Obrigado, Perdão Ajuda-me

Obrigado, Perdão Ajuda-me
As minhas capacidades estão fortemente diminuídas com lapsos de memória e confusão mental. Esta é certamente a vontade do Senhor a Quem eu tudo ofereço. A vós que me leiam rogo orações por todos e por tudo o que eu amo. Bem-haja!

segunda-feira, 7 de abril de 2014

'Que tem o Amor a ver com a Cruz?' de Sofia Guedes

Tudo!
O Amor dói!
O Amor faz-nos mover onde há fragilidade!
O Amor faz-nos buscar auxilio!
O Amor é dar-se até ao limite!

Se formos verdadeiros na reflexão, sabemos que não há amor sem dor! Para amar é preciso dar, dar, e dar. O amor desvia o olhar do nosso eu, para só queremos o bem do outro.

E o Amor sendo misterioso pela dor, só pode ser compreendido na simplicidade. Gostava de contar uma simples história de amor que ouvi hoje em 3 minutos, mas que me fiz meditar e rezar muitas hora desde que a ouvi:

A Senhora M. que estava ao meu lado no banco da igreja, quando ouviu as intenções pelos que já partiram na missa. Ao ouvir o nome do marido, tentou dize-lo com pausa e mais alto, mas numa enorme timidez, pois era um nome estrangeiro. Como se houve dúvidas de que era por ele que se rezava!

A Senhora M. que é pequenina, franzina, com os seus 70 e tal anos, ali estava com um sorriso silencioso na cara por esta intenção.

Isto provocou em mim uma enorme ternura. Talvez porque eu sou grande, e às vezes gostava de ser assim pequenina; ou talvez porque sendo grande me tenha apetecido pegar nela ao colo e dizer-lhe: “ eu estou consigo a rezar pelo seu marido.”

Sei que no fim da missa, ficamos a conversar um bocadinho (os tais 3 minutos) e lhe fui fazendo perguntas , eu que sou sempre irremediavelmente curiosa!!! (fascinam-me as histórias das pessoas). Respondeu-me que foi casada 42 anos, estava viúva há 5; que muito nova ainda foi para Paris, tomar conta de crianças, seguiu para Nova Iorque e ali conheceu o amor da sua vida, um argentino pintor e escultor, ou seja um artista! Os artistas são fascinantes!!! Tem um mistério que atrai, que seduz! E por ali ficou. Casou e nunca teve filhos, dizia-me com um sorriso triste! “Deus, achou que não era para nós...”

Perguntei-lhe, sempre curiosa se ele tinha sido um bom marido. Ficou caladinha, com o seu sorriso e a olhar para longe de onde estávamos... e disse: “Nem sempre! Sabe as mulheres!!!??? Os artistas, as modelos, a noite...” . Mas ele precisava de mim, ele que não era crente, e eu fiquei para rezar por ele, com a esperança que chegue ao céu!

E, foi embora dizendo-me: “ Esta foi a minha vida, e agora voltei para o meu país, onde encontrei amigos, do antigamente! ”Ainda me agradeceu muito, por me ter interessado por ela. E eu? Agradecida. Fiquei a olhá-la, pareceu-me tão levezinha, tão querida e especial!

Fiquei, a pensar... que grande amor o desta senhora. Não desistiu do marido. Longe de casa, da família, dos amigos, num ambiente de artistas, traída pelo marido, que amava e que tinha de cuidar, sem filhos... mas uma enorme fé!
Não tem nada de especial esta história, mas fez-me olhar a minha vida, que também é simples, mas cheia de bênçãos, marido querido, bons filhos, de amor, de tranquilidade, de desafios, de alegrias e também de dores e dificuldades. Muita responsabilidade, porque tenho a noção de quem a muito é dado, muito é pedido!

Obrigada a Senhora M. que me fez olhar a minha vida através da dela e senti-las profundamente unidas. Rezo pelo seu marido...

Sofia Guedes na sua página do Facebook

Cristo

«Só Cristo é o verdadeiro sacerdote, os outros são seus ministros»

(São Tomás de Aquino)

Brevíssimo comentário ao Evangelho de hoje...

Tenhamos a inteligência de coração para não acusarmos e condenarmos o próximo como fizeram os fariseus de que nos fala o Evangelho de hoje (Jo 8, 1-11).

Com humildade reconheçamos que ao vermos o pecado no próximo também nós somos pecadores, mesmo que o sejamos em menor gravidade, mas foi o Senhor que ensinou a Pedro a formula que nos tem absolvido ao longo das nossas vidas “setenta vezes sete”.

Louvado seja Deus Nosso Senhor pela sua infinita misericórdia!

«Também Eu não te condeno. Vai e de agora em diante não tornes a pecar.»

Papa Francisco 
Exortação apostólica «Evangelii Gaudium / A alegria do evangelho», §§ 1-3 (trad. © copyright Libreria Editrice Vaticana, rev.)


A alegria do Evangelho enche o coração e a vida inteira daqueles que se encontram com Jesus. Quantos se deixam salvar por Ele são libertados do pecado, da tristeza, do vazio interior, do isolamento. Com Jesus Cristo, renasce sem cessar a alegria. […] O grande risco do mundo actual, com sua múltipla e avassaladora oferta de consumo, é uma tristeza individualista que brota do coração comodista e mesquinho, da busca desordenada de prazeres superficiais, da consciência isolada. Quando a vida interior se fecha nos próprios interesses, deixa de haver espaço para os outros, já não entram os pobres, já não se ouve a voz de Deus […]. Este é um risco, certo e permanente, que correm também os crentes. […].

Convido todos os cristãos, em qualquer lugar e situação em que se encontrem, a renovarem hoje mesmo o seu encontro pessoal com Jesus Cristo ou, pelo menos, a tomarem a decisão de se deixar encontrar por Ele, de O procurar dia a dia sem cessar. Não há motivo para alguém poder pensar que este convite não lhe diz respeito, já que «da alegria trazida pelo Senhor ninguém é excluído» [Papa Paulo VI]. A quem arrisca, o Senhor não o desilude; e, quando alguém dá um pequeno passo em direcção a Jesus, descobre que Ele já aguardava de braços abertos a sua chegada.

Este é o momento para dizer a Jesus Cristo: «Senhor, deixei-me enganar, de mil maneiras fugi do vosso amor, mas aqui estou novamente para renovar a minha aliança convosco. Preciso de Vós. Resgatai-me de novo, Senhor; aceitai-me mais uma vez nos vossos braços redentores.» Como nos faz bem voltar para Ele, quando nos perdemos! […] Deus nunca Se cansa de perdoar, somos nós que nos cansamos de pedir a sua misericórdia. Aquele que nos convidou a perdoar «setenta vezes sete» (Mt 18,22) dá-nos o exemplo: […] volta uma vez e outra a carregar-nos aos seus ombros (Lc 15,5). Ninguém nos pode tirar a dignidade que este amor infinito e inabalável nos confere. Ele permite-nos levantar a cabeça e recomeçar, com uma ternura que nunca nos defrauda e sempre pode restituir-nos a alegria.

(Fonte: Evangelho Quotidiano)

O Evangelho do dia 7 de abril de 2014

Jesus foi para o monte das Oliveiras. Ao romper da manhã, voltou para o templo e todo o povo foi ter com Ele, e Ele, sentado, os ensinava. Então os escribas e os fariseus trouxeram-Lhe uma mulher apanhada em adultério; puseram-na no meio, e disseram-Lhe: «Mestre, esta mulher foi surpreendida em flagrante delito de adultério. Ora Moisés, na Lei, mandou-nos apedrejar tais mulheres. E Tu que dizes?». Diziam isto para Lhe armarem uma cilada, a fim de O poderem acusar. Porém, Jesus, inclinando-Se, pôs-Se a escrever com o dedo na terra. Continuando, porém, eles a interrogá-l'O, levantou-Se e disse-lhes: «Aquele de vós que estiver sem pecado seja o primeiro que lhe atire uma pedra». Depois, tornando a inclinar-Se, escrevia na terra. Mas eles, ouvindo isto, foram-se retirando, um após outro, começando pelos mais velhos; e ficou só Jesus com a mulher diante d'Ele. Então, levantando-Se, disse-lhe: «Mulher, onde estão os que te acusavam? Ninguém te condenou?». Ela respondeu: «Ninguém, Senhor». Então Jesus disse: «Nem Eu te condeno; vai e doravante não peques mais».

Jo 8, 1-11