Obrigado, Perdão Ajuda-me
As minhas capacidades estão fortemente diminuídas com lapsos de memória e confusão mental. Esta é certamente a vontade do Senhor a Quem eu tudo ofereço. A vós que me leiam rogo orações por todos e por tudo o que eu amo. Bem-haja!
sábado, 1 de fevereiro de 2014
Papa diz que “a unidade é mais importante que as regras”
O Papa Francisco disse este sábado que a unidade na Igreja é mais importante que as regras particulares dos movimentos.
Num discurso perante membros do Caminho Neocatecumenal, reunidos em Roma, o Papa deixou várias recomendações e pediu flexibilidade na aplicação de regras: “A comunhão é essencial: por vezes pode ser necessário renunciar a respeitar todos os detalhes que o vosso itinerário exige, para garantir a unidade com os irmãos que formam a única comunidade eclesial, da qual se devem sentir parte”.
O Caminho Neocatecumenal tem um carisma missionário e são muitas as famílias que são enviadas para outros países e culturas para evangelizar. A estes em particular o Papa deixou a recomendação de respeitar a cultura que os acolhe.
Composto por comunidades que fazem um percurso intensivo de catequeses, o Caminho Neocatemunal inclui algumas práticas que nem sempre são bem compreendidas por católicos que não fazem parte do movimento. Por exemplo, o hábito de celebrar missas à porta fechada, bem como algumas adaptações feitas à liturgia, provocam por vezes alguma crispação nas comunidades em que o Caminho tem uma presença forte.
No seu discurso o Papa pediu aos presentes respeito e paciência por quem procura outros caminhos: “Nestes casos o exercício da paciência e da misericórdia por parte da comunidade é sinal de maturidade na fé. A liberdade de cada um não deve ser forçada e deve-se respeitar mesmo a decisão de quem procura, fora do Caminho, outras formas de vida cristã que o ajudem a crescer na resposta à chamada do Senhor”.
O encontro foi marcado pela bênção das famílias que vão partir agora em missão e por muitas músicas e ambiente de festa, que são também uma marca deste movimento.
Filipe d'Avilez
Vídeo da ocasião em italiano
REGICÍDIO
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| Ilustração de Carlos Ribeiro |
Foi num dia como o de hoje, mas de 1908, que o Rei D. Carlos e o Príncipe D. Luís Filipe foram assassinados em pleno Terreiro do Paço, na presença da Rainha D. Amélia e do filho mais novo do casal, D. Manuel II, até à data o último Rei de Portugal.
A tragédia, que também vitimou um transeunte e dois regicidas, é um episódio inédito na história de Portugal. Alguns historiadores entendem que este crime precipitou o fim da monarquia e a implantação de um novo regime,... dois anos e meio depois.
A primeira República foi também um tempo de grandes perturbações sociais: Sidónio Pais, o Presidente-Rei, foi morto em 1918, um ano depois da sua eleição presidencial. A instabilidade política e social só foi definitivamente ultrapassada com a instauração do Estado Novo, embora com a drástica supressão de alguns direitos políticos dos cidadãos.
É verdade que o 25 de Abril pôs termo, pacificamente, a esse regime autoritário, embora as vítimas do processo de descolonização não possam ser excluídas dessa contabilidade. Posteriormente, a aprendizagem da democracia, depois de ultrapassado o perigo de uma ditadura marxista, também não foi isenta de violentas tensões.
São conhecidos os nossos brandos costumes cristãos, mas na natureza de todos os povos há sementes de violência que, em qualquer momento, podem desabrochar. A recordação do holocausto é pedagógica para todos os homens de todos os tempos, sobretudo porque o horror dessa tirania ocorreu, por via democrática, no país mais desenvolvido da Europa.
A lembrança do regicídio e a memória dos mártires da pátria é necessária para a cultura da liberdade. Que o sangue inocente dos que tombaram por Portugal seja, para as gerações vindouras, uma séria advertência sobre os perigos do fundamentalismo e da intolerância e um chamamento para a construção da democracia e da paz.
Gonçalo Portocarrero de Almada
jornal i, 1 fevereiro 2014
Ilustração de Carlos Ribeiro
O Evangelho de Domingo dia 2 de fevereiro de 2014
Depois que se completaram os dias da purificação de Maria, segundo a Lei de Moisés, levaram-n'O a Jerusalém para O apresentar ao Senhor segundo o que está escrito na Lei do Senhor: “Todo o varão primogénito será consagrado ao Senhor”, e para oferecerem em sacrifício, conforme o que também está escrito na Lei do Senhor: “Um par de rolas ou dois pombinhos”. Havia então em Jerusalém um homem chamado Simeão. Este homem era justo e piedoso; esperava a consolação de Israel, e o Espírito Santo estava nele. Tinha-lhe sido revelado pelo Espírito Santo que não veria a morte sem ver primeiro o Cristo do Senhor. Foi ao templo conduzido pelo Espírito. E, levando os pais o Menino Jesus, para cumprirem as prescrições usuais da Lei a Seu respeito, ele tomou-O nos braços e louvou a Deus, dizendo: «Agora, Senhor, podes deixar o teu servo partir em paz segundo a Tua palavra; porque os meus olhos viram a Tua salvação, que preparaste em favor de todos os povos; luz para iluminar as nações, e glória de Israel, Teu povo». O Seu pai e a Sua mãe estavam admirados das coisas que d'Ele se diziam. Simeão abençoou-os e disse a Maria, Sua mãe: «Eis que este Menino está posto para ruína e ressurreição de muitos em Israel e para ser sinal de contradição. E uma espada trespassará a tua alma. Assim se descobrirão os pensamentos escondidos nos corações de muitos». Havia também uma profetisa, chamada Ana, filha de Fanuel, da tribo de Aser. Era de idade muito avançada. Tinha vivido sete anos com o seu marido, após o seu tempo de donzela, e tinha permanecido viúva até aos oitenta e quatro anos, e não se afastava do templo, servindo a Deus noite e dia com jejuns e orações. Ela também, vindo nesta mesma ocasião, louvava a Deus e falava de Jesus a todos os de Jerusalém que esperavam a redenção.Depois que cumpriram tudo, segundo o que mandava a Lei do Senhor, voltaram para a Galileia, para a sua cidade de Nazaré. O Menino crescia e fortificava-Se, cheio de sabedoria, e a graça de Deus estava com Ele.
Lc 2, 22-40
"Evangelii Gaudium" (67)
A força missionária da intercessão
281. Há uma forma de oração que nos incentiva particularmente a gastarmo-nos na evangelização e nos motiva a procurar o bem dos outros: é a intercessão. Fixemos, por momentos, o íntimo dum grande evangelizador como São Paulo, para perceber como era a sua oração. Esta estava repleta de seres humanos: «Em todas as minhas orações, sempre peço com alegria por todos vós (…), pois tenho-vos no coração» (Fl 1, 4.7). Descobrimos, assim, que interceder não nos afasta da verdadeira contemplação, porque a contemplação que deixa de fora os outros é uma farsa.
282. Esta atitude transforma-se também num agradecimento a Deus pelos outros. «Antes de mais, dou graças ao meu Deus por todos vós, por meio de Jesus Cristo» (Rm 1, 8). Trata-se de um agradecimento constante: «Dou incessantemente graças ao meu Deus por vós, pela graça de Deus que vos foi concedida em Cristo Jesus» (1 Cor 1, 4); «todas as vezes que me lembro de vós, dou graças ao meu Deus» (Fl 1, 3). Não é um olhar incrédulo, negativo e sem esperança, mas uma visão espiritual, de fé profunda, que reconhece aquilo que o próprio Deus faz neles. E, simultaneamente, é a gratidão que brota de um coração verdadeiramente solícito pelos outros. Deste modo, quando um evangelizador sai da oração, o seu coração tornou-se mais generoso, libertou-se da consciência isolada e está ansioso por fazer o bem e partilhar a vida com os outros.
283. Os grandes homens e mulheres de Deus foram grandes intercessores. A intercessão é como «fermento» no seio da Santíssima Trindade. É penetrarmos no Pai e descobrirmos novas dimensões que iluminam as situações concretas e as mudam. Poderíamos dizer que o coração de Deus se deixa comover pela intercessão, mas na realidade Ele sempre nos antecipa, pelo que, com a nossa intercessão, apenas possibilitamos que o seu poder, o seu amor e a sua lealdade se manifestem mais claramente no povo.
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