Segunda-feira, 19 de Março de 2012

Oração do humilde

Salmo 86

Oração de David.

Inclina, SENHOR, os teus ouvidos e responde-me,
porque estou triste e necessitado.
Protege a minha vida, porque te sou fiel;
salva o teu servo, que em ti confia.
Senhor, tem compaixão de mim,
que a ti clamo todo o dia.
Alegra o espírito do teu servo,
pois para ti, Senhor, elevo a minha alma.Porque Tu, Senhor, és bom e indulgente,
cheio de misericórdia para quantos te invocam.
Senhor, ouve a minha oração,
atende os gritos da minha súplica.
Por ti clamo, no dia da minha angústia,
na certeza de que me responderás.
Não há entre os deuses quem se compare a ti, Senhor;
nada há que se compare às tuas obras.Todas as nações, que criaste, virão adorar-te, Senhor,
e darão glória ao teu nome.
Porque só Tu és grande
e realizas maravilhas.

Ensina-me, SENHOR, o teu caminho
e caminharei na verdade.
Dirige o meu coração, para que honre o teu nome.
Senhor, meu Deus, de todo o coração hei-de louvar-te
e glorificar o teu nome para sempre.
Pois a tua misericórdia foi grande para comigo;
livraste a minha vida das profundezas da morte.
Ó Deus, os soberbos levantam-se contra mim,
a turba dos prepotentes atenta contra a minha vida,
sem fazer nenhum caso de ti.
Mas Tu, Senhor, és um Deus misericordioso e compassivo,
paciente e grande em bondade e fidelidade.
Volta-te para mim e tem compaixão;
dá a tua força ao teu servo
e salva o filho da tua serva.
Dá-me uma prova da tua bondade,
para que os meus inimigos sejam confundidos
ao verem que Tu, SENHOR, me ajudas e confortas. 

«O amor divino…



… não é a negação do amor humano mas o seu aprofundamento, a sua radicalização dentro duma nova dimensão» 


 (Olhar para Cristo – Joseph Ratzinger)

A ausência do pai na educação dos filhos

Tiveram um filho. O pai estava orgulhoso e trabalhava muito. Não podia perder tempo porque era necessário sustentar a família. Era preciso ganhar dinheiro e essa era a sua principal missão. Não tinha a menor dúvida disso. Se ele a conseguisse cumprir, tudo correria bem e a família seria feliz.

E o pequeno foi crescendo. «Pai, algum dia quero ser como tu. Podes ajudar-me nos trabalhos de casa?». «Gostaria muito, meu filho, mas hoje não é possível. Tenho muito que trabalhar. Quando tiveres a minha idade já verás. A vida não é nada fácil. Mas não te preocupes, porque daqui a algum tempo teremos um pouco mais de dinheiro e eu, um pouco mais de tempo. Agora pede à tua mãe. Ela tem mais jeito do que eu para essas coisas».

No dia em que o rapaz fez treze anos agradeceu ao pai: «Obrigado pela bola de futebol. Podemos jogar os dois?». «Infelizmente, hoje não pode ser. Tenho muito que trabalhar. Mas o que não vão faltar são oportunidades». «Que pena, pai. Mas não importa. Um dia quero ser como tu. Quero aprender a trabalhar muito».

Anos mais tarde, o filho regressou da universidade. Já era um homem responsável. «Filho, estou orgulhoso de ti. Vamos dar um passeio e falar com calma». «Hoje não posso, pai. Tenho compromissos inadiáveis». «Não importa. Ocasiões não nos vão faltar. Daqui a pouco entro na reforma e vai-nos sobrar tempo para conversarmos com serenidade».

Um tempo depois, o pai reformou-se e o filho, já casado, vivia numa casa das redondezas. Resolveu telefonar-lhe: «Filho, gostaria imenso de estar contigo». «Seria óptimo, pai, mas neste momento estou com a corda no pescoço. Tenho trabalho até à ponta dos cabelos que, por sinal, já estão a ficar brancos. Quando isto passar, tenho a certeza de que não nos vão faltar oportunidades para pormos a conversa em dia». Ao desligar o aparelho, o pai deu-se conta de que o filho tinha cumprido o seu desejo. Era igual ao seu pai.

Nos dias de hoje, um dos maiores problemas na educação dos filhos é a ausência do pai. A educação, para ser equilibrada, necessita dos dois progenitores. A presença paterna na família é diferente e complementar à materna. A falta de um modelo na educação, masculino ou feminino, implica quase sempre um desequilíbrio naquele que é educado.

À juventude actual, parecem faltar valores que naturalmente compete ao pai transmitir. Como diz I. Iturbe, se a educação dos filhos fosse comparada a um filme, poderíamos dizer que o pai converte-se no principal protagonista ao chegar o delicado momento da adolescência. Os filhos tendem a prestar-lhe mais atenção, especialmente se são rapazes. Sentem nesse momento uma certa confusão e desorientação. Necessitam de um apoio firme e seguro. É isso que procuram no seu pai: um modelo com o qual possam identificar-se. Se o pai está ausente, outros modelos virão ocupar esse vazio, com grande probabilidade de não serem modelos propriamente exemplares.

Pe. Rodrigo Lynce de Faria 

Ave, ó São José

Ave, ó São José,
homem justo,
esposo virginal de Maria,
e pai davídico do Messias;
bendito és tu entre os homens,
e bendito é o filho de Deus
que a ti foi confiado:
Jesus.

São José,
Padroeiro da Igreja universal,
guarda as nossas famílias
na paz e na graça divina,
e socorre-nos na hora
da nossa morte.

Ámen.



( O 'Spe Deus' desconhece o autor deste lindo poema a S. José)

São Josemaria Escrivá explica como São José ajuda a conhecer a Humanidade de Jesus Cristo

S. Josemaría Escrivá nesta data em 1963

Festa de São José. “São José é realmente Pai e Senhor, protegendo e acompanhando no seu caminho terreno aqueles que o veneram, como protegeu e acompanhou Jesus enquanto crescia e se fazia homem. Ganhando intimidade com ele descobre-se que o Santo Patriarca é, além disso, Mestre da vida interior, porque nos ensina a conhecer Jesus, a conviver com Ele, a tomar consciência de que fazemos parte da família de Deus. E S. José dá-nos essas lições sendo, como foi, um homem corrente, um pai de família, um trabalhador que ganhava a vida com o esforço das suas mãos”, diz na homilia que hoje prega.


(Fonte: site de S. Josemaría Escrivá http://www.pt.josemariaescriva.info/)

S. José

Hoje, comemoramos o grande patrono da Igreja Universal, São José. Ninguém ignora que São José é o esposo de Nossa Senhora e pai adoptivo de Jesus. A Bíblia não fala muito dele. No entanto, o amor cristão faz de cada palavra do Evangelho de São Mateus um ensinamento novo para a vida. Eis alguns factos que sempre recordamos: A ordem dada a São José, de receber Maria como esposa. É o fim do Antigo Testamento e o começo do Novo. Ele é o patriarca, o grande pai. A fuga para o Egipto e a volta lembram a história de todo o povo de Israel - o Êxodo. Portanto, São José é o amigo do povo, dos pobres, dos pequeninos, dos perseguidos e dos sofredores. Da Bíblia, recebeu ele o título maior que ela costuma dar a alguém: Justo. São José era um homem "justo". Tanto a Idade Média quanto os tempos modernos lembraram muito São José como modelo para o lar e, também, para o operário. A simplicidade e a fidelidade fizeram de São José o protector escolhido para Maria e para o próprio Jesus, bem como para todos nós.


(Fonte: Evangelho Quotidiano)

São José, guardião fiel dos mistérios da salvação

São Bernardino de Siena (1380-1444), franciscano
Homilia sobre São José; OC 7, 16. 27-50
Quando a bondade divina escolhe alguém para uma graça singular, dá-lhe todos os carismas necessários, o que aumenta muito a sua beleza espiritual. Isto verificou-se totalmente com São José, pai legal de Nosso Senhor Jesus Cristo e verdadeiro esposo da Rainha do mundo e Soberana dos anjos. O Pai eterno escolheu-o para ser o guardião fiel dos Seus principais tesouros, quer dizer, de Seu Filho e de Sua esposa, função que ele desempenhou muito fielmente. Foi por isso que o Senhor disse: «Servo bom e fiel, entra no gozo do teu senhor» (Mt 25, 21).

Se comparares José com o resto da Igreja de Cristo, não é verdade que é um homem particularmente escolhido, pelo qual Cristo entrou no mundo de maneira regular e honrosa? Pois se toda a Santa Igreja é devedora para com a Virgem Maria porque foi a Ela que foi dado receber Cristo, após Ela, é a São José que deve um reconhecimento e um respeito sem paralelo.

Ele é, com efeito, o epílogo do Antigo Testamento: é nele que a dignidade dos patriarcas e dos profetas recebe o fruto prometido. Só ele possuiu realmente o que a bondade divina lhes tinha prometido. Certamente não podemos duvidar de que a intimidade e o respeito que, durante a Sua vida humana, Cristo deu a José, como um filho a seu pai, não lhe foram negados no céu, antes foram enriquecidos e completados. O Senhor também acrescentou: «Entra no gozo do teu senhor».

Lembra-te de nós, bem-aventurado José, intercede, pelo auxílio da tua oração, junto de teu Filho adoptivo; torna igualmente propícia a bem-aventurada Virgem, tua esposa, porque Ela é a mãe Daquele que, com o Pai e o Espírito Santo, vive e reina pelos séculos sem fim.

A vocação de José

São Josemaría Escrivá de Balaguer (1902-1975), presbítero, fundador 
Homilia de 19/03/63 in «Cristo que passa», §§ 54-56

Para São José, a vida de Jesus foi uma contínua descoberta da sua vocação. [...] Aqueles primeiros anos [foram] cheios de circunstâncias aparentemente contraditórias: glorificação e fuga, majestade dos magos e pobreza da gruta, canto dos Anjos e silêncio dos homens. Quando chega o momento de apresentar o Menino no Templo, José, que leva a modesta oferenda de um par de rolas, vê como Simeão e Ana proclamam que Jesus é o Messias. «Seu pai e Sua mãe ouviram com admiração», diz São Lucas (2, 33). Mais tarde, quando o Menino fica no templo sem que Maria e José o saibam, ao encontrá-Lo de novo depois de O procurarem três dias, o mesmo evangelista narra que «se maravilharam» (2, 48).

José surpreende-se, José admira-se. Deus vai-lhe revelando os Seus desígnios e ele esforça-se por compreendê-los. Como toda a alma que quer seguir de perto Jesus, rapidamente descobre que não é possível andar com passo ronceiro, que não pode viver da rotina. Porque Deus não Se conforma com a estabilidade num nível conseguido, com o descanso no que já se tem. Deus exige continuamente mais e os Seus caminhos não são os nossos caminhos humanos. São José, como nenhum outro homem antes ou depois dele, aprendeu de Jesus a estar atento para conhecer as maravilhas de Deus, a ter a alma e o coração abertos.

Mas, se José aprendeu de Jesus a viver de um modo divino, atrever-me-ia a dizer que, no aspecto humano, ensinou muitas coisas ao Filho de Deus. [...] José amou Jesus como um pai ama o seu filho, dando-Lhe tudo que de melhor tinha. José, cuidando daquele Menino como lhe tinha sido ordenado, fez de Jesus um artesão: transmitiu-Lhe o seu ofício. [...] José foi, no aspecto humano, mestre de Jesus; conviveu com Ele diariamente, com carinho delicado, e cuidou dele com abnegação alegre. Não será esta uma boa razão para considerarmos este varão justo (Mt 1, 19), este Santo Patriarca, no qual culmina a Fé da Antiga Aliança, Mestre de vida interior? 

Que o Senhor nos torne humildes como São José

Um santo humilde e humilde trabalhador que teve a honra de ser o custodio do Redentor. São Mateus caracteriza São José com uma palavra: era um justo…justo é o homem que se encontra imerso na Palavra de Deus que vive na Palavra de Deus, que vive a lei não como jugo mas como alegria, vive a Lei como Evangelho

São José, encontrava-se imergido na Palavra de 
Deus escrita, transmitida na sabedoria do seu povo. E precisamente assim estava preparado e chamado a conhecer o Verbo Incarnado. Esta permanece para sempre a sua missão: ser o guardião da Igreja, de nosso Senhor.

Entreguemo-nos neste momento à sua custodia; rezemos para que nos ajude no nosso humilde serviço; caminhemos com coragem sob esta protecção: Estamos gratos pelos humildes santos, peçamos ao Senhor que nos torne também humildes no nosso serviço e assim, santos na companhia dos santos. 



(Bento XVI - discurso de agradecimento no final dos Exercícios Espirituais em 19.03.2011)



Hino de São José (é na simplicidade deste vídeo que está a grandeza do mesmo)



Todos os trabalhadores
Vamos juntos entoar
Operários lavradores
São José vamos saudar, ai, ai


A Mulher trabalhadora
Faxineira e professora
E também dona de casa
Tem os filhos pra cuidar, ai, ai


São José homem do povo
Entendeu a mensagem do senhor
Operário feliz esposo
De Maria a Mãe do Salvador.


Empregada, balconista
Empresário e escritor
Comerciante e artista
Cantam juntos o louvor, ai, ai


Santo Humilde, homem justo
Elevamos nossa voz
Teu exemplo nos ajude
Que a justiça viva em nós, ai, ai

«Não temas receber Maria, tua esposa»


São Claude la Colombière (1641-1682), jesuíta 
1º Panegírico de São José


Sabemos muito pouco da vida de S. José. O Evangelho não relata mais do que dois ou três factos; e um autor antigo observou que não se encontra nele nenhuma palavra sua. Talvez que [...] o Espírito Santo quisesse com isso assinalar o silêncio e a humildade de São José, o seu amor pela solidão e a vida escondida. Seja como for, perdemos muito com isso. Se o Senhor tivesse permitido que soubéssemos detalhes da vida deste grande santo, com certeza que se teriam encontrado belos exemplos, belas regras, sobretudo para quem vive no estado de casado. [...]


Toda a vida de São José se pode dividir em duas partes: a primeira é a que precedeu o seu casamento; a segunda é a que se lhe segue. Não sabemos absolutamente nada da primeira e da segunda sabemos muito pouco. Afirmo no entanto que ambas foram muito santas: a primeira porque foi coroada por casamento tão vantajoso; a segunda foi ainda mais santa porque toda ela se passou neste casamento. [...]


Que proveito deve São José ter tirado dos muitos anos de diálogo que manteve quase continuamente com a Santa Virgem! [...] Não tenho qualquer dúvida de que o próprio silêncio de Maria foi extremamente edificante e de que só olhar para ela era suficiente para ele se sentir levado a amar Deus e a desprezar tudo o resto. Mas quais não seriam os discursos de uma alma onde o Santo Espírito habitava, onde Deus tinha derramado uma plenitude de graças, que Lhe tinha mais amor que todos os serafins juntos! Que fogo não sairia desta boca quando ela se abria para exprimir os sentimentos do seu coração! Que frialdades, que gelos este fogo não teria dissipado! E que efeito não teria ele tido em José, que já tinha uma tão grande disposição a ser inflamado! [...] Este grande fogo, capaz de abrasar toda a terra, teve só o coração de José para acalorar e consumir durante muitos anos. [...] Se Ela acreditou que o coração de São José era uma parte do seu, que cuidados não terá tido em o inflamar do amor de Deus!


(Fonte: Evangelho Quotidiano)

O Evangelho do dia 19 de Março de 2012

Jacob gerou José, o esposo de Maria, da qual nasceu Jesus, chamado Cristo.  Assim, são catorze todas as gerações desde Abraão até David; e catorze gerações desde David até à deportação para Babilónia, e também catorze as gerações desde a deportação para Babilónia até Cristo.  A geração de Jesus Cristo foi deste modo: Estando Maria, Sua mãe, desposada com José, antes de coabitarem achou-se ter concebido por obra do Espírito Santo.  Dará à luz um filho, ao qual porás o nome de Jesus, porque Ele salvará o Seu povo dos seus pecados». Tudo isto aconteceu para que se cumprisse o que foi dito pelo Senhor por meio do profeta que diz:  “Eis que a Virgem conceberá e dará à luz um filho, e Lhe porão o nome de Emanuel, que significa: Deus connosco”. Ao despertar José do sono, fez como lhe tinha mandado o anjo do Senhor, e recebeu em sua casa Maria, sua esposa.


Mat 1,16.18-21.24 

Domingo, 18 de Março de 2012

Gaudeamus omnes in Domino

Amar a Cristo...


Jesus Cristo Filho de Deus concede-nos a astúcia do administrador desonesto para que com intenções correctas Te possamos servir e sermos cada dia melhores, mas sempre humildes, exemplos de cristãos. Senhor que essa astúcia jamais seja por nós usada para alcançar objectivos terrenos que Te magoem por violarem os Teus ensinamentos.

Querido Jesus, estamos constantemente a recorrer ao Teu auxílio, mas através da intercessão da Virgem Maria e de todos os Teus santos ajuda-nos a aliviar o clamor das nossas súplicas junto de Ti.

JPR

Imitação de Cristo, 1, 16, 3

Queremos que os outros sejam corrigidos com rigor, e nós não queremos ser repreendidos. Estranhamos a larga liberdade dos outros, e não queremos sofrer recusa alguma. Queremos que os outros sejam apertados por estatutos e não toleramos nenhum constrangimento que nos coíba. Donde claramente se vê quão raras vezes tratamos o próximo como a nós mesmos. Se todos fossem perfeitos, que teríamos então de sofrer nós mesmos por amor de Deus?

Deus e Audácia!

Não sejais almas de via reduzida, homens ou mulheres menores de idade, de vistas curtas, incapazes de abrangerem o nosso horizonte sobrenatural cristão de filhos de Deus. Deus e Audácia! (São Josemaría Escrivá - Sulco, 96)
Ao longo dos anos, apresentar-se-ão – talvez mais depressa do que pensamos – situações particularmente custosas, que vão exigir de cada um muito espírito de sacrifício e um maior esquecimento de si mesmo. Fomenta então a virtude da esperança e, com audácia, faz teu o grito do Apóstolo: Eu estimo, efectivamente, que os sofrimentos do tempo presente não têm proporção alguma com a glória que há-de revelar-se em nós. Medita com segurança e com paz: como será o amor infinito derramado sobre esta pobre criatura?

Chegou a hora de, no meio das tuas ocupações habituais, exercitares a fé, despertares a esperança, avivares o amor. Quer dizer: de activar as três virtudes teologais que nos impelem a desterrar imediatamente, sem dissimulações, sem rebuço, sem rodeios, os equívocos da nossa vida profissional e da nossa vida interior. (São Josemaría Escrivá - Amigos de Deus, 71) 

Pietà de Michelangelo


Bom Domingo do Senhor!

Só o Senhor é a Luz como Ele próprio nos explica no Evangelho de hoje (Jo 3, 14-21), aspiremos a sermos humildes de coração e deixemo-La entrar para não cairmos nas trevas.

Façamos da nossa vida uma busca permanente para vivermos a Verdade que é Jesus Cristo Nosso Senhor.

Senhor enche-nos com a Tua graça hoje e sempre e não nos deixes cair em tentação!

«OS QUE VÃO À IGREJA SÃO OS PIORES» de Joaquim Mexia Alves

«Os que vão à igreja são os piores!»


Ouvimos tantas vezes esta frase, que por vezes até a assumimos como verdadeira!
Mas terá alguma realidade, alguma verdade, esta frase?


Tenho para mim que há duas maneiras de a apreciar, ou melhor, de apreciar aqueles que “vão à igreja”.
Deixo para depois esta frase específica “vão à igreja”.


Com efeito, se aqueles que “vão à igreja” forem apreciados pelos que “não vão à igreja”, então a frase carece de realidade, de verdade, porque aqueles que “não vão à igreja” não deveriam apreciar os primeiros segundo as “regras” da igreja, mas sim segundo as regras que impõe a si mesmos.


E então podemos perguntar se realmente aqueles que “vão à igreja” são piores do que aqueles que não vão, e pelo que me é dado ver e a cada um de nós, não julgo que sejam piores, mas talvez iguais, e em certas coisas até melhores, segundo os padrões daqueles que vivem sem “ir à igreja”.


Mas retomemos as palavras “vão à igreja”.
Porque uma coisa são os que “vão à igreja” e outra bem diferente são aqueles que “são Igreja”!


E aqui reside uma grande diferença, e talvez até a frase do título pudesse ser em parte verdadeira, se os que “vão à igreja” fossem apreciados pelos que “são Igreja”.
Mas, uma coisa importante nos ensina a Palavra de Deus, é que não devemos julgar, até para que não sejamos julgados.


É que os que querem “ser Igreja”, sabem-se fracos e pecadores e por isso mesmo querem “ser Igreja”, para em comunidade, em oração, em meditação, ouvindo e aprendendo os ensinamentos da Igreja, melhorarem, deixarem-se transformar em suas vidas, para imitando Cristo, darem testemunho do amor, sabendo no entanto que vão cair muitas vezes nas suas fraquezas, mas colocando sempre a sua confiança e a sua esperança no perdão e no amor de Deus.


Já os que apenas “vão à igreja”, vão apenas ao edifício “ouvir e ver” as celebrações, tentando servir-se da Igreja para dela retirarem apenas o que lhes interessa, e colocando de lado a conversão diária, que custa e exige esforço.


Ou seja, os que apenas “vão à igreja”, vão como se fossem a um super-mercado onde podem escolher o que lhes interessa, e colocar de lado o que não lhes “serve”.
Assim, são na igreja uma coisa, e na sua vida diária outra coisa, conforme as particularidades de cada momento.


E quantas vezes eu próprio não sou assim, também!?


Por isso mesmo quero ser Igreja, e assim sendo agradeço a frase do título deste texto, tomando-a positivamente e não pejorativamente, como uma chamada de atenção à minha conversão diária, de modo a que o meu testemunho de cristão católico seja coerente com a fé que afirmo professar.


Monte Real, 15 de Março de 2012

Joaquim Mexia Alves AQUI

EU PADRE CASADO ME CONFESSO... - Pe. Gonçalo Portocarrero de Almada



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S. Josemaría Escrivá nesta data em 1925

Faz o retiro que antecede a ordenação sacerdotal que receberá na igreja do seminário de São Carlos. Anos mais tarde comenta: “Nesta casa de São Carlos recebi eu a formação sacerdotal. Aqui, neste altar, aproximei-me a tremer para pegar na partícula e dar pela primeira vez a Comunhão a minha Mãe. Não imaginais... Vou de emoção em emoção”.


(Fonte: site de S. Josemaría Escrivá http://www.pt.josemariaescriva.info/)

O caminho humilde da santidade na companhia de Jesus



Não é o salto mortal para o heroísmo que torna santo o homem, mas o humilde e paciente caminho de Jesus, passo a passo. A santidade não consiste em aventureiros actos de virtude, mas em amar com Ele.


(Olhar para Cristo – Joseph Ratzinger) 

João 3,14-21

«Quando tiverdes erguido ao alto o Filho do Homem, então ficareis a saber que Eu sou»

São João Crisóstomo (c. 345-407), Bispo de Antioquia e, mais tarde, de Constantinopla, Doutor da Igreja. 
Catequeses baptismais, n° 3, 16ss.

Queres saber que força se esconde no sangue de Cristo? Vê de onde foi que ele começou a correr e qual é a sua origem: vem da cruz, do lado do Senhor. Estando Jesus já morto, diz o evangelho, mas ainda suspenso da cruz, veio um soldado «e abriu-Lhe o lado com um golpe de lança, e dele saiu sangue e água» (Jo 19, 33-34). Esta água era o símbolo do baptismo, e o sangue o símbolo dos mistérios eucarísticos. [...] Foi, pois, um soldado que Lhe abriu o lado, perfurando a muralha do templo santo; e eu encontrei este tesouro, e fiz dele a minha fortuna. [...]

«E dele saiu sangue e água». Não passes com indiferença por este mistério. [...] Já te disse que esta água e este sangue são símbolo do baptismo e dos mistérios eucarísticos. Ora, a Igreja nasceu destes dois sacramentos: deste banho do renascimento e da renovação no Espírito, ou seja, do baptismo, e dos mistérios. Mas os sinais do baptismo e dos mistérios saíram do lado de Cristo; consequentemente, Cristo constituiu a Igreja a partir do Seu lado, tal como formara Eva a partir do lado de Adão (Gn 2, 22).

É por isso que Paulo afirma: Somos da Sua carne e dos Seus ossos (cf Act 17, 29; Gn 2, 23), designando desse modo o lado do Senhor. Com efeito, assim como o Senhor tomou carne do lado de Adão para formar a mulher, assim também Cristo nos deu o sangue e a água do Seu lado para formar a Igreja. E, assim como retirou a carne do lado de Adão enquanto este dormia, assim também nos deu o sangue e a água depois da Sua morte [...], porque desde agora a morte é um simples sono. Vistes como foi que Cristo Se uniu à Sua esposa? Vistes que alimento nos dá a todos? Foi deste alimento que nascemos, é com ele que nos alimentamos. Assim como a mulher gera os filhos do seu próprio sangue e os alimenta com o seu leite, assim também Cristo alimenta constantemente com o Seu sangue aqueles que gerou. 

Sábado, 17 de Março de 2012

Projeto ‘Aleteia’ já tem página em português, visite que vai gostar

Já se encontra disponível na internet a versão em português do novo sitecatólico de perguntas e respostas sobre a fé denominado Aleteia (http://www.aleteia.org/pt).

Aleteia é uma iniciativa privada com sede em Roma,dirigida por leigos que desejam responder ao apelo do Papa Bento XVI a difundir o Evangelho nos novos meiosde comunicação.

“O novo site católico é uma ferramentaimportantíssima, que temos a alegria de apresentar também em línguaportuguesa”, afirmam os responsáveis pela edição do projeto voltada para o mundolusófono, em nota enviada à ACI Digital.

Aleteia é a primeira comunidade que se baseia emPerguntas e respostas sobre a fé católica, a vida e a sociedade. É uma iniciativadedicada a fornecer respostas precisas àqueles que querem aprofundar em seuconhecimento sobre os ensinamentos da IgrejaCatólica. Aí os leitores encontrarão respostas para suas perguntas sobre váriosassuntos atuais: Igreja, oPapa, vida de oração, fé,cultura, ciência e muito mais.

A página conta com uma área de Aplicativos (Apps),Recursos, além de uma ampla secção de vídeos com reportagens, notícias edocumentos que ajudarão o católico de língua portuguesa a estar bem formado ebem informado.

O projeto conta ainda com uma página no Facebookque pode ser visitada, manifestar o apreço clicando em ‘Curtir’/ ‘Gosto’ epartilhada em:
http://www.facebook.com/pages/Aleteia-Fan-Page-PT/322228054475871?sk=info

Para mais informação sobre a iniciativa, visite: http://www.aleteia.org/pt/about

(Fonte: ‘ACI Digital’ com adaptação de JPR)

Amar a Cristo...

Querido Jesus, agradecemos-Te a tranquilidade e o bem estar que é viver
em Ti. ConTigo as tarefas mais difíceis tornam-se doces, cheios de Ti fazemo-las
com paz e sem angústia.

Senhor enche com o extraordinário dom e virtude da fé os nossos irmãos
que vivendo sem ela vivem sem rumo e em permanente preocupação e desnorte.

Na Tua infinita misericórdia, ajuda-nos a consoante os talentos que nos
concedestes a ser eficazes no nosso apostolado na vida corrente.

Louvado sejais por tudo, hoje e sempre!

JPR

Sem Maria não há Igreja


"Não se pode falar de Igreja, se Maria não estiver presente". O comentário de são Cromácio de Aquileia aos Actos dos Apóstolos foi reproposto pelo Papa na catequese da audiência geral de quarta-feira 14 de Março, na praça de São Pedro.

Prezados irmãos e irmãs

Com a Catequese de hoje, gostaria de começar a falar sobre a oração nos Actos dos Apóstolos e nas Cartas de São Paulo. São Lucas transmitiu-nos, como sabemos, um dos quatro Evangelhos, dedicado à vida terrena de Jesus, mas deixou-nos também aquilo que foi definido o primeiro livro sobre a história da Igreja, isto é, os Actos dos Apóstolos. Nestes dois livros um dos elementos recorrentes é precisamente a oração, a de Jesus e a de Maria, dos discípulos, das mulheres e da comunidade cristã. O caminho inicial da Igreja é ritmado, antes de tudo, pela obra do Espírito Santo, que transforma os Apóstolos em testemunhas do Ressuscitado até à efusão do sangue, e pela rápida difusão da Palavra de Deus rumo ao Oriente e ao Ocidente. Todavia, antes que o anúncio do Evangelho se propague, Lucas cita o episódio da Ascensão do Ressuscitado (cf. Act 1, 6-9). Aos discípulos o Senhor confia o programa da sua existência votada à evangelização e diz: "Ides receber uma força, a do Espírito Santo, que descerá sobre vós, e sereis minhas testemunhas em Jerusalém, por toda a Judeia e Samaria, e até aos confins da terra" (Act 1, 8). Em Jerusalém os Apóstolos, se tornaram em Onze devido à traição de Judas Iscariotes, estão reunidos em casa para rezar, e é precisamente na oração que esperam o dom prometido por Cristo Ressuscitado, o Espírito Santo.

Neste contexto de expectativa, entre a Ascensão e o Pentecostes, são Lucas menciona pela última vez Maria, a Mãe de Jesus, e os seus familiares (cf. v. 14). A Maria dedicou o início do seu Evangelho, do anúncio do Anjo ao nascimento e à infância do Filho de Deus que se fez homem. Com Maria começa a vida terrena de Jesus, e com Maria têm início também os primeiros passos da Igreja; em ambos os momentos, o clima é a escuta de Deus e o recolhimento. Portanto, hoje gostaria de meditar sobre esta presença orante da Virgem no grupo dos discípulos, que serão a primeira Igreja nascente. Maria acompanhou com discrição todo o caminho do seu Filho durante a vida pública, até aos pés da Cruz, e agora continua a acompanhar, com uma prece silenciosa, o caminho da Igreja. Na Anunciação, na casa de Nazaré, Maria recebe o Anjo de Deus, está atenta às suas palavras, acolhe-as e responde ao desígnio divino, manifestando a sua plena disponibilidade: "Eis a serva do Senhor: faça-se em mim segundo a tua vontade" (cf. Lc 1, 38). Precisamente pela atitude interior de escuta, Maria é capaz de ler a própria história, reconhecendo com humildade que é o Senhor quem age. Em visita à prima Isabel, Ela irrompe numa oração de louvor e de alegria, de celebração da graça divina, que encheu o seu coração e a sua vida, tornando-a Mãe do Senhor (cf. Lc 1, 46-55). Louvor, acção de graças e alegria: no cântico do Magnificat, Maria não olha só para aquilo que Deus realizou nela, mas também para quanto Ele fez e faz continuamente na história. Num célebre comentário ao Magnificat, Santo Ambrósio convida a ter o mesmo espírito na oração, e escreve: "Esteja em cada um a alma de Maria, para enaltecer o Senhor; esteja em cada um o espírito de Maria para exultar em Deus" (Expositio Evangelii secundum Lucam 2, 26: PL 15, 1561).

Ela também está presente no Cenáculo, em Jerusalém, na "sala de cima, no lugar onde se encontravam habitualmente" os discípulos de Jesus (cf. Act 1, 13), num clima de escuta e de oração, Ela está presente, antes que as portas se abram de par em par e eles comecem a anunciar Cristo Senhor a todos os povos, ensinando a observar tudo o que Ele tinha ordenado (cfr. Mt 28, 19-20). As etapas do caminho de Maria, da casa de Nazaré à de Jerusalém, através da Cruz onde o Filho lhe confia o apóstolo João, são marcadas pela capacidade de manter um clima perseverante de recolhimento, para meditar cada acontecimento no silêncio do seu Coração, diante de Deus (cf. Lc 2, 19-51) e na meditação perante Deus, compreender também a vontade de Deus e tornar-se capaz de a aceitar interiormente. A presença da Mãe de Deus com os Onze, depois da Ascensão, não é então uma simples anotação histórica de algo do passado, mas adquire um significado de grande valor, porque com eles Ela partilha aquilo que há de mais precioso: a memória viva de Jesus, na oração; compartilha esta missão de Jesus: conservar a memória de Jesus e assim conservar a sua presença.

A última menção de Maria nos dois escritos de são Lucas está inserida no dia de sábado: o dia do descanso de Deus depois da Criação, o dia do silêncio depois da Morte de Jesus e da expectativa da sua Ressurreição. E é neste episódio que se arraiga a tradição de Santa Maria no Sábado. Entre a Ascensão do Ressuscitado e o primeiro Pentecostes cristão, os Apóstolos e a Igreja reúnem-se com Maria para esperar com Ela o dom do Espírito Santo, sem o qual não podemos tornar-nos testemunhas. Ela que já o recebeu para gerar o Verbo encarnado, compartilha com toda a Igreja a expectativa do mesmo dom, para que no coração de cada crente "se forme Cristo" (cf. Gl 4, 19). Se não há Igreja sem Pentecostes, também não há Pentecostes sem a Mãe de Jesus, porque Ela viveu de modo único aquilo que a Igreja experimenta todos os dias sob a acção do Espírito Santo. São Cromácio de Aquileia comenta assim a anotação dos Actos dos Apóstolos: "Portanto, a Igreja congregou-se na sala de cima juntamente com Maria, Mãe de Jesus, e com os seus irmãos. Por conseguinte, não se pode falar de Igreja, se não estiver presente Maria, Mãe do Senhor... A Igreja de Cristo encontra-se onde se anuncia a Encarnação de Cristo através da Virgem, e onde os Apóstolos, que são irmãos do Senhor, pregam ali ouve-se o Evangelho" (Sermo 30, 1: SC 164, 135).

O Concílio Vaticano II quis ressaltar de modo particular este vínculo, que se manifesta visivelmente na oração conjunta de Maria e dos Apóstolos, no mesmo lugar, à espera do Espírito Santo. A Constituição dogmática Lumen gentium afirma: "Tendo sido do agrado de Deus não manifestar solenemente o mistério da salvação humana antes que viesse o Espírito prometido por Cristo, vemos que, antes do dia de Pentecostes, os Apóstolos "perseveravam unanimemente na oração, com as mulheres, Maria Mãe de Jesus e os seus irmãos" (Act 1, 14), implorando Maria, com as suas orações, o dom daquele Espírito, que já descera sobre si na Anunciação" (n. 59). O lugar privilegiado de Maria é a Igreja, onde é "saudada como membro eminente e inteiramente singular... seu tipo e exemplar perfeitíssimo na fé e na caridade" (ibid., n. 53).

Então, venerar a Mãe de Jesus na Igreja significa aprender dela a ser comunidade que reza: esta é uma das características essenciais da primeira descrição da comunidade cristã, delineada nos Actos dos Apóstolos (cf. 2, 42). Muitas vezes, a oração é determinada por situações de dificuldade, por problemas pessoais que nos levam a dirigir-nos ao Senhor para receber luz, consolação e ajuda. Maria convida a abrir as dimensões da oração, a dirigir-nos a Deus não só na necessidade, nem só para nós mesmos, mas de modo unânime, perseverante e fiel, com "um só coração e uma só alma" (cf. Act 4, 32).

Caros amigos, a vida humana atravessa várias fases de passagem, com frequência difíceis e exigentes, que requerem escolhas inadiáveis, renúncias e sacrifícios. A Mãe de Jesus foi posta pelo Senhor em momentos decisivos da história da salvação, e soube responder sempre com plena disponibilidade, fruto de um vínculo profundo com Deus amadurecido na oração assídua e intensa. Entre a sexta-feira da Paixão e o domingo da Ressurreição, a Ela foi confiado o discípulo predilecto e, com ele, toda a comunidade dos discípulos (cf. Jo 19, 26). Entre a Ascensão e o Pentecostes, Ela encontra-se com e na Igreja em oração (cf. Act 1, 14). Mãe de Deus e Mãe da Igreja, Maria exerce esta sua maternidade até ao fim da história. Confiemos-lhe cada fase da nossa existência pessoal e eclesial, também a da nossa passagem final. Maria ensina-nos a necessidade da oração e indica-nos que só com um vínculo constante, íntimo e cheio de amor com o seu Filho podemos sair da "nossa casa", de nós mesmos, com coragem, para alcançar os confins do mundo e anunciar em toda a parte o Senhor Jesus, Salvador do mundo. Obrigado!

Após a audiência, o Papa saudou os fiéis presentes, proferindo em português as seguintes palavras.

Amados peregrinos de língua portuguesa, especialmente os grupos paroquiais de São José e Cosminho, sede bem-vindos! Que esta peregrinação ao túmulo dos Apóstolos fortaleça, nos vossos corações, o sentir e o viver em Igreja, sob o terno olhar da Virgem Mãe! Com Ela, aprendei a ler os sinais de Deus na História, para serdes construtores de uma nova humanidade. Como encorajamento e penhor de graças, dou-vos a minha Bênção! 

(© L'Osservatore Romano - 17 de Março de 2012)

Joaquín Navarro-Valls ex portavoz do Vaticano recorda a viajem de João Paulo II a Cuba

Imitação de Cristo, 1, 16, 2

Se alguém, com uma ou duas advertências, não se emendar, não contendas com ele; mas encomenda tudo a Deus para que seja feita a sua vontade, e seja ele honrado em todos os seus servos, pois sabe tirar bem do mal. Procura sofrer com paciência os defeitos e quaisquer imperfeições dos outros, pois tens também muitas que os outros têm de aturar. Se não te podes modificar como desejas, como pretendes ajeitar os outros à medida de teus desejos? Muito desejamos que os outros sejam perfeitos, e nem por isso emendamos as nossas faltas.

Sabendo-me pescador de homens... não pesco?

O Senhor quer de ti um apostolado concreto, como o da pesca daqueles cento e cinquenta e três grandes peixes apanhados à direita da barca, e não outros. E perguntas-me: "Como é que, sabendo-me pescador de homens, vivendo em contacto com muitos companheiros e podendo discernir a quem deve ser dirigido o meu apostolado específico, afinal não pesco?... Falta-me amor? Falta-me vida interior?". Escuta a resposta dos lábios de Pedro, naquela outra pesca milagrosa: – "Mestre, cansámo-nos de trabalhar toda a noite, e não apanhámos nada; apesar disso, sob a Tua palavra, lançarei a rede". Em nome de Jesus, começa de novo. Revigorado. – Fora com essa moleza! (São Josemaría Escrivá - Sulco, 377) 

O apostolado, essa ânsia que vibra no íntimo do cristão, não é coisa separada da vida de todos os dias; confunde-se com o próprio trabalho, convertido em ocasião de encontro pessoal com Cristo. Nesse trabalho, ombro a ombro com os nossos colegas, com os nossos amigos, com os nossos parentes, lutando pelos mesmos interesses, podemos ajudá-los a chegar a Cristo, que nos espera na margem do lago... Antes de ser apóstolo, pescador. Também, pescador depois de ser apóstolo. Antes e depois, a mesma profissão. (…)

Passa ao lado dos seus Apóstolos, junto daquelas almas que se lhe entregaram... E eles não se dão conta disso!. (…)Lançai a rede para o lado direito da barca e encontrareis. Lançaram a rede e já não a podiam tirar por causa da grande quantidade de peixes. Agora compreendem. Recordam o que tinham ouvido tantas vezes dos lábios do Mestre: pescadores de homens, apóstolos!... E compreendem que tudo é possível, porque é Ele quem dirige a pesca. (…)

Os outros discípulos foram com a barca, porque não estavam distantes de terra, senão duzentos côvados, tirando a rede cheia de peixes. Em seguida põem a pesca aos pés do Senhor, porque é sua, para que aprendamos que as almas são de Deus, que ninguém nesta terra pode atribuir a si mesmo essa propriedade, que o apostolado da Igreja – a palavra e a realidade da salvação – não se baseia no prestígio de algumas pessoas, mas na graça divina. (São Josemaría Escrivá - Amigos de Deus, 264–267) 

Canção Ortodoxa Russa (vozes lindíssimas de arrepiar)

«Assim também é necessário que o Filho do Homem seja erguido ao alto, a fim de que todo o que n'Ele crê tenha a vida eterna»

Cardeal Joseph Ratzinger [Papa Bento XVI] 
Sermões para a Quaresma de 1981


«Tende entre vós os mesmos sentimentos que estão em Cristo Jesus: Ele, que é de condição divina, não considerou como uma usurpação ser igual a Deus, mas esvaziou-Se a Si mesmo, tomando a condição de servo. Tornando-Se semelhante aos homens e sendo, ao manifestar-Se, identificado como homem, rebaixou-Se a Si mesmo, tornando-Se obediente até à morte e morte de cruz. Por isso mesmo é que Deus O elevou acima de tudo e Lhe concedeu o nome que está acima de todo o nome» (Fl 2,5-9). [...] Este texto, de uma riqueza extraordinária, faz claramente alusão à primeira queda [...]. Jesus Cristo trilha os passos de Adão. Contrariamente a Adão, Ele é verdadeiramente «como Deus» (cf. Gn 3,5). Mas ser como Deus, ser igual a Deus, é «ser Filho» e, portanto, relação total: «o Filho, por Si mesmo, não pode fazer nada» (Jo 5,19). Por isso, Aquele que é verdadeiramente igual a Deus não Se agarra à Sua própria autonomia, ao carácter ilimitado do Seu poder e do Seu querer. Porque percorre o caminho inverso, torna-Se o dependente-mor, torna-Se o servo. Porque não segue o caminho do poder, mas o do amor, pode humilhar-Se até à mentira de Adão, até à morte e, então aí, erigir a verdade, dar a vida.


Assim, Cristo torna-Se o novo Adão por Quem a vida toma um novo rumo [...] A Cruz, lugar da Sua obediência, torna-se a verdadeira árvore da vida. Cristo torna-Se a imagem oposta à serpente, tal como diz João no seu evangelho. Dessa árvore não vem a palavra da tentação, mas a palavra do amor salvador, a palavra da obediência, pela qual o próprio Deus Se faz obediente e nos oferece assim a Sua obediência como campo da liberdade. A cruz é a árvore da vida que de novo se torna acessível. Na Paixão, Cristo afastou, por assim dizer, a espada flamejante (Gn 3, 24), atravessou o fogo e levantou a cruz como verdadeiro eixo do mundo, sobre o qual o mundo se reergue. Por isso a eucaristia, enquanto presença da cruz, é a árvore da vida que está sempre no meio de nós e nos convida a receber os frutos da vida verdadeira.


(Fonte: Evangelho Quotidiano)

O Evangelho de Domingo dia 18 de Março de 2012

E como Moisés levantou no deserto a serpente, assim também importa que seja levantado o Filho do Homem, a fim de que todo o que crê n'Ele tenha a vida eterna. «Porque Deus amou de tal modo o mundo, que lhe deu Seu Filho Unigénito, para que todo aquele que crê n'Ele não pereça, mas tenha a vida eterna. Porque Deus não enviou Seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por Ele. Quem n'Ele acredita, não é condenado, mas quem não acredita, já está condenado, porque não acredita no nome do Filho Unigénito de Deus. A condenação é por isto: A luz veio ao mundo e os homens amaram mais as trevas do que a luz, porque as suas obras eram más. Porque todo aquele que faz o mal aborrece a luz e não se chega para a luz, a fim de que não sejam reprovadas as suas obras; mas aquele que procede segundo a verdade, chega-se para a luz, a fim de que seja manifesto que as suas obras são feitas segundo Deus».


Jo 3, 14-21

Carta a Jesus Num Sábado

Meu querido Jesus
Hoje é Sábado, o dia que a Igreja dedica a Maria, a Tua, e por Tua graça, nossa Mãe.

Quero pedir-Te perdão, querido Jesus, porque em determinado tempo da minha vida, me deixei levar, por ideias e pensamentos errados e afastei-me da Tua e nossa Mãe, magoando assim com certeza o Teu e o Seu coração.

Permite Jesus, que nesta carta de hoje, eu me dirija à Tua e nossa Mãe.

Minha querida Mãe, obrigado por estares sempre tão preocupada comigo e connosco, de tal modo, que não deixas de interceder por nós junto a Teu Filho Jesus.

Obrigado, Mãe, pelo teu Sim incondicional, numa entrega total à vontade do Pai, um Sim de toda uma vida, na entrega humilde e silenciosa a Jesus Cristo, teu Filho, que se fez em Ti, Homem como nós.

Obrigado, Mãe, porque nesse teu Sim, talvez não o soubesses ainda, mas já nos tinhas a todos no teu coração.

Obrigado, Mãe, porque não desistes de nós, e te vais oferecendo como mensageira a teu Filho para nos avisares, nos dares conselhos, nos ensinares o caminho e chamares ao amor entre nós.

Perdoa, querida Mãe, todas as vezes que fujo de Ti, todas as vezes que largo a tua mão e parto sozinho a atravessar a estrada da vida e obrigado Mãe, porque de imediato corres atrás de mim para eu não me perder, para eu não me ferir nem magoar nos caminhos da vida.

Perdoa, querida Mãe, todas as vezes que não ouço o teu conselho, «Fazei o que Ele vos disser» Jo 2,5 e faço antes o que eu quero.

Perdoa, querida Mãe, todas as vezes que não ajudo os teus outros filhos e filhas, meus irmãos e irmãs, causando assim tristeza no teu coração.

Minha querida Mãe, guia-me e ensina-me a dizer Sim, como Tu disseste, e a viver na humildade de nada ser, para que Cristo seja tudo em mim.

Adorado Jesus, perdoa-me por tantas vezes fechar os meus ouvidos à Tua Palavra, «Eis a tua mãe» Jo 19, 27, e não acolher a Tua Mãe como minha Mãe.

Beijo as tuas mãos Mãe, e peço-te: Dá-me a tua mão e não deixes que te fuja, para que me deixe conduzir por Ti a teu Filho Jesus Cristo, Nosso Senhor e Salvador

Oh Jesus pede por mim e por todos junto do Pai de amor, e que o Espírito Santo nos mostre a beleza da Mãe que, por amor, nos quiseste dar.

Abençoa, adorado Jesus, este Teu irmão pequenino, que se prostra a Teus pés.

08.07.06



Joaquim Mexia Alveshttp://www.queeaverdade.blogspot.com/

O caminho humilde da santidade na companhia de Jesus



Não é o salto mortal para o heroísmo que torna santo o homem, mas o humilde e paciente caminho de Jesus, passo a passo. A santidade não consiste em aventureiros actos de virtude, mas em amar com Ele.


(Olhar para Cristo – Joseph Ratzinger)