Obrigado, Perdão Ajuda-me

Obrigado, Perdão Ajuda-me
As minhas capacidades estão fortemente diminuídas com lapsos de memória e confusão mental. Esta é certamente a vontade do Senhor a Quem eu tudo ofereço. A vós que me leiam rogo orações por todos e por tudo o que eu amo. Bem-haja!

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Choque de titãs

Este é o momento do ano com maior elevação estético-artística. As negociações à volta do Orçamento do Estado suscitam sempre assombrosos requintes de retórica e prodígios de embuste. Somando agora o dramatismo e urgência da crise, a temporada do OE de 2012 promete ser a melhor de sempre, trazendo até um toque novo. Se por momentos esquecermos o interesse nacional, podemos deliciar-nos com o simples virtuosismo dos raciocínios e excelência da aldrabice.
A democracia portuguesa tem vindo a melhorar sucessivamente a capacidade de pressão dos interesses e grupos organizados. Hoje as suas técnicas de influência e argumentação estão ao nível do melhor do mundo. Todas as principais corporações têm bem oleadas as suas influências partidárias, com poderosos embaixadores junto a cada centro de poder. Nesta altura Parlamento e corredores dos ministérios são palcos de portentos de distorção e aproveitamento. A lista de propostas de alteração ao Orçamento constitui exposição com mais valor artístico que muitos catálogo de museu.
Este ano o tema central é equidade. Muitos pretendem demonstrar a enorme injustiça por apenas alguns sofrerem cortes, como os servidores do Estado nos dois salários, sem tocar no sector privado. Mas verdadeira equidade significaria que os serviços públicos estariam a ser eliminados ao ritmo das falência das empresas, sendo os funcionários dispensados aos milhares sem indemnização, por extinção da entidade patronal. Aí sim, haveria equidade. Olhar apenas para o corte, sem ligar às outras diferenças, é aldrabice digna das melhores antologias.
Os nossos magistrais políticos não se limitam a protestar, mas dizem apresentar alternativas responsáveis para se conservar um dos salários. Todas elas caem sobre as empresas, em particular nos lucros. Também isso é prodígio de distorção. Estamos no meio de uma crise financeira, que necessariamente faz desaparecer o capital. É essa escassez que cria o drama bancário, a queda brutal no investimento e consequente desemprego e recessão. Neste enquadramento qual a solução apresentada? Carregar ainda mais sobre os lucros das empresas e espremer ao máximo aqueles que poderiam poupar e investir. Depois admiram-se da fuga de capitais, colapso da produção e eliminação de emprego. É tão desmiolado que, se não fosse dramático, seria irresistivelmente cómico.
Nunca chegaremos a descobrir se os que dizem estes disparates acreditam mesmo nisso ou sabem da manipulação. Em qualquer caso hoje os partidos estão totalmente minados pelos interesses, servindo como sua correia de transmissão. PCP e BE vivem da fama. Os proletários só estão na retórica, porque as propostas são para a classe média, que lhes dá o voto. O PS, que há anos esqueceu o socialismo em qualquer dos sentidos da palavra, mudaria com vantagem o nome para Partido dos Serviços, mantendo a sigla. Mostrou-o na ruinosa gestão desde 2005 e confirma-o nesta argumentação orçamental. Desta vez os mais aflitos são PSD e PP, divididos entre o sucesso do Governo e a vassalagem aos interesses. Por um lado sabem que só manterão o poder se cumprirem as exigências dos credores, por outro devem o lugar a quem os elegeu.
Para lá das pérolas de controvérsia, a presente edição do festival traz emoção adicional. Trata-se do primeiro confronto público entre a necessidade premente de austeridade e o poder implacável dos interesses. Quem vencerá este embate de gigantes? De um lado temos a inexorável crise financeira que assola todo o mundo e colocou Portugal numa posição de especial fragilidade. É urgente cortar despesa, indispensável mudar hábitos, forçoso reformar o sistema. Do outro está a invencível força dos grupos de pressão, causa determinante da crise, com décadas de dinheiro público esbanjado a favor dos interesses. Agora, invertendo-se a situação, urge desviar deles os custos do ajustamento. Este é o combate histórico e decisivo da actualidade: a troika inevitável enfrenta os grupos intocáveis. O país segue apaixonadamente o choque de titãs.

João César das Neves in DN online

Pablo Alborán com Carminho que canta em português e a guitarra de Luis Guerreiro - ‘Perdóname’ NO TOP DE VENDAS EM ESPANHA. VALE A PENA ESCUTAR ESTA VERSÃO!

'Não ter medo de dizer que não' pelo Pe. Rodrigo Lynce de Faria

Gosto muito do meu filho — dizia um senhor numa reunião de pais na escola — e procuro que ele se dê conta disso. No entanto, reconheço que algumas vezes o meu filho se porta mal. É verdade que ele só tem cinco anos de idade. Mas também é verdade que eu tento não me esquecer desse “detalhe” quando converso com ele sobre o seu comportamento.
«No outro dia, um psicólogo disse à minha mulher que nessas idades ninguém se porta propriamente mal. Simplesmente, faz com inocência algo que ainda não aprendeu que está mal. Eu, que não sou psicólogo nem nada que se pareça, não estou nada de acordo com isso. Já vi o meu filho portar-se mal. São coisas pequenas, evidentemente, mas ele sabe o que faz e tem consciência disso.
«E para o seu bem, procuro actuar com firmeza — não é sinónimo de violência — e dizer-lhe claramente que “não”. Ser claro, para mim, não é o mesmo que gritar. Também procuro explicar-lhe o porquê do meu “não”, de modo que ele possa entender. Assim, é mais fácil para ele obedecer àquilo que eu lhe digo, mesmo que não lhe apeteça.
«Muitas vezes, apercebo-me de que ele obedece não tanto por entender o que lhe digo, mas por confiar em mim. Porque sou seu pai. E, além disso, seu amigo. A paternidade é um facto. A amizade é uma conquista diária. E essa amizade entre nós também cresce quando ele percebe que eu lhe digo que “não” porque gosto dele — quando seria muito mais fácil para mim não lhe dizer nada».
Que gosto dá ouvir estas palavras tão sensatas! Os pais, se amam de verdade os seus filhos, não terão receio de, algumas vezes, dizer-lhes que “não”. Que pena se, por temor a contristar o filho ou a passarem eles um mau bocado, se habituem a ceder naquilo que não devem ceder! Quantos remorsos depois com o passar dos anos — e eles passam rapidamente — de não ter sabido dizer que “não” a tempo! Tudo se complica. Como diz o povo, cheio de sabedoria, é de pequenino que se torce o pepino.
Não é nada lógico dar aos filhos tudo aquilo que eles pedem. Nem deixá-los fazer tudo aquilo que lhes apetece. É preciso manter-se firmes, com uma firmeza amável e delicada que procede do amor. E convém não esquecer que a primeira qualidade do amor é a força para fazer o bem.
E se, depois de ter dialogado com os filhos e ouvido os seus argumentos, eles não gostam ou não entendem uma indicação dos pais? Nesse caso, penso que os pais não devem ceder naquilo que verdadeiramente consideram que é importante. O contrário seria claudicar num ponto nevrálgico da educação. Mais tarde, serão os próprios filhos a ouvir esse “não” no seu interior diante daquilo que poderiam fazer mas sabem que não devem fazer. Mas não nos enganemos: é muito difícil que esse “não” seja interiorizado pelos filhos se antes não foi pronunciado pelos pais.
Pe. Rodrigo Lynce de Faria

A mentira opressora

Infelizmente a mentira, o faz de conta, o parece que é, mas na realidade não é, esmaga-nos constantemente, na vida política, social e económica, na publicidade e na informação, o que nos obriga a estar profundamente atentos e tentar descodificar as não-verdades que nos pretendem impingir. 

Ora, sucede que na nossa boa-fé e por formação, não estamos muitas vezes apetrechados para nos defender, pelo que deveremos ser cautelosos e, digo-o com tristeza e mágoa, sempre à defesa sobretudo nas áreas que anteriormente identifiquei. 

O ideal seria ter o tempo e a disponibilidade para consultar várias fontes sobre o mesmo tema, na sua impossibilidade, sejamos humildes de coração e não nos deixemos cair na tentação de comentar temas que não dominamos, para assim não contribuirmos, ainda que involuntariamente, à propagação da mentira.

As mensagens de correio electrónico são hoje muito utilizadas para efeitos difamatórios, pelo que jamais as deveremos reenviar a terceiros, sem ver, ouvir e ler os seus conteúdos.

A bem da verdade!

JPR


«… farás um inquérito, averiguarás e informar-te-ás bem. Se for verdade que essa abominação foi cometida no meio de vós»

(Livro do Deuteronómio 13, 15)

Primeiro ícone russo de São Josemaría Escrivá, que por sua intercessão vivamos em total comunhão com Jesus Cristo Nosso Senhor