Obrigado, Perdão Ajuda-me

Obrigado, Perdão Ajuda-me
As minhas capacidades estão fortemente diminuídas com lapsos de memória e confusão mental. Esta é certamente a vontade do Senhor a Quem eu tudo ofereço. A vós que me leiam rogo orações por todos e por tudo o que eu amo. Bem-haja!

quarta-feira, 27 de março de 2019

O pão nosso de cada dia nos dai hoje

Locutor: Na oração do Pai-Nosso, Jesus ensina-nos a pedir «o pão nosso de cada dia», e a fazê-lo solidários com tantos homens e mulheres que vivem aflitos por não terem pão suficiente para seus filhos. E, quem diz «pão», diz remédios, casa, trabalho… A oração cristã parte da realidade, da carne das pessoas necessitadas ou de quantos partilham com elas a sua situação miserável: «Pai, dai-nos hoje o pão necessário para nós e para todos». O pão, que o cristão pede, não é o «meu», mas o «nosso». Esta oração contém uma atitude de empatia e solidariedade. Um dia, este pão poderá censurar-nos pela falta de o repartirmos com quem está ao nosso lado: era um pão oferecido à humanidade, mas alguém se encarregou de o comer, todo, sozinho. O amor não pode suportar isto. Na minha fome, sinto e penso na fome das multidões. Na leitura inicial, ouvimos o milagre da multiplicação dos pães para uma multidão faminta. Jesus perguntara se alguém tinha alguma coisa; encontrou-se apenas um rapazinho disposto a partilhar o que possuía: cinco pães e dois peixes. Jesus multiplicou aquele gesto generoso. Aquele rapazinho compreendeu a lição do «Pai-Nosso»: o alimento não é propriedade minha, mas dom da providência para ser compartilhado. O verdadeiro milagre feito por Jesus naquele dia foi o milagre da partilha. Ele próprio, ao multiplicar aquele pão oferecido, antecipou a sua oferta no Pão Eucarístico. De facto, só a Eucaristia é capaz de saciar a fome de infinito e o desejo de Deus que habita no coração de cada homem e mulher e se exprime também na procura do pão quotidiano.
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Santo Padre:
Rivolgo un cordiale saluto ai pellegrini di lingua portoghese, in particolare ai partecipanti al Convegno promosso dall’Istituto Silvio Meira, agli alunni e professori dell’Istituto Nun’Álvares e ai fedeli di Cascavel e Hamilton in Canada, incoraggiando tutti ad essere testimoni dell’amore che Gesù ci ha dimostrato con il suo sacrificio sulla Croce. Sia la croce il segno di una vita di donazione gioiosa al prossimo. Volentieri benedico voi e i vostri cari!
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Locutor: Dirijo uma cordial saudação aos peregrinos de língua portuguesa, em particular aos participantes no Convénio organizado pelo Instituto Sílvio Meira, aos alunos e professores do Instituto Nun’Álvares e aos fiéis de Cascavel e Hamilton no Canadá, encorajando todos a ser testemunhas do amor que Jesus nos demonstrou com o seu sacrifício na Cruz. Que a cruz seja o sinal duma vida de jubilosa doação ao próximo. De bom grado vos abençoo a vós e aos vossos entes queridos!

Evangelho do dia 27 de março de 2019

«Não julgueis que vim abolir a Lei ou os Profetas; não vim para os abolir, mas sim para cumprir. Porque em verdade vos digo: antes passarão o céu e a terra, que passe uma só letra ou um só traço da Lei, sem que tudo seja cumprido. Aquele, pois, que violar um destes mandamentos mesmo dos mais pequenos, e ensinar assim aos homens, será considerado o mais pequeno no Reino dos Céus. Mas o que os guardar e ensinar, esse será considerado grande no Reino dos Céus.

Mt 5, 17-19

terça-feira, 26 de março de 2019

APELO AOS HOMENS E MULHERES DE BOA VONTADE

Políticos conservadores, humanistas e democráticos precisam-se

Requisitos:

- Reconhecerem a raíz cristã da nossa cultura valorizando-a e dando-lhe um lugar de destaque na sociedade e instituições;

- reconhecerem a família como célula principal do tecido social e valorizando as famílias numerosas que são uma enorme mais valia para a sociedade e o país;

- defenderem a vida desde a sua conceção até à morte sem excepções;

- ter uma consistente política de proteção dos mais carenciados proporcionando-lhes meios para se valorizarem e de terem uma vida digna;

- ter como prioridade a educação baseada em programas credíveis, estáveis e sobretudo virados para o desenvolvimento humano e intelectual dos alunos;

- defender a liberdade de escolha no ensino reconhecendo aos pais a primazia nas melhores opções para os seus filhos;

- dignificar, apoiar e facilitar o relacionamento dos mais idosos afastados das novas tecnologias de forma a que não se sintam excluídos;

- não subscrever quaisquer ideologias ou programas que defendam a chamada “igualdade de género”;

- respeitarem todas as formas de convivência dando primazia às naturais reconhecendo que o único matrimónio enquanto tal, é aquele entre um homem e uma mulher;

- condenarem todas as formas de xenofobia sem que tal implique defender os valores daqueles que são de culturas ou religiões não cristãs;

- não ceder a qualquer tipo de chantagem ou pressão ideológica que possam pôr em causa os valores essenciais de uma sociedade livre, cristã e democrática;

- não se acobardarem perante as dificuldades e o politicamente correto.

Quem estiver disponível a ser frontal e avançar na defesa destes valores terá muito provavelmente a agradável surpresa pelo apoio que gerará, quanto ao signatário seja pela idade, mas sobretudo por fortes limitações de saúde apenas poderá apoiar à distância aqueles que abraçarem os princípios acima expostos.

Muito obrigado!

João Paulo dos Prazeres Reis

Evangelho do dia 26 de março de 2019

Então, aproximando-se d'Ele Pedro, disse: «Senhor, até quantas vezes poderá pecar meu irmão contra mim, que eu lhe perdoe? Até sete vezes?». Jesus respondeu-lhe: «Não te digo que até sete vezes, mas até setenta vezes sete. «Por isso, o Reino dos Céus é comparável a um rei que quis fazer as contas com os seus servos. Tendo começado a fazer as contas, foi-lhe apresentado um que lhe devia dez mil talentos. Como não tivesse com que pagar, o seu senhor mandou que fosse vendido ele, a mulher, os filhos e tudo o que tinha, e se saldasse a dívida. Porém, o servo, lançando-se-lhe aos pés, suplicou-lhe: “Tem paciência comigo, eu te pagarei tudo”. E o senhor, compadecido daquele servo, deixou-o ir livre e perdoou-lhe a dívida. «Mas este servo, tendo saído, encontrou um dos seus companheiros que lhe devia cem denários e, lançando-lhe a mão, sufocava-o dizendo: “Paga o que me deves”. O companheiro, lançando-se-lhe aos pés, suplicou-lhe: “Tem paciência comigo, eu te pagarei”. Porém ele recusou e foi mandá-lo meter na prisão, até pagar a dívida. «Os outros servos seus companheiros, vendo isto, ficaram muito contristados e foram referir ao seu senhor tudo o que tinha acontecido. Então o senhor chamou-o e disse-lhe: “Servo mau, eu perdoei-te a dívida toda, porque me suplicaste. Não devias tu também compadecer-te do teu companheiro, como eu me compadeci de ti?”. E o seu senhor, irado, entregou-o aos guardas, até que pagasse toda a dívida. «Assim também vos fará Meu Pai celestial, se cada um não perdoar do íntimo do seu coração ao seu irmão»

Mt 18,21-35

segunda-feira, 25 de março de 2019

«Faça-se em mim segundo a tua palavra»

Tertuliano (c. 155-v. 220), teólogo 
A Carne de Cristo, 17; PL 2, 781 (cf. SC 126, p. 281)

Porque é que o Filho de Deus nasceu de uma Virgem? [...] Era necessário um modo totalmente novo de nascer para Aquele que ia consagrar uma nova ordem de nascimento. Isaías tinha profetizado que o Senhor anunciaria esta maravilha através de um sinal. Que sinal? «Eis que uma virgem vai conceber e dará à luz um filho.» Sim, a Virgem concebeu e deu à luz o Emanuel, Deus connosco (Is 7, 14; Mt 1, 23). Eis a nova ordem de nascimento: o homem nasce em Deus porque Deus nasce no homem; Deus faz-Se carne, para regenerar a carne pela semente nova do Espírito e lavar todas as manchas passadas.

Toda esta nova ordem foi prefigurada no Antigo Testamento, porque na intenção divina o primeiro homem nasceu para Deus através de uma virgem. Com efeito, a terra era ainda virgem, o trabalho do homem não a tinha tocado, a semente não tinha sido ainda lançada, quando Deus a tomou para dar forma ao homem e torná-lo «um ser vivo» (Gn2, 5.7). Por conseguinte, se o primeiro Adão foi moldado de terra, é justo que o segundo, a quem o apóstolo Paulo chama «o novo Adão», seja retirado por Deus de uma terra virgem, ou seja, de uma carne cuja virgindade permanecia inviolada, para se tornar «Espírito que vivifica» (1Cor 15, 45). [...]

Quando quis recuperar «a Sua imagem e a Sua semelhança» (Gn 1, 26) caída sob o poder do demónio, Deus agiu de forma igual à do momento em que o criou. Eva era ainda virgem quando acolheu a palavra que originaria a morte; por conseguinte, seria também de uma virgem que devia descer a Palavra de Deus que ergueria o edifício da Vida. [...] Eva confiou na serpente; Maria teve fé em Gabriel. O pecado que Eva, crendo, cometeu, foi Maria, crendo, que o apagou. [...] A palavra do diabo foi para Eva a semente da sua humilhação e das suas dores de parto (Gn 3, 16), e ela trouxe ao mundo o assassino do seu irmão (4, 8). Pelo contrário, Maria trouxe ao mundo um Filho que haveria de salvar Israel, Seu irmão.