Obrigado, Perdão Ajuda-me

Obrigado, Perdão Ajuda-me
As minhas capacidades estão fortemente diminuídas com lapsos de memória e confusão mental. Esta é certamente a vontade do Senhor a Quem eu tudo ofereço. A vós que me leiam rogo orações por todos e por tudo o que eu amo. Bem-haja!

sexta-feira, 21 de setembro de 2018

«Cu-cu»: surpresa!

´Habitual visita a Nossa Senhora na Basílica de Santa Maria
Maior foto @GregBurkeRome
No final de Setembro (dias 22 a 25 de 2018), o Papa Francisco viaja aos países bálticos, para reforçar a fé daqueles povos duramente provados pela perseguição nazi, seguida de meio-século de perseguição soviética. Logo a seguir (3 a 28 de Outubro), arranca em Roma o sínodo dos bispos, sobre os jovens e a vocação, que inclui no programa (14 de Outubro) a canonização de Paulo VI e do Arcebispo Óscar Romero.

A primeira etapa da viagem aos países bálticos foi igual à de todas as viagens anteriores. Poucas horas antes de apanhar o avião, Francisco deslocou-se à basílica romana de Santa Maria Maior para confiar a Nossa Senhora estes dias apostólicos. A população aguarda-o com grande emoção, mas a vida religiosa e social daquelas nações ainda está pouco consolidada. Esta viagem coincide com os 100 anos da independência destes países, dos quais só uma pequena parte foi vivida em liberdade: «tempos obscuros, de violência e perseguição, em que a chama da liberdade não se extinguiu...» – disse-lhes o Papa numa mensagem-vídeo, pouco antes de partir.

O sínodo dos bispos vai tratar do projecto de Deus para cada ser humano e do momento em que cada um se encontra a sós com Deus e conhece esse sonho divino. Nalguns casos, o aturdimento é tão grande que o próprio não se apercebe de nada. Também há encontros felizes, em que a surpresa maiúscula do primeiro momento se prolonga até ao fim da vida com a alegria de ter sido olhado por Deus. É normal que o próprio se dê conta do erro que Deus comete ao chamá-lo para uma vocação que ultrapassa completamente a capacidade própria. Nessa altura, são possíveis duas atitudes. A mais inteligente é compreender que o facto de Deus ser omnipotente Lhe permite ultrapassar os impossíveis e que, de qualquer maneira, não temos de Lhe dar lições. A outra atitude é saber mais que Deus: «Muito obrigado, meu Deus; eu tenho uma ideia melhor, mas fico agradecido na mesma, por vos terdes lembrado de mim!».

Vocação de Mateus - Caravaggio
Hoje, no dia em que escrevo, a Igreja celebra o Apóstolo S. Mateus, um homem que, antes de ser chamado por Jesus, tinha uma função mais desprezível que a de um funcionário da Emel. Não deveria ter sido escolhido para nada, no entanto, reagiu de forma verdadeiramente inteligente àquele erro de «casting»: aceitou e condecorou-se a si mesmo por essa decisão, dando um grande banquete a todos os seus amigos. O lema papal de Francisco («miserando atque eligendo») é uma alusão à vocação de S. Mateus, uma referência ao Deus que «perdoa e escolhe».

A vocação é sempre uma surpresa. Em primeiro lugar, porque implica um erro de «casting», ou (o que vem a dar ao mesmo) um «amor cego» por parte de Deus. Em segundo lugar, porque o caminho empreendido ultrapassa tudo o que a imaginação alcança e o final é uma fecundidade inesgotável e um prémio sem fim.

A canonização simultânea de Paulo VI e do Arcebispo Óscar Romero apresenta-nos dois modelos de grande fidelidade à Igreja, um particularmente conhecido pela defesa da família e da vida humana e o outro mais conhecido pelo respeito da justiça, sobretudo em relação aos mais vulneráveis. Francisco explicou que a canonização simultânea destes dois santos mostra que as várias dimensões da mensagem cristã são indissociáveis.

Nesta semana, o «New York Times» publicou duas cartas escritas por Bento XVI em 2017 a um Cardeal conhecido pelas críticas ao Papa Francisco. Embora fossem cartas privadas, tornaram-se do domínio público. Dá pena também que o destinatário não tenha compreendido a mensagem.

Também nesta semana se comemorou no Parlamento italiano o encontro, ocorrido há 50 anos naquele mesmo edifício, entre Chiara Lubich e o político Igino Giordani. O próprio Giordani escreveu num livro de memórias: «Estava convencido de que ia ouvir uma entusiasta sentimental de qualquer utopia de beneficência. Foi completamente diferente. (...) De repente, a minha curiosidade despertava-se e deflagrava um fogo galopante. Quando, ao cabo de meia hora, acabou de falar, eu vivia numa atmosfera encantada, num limbo de luz e de felicidade; e teria gostado que aquela voz continuasse. Era a voz que, sem eu me dar conta, esperava. Era a santidade ao alcance...». Este deslumbramento de Giordani foi o princípio de uma vocação que havia de marcar o movimento dos Focolares... Uma vocação é sempre um deslumbramento e uma surpresa.
José Maria C.S. André

Evangelho do dia 21 de setembro de 2018

Partindo Jesus dali, viu um homem chamado Mateus, que estava sentado na banca das cobranças, e disse-lhe: «Segue-Me». E ele, levantando-se, O seguiu. Aconteceu que, estando Jesus sentado à mesa em casa deste homem, vieram muitos publicanos e pecadores, e se sentaram à mesa com Jesus e com os Seus discípulos. Vendo isto, os fariseus diziam aos Seus discípulos: Por que motivo come o vosso Mestre com os publicanos e pecadores? Jesus, ouvindo isto, disse: «Os sãos não têm necessidade de médico, mas sim os enfermos. Ide, e aprendei o que significa: “Quero misericórdia e não sacrifício”. Porque Eu não vim chamar os justos, mas os pecadores».

Mt 9, 9-13

quinta-feira, 20 de setembro de 2018

Evangelho do dia 20 de setembro de 2018

Um dos fariseus pediu-Lhe que fosse comer com ele. Tendo entrado em casa do fariseu, pôs-Se à mesa. Uma mulher, que era pecadora na cidade, quando soube que Ele estava à mesa em casa do fariseu, levou um frasco de alabastro cheio de perfume. Colocando-se a Seus pés, por detrás d'Ele, começou a banhar-Lhe os pés com as lágrimas, e enxugava-os com os cabelos da sua cabeça, beijava-os, e ungia-os com o perfume. Vendo isto, o fariseu que O tinha convidado, disse consigo: «Se este fosse profeta, com certeza saberia de que espécie é a mulher que O toca: uma pecadora». Jesus então tomou a palavra e disse-lhe: «Simão, tenho uma coisa a dizer-te». Ele disse: «Mestre, fala». «Um credor tinha dois devedores: um devia-lhe quinhentos denários, o outro cinquenta. Não tendo eles com que pagar, perdoou a ambos. Qual deles, pois, o amará mais?». Simão respondeu: «Creio que aquele a quem perdoou mais». Jesus disse-lhe: «Julgaste bem». Em seguida, voltando-Se para a mulher, disse a Simão: «Vês esta mulher? Entrei em tua casa e não Me deste água para os pés; ela com as suas lágrimas banhou os Meus pés, e enxugou-os com os seus cabelos. Não Me deste o ósculo; porém ela, desde que entrou, não cessou de beijar os Meus pés. Não ungiste a Minha cabeça com óleo, porém esta ungiu com perfume os Meus pés. Pelo que te digo: São-lhe perdoados os seus muitos pecados porque muito amou. Mas, aquele a quem menos se perdoa, menos ama». Depois disse à mulher: «São-te perdoados os pecados». Os convidados começaram a dizer entre si: «Quem é Este que até perdoa pecados?». Mas Jesus disse à mulher: «A tua fé te salvou; vai em paz!».

Lc 7, 36-50

quarta-feira, 19 de setembro de 2018

Honra Pai e Mãe

Locutor: Deus manda-nos «honrar pai e mãe», para sermos felizes. Tal deve ser o ambiente são e equilibrado da nossa infância, que condiciona o êxito feliz da vida inteira. Entretanto o quarto mandamento de Deus não fala da bondade dos pais, não requer que o pai e a mãe sejam perfeitos; mas da atitude dos filhos, independentemente dos méritos dos pais e diz uma coisa extraordinária e libertadora: embora nem todos os pais sejam bons e nem todas as infâncias sejam serenas, todos os filhos podem ser felizes, porque alcançar uma vida plena e feliz depende do reconhecimento devido a quem nos colocou no mundo. Saber isto pode ajudar tantos jovens que provêm de histórias de abandono e violência e quantos sofreram na sua meninice e adolescência. Muitos santos e muitíssimos cristãos, depois duma infância atribulada, viveram uma vida luminosa, porque, graças a Jesus Cristo, se reconciliaram com a vida. Pensemos, por exemplo, em Santa Josefina Bakita. As nossas feridas começam a ser potencialidades, quando, pela graça, descobrimos que o verdadeiro enigma já não é «porquê?» me sucedeu isto, mas «para quê?», para que finalidade me forjou o Senhor com esta minha história? E aqui tudo se inverte, tudo se torna precioso e construtivo. Então podemos começar a amar os nossos pais com liberdade de filhos adultos, aceitando misericordiosamente os seus limites. Os enigmas da nossa vida esclarecem-se quando se descobre que, desde sempre, Deus nos prepara para uma vida de filhos seus, onde cada ato é uma missão recebida d’Ele. Independentemente da história donde provém, a pessoa recebe do quarto mandamento a orientação que conduz a Cristo. N’Ele se manifesta o Pai verdadeiro que, pelo Batismo, nos faz renascer do Alto.

Santo Padre:
Un benvenuto ai cari pellegrini di lingua portoghese, e in particolare ai fedeli di Brasília, guidati dal Vescovo ausiliare Monsignor Marcony Vinicius, e al gruppo del Colégio Santo Inácio di Fortaleza! Di cuore saluto tutti e affido al buon Dio la vostra vita e quella dei vostri familiari, invocando per tutti le consolazioni e le luci dello Spirito Santo affinché, vinti i pessimismi e le delusioni della vita, possiate attraversare la soglia della speranza che abbiamo in Cristo Signore. Conto sulle vostre preghiere. Grazie!

Locutor: Queridos peregrinos de língua portuguesa e em particular os fiéis de Brasília guiados pelo Bispo Auxiliar Dom Marcony Vinicius e o grupo do Colégio Santo Inácio, de Fortaleza, sede bem-vindos! De coração saúdo a todos e confio ao bom Deus a vossa vida e a dos vossos familiares, invocando para todos as consolações e luzes do Espírito Santo, a fim de que, vencidos os pessimismos e as desilusões da vida, possais cruzar o limiar da esperança que temos em Cristo Senhor. Conto com as vossas orações. Obrigado!

Evangelho do dia 19 de setembro de 2018

«A quem, pois, compararei os homens desta geração? A quem são semelhantes? São semelhantes a essas crianças que estão sentadas na praça, e que falam umas para as outras, dizendo: Tocámos flauta e vós não dançastes; entoámos música triste, e não chorastes. Porque veio João Batista, que não come pão nem bebe vinho, e dizeis: está possesso do demónio. Veio o Filho do Homem, que come e bebe, e dizeis: eis um glutão e um bebedor de vinho, amigo de publicanos e pecadores. Mas a sabedoria foi justificada por todos os seus filhos».

Lc 7, 31-35