Obrigado, Perdão Ajuda-me

Obrigado, Perdão Ajuda-me
As minhas capacidades estão fortemente diminuídas com lapsos de memória e confusão mental. Esta é certamente a vontade do Senhor a Quem eu tudo ofereço. A vós que me leiam rogo orações por todos e por tudo o que eu amo. Bem-haja!

segunda-feira, 10 de março de 2014

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O Papa quando cansado reza o Terço, o seu secretário pensa que pelo menos rezará três por dia

Celebra-se na próxima quinta-feira o primeiro aniversário da eleição do Papa Francisco à Cátedra de Pedro.

Entre as pessoas que acompanharam de perto o Santo Padre nesses doze meses está seu secretário particular, Mons. Alfred Xuereb, natural de Malta e recentemente nomeado pelo Papa como secretário-geral da Secretaria para a Economia. Nesta entrevista exclusiva à Rádio Vaticano, Mons. Xuereb recorda este primeiro ano com Francisco:

Mons. Xuereb: Eram momentos especiais, que certamente ficarão na história. Um Papa que deixa o seu Pontificado... Desde o dia 28 de fevereiro, o último dia do Pontificado do Papa Bento, quando deixamos definitivamente o Palácio Apostólico, até o dia 15 de março, portanto dois depois da eleição do novo Papa, eu permaneci com o Papa emérito em Castel Gandolfo para fazer-lhe companhia e também ajuda-lo no seu trabalho de secretaria. O momento do afastamento do Papa Bento foi para mim muito doloroso, porque tive a sorte de viver com ele durante cinco anos e meio, e deixá-lo, afastar-me dele foi um momento muito difícil. As coisas foram muito rápidas, eu não sabia que justamente naquele dia deveria fazer as malas e deixar Castel Gandolfo e deixar também o Papa Bento. Mas do Vaticano pediram que me apressasse, que fizesse as malas e fosse para a Casa Santa Marta porque o Papa Francisco estava até ele mesmo abrindo a correspondência, sozinho: não tinha um secretário que o ajudasse. Naquela manhã, passei várias vezes na capela para ter uma luz, porque me sentia um pouco confuso. Porém estava certo, tinha a clara sensação de que estava sendo guiado do Alto e tinha a percepção de que algo de extraordinário estava acontecendo, também para a minha vida. Depois, entrei chorando no escritório do Papa Bento e, com um nó na garganta, tentei dizer-lhe o quanto estava triste e quanto fosse difícil separar-me dele. Agradeci-lhe pela sua benévola paternidade. Confiei-lhe que todas as experiências vividas no Palácio Apostólico com ele me ajudaram muito a olhar melhor “para as coisas lá de cima”. Depois me ajoelhei para beijar-lhe o anel, que não era mais o do Pescador, e ele, com olhar de paternidade, de ternura, como ele sabe fazer, se levantou e me abençoou.

RV: Qual a lembrança do seu primeiro encontro com o Papa Francisco?
Mons. Xuereb:- Pediu-me que entrasse no seu escritório, me acolheu com sua já famosa cordialidade, e devo dizer que fez uma brincadeira, uma brincadeira – se assim posso defini-la – de Papa! Segurava uma carta e com um tom sério e disse-me: “Ah, mas aqui temos problemas, alguém não falou muito bem de si!”. Eu fiquei mudo, mas depois entendi que se referia à carta que o Papa Bento lhe enviou para informá-lo que tinha me dispensado e que podia me chamar para o seu serviço. Nesta carta, o Papa Bento teve a bondade de listar algumas das minhas qualidades. Depois, o Papa Francisco me convidou a sentar-me no sofá e ele, a meu lado, numa cadeira. Pediu-me – com muita fraternidade – de auxiliá-lo nesta dura tarefa. Por fim, quis saber qual é a minha relação com os Superiores e com as outras pessoas de certa responsabilidade. Respondi-lhe que tenho uma boa relação com todos, pelo menos no que me diz respeito.

RV: O que o impressiona da personalidade do Papa Francisco, tendo o privilégio de viver todos os dias ao lado dele?
Mons. Xuereb: A sua determinação. Uma convicção que estou certo lhe vem do Alto, porque é um homem profundamente espiritual que busca na oração a inspiração de Deus. Por exemplo, a visita a Lampedusa ele decidiu porque, depois de entrar algumas vezes na capela, lhe veio em continuação esta ideia: ir pessoalmente encontrar essas pessoas, esses náufragos, e chorar os mortos. E quando ele entendeu que essas ideias lhe vinham em mente várias vezes, então estava certo de que Deus queria esta visita. E a realizou mesmo com muito tempo para prepará-la. O mesmo método ele usa para a escolha das pessoas que chama para colaborar de perto com ele.

RV: O Papa Francisco parece incansável em seus encontros, nas audiências... Como vive o seu dia a dia, na Casa Santa Marta?
Mons. Xuereb: Acredite, ele não perde sequer um minuto! Trabalha incansavelmente. E quando sente a necessidade de fazer uma pausa, não é que fecha os olhos e não faz nada: senta e reza o Terço. Creio que reze pelo menos três Terços por dia. E me disse: “Isto me ajuda a relaxar”. Depois recomeça, retoma o trabalho. Recebe uma pessoa depois da outra: os funcionários da portaria da Santa Marta são testemunhas. Escuta com atenção e se lembra com extraordinária capacidade o que ouviu e viu. Dedica-se à meditação logo cedo, pela manhã, preparando também a homilia da Missa na Santa Marta. Depois, escreve cartas, faz ligações, saúda as pessoas que encontra e se informa sobre suas famílias.
(BF)

(Fonte: 'news.va' com adaptação, título da responsabilidade do blogue)

D. Gerhard Müller: o "vínculo" que nasce do casamento passa a existir "objectivamente", fora do coração dos casados? (agradecimento ‘É o Carteiro!’)

Perguntas: responsabilidade de "É o Carteiro!"

37- Quando a Igreja fala em pacto e em vínculo faz bem se apenas usa imagens fortes para indicar um amor ambicioso, que deseja ser duradouro e exclusivo; mas se com isso quer indicar que o "pacto" e o "vínculo" não são só metáforas mas têm existência real e passam a existir fora das decisões e desejos das pessoas, não estará a exagerar?
Quem tiver dúvidas sobre o facto de que o vínculo matrimonial tenha qualidade ontológica, pode deixar-se instruir pela Palavra de Deus: «No princípio Deus criou o homem e a mulher. Por isso o homem deixará seu pai e sua mãe e unir-se-á à sua esposa e os dois serão uma só carne. De modo que já não são dois, mas uma só carne» (Mt 19, 4-6).
Para os cristãos é válido o facto de que o matrimónio dos baptizados, incorporados no Corpo de Cristo, tem um carácter sacramental e representa, por conseguinte, uma realidade sobrenatural.

38- Não querendo desiludir, não lhe parece que para um homem e uma mulher dos tempos modernos tudo o que disse é mesmo muito difícil de entender?
Um dos problemas pastorais mais graves consiste no facto de que muitos, hoje, julgam o matrimónio exclusivamente segundo critérios mundanos e pragmáticos.
Quem pensa segundo o «espírito do mundo» (1 Cor 2, 12) não pode compreender a sacramentalidade do matrimónio.
À crescente falta de compreensão acerca da santidade do matrimónio, a Igreja não pode responder com uma adequação pragmática ao que parece inevitável, mas só com a confiança no «Espírito de Deus, para que possamos conhecer o que Deus nos doou» (1 Cor 2, 12).

Fonte:  artigo de D. Gerhard Ludwig Müller no Osservatore Romano

A família é o "Forte" o lugar seguro de cada ser humano. E a oração é a grande arma para a defender.