Obrigado, Perdão Ajuda-me

Obrigado, Perdão Ajuda-me
As minhas capacidades estão fortemente diminuídas com lapsos de memória e confusão mental. Esta é certamente a vontade do Senhor a Quem eu tudo ofereço. A vós que me leiam rogo orações por todos e por tudo o que eu amo. Bem-haja!

sábado, 6 de julho de 2013

A Igreja depende do Verbo encarnado

Celebrámos há (…) dias a solenidade dos santos Apóstolos Pedro e Paulo, colunas da fé, que derramaram em Roma o seu sangue por Cristo. Nesta cidade fixou S. Pedro a sua sede e coroou a sua vida terrena com o martírio. E a Igreja de Roma converteu-se assim em Mãe e cabeça de todas as igrejas da urbe e do orbe. Agradeçamos a Deus este Seu desígnio, com o qual quis confirmar os cristãos na doutrina revelada e garantir de forma visível a unidade. E aprendamos a dar a vida, sabendo em cada dia, morrer para o nosso eu.

Deus preparou a fundação da Igreja ao longo da História da salvação. Primeiro, no Antigo Testamento, escolhendo Israel como Seu povo. Depois, na plenitude dos tempos, enviou ao mundo o Seu Filho muito amado que, com a Sua Encarnação, com a Sua pregação, com os Seus milagres, e convocando os Apóstolos, designou os Doze para continuarem a Sua missão redentora. «Mas a Igreja nasceu principalmente do dom total de Cristo pela nossa salvação, antecipado na instituição da Eucaristia e realizado na Cruz» [1]. Depois, «consumada a obra que o Pai confiou ao Filho para realizar na Terra (cfr. Jo 17, 4), foi enviado o Espírito Santo no dia de Pentecostes, a fim de santificar a Igreja até ao fim dos tempos» [2]. Como o nosso Padre desejava, contemplemos com suprema admiração estes dois mistérios e peçamos aos Céus uma fé grande.

A Igreja depende completamente do Verbo encarnado, o qual torna presente no mundo até ao fim dos tempos, e é governada pelo Espirito Santo, que habita no seu seio como no seu templo: agradeçamos e admiremos este vínculo profundo da Igreja com a Santíssima Trindade. É, e somos o Povo santo de Deus, o Corpo místico de Jesus Cristo, a morada do Paráclito. Conclui-se então que depois de professar a fé em Jesus e na divindade do Espirito Santo, no Símbolo proclamemos o mistério da Igreja, à qual nos incorporamos pelo Batismo e na qual - como sacramento universal de salvação – se realiza a obra da nossa santificação.

[1]. Catecismo da Igreja Católica, n. 766.
[2]. Concílio Vaticano II, Const. Dogm. Lumen gentium, nº 4.

(D. Javier Echevarría, Prelado do Opus Dei na carta do mês de julho de 2013)

© Prælatura Sanctæ Crucis et Operis Dei

O milagre de D. Álvaro del Portillo contado por médicos e familiares: a recuperação sem sequelas neurológicas de José Ignacio após 30 minutos de paragem cardíaca

Dois bons amigos que sempre demonstraram ser santos, um será canonizado e o outro beatificado



O Oriente e o Ocidente, os dois pulmões do corpo da Igreja

Beato João Paulo II
Discurso no VI Simpósio Episcopais da Europa (11/10/85)

Desde o início da era apostólica, que semeou o Evangelho nesta terra da Europa e a irrigou com o sangue dos mártires, desenvolveu-se esse processo plurissecular, contínuo e fecundo, que impregnou a Europa da seiva cristã. Os santos patronos da Europa, São Bento e os santos Cirilo e Metódio, são, de modo particular, testemunhas deste processo. O carisma próprio da sua obra evangelizadora consiste no facto de terem depositado germens que fizeram nascer as formas e os estilos de incarnação do Evangelho no tecido cultural e social e no espírito dos povos europeus que estavam em vias de se formar. [...] Estes santos patronos [...] continuam também a ser um modelo e uma inspiração actuais para nós, porque a obra de evangelização, na situação especial em que a Europa se encontra, é chamada a propor uma nova síntese criadora entre o Evangelho e a vida.

É preciso estar consciente da importância de enxertar a evangelização renovada nestas raízes comuns da Europa. [...] Estas raízes cristãs são particularmente ricas e inspiradoras porque se apoiam na mesma fé, se referem à mesma Igreja indivisa. [...] Por outro lado, devemos também considerar que essas raízes comuns são duplas. Porque tomaram a forma de duas correntes de tradições cristãs teológicas, litúrgicas, ascéticas, e de dois modelos de cultura, diversos, não opostos mas, pelo contrário, complementares e que se enriquecem mutuamente. Bento impregnou a tradição cristã e cultural do Ocidente do espírito de latinidade, mais lógico e racional; Cirilo e Metódio são os representantes da antiga cultura grega, mais intuitiva e mística, e são venerados como os pais da tradição dos povos eslavos.

Compete-nos recolher a herança deste pensamento, rico e complementar, e encontrar os meios e os métodos apropriados à sua actualização e uma comunicação espiritual mais intensa entre o Oriente e o Ocidente.

O Evangelho de Domingo dia 7 de julho de 2013

Depois disto, o Senhor escolheu outros setenta e dois, e mandou-os dois a dois à Sua frente por todas as cidades e lugares onde havia de ir. Disse-lhes: «Grande é na verdade a messe, mas os operários poucos. Rogai, pois, ao dono da messe que mande operários para a Sua messe. Ide; eis que Eu vos envio como cordeiros entre lobos. Não leveis bolsa, nem alforge, nem calçado, e não saudeis ninguém pelo caminho. Na casa em que entrardes, dizei primeiro: A paz seja nesta casa. Se ali houver algum filho da paz, repousará sobre ele a vossa paz; senão, tornará para vós. Permanecei na mesma casa, comendo e bebendo do que tiverem, porque o operário é digno da sua recompensa. Não andeis de casa em casa. Em qualquer cidade em que entrardes e vos receberem, comei o que vos puserem diante; curai os enfermos que nela houver, e dizei-lhes: Está próximo de vós o reino de Deus. Mas, em qualquer cidade em que entrardes e não vos receberem, saindo para as praças, dizei: Até o pó da vossa cidade, que se nos pegou aos pés, sacudimos contra vós; não obstante isto, sabei que o reino de Deus está próximo. Digo-vos que, naquele dia, haverá menos rigor para Sodoma que para essa cidade. Os setenta e dois voltaram alegres, dizendo: «Senhor, até os demónios se nos submetem em virtude do Teu nome». Ele disse-lhes: «Eu via Satanás cair do céu como um raio. Eis que vos dei poder de caminhar sobre serpentes e escorpiões, e de vencer toda a força do inimigo, e nada vos fará dano. Contudo não vos alegreis porque os espíritos maus vos estão sujeitos, mas alegrai-vos porque os vossos nomes estão escritos nos céus».

Lc 10,1-12.17-20