Obrigado, Perdão Ajuda-me

Obrigado, Perdão Ajuda-me
As minhas capacidades estão fortemente diminuídas com lapsos de memória e confusão mental. Esta é certamente a vontade do Senhor a Quem eu tudo ofereço. A vós que me leiam rogo orações por todos e por tudo o que eu amo. Bem-haja!

terça-feira, 30 de junho de 2015

Francisco visita Bento XVI antes de este partir por 15 dias para Castel Gandolfo

«Porque temeis?»

Beato Charles de Foucauld (1858-1916), eremita e missionário no Saara 
Meditação «Oito dias em Efrém», a tempestade acalmada


Meus filhos, seja o que for que vos aconteça, lembrai-vos de que Eu estou sempre convosco. Lembrai-vos de que, visível ou invisível, parecendo agir ou parecendo dormir e esquecer-vos, Eu velo sempre, estou em toda a parte e sou omnipotente. Nunca tenhais medo, nem preocupações: Eu estou presente, Eu velo, Eu amo-vos. […] Eu sou todo-poderoso. Que mais quereis? […] Lembrai-vos das tempestades que acalmei com uma palavra, transformando-as numa grande calmaria. Lembrai-vos da maneira como sustive Pedro quando caminhava sobre as águas (cf Mt 14,28ss). Estou sempre tão perto de cada homem como estou agora de vós. […] Tende confiança, fé, coragem; não vos inquieteis com o vosso corpo nem com a vossa alma (cf Mt 6,25), uma vez que Eu estou presente, sou omnipotente e vos amo.

Mas […] que a vossa confiança não nasça da negligência, da ignorância dos perigos, nem da confiança em vós mesmos ou noutras criaturas. […] Os perigos que correis são iminentes: os demónios, inimigos fortes e manhosos, a vossa natureza, o mundo, fazem-vos continuamente uma oposição encarniçada. […] Nesta vida, a tempestade é quase contínua e a vossa barca está sempre prestes a soçobrar. Mas Eu estou presente e comigo ela é insubmersível. Desconfiai de tudo e sobretudo de vós mesmos, mas tende em Mim uma confiança total, capaz de banir toda a inquietação.

O Evangelho do dia 30 de junho de 2015

Subindo para uma barca, seguiram-n'O os Seus discípulos. E eis que se levantou no mar uma grande tempestade, de modo que as ondas alagavam a barca; Ele, entretanto, dormia. Aproximaram-se d'Ele os discípulos, e acordaram-n'O, dizendo: «Senhor, salva-nos, que perecemos!». Jesus, porém, disse-lhes: «Porque temeis, homens de pouca fé?». Então, levantando-Se, ordenou imperiosamente aos ventos e ao mar, e seguiu-se uma grande bonança. Eles admiraram-se, dizendo: «Quem é Este, a quem até os ventos e o mar obedecem?».

Mt 8, 23-27

segunda-feira, 29 de junho de 2015

Sinto-me indignado e preocupado

Impotente, salvo na oração, a minha proximidade com os reformados gregos e todos aqueles que estão a passar por enormes dificuldades é grande e sincera, mesmo para com aqueles que no seu desespero assumiram opções de voto com as quais estou em total desacordo.

Lamentavelmente vejo, leio e ouço hipocrisia de todos os lados, sobretudo ausência de valores éticos e morais de pessoas que escondendo-se debaixo do guarda-chuva “democracia” preconizam soluções profundamente violadoras da honestidade que deveria ser dado adquirido em qualquer cidadão. Quando criança frequentemente ouvi a minha Mãe dizer-me “quem não tem dinheiro não tem vícios”, realidade hoje tida como retrógrada pois vive-se sob o lema “ter sem olhar a como”.

Vejo ainda políticos desnorteados e sem qualquer capacidade de assumir posições por total falta de visão estratégica incapazes de assumirem um fio condutor sem se preocuparem com o politicamente correto, é o relativismo no seu expoente máximo.

A solidariedade propalada por comentadores e políticos para com o povo grego não passam de frases bonitos que lhes enchem o ego e nada resolvem. Já repararam que se esqueceu por completa uma enorme faixa de idosos com não têm cartão multibanco e ainda não se sabe quando poderão ter acesso às suas pensões, mas com estes sem poder reivindicativo ninguém verdadeiramente se preocupa e se calhar nem eles próprios são capazes de identificar os causadores da sua atual situação.

O povo grego tem sido usado por todos como fichas de um jogo muito semelhante ao “poker” e independentemente do resultado do referendo continuarão a sê-lo e que ninguém tenha ilusões o governo grego já delineou como jogar consoante os resultados, já da Europa só me permito prever que irá ceder, não por convicção, mas por cobardia.

Termino conforme comecei, resta-me a oração, sabendo que só o Senhor é verdadeiramente bom e justo.

JPR

DIÁLOGOS COM O MEU EU (19)

É difícil, não é?
O quê, podes dizer-me?

Testemunhar com a vida, o que dizes com a boca e o que escreves com a mão.
Muito difícil, sobretudo em certas coisas.

Quais, por exemplo?
Quando falamos ou escrevemos do amor ao próximo, às vezes com palavras tão bonitas, mas depois no dia-a-dia esquecemo-nos delas, porque este é “chato”, porque aquele incomoda, porque o outro é isto ou aquilo.

Pois é! E incomoda, não incomoda?
Incomodar, é pouco! Faz-me sentir mentiroso, indigno de falar d’Ele, um “sepulcro caiado”, como Ele falou.

Está bem, mas sabes que és humano, que és fraco e que podes cair muitas vezes, não é verdade?
Sem dúvida, tens razão! O que mais me custa, a maior parte das vezes, é pensar que já me estou a “aperfeiçoar” e reconhecer afinal como sou tão imperfeito.

Pronto, não é preciso obcecares-te com isso! Olha que os outros talvez não reparem nessas imperfeições.
Pois não, mas reparo eu interiormente e isso me basta para perceber como sou fraco e pecador.

Ele ama-te, com todos os teus defeitos.
Eu sei, e o meu problema é muitas vezes esquecer que sem Ele, sem O deixar conduzir a minha vida, tudo o que faço e fizer, não tem sentido, por isso mesmo, tantas vezes o meu testemunho não corresponde ao que digo e ao que escrevo.

É bom reconheceres isso!
Pois é muito bom, porque é fruto do seu amor, que sempre concorre para a nossa santificação. Louvor a Ele e a Ele a glória. Sim, agora e para sempre!

Marinha Grande, 15 de Março de 2014

Joaquim Mexia Alves