Quarta-feira, 22 de Maio de 2013

Amar a Cristo...

Meu amado Jesus Cristo, do Teu sofrimento e morte na Cruz procuramos retirar todo o significado e deles aprender a ser gratos e humildes de coração.

Embora saibamos, para lá de qualquer dúvida, que Ressuscitaste e glorificado pelo Pai subiste ao Céu para estares à Sua direita, a Tua Paixão num primeiro momento comove-nos e entristece-nos perante tamanha crueldade e horror físico.

Não nos deixes arrebatar pela tristeza da Paixão e ajuda-nos a com muita fé e alegria, exaltar-Te, divulgando com lucidez, amor ao próximo e paciência, a glória da Ressurreição e a graça imensa do envio do Divino Espírito Santo.

Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo!

JPR

Modéstia, como as mulheres devem se portar - Parte 1

Participaremos na sua maternidade espiritual

Recorre constantemente à Virgem Santíssima, Mãe de Deus e Mãe da humanidade: e Ela atrairá, com suavidade de Mãe, ao amor de Deus as almas com quem fazes apostolado, para que se decidam a ser – no seu trabalho corrente, na sua profissão – testemunhas de Jesus Cristo. (Forja, 911)

Se nos identificarmos com Maria, se imitarmos as suas virtudes, poderemos conseguir que Cristo nasça, pela graça, na alma de muitos que se identificarão com Ele pela acção do Espírito Santo. Se imitarmos Maria, participaremos de algum modo na sua maternidade espiritual: em silêncio, como Nossa Senhora, sem que se note, quase sem palavras, com o testemunho íntegro e coerente de uma conduta cristã, com a generosidade de repetir sem cessar um fiat que se renova como algo íntimo entre Deus e nós. (Amigos de Deus, 281)

São Josemaría Escrivá 

Empenhemo-nos a fazer o bem!

O Papa afirmou hoje no Vaticano que a violência “em nome de Deus” é uma “blasfémia”, apelando a uma cultura de diálogo e de paz.

“Nós podemos matar em nome de Deus. E isso é, pura e simplesmente, uma blasfémia”, declarou, na homilia da missa a que presidiu na capela da Casa de Santa Marta.

A celebração contou com a presença do patriarca de Antioquia dos Maronitas (Líbano), cardeal Béchara Boutros Raï.

Francisco disse que “fazer o bem” deve ser o princípio que une toda a humanidade: “O Senhor criou-nos à sua imagem e semelhança. Ele faz o bem e todos nós temos no coração este mandamento: fazer o bem e não fazer o mal. Todos.”

Segundo o Papa, o bem não é “exclusividade dos católicos”, porque não se trata de uma questão de fé, mas de uma obrigação, “um cartão de identidade que o Pai deu a todos”.

“Todos nós devemos fazer o bem. E este mandamento, acredito que é uma bela estrada rumo à paz. Se nós fizermos o bem aos poucos, lentamente, vamos encontrar-nos lá, fazendo o bem. E assim criaremos a cultura do encontro”, precisou.

Francisco aludiu ainda à festa litúrgica de Santa Rita, “padroeira das causas impossíveis”.

“Peçamos-lhe esta graça, que todos façam o bem e nos encontremos neste trabalho, que é um trabalho de criação, que se parece com a criação do Pai”, concluiu.

RV/OC - Agência Ecclesia

Vídeo da ocasião em italiano

O Espírito Santo é o verdadeiro motor da evangelização

Hoje quarta-feira é dia de Audiência Geral na Praça de São Pedro. Uma Praça repleta de fieis para saudar o Papa Francisco que na sua catequese de hoje abordou o tema do Espírito Santo e da missão evangelizadora da Igreja:
"No Credo, logo a seguir a termos professado a fé no Espírito Santo, dizemos: creio na Igreja una, santa, católica e apostólica»: Há uma profunda ligação entre estas duas realidades da fé, porque é o Espírito Santo que dá a vida à Igreja e que a guia os seus passos."

Com estas palavras o Santo Padre coloca em destaque uma verdade concreta que é a de que sem a presença e a acção incessante do Espírito Santo, a Igreja não poderia viver e não poderia realizar a missão que Jesus Ressuscitado lhe confiou de ir por todo o mundo fazendo discípulos em todos os povos. Evangelizar é pois a missão da Igreja e não só de alguns mas de todos. E o grande motor da evangelização é o Espírito Santo. É preciso abrir-se à acção do Espírito Santo. São sinais da sua intervenção: primeiro, a unidade e a comunhão, como se viu no dia de Pentecostes, quando cada um dos presentes conseguia ouvir os Apóstolos na sua própria língua. É que todos falavam uma língua nova: a língua do amor que o Espírito derrama nos nossos corações.

"A língua do Espírito Santo, a língua do Evangelho é a língua da comunhão, que convida a superar o fechamento e a indiferença, divisões e contra-posições  Devemos perguntar-nos todos: como é que me deixo guiar pelo Espírito Santo por forma a que o meu testemunho de fé seja de unidade e de comunhão? Levo a palavra de reconciliação e de amor que é o Evangelho nos ambientes em que vivo? Às vezes parece que se repete hoje aquilo que aconteceu em Babel: divisões, incapacidade de compreenderem-se, rivalidades, invejas, egoísmo  Levar o Evangelho é anunciar e vivermos nós em primeiro lugar a reconciliação, o perdão, a paz, a unidade, o amor que o Espírito Santo nos dá."

O segundo sinal é a coragem humilde que o Espírito dá ao mensageiro do Evangelho, fazendo brotar sempre novas energias, novos caminhos e nova audácia para a missão. E o terceiro sinal: tudo parte sempre da oração, porque, sem ela, torna-se vazia a nossa acção e sem alma o nosso anúncio.
"Eis um outro efeito da acção do Espírito Santo: a coragem de anunciar a novidade do Evangelho de Jesus a todos, com franqueza, em voz alta, em cada momento e em cada lugar. E isto acontece também hoje para a Igreja e para cada um de nós: do fogo do Pentecostes, da acção do Espírito Santo, libertam-se sempre novas energias de missão, novos caminhos por onde anunciar a mensagem da salvação, nova coragem para evangelizar."

Um terceiro elemento é aquele da oração. Para uma nova evangelização é necessário partir da oração de um encontro profundo e íntimo com o Senhor...
"Uma nova evangelização, uma Igreja que evangeliza deve partir sempre da oração, da prece, como os Apóstolos no Cenáculo, o fogo do Espírito Santo... "
"Sem a oração o nosso agir torna-se vazio e o nosso anunciar não tem alma, não é animado pelo Espírito."

O Papa Francisco saudou ainda os peregrinos presentes nas diferentes línguas. Eis a saudação aos peregrinos de língua portuguesa:
"Com íntimo afecto saúdo os grupos de fiéis vindos da diocese de Benguela (Angola), de Brasília e Carcavelos e todos os demais peregrinos de língua portuguesa, recordando a cada um a sua própria missão de ser evangelizador. O Espírito Santo tornar-vos-á capazes de viver e testemunhar a vossa fé e iluminará o coração das pessoas que encontrardes. Deixai-vos guiar por Ele, sem medo daquilo que vos peça ou aonde vos mande. O Senhor vos abençoe, para serdes em toda a parte farol de luz do Evangelho para todos. Nossa Senhora acompanhe e proteja a vós todos e aos vossos entes queridos."

Aquando da saudação aos peregrinos de língua inglesa o Santo Padre saudou calorosamente as vítimas e as famílias atingidas pelo tornado que se abateu sobre a região de Oklahoma nos Estados Unidos.

(Fonte: 'news.va')

Ermida no campus da Universidade de Navarra

Só vendo, por que é difícil descrever a beleza da imagem de Santa Maria do Amor Formoso com o Menino ao colo e a devoção permanente de gente de todas as idades, mas sobretudo jovens, que param para saudar a Virgem Santíssima.

A quantidade de bouquets de flores depositados no exterior neste mês de maio é enorme, concluindo, que alegria ver a nossa Mãe tão bem tratada, venerada e mimada.

JPR

Significado da Cruz

A Cruz, um símbolo horrível?

Em certo sentido, a Cruz envolve um horror que não lhe devemos tirar. É o modo de execução mais cruel que a Antiguidade conhecia e que não se podia aplicar aos romanos, porque mancharia a honra romana. Ver que o mais puro dos homens, que era mais do que um homem, é executado de modo tão cruel pode levar-nos, primeiro, a ficar horrorizados. Mas precisamos horrorizar-nos connosco e sair do nosso comodismo.

Neste ponto, penso que Lutero estava com a razão quando disse que o homem tem de se horrorizar consigo mesmo para chegar ao bom caminho.

Mas não se há-de ficar no horror, não se trata apenas de horror, pois quem nos olha do alto da Cruz não é um homem fracassado, um homem desesperado, uma das terríveis vítimas da humanidade: esse Crucificado diz-nos uma coisa diferente do que nos dizem Espartaco e os seus seguidores derrotados. Dessa Cruz, olha-nos uma bondade que permite que a vida recomece mesmo no horror. Olha-nos a própria bondade de Deus, que se entrega às nossas mãos, que se dá a nós e que, por assim dizer, suporta connosco todo o horror da História. Numa perspectiva mais profunda, esse sinal, que nos apresenta a dimensão perigosa do ser humano e todos os seus horrores, deixa-nos então contemplar ao mesmo tempo o Deus mais forte, mais forte na sua fraqueza, e o facto de sermos amados por Ele. É um sinal de perdão, na medida em que dá esperança, mesmo nos abismos da História.

Actualmente, faz-se muito a pergunta de como ainda seria possível falar de Deus depois de Auschwitz e de como ainda seria possível fazer teologia. Eu diria que a Cruz resume antecipadamente o horror de Auschwitz. Deus está crucificado e diz-nos que esse Deus, aparentemente tão fraco, é o Deus que -incompreensivelmente - perdoa, e que, na sua aparente ausência, é o Deus mais forte.

(Cardeal Joseph Ratzinger in ‘O sal da terra’, págs. 22-23)

Brasil celebra o Centenário das Aparições de Fátima com a visita de uma das imagens peregrinas a todas as dioceses

CENTENÁRIO DAS APARIÇÕES DE FÁTIMA


No passado dia 12 de maio teve início, no Santuário de Nossa Senhora de Fátima do Rio de Janeiro, uma grandiosa peregrinação da Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Fátima (a n.º 12) que deverá percorrer todas as dioceses do Brasil até ao dia 13 de outubro de 2017.

A celebração foi presidida pelo cardeal D. Odilio Pedro Scherer, arcebispo de São Paulo, e contou com a presença de uma multidão calculada em cerca de 30 000 fiéis.

Por esta ocasião, o cardeal Secretário de Estado do Vaticano, D. Tarcísio Bertone, dirigiu uma carta ao arcebispo do Rio de Janeiro, D. Orani João Tempesta, em que manifestou a alegria de Sua Santidade o Papa Francisco por esta iniciativa evangelizadora sob os auspícios da Virgem de Fátima, fazendo votos de que esta seja uma oportunidade para reforçar a consciência da importância e beleza da oração do terço, que permite aprender de Nossa Senhora a contemplar os mistérios da vida de Jesus, percebendo sempre mais a Sua presença junto de nós.

Esta peregrinação, que tem por objetivo celebrar o Centenário das Aparições de Fátima, é coordenada pela associação arquidiocesana do Rio de Janeiro “Tarde com Maria”.

António Valinho,
Reitoria do Santuário de Fátima

Outras saídas das imagens peregrinas de Nossa Senhora Fátima previstas para os próximos tempos: http://www.fatima.pt/portal/index.php?id=1513 (última atualização em abril de 2013)

BOLETIM INFORMATIVO DO SANTUÁRIO DE FÁTIMA 62/2013, de 21 de maio de 2013

O triunfo do Imaculado Coração de Maria

Há uma misteriosa relação entre as aparições marianas da Cova da Iria, a «conversão» da Rússia e o triunfo do Imaculado Coração de Maria.

É sabido que uma parte importante do segredo de Fátima tem a ver com a ex-União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS). Na terceira aparição, a 13 de Julho de 1917, a «Senhora mais branca do que o sol» veio «pedir a consagração da Rússia» ao seu Imaculado Coração. Se assim se tivesse feito, esse país ter-se-ia então convertido e teria havido paz, mas como assim não aconteceu, espalhou os seus erros pelo mundo, promovendo guerras e perseguições à Igreja e, por isso, os bons foram martirizados, o Santo Padre teve muito que sofrer e várias nações foram aniquiladas, perdendo a sua independência e liberdade.

Hoje é sabido que a queda do muro de Berlim, em 1989, a derrocada pacífica da cortina de ferro, o colapso da antiga URSS e a implosão de todos os seus satélites, os países do Pacto de Varsóvia, não eram humanamente expectáveis, nem foram de facto previstos por nenhum politólogo. Para o crente, contudo, aquela impressionante reviravolta política, que devolveu a liberdade a milhões de cidadãos escravizados por uma das piores tiranias de que há memória, ficou-se a dever à consagração realizada pelo Beato João Paulo II, em Roma, a 25 de Março de 1984, e reconhecida formalmente como válida pela própria vidente.

É certo que alguns pontífices tinham querido realizar esse mandato da Mãe de Deus mas, por incumprimento de algumas das condições estipuladas por Nossa Senhora, essas tentativas malograram-se. Também é verdade que a diplomacia da Santa Sé há já várias décadas que procurava reatar relações com os Estados comunistas do leste europeu, mas sem resultados significativos ou, pelo menos, absolutamente incapazes de explicar a «conversão da Rússia» e do seu império do mal.

O que, em 1917, era uma incrível profecia, é hoje história. Tanto mais inacreditável se se tiver em conta que, só depois de concluídas as aparições de Fátima, isto é em Novembro de 1917, é que a Rússia se torna um Estado totalitário. Além do mais, os confidentes da celestial Senhora nem sequer sabiam da existência dessa potência estrangeira, situada no extremo oposto do continente europeu. Muito menos podiam estar a par das suas convulsões internas, nem do regime implacável que nessas vastos domínios da Europa oriental se iria instalar em breve, com tão funestas consequências para a liberdade religiosa de todos os crentes dos países integrados ou submetidos à URSS.

Todavia, a conversão da Rússia, que talvez só se complete com o regresso da ortodoxia à catolicidade da Igreja, não era a única bênção que Nossa Senhora prometia, se essa nação a Ela fosse consagrada: «O Santo Padre consagrar-me-á a Rússia que se converterá e será concedido ao mundo algum tempo de paz». «Por fim, o meu Imaculado Coração triunfará». Assim se entende que o Papa emérito Bento XVI, na solene homilia da celebração eucarística de 13 de Maio de 2010, tenha dito: «Iludir-se-ia quem pensasse que a missão profética de Fátima esteja concluída». De forma ainda mais explícita, expressou nessa mesma ocasião o seguinte voto: «Possam os sete anos que nos separam do centenário das aparições apressar o anunciado triunfo do Coração Imaculado de Maria».

Pela primeira vez na história da Igreja, o Papa tem o nome do único vidente masculino de Fátima. E foi o Papa Francisco – eleito num dia 13, do terceiro mês, do ano 2013 … – que quis que o seu pontificado romano fosse consagrado a Maria, na Cova da Iria, como aconteceu no passado dia 13 de Maio, pela mediação do nosso Patriarca. Talvez não seja temerário supor que este gesto, à semelhança da consagração do Beato João Paulo II e a sua inequívoca relação com a «conversão» da Rússia, é o sinal que pressagia, por fim, o prometido e tão desejado triunfo do Imaculado Coração de Maria.

Pe. Gonçalo Portocarrero de Almada in 'Voz da Verdade'

S. Josemaría Escrivá nesta data em 1974

Chega ao Rio de Janeiro (Brasil) onde inicia uma viagem de catequese por vários países da América do Sul. “Neste país abris com naturalidade os braços a toda a gente e recebeis com carinho. Queria que isso se convertesse num movimento sobrenatural, num empenho grande por dar a conhecer Deus a todas as almas, de unir, de fazer o bem não só nesta nação, mas também, a partir deste grande país, a todo o mundo. Podeis! E deveis! E já que o Senhor vos dá os meios, dar-vos-á também a vontade de trabalhar”.

(Fonte: site de S. Josemaría Escrivá http://www.pt.josemariaescriva.info/)

Maio mês de Maria - Ave Maria - Gounod por Oksana Stepanyuk

Eles andam connosco?

Concílio Vaticano II
Constituição dogmática sobre a Igreja «Lumen gentium», § 16 (rev)


Finalmente, aqueles que ainda não receberam o Evangelho estão, de uma forma ou de outra, orientados para o Povo de Deus. Em primeiro lugar, aquele povo que recebeu a aliança e as promessas, e do qual nasceu Cristo segundo a carne (cf Rom 9,4-5), povo muito amado segundo a eleição «por causa dos Patriarcas, já que os dons e o chamamento de Deus são irrevogáveis» (cf Rom 11,28-29). Mas o desígnio da salvação estende-se também àqueles que reconhecem o Criador, entre os quais vêm em primeiro lugar os muçulmanos, que professam seguir a fé de Abraão e connosco adoram o Deus único e misericordioso, que há-de julgar os homens no último dia.

E o mesmo Senhor nem sequer está longe daqueles que buscam, na sombra e em imagens, o Deus que ainda desconhecem; já que é Ele Quem a todos dá vida, respiração e tudo o mais (cf At 17,25-28) e, como Salvador, quer que todos os homens se salvem (cf 1Tim 2,4). Com efeito, aqueles que, ignorando sem culpa o Evangelho de Cristo e a Sua Igreja, procuram, contudo, a Deus com coração sincero, e se esforçam, sob o influxo da graça, por cumprir a Sua vontade, manifestada pelo ditame da consciência, também esses podem alcançar a salvação eterna. Nem a Divina Providência nega os auxílios necessários à salvação àqueles que, sem culpa, não chegaram ainda ao conhecimento explícito de Deus e se esforçam, não sem o auxílio da graça, por levar uma vida recta. Tudo o que de bom e verdadeiro neles há é considerado pela Igreja como preparação para receberem o Evangelho, dado por Aquele que ilumina todos os homens, para que possuam finalmente a vida.

(Fonte: Evangelho Quotidiano)

«Quisemos impedi-lo porque não nos segue»

Pio XII, papa entre 1939 e 1958
Encíclica «Mystici Corporis Christi», nº 94

Imitemos a vastidão daquele amor do próprio Jesus, modelo supremo de amor pela Igreja. É certo que esposa de Cristo é só a Igreja; contudo, o amor do divino Esposo é tão vasto que a ninguém exclui e, na Sua esposa, abraça a todo o género humano; pois que o Salvador derramou o Seu sangue na cruz para conciliar com Deus a todos os homens de todas as nações e estirpes, e para os reunir num só corpo. Por conseguinte, o verdadeiro amor da Igreja exige, não só que sejamos todos no mesmo corpo membros uns dos outros, cheios de mútua solicitude (cf. R m 12, 5; 1Cor 12, 25), membros que se alegrem com os que se alegram e sofram com os que sofrem (cf. lCor 12, 26), mas que também nos outros homens, ainda não incorporados connosco na Igreja, reconheçamos outros tantos irmãos de Jesus Cristo segundo a carne, chamados como nós para a mesma salvação eterna.

É verdade que hoje não faltam – e é um grande mal – os que vão exaltando a rivalidade, o ódio, o rancor, como coisas que elevam e nobilitam a dignidade e o valor do homem. Nós, porém, que magoados vemos os funestos frutos de tal doutrina, sigamos o nosso Rei pacífico, que nos ensinou a amar os que não são da mesma nação ou mesma estirpe (cf. Lc 10, 33-37) e até os próprios inimigos (cf. Lc 6, 27-35; Mt 5, 44-48). Nós, compenetrados dos suavíssimos sentimentos do Apóstolo das gentes, com ele cantemos o comprimento, a largura, a sublimidade, a profundeza da caridade de Cristo (cf. Ef 3, 18), que nem a diversidade de nacionalidade, ou de costumes pode quebrar, nem a vastidão imensa do oceano diminuir, nem as guerras, justas ou injustas, arrefecer.

O Evangelho do dia 22 de maio de 2013

João disse-lhe: «Mestre, vimos um homem, que não anda connosco, expulsar os demónios em Teu nome e nós lho proibimos porque não nos segue». Jesus, porém, respondeu: «Não lho proibais, porque não há ninguém que faça um milagre em Meu nome e que possa logo dizer mal de Mim. Porque quem não é contra nós, está connosco.

Mc 9, 38-40

Terça-feira, 21 de Maio de 2013

Amar a Cristo...

Senhor Jesus, quão necessitados andamos de viver a virtude da temperança depois de anos de consumo desregrado e envolvidos na febre consumista.

Ajuda-nos, Te rogamos, a nesta época de dificuldade a sabermos valorizar a temperança e tê-la em tudo, mesmo naquilo que depende estritamente da correcta intenção do nosso discernimento, nos nossos apetites, na nossa discrição e nas nossas paixões, ajuda-nos a em tudo sermos comedidos, para que assim sejamos exemplo de bons cristãos e possamos ajudar melhor os mais necessitados.

Tanto que Te pedimos, tanto que nos dás e tanto que continuamente desperdiçamos, ofendendo-Te! Perdoa-nos Senhor!

JPR

Como devemos nos preparar para a morte?

25 Maio 17h30 Mons.Hugo de Azevedo "São Thomas More" - Oratório de São Josemaria


Vaticano desmente “exorcismo” papal na Praça de São Pedro

Um vídeo a circular na internet (vide s.f.f.http://spedeus.blogspot.pt/2013/05/o-papa-francisco-tera-praticado.htmlalega mostrar o Papa Francisco a exorcizar um jovem deficiente, mas o director da sala de imprensa da Santa Sé diz que se tratou apenas de uma bênção.

O alegado exorcismo feito pelo Papa Francisco a um jovem deficiente na Praça de São Pedro afinal não existiu, garante o padre Federico Lombardi.

Imagens postas a circular na internet e em vários órgãos de imprensa mostram o Papa a benzer uma série de crianças e jovens deficientes depois da missa de Pentecostes, no passado Domingo.

A dada altura o Papa aproxima-se de um rapaz numa cadeira de rodas, acompanhado por um sacerdote. Francisco começa por colocar a mão na testa do rapaz, mas a expressão do Santo Padre altera-se quando o sacerdote lhe fala ao ouvido. Logo de seguida o Papa coloca ambas as mãos sobre a cabeça do rapaz, algo que não faz com nenhuma das outras pessoas que se encontram no local, e reza de forma mais concentrada.

No vídeo vê-se claramente uma expressão de preocupação do segurança pessoal do Papa, que começa a pedir a outra pessoa para se colocar à frente da câmara de filmar, mas antes nota-se a boca do rapaz na cadeira de rodas a contorcer-se e ouve-se um grito.

Tudo se passa em instantes e o Papa segue o seu caminho, não antes de o sacerdote que acompanhava o jovem de cadeira de rodas entregar um dossier aos seguranças de Francisco.

Contudo, em reacção às notícias que davam conta de um exorcismo, o director da Sala de Imprensa da Santa Sé veio esta terça-feira negar, dizendo que o Santo Padre apenas rezou pela pessoa em questão.

Rádio Renascença online
http://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=29&did=108217

O trono de Maria é a Cruz

Pede humildemente ao Senhor que te aumente a Fé. – E depois, com novas luzes apreciarás bem as diferenças entre as sendas do mundo e o teu caminho de apóstolo. (Caminho, 508)

O trono de Maria, como o de seu Filho, é a Cruz. E durante o resto da sua existência, até que subiu ao Céu em corpo e alma, a sua silenciosa presença é o que nos impressiona mais. S. Lucas, que a conhecia bem, anota que Ela está junto dos primeiros discípulos, em oração. Assim termina os seus dias terrenos Aquela que havia de ser louvada pelas criaturas até à eternidade.


Como contrasta a esperança de Nossa Senhora com a nossa impaciência! Com frequência exigimos que Deus nos pague imediatamente o pouco bem que fizemos. Mal aflora a primeira dificuldade, queixamo-nos. Muitas vezes somos incapazes de aguentar o esforço, de manter a esperança, porque nos falta fé: bem-aventurada és tu, porque acreditaste que se cumpririam as coisas que te foram ditas da parte do Senhor. (Amigos de Deus, 286)

São Josemaría Escrivá

O verdadeiro poder é o serviço

“Para o cristão, progredir significa abaixar-se como fez Jesus” – ressaltou o Papa na missa celebrada na manhã desta terça, 21, na Casa Santa Marta. Francisco reiterou ainda que o verdadeiro poder é o serviço e que não deve haver luta pelo poder na Igreja.

O Diretor de Programação da RV, Pe. Andrzej Koprowski sj e um número expressivo de jesuítas que trabalham na emissora concelebraram com o Papa. Estavam também presentes Maria Voce e Giancarlo Faletti, presidente e vice-presidente do Movimento dos Focolares. 

Como de costume, o Papa refletiu sobre o episódio narrado no Evangelho do dia, e neste caso, falou a respeito dos discípulos, que discutiam sobre quem era o mais poderoso enquanto Jesus narrava a sua Paixão. “A luta pelo poder na Igreja – observou – não é coisa destes dias...”. E lembrou:
“O verdadeiro poder é o serviço. Como Ele fez, que veio para servir e não para ser servido. Ele se rebaixou até a morte de Cruz por nós, para nos salvar. E não existe na Igreja nenhum outro caminho para progredir. Se não aprendermos esta regra cristã, jamais entenderemos a verdadeira mensagem de Jesus sobre o poder”. 

Continuando, Francisco disse que o maior serviço é o serviço aos outros: esta é a regra. E, todavia, desde as origens até hoje, houve sempre “lutas de poder na Igreja”, inclusive “em nosso modo de falar”, como por exemplo – citou – o verbo ‘promover’. 

“A verdadeira promoção é a promoção à humilhação, pois é a que mais se assemelha a Jesus”.

No final da homilia, Francisco recordou que Santo Inácio de Loyola, nos Exercícios Espirituais, pedia ao Senhor Crucificado “a graça das humilhações”.

(Fonte: ´news.va´)

Vídeo da ocasião em italiano

Exorcismo

O telemóvel tocou. Uma voz aflita do outro lado: "Sr. Padre, o João está muito mal. Podia vir vê-lo".
O sacerdote já conhecia o caso. Aquele rapaz tinha feito todos os exames possíveis exames: epilepsia, convulsões, tacs... De vez em quando, assim que a avó começava a rezar o terço, ele sentia-se mal e saía. Já tinha sido acólito. Uns dias antes, a avó tinha contado o caso ao sacerdote, que se aconselhou com outro sacerdote mais velho e com mais experiência.
Naquele dia, o rapaz gritava e nada nem ninguém o conseguia acalmar. Quando o sacerdote chegou, tremia de nervoso. Abriu o ritual dos exorcismos, e começou a rezar. O João gritava ainda mais alto. Depois da litânia dos santos, o sacerdote impôs-lhe as mãos. A pouco e pouco, à medida que ia recitando as orações de exorcismo, o João foi acalmando.
Depois de terminar, o sacerdote esperou um pouco. O João não se lembra de nada. Sente-se cansado. Pede ao sacerdote para conversarem um pouco. Os outros saem.
Ainda foi preciso repetir o exorcismo várias vezes. O João voltou a ir à Missa, a rezar o terço com a avó.

Há quem tenha mais medo dos exorcismos do que do demónio. Já houve tempos em que tinha dúvidas sobre estas coisas. À semelhança daquele cura de aldeia, a constatação directa destas realidades levou-me a mudar de opinião. O demónio existe mesmo e Jesus Cristo é o único que salva. Não são os méritos (ou desméritos, no meu caso) do sacerdote que contam. A oração de libertação resulta quando se tem fé. Resulta mesmo.

Publicada por JP em 8/24/2009 06:33:00 PM

Blogue “Ubi caritas” AQUI

Tema para reflexão - Exorcismo


1. E.56.1 Exorcismo na celebração do Baptismo
§1237 Visto que o Baptismo significa a libertação do pecado e de seu instigador, o Diabo, pronuncia-se um (ou vários) exorcismo(s) sobre o candidato. Este é ungido com o óleo dos catecúmenos ou então o celebrante impõe-lhe a mão, e o candidato renuncia explicitamente a Satanás. Assim preparado, ele pode confessar a fé da Igreja, à qual será "confiado" pelo Baptismo.
 
2. E.56.2 Significação dos exorcismos de Jesus
§517 Toda a vida de Cristo é mistério de Redenção. A Redenção nos vem antes de tudo pelo sangue da Cruz, mas este mistério está em ação em toda a vida de Cristo: já em sua Encarnação, pela qual, fazendo-se pobre, nos enriqueceu por sua pobreza; em sua vida oculta, que, por sua submissão, serve de reparação para nossa insubmissão; em sua palavra, que purifica seus ouvintes; em suas curas e em seus exorcismos, pelos quais "levou nossas fraquezas e carregou nossas doenças" (Mt 8,17); em sua Ressurreição, pela qual nos justifica.
§550 O advento do Reino de Deus é a derrota do reino de Satanás: "Se é pelo Espírito de Deus que eu expulso os demónios, então o Reino de Deus já chegou a vós" (Mt 12,28). Os exorcismos de Jesus libertam homens do domínio dos demónios. Antecipam a grande vitória de Jesus sobre "o príncipe deste mundo". E pela Cruz de Cristo que o Reino de Deus ser definitivamente estabelecido: "Regnavit a ligno Deus - Deus reinou do alto do madeiro".
 
3. E.56.3 Significação e fins do exorcismo e de sua maneira de fazer
§1673 Quando a Igreja exige publicamente e com autoridade, em nome de Jesus Cristo, que uma pessoa ou objecto seja protegido contra a influência do maligno e subtraído a seu domínio, fala-se de exorcismo. Jesus o praticou, é dele que a Igreja recebeu o poder e o encargo de exorcizar. Sob uma forma simples, o exorcismo é praticado durante a celebração do Baptismo. O exorcismo solene, chamado "grande exorcismo", só pode ser praticado por um sacerdote, com a permissão do bispo. Nele é necessário proceder com prudência, observando estritamente as regras estabelecidas pela Igreja. O exorcismo visa expulsar os demónios ou livrar da influência demoníaca, e isto pela autoridade espiritual que Jesus confiou à sua Igreja. Bem diferente é o caso de doenças, sobretudo psíquicas, cujo tratamento depende da ciência médica. É importante, pois, verificar antes de celebrar o exorcismo se se trata de uma presença do maligno ou de uma doença.
  (CIC – CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA)

Publicada por ontiano em NUNC COEPI - http://amexiaalves-nunccoepi.blogspot.com/

O Papa Francisco terá praticado exorcismo na Praça de São Pedro (veja as imagens que são de facto impressionantes)



O Papa Francisco terá realizado uma oração de exorcismo, ontem, na Praça de São Pedro, impondo as mãos sobre a cabeça de um enfermo, depois de o sacerdote que acompanhava o rapaz lhe ter revelado que ele sofria de possessões. A cena ocorreu logo após a Missa de Pentecostes celebrada pelo Santo Padre, com a presença de mais de 200 mil pessoas. Segundo os exorcistas do programa "Vade Retro" da TV2000, emissora da Conferência Episcopal Italiana, "não há dúvidas de que se tratou de um exorcismo".

No vídeo é possível ver o Papa Francisco rezando concentrado e com as mãos postas sobre a cabeça do jovem. De uma face serena, o rapaz imediatamente passa a emitir sons estranhos, acompanhado por uma feição que aparenta ódio. Depois de terminar a oração, o Papa segue cumprimentando os demais, enquanto se pode ver o sacerdote que acompanha o rapaz rezando por ele sob o olhar atónito dos que se encontravam à volta.

(Fonte: site do Pe. Paulo Ricardo)

O sinal da cruz

"O teu nome será uma bênção", disse Deus a Abraão no princípio da História da salvação. Em Cristo, filho de Abraão, cumpre-se em plenitude essa palavra.

Ele é uma bênção para toda a criação e para todos os homens. Por isso mesmo, a cruz, que é o seu sinal no céu e na terra, tinha que converter-se no gesto de bênção propriamente cristão. Traçamos o sinal da cruz sobre nós mesmos e entramos assim no poder de bênção de Jesus Cristo. Fazemos o sinal da cruz sobre as pessoas para quem desejamos a bênção. Fazemos o sinal da cruz também sobre as coisas que nos acompanham na vida e que queremos voltar a receber das mãos de Deus.

Mediante a cruz, podemos abençoar-nos uns aos outros. Pessoalmente, nunca esquecerei com que devoção e com que recolhimento interior o meu pai e a minha mãe ajudavam os seus filhos a persignar-se com água benta, quando éramos pequenos. E faziam-nos também o sinal da cruz na testa, na boca, no peito, quando íamos ausentar-nos, sobretudo se se tratava de uma ausência particularmente longa.

(Cardeal Joseph Ratzinger in ‘El espíritu de Ia liturgia’)

Nossa Senhora do Rosário

«O Terço não se pronuncia só com os lábios, mastigando as Ave-Marias umas atrás das outras. Assim cochicham as beatas e os beatos. Para um cristão, a oração vocal há-de enraizar-se no coração, de modo que, durante a recitação do Terço, a mente possa penetrar na contemplação de cada um dos mistérios»

(Sulco 477 - S. Josemaría Escrvivá)

Maio mês de Maria - Ave Maria - Gounod-Bach por Mario Lanza

S. Josemaría Escrivá nesta data em 1937


“Em carne viva. É assim que te encontras. Tudo te faz sofrer, nas potências e nos sentidos. E tudo é tentação para ti… - pobre filho! Sê humilde. Verás como te tiram depressa desse estado. E a dor, transformar-se-á em alegria; a tentação, em segura firmeza. Mas, entretanto, aviva a tua fé; enche-te de esperança; e faz contínuos actos de Amor, embora penses que não passam de simples palavras”, escreve nos seus Apontamentos íntimos durante um período de purificação interior.

(Fonte: site de S. Josemaría Escrivá http://www.pt.josemariaescriva.info/)

Bispo de Beja desafia responsáveis políticos a partilharem dos mesmos sacrifícios exigidos às famílias

«Boas propostas são aquelas que partem do testemunho», salienta D. António Vitalino

O bispo de Beja diz que chegou a hora dos governantes e políticos portugueses se mostrarem “realmente” comprometidos com a recuperação do país, partilhando dos mesmos sacrifícios que estão a ser exigidos às famílias.

“A mudança radical de modelo de vida não se impõe, mas propõe, e as boas propostas são aquelas que partem do testemunho”, sublinha D. António Vitalino, na sua nota semanal, enviada hoje à Agência ECCLESIA.

No seu texto, o prelado dirige-se diretamente àqueles “que tanto falam da necessidade de mudar de paradigma, procuram medidas de austeridade, impõem taxas de solidariedade”.

“Se estão realmente interessados no bem comum, pois foi para isso que foram eleitos, então que prescindam voluntariamente de parte dos seus vencimentos e mordomias”, sustenta o bispo alentejano.

Para o responsável católico, esta “seria uma prova de coerência” e ao mesmo tempo uma forma dos políticos recuperarem um pouco da “confiança” das pessoas, mostrando “o seu amor ao país e aos mais pobres”.

D. António Vitalino realça que a crise, mais do que “económica e financeira”, é sobretudo “ética e espiritual” - qualquer medida que não for ao encontro daquelas duas dimensões estará apenas a contribuir para “adiar a solução”.

As últimas medidas de austeridade, anunciadas pelo primeiro-ministro Pedro Passos Coelho no início deste mês, preveem a aplicação de uma taxa sobre reformas e pensões, a redução de 30 mil funcionários públicos e o aumento da idade da reforma para os 66 anos de idade, entre outras medidas.

O bispo de Beja considera que os cortes, para serem compreendidos e aceites pelas pessoas, também deveriam atingir “os vencimentos exorbitantes de gestores de empresas públicas e de bancos e as mordomias de ex-políticos”.

Num país com quase um milhão de desempregados, o prelado propõe maior atenção a todos quantos “têm dificuldade em viver dignamente” e mais diálogo e entreajuda no meio das comunidades, na busca de “soluções no mercado de trabalho ou, pelo menos, no voluntariado social”.

“A pior crise e tristeza que nos pode afetar é sentirmo-nos inúteis ou fecharmo-nos sobre nós mesmos”, aponta D. António Vitalino, que sublinha a importância da implementação de uma cultura de “solidariedade” e a partilha de “horizontes de fé e de esperança, para que a depressão não tome conta” da sociedade.

“Cada pessoa tem a sua dignidade e os seus dons, mas estes são concedidos para o bem comum, para riqueza da comunidade a que se pertence. De pouco valem, se não forem exercidos nesse sentido”, conclui.

JCP / Agência Ecclesia

O bispo, «servidor de todos», como qualquer cristão

Santo Agostinho (354-430), bispo de Hipona (Norte de África), doutor da Igreja 
Sermão 340 A (Guelferbytanus 32), para uma ordenação episcopal no ano 411


Todo aquele que está à cabeça do povo deve em primeiro lugar não esquecer que é o servo de todos, e nunca desdenhar deste serviço [...], uma vez que o Senhor dos senhores (1Tm 6,15) Se dignou pôr-Se Ele próprio ao nosso serviço.

Foi a impureza da carne que insinuou aos discípulos de Cristo uma espécie de desejo de grandeza e com isso lhes subiram à cabeça os vapores do orgulho. Com efeito, lemos que «levantou-se entre eles uma discussão sobre qual deles devia ser considerado o maior» (Lc 22,24); mas o Médico estava lá e refreou-lhes a presunção [...], mostrando-lhes o exemplo da humildade numa criança (Mt 18,1-5). [...] Não esqueçamos que foi o orgulho o primeiro mal e a origem de todo o pecado.

Por isso, entre outras virtudes dos responsáveis pela Igreja, o Apóstolo Paulo recomenda-nos a da humildade (1Tm 3,6). [...] Quando o Senhor procurou com palavras fortalecer os Seus Apóstolos na humildade, disse-lhes, evocando o exemplo da criança: «quem entre vós quiser fazer-se grande, seja o vosso servo» (Mt 20,26). [...] É como bispo que vos falo e por conseguinte a mim próprio dirijo estas palavras [...], porque Cristo «não veio para ser servido, mas para servir e dar a Sua vida em resgate por todos» (Mc 10,45). Foi assim que Ele serviu e que quer que também nós sirvamos: dando a Sua vida para nos resgatar. Quem de entre nós pode resgatar quem quer que seja? Fomos resgatados da morte pela Sua morte e pelo Seu sangue. Nós, que estávamos caídos por terra, fomos reerguidos pela Sua humildade. Agora, devemos fazer a nossa parte pelos Seus membros, porque fomos constituídos como tal: Ele é a cabeça, nós o corpo (Ef 1,22-23). Por isso nos exorta o Apóstolo João a imitá-Lo, dizendo: «Jesus deu a Sua vida por nós; assim também nós devemos dar a vida pelos nossos irmãos (1Jo 3,16).

(Fonte: Evangelho Quotidiano)

«Quem receber um destes meninos em Meu nome é a Mim que recebe»

Cardeal Joseph Ratzinger [Papa Bento XVI]
Der Gott Jesu Christi (O Deus de Jesus Cristo

É preciso lembrarmo-nos de que o título de nobreza teológica mais importante de Jesus é «Filho». Em que medida esta designação estava já linguisticamente prefigurada pela maneira como o próprio Jesus Se apresentou? [...] Não restam dúvidas de que ela é a tentativa de resumir, numa palavra, a impressão geral causada pela Sua vida; a orientação da Sua vida, a Sua raiz e o Seu ponto culminante tinham por nome «Abba» — Paizinho. Ele sabia que nunca estava só; e, até ao Seu último grito na cruz, esteve inteiramente virado para o Outro, para Aquele a Quem chamava Pai. Foi isto que tornou possível que por fim o Seu verdadeiro título de nobreza não fosse, nem «Rei», nem «Senhor», nem outros atributos de poder, mas uma palavra que também poderíamos traduzir por «Filho».

Podemos, portanto, dizer que, se a infância ocupa um lugar tão predominante na pregação de Jesus, é porque tem estreita ligação com o Seu mistério mais pessoal, a Sua filiação. A Sua mais alta dignidade, que nos leva à Sua divindade, não é, em última análise, um poder que Ele próprio possua; consiste no facto de estar voltado para o Outro — para Deus Pai. [...]

O homem quer tornar-se Deus (Cf Gn 3,5) e é nisso que se deve tornar. Mas sempre que, como no diálogo eterno com a serpente do Paraíso, tenta lá chegar livrando-se da tutela de Deus e da Sua criação, não se apoiando senão em si próprio, sempre que, numa palavra, se torna adulto, totalmente emancipado, e rejeita completamente a infância como estado de vida, desemboca no nada, porque se opõe à sua própria verdade, que é a dependência. Só conservando o que nele há de mais essencial à infância e à existência como filho, vivida antes de mais por Jesus, é que entra com o Filho na divindade.

O Evangelho do dia 21 de maio de 2013

Tendo partido dali, atravessaram a Galileia; e Jesus não queria que se soubesse. Ia instruindo os Seus discípulos e dizia-lhes: «O Filho do Homem vai ser entregue às mãos dos homens e Lhe darão a morte, mas ressuscitará ao terceiro dia depois da Sua morte». Mas eles não compreendiam estas palavras e temiam interrogá-l'O. Nisto chegaram a Cafarnaum. Quando estavam em casa, Jesus perguntou-lhes: «De que discutíeis pelo caminho?». Eles, porém, calaram-se, porque no caminho tinham discutido entre si qual deles era o maior. Então, sentando-Se, chamou os doze e disse-lhes: «Se alguém quer ser o primeiro, seja o último de todos e o servo de todos». Em seguida, tomando uma criança, pô-la no meio deles e, depois de a abraçar, disse-lhes: «Todo aquele que receber uma destas crianças em Meu nome, a Mim recebe, e todo aquele que Me receber a Mim, não Me recebe a Mim, mas Àquele que Me enviou».

Mc 9, 30-37