Obrigado, Perdão Ajuda-me

Obrigado, Perdão Ajuda-me
As minhas capacidades estão fortemente diminuídas com lapsos de memória e confusão mental. Esta é certamente a vontade do Senhor a Quem eu tudo ofereço. A vós que me leiam rogo orações por todos e por tudo o que eu amo. Bem-haja!

quarta-feira, 3 de junho de 2020

O homem forte sofre, mas resiste

A fachada é de energia e fortaleza. Mas, quanta frouxidão e falta de vontade por dentro! Fomenta a determinação de não transformar as tuas virtudes em disfarce, mas em hábitos que definam o teu carácter. (Sulco, 777)

O caminho do cristão, o de qualquer homem, não é fácil. Certo é que em determinadas épocas parece que tudo se cumpre segundo as nossas previsões; mas isto habitualmente dura pouco. Viver é defrontar dificuldades, sentir no coração alegrias e pesares; e é nesta forja que o homem pode adquirir a fortaleza, a paciência, a magnanimidade e a serenidade.

É forte quem persevera no cumprimento do que entende dever fazer, segundo a sua consciência; quem não mede o valor de uma tarefa exclusivamente pelos benefícios que recebe, mas pelo serviço que presta aos outros. O homem forte às vezes sofre, mas resiste; talvez chore, mas traga as lágrimas. Quando a contradição aumenta, não se curva. (Amigos de Deus, 77)

São Josemaría Escrivá

A fé na doença


«a Palavra de Deus ensina-nos que há uma atitude decisiva e de fundo para enfrentar a doença: a fé. Repete-o sempre Jesus às pessoas que cura: A tua fé te salvou.»

(Bento XVI no Angelus de hoje dia 05.02.2012)

A Fé

A fé não é uma teoria da qual nos podemos apropriar ou mesmo instalar. É uma coisa muito concreta: é o critério que decide o nosso estilo de vida.

(Bento XVI - Discurso por ocasião do encontro promovido pelo Conselho Pontifício Cor Unum 23.01.06)

terça-feira, 2 de junho de 2020

Há pobres que realmente são ricos. E vice-versa

Não esqueças: tem mais aquele que precisa de menos. - Não cries necessidades. (Caminho, 630)

Desapega-te dos bens do mundo. - Ama e pratica a pobreza de espírito. Contenta-te com o que basta para passar a vida sóbria e temperadamente.

- Se não, nunca serás apóstolo. (Caminho, 631)

A verdadeira pobreza não consiste em não ter, mas em estar desprendido, em renunciar voluntariamente ao domínio sobre as coisas.

- Por isso há pobres que realmente são ricos. E vice-versa. (Caminho, 632)

Não tens espírito de pobreza, se, podendo escolher de modo que a escolha passe inadvertida, não escolhes para ti o pior. (Caminho, 635)

São Josemaría Escrivá

Caminhar para o encontro definitivo com Jesus

«Desde a Ascensão, a vinda de Cristo na glória está eminente», explica o Catecismo da Igreja Católica [4], dizendo-o no sentido em que pode acontecer a qualquer momento. Só Deus sabe quando terá lugar esse acontecimento, que marcará o fim da História e a definitiva renovação do mundo. Por isso, sem alarmismos nem temores, mas com sentido de responsabilidade, havemos de caminhar para o encontro definitivo com Jesus, que, por outro lado, acontece para cada um no momento da morte. De Deus vimos e para Deus vamos: esta realidade constitui, no fundo, a síntese da sabedoria cristã. Contudo, como o Papa lamentava recentemente, com frequência se esquecem estes dois pontos da História e, particular­mente, a fé no regresso de Cristo no juízo final não é às vezes tão clara e firme no coração dos cristãos [5].

Consideremos que o encontro definitivo do Senhor com cada um está precedido pela Sua atuação constante em cada momento da vida comum. Ainda me lembro da vivacidade com que S. Josemaria Lhe pedia, para este caminhar quotidiano: mane nobíscum! [6]: fica connosco. Dizemos-Lho nós, conscientes de que temos de deixar que Ele atue na nossa vida? Exortava-nos também a estar preparados para prestar contas a Deus da nossa existência a qualquer momento. Em Caminho, escreveu: “Há de vir julgar os vivos e os mortos”, rezamos no Credo. Oxalá não percas de vista esse julgamento e essa justiça e... esse Juiz [7]. Sou testemunha de que considerava pessoalmente, em cada dia, essa possibilidade, e se enchia de alegria. Assim nos devíamos alegrar todos os que nos sabemos filhos de Deus. Por isso acrescentava: Não brilha na tua alma o desejo de que teu Pai-Deus fique contente quando te tiver de julgar? [8]

[4]. Catecismo da Igreja Católica, n. 673.

[5]. Papa Francisco, Discurso na Audiência geral, 24-IV-2013.
[6]. Lc 24,29.
[7]. S. Josemaria, Caminho, n. 745.
[8]. S. Josemaria, Caminho, n. 746.

(D. Javier Echevarría na carta do mês de junho de 2013)
© Prælatura Sanctæ Crucis et Operis Dei