Obrigado, Perdão Ajuda-me

Obrigado, Perdão Ajuda-me
As minhas capacidades estão fortemente diminuídas com lapsos de memória e confusão mental. Esta é certamente a vontade do Senhor a Quem eu tudo ofereço. A vós que me leiam rogo orações por todos e por tudo o que eu amo. Bem-haja!

sábado, 11 de dezembro de 2021

S. Dâmaso I, papa, †384

São Dâmaso, um grande Papa da Igreja, ocupou a Sé de Roma de 366 a 384. Era muito provavelmente originário da Península Ibérica. Foi eleito Papa a 1 de Outubro de 366. Não foi fácil a sua escolha nesse período conturbado da Igreja. No tempo do seu Pontificado, era bispo de Milão o grande santo Ambrósio. São Dâmaso teve que enfrentar o cisma causado por um antipapa; embora não fosse este o único problema para Dâmaso, já que teve de combater o Arianismo, que negava a consubstancialidade de Cristo com o Pai.

O Imperador Teodósio encontrou nele um Papa que afirmou sempre, com serena firmeza, a “autoridade da Sé Apostólica”. Dâmaso fez tudo pela unidade da Igreja, e para deixar claro o Primado do Papa, pois foi ordem expressa de Cristo “e eu te declaro: tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja; as portas do inferno não prevalecerão contra ela”(Mt 16,18).

São Dâmaso esteve no II Concilio Ecuménico onde foi declarado a definição dogmática sobre a Divindade do Espírito Santo. Foi ele quem encarregou S. Jerónimo da tradução da Bíblia do original para o latim, língua oficial da Igreja. Ficou conhecido como o “Papa das catacumbas dos Mártires”, por ter sido ele o responsável pela sua restauração.

Foi o Papa mais notável do século IV, faleceu em 384 com 80 anos, e está sepultado na chamada Cripta dos Papas, por ele explorada nas Catacumbas de S. Calisto onde tinha anteriormente inscrito: “Aqui eu, Dâmaso, desejaria mandar sepultar os meus restos, mas tenho medo de perturbar as piedosas cinzas dos santos” – humildade e descrição de um Papa verdadeiramente santo, que de facto preparou para si uma sepultura longe, num local solitário.

(Fonte: Evangelho Quotidiano)

S. José é diferente em Portugal


Como Portugal é dos países mais pequenos da Europa e do mundo, não se espera que consiga oferecer contributos originais à humanidade, mas há sempre excepções. Uma delas refere-se a S. José.


Em quase toda a arte cristã, S. José é representado como um ancião venerável, contrastando com a juventude de Nossa Senhora. Embora a doutrina garanta que S. José estava casado com Nossa Senhora, em geral, os artistas procuraram esbater essa relação, como se fosse um equívoco legal, um mal-entendido. O objectivo de representar José como um avô era sublinhar a virgindade de Maria – o que corresponde à verdade –, mas o resultado foi associar a virtude da pureza à velhice.


Como Portugal não acompanhou, sob vários aspectos, as tendências da cultura e da arte, os pintores e escultores portugueses nem sequer imaginaram que S. José fosse mais velho que Nossa Senhora. Graças a isso, anteciparam-se em muitos séculos aos melhores artistas actuais, que nos retratam um homem vigoroso, vibrante, cheio de ternura, corajoso, criativo, trabalhador, jovem de corpo e de espírito, límpido no amor.


No passado dia 8 de Dezembro, o Papa Francisco publicou uma Carta apostólica a anunciar um ano de indulgências especiais, a comemorar que o Papa Pio IX nomeou S. José patrono da Igreja universal em 1870, há 150 anos.


Esta Carta apostólica, que começa com as palavras «Patris corde» (com um coração de Pai...), é um hino a S. José, fiel à sua vocação, enamorado de Jesus e de Maria.


«Na sociedade actual –escreve o Papa–, muitas vezes os filhos parecem órfãos de pai. (...) Ser pai significa introduzir o filho na experiência da vida, na realidade. Não segurá-lo, nem prendê-lo, nem subjugá-lo, mas torná-lo capaz de opções, de liberdade, de partir. Talvez seja por isso que a tradição chama a José pai castíssimo. (... ) A castidade é a liberdade da posse em todos os campos da vida. Um amor só é verdadeiramente tal, quando é casto. O amor que quer possuir (...) prende, sufoca, torna o outro infeliz. O próprio Deus amou o homem com amor casto, deixando-o livre inclusive de errar e de se opor a Ele. A lógica do amor é sempre uma lógica de liberdade, e José soube amar de maneira extraordinariamente livre».


Segundo o Papa, nesta sociedade faltam pais que respeitem a vocação dos filhos e os ajudem a descobri-la, em vez de se oporem a ela. São precisos pais capazes de respeitarem a mulher e os filhos com esta «lógica do amor» extraordinariamente livre.



S. José, chamado por Deus quando era muito jovem, recém-casado com Nossa Senhora, esteve à altura da sua missão: fazer feliz a nova família, à base de alegria, não de sacrifício. Comenta o Papa: «A felicidade de José não se situa na lógica do sacrifício de si mesmo, mas na lógica do dom de si mesmo. Naquele homem, nunca se nota frustração, mas apenas confiança. (...) O mundo precisa de pais, rejeita os dominadores, isto é, rejeita quem quer possuir o outro para preencher o seu próprio vazio; rejeita aqueles que confundem autoridade com autoritarismo, serviço com servilismo, confronto com opressão, caridade com assistencialismo, força com destruição».


José, o rapaz jovem, o santo da alegria: com muitos séculos de antecipação sobre a nossa era, os artistas portugueses captaram a grandeza do amor, pujante na juventude da vida e sempre.

José Maria C.S. André

sexta-feira, 10 de dezembro de 2021

As últimas semanas

Em muitos países, a comunicação social ignora a vida da Igreja, mesmo carregada de acontecimentos e mensagens importantes. Podemos reclamar, mas o mais eficaz é procurar fontes de informação mais fiáveis.


Os pontos altos das últimas semanas foram a viagem apostólica ao Chipre e à Grécia, de 2 a 6 de Dezembro, e a visita do Papa Francisco à Comunidade do Cenáculo, no dia 8, onde encerrou o ano dedicado a S. José e falou da família e da conversão.


A estadia no Chipre e na Grécia parece ter sido um momento de viragem nas relações dos Ortodoxos com a Igreja. Por várias razões, um dos temas em foco foi o arrependimento e a conversão. «Parece que pedir desculpa é a coisa mais difícil e o Papa pediu desculpa de modo espectacular» —sintetizou um jornalista da televisão cipriota que acompanhava a viagem.


Diante do Patriarca Ieronymos, o Papa pediu desculpa pelas divisões entre os cristãos, sobretudo as que foram provocadas por católicos, e também pela traição de alguns católicos que se opuseram, há muitos anos, à independência grega. Na conferência de imprensa no regresso a Roma, o Papa relacionou estes pedidos de desculpas com a relação com Deus: «Calamo-nos quando sentimos que devíamos pedir desculpa, mas eu gosto de pensar que Deus nunca Se cansa de perdoar. Jamais Se cansa! Somos nós que nos cansamos de pedir perdão e, quando não pedimos perdão a Deus, dificilmente o pediremos aos irmãos. É mais difícil pedir perdão a um irmão do que pedir perdão a Deus, porque sabemos que Deus responde: “Sim, vai, estás perdoado”. Em contrapartida, com os irmãos, há a vergonha e a humilhação… Mas no mundo de hoje é precisa esta atitude de humilhação e de pedir desculpa. Tantas coisas acontecem no mundo, tantas vidas perdidas, tantas guerras… Como é que não havemos de pedir desculpa? (…) E há ainda um outro pedido de desculpas —que me vem do coração— pelo escândalo do drama dos migrantes, pelo escândalo de tantas vidas afogadas no mar».


No dia da partida para a viagem pastoral, o Papa aceitou a demissão do Arcebispo de Paris, Michel Aupetit, e referiu-se ao assunto. Lamentou que se tivesse dito que o Arcebispo tinha sido condenado. «Mas quem é que o condenou?!» Explicou que Aupetit, tinha feito umas pequenas carícias imprudentes a uma senhora [antes de ser bispo] e que «isto é um pecado, mas não é um dos pecados mais graves (…). Assim, Aupetit é um pecador, como o sou eu (…), como foi Pedro, o bispo sobre quem Cristo fundou a Igreja. Como é que a comunidade daquele tempo aceitou um bispo pecador? E com pecados graves (…), como renegar Cristo? É que era uma Igreja saudável, habituada a sentir-se sempre pecadora, todos: era uma Igreja humilde. Vê-se que a nossa Igreja não está habituada a ter um bispo pecador e fazemos de conta (…). Não, isto é “Capuchinho Vermelho”. Todos somos pecadores. Mas quando o falatório cresce, cresce, cresce e rouba a boa fama, já não se pode governar, porque se perdeu a fama, não por causa do seu pecado —que é pecado, como o de Pedro, como o meu, como o teu, é pecado— mas por causa da bisbilhotice das pessoas que espalharam estas coisas. (…) Isto é uma injustiça. Por isso aceitei a demissão de Aupetit não sobre o altar da verdade, mas sobre as aras da hipocrisia».


Mal chegou a Roma, o Papa foi à capela de Nossa Senhora Salvação do Povo Romano, na basílica de Santa Maria Maior, agradecer os frutos da viagem e as expectativas criadas. No dia 8 levou flores à estátua da Imaculada Conceição, no coração da Roma antiga.


Na tarde desse 8 de Dezembro ainda foi à Comunidade do Cenáculo encerrar o ano dedicado a S. José. Continuando os temas da fidelidade familiar e do arrependimento, que tem desenvolvido nas últimas semanas, o Papa disse-lhes: «Não tenhais medo da realidade, da verdade, das nossas misérias. Não tenhais medo porque Cristo gosta da realidade como ela é, sem maquilhagem, o Senhor não gosta das pessoas que maquilham as suas almas, que maquilham os seus corações».


Um apontamento anedótico: neste dias, com o pretexto de aprofundar um espírito de compreensão mais universal, a União Europeia propôs-se proibir as referências ao Natal. Muita gente reagiu e os responsáveis retiraram rapidamente o documento, pedindo desculpa por ele «não cumprir o objectivo proposto e não ser um texto amadurecido, com o nível de qualidade habitual». Apanhado na viagem apostólica, o Papa classificou o documento como um anacronismo e comparou-o com as ditaduras que, ao longo da história, tentaram acabar com o Natal, referindo em concreto «Napoleão, a ditadura nazi e a ditadura comunista». «É uma moda de laicismo aguado, tipo água destilada… que nunca funcionou na história». E acrescentou um recado: «A União Europeia deve agarrar novamente os ideais dos Pais fundadores, de unidade, de grandeza, e ter o cuidado de não deixar as colonizações ideológicas infiltrarem-se; isso pode (…) fazer o projecto da União Europeia fracassar».

José Maria C.S. André

Nossa Senhora do Loreto

O título Nossa Senhora de Loreto tem como referencial a casa de Nazaré, onde viveu a Santíssima Virgem. Por um misterioso prodígio esta casa atravessou oceanos até fixar-se na Itália, em um bosque de loureiros, próximo à vila de Recanati. Uma explicação plausível seria a seguinte: a fim de poupar a Santa Casa de Nazaré de invasões, onde templos e monumentos eram violados e destruídos, o Senhor ordenou a seus anjos que a transportassem pelos ares à cidade de Tersatz, na Dalmácia, em 10 de Maio de 1291 e daí para um bosque de loureiros, em Loreto, na Itália, em 10 de Dezembro de 1294.

Ainda hoje o santuário de Loreto, onde a "santa casa" é conservada e venerada, é local de concorridas peregrinações.

É padroeira dos aviadores.

(Fonte: Evangelho Quotidiano)

quarta-feira, 8 de dezembro de 2021

Amar a Cristo ...

Queridíssimo Jesus, hoje vimos agradecer-Te a Tua Imaculada Mãe a quem diariamente tanto recorremos pedindo-lhe proteção e ajuda pela sua intercessão.

Tê-La na nossa alma é um tão belo e maravilhoso dom que nos concedeste, que não existem palavras para Te agradecer. Ainda assim, amado Jesus, Filho de Maria, entregamo-nos no regaço da Nossa Rainha pedindo-lhe que nos leve sempre até a Ti, ao Pai e ao Espírito Santo, e que seja a ressonância do amor que Te manifestamos em oração.

Louvado sejais com a Imaculada Virgem Santa Maria hoje e sempre!

JPR