Obrigado, Perdão Ajuda-me

Obrigado, Perdão Ajuda-me
As minhas capacidades estão fortemente diminuídas com lapsos de memória e confusão mental. Esta é certamente a vontade do Senhor a Quem eu tudo ofereço. A vós que me leiam rogo orações por todos e por tudo o que eu amo. Bem-haja!

domingo, 13 de julho de 2008

Bem-vindo Santo Padre, dirão milhões de australianos e de jovens católicos de todo o mundo

(Lisboa, 13/07/2008 – 00h03) A esta hora ou daqui a menos de sessenta minutos deverá estar a tocar solo australiano o avião que transporta Bento XVI e a sua comitiva [Darwin aonde fará uma escala técnica].

Segundo a diversa imprensa internacional, incluindo a Radio Vaticana online, o Papa irá repousar durante três dias a noroeste de Sidney, a cerca de 60 minutos de carro, num centro de retiros denominado “Kenthurst Study Centre” http://www.kenthurststudycentre.org.au/ .

Além de uma viagem com duração superior a 20 horas, considerando a escala técnica em Darwin, a diferença horária entre Roma e Sidney é de 9 horas, ou seja, às 10h30 quando o avião papal partiu já eram 19h30 naquela região da Austrália.

Desejemos pois ao Santo Padre uma boa recuperação do “jet lag”, para depois enfrentar o exaustivo programa pastoral que tem pela frente.

Votos de um Bom e Santo Domingo!


(JPR)

As diferenças e as essências dos actos de ‘optimismo’ e de ‘esperança’

«(…) temos de prestar atenção às diferenças estruturais entre o acto de ‘optimismo’ e o acto de ‘esperança’ para ter debaixo de olho as suas essências. O objectivo do optimismo é a utopia do mundo para sempre livre e feliz, a sociedade perfeita, em que a história atinge a sua meta e manifesta a sua divindade. A meta próxima que nos garante, por assim dizer, a segurança do fim longínquo é o sucesso do nosso poder-fazer. O fim da esperança cristã é o reino de Deus, isto é, a união do homem e do mundo com Deus, mediante um acto de poder e amor divinos.»

(Olhar para Cristo – Joseph Ratzinger)


Infelizmente e muitas vezes, para não dizer quase sempre, de uma forma inconsciente o mundo que nos rodeia vive do e para o ‘optimismo’, dando-se conta do logro com a velhice, se de tal forem capazes e tiverem a humildade suficiente para o fazer, a este ‘optimismo’ eu permito-me chamar ilusão egoísta.

Em contra-partida, a esperança cristã, que assenta na fé e no conhecimento do Reino dos Céus, conduz-nos até à morte física na certeza altruísta da bondade e misericórdia de Deus e consequentemente seguros que seremos chamados a compartilhar a alegria do Reino de Deus para sempre.

Sejamos, cada um à sua maneira, capazes de anunciar aos nossos irmãos essa felicidade, conscientes que é uma tarefa árdua, mas Jesus Cristo, os Apóstolos e muitos Santos tiveram de dar a vida por o fazer, pelo que cada insucesso nosso seja tido apenas como mais um pequeno obstáculo no nosso caminho.

Bom Domingo!

(JPR)

Te Deum – Berlioz – Maestro Claudio Abbado

Te Deum

Te Deum laudamus: Te Dominum confitemur.
Te aeternum Patrem, omnis terra veneratur.
Tibi omnes angeli, tibi caeli et universae potestates:
Tibi cherubim et seraphim incessabili voce proclamant:
Sanctus, Sanctus, Sanctus Dominus Deus Sabaoth.
Pleni sunt caeli et terra maiestatis gloriae tuae.
Te gloriosus Apostolorum chorus,
Te prophetarum laudabilis numerus,
Te martyrum candidatus laudat exercitus.
Te per orbem terrarum sancta confitetur Ecclesia,
Patrem immensae maiestatis;
venerandum tuum verum et unicum Filium;
Sanctum quoque Paraclitum Spiritum.
Tu rex gloriae Christe.
Tu Patris sempiternus es Filius.
Tu, ad liberandum suscepturus hominem, non horruisti Virginis uterum.
Tu, devicto mortis aculeo, aperuisti credentibus regna caelorum.
Tu ad dexteram Dei sedes, in gloria Patris.
Iudex crederis esse venturus.
Te ergo quaesumus, tuis famulis subveni, quos pretioso sanguine redemisti.
Aeterna fac cum sanctis tuis in gloria numerari.
Salvum fac populum tuum, Domine, et benedic hereditati tuae.
Et rege eos, et extolle illos usque in aeternum.
Per singulos dies benedicimus te;
Et laudamus nomen tuum in saeculum, et in saeculum saeculi.
Dignare, Domine, die isto sine peccato nos custodire.
Miserere nostri, Domine, miserere nostri.
Fiat misericordia tua, Domine, super nos, quemadmodum speravimus in te.
In te, Domine, speravi: non confundar in aeternum.

sábado, 12 de julho de 2008

Papa responde, durante o voo, a cinco perguntas dos jornalistas

“Uma grande festa da fé”, que “abre novas fronteiras de união entre as culturas”: esta a leitura que o próprio Papa, em voo para a Austrália, forneceu desta sua viagem pastoral, no costumado encontro informal com os jornalistas que o acompanham. Uma conversação que durou uns 20 minutos e em que Bento XVI respondeu a cinco perguntas que lhe foram colocadas.

A primeira dizia respeito ao próprio Encontro Mundial dos Jovens. “É com muita alegria que me desloco à Austrália – declarou o Papa. Tenho belíssimas recordações da JMJ de Colónia. Não foi uma mera manifestação de massa: foi sobretudo uma grande festa da fé, um encontro humano de comunhão com Cristo. Ali vimos como a fé abre as fronteiras e é mesmo capacidade de união entre as diferentes culturas, e como cria alegria! Espero que o mesmo aconteça agora na Austrália… A mensagem essencial consta das palavras que são o lema desta JMJ: falamos do Espírito Santo que nos faz testemunhas deste Espírito. Quereria concentrar a minha mensagem precisamente nesta realidade do Espírito Santo, nas suas diversas dimensões”.

A segunda pergunta, em inglês, partiu do repórter de um grande jornal australiano, sobre o futuro da Igreja na Austrália, sociedade secularizada: perguntava-se se o Papa é pessimista ou optimista perante uma situação sombria, difícil… Bento XVI observou que a experiência de Deus é sempre algo de válido e essencial, em qualquer situação. A questão é ver como suscitá-la, testemunhá-la, também hoje, na sociedade secularizada.

A terceira questão, também da parte de um jornalista australiano, era sobre os abusos sexuais da parte de membros do clero católico do país. Como tinha já feito com grande clareza na viagem aos Estados Unidos, também desta vez o Papa assegurou que a Igreja de modo algum aceita estes abusos, e que é fundamental que não subsistam dúvidas a esse respeito, para que tais factos não se possam voltar a repetir. Por outro lado há que prosseguir o esforço pastoral de curar as almas feridas, acompanhando com grande atenção as vítimas e suas famílias.

Outra pergunta dizia respeito às mutações climáticas, tema muito sentido na Austrália, terra que conhece a seca e que se encontra perto da região onde mais se fazem sentir os tufões, etc. Bento XVI assegurou que irá falar aos jovens também desta responsabilidade no que diz respeito à natureza criada, sem naturalmente entrar em pormenores de natureza técnica, tarefa dos cientistas e dos políticos. Contudo, do ponto de vista moral desta responsabilidade, afirmou ser um dever que sente seu e do qual não se cansará de falar.

Finalmente, houve uma pergunta sobre a Comunhão Anglicana e Conferência de Lambeth, que está para ter início. Perguntava-se ao Papa que votos formulava, perante uma situação tão difícil como a que vive neste momento a Comunhão Anglicana. Bento XVI respondeu que rezará por esta intenção, para que os participantes nesta Conferência enfrentem as questões na fidelidade ao Evangelho, no mundo de hoje.

(Fonte: site Radio Vaticana)