Pureza

Pureza
Rezemos pela pureza de todos os que se encontram ao serviço de Jesus Cristo e da Sua Igreja, para que livres do pecado sejam bons filhos de Deus

terça-feira, 13 de outubro de 2020

Obrigado por tudo

Sérias dificuldades que me fazem ter, cada vez com mais frequência, períodos de confusão de memória e raciocínio, levam-me após ponderação a suspender toda a minha atividade no blogue. Algumas publicações por se encontrarem agendadas serão publicadas ainda assim. Receio que desta vez a interrupção possa ser por um período prolongado senão mesmo definitivo.

Procurarei, se os autores estiverem de acordo, continuar a publicar os textos quinzenais do José Maria André e os que o Pe. Rodrigo Lynce Faria me envia.

A origem da minha maleita está perfeitamente identificada e é o preço para não estar em sofrimento permanente, ou seja, é devido à medicação paliativa prescrita em consulta de especialidade da dor. Sei que o meu Grande Amigo está ao meu lado e não me fará suportar nada que eu não tenha capacidade para aceitar a assim Lhe oferecer. Não posso deixar de mencionar o incondicional apoio da minha família, em especial da Pilar com quem, se Deus quiser, irei celebrar 50 anos de união daqui a cinco meses, ela é mulher, amiga, enfermeira e está sempre disponível.

Obrigado por tudo, sobretudo pelas vossas orações,

João Paulo Reis

terça-feira, 12 de novembro de 2019

A autoridade dos pais

A educação não pode prescindir nunca da autoridade. Mas a autoridade não pode prescindir nunca do bom exemplo e da confiança, que tornam aceitável o seu exercício.

A autoridade dos pais na educação dos seus filhos possui um fundamento natural. Surge espontaneamente. Mais do que procurar conquistá-la, os pais devem ter a preocupação de mantê-la e de exercitá-la bem.

Como alguém disse, a autoridade possui uma estreita relação com a verdade porque a representa. Assim entendida, a autoridade não é nunca arbitrariedade, mas sim um verdadeiro serviço.

É interessante notar que esta noção de autoridade como serviço é, na cultura actual, muito pouco compreendida. Isso possui uma forte influência na relação entre pais e filhos, professores e alunos, patrões e empregados, governantes e cidadãos.

É verdade que pode haver abuso de autoridade em todas essas relações: a isso chamamos autoritarismo. Mas também é verdade que, sem a autoridade bem exercida, as relações tornam-se difíceis e o bem comum sofre com isso.

Exercer a autoridade como serviço é completamente diferente de impor-se ou conseguir ser obedecido a qualquer preço. Aquele que tem autoridade não deve ser um ditador, mas sim uma testemunha da verdade e do bem.

Por isso, antes da palavra que indica o que se deve fazer ou evitar, esperamos daquele que possui autoridade que nos dê bom exemplo. Que as suas obras estejam de acordo com as suas palavras. Que os seus mandatos sejam razoáveis e procurem só o bem de todos.

As crianças observam tudo o que fazem os seus pais e tendem a imitá-los. Se os pais souberam dar bom exemplo e “conquistar” a confiança dos filhos, saberão exercer a autoridade de um modo sábio e paciente quando chegar a etapa da adolescência.

Nesse momento tão importante da vida, a autoridade dos pais depende directamente da relação de confiança que souberam “construir” quando os filhos eram ainda pequenos.

Pe. Rodrigo Lynce de Faria

As aparência e os «slogans» que desvirtuam a realidade

“Muitas vezes, deixamo-nos impressionar e condicionar pelas aparências e os ‘slogans’ que desnaturam as coisas. Procuremos ver, para lá do que parece, a centelha de bondade que ali está depositada e que poderá iluminar o nosso juízo

(Bento XVI – Angelus de 11.11.12)

O Evangelho do dia 12 de novembro de 2019

«Quem de vós, tendo um servo a lavrar ou a guardar gado, lhe dirá quando ele voltar do campo: Vem depressa, põe-te à mesa? Não lhe dirá antes: Prepara-me a ceia, cinge-te e serve-me, enquanto eu como e bebo; depois comerás tu e beberás? Porventura, fica o senhor obrigado àquele servo, por ter feito o que lhe tinha mandado? Assim também vós, depois de terdes feito tudo o que vos foi mandado, dizei: Somos servos inúteis; fizemos o que devíamos fazer».

Lc 17, 7-10

segunda-feira, 11 de novembro de 2019

Tu, sempre tu, sempre o que é ‘teu’

Egoísta! – Tu, sempre tu, sempre o que é "teu". – Pareces incapaz de sentir a fraternidade de Cristo: nos outros, não vês irmãos; vês "degraus". Pressinto o teu rotundo fracasso. – E, quando te tiveres afundado, quererás que tenham para contigo a caridade que agora não queres ter. (Caminho, 31)

Repito-vos com S. Paulo: ainda que eu falasse as línguas dos homens e a linguagem dos anjos, se não tiver caridade, sou como o bronze que ressoa ou como o címbalo que tine. E ainda que eu tivesse o dom da profecia e conhecesse todos os mistérios e possuísse toda a ciência, e tivesse toda a fé, de modo a mover montanhas, se não tiver caridade, não sou nada. E ainda que distribuísse todos os meus bens para sustento dos pobres e entregasse o meu corpo para ser queimado, se não tiver caridade, nada me aproveita .

Perante estas palavras do Apóstolo dos gentios, não faltam os que se assemelham àqueles discípulos de Cristo, que, ao anunciar-lhes Nosso Senhor o Sacramento da sua Carne e do seu Sangue, comentaram: – É dura esta doutrina; quem a pode escutar?. É dura, sim. Porque a caridade que o Apóstolo descreve não se limita à filantropia, ao humanitarismo ou à natural comiseração pelo sofrimento alheio; exige a prática da virtude teologal do amor a Deus e do amor, por Deus, aos outros. (Amigos de Deus, 235)

São Josemaría Escrivá

Eucaristia é amor

«Depois de amar os seus que estavam no mundo, ‘amou-os até ao fim’ (Jo 13, 1). A Última Ceia é precisamente testemunho daquele amor com que Cristo, Cordeiro de Deus, nos amou até ao fim.

(…) o significado da Eucaristia. A morte não é o seu fim, mas o seu início. A Eucaristia tem início na morte, como ensina São Paulo: ‘Sempre que comerdes este pão e beberdes este cálice  anunciais a morte do Senhor até que Ele venha’ (Cor. 11, 26. 6).»

(São João Paulo II - Homilia Missa Vespertina “in Cena Domini” – 12/IV/1979)

S. Martinho (de Tours) †397

São Martinho nasceu no ano de 316, na Sabária da Panónia (Hungria). Seu pai era oficial do Exército Romano. Aos 12 anos, contrariando a vontade dos pais, tornou-se cristão. Entretanto, o pai contrapôs-se terminantemente a essa decisão do filho, alistando-o no Exército Romano. Aconteceu, nessa época, o famoso episódio da manta de guarda imperial: ao ver um mendigo tiritando de frio, corta ao meio a sua manta e oferece-lhe uma parte. À noite sonhou e viu Jesus envolto naquele pedaço de manta, dizendo: "Martinho, ainda não baptizado, deu-me este vestuário".

Abandonou, então, o Exército e fez-se baptizar por Santo Hilário de Poitiers. Entregou-se à vida de eremita, fundando um mosteiro em Ligugé, França, onde vivia sob a orientação de Santo Hilário. Ordenado sacerdote, foi mais tarde aclamado bispo de Tours (371). Tornou-se um grande evangelizador da França, verdadeiramente pastor, fundando mosteiros, instruindo o clero, defendendo a causa dos oprimidos e deserdados deste mundo. Morreu no ano de 397.

(Fonte: Evangelho Quotidiano)

O Evangelho do dia 11 de novembro de 2019

Assim falou Jesus; depois, levantando os olhos ao céu, disse: «Pai, chegou a hora: Glorifica o Teu Filho, para que Teu Filho Te glorifique a Ti e, pelo poder que Lhe deste sobre toda a criatura, dê a vida eterna a todos os que lhe deste. Ora a vida eterna é esta: Que Te conheçam a Ti como o único Deus verdadeiro e a Jesus Cristo a Quem enviaste. Glorifiquei-Te sobre a terra; acabei a obra que Me deste a fazer. E agora, Pai, glorifica-Me junto de Ti mesmo, com aquela glória que tinha em Ti antes que houvesse mundo. «Manifestei o Teu nome aos homens que Me deste do meio do mundo. Eram Teus e Tu Mos deste; e guardaram a Tua palavra.

Lc 17, 1-6