Obrigado, Perdão Ajuda-me

Obrigado, Perdão Ajuda-me
As minhas capacidades estão fortemente diminuídas com lapsos de memória e confusão mental. Esta é certamente a vontade do Senhor a Quem eu tudo ofereço. A vós que me leiam rogo orações por todos e por tudo o que eu amo. Bem-haja!

domingo, 9 de dezembro de 2012

Amar a Cristo ...

Bom Amigo Jesus, João foi o Teu “andaime”, foi aquele que Te envolveu e preparou a Tua aparição pública, para depois diminuir gradualmente até desaparecer e permitir-Te resplandecer aos olhos do mundo na Tua condição do Filho de Deus Pai que se fez homem para nos redimir e salvar.

Ajuda-nos Senhor Jesus a ser sempre humildes como João, anulando-nos para que sejas Tu a surgir sempre em primeiro plano aos olhos da humanidade.

Louvado sejas, Jesus Cristo Nosso Senhor, pelos séculos dos séculos!

JPR  

Creio em um só Senhor, Jesus Cristo, Filho Unigénito de Deus …

… nascido do Pai antes de todos os séculos: Deus de Deus, luz da luz, Deus verdadeiro de Deus verdadeiro; gerado, não criado, consubstancial ao Pai. Por Ele todas as coisas foram feitas [4].

Em Deus, a geração é absolutamente espiritual. Assim, «por analogia com o processo gnosiológico da mente humana, pelo qual o homem, conhecendo-se a si mesmo, produz uma imagem de si mesmo, uma ideia, um “conceito” (…), que pelo latim, verbum, é chamada com frequência verbo interior, nós atrevemo-nos a pensar na geração do Filho ou “conceito” eterno e Verbo interior de Deus. Deus, conhecendo-Se a Si mesmo, gera o Verbo-Filho, que é Deus, como o Pai. Nesta geração, Deus é ao mesmo tempo Pai, como O que gera, e Filho, como O que é gerado, na suprema identidade da Divindade, que exclui uma pluralidade de “deuses”. O Verbo é o Filho, da mesma natureza que o Pai, e é com Ele o Deus único da Revelação do Antigo e do Novo Testamento» [5]. Não me detenho agora na Pessoa do Espírito Santo, único Deus com o Pai e com o Filho.

Claro que não é possível eliminar a penumbra que a nossa mente encontra ao pensar n’Aquele que habita numa luz inacessível [6]. Nem a inteligência humana, nem a dos Anjos, nem a de qualquer outra criatura é capaz de compreender a inesgotável Essência divina: se o compreendes, não é Deus, diz um conhecido aforismo. Contudo, as nossas almas, criadas por Deus e para Deus, têm fome de conhecer melhor o seu Criador e Pai, para mais O amar e louvar; fome de ver a Trindade e gozar da Sua presença eterna.

[4]. Missal Romano, Símbolo Niceno-constantinopolitano.
[5]. Beato João Paulo II, Discurso na Audiência geral, 6-XI-1985, n. 3.
[6]. 1 Tm 6, 16.


(D. Javier Echevarría, Prelado do Opus Dei na carta do mês de dezembro de 2012)

"Natal é a festa do Filho de Deus que veio trazer aos homens a paz e verdadeira alegria"

Milhares de fiéis e peregrinos foram à Praça São Pedro neste II Domingo do Advento para participar da oração mariana do Angelus, conduzida pelo Papa Bento XVI.

Na sua alocução, o pontífice frisou que "no Tempo de Advento a liturgia ressalta de modo particular, duas figuras que prepara a vinda do Messias: a Virgem Maria e João Batista".

Neste domingo, São Lucas nos apresenta João Batista com características diferentes dos outros evangelistas. "Todos os quatro Evangelhos colocam no início da atividade de Jesus a figura de João Batista e o apresentam como seu precursor. São Lucas deixa para depois a conexão entre as duas figuras e suas respectivas missões. Já na concepção e nascimento, Jesus e João são colocados em relação. Essa colocação ajuda a entender que João, como filho de Zacarias e Isabel, ambos de famílias sacerdotais, não só é o último dos profetas, mas também representa todo o sacerdócio da Antiga Aliança e por isso, prepara os homens ao culto espiritual da Nova Aliança, inaugurada por Jesus" – frisou Bento XVI.

"João Batista define-se como a voz que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor, endireitai as suas veredas. A voz proclama a palavra, mas, neste caso, a Palavra de Deus precede, pois é ela mesma quem desce sobre João, filho de Zacarias, no deserto. Ele tem uma grande função, mas sempre em relação a Cristo" – ressaltou o Santo Padre.

"João é a voz que passa, Cristo é o Verbo eterno, que era no princípio" – disse o Papa citando Santo Agostinho.

"Cabe a nós a tarefa de ouvir aquela voz para abrir espaço e acolher Jesus no coração, Palavra que nos salva. Neste Tempo de Advento, preparemo-nos para ver, com os olhos da fé, na humilde Gruta de Belém, a salvação de Deus. Na sociedade do consumo, em que se tenta buscar a alegria nas coisas, João Batista ensina-nos a viver de maneira essencial a fim de que o Natal seja vivido não só como uma festa exterior, mas como a festa do Filho de Deus que veio para trazer aos homens a paz, a vida e a verdadeira alegria" – sublinhou Bento XVI.

Bento XVI concluiu sua alocução, confiando "à materna intercessão de Maria, Virgem do Advento, o nosso caminho rumo ao Senhor que vem, para estarmos prontos a acolher, no coração e em toda a vida, o Emanuel, Deus connosco".

Rádio Vaticano na sua edição para o Brasil com adaptação de JPR

Vídeo em italiano

Imitação de Cristo, 3, 35, 1 - Como nesta vida não há segurança contra a tentação

Jesus: Filho, nunca estarás seguro nesta vida, mas, enquanto viveres, terás necessidade de armas espirituais. Andas cercado de inimigos, que à direita e à esquerda te acometem. Logo, se não te armares por todos os lados com o escudo da paciência, não estarás por muito tempo sem ferida. Demais, se não firmares em mim teu coração, com sincera vontade de sofrer tudo por meu amor, não poderás suportar tão renhido combate, nem alcançar a palma dos bem-aventurados  Cumpre, pois, caminhar com ânimo varonil por entre todos os obstáculos, e rebater com a mão poderosa todos os empecilhos. Pois ao vencedor será dado o maná (Apc 2,17), e ao covarde aguarda muita miséria.

Tempos diários de oração

Se desejas deveras ser alma penitente – penitente e alegre –, deves defender, acima de tudo, os teus tempos diários de oração, de oração íntima, generosa, prolongada, e hás-de procurar que esses tempos não sejam ao acaso, mas a hora fixa, sempre que te for possível. Sê escravo deste culto quotidiano a Deus, e garanto-te que te sentirás constantemente alegre. (Sulco, 994)

Como anda a tua vida de oração? Não sentes às vezes, durante o dia, desejos de falar mais devagar com Ele? Não Lhe dizes: logo vou contar-te isto e aquilo; logo vou conversar sobre isso contigo?

Nos momentos dedicados expressamente a esse colóquio com o Senhor o coração expande-se, a vontade fortalece-se, a inteligência – ajudada pela graça – enche a realidade humana com a realidade sobrenatural. E, como fruto, sairão sempre propósitos claros, práticos, de melhorares a tua conduta, de tratares delicadamente, com caridade, todos os homens, de te empenhares a fundo – com o empenho dos bons desportistas – nesta luta cristã de amor e de paz.

A oração torna-se contínua como o bater do coração, como as pulsações. Sem essa presença de Deus não há vida contemplativa. E sem vida contemplativa de pouco vale trabalhar por Cristo, porque em vão se esforçam os que constroem se Deus não sustenta a casa.

Para se santificar, o cristão corrente – que não é um religioso e não se afasta do mundo, porque o mundo é o lugar do seu encontro com Cristo – não precisa de hábito externo nem sinais distintivos. Os seus sinais são internos: a constante presença de Deus e o espírito de mortificação. Na realidade, são uma só coisa, porque a mortificação é apenas a oração dos sentidos. (Cristo que passa, 8–9)

São Josemaría Escrivá