Obrigado, Perdão Ajuda-me

Obrigado, Perdão Ajuda-me
As minhas capacidades estão fortemente diminuídas com lapsos de memória e confusão mental. Esta é certamente a vontade do Senhor a Quem eu tudo ofereço. A vós que me leiam rogo orações por todos e por tudo o que eu amo. Bem-haja!

domingo, 12 de abril de 2020

UMA SEMANA DE CAMINHO (Noite de Domingo de Páscoa)

Saído da Vigília Pascal, de coração cheio, recebi um recado dado ao meu ouvido.

Era o Sol que me dizia que amanhã não nasceria, não seria necessário, dizia, porque a luz fulgurante de Cristo Ressuscitado, tudo iluminava e a tudo dava vida.

Compreendi as suas palavras mas disse-lhe:
Ó Sol, lembra-te quer também tu foste criado por Deus e como tal para melhor o louvares e honrares neste dia da Ressurreição, deves nascer, ainda mais brilhante, mais belo, para que possamos perceber, quão mais brilhante e belo é Quem te criou!

Então o Sol deu-me a sua mão quente, (mas sem queimar), e cantando e rodopiando dançou e cantou comigo:
Jesus Cristo Ressuscitou! Ele é a Luz que ilumina e dá a vida! Glória a Deus para sempre!
Aleluia! Aleluia! Aleluia!

Noite do Domingo de Páscoa
Marinha Grande, 16 de Abril de 2017

Joaquim Mexia Alves

Bom Domingo da Ressurreição do Senhor!

No Evangelho de hoje (Jo 20, 1-9) João após ter visto o túmulo vazio do Senhor começou a crer, nós graças a Ele há muito que cremos por convicção e fé. Não nos acomodemos e proclamemos a Salvação que a Ressurreição do Senhor significou.

Louvor e glória a Vós, Senhor Jesus, Rei da Eterna Glória!

Aleluia! Aleluia!

ESTADO DE EMERGÊNCIA CRISTÃ

Uma proposta diária de oração pessoal e familiar.

25º Dia. Domingo da Páscoa da Ressurreição de Jesus Cristo, 12 de Abril de 2020.

Meditação da Palavra de Deus (Jo 20, 1-9)

Uma evidência irrefutável

Na companhia de outras santas mulheres, Maria Madalena, “de manhã, sendo ainda escuro”, correu para o sepulcro de Jesus. Sabiam que o seu corpo estava guardado por soldados e que a pedra que fechava a gruta em que fora sepultado, tinha sido selada, para que nenhum dos seus discípulos pudesse roubar o cadáver. Mas, quando se aproximam, não só vêm aberta a porta do túmulo, como verificam a ausência do corpo de Jesus.

Desesperada com o que não duvida em considerar um roubo sacrílego – “levaram o corpo do Senhor” – corre para Jerusalém, para alertar Pedro e João. Os apóstolos, talvez pensando que se tinha enganado na sepultura, correm com ela, mas João, que era mais novo, chegou antes de Pedro, mas não entrou. Porquê? Porque Pedro já era o Papa e, por isso, devia-se-lhe dar a prioridade, não por ele, mas por quem ele agora representa à face da terra. Que bonita lição de amor ao Papa, se se tiver em conta que Pedro tinha por três vezes negado o Mestre e João, que lhe tinha permanecido fiel, era o seu discípulo amado, a quem Jesus entregara sua Mãe!

No Santo Sepulcro, que desde então a Igreja venera como sinal da ressurreição do Mestre, comprovaram a ausência do corpo do Senhor, mas “ainda não entendiam a Escritura, segundo a qual Ele devia ressuscitar”.

Se Maria Madalena, nem Pedro, nem João, creram imediatamente na ressurreição de Jesus, não obstante os três avisos prévios que o Senhor fez de que, precisamente, ao terceiro dia, iria ressuscitar, é porque convinha que a sua descrença nos confirmasse na fé da ressurreição de Nosso Senhor, em que só creram quando se lhes impôs como uma evidência irrefutável.

Intenções para os mistérios gloriosos do Santo Rosário de Nossa Senhora:

1º - A Ressurreição de Nosso Senhor. A ressurreição de Cristo é o fundamento da nossa fé. Rezemos pelos que não têm fé, para que também a eles alcance esta graça.
2º - A Ascensão de Jesus aos Céus. Uma vida terrena interminável seria um suplício, porque só em Deus a nossa alma poderá ser eternamente feliz. Que Jesus renove, em todos os cristãos, o propósito da santidade.
3º - A vinda do Espírito Santo. A graça do Espírito Santo foi concedida aos apóstolos, quando estavam reunidos no Cenáculo. Que o Paráclito conceda à Igreja a graça da unidade na fidelidade a Cristo.
4º - A Assunção de Nossa Senhora. Depois de Jesus subir ao Céu, Maria obedecia a Pedro como se fosse o seu próprio Filho. Rezemos pelo Santo Padre e pelas suas intenções.
5º - A coroação de Maria Santíssima. Antes de o ser do Céu e da terra, Maria foi rainha do lar e família de Nazaré. Que todas as famílias cristãs permaneçam unidas no amor e na fé.

Para ler, meditar e partilhar! Obrigado e até amanhã, se Deus quiser!

Com amizade,
P. Gonçalo Portocarrero de Almada

O mundo de hoje precisa da salvação do Evangelho

“A Páscoa é a verdadeira salvação da humanidade!” “A Ressurreição de Cristo é uma nova criação… um acontecimento que modificou a orientação profunda da história, deslocando-a definitivamente para o lado do bem, da vida, do perdão. Estamos livres, estamos salvos. Por isso exultamos do mais íntimo do coração: ‘Cantemos ao Senhor, verdadeiramente glorioso!”
(…)
“Sim, irmãos, a Páscoa é a verdadeira salvação da humanidade! Se Cristo – o Cordeiro de Deus – não tivesse derramado o seu Sangue por nós, não teríamos qualquer esperança, o destino nosso e do mundo inteiro seria inevitavelmente a morte. Mas a Páscoa inverteu a tendência: a Ressurreição de Cristo é uma nova criação, como um enxerto que pode regenerar toda a planta. É um acontecimento que modificou a orientação profunda da história, fazendo-a pender de uma vez por todas para o lado do bem, da vida, do perdão.
Estamos livres, estamos salvos!”

(Bento XVI – Bênção ‘Urbi et Orbi’ – 04.04.2010)

«Eis o dia que o Senhor fez» (Sl 117, 24)

São Máximo de Turim (?-c. 420), bispo 

Sermão 36; PL 57, 605 (a partir da trad. coll. Icthus t. 10, p. 262)

Deixemos irromper a nossa alegria, meus irmãos, hoje como ontem. Apesar de as sombras da noite terem interrompido o nosso regozijo, o dia santo não terminou [...]: a claridade que a alegria do Senhor espalha é eterna. Cristo iluminou-nos ontem; ainda hoje a Sua luz resplandece. «Jesus Cristo é o mesmo ontem e hoje» diz o bem-aventurado apóstolo Paulo (Heb 13, 8). Sim, para nós Cristo fez-Se dia. Para nós, Ele nasceu hoje, como o anuncia Deus Seu Pai pela voz de David: «Tu és Meu filho; Eu hoje Te gerei» (Sl 2, 7). Que significa isto? Que Ele não engendrou o Seu filho um dia, mas que Ele próprio O engendra dia e noite. [...]

Sim, Cristo é nosso hoje: esplendor vivo e sem declínio, Ele não cessa de inflamar o mundo que sustém (Heb 1, 3) e este clarão eterno parece ser apenas um dia. «A Teus olhos, mil anos são como um só dia», exclama o profeta (Sl 89, 4). Sim, Cristo é este dia único, porque única é a eternidade de Deus. Ele é o nosso hoje: o passado, desaparecido, não Lhe escapa; o futuro, desconhecido, não tem segredos para Ele. Luz soberana, Ele tudo abraça, tudo conhece, está presente em todos os tempos e possui-os todos. Perante Ele, o passado não pode ruir nem o futuro esquivar-se. [...] Este hoje não é o tempo em que, segundo a carne, Ele nasceu da Virgem Maria, nem aquele em que, segundo a divindade, Ele sai da boca de Deus Seu Pai, mas sim o tempo em que ressuscitou dos mortos: «Ele ressuscitou Jesus, diz o apóstolo Paulo; conforme está escrito no salmo II: «Tu és Meu filho; Eu hoje Te gerei»» (At 13, 33).

Na verdade, Ele é o nosso hoje quando, saído da noite densa dos infernos, incendeia os homens. Na verdade, Ele é o nosso dia, aquele que as negras conspirações dos Seus inimigos não puderam obscurecer. Nenhum dia soube melhor do que este acolher a Sua luz: a todos os mortos, Ele deu o dia e a vida. A velhice tinha atirado os homens para a morte; Ele ergueu-os no vigor do Seu hoje.