberão anunciadores de algo importante e serão testemunhas e promotores desta diaconia da cultura, assim como o Papa nos pediu a todos. É confiada aos jovens esta grande tarefa, de serem diáconos, de serem anunciadores da palavra nesta cultura digital que pouco a pouco envolve todos. Eu creio que os jovens hoje têm, precisamente porque nasceram nesta cultura, essa possibilidade, essa capacidade de poder ser verdadeiros anunciadores propositivos do Evangelho na cultura digital de hoje.

Aproveito a ocasião para dirigir a todos um caloroso, férvido augúrio de Feliz Natal. Que seja um Natal que permita a todos nós acolher esse Mistério de Amor de Deus que se comunica ao homem, ver se e como também nós somos disponíveis, e temos um coração aberto para acolhê-lo. Feliz Natal, Feliz Natal a todos.


(Fonte: H2O News com adaptação de JPR)

Nota de JPR: sejamos todos jovens e aproveitemos esta iniciativa para fazer chegar ao Santo Padre os nossos votos Natalícios. Bom Natal!

Barbara Hendricks - Ave Maria (Franz Schubert)

Aleluia - Anónimo

Natal do Senhor Jesus

A história do Natal começou na véspera do nascimento de Jesus, quando, segundo a Bíblia, os anjos anunciaram a chegada do menino.

Oficialmente, faz agora 2006 anos. Nessa altura, o imperador Augusto determinou o registo de toda a população do Império Romano por causa dos impostos, tendo cada pessoa, para o efeito de inscrever na sua localidade.

Segundo o Novo Testamento, José partiu de Nazaré para Belém, para esse efeito, e levou com ele a sua esposa, Maria, que esperava um Filho. Ao longo da viagem, chegou a hora de Maria dar à luz, e como a cidade estava com os albergues completamente cheios, tiveram de pernoitar numa gruta. Foi nessa região da Judeia, que Jesus nasceu.

Diz a Bíblia que um Anjo desceu sobre os pastores que guardavam os seus rebanhos durante a noite e disse-lhes: «Deixai o que estais a fazer e vinde adorar o menino, que se encontra em Belém e é o vosso Redentor». Os pastores foram apressados, procurando o lugar indicado pelo Anjo, e lá encontraram Maria, José e o menino. Ao vê-lo, espalharam a boa nova.

Os primeiros registos da celebração do Natal têm origem na Turquia, a 25 de Dezembro, em meados do sec II.

No ano 350, o Papa Júlio I levou a efeito uma investigação pormenorizada e proclamou o dia 25 de Dezembro como data oficial e o Imperador Justiniano, em 529, declarou-o feriado nacional.

O período das festas alargou-se até à Epifania, ou seja vai desde 25 de Dezembro até 6 de Janeiro. O dia 6 de Janeiro é o chamado dia dos Reis Magos.

A religião Cristã foi, depois, abraçando toda a Europa, dando a conhecer a outros povos a celebração do Natal. Em Inglaterra, o primeiro arcebispo de Cantuária foi responsável pela celebração do Natal. Na Alemanha, foi reconhecido em 813, através do sínodo de Mainz. Na Noruega, pelo rei Hakon em meados de 900. E em finais do séc. IX, o Natal já era celebrado em toda a Europa.

Os Evangelhos de S.Lucas e S. Mateus relatam a história do nascimento de Jesus. Só que, ao contrário do que julgávamos, Jesus não teria nascido no Inverno e sim na Primavera ou no Verão - os pastores não guardariam os rebanhos nos montes com o rigor do Inverno...

Em relação à data do nascimento de Jesus, existem algumas dúvidas. A estrela que guiou os Magos até à gruta de Belém deu lugar a várias explicações.

Alguns cientistas afirmam que deverá ter sido um cometa. No entanto, nessa altura não há registo que algum cometa tivesse sido visto.

Outros dizem que, no ano 6 ou 7 a. C., houve um alinhamento dos planetas Júpiter e Saturno mas também não é muito credível, para que se considere esse o ano do nascimento de Jesus.

Por outro lado, a visita dos Reis Magos é comemorada 12 dias depois do Natal (Epifania) sendo tradicional festejar este acontecimento em pleno Inverno, a 6 de Janeiro.

De qualquer forma, para além da certeza histórica de uma data, é o mistério do Nascimento de Jesus Cristo que os cristãos celebram. E esse é eterno!

(Fonte: Evangelho Quotidiano)

Meditação do dia de Francisco Fernández Carvajal

Comentário ao Evangelho do dia feito por:

São Leão Magno (?-c. 461), papa e Doutor da Igreja
1º sermão para a Natividade do Senhor; PL 59,190 (a partir da trad. cf SC 22 bis, pp. 67ss., breviário e Orval)

«E o Verbo fez-se homem e veio habitar connosco»

Nosso Senhor, irmãos bem-amados, nasceu hoje: regozijemo-nos! Não é permitido estarmos tristes neste dia em que nasce a vida. Este dia destrói o receio da morte e enche-nos da alegria que a promessa da eternidade dá. Ninguém ficou afastado desta alegria; um único e mesmo motivo de alegria é comum a todos. Pois Nosso Senhor, ao vir destruir o pecado e a morte [...], veio libertar todos os homens. Que o santo exulte, pois aproxima-se da vitória. Que o pecador se alegre, pois é convidado ao perdão. Que o pagão tome coragem, pois é chamado à vida. Com efeito, quando chegou a plenitude dos tempos determinada pela profundidade insondável do plano divino, o Filho de Deus desposou a nossa natureza humana para reconciliá-la com o seu Criador. [...]

O Verbo, a Palavra de Deus, que é Deus, Filho de Deus, que «no princípio estava em Deus, por Quem tudo começou a existir, e sem Quem nada veio à existência», tornou-Se homem para libertar o homem de uma morte eterna. Baixou-Se para assumir a nossa condição humilde sem que a Sua majestade ficasse diminuída. Continuando a ser o que era e assumindo o que não era, Ele uniu a nossa condição de escravos à Sua condição de igual a Deus Pai. [...] A majestade reveste-Se de humildade, a força de fraqueza, a eternidade de mortalidade: verdadeiro Deus e verdadeiro homem, na unidade de um único Senhor, «único mediador entre Deus e os homens» (1Tim 2, 5). [...]

Demos graças, portanto, irmãos bem-amados a Deus Pai, pelo Seu Filho, no Espírito Santo. Porque, na Sua grande misericórdia e no Seu amor por nós, Ele teve piedade de nós. «Quando estávamos mortos pelo pecado, Ele fez-nos tornar a viver por Cristo», querendo que sejamos n'Ele uma nova criação, uma nova obra das Suas mãos (Ef 2, 4-5; 2Cor 5,1 7). [...] Cristão, toma consciência da tua dignidade.

(Fonte: Evangelho Quotidiano)

O Evangelho do dia 25 de Dezembro de 2009

São João 1,1-18

No princípio existia o Verbo; o Verbo estava em Deus; e o Verbo era Deus.
No princípio Ele estava em Deus.
Por Ele é que tudo começou a existir; e sem Ele nada veio à existência.
Nele é que estava a Vida de tudo o que veio a existir. E a Vida era a Luz dos homens.
A Luz brilhou nas trevas, mas as trevas não a receberam.
Apareceu um homem, enviado por Deus, que se chamava João.
Este vinha como testemunha, para dar testemunho da Luz e todos crerem por meio dele.
Ele não era a Luz, mas vinha para dar testemunho da Luz.
O Verbo era a Luz verdadeira, que, ao vir ao mundo, a todo o homem ilumina.
Ele estava no mundo e por Ele o mundo veio à existência, mas o mundo não o reconheceu.
Veio para o que era seu, e os seus não o receberam.
Mas, a quantos o receberam, aos que nele crêem, deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus.
Estes não nasceram de laços de sangue, nem de um impulso da carne, nem da vontade de um homem, mas sim de Deus.
E o Verbo fez-se homem e veio habitar connosco. E nós contemplámos a sua glória, a glória que possui como Filho Unigénito do Pai, cheio de graça e de verdade.
João deu testemunho dele ao clamar: «Este era aquele de quem eu disse: 'O que vem depois de mim passou-me à frente, porque existia antes de mim.'»
Sim, todos nós participamos da sua plenitude, recebendo graças sobre graças.
É que a Lei foi dada por Moisés, mas a graça e a verdade vieram-nos por Jesus Cristo.
A Deus jamais alguém o viu. O Filho Unigénito, que é Deus e está no seio do Pai, foi Ele quem o deu a conhecer.

(Fonte: Evangelho Quotidiano)

Hino Eucarístico - Canto Gregoriano

quinta-feira, 24 de Dezembro de 2009

ADESTE FIDELES - PAVAROTTI, DOMINGO, CARRERAS

As últimas horas com Maria e S. José

Cansados, há já vários dias de viagem, não se esqueçam que não havia auto-estradas, bancos reclináveis e todas essas comodidades que já não dispensamos, Maria de nove meses com todo o esforço suplementar que isso representa, mas certamente com todo o apoio e carinho de S. José, atrevo-me a dizer que ambos, comedidos como eram, guardavam uma enorme alegria dentro do seu coração, confiantes nas mensagens Divinas recebidas e ao mesmo tempo preocupados por quererem dar o seu Filho o acolhimento digno d’Ele.

Que esmero e cuidado, deverá S. José ter posto no transformar aquele estábulo num local acolhedor e protegido para que a Virgem Maria pudesse conceber o nosso amadíssimo Salvador. E Nossa Senhora certamente preocupada, mas não tenho dúvidas que irradiando através do seu rosto, o esplendor e a dignidade próprio da Rainha do Céu.

Meditemos neste extraordinário mistério e esta noite no rebuliço da consoada em família e junto daqueles que amamos, tenhamos a Jesus, Maria e José no nosso coração e ofereçamos-lhes o nosso amor e dediquemos-lhes as prendas que recebermos com pequenas e sentidas jaculatórias mentais.

A todos desejo uma óptima Véspera de Natal do Senhor Jesus Cristo.

JPR

Kanawa - Exsultate Jubilate - 2ª Parte

Kanawa - Exsultate Jubilate - 1ª Parte

'página 1' edição online de 24-XII-2009

Na Basílica de São Pedro o Papa preside hoje a Missa da noite de Natal; amanhã ao meio dia, a Mensagem natalícia e a bênção Apostólica ‘Urbi et orbi’

Esta noite com inicio ás 22h00 (hora de Roma), o Papa Bento XVI celebrará na Basílica de S. Pedro a Missa da noite de Natal; amanhã ao meio dia da Varanda central da Basílica que dá para a praça de S. Pedro o Santo Padre proferirá a sua mensagem natalícia que se concluirá com a bênção apostólica à cidade de Roma e ao mundo.

O Natal é a única celebração do calendário litúrgico que contempla três eucaristias: a da noite, a da aurora e a do dia. Destas três celebrações, a da noite (do galo) é a que reúne os aspectos históricos e humanos do nascimento de Cristo. Segundo São Gregório Magno a missa da noite comemora o nascimento temporal de Jesus; a da aurora ou do galo, celebra o nascimento de Jesus no coração dos fiéis; a missa do dia ou da festa, evoca o nascimento do Verbo no seio do Pai, ou, “a última vinda de Jesus”. Celebrada à meia-noite, a missa do galo, passou a ser a primeira da sequência litúrgica. Seguia-se-lhe a da «aurora» ou missa de alva (introduzida no século VI) e a missa própria do dia, que no século IV fora a primitiva celebração da festa religiosa do Natal.

(Fonte: site Radio Vaticana)

Bispos lançam ofensiva contra casamento homossexual

Mais dois bispos portugueses vieram ontem a público desferir fortes ataques contra o casamento homossexual. O bispo de Viseu, Ilídio Leandro, classificou a aprovação do projecto de lei do Governo relativo ao casamento entre pessoas do mesmo sexo como " atentado à família", enquanto o bispo emérito de Setúbal, Manuel Martins, declarou que o Governo quer provocar a consciência cristã dos portugueses e que esta proposta veio dividir a a sociedade.

As críticas dos bispos juntam-se às do arcebispo de Braga, D. Jorge Ortiga, que já tinha afirmado que a sociedade está alheia ao problema e insistido na realização do referendo. O bispo de Viseu lembrou agora que "o casamento é uma união que respeita a natureza e que tem outros objectivos, entre os quais a procriação".

No dia 17 de Dezembro, o Governo aprovou alterações ao Código Civil que permitem o casamento entre pessoas do mesmo sexo, mas que excluem a possibilidade de adopção. Para D. Ilídio Leandro, o Governo "deve ser um órgão que procura defender e acautelar os valores fundamentais do seu povo". Por isso, "em Portugal, os valores do casamento e da família devem ser preservados", argumentou.

O bispo de Viseu criticou a decisão do Governo "no seu conteúdo, na forma e no tempo", por ser "um atentado à instituição fundamental, de sustento e referência do Natal. Todas as épocas seriam más e desaconselhadoras de tão anómala decisão. Esta parece ter sido escolhida para realçar o quanto se pretende machucar a família e desestabilizar a única verdadeira base de uma sociedade".

Ainda na semana passada D. Ilídio Leandro visitou todas as parturientes internadas na Obstetrícia do Hospital de Viseu, com quem fez questão de falar pessoalmente e a quem "encorajou na sua missão de mães".

Com esta visita, melhor se compreende a acusação feita ao Governo de que "atribuir o instituto do matrimónio a outro tipo de uniões que não respeitem a natureza é um desrespeito à família!". Mais lapidar ainda, o bispo de Viseu afirmou que a aprovação do casamento homossexual "é um atentado à família, que tem como fundamento o matrimónio entre pessoas de sexos diferentes".

Aproveitando o mote lançado pelo casamento gay, o bispo emérito de Setúbal acrescentou ainda que "a alma de Portugal está a ser agredida" pelos responsáveis políticos do País que "uma campanha, generalizada, para arrumar a Igreja do curso da vida de Portugal", referindo-se especialmente à questão da educação sexual nas escolas. Por fim, em relação ao Governo afirmou que "não está a governar nada bem"

(Fonte: ‘Infovitae’)

S. Josemaría Escrivá nesta data em 1963



Pronuncia uma homilia, publicada anos mais tarde em Cristo que passa: “Quando chega o Natal, gosto de contemplar as imagens do Menino Jesus. Essas figuras que nos mostram o Senhor tão pouca coisa, recordam-me que Deus nos chama, que o Omnipotente quis apresentar-Se desvalido, quis necessitar dos homens. Do berço de Belém, Cristo diz-me a mim e diz-te a ti que precisa de nós; reclama de nós uma vida cristã sem hesitações, uma vida de entrega, de trabalho, de alegria”.

(Fonte: http://www.pt.josemariaescriva.info/artigo/24-12-5)

O Evangelho do dia 24 de Dezembro de 2009


São Lucas 2,1-14

Por aqueles dias, saiu um édito da parte de César Augusto para ser recenseada toda a terra.
Este recenseamento foi o primeiro que se fez, sendo Quirino governador da Síria.
Todos iam recensear-se, cada qual à sua própria cidade.
Também José, deixando a cidade de Nazaré, na Galileia, subiu até à Judeia, à cidade de David, chamada Belém, por ser da casa e linhagem de David,
a fim de se recensear com Maria, sua esposa, que se encontrava grávida.
E, quando eles ali se encontravam, completaram-se os dias de ela dar à luz
e teve o seu filho primogénito, que envolveu em panos e recostou numa manjedoura, por não haver lugar para eles na hospedaria.
Na mesma região encontravam-se uns pastores que pernoitavam nos campos, guardando os seus rebanhos durante a noite.
Um anjo do Senhor apareceu-lhes, e a glória do Senhor refulgiu em volta deles; e tiveram muito medo.
O anjo disse-lhes: «Não temais, pois anuncio-vos uma grande alegria, que o será para todo o povo:
Hoje, na cidade de David, nasceu-vos um Salvador, que é o Messias Senhor.
Isto vos servirá de sinal: encontrareis um menino envolto em panos e deitado numa manjedoura.»
De repente, juntou-se ao anjo uma multidão do exército celeste, louvando a Deus e dizendo:
«Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens do seu agrado.»

(Fonte: Evangelho Quotidiano)

Na obscuridade da dúvida: acudir a Belém


O Cardeal de Barcelona, D. Lluís Martínez Sistach, anima os cristãos a não se desencorajarem e a acudirem a Belém para redescobrir Deus, que é amor:

O purpurado considera que é preciso retornar ao sentido do Natal mais autêntico.

Para o arcebispo de Barcelona, este Natal é um antídoto contra o medo, também na Europa.

“O que resulta indispensável é acudir a Belém, não cansar-se quando alguém segue uma rota mesmo envolvido pela obscuridade da dúvida, pela solidão da busca e pela inquietação da incerteza”.

Aquela criança da gruta de Belém inspira-nos não somente amor, mas que Ele em pessoa é o Amor. É a manifestação do Amor de Deus por toda a humanidade.

Tem razão quem afirmou que a Europa do início do século XXI parece um continente envelhecido, cheio de temor, escravo de uma soberba académica e saturado de um frio glacial. Esta Europa de raízes cristãs tem de voltar à gruta de Belém para aprender, mais uma vez, a mensagem do verdadeiro amor”.

(Fonte: H2O News)

A grande novidade



Lux fulgebit hodie super nos, quia natus est nobis DominusHoje brilhará sobre nós a luz, porque nos nasceu o Senhor! Eis a grande novidade que comove os cristãos e que, através deles, se dirige à Humanidade inteira. Deus está aqui! Esta verdade deve encher as nossas vidas. Cada Natal deve ser para nós um novo encontro especial com Deus, deixando que a sua luz e a sua graça entrem até ao fundo da nossa alma.

S. Josemaría Escrivá – Cristo que passa, 12

Véspera de Natal - Meditação Padre Luis de Moya

Cântico de glória

«Hoje a Virgem dá à luz o Eterno
e a terra oferece uma gruta ao Inacessível.
Cantam-n'O os anjos e os pastores,
e com a estrela os magos põem-se a caminho,
porque Tu nasceste para nós,
pequeno Infante. Deus eterno!»


(Kontakion, 10, In diem Nativitatis Christi, Prooemium - São Romano o Melódio)

Meditação do dia de Francisco Fernández Carvajal

Comentário ao Evangelho do dia feito por:

Santo Afonso-Maria de Liguori (1696-1787), bispo e Doutor da Igreja
Discurso para a novena de Natal, n.º 10 (a partir da trad. das Eds. Saint Paul, 1993, pp.133ss. rev.)

«Anuncio-vos uma grande alegria, que o será para todo o povo»

«Anuncio-vos uma grande alegria». Tais são as palavras do anjo aos pastores de Belém. Repito-vo-las hoje, almas fiéis: trago-vos uma notícia que vos causará uma grande alegria. Para uns pobres exilados, condenados à morte, haverá notícia mais feliz do que a da aparição do seu Salvador, vindo não só para os libertar da morte, mas para lhes conceder o regresso à pátria? É precisamente isto o que eu vos anuncio: «Nasceu-vos um Salvador» [...].

Quando um monarca entra pela primeira vez numa cidade do seu reino, são-lhe rendidas as maiores honras; quantas ruas engalanadas, quantos arcos do triunfo! Prepara-te, pois, ó bem-aventurada Belém, para receberes condignamente o teu Rei. [...] Que saibas, como te diz o profeta (Mi 5, 1), que de entre todas as cidades da terra, és a mais favorecida, pois foi a ti que o Rei do céu escolheu para lugar do Seu nascimento aqui na terra, para depois reinar não apenas na Judeia, mas nos corações dos homens, em todos os sítios [...]. O que não terão dito os anjos ao verem a Mãe de Deus entrar numa gruta para aí dar à luz o Rei dos reis! Os filhos dos príncipes vêm ao mundo em aposentos cintilantes de ouro [...]; estão rodeados pelos mais altos dignitários do reino. Ele, o Rei do céu, quis vir nascer num estábulo frio e sem lume, tendo para Se cobrir apenas uns pobres farrapos; e, para Se deitar, apenas uma miserável manjedoira com um pouco de palha [...].

Ah! A própria consideração do nascimento de Jesus Cristo e das circunstâncias que o acompanharam deverá embrasar-nos de amor; e as próprias palavras «gruta», «manjedoira», «palha», «leite», «gemidos», ao porem-nos diante dos olhos o Menino de Belém, deverão ter sobre nós o efeito de setas inflamadas ferindo-nos de amor o coração. Bendita gruta, bendita manjedoira, bendita palha! Mas muito mais benditas ainda sejam as almas que com fervor e ternura amam este Senhor tão digno de amor, almas que, ardendo de inflamada caridade, O recebem na santa comunhão. Com que ardor, com que alegria, Jesus vem descansar nas almas que verdadeiramente O amam!

(Fonte: Evangelho Quotidiano)