Obrigado, Perdão Ajuda-me

Obrigado, Perdão Ajuda-me
As minhas capacidades estão fortemente diminuídas com lapsos de memória e confusão mental. Esta é certamente a vontade do Senhor a Quem eu tudo ofereço. A vós que me leiam rogo orações por todos e por tudo o que eu amo. Bem-haja!

sábado, 18 de fevereiro de 2017

A TI, MEU AMIGO, QUE TE DESESPERAS

Hoje apetece-me escrever-te, a ti, que fazes do desânimo, do desespero uma razão de viver ... para morrer.

Pois, não me venhas dizer que não sei do que falo, porque também eu um dia fiquei sem nada, vi o mundo ruir à minha volta, fiquei sem casa, sem horizonte, mas restou-me a esperança!

E sabes tu, qual era a minha esperança?

Chama-se Deus, o Pai, o Filho e o Espírito Santo, que continuamente me repetia aos ouvidos do coração: «Não desistas, um dia compreenderás que sempre estive contigo.»

E eu perguntava: «Onde, que não Te vejo, quase não Te sinto, e o horizonte apresenta-se-me escuro, tão escuro, como a noite mais escura.»

E Ele não se calava, (oh sim, Ele nunca se cala quando O temos em nós), e dizia-me: «Olha para o teu lado, todos te abandonam! Mas não vês agarrados à tua mão, a tua mulher, os teus filhos, os teus verdadeiros amigos? Pois é neles que Eu estou, para te dizer que é uma curva no caminho, um obstáculo a ultrapassar, um meio que finaliza numa fé mais forte, mais coesa, mais vivida, mais sentida, mais dependente da minha vontade.»

«Mas Senhor, precisavas de ser tão duro, ou seja, precisavas de permitir que tal acontecesse?»

Ah, mas Ele não se cala mesmo, e respondia-me. «Mas, meu filho, e não era mesmo preciso? Falei-te tantas vezes e não me ouvias, embora me quisesses seguir. E Eu sabia que esse era o teu desejo mais profundo, seguir-Me. Tinha que mostrar-te tudo, ou seja, que nada do que vivias era Eu, ou melhor, que aquilo que vivias, o vivias sem Mim. E lembras-te, que percebeste então?»

«É verdade, Senhor!»

E ouve tu agora, meu amigo que fazes do desânimo, do desespero uma razão de viver ... para morrer.
Baixei a cabeça, entrei no fundo de mim, olhei para o Céu, sorri, e disse-Lhe que Ele e apenas Ele, era a minha razão de viver, e que tudo mais, família, amigos, trabalho e lazer apenas faziam sentido envolvidos no seu amor, porque assim sendo eram extensão d’Ele mesmo que assim me tocava, tão física e proximamente.

Vês agora, tu, meu irmão, que fazes do desânimo, do desespero uma razão de viver ... para morrer, que Ele também está sempre contigo, mesmo no “infinitamente” pouco que te dá a conhecer, ou melhor, em que se te dá a conhecer?

Razão para morrer há só uma, viver com Ele, nEle, para Ele, em todos os momentos e horas, até que Ele nos chame, para nEle morrermos, para com Ele vivermos, eternamente no amor!

Marinha Grande, 25 de Janeiro de 2015

Joaquim Mexia Alves

O Evangelho do dia 18 de fevereiro de 2017

Seis dias depois, Jesus tomou consigo Pedro, Tiago e João, e conduziu-os sós, à parte, a um monte alto, e transfigurou-Se diante deles. As Suas vestes tornaram-se resplandecentes, de uma brancura tal, que nenhum lavadeiro sobre a terra os poderia tornar tão brancos. Depois apareceu-lhes Elias com Moisés, que estavam a falar com Jesus. Pedro tomando a palavra disse a Jesus: «Rabi, que bom é nós estarmos aqui; façamos três tendas: uma para Ti, uma para Moisés e outra para Elias». Não sabia o que dizia, pois estavam atónitos de medo. E formou-se uma nuvem que os cobriu com a sua sombra, e da nuvem saíu uma voz que dizia: «Este é o meu Filho muito amado, ouvi-O». Olhando logo à volta de si, não viram mais ninguém com eles senão Jesus. Ao descerem do monte, ordenou-lhes que a ninguém contassem o que tinham visto, senão depois de o Filho do Homem ter ressuscitado dos mortos. Observaram esta ordem, mas perguntavam-se o que queria dizer “quando tiver ressuscitado dos mortos”. Interrogaram-n'O dizendo: «Porque dizem os escribas que Elias deve vir primeiro?». Jesus respondeu-lhes: «Elias efectivamente há-de vir primeiro e pôr tudo em ordem. Mas como é que está escrito acerca do Filho do Homem, que terá que sofrer muito e ser desprezado? Pois, Eu digo-vos que Elias já veio, e fizeram dele quanto quiseram, como está escrito dele». 

Mc 9, 2-13

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

São Josemaría Escrivá nesta data em 1975

Encontra-se na Guatemala, do dia 15 ao dia 23 de Fevereiro. “Sei que esta terra é muito de Deus: Não é verdade que amais muito a Sagrada Eucaristia e a devoção do Santo Rosário?”, diz num desses dias.

Testemunhas de uma alegria genuína

Terminou o Jubileu Extraordinário da Misericórdia. Foi um tempo de abundantíssimas graças de Deus que os cristãos do mundo inteiro não se esqueceram de agradecer.
Como diz o Papa Francisco na carta apostólica que publicou no encerramento do Jubileu, a misericórdia não se pode reduzir a um tempo passageiro na vida Igreja, mas constitui a sua própria existência.
Porque é que isto é assim?
Porque a misericórdia torna visível e palpável a verdade mais profunda do Evangelho: Deus ama-nos de um modo infinito. Por esse motivo, deseja ardentemente perdoar os nossos pecados sejam eles quais forem. A única coisa que nos pede é boa vontade, arrependimento sincero e desejo operativo de perdoar os outros por amor a Ele.
Seremos capazes de transmitir a misericórdia ao nosso redor se antes soubermos recebê-la humildemente de Deus. Nesse caso, a misericórdia recebida gratuitamente alimenta e mantém robusta a virtude da alegria.
A pessoa que se sabe perdoada abre-se à esperança de uma vida nova. A alegria de sermos perdoados transparece ao nosso redor sempre que a saibamos experimentar de verdade na primeira pessoa do singular: “enganei-me ao fazer isto ou deixar de fazer aquilo”. Mas Deus, que é maior do que o pecado, não só perdoa mas enche-nos de uma vida renovada.
Misericórdia é o amor de Deus que vem ao nosso encontro sem condições. Destrói o círculo de egoísmo que nos envolve depois de nos enganarmos e volta a enviar-nos aos outros para que testemunhemos essa renovação com a nossa alegria cheia de uma esperança consoladora.
Olhemos à nossa volta com atenção e sem indiferença.
Quantas pessoas repletas de sentimentos de melancolia, tristeza e tédio existencial! Quantas vidas que parecem não ter sentido! Quanta falta de uma autêntica paz em tantos corações!
São necessárias testemunhas de uma alegria genuína — que vai mais além do divertimento passageiro. Essas testemunhas seremos nós se nos abrirmos de verdade à misericórdia de Deus.
Pe. Rodrigo Lynce de Faria

O Evangelho do dia 17 de fevereiro de 2017

Depois, chamando a Si o povo com os Seus discípulos, disse-lhes: «Se alguém quer seguir-Me, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-Me. Porque quem quiser salvar a sua vida, a perderá; mas quem perder a vida por amor de Mim e do Evangelho, salvá-la-á. Pois que aproveitará ao homem ganhar o mundo inteiro se perder a sua alma? Ou que dará o homem em troco da sua alma? No meio desta geração adúltera e pecadora, quem se envergonhar de Mim e das Minhas palavras, também o Filho do Homem Se envergonhará dele, quando vier na glória de Seu Pai, com os santos anjos». E dizia-lhes: «Em verdade vos digo que alguns dos que aqui se encontram não morrerão sem terem visto antes o reino de Deus vir com poder».

Mc 8,34-38.9,1