Obrigado, Perdão Ajuda-me

Obrigado, Perdão Ajuda-me
As minhas capacidades estão fortemente diminuídas com lapsos de memória e confusão mental. Esta é certamente a vontade do Senhor a Quem eu tudo ofereço. A vós que me leiam rogo orações por todos e por tudo o que eu amo. Bem-haja!

segunda-feira, 10 de março de 2014

Um ano com o Papa Francisco recordado em 100 fotografias (vídeo só imagem)

O varão fiel será muito louvado

Vir fidélis multum laudábitur [16], o varão fiel será muito louvado. Com toda a razão podemos aplicar esta frase da Escritura ao queridíssimo D. Álvaro. Assim o fez João Paulo II no telegrama que nos mandou no próprio dia 23 de março de 1994, dia do falecimento de tão bom Pai e Pastor. Enquanto participava a todos os fiéis da Obra os seus mais sentidos pêsames, recordava «com agradecimento ao Senhor, a vida cheia de zelo sacerdotal e episcopal do defunto, o exemplo que sempre deu de fortaleza e confiança na Providência divina, assim como a sua fidelidade à Sé de Pedro e o seu generoso serviço eclesial como íntimo colaborador e benemérito sucessor de (…) Josemaria Escrivá» [17].

Outro grande aniversário que nos fala desta virtude cristã é, no fim do mês, o da ordenação sacerdotal do nosso Fundador. Naquele 28 de março de 1925, o nosso Padre selou de um modo novo, sacramental, o compromisso de fidelidade que fora cultivando desde que sentiu os pressentimentos da chamada divina, sendo ainda adolescente. Manteve sempre esse compromisso atual e operativo, e no fim da sua vida terrena, podia afirmar: não vacileis nunca! Desde já vos digo (…) que tendes vocação divina, que Jesus Cristo vos chamou desde a eternidade. Não vos escolheu apenas com um chamamento, mas deu-vos um beijo na testa. Por isso, para mim, a vossa testa brilha como um farol.

Também isto do farol tem a sua história… são essas grandes estrelas que resplandecem na noite, lá em cima, nas alturas, no céu azulado e escuro, como grandes diamantes de uma claridade fabulosa. Esta mesma claridade tem a vossa vocação: a de cada um e a minha [18].

Continuemos a rezar pela Igreja e pelo Papa, especialmente durante o retiro que vai fazer. Eu vou começar amanhã o retiro para depois assistir ao congresso do centenário de D. Álvaro, organizado de 12 a 14 na Universidade Pontifícia de Santa Cruz. E hoje vou administrar, com a alegria de sempre, o sacramento do diaconado a dois Agregados da Prelatura, na paróquia de S. Josemaria. Peçamos ao Senhor que sejam muito fiéis a este novo chamamento recebido, e ampliemos esta oração a todos os seminaristas e clérigos do mundo inteiro.

Não quero acabar sem vos dizer que no dia 22, ao celebrar a Santa Missa na Basílica de Santo Eugénio, para recordar a ida de D. Álvaro para o Céu, estarei mais unido, se é possível, a todas e a todos, pedindo ao Senhor que nos faça inteiramente fieis e que nos encha da Sua sede de almas, como o Papa recorda com frequência. Apoiai, como sempre vos peço, as minhas intenções

[16]. Pr 28, 20.
[17]. João Paulo II, Telegrama a Mons. Javier Echevarría, 2-III-1994.
[18]. S. Josemaria, Notas de uma meditação, 19-III-1975 (“Por las sendas de la fe”, Ed. Cristiandad, Madrid 2013, p. 151).

(D. Javier Echevarría, Prelado do Opus Dei na carta do mês de março de 2014)
© Prælatura Sanctæ Crucis et Operis Dei

'Oração' de Joaquim Mexia Alves

Filho do Pai
Que és nosso também
Porque nos foste dado
E Te deste também,
Que estás entre nós
E no Céu também
Santificado é o nome do Pai
E o Teu também
Que nos trouxeste o Reino dos Céus
Que é o Teu Reino também
Que fizeste a vontade do Pai
Que é Tua também
Que é realizada no Céu
E queres realizada na terra também.
Dá-nos o pão de cada dia
Porque Tu és Pão também
Perdoa os nossos pecados
Porque Tu és perdão também
Ensina-nos a perdoar
Como nos perdoas também
Afasta de nós as tentações
Como as afastaste de Ti também
E livra-nos do mal
Que se afastou de ti também
E fica sempre connosco
Ámen.

Monte Real, 9 de Março de 2010

Joaquim Mexia Alves
http://www.queeaverdade.blogspot.com/

«A Mim mesmo o fizestes»

São Cesário de Arles (470-543), monge, bispo 
Sermões ao povo, n° 24; SC 243


Reflecti, meus irmãos, e vede o exemplo de Nosso Senhor, que fez de nós Viajantes e nos ordenou que chegássemos à cidade celeste (Heb 11,13ss) trilhando o caminho da caridade. […] Embora esteja no céu, por compaixão pelos seus membros que sofrem, pois Ele é a cabeça dos membros e do corpo do mundo inteiro (Col 2,19), disse: «Sempre que deixastes de fazer isto a um destes pequeninos, foi a Mim que o deixastes de fazer.» […] Quando Ele transformou Paulo, o perseguidor, em pregador disse-lhe do alto do céu: «Saulo, Saulo, porque Me persegues?» (Act 9,4). […] Saulo perseguia os cristãos; perseguiria Cristo, que estava no céu? Mas Cristo estava nos cristãos, sofrendo com todos os seus membros, para que esta palavra fosse verdadeira nele: «Quando um membro sofre, todos os membros sofrem com ele» (1Cor 12,26). […]

Suportemos, pois, os fardos uns dos outros (Gal 6,2); os outros membros estão destinados a seguir a cabeça. […] Se o nosso Senhor e Salvador, que não teve pecado, Se digna amar-nos, a nós pecadores, com uma afeição tão grande que afirma sofrer o que nós sofremos, porque é que nós, que somos pecadores e podemos resgatar os nossos pecados através da caridade, não nos amamos com um amor tão perfeito que partilhemos, por caridade, todo o mal que é suportado por um de nós? […] Uma mão ou qualquer outro membro cortado do corpo já não sente nada; assim é o cristão que não sofre com a infelicidade, o infortúnio ou mesmo a morte de outro.

(Fonte: Evangelho Quotidiano)

O Evangelho do dia 10 de março de 2014

«Quando, pois, vier o Filho do Homem na Sua majestade, e todos os anjos com Ele, então Se sentará sobre o trono de Sua majestade. Todas as nações serão congregadas diante d'Ele, e separará uns dos outros, como o pastor separa as ovelhas dos cabritos, e porá as ovelhas à sua direita, e os cabritos à esquerda. «Dirá então o Rei aos que estiverem à Sua direita: “Vinde, benditos de Meu Pai, possuí o reino que vos está preparado desde a criação do mundo, porque tive fome, e Me destes de comer; tive sede, e Me destes de beber; era peregrino, e Me recolhestes; nu, e Me vestistes; enfermo, e Me visitastes; estava na prisão, e fostes ver-Me”. Então, os justos Lhe responderão: “Senhor, quando é que nós Te vimos faminto, e Te demos de comer; com sede, e Te demos de beber? Quando Te vimos peregrino, e Te recolhemos; nu, e Te vestimos? Ou quando Te vimos enfermo, ou na prisão, e fomos visitar-Te?”. O Rei, respondendo, lhes dirá: “Em verdade vos digo que todas as vezes que vós fizestes isto a um destes Meus irmãos mais pequenos, a Mim o fizestes”. Em seguida, dirá aos que estiverem à esquerda: “Apartai-vos de Mim, malditos, para o fogo eterno, que foi preparado para o demónio e para os seus anjos; porque tive fome, e não Me destes de comer; tive sede, e não Me destes de beber; era peregrino, e não Me recolhestes; estava nu, e não Me vestistes; enfermo e na prisão, e não Me visitastes”. Então, eles também responderão: “Senhor, quando é que nós Te vimos faminto ou com sede, ou peregrino, ou nu, ou enfermo, ou na prisão, e não Te assistimos?”. E lhes responderá: “Em verdade vos digo: Todas as vezes que o não fizestes a um destes mais pequenos, foi a Mim que não o fizestes”. E esses irão para o suplício eterno; e os justos para a vida eterna».

Mt 25, 31-46