A maior parte dos que têm problemas pessoais, "têm-nos" pelo egoísmo de pensar em si próprios.
(São Josemaría Escrivá - Forja, 310)
Cada um de vós, se quiser, pode encontrar o caminho que lhe for mais propício para este colóquio com Deus. Não me agrada falar de métodos nem de fórmulas, porque nunca fui amigo de espartilhar ninguém; tenho procurado animar todas as pessoas a aproximarem-se do Senhor, respeitando cada alma tal como ela é, com as suas próprias características. Pedi-lhe vós que meta os seus desígnios na nossa vida: e não apenas na nossa cabeça, mas no íntimo do nosso coração e em toda a nossa actividade externa. Garanto-vos que deste modo evitareis grande parte dos desgostos e das penas do egoísmo e sentir-vos-eis com força para propagar o bem à vossa volta. Quantas contrariedades desaparecem, quando interiormente nos colocamos muito próximos deste nosso Deus, que nunca nos abandona! Renova-se com diversos matizes esse amor de Jesus pelos seus, pelos doentes, pelos entrevados, quando pergunta: que se passa contigo? Comigo... E, logo a seguir, luz ou, pelo menos, aceitação e paz.
Ao convidar-te para fazeres essas confidências com o Mestre, refiro-me especialmente às tuas dificuldades pessoais, porque a maioria dos obstáculos para a nossa felicidade nascem de uma soberba mais ou menos oculta. Pensamos que temos um valor excepcional, qualidades extraordinárias. Mas, quando os outros não são da mesma opinião, sentimo-nos humilhados. É uma boa ocasião para recorrer à oração e para rectificar, com a certeza de que nunca é tarde para mudar a rota. Mas é muito conveniente iniciar essa mudança de rumo quanto antes.
(São Josemaría Escrivá - Amigos de Deus, 249)
Obrigado, Perdão Ajuda-me
As minhas capacidades estão fortemente diminuídas com lapsos de memória e confusão mental. Esta é certamente a vontade do Senhor a Quem eu tudo ofereço. A vós que me leiam rogo orações por todos e por tudo o que eu amo. Bem-haja!
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
Descanso
«Abatimento físico. - Estás... esgotado.
- Descansa. Pára com essa actividade exterior. - Consulta o médico. Obedece e despreocupa-te.
Em breve hás-de regressar à tua vida e melhorarás, se fores fiel, os teus trabalhos de apostolado.»
(São Josemaría Escrivá – Caminho, 706)
- Descansa. Pára com essa actividade exterior. - Consulta o médico. Obedece e despreocupa-te.
Em breve hás-de regressar à tua vida e melhorarás, se fores fiel, os teus trabalhos de apostolado.»
(São Josemaría Escrivá – Caminho, 706)
Papa critica descriminalização do aborto ao receber Bispos brasileiros
Bento XVI diz que os líderes da Igreja se devem pronunciar em matérias políticas quando estão em causa «os direitos fundamentais da pessoa»
Bento XVI manifestou-se hoje, 28 de Outubro, contra os “projectos políticos” que contemplam, “aberta ou veladamente, a descriminalização do aborto ou da eutanásia”, recebendo um grupo de Bispos brasileiros.
A posição é assumida a poucos dias da segunda volta das eleições presidenciais no Brasil, marcada para o próximo Domingo, 31 de Outubro.
Segundo o Papa, quando não se defende a vida “o ideal democrático – que só é verdadeiramente tal quando reconhece e tutela a dignidade de toda a pessoa humana – é atraiçoado nas suas bases”.
A campanha eleitoral no maior país sul-americano tem sido marcada pelas críticas de vários membros da Igreja à candidata do Partido dos Trabalhadores, Dilma Rousseff, pelo seu posicionamento em relação ao tema do aborto.
No discurso, muito centrado na intervenção da Igreja Católica nestas matérias, Bento XVI afirmou que “quando os direitos fundamentais da pessoa ou a salvação das almas o exigirem, os pastores têm o grave dever de emitir um juízo moral, mesmo em matérias políticas”.
“Seria totalmente falsa e ilusória qualquer defesa dos direitos humanos políticos, económicos e sociais que não compreendesse a enérgica defesa do direito à vida desde a concepção até à morte natural”, defendeu o Papa.
Bento XVI disse mesmo que os Bispos não devem “temer a oposição e a impopularidade” pelo seu empenho em favor dos “mais fracos e os mais indefesos”, como é o caso de “um nascituro ou um doente em estado vegetativo ou terminal”.
Citando o seu discurso inaugural da V Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano e do Caribe, em 2007, o Papa sublinhou que “em determinadas ocasiões, os pastores devem mesmo lembrar a todos os cidadãos o direito, que é também um dever, de usar livremente o próprio voto para a promoção do bem comum”.
Neste ponto, acrescentou, tocam-se “política e fé”, frisando que “a religião católica é parte integral” da história do Brasil.
Em defesa dos “valores da vida humana e da sua transcendência”, o Papa quis ainda deixar um apelo em favor da “educação religiosa, e mais concretamente do ensino confessional e plural da religião, na escola pública do Estado”.
Por outro lado, Bento XVI recordou que “a presença de símbolos religiosos na vida pública é ao mesmo tempo lembrança da transcendência do homem e garantia do seu respeito”.
(Fonte: site Agência Ecclesia)
A investigação cientifica seja lugar de dialogo e encontro entre o homem e o seu Criador. Bento XVI aos membros da Academia Pontifícia das Ciências
A ciência tenha sempre como seu objectivo a procura da verdade: esta a exortação de Bento XVI dirigida na manhã desta quinta feira aos participantes na plenária da Academia Pontifícia das Ciências, recebidos em audiência no Vaticano. O Papa pôs em realce os pontos de contacto entre a fé a pesquisa cientifica e reafirmou o encorajamento da Igreja para um progresso cientifico que seja verdadeiramente um beneficio para a humanidade.
A tarefa da ciência – disse o Papa – era e continua a ser uma procura paciente e ao mesmo tempo apaixonada da verdade, acerca do cosmo, da natureza e do ser humano. Uma procura que pode conhecer sucessos e insucessos , e cujo desenvolvimento pode viver momentos de exaltação quando se descobrem aspectos complexos da natureza, mas também de humildade quando teorias que se pensava tivessem descoberto alguns fenómenos se revelam pelo contrario apenas parciais. Bento XVI reafirmou a estima da Igreja pelos investigadores científicos e a gratidão pelos seus esforços que continua a encorajar. No fim de contas – acrescentou – também os cientistas apreciam cada vez mais a necessidade de abrir-se á filosofia para descobrir o fundamento lógico e epistemológico da sua metodologia.
Por seu lado - afirmou - a Igreja está convencida que em definitivo a actividade cientifica recebe benefícios do reconhecimento da dimensão espiritual do homem e da sua procura de respostas ultimas. E a este propósito o Papa auspiciou uma colaboração entre fé e ciência.
Os cientistas – afirmou o Papa – não criam o mundo. Procuram imitar as leis que a natureza nos manifesta. A experiencia dos cientistas como seres humanos, é portanto aquela da percepção de uma lei, de um logos. Isto, observou, leva-nos a admitir a existência de uma Razão omnipotente que sustenta o mundo. Este – salientou Bento XVI – é o ponto de encontro entre a ciência natural e a religião. Como resultado, portanto, a ciência torna-se um lugar de diálogo, de encontro entre o homem e a natureza, e potencialmente, até mesmo entre o homem e o seu Criador.
Com uma referencia á experiencia cientifica do século XX, tema da assembleia plenária da Academia pontifícia das Ciências, o Papa ofereceu uma reflexão ulterior sobre os resultados que a ciência deveria perseguir:
“Antes de mais – constatou – visto que a multiplicação dos desenvolvimentos científicos aumentam a nossa maravilha sobre a complexidade da natureza, é cada vez mais perceptível a necessidade de um contacto interdisciplinar legado a uma reflexão filosófica que leve a uma síntese . Além disso, acrescentou o Papa, o progresso cientifico deve ser sempre realizado em vista da fraternidade e da paz para ajudar a resolver os grandes problemas da humanidade e para dirigir os esforços de cada um para o bem verdadeiro do homem e o desenvolvimento integral dos povos do mundo inteiro. No século XXI, concluiu o Papa , o progresso poderá portanto definir-se positivo se os cientistas conseguirem aplicar as suas descobertas tendo em conta aquilo que é justo e bom .
(Fonte: site Rádio Vaticano)
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