Obrigado, Perdão Ajuda-me
As minhas capacidades estão fortemente diminuídas com lapsos de memória e confusão mental. Esta é certamente a vontade do Senhor a Quem eu tudo ofereço. A vós que me leiam rogo orações por todos e por tudo o que eu amo. Bem-haja!
quinta-feira, 17 de dezembro de 2015
«A linhagem de Jesus Cristo»
São Leão Magno (? - c. 461), Papa e Doutor da Igreja
Carta 31; PL 54, 791 (a partir da trad. Orval)
Carta 31; PL 54, 791 (a partir da trad. Orval)
De nada serve dizer que Nosso Senhor, filho da Virgem Maria, é realmente homem, se não se crê que Ele o é da maneira como o Evangelho o proclama. Quando Mateus nos fala «da genealogia de Jesus Cristo, filho de David, filho de Abraão», desenha, a partir da origem da humanidade, a linhagem das gerações até José, de quem Maria estava noiva. Lucas, pelo contrário, sobe os sucessivos graus para conduzir ao início do género humano, e mostra assim que o primeiro e o último Adão são da mesma natureza (3, 23ss.).
Seria possível, certamente, ao Todo-Poderoso Filho de Deus manifestar-se para instrução e justificação dos homens da mesma maneira que apareceu aos patriarcas e aos profetas sob forma carnal; por exemplo, quando lutou com Jacob (Gn 32, 25), ou quando estabeleceu um diálogo com Abraão, aceitando a sua hospitalidade a ponto de tomar o alimento que este Lhe apresentou (Gn 18). Mas estas aparições eram apenas sinais, imagens do homem de que anunciavam a realidade, alcançada através das origens destes antepassados.
Uma imagem não poderia realizar O mistério da nossa redenção, preparado desde antes do tempo, desde a eternidade. O Espírito ainda não tinha descido sobre a Virgem, e a força do Altíssimo ainda não tinha estendido sobre ela a Sua sombra (Lc 1, 35). A Sabedoria ainda não tinha construído uma morada onde o Verbo pudesse encarnar, de modo que a natureza de Deus e a do escravo se unissem numa só pessoa, o Criador do tempo nascesse no tempo, e Aquele por Quem tudo foi feito fosse gerado entre todas as criaturas. Se o homem novo não Se tivesse assimilado à carne do pecador e carregado a nossa decrepitude, se não tivesse condescendido, Ele que era consubstancial ao Pai, em tomar a substância de Sua Mãe e assumir a nossa natureza, excepto no pecado, a humanidade seria mantida cativa à mercê do demónio, e não poderíamos gozar da vitória triunfal de Cristo, porque esta teria acontecido fora da nossa natureza. É, por conseguinte, da admirável participação de Cristo na nossa natureza que brota para nós a luz do sacramento da regeneração.
Seria possível, certamente, ao Todo-Poderoso Filho de Deus manifestar-se para instrução e justificação dos homens da mesma maneira que apareceu aos patriarcas e aos profetas sob forma carnal; por exemplo, quando lutou com Jacob (Gn 32, 25), ou quando estabeleceu um diálogo com Abraão, aceitando a sua hospitalidade a ponto de tomar o alimento que este Lhe apresentou (Gn 18). Mas estas aparições eram apenas sinais, imagens do homem de que anunciavam a realidade, alcançada através das origens destes antepassados.
Uma imagem não poderia realizar O mistério da nossa redenção, preparado desde antes do tempo, desde a eternidade. O Espírito ainda não tinha descido sobre a Virgem, e a força do Altíssimo ainda não tinha estendido sobre ela a Sua sombra (Lc 1, 35). A Sabedoria ainda não tinha construído uma morada onde o Verbo pudesse encarnar, de modo que a natureza de Deus e a do escravo se unissem numa só pessoa, o Criador do tempo nascesse no tempo, e Aquele por Quem tudo foi feito fosse gerado entre todas as criaturas. Se o homem novo não Se tivesse assimilado à carne do pecador e carregado a nossa decrepitude, se não tivesse condescendido, Ele que era consubstancial ao Pai, em tomar a substância de Sua Mãe e assumir a nossa natureza, excepto no pecado, a humanidade seria mantida cativa à mercê do demónio, e não poderíamos gozar da vitória triunfal de Cristo, porque esta teria acontecido fora da nossa natureza. É, por conseguinte, da admirável participação de Cristo na nossa natureza que brota para nós a luz do sacramento da regeneração.
O Evangelho do dia 17 de dezembro de 2015
Genealogia de Jesus Cristo, filho de David, filho de Abraão. Abraão gerou Isaac, Isaac gerou Jacob, Jacob gerou Judá e seus irmãos. Judá gerou, de Tamar, Farés e Zara, Farés gerou Esron, Esron gerou Aram. Aram gerou Aminadab, Aminadab gerou Naasson, Naasson gerou Salmon. Salmon gerou Booz de Raab, Booz gerou Obed de Rut, Obed gerou Jessé. Jessé gerou o rei David. David gerou Salomão daquela que foi mulher de Urias. Salomão gerou Roboão, Roboão gerou Abias, Abias gerou Asa. Asa gerou Josafat, Josafat gerou Jorão, Jorão gerou Ozias. Ozias gerou Joatão, Joatão gerou Acaz, Acaz gerou Ezequias. Ezequias gerou Manassés, Manassés gerou Amon, Amon gerou Josias. Josias gerou Jeconias e seus irmãos, na época da deportação para Babilónia. E, depois da deportação para Babilónia, Jeconias gerou Salatiel, Salatiel gerou Zorobabel. Zorobabel gerou Abiud, Abiud gerou Eliacim, Eliacim gerou Azor. Azor gerou Sadoc, Sadoc gerou Aquim, Aquim gerou Eliud. Eliud gerou Eleazar, Eleazar gerou Matan, Matan gerou Jacob, e Jacob gerou José, o esposo de Maria, da qual nasceu Jesus, chamado Cristo. Assim, são catorze todas as gerações desde Abraão até David; e catorze gerações desde David até à deportação para Babilónia, e também catorze as gerações desde a deportação para Babilónia até Cristo.
Mt 1, 1-17
quarta-feira, 16 de dezembro de 2015
Papa abre caminho a beatificação de Teresa de Saldanha (1837-1916)
O Papa aprovou hoje a publicação do decreto que reconhece as ‘virtudes heroicas’ da irmã Teresa de Saldanha (1837-1916), que recebe assim o título de ‘venerável’.
Esta é uma fase do processo que leva à proclamação de um fiel católico como beato, penúltima etapa para a declaração da santidade, após o reconhecimento de um milagre atribuído à sua intercessão.
A fundadora da Congregação das Irmãs Dominicanas de Santa Catarina de Sena criou ainda a Associação Protetora de Meninas Pobres (1859), hoje Associação Promotora da Criança, tendo-se destacado no panorama nacional como educadora, através de uma pedagogia personalista.
Proveniente de uma família nobre, envolveu-se na educação de crianças pobres e na alfabetização e promoção de raparigas operárias, através de aulas externas.
A primeira mulher a fundar uma congregação em Portugal, após a extinção das ordens religiosas no século XIX, ficou também conhecida como pintora e pelos seus escritos.
À data da sua morte tinha fundado 27 casas: 17 em Portugal; seis no Brasil; uma na Bélgica; duas nos EUA; e uma em Espanha.
O processo de canonização foi aberto em Portugal a 6 de novembro de 1999 e entregue em Roma a 14 de fevereiro de 2002.
A canonização, ato reservado ao Papa desde o século XIII, é a confirmação, por parte da Igreja Católica, que um fiel católico é digno de culto público universal (os beatos têm culto local) e de ser apresentado aos fiéis como intercessor e modelo de santidade.
OC
Papa Francisco na Audiência geral (resumo em português)
Locutor: A misericórdia e o perdão não podem ficar reduzidos a belas palavras; são vida e dão vida neste Jubileu, se aderirmos de coração aos sinais que o caracterizam: cruzar a Porta Santa, abeirar-se do sacramento da Confissão, amar a todos e tudo perdoar. O primeiro sinal é a Porta Santa, que eu quis aberta em todas as dioceses do mundo, para todos os fiéis poderem experimentar a graça do Jubileu. Aquela Porta indica o próprio Jesus, que nos convida a entrar e repousar n’Ele, mas também nos impele a sair ao encontro dos outros, levando-lhes o seu abraço de amor e perdão. Por isso, não teria grande eficácia o Jubileu, se a porta do nosso coração não se abrisse para deixar Cristo passar para os outros. Assim como a Porta Santa permanece aberta, porque é o sinal do acolhimento que Deus nos reserva, assim também há-de estar sempre aberta de par em par a nossa porta, sem excluir ninguém. Amar e perdoar são o sinal concreto de que a fé transformou o nosso coração, manifestando-se em nós a própria vida de Deus: amar e perdoar, como Deus ama e perdoa. Por vezes ouvimos pessoas lamentar-se de que não conseguem perdoar. É verdade que não é fácil perdoar, porque o nosso coração é pobre e, só com as nossas forças, não conseguimos perdoar; mas tornamo-nos capazes de perdão, se nos abrirmos a Deus e acolhermos a sua misericórdia em nós. E como podemos acolher e sentir a misericórdia de Deus em nós? Abeirando-nos do sacramento da Confissão, que nos reconcilia com Deus: vendo o estado miserável em que nos deixaram os nossos pecados, que reconhecemos e Lhe confessamos, Ele enche-Se de compaixão ficando Ele com os nossos pecados e regenerando-nos como seus filhos; acolhe-nos no seu seio e encoraja-nos a seguir pela estrada do bem.
Santo Padre: Carissimi pellegrini di lingua portoghese, benvenuti! Vi auguro di sperimentare quell’immensa e inesauribile misericordia che il Padre ci ha dato col suo Figlio fatto Bambino. Possano i vostri cuori e le vostre famiglie rallegrarsi con la presenza di questo Dio fatto Uomo, sull’esempio della Vergine Madre che l’ha concepito per opera dello Spirito Santo! Buon Natale!
Locutor: Queridos peregrinos de língua portuguesa, bem-vindos! De coração vos desejo aquela misericórdia imensa e inesgotável que o Pai nos deu com o seu Filho feito Menino. Possam os vossos corações e as vossas famílias alegrar-se com a presença deste Deus feio Homem, a exemplo da Virgem Mãe que O concebeu por obra do Espírito Santo! Feliz Natal!
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